{"help": "https://dados.uffs.edu.br/ko_KR/api/3/action/help_show?name=datastore_search", "success": true, "result": {"include_total": true, "limit": 100, "records_format": "objects", "resource_id": "0dd4a7f8-0558-4be1-afa5-9837c73b2390", "total_estimation_threshold": null, "records": [{"_id":1,"projeto_registro":"PES-2026-376","projeto_titulo":"Ofertas imobiliárias, agentes urbanos e desigualdades socioespaciais: análise intraurbana em Passo Fundo e Erechim (2020–2027)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-12-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JUCARA SPINELLI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"GEOGRAFIA URBANA","palavras_chave":"mercado imobiliário; produção da habitação; segregação","resumo":"A produção do espaço urbano nas cidades médias brasileiras tem sido marcada, nas últimas décadas, pela intensificação das dinâmicas imobiliárias e pela crescente articulação entre agentes econômicos, políticos e sociais. No contexto contemporâneo, o mercado imobiliário assume papel central na reestruturação intraurbana, influenciando padrões de uso do solo, valorização diferencial da terra e processos de segregação socioespacial. A investigação tem como objetivo geral analisar, de forma aprofundada e multiescalar, as dinâmicas das ofertas imobiliárias e seus efeitos na produção do espaço intraurbano nas cidades de Passo Fundo e Erechim, no período de 2020 a 2027. Busca-se compreender como a atuação dos agentes do mercado imobiliário, articulada às políticas urbanas e às transformações socioeconômicas, contribui para a reconfiguração do espaço urbano, influenciando padrões de valorização fundiária, expansão territorial, verticalização e diferenciação socioespacial.Em termos específicos, o projeto propõe, inicialmente, realizar o levantamento, a organização e a sistematização de um conjunto robusto de dados empíricos referentes às ofertas imobiliárias nas duas cidades, constituindo uma base de dados estruturada e georreferenciada que permita análises espaciais e temporais consistentes. A partir desse banco de dados, pretende-se identificar e caracterizar os principais agentes produtores do espaço urbano — incluindo incorporadoras, construtoras, imobiliárias e o poder público —, analisando suas estratégias de atuação e sua influência na dinâmica de valorização imobiliária.Adicionalmente, o estudo buscará examinar a distribuição espacial das ofertas e dos preços imobiliários, com ênfase na identificação de padrões de concentração, dispersão e formação de áreas de valorização e desvalorização relativa. Tal análise permitirá compreender como essas dinâmicas se articulam com a estrutura urbana existente e com os vetores de expansão das cidades.\r\nO projeto também se propõe a investigar a relação entre o mercado imobiliário e as políticas urbanas, considerando instrumentos de planejamento, legislação de uso e ocupação do solo e investimentos públicos em infraestrutura, de modo a evidenciar como tais elementos condicionam e, simultaneamente, são condicionados pela lógica de mercado. Visa, ainda, evidenciar os processos de fragmentação socioespacial e de produção de desigualdades, analisando como a distribuição das ofertas imobiliárias e a valorização seletiva do solo urbano contribuem para a segregação e a diferenciação interna das cidades. Por fim, busca-se realizar uma análise comparativa entre Passo Fundo e Erechim, identificando convergências e especificidades em suas dinâmicas intraurbanas, com vistas a contribuir para a compreensão das cidades médias no contexto regional e nacional, bem como para subsidiar políticas públicas e estratégias de planejamento urbano mais equitativas e orientadas por evidências. As cidades de Passo Fundo e Erechim destacam-se como polos regionais no norte do Rio Grande do Sul, exercendo funções de intermediação na rede urbana e apresentando dinâmicas próprias de expansão urbana e valorização imobiliária. Estudos anteriores indicam que essas cidades vêm experimentando processos de fragmentação socioespacial associados à atuação seletiva do mercado e à mediação do Estado por meio de políticas urbanas e habitacionais (Spinelli, 2021).Nesse sentido, torna-se relevante aprofundar a análise das ofertas imobiliárias recentes (2020–2030), considerando sua distribuição espacial, os agentes envolvidos e os efeitos sobre a estrutura intraurbana. O subprojeto justifica-se pela necessidade de compreender como essas dinâmicas se materializam em cidades médias, contribuindo tanto para o avanço do debate teórico quanto para o planejamento urbano. \r\n\r\nBreve fundamentação teórica\r\nA análise proposta fundamenta-se na perspectiva crítica da produção do espaço urbano. Conforme argumenta Henri Lefebvre, o espaço não é apenas suporte das relações sociais, mas produto dessas relações, sendo construído a partir da interação entre práticas espaciais, representações e vivências (Lefebvre, 1991).\r\nNo contexto da Geografia Urbana brasileira, Milton Santos destaca que o espaço urbano resulta da coexistência de diferentes circuitos da economia, sendo o mercado imobiliário um componente fundamental do circuito superior, responsável por impor lógicas seletivas de valorização (Santos, 2008). Complementarmente, Roberto Lobato Corrêa enfatiza o papel dos agentes produtores do espaço — Estado, proprietários fundiários, promotores imobiliários e grupos sociais — na estruturação intraurbana (Corrêa, 1989).\r\nA centralidade do mercado imobiliário nas transformações urbanas contemporâneas é amplamente discutida por David Harvey, que interpreta a urbanização como estratégia de absorção de excedentes de capital, sobretudo em contextos de crise (Harvey, 2005; 2011). Nesse sentido, o espaço urbano passa a ser produzido como mercadoria, articulado a circuitos financeiros mais amplos.\r\nA financeirização da moradia, por sua vez, é analisada por Raquel Rolnik, que evidencia a transformação da habitação em ativo financeiro, reforçando processos de exclusão e desigualdade socioespacial (Rolnik, 2015). No Brasil, essa dinâmica se articula ao papel ambíguo do Estado, que atua simultaneamente como regulador e indutor do mercado (Maricato, 2011).\r\nNo que se refere às cidades médias, Maria Encarnação Beltrão Sposito e Denise Elias destacam que esses espaços assumem funções estratégicas na rede urbana, combinando crescimento econômico, expansão urbana e intensificação das desigualdades (Sposito, 2007; Elias, 2013). Tais cidades configuram-se, portanto, como espaços privilegiados para a análise das dinâmicas imobiliárias contemporâneas.\r\nPor fim, a fragmentação socioespacial é compreendida como expressão da lógica seletiva do mercado e da desigual distribuição de infraestrutura e acessibilidade, conforme argumenta Villaça (2001), constituindo elemento central para a interpretação da estrutura intraurbana.\r\n\r\nMetodologia (materiais e métodos)\r\nA pesquisa adota abordagem quantiqualitativa, de caráter exploratório-descritivo e analítico, articulando diferentes técnicas e fontes de dados. A participação do bolsista de Iniciação Científica tem a previsão d eexecução da pesquisa em 12 meses, com carga horária semanal de 20 horas, desenvolvendo as seguintes etapas/cronograma de execução: \r\n- Etapa 1 – Revisão bibliográfica sistemática - Mês 1 a 4\r\nSerão levantadas e analisadas obras clássicas e contemporâneas sobre produção do espaço, mercado imobiliário, cidades médias e planejamento urbano, utilizando bases como CAPES, SciELO e Google Scholar. A seleção seguirá critérios de relevância e aderência temática (Gil, 2008).\r\n- Etapa 2 – Análise documental - Mês 1 a 4\r\nConsiste na coleta e análise de:\r\n    • Planos Diretores Municipais; \r\n    • Legislação urbanística (uso e ocupação do solo); \r\n    • Políticas habitacionais; \r\n    • Dados socioeconômicos (IBGE, REGINT). \r\nA análise permitirá compreender o papel do Estado na regulação das dinâmicas imobiliárias (Cellard, 2008).\r\n- Etapa 3 – Levantamento empírico das ofertas imobiliárias - Mês 2 a 11\r\nSerão coletados dados de:\r\n    • Classificados de jornais (impressos e digitais); \r\n    • Plataformas imobiliárias online; \r\n    • Sites de imobiliárias e incorporadoras. \r\nVariáveis:\r\n    • Tipo de imóvel (residencial, comercial, loteamento); \r\n    • Localização (bairro); \r\n    • Preço e preço/m²; \r\n    • Tipologia construtiva; \r\n    • Agentes envolvidos. \r\nOs dados serão organizados em planilhas e bancos estruturados, permitindo análises estatísticas e espaciais.\r\n- Etapa 4 – Identificação dos agentes e circuitos de capital - Mês 2 a 11\r\nSerão mapeados:\r\n    • Incorporadoras, construtoras e imobiliárias; \r\n    • Atuação do Estado; \r\n    • Participação de diferentes agentes nas ofertas. \r\nSerão realizados diálogos exploratórios, analisados por meio da técnicas de análise de conteúdo (Bardin, 2011; revisão sistemática)\r\n- Etapa 5 – Análise espacial e cartografia temática - Mês 5 a 11\r\nCom uso de SIG, serão elaborados mapas temáticos para:\r\n    • Distribuição espacial das ofertas; \r\n    • Valorização imobiliária; \r\n    • Expansão urbana e áreas de adensamento. \r\nA análise espacial permitirá identificar padrões de diferenciação intraurbana.\r\n- Etapa 6 – Análise comparativa - Mês 7 a 11\r\nSerão comparadas as duas cidades quanto a:\r\n    • Distribuição espacial das ofertas; \r\n    • Dinâmica de precificação (apontando valorização fundiária/imobiliária); \r\n    • Atuação dos agentes; \r\n    • Padrões de fragmentação socioespacial. \r\nEssa etapa visa identificar convergências e especificidades locais.\r\n- Etapa 7 – Resultados e discussões - Mês 10 a 12\r\n    • Elaboração de Relatórios e Artigos; \r\n    • Apresentação em eventos; \r\n    • Sínteses analíticas \r\n\r\nReferências:\r\nBARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.\r\nCELLARD, André. A análise documental. In: POUPART et al. A pesquisa qualitativa. Petrópolis: Vozes, 2008.\r\nCORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989.\r\nELIAS, Denise. Cidades médias e reestruturação produtiva. São Paulo: Contexto, 2013.\r\nGIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.\r\nHARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.\r\nHARVEY, David. O enigma do capital. São Paulo: Boitempo, 2011.\r\nLEFEBVRE, Henri. The Production of Space. Oxford: Blackwell, 1991.\r\nMARICATO, Ermínia. O impasse da política urbana no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2011.\r\nROLNIK, Raquel. Guerra dos lugares. São Paulo: Boitempo, 2015.\r\nSANTOS, Milton. A natureza do espaço. São Paulo: Edusp, 2008.\r\nSPINELLI, Juçara. Mercado imobiliário e desigualdades socioespaciais. Curitiba: Appris, 2021.\r\nSPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. Cidades médias. São Paulo: Expressão Popular, 2007.\r\nVILLAÇA, Flávio. Espaço intraurbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2001.\r\n\r\nResultados Esperados:\r\nEspera-se que o subprojeto apresente resultados que contribuam significativamente para a iniciação científica do Bolsista e, no âmbito da pesquisa,  avanços no campo teórico sobre o tema e o desenvolvimento científico a partir dos métodos e das técnicas de pesquisa. De modo específico espera-se a produção da sistematização dos dados atualizados das ofertas imobiliárias e respectivas análises; identificação dos principais agentes e suas estratégias de atuação; interpretações sobre evidências de padrões de precificação imobiliária e diferenciação intraurbana, demonstrando áreas de segtegação e/ou fragmentação socioespacial, bem como, realize contribuições para os referenciais teóricos sobre cidades médias.\r\n   ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":2,"projeto_registro":"PES-2026-375","projeto_titulo":"Observatório digital do mercado imobiliário: desenvolvimento de ferramenta aplicada para o sul do Brasil (Chapecó e Balneário Camboriú – SC e Erechim e Passo Fundo - RS)","data_inicio":"2026-04-13","data_fim":"2027-12-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JUCARA SPINELLI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"análise espacial; geotecnologias; ofertas imobiliárias; plataforma digital","resumo":"Resumo: O projeto propõe o desenvolvimento de um observatório digital do mercado imobiliário aplicado a cidades médias do sul do Brasil, com foco em Chapecó, Balneário Camboriú, Passo Fundo e Erechim. Parte-se do entendimento de que essas cidades vêm passando por intensas transformações decorrentes da atuação do mercado imobiliário, da financeirização do espaço urbano e da reestruturação das funções na rede urbana, expressas na valorização seletiva do solo, na verticalização e na fragmentação socioespacial. A proposta fundamenta-se na abordagem crítica da produção do espaço, conforme Henri Lefebvre, articulada às contribuições de Harvey (2001) sobre a centralidade do mercado imobiliário na dinâmica capitalista, bem como às interpretações de Santos (2008) e Rolnik (2015) acerca da urbanização brasileira e da financeirização da moradia. No âmbito das cidades médias, destacam-se as contribuições de Sposito (2007) e Elias (2013), que evidenciam o papel estratégico desses centros na rede urbana contemporânea. A presquisa pretende avançar ao integrar essa base teórica ao uso de tecnologias digitais e geoespaciais (Batty, 2013 e Kitchin, 2014), que ressaltam o potencial do big data, dos sistemas de informação geográfica (SIG) e das plataformas digitais para análise e monitoramento das dinâmicas urbanas. Nesse sentido, o observatório constitui-se como uma ferramenta tecnológica aplicada ao planejamento urbano, capaz de sistematizar, analisar e visualizar dados imobiliários de forma integrada. Metodologicamente, o projeto estrutura-se em etapas que incluem a coleta de dados de ofertas imobiliárias (2020–2027), a construção de banco de dados georreferenciado, a análise estatística e espacial e o desenvolvimento de um protótipo digital composto por dashboards interativos e mapas dinâmicos. As fontes incluem plataformas imobiliárias online, dados públicos e bases cartográficas, operacionalizadas por meio de ferramentas como QGIS, Excel e plataformas de visualização de dados. Como resultados, espera-se a identificação de padrões espaciais de valorização imobiliária, a análise da atuação de agentes do mercado e a evidenciação de processos de segregação socioespacial. O principal produto será um protótipo funcional de observatório digital, com potencial de aplicação na gestão pública e no planejamento urbano, contribuindo para a formulação de políticas mais informadas, transparentes e orientadas por evidências. Ao articular teoria crítica urbana e inovação tecnológica, o projeto contribui para o avanço metodológico nos estudos urbanos e para o fortalecimento de instrumentos analíticos voltados às cidades médias brasileiras.\r\n\r\n1. Introdução e justificativa\r\nAs cidades médias e intermediárias brasileiras têm experimentado intensas transformações decorrentes da atuação do mercado imobiliário, da financeirização do espaço urbano e da reestruturação das funções na rede urbana. Em cidades médias dinâmicas do sul do Brasil, como Chapecó/SC e Passo Fundo/RS, tais processos se manifestam por meio da valorização acelerada do solo urbano, da verticalização e da produção seletiva do espaço.\r\nEm Santa Catarina, Chapecó apresenta forte centralidade regional associada ao agronegócio e à indústria, enquanto Balneário Camboriú se destaca pela alta valorização imobiliária e pela inserção em circuitos turísticos e financeiros. Essas especificidades tornam ambas cidades laboratórios relevantes para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento das dinâmicas urbanas.\r\nNo contexto do Rio Grande do Sul, cidades médias como Passo Fundo e Erechim também evidenciam, com particularidades próprias, as dinâmicas contemporâneas de produção do espaço urbano. Ambas exercem funções de centralidade regional no norte gaúcho, articulando fluxos econômicos, serviços especializados e polarização de municípios do entorno, o que intensifica a pressão sobre o mercado imobiliário local.\r\nEm Passo Fundo, observa-se uma forte atuação do setor imobiliário impulsionada, sobretudo, pelo papel da cidade como polo de serviços em saúde, educação superior e comércio regional. Essa condição tem favorecido processos de verticalização em áreas centrais e a expansão de empreendimentos residenciais de médio e alto padrão, frequentemente associados à valorização seletiva do solo urbano. Ao mesmo tempo, a expansão periférica revela a persistência de desigualdades socioespaciais, com a produção de loteamentos populares em áreas menos valorizadas e, por vezes, com menor infraestrutura.\r\nJá Erechim apresenta uma dinâmica urbana marcada por um planejamento urbano historicamente estruturado, mas que, nas últimas décadas, também tem sido tensionado pela intensificação das lógicas de mercado. A cidade evidencia a ampliação de novos vetores de crescimento urbano, com loteamentos e condomínios que reforçam a fragmentação espacial. Além disso, o mercado imobiliário local tem incorporado estratégias de valorização fundiária associadas à expectativa de expansão urbana e à consolidação de novas centralidades intraurbanas.\r\nAssim como Chapecó e Balneário Camboriú/SC, Passo Fundo e Erechim/RS configuram-se como espaços estratégicos para a análise das transformações urbanas em cidades médias, sobretudo no que se refere à articulação entre agentes do mercado, políticas públicas e dinâmicas demográficas. Nesse sentido, o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas de monitoramento — baseadas em dados espaciais, séries históricas de oferta imobiliária e indicadores socioeconômicos — mostra-se fundamental para compreender os padrões de valorização, expansão e segregação que caracterizam essas cidades, contribuindo para o planejamento urbano mais equitativo e orientado por evidências.\r\nNesse contexto, este subprojeto propõe o desenvolvimento de um observatório digital do mercado imobiliário, integrando coleta, sistematização, análise e visualização de dados espaciais, com potencial de aplicação no planejamento urbano e na gestão pública. A proposta alinha-se ao caráter de Iniciação Tecnológica ao produzir um produto técnico inovador, baseado em dados empíricos e ferramentas digitais.\r\n\r\n2. Fundamentação teórica \r\nA proposta fundamenta-se na abordagem crítica da produção do espaço urbano, entendida como resultado de relações sociais e econômicas. Conforme Henri Lefebvre (1991), o espaço é produzido socialmente, sendo atravessado por relações de poder e interesses econômicos.\r\nA centralidade do mercado imobiliário é discutida por David Harvey (2005; 2011), que o compreende como mecanismo de absorção de excedentes de capital. No Brasil, Milton Santos (2008) contribui ao evidenciar a articulação entre circuitos econômicos e produção espacial, enquanto Rolnik (2015) analisa a financeirização da moradia.\r\nNo âmbito das cidades médias, Maria Encarnação Beltrão Sposito (2007) e Denise Elias (2013) destacam seu papel estratégico na rede urbana. A fragmentação socioespacial, por sua vez, é compreendida como expressão da desigualdade na distribuição de infraestrutura e acesso à cidade (Villaça, 2001).\r\nEste subprojeto avança ao articular tais referenciais com o uso de tecnologias digitais e geoespaciais, aproximando a análise crítica da produção do espaço de soluções aplicadas.\r\nO aprofundamento da discussão sobre as dinâmicas urbanas contemporâneas em cidades médias  exige incorporar, no plano teórico-metodológico, o papel crescente das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das geotecnologias no planejamento urbano. Nesse contexto, a produção, sistematização e análise de dados espaciais tornam-se elementos centrais para a compreensão das transformações territoriais, especialmente diante da complexidade imposta pela financeirização do espaço e pela atuação de múltiplos agentes urbanos.\r\nAutores como Michael Batty destacam que as cidades contemporâneas devem ser compreendidas como sistemas complexos, nos quais fluxos de informação, mobilidade e capital são continuamente processados. Em sua obra The New Science of Cities, Batty (2013) enfatiza que o uso de big data, modelagem espacial e simulações computacionais permite não apenas descrever, mas também prever padrões urbanos, qualificando a tomada de decisão no planejamento.\r\nDe forma complementar, Castells (1999) argumenta que a sociedade contemporânea é estruturada em rede, sendo o espaço urbano profundamente influenciado pelas tecnologias digitais. Para o autor, o “espaço dos fluxos” redefine as relações territoriais, tornando indispensável o uso de ferramentas tecnológicas para captar essas dinâmicas imateriais que impactam diretamente a organização das cidades.\r\nNo campo específico do planejamento urbano e regional, Geoffrey Healey (1997) já apontava a importância de sistemas de informação territorial para a construção de processos participativos e mais informados de planejamento. Mais recentemente, autores como Rob Kitchin (2014) discutem o conceito de smart cities e alertam para o papel dos dados urbanos em tempo real, destacando que plataformas digitais, sensores e bancos de dados georreferenciados permitem monitorar dinâmicas como mobilidade, uso do solo e mercado imobiliário.\r\nNo âmbito das geotecnologias, o uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), sensoriamento remoto e análise espacial tem sido amplamente discutido por autores como Paul Longley et al. (2015), que ressaltam o potencial dessas ferramentas para integrar diferentes bases de dados e produzir análises multiescalares. Essas abordagens são particularmente relevantes para cidades médias, onde muitas vezes há lacunas de informação sistematizada e necessidade de instrumentos que subsidiem políticas públicas mais eficazes.\r\nAlém disso, a literatura sobre governança urbana digital, como discutido por Anthony Townsend (2013), evidencia que o uso de tecnologias não se limita à análise técnica, mas também envolve novas formas de gestão e participação social. Plataformas digitais podem ampliar a transparência e permitir maior envolvimento da população nos processos decisórios, contribuindo para um planejamento mais democrático.\r\nA incorporação dessas ferramentas tecnológicas ao planejamento urbano revela-se estratégica para o monitoramento das dinâmicas imobiliárias, especialmente no que tange à valorização do solo, à expansão urbana e à produção de desigualdades socioespaciais. A análise de classificados imobiliários, bases cartográficas, dados censitários e indicadores socioeconômicos, quando integrados em ambientes SIG, possibilita identificar padrões espaciais e temporais que seriam dificilmente perceptíveis por métodos tradicionais.\r\nDessa forma, a articulação entre teoria urbana crítica, que evidencia os processos de produção desigual do espaço (Harvey, 2014; Lefebvre, 2001), e o uso de tecnologias avançadas de análise territorial constitui um caminho promissor para o planejamento urbano contemporâneo. Não se trata apenas de incorporar ferramentas, mas de utilizá-las de maneira crítica e orientada, reconhecendo que os dados e as tecnologias também refletem relações de poder e interesses econômicos.\r\n\r\n3. Metodologia (foco em inovação tecnológica) - O plano de trabalho do bolsista se desenvolverá em 12 meses, desempenhando uma carga horária de 20 horas semanais.\r\nA metodologia está estruturada para atender ao caráter de Iniciação Tecnológica e Inovação, priorizando desenvolvimento de produto, uso de ferramentas digitais e aplicação prática. Os materiais e métodos serão desenvolvidos de acordo com as seguintes etapas/cronograma:\r\n*Etapa 1 – Levantamento e coleta de dados (Data acquisition) - Mês 1 a 3\r\nFontes:\r\n    • Plataformas imobiliárias online (web scraping/manual); \r\n    • Sites de imobiliárias e incorporadoras; \r\n    • Dados públicos (IBGE, prefeituras); \r\nVariáveis coletadas:\r\n    • Tipo de imóvel; \r\n    • Localização (bairro/coordenadas); \r\n    • Preço total e preço/m²; \r\n    • Tipologia e metragem; \r\nFerramentas:\r\n    • Planilhas (Excel/Google Sheets); \r\n    • Scripts básicos (Python – opcional); \r\n* Etapa 2 – Estruturação do banco de dados (Data engineering) - Mês 3 a 6\r\n    • Organização em banco de dados estruturado; \r\n    • Padronização de variáveis; \r\n    • Geocodificação dos endereços; \r\nFerramentas:\r\n    • Excel / PostgreSQL (opcional); \r\n    • QGIS / Google Earth; \r\n* Etapa 3 – Análise espacial e estatística - Mês 4 a 7\r\n    • Estatística descritiva (média, mediana, dispersão); \r\n    • Análise espacial (distribuição e clusters); \r\n    • Identificação de áreas valorizadas e periféricas; \r\nFerramentas:\r\n    • QGIS; \r\n    • Excel / software estatístico; \r\n* Etapa 4 – Desenvolvimento do protótipo (produto tecnológico) - Mês 4 a 8\r\nProduto principal: Observatório digital do mercado imobiliário\r\nComponentes:\r\n    • Dashboard interativo (Power BI / Google Data Studio); \r\n    • Mapas dinâmicos (webmaps); \r\n    • Interface simples para consulta de dados; \r\nFuncionalidades:\r\n    • Visualização de preços por bairro; \r\n    • Evolução temporal das ofertas; \r\n    • Identificação de padrões espaciais; \r\n* Etapa 5 – Análise interpretativa e validação - Mês 7 a 11\r\n    • Interpretação dos dados à luz da teoria; \r\n    • Validação com dados secundários; \r\n    • Discussão com orientador e equipe; \r\n* Etapa 6 – Divulgação e transferência - Mês 11 e 12\r\n    • Elaboração de relatório técnico; \r\n    • Produção de artigo científico; \r\n    • Apresentação dos resultados (Jic e outros eventos)\r\n\r\n4. Produtos esperados (ênfase em inovação)\r\n    • Protótipo funcional de observatório digital do mercado imobiliário (dados a serem inseridos no Blog do Observatório Geográfico da Fronteira Sul); \r\n    • Banco de dados georreferenciado; \r\n    • Mapas temáticos e dashboards interativos; \r\n    • Relatório técnico aplicado; \r\n    • Artigo científico; \r\n    • Subsídios para planejamento urbano e gestão pública.\r\n\r\n5. Resultados esperados\r\n    • Identificação de padrões de valorização imobiliária; \r\n    • Evidenciação da fragmentação socioespacial; \r\n    • Compreensão da atuação dos agentes imobiliários; \r\n    • Aplicação prática dos resultados em planejamento urbano: geração de tabelas, gráficos e mapas; \r\n    • Formação tecnológica do bolsista (dados, SIG, visualização)\r\n\r\n6. Referências:\r\nBARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.\r\nBATTY, Michael. The New Science of Cities. Cambridge: MIT Press, 2013.\r\nCORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989.\r\nCASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.\r\nELIAS, Denise. Cidades médias e reestruturação produtiva: espaços em transição. São Paulo: Contexto, 2013.\r\nHARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.\r\nHARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014.\r\nHEALEY, Patsy. Collaborative Planning: Shaping Places in Fragmented Societies. Vancouver: UBC Press, 1997.\r\nKITCHIN, Rob. The Data Revolution: Big Data, Open Data, Data Infrastructures and Their Consequences. London: Sage, 2014.\r\nLEFEBVRE, Henri. The production of space. Oxford: Blackwell, 1991. \r\nLONGLEY, Paul A. et al. Geographic Information Systems and Science. 4. ed. Chichester: Wiley, 2015.\r\nROLNIK, Raquel. Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças. São Paulo: Boitempo, 2015.\r\nSANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2008.\r\nSPINELLI, Juçara. Mercado imobiliário e desigualdades socioespaciais. Curitiba:Appris, 2021.\r\nSPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. Cidades médias: espaços em transição. São Paulo: Expressão Popular, 2007.\r\nVILLAÇA, Flávio. Espaço intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2001.\r\nTOWNSEND, Anthony M. Smart Cities: Big Data, Civic Hackers, and the Quest for a New Utopia. New York: W. W. Norton, 2013.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":3,"projeto_registro":"PES-2026-374","projeto_titulo":"Políticas sociais e desenvolvimento: comparando investimentos em políticas sociais com recursos vinculados e políticas sociais com recursos não vinculados, nos municípios da Região Funcional 7/RS.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"EDEMAR ROTTA","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"FUNDAMENTOS DO SERVIÇO SOCIAL","palavras_chave":"Cidadania; Desenvolvimento; Inclusão Social; Políticas Sociais; Qualidade de Vida","resumo":"Nas primeiras décadas do século XXI intensificou-se o debate entre os defensores de políticas sociais de caráter amplo e universal como imprescindíveis para o desenvolvimento dos países da periferia do capitalismo e os defensores de políticas sociais e econômicas de recorte neoliberal, ou até mesmo ultraliberal. Este embate, no caso brasileiro, se traduz em propostas concretas no sentido da modificação do arcabouço fiscal, desvinculação de gastos obrigatórios em políticas sociais, produção de restrições orçamentárias e limitação da atuação do Estado na garantia de direitos básicos dos cidadãos. Este subprojeto de pesquisa se propõe a analisar a aplicação dos recursos do fundo público em políticas sociais nos municípios da Região Funcional 7/RS, na perspectiva de comparar as que possuem vinculação obrigatória de gastos com as que não possuem, no sentido de identificar semelhanças, diferenças e possíveis repercussões no desenvolvimento dos municípios. Toma-se como referência as duas primeiras décadas do século XXI. A Região Funcional 7 abrange 77 municípios ligados aos Conselhos Regionais de Desenvolvimento das Regiões Celeiro, Fronteira Noroeste Missões e Noroeste Colonial. Como base teórica, a pesquisa trabalha com os conceitos de políticas públicas, políticas sociais, fundo público, Estado, desenvolvimento, Estado Social, Neoliberalismo e ajuste fiscal. Entende-se as políticas públicas como o campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, “colocar o governo em ação” e/ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações (variável dependente). A formulação de políticas públicas constitui-se no estágio em que os governos democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real (Lago; Rotta, 2019). No contexto das políticas públicas, entende-se as políticas sociais como o conjunto de programas, projetos e ações do Estado que visam responder às demandas dos cidadãos, no sentido de garantir a oferta de bens e serviços, transferências de renda e regulação de elementos do mercado, com vistas a realizar a proteção e a promoção social (Castro, 2012). Se tem claro que as políticas sociais devem ser pensadas na perspectiva de responder ao conjunto das necessidades sociais humanas e que suas dinâmicas de concepção e oferta possuem uma relação direta com os modelos de desenvolvimento das diferentes sociedades (Rotta; Lago; Rossini, 2017). Compreende-se o fundo público como a capacidade de mobilização de recursos que o Estado possui para intervir na economia e nas demais dimensões de organização da vida em sociedade, quer via orçamento público, empresas públicas, política fiscal, monetária e tributária, ou ainda via diferentes mecanismos de regulação (Behring, 2010; Salvador, 2012). Percebe-se o Estado como uma condensação das relações sociais, perpassado pelo conjunto das relações de classe presentes em dada formação histórica concreta (Gramsci, 1968) O Estado incorpora e responde aos conflitos presentes na dinâmica das relações que os seres humanos estabelecem entre si no processo de produção e reprodução da vida social. O Estado não é uma entidade autônoma, atemporal, acima e além do embate entre as forças sociais, como apregoam os liberais. Também não é apenas um objeto privilegiado da dominação dos interesses de uma classe ou fração de classe sobre as demais, atuando como um “comitê executivo da burguesia”, como apregoam os marxistas mais ortodoxos e reducionistas. O Estado é um aparato jurídico-político cuja organização e intervenção varia de acordo com a organização social, política, econômica e cultural da sociedade, mediado pelas correlações de forças entre classes e frações de classe (Mendonça, 2010). Portanto, o Estado responde à dinâmica das relações sociais. Nas discussões sobre desenvolvimento, neste subprojeto, há uma opção clara por entender este conceito na perspectiva do enfoque histórico-estrutural, da tradição brasileira e latino-americana sistematizada nos escritos de Celso Furtado e Raúl Prebisch. Nesta tradição, a ideia de desenvolvimento possui ao menos três dimensões. A primeira, aponta para o necessário incremento da eficácia do sistema social de produção, na medida em que o mesmo, mediante a acumulação e o progresso técnico, eleva a produtividade de força de trabalho. A segunda, vincula-se à satisfação das necessidades humanas elementares da população, no sentido de garantir a dignidade e promover a cidadania. A terceira, reitera a importância de um projeto ideológico de futuro, que estabeleça objetivos claros, definidos na esfera política e a partir de interesses de grupos e classes sociais. Nesse sentido, entende-se que só haverá verdadeiro desenvolvimento quando existir um projeto social subjacente. De forma especial, um projeto de futuro que atenda às diferentes dimensões da sustentabilidade e esteja fortemente vinculado ao território no qual as relações são estabelecidas (Furtado, 2010; Rotta; Lago; Rossini, 2017). As diferentes experiências de Estado Social que se constituíram no mundo, especialmente no pós-2ª Guerra Mundial, implantaram um conjunto de políticas econômicas e sociais que colocaram o Estado como o agente organizador da economia e o garantidor de um conjunto de serviços públicos capazes de promover o Bem-Estar dos cidadãos e efetivar direitos de cidadania (Couto, 2004). O neoliberalismo pode ser caracterizado como um conjunto de idéias e proposições práticas elaboradas a partir dos referenciais da “Sociedade de Mont Pèlerin”, com o objetivo de combater o Keynesianismo e o solidarismo reinantes e preparar as bases de um outro tipo de capitalismo, duro e livre de regras para o futuro (Anderson, 1995), reafirmando as premissas do livre mercado, da democracia liberal e da não intervenção do Estado (Sunkel, 1999). O ajuste fiscal representa uma das referências fundamentais do Consenso de Washington, propondo que os governos tenham uma atenção concentrada no tripé macroeconômico (juros, câmbio e moeda) e não “gastem” mais do que arrecadem (disciplina fiscal). Em termos de metodologia, o subprojeto referencia-se na abordagem dialético-crítica, tendo presente as categorias da historicidade, totalidade, contradição e movimento, no sentido de subsidiar os estudos quanti e qualitativos e serem desenvolvidos. Como técnicas de coleta de dados, utiliza-se a pesquisa bibliográfica e documental; a coleta de dados junto à Secretaria do Tesouro Nacional, Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Departamento de Estatística do Estado do Rio Grande do Sul; e o estudo dos indicadores de desenvolvimento constantes no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE), Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) e o Índice de Progresso Social (IPS). Os dados obtidos serão organizados e analisados com base na hermenêutica de profundidade, considerando seus momentos essenciais: interpretação da doxa, análise sócio-histórica, análise formal ou discursiva e interpretação/reinterpretação (Thompson, 1995). Como resultados, se pretende manter atualizada uma base de dados a respeito da aplicação do fundo público nas políticas sociais de educação, cultura, saúde, saneamento, habitação, urbanismo, trabalho e previdência social dos 77 municípios da região Funcional 7 nas duas décadas selecionadas; realizar estudos comparativos entre os investimentos realizados nas políticas sociais que apresentam vinculação obrigatória de gastos com as que não possuem, no sentido de identificar semelhanças, diferenças e possíveis repercussões no desenvolvimento dos municípios; produzir inferências a respeito da relação entre investimentos em políticas sociais e indicadores de desenvolvimento dos municípios selecionados, expressas em artigos científicos a serem submetidos a eventos e ou publicados como capítulos de livros e livros; contribuir para subsidiar a elaboração de políticas públicas nestas áreas selecionadas, de forma especial nos municípios da Região Funcional 7; e contribuir para o avanço da produção do conhecimento na área das ciências sociais e sociais aplicadas, via publicação de artigos científicos em periódicos, livros, capítulos de livros e anais de eventos.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Teorias e processos de Desenvolvimento","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":4,"projeto_registro":"PES-2026-373","projeto_titulo":"Políticas sociais e desenvolvimento: comparando investimentos em políticas sociais com recursos vinculados e políticas sociais com recursos não vinculados, nos municípios da Região Funcional 7/RS.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"EDEMAR ROTTA","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"FUNDAMENTOS DO SERVIÇO SOCIAL","palavras_chave":"Cidadania; Desenvolvimento; Inclusão Social; Políticas Sociais; Qualidade de Vida","resumo":"Nas primeiras décadas do século XXI intensificou-se o debate entre os defensores de políticas sociais de caráter amplo e universal como imprescindíveis para o desenvolvimento dos países da periferia do capitalismo e os defensores de políticas sociais e econômicas de recorte neoliberal, ou até mesmo ultraliberal. Este embate, no caso brasileiro, se traduz em propostas concretas no sentido da modificação do arcabouço fiscal, desvinculação de gastos obrigatórios em políticas sociais, produção de restrições orçamentárias e limitação da atuação do Estado na garantia de direitos básicos dos cidadãos. Este subprojeto de pesquisa se propõe a analisar a aplicação dos recursos do fundo público em políticas sociais nos municípios da Região Funcional 7/RS, na perspectiva de comparar as que possuem vinculação obrigatória de gastos com as que não possuem, no sentido de identificar semelhanças, diferenças e possíveis repercussões no desenvolvimento dos municípios. Toma-se como referência as duas primeiras décadas do século XXI. A Região Funcional 7 abrange 77 municípios ligados aos Conselhos Regionais de Desenvolvimento das Regiões Celeiro, Fronteira Noroeste Missões e Noroeste Colonial. Como base teórica, a pesquisa trabalha com os conceitos de políticas públicas, políticas sociais, fundo público, Estado, desenvolvimento, Estado Social, Neoliberalismo e ajuste fiscal. Entende-se as políticas públicas como o campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, “colocar o governo em ação” e/ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações (variável dependente). A formulação de políticas públicas constitui-se no estágio em que os governos democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real (Lago; Rotta, 2019). No contexto das políticas públicas, entende-se as políticas sociais como o conjunto de programas, projetos e ações do Estado que visam responder às demandas dos cidadãos, no sentido de garantir a oferta de bens e serviços, transferências de renda e regulação de elementos do mercado, com vistas a realizar a proteção e a promoção social (Castro, 2012). Se tem claro que as políticas sociais devem ser pensadas na perspectiva de responder ao conjunto das necessidades sociais humanas e que suas dinâmicas de concepção e oferta possuem uma relação direta com os modelos de desenvolvimento das diferentes sociedades (Rotta; Lago; Rossini, 2017). Compreende-se o fundo público como a capacidade de mobilização de recursos que o Estado possui para intervir na economia e nas demais dimensões de organização da vida em sociedade, quer via orçamento público, empresas públicas, política fiscal, monetária e tributária, ou ainda via diferentes mecanismos de regulação (Behring, 2010; Salvador, 2012). Percebe-se o Estado como uma condensação das relações sociais, perpassado pelo conjunto das relações de classe presentes em dada formação histórica concreta (Gramsci, 1968) O Estado incorpora e responde aos conflitos presentes na dinâmica das relações que os seres humanos estabelecem entre si no processo de produção e reprodução da vida social. O Estado não é uma entidade autônoma, atemporal, acima e além do embate entre as forças sociais, como apregoam os liberais. Também não é apenas um objeto privilegiado da dominação dos interesses de uma classe ou fração de classe sobre as demais, atuando como um “comitê executivo da burguesia”, como apregoam os marxistas mais ortodoxos e reducionistas. O Estado é um aparato jurídico-político cuja organização e intervenção varia de acordo com a organização social, política, econômica e cultural da sociedade, mediado pelas correlações de forças entre classes e frações de classe (Mendonça, 2010). Portanto, o Estado responde à dinâmica das relações sociais. Nas discussões sobre desenvolvimento, neste subprojeto, há uma opção clara por entender este conceito na perspectiva do enfoque histórico-estrutural, da tradição brasileira e latino-americana sistematizada nos escritos de Celso Furtado e Raúl Prebisch. Nesta tradição, a ideia de desenvolvimento possui ao menos três dimensões. A primeira, aponta para o necessário incremento da eficácia do sistema social de produção, na medida em que o mesmo, mediante a acumulação e o progresso técnico, eleva a produtividade de força de trabalho. A segunda, vincula-se à satisfação das necessidades humanas elementares da população, no sentido de garantir a dignidade e promover a cidadania. A terceira, reitera a importância de um projeto ideológico de futuro, que estabeleça objetivos claros, definidos na esfera política e a partir de interesses de grupos e classes sociais. Nesse sentido, entende-se que só haverá verdadeiro desenvolvimento quando existir um projeto social subjacente. De forma especial, um projeto de futuro que atenda às diferentes dimensões da sustentabilidade e esteja fortemente vinculado ao território no qual as relações são estabelecidas (Furtado, 2010; Rotta; Lago; Rossini, 2017). As diferentes experiências de Estado Social que se constituíram no mundo, especialmente no pós-2ª Guerra Mundial, implantaram um conjunto de políticas econômicas e sociais que colocaram o Estado como o agente organizador da economia e o garantidor de um conjunto de serviços públicos capazes de promover o Bem-Estar dos cidadãos e efetivar direitos de cidadania (Couto, 2004). O neoliberalismo pode ser caracterizado como um conjunto de idéias e proposições práticas elaboradas a partir dos referenciais da “Sociedade de Mont Pèlerin”, com o objetivo de combater o Keynesianismo e o solidarismo reinantes e preparar as bases de um outro tipo de capitalismo, duro e livre de regras para o futuro (Anderson, 1995), reafirmando as premissas do livre mercado, da democracia liberal e da não intervenção do Estado (Sunkel, 1999). O ajuste fiscal representa uma das referências fundamentais do Consenso de Washington, propondo que os governos tenham uma atenção concentrada no tripé macroeconômico (juros, câmbio e moeda) e não “gastem” mais do que arrecadem (disciplina fiscal). Em termos de metodologia, o subprojeto referencia-se na abordagem dialético-crítica, tendo presente as categorias da historicidade, totalidade, contradição e movimento, no sentido de subsidiar os estudos quanti e qualitativos e serem desenvolvidos. Como técnicas de coleta de dados, utiliza-se a pesquisa bibliográfica e documental; a coleta de dados junto à Secretaria do Tesouro Nacional, Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Departamento de Estatística do Estado do Rio Grande do Sul; e o estudo dos indicadores de desenvolvimento constantes no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE), Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) e o Índice de Progresso Social (IPS). Os dados obtidos serão organizados e analisados com base na hermenêutica de profundidade, considerando seus momentos essenciais: interpretação da doxa, análise sócio-histórica, análise formal ou discursiva e interpretação/reinterpretação (Thompson, 1995). Como resultados, se pretende manter atualizada uma base de dados a respeito da aplicação do fundo público nas políticas sociais de educação, cultura, saúde, saneamento, habitação, urbanismo, trabalho e previdência social dos 77 municípios da região Funcional 7 nas duas décadas selecionadas; realizar estudos comparativos entre os investimentos realizados nas políticas sociais que apresentam vinculação obrigatória de gastos com as que não possuem, no sentido de identificar semelhanças, diferenças e possíveis repercussões no desenvolvimento dos municípios; produzir inferências a respeito da relação entre investimentos em políticas sociais e indicadores de desenvolvimento dos municípios selecionados, expressas em artigos científicos a serem submetidos a eventos e ou publicados como capítulos de livros e livros; contribuir para subsidiar a elaboração de políticas públicas nestas áreas selecionadas, de forma especial nos municípios da Região Funcional 7; e contribuir para o avanço da produção do conhecimento na área das ciências sociais e sociais aplicadas, via publicação de artigos científicos em periódicos, livros, capítulos de livros e anais de eventos.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Teorias e processos de Desenvolvimento","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":5,"projeto_registro":"PES-2026-372","projeto_titulo":"Caracterização geotécnica de um perfil de solo da Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa (BHRD)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MAURO LEANDRO MENEGOTTO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MECÂNICA DOS SOLOS","palavras_chave":"Bacias hidrográficas; Classificação de solos; Ensaios de caracterização de solos; Investigação geotécnica","resumo":"\r\nINTRODUÇÃO\r\nA determinação das propriedades geotécnicas dos solos é de fundamental importância para se conhecer o comportamento dos solos no estado natural ou indeformado, ou no estado deformado ou amolgado. A caracterização e classificação geotécnica dos solos permitem prever o seu comportamento, enquanto que, no laboratório ou no campo, estas propriedades podem ser determinadas diretamente por meio de ensaios específicos. \r\nA caracterização geotécnica se refere às investigações do solo, que se pretende utilizar como material de construção ou como apoio de obras de engenharia, a fim de determinar seu tipo, estratigrafia, composição, estrutura, parâmetros de resistência, de deformabilidade e de permeabilidade, ou seja, suas propriedades geotécnicas necessárias aos projetos de engenharia, como destacadas em publicações como Lambe e Whitman (1970), Hachich et al. (1998) e Pinto (2006).\r\nAinda, a engenharia geotécnica tem uma característica particular, que a torna diferente de outras áreas da engenharia, que é o caráter de localidade imposto pelas características do solo e dos condicionantes geológicos de cada região de estudo. \r\nDeste modo, o presente projeto propõe a realização da caracterização geotécnica de um perfil de solo da Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa (BHRD), o qual servirá de base para o desenvolvimento de pesquisas que conduzam a um melhor entendimento da dinâmica do fluxo de troca d’água entre as margens e o canal principal do rio. Ainda, esta caracterização geotécnica servirá de base para a posterior realização de ensaios para a determinação das propriedades mecânicas do solo em estudo, bem como para o desenvolvimento de pesquisas que envolvam análise da qualidade e quantidade dos recursos hídricos dessa bacia hidrográfica.\r\n\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nO sucesso de uma obra geotécnica necessita do conhecimento da totalidade das propriedades geotécnicas dos solos com que, ou sobre que, são executadas (VARGAS, 1977). A determinação das propriedades geotécnicas dos solos é de fundamental importância para se conhecer o comportamento dos solos no estado natural ou indeformado, ou no estado deformado ou amolgado. A caracterização e classificação geotécnica dos solos permitem prever o seu comportamento, enquanto, no laboratório ou no campo, estas propriedades podem ser determinadas diretamente por meio de ensaios específicos. \r\nEm edificações, estradas, taludes, barragens, aterros sanitários e, ainda, em outras obras de engenharia, problemas envolvendo a infraestrutura ou o desconhecimento das propriedades do solo podem comprometer a utilização ou o desempenho do empreendimento, levando a grandes prejuízos financeiros (DIEMER et al., 2008). Pode-se citar como exemplos de insucessos em obras de engenharia: escorregamentos de terra; ruptura de taludes de corte ou aterro de estradas; rupturas de barragens por erosão interna; falhas em barreiras impermeáveis empregadas como revestimento de fundo de aterros sanitários provocando a infiltração de percolados; deformações excessivas ou mesmo ruptura de fundações de edificações; entre outros.\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\nPara o desenvolvimento desta pesquisa experimental, inicialmente serão definidos locais da Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa (BHRD), dentro do Campus Chapecó da UFFS, em que serão realizados os estudos geotécnicos, buscando-se pontos que representem as características física, pedologia e geológica do solo nas margens e leito do rio.\r\nA Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa (BHRD) está localizada na região oeste de Santa Catarina, na divisa entre o município de Chapecó e Guatambu com uma área de aproximadamente 11,4 km². A área de estudo compreende um trecho do Rio da Divisa nas proximidades do Campus Chapecó da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O trecho do rio é caracterizado como perene e calmo, com declividade média de 0,0022 m/m, profundidade média de 1 metro, largura variável entre 3 e 4 m, estando dentro de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista, vegetação predominantemente ripária. Na margem esquerda do trecho também existe uma faixa de reflorestamento de Pinus. Em geral as margens são compostas por um bosque bem definido, sendo ligeiramente mais esparso na margem esquerda que na margem direita.\r\nA partir dos boletins das sondagens realizadas nos pontos de estudo, serão definidos um perfil de subsolo representativo do maciço de solo encontrado na Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa, no Campus Chapecó da UFFS. Além do perfil estratigráfico, será identificada a variação do índice de resistência à penetração (N) ao longo da profundidade, a posição do nível d’água e do impenetrável à percussão. Paralelamente a esta etapa, será realizado um estudo bibliográfico para a caracterização geológica do local em estudo.\r\nPara a caracterização geotécnica serão realizadas coletas de amostras de solo superficial e ao longo da profundidade, para a realização dos ensaios de caracterização e determinação dos seus índices físicos. \r\nAs amostras deformadas preservam a textura e composição mineral do solo e são utilizadas para a identificação tátil-visual do solo, ensaios de caracterização, ensaios de compactação e determinação das propriedades físico-químicas. As amostras indeformadas, além das características anteriores, preservam o teor de umidade e, principalmente, a estrutura (ou arranjo) entre as partículas do solo. Deste modo são utilizadas para a determinação das propriedades do solo como encontrado no campo e servem para a determinação da massa específica natural e de parâmetros de resistência, deformabilidade e condutividade hidráulica (GIACHETI, 2000).\r\nA sondagem a trado será realizada de acordo com a NBR 9603:1986, a qual dispõe sobre as condições exigíveis para esta técnica empregada em investigação geológico-geotécnica, dentro dos limites impostos pelo equipamento e pelas condições do terreno, com a finalidade de coleta de amostras deformadas, determinação da profundidade do nível d'água e identificação dos horizontes do terreno. A sondagem a trado consistirá em uma perfuração manual de pequeno diâmetro, feita com um trado constituído por uma concha metálica dupla que perfura o solo enquanto guarda em seu interior o material perfurado. Segundo Souza, Silva e Iyomasa (1998) é importante coletar a última amostra retirada do furo e anotar o motivo da paralisação da perfuração.\r\nNesta pesquisa as amostras deformadas serão acondicionadas em sacos de coleta e conduzidas aos laboratórios do Campus Chapecó, nos quais serão deixadas secar ao ar para a posterior realização dos ensaios de caracterização.\r\nAs amostras de solo coletadas próxima superfície do terreno serão caracterizadas geotecnicamente segundo as normas da ABNT. A preparação das amostras indeformadas utilizadas nos ensaios geotécnicos obedecerá ao disposto na NBR 9604:2016.\r\nAs amostras deformadas de solo coletadas superficialmente e na sondagem a trado serão caracterizadas geotecnicamente segundo as normas da ABNT. A preparação das amostras deformadas utilizadas nos ensaios geotécnicos obedecerá ao disposto na NBR 6457:1986. Para a realização do ensaio de granulometria conjunta serão seguidos os procedimentos da NBR 7181:1984. Assim como para a determinação dos limites de liquidez e limite de plasticidade serão utilizadas as normas NBR 6459:1984 e NBR 7180:1984, respectivamente. A massa específica dos sólidos, definida pela relação entre a massa das partículas sólidas e o volume destes sólidos, será determinada em laboratório com o auxílio de um picnômetro.\r\nSegundo Pinto (2006), os sistemas de classificação de solos se baseiam nas características dos grãos que o constituem e tem como objetivo a definição de grupos que apresentam comportamentos semelhantes sob os aspectos de interesse da engenharia. Para a classificação do solo deste projeto, ao longo da profundidade, será utilizada a escala granulométrica da NBR 6502:1995, o Sistema Unificado de Classificação de Solos (SUCS) e o Sistema Rodoviário. No sistema unificado o solo, a classificação do solo é representada por duas letras: a primeira refere-se ao seu tipo principal e a segunda às características granulométricas (solos grossos) ou de plasticidade (solos finos). O sistema rodoviário também é baseado na granulometria e nos limites de consistência (de Atterberg), sendo o solo classificado em grupos de materiais grossos e silto-argilosos, com seus respectivos subgrupos.\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\nOs resultados esperados com o desenvolvimento desta pesquisa são:\r\na) Melhor conhecimento de perfis de solo da Bacia Hidrográfica do Rio da Divisa (BHRD);\r\nb) Estabelecimento de um banco de dados com as características geotécnicas do solo local que auxilie os pesquisadores e profissionais na execução de pesquisas e projetos que envolvam este material natural;\r\nc) Servir de base para a posterior determinação das propriedades mecânicas do solo, bem como para pesquisas que envolvam a infiltração e fluxo de água/contaminantes no maciço em estudo;\r\nd) Incentivo à formação de novos pesquisadores para estudos na área Geotécnica e de Recursos Hídricos;\r\nAinda, os resultados obtidos com esta pesquisa serão disseminados ao meio técnico em geral pela publicação de artigo em congresso ou revista especializada na área, bem como divulgação ao meio acadêmico da UFFS através de apresentação do trabalho em eventos científicos da instituição.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6457: Amostras de solo - Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização: atividades técnicas. Rio de Janeiro, 1986.\r\n______. NBR 9603: Sondagem a trado - Procedimento. Rio de Janeiro, 1986.\r\n______. NBR 7181: Solo - Análise Granulométrica: atividades técnicas. Rio de Janeiro, 1984.\r\n______. NBR 6459: Solo - Determinação do limite de liquidez: atividades técnicas. Rio de Janeiro, 1984.\r\n______. NBR 7180: Solo - Determinação do limite de plasticidade: atividades técnicas. Rio de Janeiro, 1984.\r\n______. NBR 6502: Rochas e solo: atividades técnicas. Rio de Janeiro, 1995.\r\nDIEMER, F.; SPECHT, L. P.; STRAUSS, D. A.; POZZOBON, C. E. Propriedades geotécnicas do solo residual de basalto da região de Ijuí/RS. Teoria e Prática da Engenharia Civil, Rio Grande, p. 25 - 36, 01 out. 2008.\r\nHACHICH, W.; FALCONI, F. F.; SAES, J. L.; FROTA, R. Q.; NIYAMA, S. (Org.). Fundações: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Pini, 1998. 751p. \r\nLAMBE, T.W.; WHITMAN, R.V. Soil Mechanics. New York: John Wiley & Sons, 1970.\r\nNOGUEIRA, J. B. Mecânica dos Solos – Ensaios de Laboratório. São Carlos: EESC-USP, 1995. 248p.\r\nPINTO, C. S. Curso básico de Mecânica dos Solos. 3. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2006.\r\nSOUZA, L. A. P.; SILVA, R. F.; IYOMASA, W. S. Métodos de Investigação. In: OLIVEIRA, Antonio Manoel dos Santos; BRITO, Sérgio Nertan Alves de (Ed.). Geologia de Engenharia. São Paulo: Associação Brasileira de Geologia de Engenharia, 1998.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Geotecnia e Recursos Hídricos - GeoHidro","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":6,"projeto_registro":"PES-2026-371","projeto_titulo":"Análise de Entropia Bidimensional em Termogramas Equinos","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CLOVIS CAETANO","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"FÍSICA ESTATÍSTICA E TERMODINÂMICA","palavras_chave":"Entropia bidimensional; Processamento de imagens; Termografia infravermelha","resumo":"Este projeto propõe o desenvolvimento de um pipeline computacional introdutório para análise de termogramas equinos, com foco na extração de métricas simples de temperatura e entropia bidimensional. A proposta tem caráter formativo, visando capacitar estudantes de graduação em técnicas básicas de processamento de imagens e análise de dados em Python. Como aplicação, busca-se avaliar preliminarmente se métricas de entropia espacial podem auxiliar na distinção entre estados fisiológicos de repouso e pós-esforço em equinos atletas, contribuindo com ferramentas quantitativas para estudos em Medicina Veterinária.\r\n\r\nASPECTOS ÉTICOS\r\n\t\r\nO presente projeto não envolve a realização direta de experimentação com animais. As análises propostas serão conduzidas exclusivamente a partir de dados previamente coletados no âmbito de outro projeto de pesquisa já aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), sob responsabilidade da equipe de Medicina Veterinária parceira. Dessa forma, este trabalho caracteriza-se como um estudo secundário de dados, não implicando em intervenções adicionais, manipulação ou exposição de animais a quaisquer procedimentos experimentais. \r\n\t\r\nCARÁTER DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA\r\n\t\r\nO presente projeto insere-se no contexto da Iniciação Tecnológica e Inovação ao propor o desenvolvimento de uma metodologia computacional inédita, baseada em métricas de entropia bidimensional, para análise de termogramas aplicados à medicina veterinária. A inovação reside na introdução de descritores quantitativos de complexidade espacial como complemento às análises térmicas convencionais, tradicionalmente baseadas em médias de temperatura. Como produto, espera-se a construção de um pipeline computacional simples, reprodutível e passível de utilização pelo grupo parceiro, contribuindo para a sistematização e automação da análise de dados térmicos. Essa abordagem fortalece a interface entre ciência básica e aplicação tecnológica, promovendo a transferência de conhecimento para um contexto prático e abrindo perspectivas para o desenvolvimento futuro de sistemas de apoio à decisão e ferramentas baseadas em inteligência artificial no monitoramento do bem-estar animal.\r\n\t\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E JUSTIFICATIVA\r\n\r\nA termografia infravermelha é uma técnica não invasiva amplamente utilizada na medicina veterinária para monitoramento da temperatura superficial e identificação de processos inflamatórios. Em equinos atletas, essa técnica permite avaliar respostas fisiológicas ao esforço físico e possíveis assimetrias térmicas associadas a lesões.\r\n\t\r\nTradicionalmente, a análise desses dados baseia-se em métricas simples, como a temperatura média de regiões específicas do corpo. No entanto, tais abordagens podem não capturar variações espaciais mais sutis na distribuição térmica.\r\n\t\r\nNeste contexto, a entropia, originalmente introduzida na teoria da informação, surge como uma ferramenta promissora para quantificar a complexidade e a desordem em sistemas bidimensionais. Para uma imagem digital, a entropia de Shannon pode ser definida a partir da distribuição de probabilidades dos níveis de intensidade:\t\r\n\r\nH = - sum_i p_i log_2(p_i)\r\n\t\r\nonde p_i representa a probabilidade associada ao nível de intensidade i.\r\n\t\r\nAplicada a termogramas, essa métrica permite avaliar não apenas a magnitude da temperatura, mas também a forma como ela se distribui espacialmente. Alterações fisiológicas decorrentes de esforço ou lesão podem se manifestar como mudanças na textura térmica, tornando a entropia um potencial descritor complementar às métricas tradicionais.\r\n\t\r\nAlém de sua relevância científica, o projeto possui forte caráter formativo, introduzindo o(a) estudante bolsista a conceitos fundamentais de processamento de imagens, análise de dados e programação científica em Python, com aplicação direta em um problema interdisciplinar.\r\n\t\r\nMETODOLOGIA\r\n\t\r\nO desenvolvimento do projeto será dividido em etapas progressivas, priorizando a simplicidade e a reprodutibilidade dos resultados.\r\n\t\r\nEtapa 1: Familiarização com Ferramentas\r\n\t\r\nInicialmente, o(a) estudante bolsista será introduzido ao ambiente Python e às bibliotecas necessárias, como NumPy, Matplotlib e OpenCV. Serão realizadas atividades voltadas à leitura, visualização e manipulação básica de imagens.\r\n\t\r\nEtapa 2: Organização dos Dados e Seleção de ROIs\r\n\t\r\nOs termogramas serão organizados em um banco de dados estruturado. As Regiões de Interesse (ROIs) serão definidas com auxílio de ferramentas como ImageJ, garantindo consistência entre as imagens analisadas.\r\n\t\r\nEtapa 3: Extração de Métricas Básicas\r\n\t\r\nPara cada ROI, serão calculadas as seguintes métricas:\r\n\r\n- Temperatura média;\r\n- Desvio padrão;\r\n- Entropia de Shannon baseada no histograma de intensidades.\r\n\t\r\nOpcionalmente, poderão ser aplicados filtros simples (como filtro de mediana) para redução de ruído.\r\n\t\r\nEtapa 4: Análise Comparativa\r\n\t\r\nOs valores obtidos serão comparados entre os estados T_0 e T_1 utilizando gráficos (boxplots, dispersões) e testes estatísticos simples.\r\n\t\r\nEtapa 5: Extensões (Opcional)\r\n\t\r\nCaso haja tempo e maturidade técnica, poderão ser exploradas:\r\n\t\r\n- Métricas mais avançadas de entropia (ex.: PermEn_2D);\r\n- Correlação com variáveis fisiológicas;\r\n- Testes adicionais de filtragem e robustez.\r\n\t\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que o projeto produza:\r\n\t\r\n- Um conjunto de scripts em Python para leitura, processamento e análise de termogramas.\r\n- Um banco de dados estruturado contendo métricas térmicas extraídas das imagens.\r\n- Uma comparação quantitativa entre os estados pré e pós-esforço baseada em métricas simples e entropia.\r\n- Evidências preliminares sobre o potencial da entropia como descritor complementar na análise térmica.\r\n- Material formativo que sirva de base para projetos futuros nas áreas de Física, Inteligência Artificial e Medicina Veterinária.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nFURLONG, R. et al. Parameter analysis of multiscale two-dimensional fuzzy and dispersion entropy measures using machine learning classi cation. Entropy, v. 23, n. 10, p. 1303, out. 2021.\r\n\r\nPUROHIT, R. C.; MCCOY, M. D. Thermography in the diagnosis of in ammatory processes in the horse. American Journal of Veterinary Research, v. 41, n. 8, p. 11671174, ago. 1980.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"GRUPO DE PESQUISA INTEGRADO EM FÍSICA TEÓRICA E APLICADA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"SIM","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":7,"projeto_registro":"PES-2026-370","projeto_titulo":"Avaliação da digestibilidade da farinha de grilo em camarões Macrobrachium rosenbergii","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LUISA HELENA CAZAROLLI","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"METABOLISMO E BIOENERGÉTICA","palavras_chave":"camarão de água doce; digestibilidade; farinha de insetos; Gryllus assimilis","resumo":"Referencial teórico\r\nO cultivo de camarões de água doce tem ganhado destaque nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo alto valor de mercado e pelo aumento do consumo global (FAO, 2022b). Nesse contexto, a maior parte das espécies cultivadas pertence ao gênero Macrobrachium (VALENTI, 2001), da família Palaemonidae, sendo Macrobrachium rosenbergii a espécie mais amplamente explorada comercialmente (FAO, 2022b).\r\nNa produção aquícola, a nutrição é um dos pilares fundamentais para o sucesso da atividade. Entretanto, os custos com alimentação podem representar entre 30% e 70% do custo total de produção, especialmente devido às fontes proteicas convencionais, que são os ingredientes mais onerosos das rações (El-Sayed, 2004; FAO, 2024). Nesse cenário, a digestibilidade dos ingredientes torna-se um fator-chave, pois permite formular dietas mais eficientes, reduzir custos e minimizar impactos ambientais.\r\nA ausência de dados confiáveis de digestibilidade pode levar à superestimação ou subestimação do valor nutricional dos ingredientes, comprometendo o desempenho zootécnico dos animais e aumentando a excreção de compostos nitrogenados e fosforados no ambiente. Ensaios de digestibilidade permitem determinar a fração efetivamente aproveitada de proteína, energia e aminoácidos, possibilitando a formulação de dietas com base em nutrientes digestíveis, e não apenas em valores brutos. Como consequência, há melhoria no crescimento, na conversão alimentar, na qualidade da água e na eficiência econômica do sistema produtivo. Esse aspecto é ainda mais relevante para crustáceos, que apresentam trato digestório relativamente curto e particularidades enzimáticas.\r\nNesse contexto, a utilização de farinha de insetos surge como uma alternativa promissora na aquicultura, com potencial para atuar como modulador metabólico e contribuir para sistemas produtivos mais sustentáveis, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (ODS BRASIL, 2024). Estudos recentes indicam que a digestibilidade desse ingrediente em camarões, como Litopenaeus vannamei, pode ser elevada, embora dependa fortemente da espécie de inseto, do estágio de desenvolvimento e do processamento adotado.\r\nA farinha de grilo, por exemplo, apresenta teores proteicos que variam entre 30% e 70%, além de conter ácidos graxos insaturados importantes (como linoleico e linolênico), minerais e vitaminas (Barroso et al., 2014; Taufek et al., 2017; Fontes et al., 2019; Pomari-Fernandes et al., 2025). No entanto, sua utilização ainda enfrenta limitações, como a variabilidade entre lotes, o teor de quitina e o perfil de aminoácidos, reforçando a necessidade de estudos específicos de digestibilidade considerando espécie, estágio do inseto e processamento industrial.\r\nEmbora essa área de pesquisa ainda seja relativamente recente, há avanços significativos. Trabalhos com L. vannamei demonstraram que a farinha de larvas de Hermetia illucens apresenta coeficientes de digestibilidade aparente (CDAs) da proteína entre 78% e 91%, valores competitivos em relação a outras fontes alternativas e que posicionam esse ingrediente entre os de alta digestibilidade na aquicultura. Além disso, estudos indicam que o desengorduramento das larvas antes da produção da farinha pode melhorar os CDAs proteicos, possivelmente pela redução da interferência dos lipídios na digestão e pelo aumento da concentração relativa de proteína (Sánchez-Muros et al. e Gasco et al.)\r\nEm relação à digestibilidade energética, os valores observados para farinhas de insetos em camarões variam entre 70% e 88%. Embora sejam inferiores aos de lipídios de alta qualidade, esses valores são comparáveis ou superiores aos de muitos ingredientes de origem vegetal.\r\nA quitina, componente estrutural presente nos insetos, também merece destaque. Apesar de ser considerada de difícil digestão para muitos animais, camarões apresentam atividade quitinásica significativa no hepatopâncreas, o que permite sua utilização parcial como fonte de energia. Além disso, há indícios de que a quitina possa exercer efeitos prebióticos, modulando positivamente a microbiota intestinal, embora esses efeitos ainda necessitem de maior comprovação experimental em camarões.\r\n\r\nObjetivos\r\nObjetivo geral\r\nAvaliar o potencial nutricional e os coeficientes de digestibilidade aparente (CDA) da farinha de grilo (Gryllus assimilis) como ingrediente alternativo para a formulação de dietas na carcinicultura.\r\n\r\nObjetivos Específicos\r\nDeterminar a composição centesimal da farinha de grilo, com foco em proteína bruta, lipídios totais e energia bruta.\r\n\tDeterminar o teor de quitina na farinha de grilo por meio de método gravimétrico, visando compreender sua influência na digestibilidade.\r\n\tEstimar os CDAs da proteína bruta, extrato etéreo e energia bruta da farinha de grilo incorporada em dietas experimentais, utilizando o óxido de cromo (Cr2O3) como marcador inerte.\r\n\tAnalisar se a substituição parcial de ingredientes convencionais pela farinha de grilo mantém ou melhora a eficiência do aproveitamento de nutrientes pelos animais.\r\n\r\n\r\nMetodologia\r\nCriação dos grilos\r\nA criação de Gryllus assimilis será realizada conforme protocolo descrito por Pomari-Fernandes et al. (2025). Os insetos serão mantidos no Laboratório de Entomologia da UFFS, em ambiente climatizado (28 ± 2 °C, 70 ± 10% de umidade relativa e fotoperíodo de 12 h). A população inicial será adquirida por compra de matrizes, que serão reproduzidas até a obtenção de quantidade suficiente para os experimentos.\r\nA colônia matriz será adquirida comercialmente e mantida em caixas plásticas de 50 L, com tampas perfuradas e revestidas com tela antimosquito. O fundo das caixas será recoberto com vermiculita para absorção de umidade, e caixas de ovos de papelão serão dispostas como abrigo. Os insetos receberão alimentação ad libitum com dieta preconizada pela FAO (Hanboonsong & Durst, 2020), composta por milho moído (55%), farelo de soja (35%), óleo de milho (6%), carbonato de cálcio (1%), fosfato bicálcico (2%) e cloreto de sódio (1%). A água será fornecida em placas de Petri com algodão umedecido, renovado a cada 48 horas.\r\nPara a reprodução, serão alojados 15 insetos por gaiola, na proporção de um macho para três fêmeas, utilizando-se placas de algodão umedecido como substrato para oviposição. Após a eclosão, as ninfas serão transferidas para caixas de criação, com densidade de até 500 indivíduos por unidade. Os adultos serão abatidos por congelamento a –20 °C por 24 horas, posteriormente secos em estufa com recirculação de ar a 75 °C por 24 horas, moídos em moinho analítico e armazenados a –80 °C até o preparo das rações.\r\n\r\nEnsaio da digestiblidade\r\n\tOs ensaios de digestibilidade serão conduzidos utilizando óxido de cromo (Cr₂O₃) como marcador inerte, conforme metodologia descrita por Bremer Neto (2003). Serão formuladas duas dietas experimentais: uma ração controle e uma dieta teste, composta por 89,9% da dieta-referência, 10% de farinha de Gryllus assimilis e 0,1% de óxido de cromo.\r\nSerão utilizados oito sistemas coletores cilíndricos do tipo Guelph modificado, conforme Abimorad e Carneiro (2004), com capacidade de 60 L, operando em sistema de recirculação com filtro biológico. Cada unidade experimental conterá 10 peixes, com peso total médio aproximado de 50 g. Os animais serão aclimatados por 10 dias às condições do sistema e por mais 5 dias à dieta experimental.\r\nDurante o período experimental, de 35 dias, os peixes serão alimentados ad libitum duas vezes ao dia (08h00 e 16h00). Após 5 minutos da alimentação, as sobras serão removidas e o sistema será limpo. Após um intervalo de 30 minutos, serão realizadas coletas de fezes a cada 30 minutos, durante 1 hora. As amostras coletadas serão liofilizadas e armazenadas em ultrafreezer a –80 °C até as análises posteriores.\r\nAs análises laboratoriais incluirão a determinação do teor de óxido de cromo (III) nas dietas e fezes pelo método espectrofotométrico da s-difenilcarbazida (Bremer Neto et al., 2005), proteína bruta pelo método de Kjeldahl, lipídios totais por extração a frio segundo Bligh and Dyer method, e energia bruta por bomba calorimétrica (IKA®, modelo 5000), utilizando amostras de 0,5 a 1 g em triplicata.\r\nO coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) da proteína bruta, extrato etéreo e energia bruta será estimado conforme Abimorad e Carneiro (2004):\r\n%CDA=100-100[((%Cr_2 O_3 \" na dieta\" )/(%Cr_2 O_3 \" nas fezes\" ))ⓜ×((%PB,ET\" ou \" EB\" nas fezes\" )/(%PB,ET\" ou \" EB\" na dieta\" )) ]\r\nonde os valores correspondem às concentrações do marcador e dos nutrientes nas dietas e nas fezes.\r\n\r\nProtocolo de Determinação de Quitina (Método Gravimétrico)\r\nA determinação do teor de quitina será realizada por método gravimétrico utilizando farinha de grilo previamente desengordurada. A amostra será inicialmente seca em estufa a 105 °C até peso constante, para obtenção da base seca. Em seguida, cerca de 2 g serão submetidos à desmineralização com 50 mL de HCl 1 M, sob agitação por 2 horas à temperatura ambiente, visando a remoção de carbonatos. O material será filtrado em papel filtro previamente pesado e lavado com água destilada até pH neutro.\r\nO resíduo será então desproteinizado com 50 mL de NaOH 1 M, sob aquecimento entre 80 e 90 °C por 24 horas, seguido de nova filtração e lavagem com água quente até neutralização. Posteriormente, será realizada lavagem com etanol 95% e, opcionalmente, acetona, para remoção de pigmentos e auxílio na secagem. O resíduo final (quitina bruta) será seco em estufa a 60 °C até peso constante.\r\nO teor de quitina será expresso em porcentagem, com base na relação entre a massa do resíduo seco e a massa inicial da amostra. Para controle de qualidade, poderá ser realizada análise de nitrogênio por micro-Kjeldahl, considerando o valor teórico de 6,9% para quitina, além de confirmação estrutural por FTIR, quando disponível.\r\nO método descrito baseia-se em protocolos amplamente utilizados para isolamento de quitina em insetos, conforme descrito por Azeta et al. (2020) e Hahn et al. (2020), bem como em adaptações de métodos oficiais da AOAC International.\r\n\r\nResultados esperados \r\nEspera-se que a execução deste projeto forneça dados robustos para a nutrição aquícola considerando a obtenção de dados confiáveis sobre quanto da proteína e energia da farinha de grilo é realmente aproveitado, permitindo formulações de rações mais precisas e menos onerosas. Ainda, espera-se consolidar a farinha de G. assimilis como uma fonte proteica viável, capaz de substituir parcial ou totalmente fontes tradicionais mais caras ou menos sustentáveis. Também espera-se determinar o teor de quitina na farinha de grilo e como esse componente impacta na digestibilidade em camarões. Por fim, espera-se contribuir com a formação técnica e científica de recursos humanos.\r\n\r\nReferencias\r\nAOAC INTERNATIONAL. Official Methods of Analysis. 21. ed. Gaithersburg: AOAC International, 2019. (Adaptado para componentes de fibra e resíduos nitrogenados).\r\nAZETA, M. et al. Extraction and characterization of chitin from edible insects. Food Hydrocolloids, [s. l.], v. 106, 2020.\r\nBARTH, A. et al. From Plant By-Products to Insects to Shrimp: A Pathway to Sustainable Aquaculture Feed in a Circular Economy. Aquaculture Nutrition, [s. l.], v. 2025, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1155/anu/7288318. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\nHAHN, T. et al. Chitin isolation from insects. Advances in Biochemical Engineering/Biotechnology, [s. l.], 2020.\r\nLEMOS, D.; COELHO, R.; CARVALHO, R. Apparent amino acid digestibility of feed ingredients for juvenile shrimp (Litopenaeus vannamei): a new method of determination using soybean meal as an example. Aquaculture International, [s. l.], v. 32, p. 275-297, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10499-023-01157-w. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\nLI, X. et al. Evaluation of Six Novel Protein Sources on Apparent Digestibility in Pacific White Shrimp, Litopenaeus vannamei. Aquaculture Nutrition, [s. l.], v. 2022, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1155/2022/8225273. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\nLILAND, N. et al. A meta-analysis on the nutritional value of insects in aquafeeds. Journal of Insects as Food and Feed, [s. l.], v. 7, n. 5, p. 743-759, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.3920/jiff2020.0147. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\nSHIN, J.; LEE, K. Digestibility of insect meals for Pacific white shrimp (Litopenaeus vannamei) and their performance for growth, feed utilization and immune responses. PLoS ONE, [s. l.], v. 16, n. 11, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0260305. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":8,"projeto_registro":"PES-2026-369","projeto_titulo":"O potencial do Canteiro Experimental como espaço de diálogo e prática-reflexiva para o ensino do Conforto Ambiental","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VINICIUS CESAR CADENA LINCZUK","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"PLANEJAMENTO E PROJETOS DA EDIFICAÇÃO","palavras_chave":"Arquitetura e Urbanismo; Canteiro Experimental; Conforto Ambiental; Ensino","resumo":"O Canteiro Experimental constitui-se em um importante espaço pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Fronteira Sul. É um espaço que integra ensino, pesquisa e extensão, com a participação ativa dos estudantes, promovendo vivência e autonomia, trabalho coletivo e uma formação técnica mais crítica e consciente das realidades sociais e ambientais da construção civil. Nesse sentido, a presente pesquisa buscará por meio de revisão bibliográfica e levantamento junto às instituições de ensino que possuem cursos de Arquitetura e Urbanismo, avaliar o diálogo das componentes de Conforto Ambiental junto ao espaço do Canteiro Experimental. Prospecta-se que a construção de protótipos com aplicação de conceitos teóricos de conforto ambiental e sustentabilidade, proporcione aos estudantes uma abordagem próxima aos materiais e técnicas construtivas, trazendo enriquecimento ao aprendizado e melhores práticas ao desempenho das edificações. A pesquisa permitirá avaliar no cenário das instituições públicas federais e estaduais o grau de implementação de experiências de aprendizado nas disciplinas relacionadas ao Conforto Ambiental e verificar o potencial do espaço do Canteiro Experimental.\r\n\r\nFundamentação Teórica\r\nO Canteiro Experimental constitui-se em um importante espaço pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Fronteira Sul. O Projeto Pedagógico do Curso define o Canteiro Experimental como oportunidade “à aplicação contínua dos conhecimentos teórico-prático-reflexivos desenvolvidos e a inovação no uso de materiais e técnicas construtivas” (UFFS, 2010). \r\n\r\nConforme Ronconi (2008), \r\n“O Canteiro Experimental, concebido como espaço de prática e experimentação da arquitetura, é extremamente importante no ensino aprendizagem e na crítica do fazer arquitetônico, pois trabalha ajudando a estruturar atitudes mais emancipadas, livres e responsáveis, socialmente integradas. Ajuda o estudante a elaborar a crítica sobre as próprias decisões, avaliar seu caminho, acerto e erro” (RONCONI, 2008, p.8).\r\n\r\nEm novembro de 2025, houve a inauguração de um novo edifício, no Campus Erechim, dedicado às atividades experimentais, substituindo espaços improvisados que vinham sendo utilizados. Conforme Linczuk et al. (2025), a área do complexo é de aproximadamente 3.000m², compreendendo em áreas abertas e cobertas destinadas às atividades de experimentação. O Pátio Externo é configurado por uma arquibancada e relaciona-se com o Pátio Coberto, configurado pela cobertura central. O Canteiro Experimental relaciona-se com o Pavilhão de Laboratório por meio de escada e rampas que dá acesso à estações de trabalho que oferecem bancadas com acesso à água e energia elétrica. Conta com duas edificações (Maquetaria e o Bloco de Apoio) que oferecem suporte às atividades. O mezanino possui uso múltiplo com acesso por escada e rampa e, abaixo dele, é destinada uma área a um ateliê/sala de aula. Próximo à rua, há baias para armazenamento de areia e brita e doca para caminhões.\r\n\r\nO espaço do Canteiro Experimental constitui-se em um grande potencial não apenas às componentes curriculares específicas do Curso (Canteiro I, Canteiro II e Canteiro III), mas suporte às demais componentes que vislumbram a experimentação como uma oportunidade de aprendizado.\r\n\r\nÉ de conhecimento as práticas de construção com materiais, incluso sustentáveis, e o diálogo com as disciplinas de estruturas nos Canteiros Experimentais. Mas na área do Conforto Ambiental é necessário uma pesquisa aprofundada. A USP - São Carlos apresenta a iniciativa das Células de Teste, que compreendem em pequenas construções que se utilizam de materiais diversos e que permitem a medição das condições térmicas no interior. Vislumbra-se iniciativas de experimentação com elementos como brises, cobogós, telhados verdes, paredes em terra, assim como desenho e técnicas para garantia de melhorias da ventilação, condições térmicas, lumínicas e acústicas.\r\n\r\nO Canteiro Experimental é um espaço que integra ensino, pesquisa e extensão, com a participação ativa dos estudantes, promovendo vivência e autonomia, trabalho coletivo e uma formação técnica mais crítica e consciente das realidades sociais e ambientais da construção civil.\r\n\r\nSegundo Carvalho et al. (2023), a vivência direta no espaço do Canteiro Experimental, combate a educação abstrata e \"bancária\", promovendo a autonomia do estudante por meio da experimentação real com materiais e sistemas construtivos. O texto destaca o potencial dessas práticas para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e acessíveis, capazes de enfrentar os graves problemas habitacionais e ambientais das periferias urbanas latino-americanas. Ao analisar iniciativas nacionais e internacionais, a obra conclui que o canteiro é um espaço de inovação social e democratização profissional, permitindo que futuros arquitetos criem soluções viáveis para a realidade das cidades contemporâneas.\r\n\r\nBessa e Librelotto (2021) mencionam a relevância dos canteiros experimentais como instrumentos pedagógicos essenciais nos cursos de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. As autoras argumentam que esses espaços são fundamentais para superar a histórica dicotomia entre arte e técnica, permitindo que os estudantes unam o desenho abstrato à materialidade física através do aprender-fazendo. O texto apresenta um panorama histórico dessas práticas, destacando a influência de teóricos como Sérgio Ferro e Vilanova Artigas, além de catalogar diversas iniciativas em instituições brasileiras que utilizam a construção em escala real para promover o pensamento crítico. Por meio de relatos de experiências práticas na UFMG e na UFSC, o estudo demonstra que, nesses ambientes, o processo de aprendizagem e a experimentação criativa são mais valiosos do que o resultado final da obra. Em suma, o trabalho defende que o canteiro experimental é um espaço de inovação e diálogo capaz de formar profissionais mais conscientes das realidades técnicas, sociais e ambientais da construção.\r\n\r\nFargerlande et al. (2025) analisaram como a utilização do canteiro experimental na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ serve como uma ponte vital entre o conhecimento teórico e a prática construtiva. A pesquisa detalha uma experiência pedagógica onde estudantes de graduação, orientados por pesquisadores de pós-graduação, desenvolvem protótipos reais para superar a fragmentação do ensino tradicional. O tema central foca na sustentabilidade aplicada, incentivando o uso de materiais de baixo impacto e a eficiência energética através da experimentação direta com concreto e argamassa armada. O trabalho defende que essa integração entre ensino, pesquisa e extensão é fundamental para formar profissionais críticos e socialmente engajados, capazes de transformar a realidade urbana por meio de soluções técnicas inovadoras.\r\n\r\nLaverde et al. (2020) investigaram a viabilidade e a estruturação dos espaços experimentais de ensino voltados à tecnologia da construção em 21 escolas públicas de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. Por meio de uma análise qualitativa que envolveu visitas técnicas e entrevistas, as autoras revelam um cenário de precariedade e desequilíbrio curricular, onde a carga horária destinada às disciplinas técnicas têm sofrido um declínio contínuo em favor de representações puramente virtuais. A pesquisa destaca que a existência de laboratórios e canteiros práticos depende excessivamente de esforços isolados de docentes e de recursos da pós-graduação, evidenciando uma lacuna entre as diretrizes pedagógicas teóricas e a realidade estrutural das instituições. Em última análise, o estudo propõe ações reestruturantes para que a experimentação construtiva deixe de ser uma utopia e se torne um recurso pedagógico eficaz na formação de profissionais com real sensibilidade sobre a materialidade.\r\n\r\nNesse sentido, a presente pesquisa buscará por meio de revisão bibliográfica e levantamento junto às instituições de ensino, avaliar o diálogo das componentes de Conforto Ambiental junto ao espaço do Canteiro Experimental. Prospecta-se que a construção de protótipos com aplicação de conceitos teóricos de conforto ambiental e sustentabilidade, proporcione aos estudantes uma abordagem próxima aos materiais e técnicas construtivas, trazendo enriquecimento ao aprendizado e melhores práticas ao desempenho das edificações. A pesquisa permitirá avaliar no cenário das instituições públicas federais e estaduais, que possuem cursos de Arquitetura e Urbanismo, o grau de implementação de experiências de aprendizado nas disciplinas relacionadas ao Conforto Ambiental e verificar o potencial do espaço do Canteiro Experimental.\r\n\r\nMetodologia\r\nInicia-se a pesquisa por uma etapa de aproximação teórica, a partir de um levantamento bibliográfico sobre a temática. Na sequência, será realizado um questionário e enviado às instituições públicas federais e estaduais que possuem cursos de Arquitetura e Urbanismo. Na etapa seguinte, os resultados serão analisados e as experiências sistematizadas. Por fim, os dados serão organizados para a realização da redação do relatório, assim como a preparação de artigo para publicação. \r\n\r\nResultados esperados\r\nA pesquisa objetiva investigar o diálogo das componentes de Conforto Ambiental junto ao espaço do Canteiro Experimental. Por meio do levantamento bibliográfico e questionário enviado às instituições públicas federais e estaduais, que possuem cursos de Arquitetura e Urbanismo, buscar-se-á avaliar o grau de implementação de experiências de aprendizado nas disciplinas relacionadas ao Conforto Ambiental e verificar o potencial do espaço do Canteiro Experimental. A pesquisa resultará na documentação dos levantamentos e experiências por meio da publicação de caderno de pesquisa e artigos em eventos e/ou periódicos.\r\n\r\nReferências Bibliográficas\r\nBESSA, S. A. L.; LIBRELOTTO, L. I.. A importância das práticas construtivas nos canteiros experimentais em cursos de arquitetura e urbanismo. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 12, p. e021028, 2021. ISSN 1980-6809. DOI: http://dx.DOI.org/10.20396/parc.v12n00.8660850\r\nCALDAS, L. R.; FIGUEIREDO, L. M. B.; SILVOSO, M. M.. Economia circular no ensino de arquitetura: a experiência do canteiro experimental. ArchDaily Brasil, 27 Jun 2020. <https://www.archdaily.com.br/br/942501/economia-circular-no-ensino-de-arquitetura-a-experiencia-do-canteiro-experimental> ISSN 0719-8906\r\nCARVALHO, C. G.; SILVOSO, M. M.. “O CANTEIRO EXPERIMENTAL NO DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS CONSTRUTIVAS SUSTENTÁVEIS”. Encontro Latino-americano e Europeu sobre Edificações e Comunidades Sustentáveis (euroELECS) 4, no. 1 (abril 24, 2023): 1310–1323. \r\nhttps://eventos.antac.org.br/index.php/euroelecs/article/view/2698.\r\nFAGERLANDE, G. C.; OLIVEIRA, A. C. R. T. de, GRABOIS, T. M. (2025). A integração entre ensino, pesquisa e extensão através do canteiro experimental no curso de Arquitetura e Urbanismo. Encontro Latino-Americano E Europeu Sobre Edificações E Comunidades Sustentáveis (euroELECS), 6(1), 1–8. https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.8095\r\nLAVERDE, A.; OLIVEIRA, C. T. de A.. Os espaços experimentais das escolas públicas de Arquitetura do Brasil: realidade ou utopia?. RBEPESTUDOS,  Brasília ,  v. 101, n. 258, p. 436-457, maio  2020 .  DOI: https://doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.101i258.4357.\r\nLINCZUK, V. C. C.; RECHE, D.; MIGOTT, A. F.; WIWESE, R. S.. O PROJETO E A OBRA DO CANTEIRO EXPERIMENTAL DA UFFS EIXO 1 - PEDAGOGIA NO CANTEIRO EXPERIMENTAl. IV Seminário Canteiro Experimental em Arquitetura e Urbanismo e II Encontro Nacional de Canteiros Experimentais em Escolas de Arquitetura e Urbanismo, Rio de Janeiro, 2025.\r\nMARCONDES, Luiz Ricardo Fonseca. COM OS PÉS E MÃOS NO CANTEIRO: A prática pedagógica dialógica de Desenho-Construção em busca de uma completude no ensino de\r\narquitetura”. Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano, Universidade Federal de Pernambuco, 2025.\r\nRONCONI, R. L. N. Inserção do Canteiro Experimental nas Faculdades de Arquitetura e Urbanismo. São Paulo, 2002. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. 2002. \r\nRONCONI, R. L. N. Apresentação: Canteiro para espaços experimentais de arquitetura - Antônio Domingos Batalha. In: Canteiro experimental: 10 anos na FAU USP. São Paulo: FAUUSP. 2008. \r\nTSUTSUMI, E. K. ; ZANIN, N. Z. ; MODLER, L. E. A. ; MODLER, N.L. ; MATTOS, M. L. . A PRESENÇA DO CANTEIRO EXPERIMENTAL AO LONGO DA FORMAÇÃO DO ARQUITETO E URBANISTA. In: IV Encontro Nacional de Ensino de Estruturas em Escolas de Arquitetura, 2021, Recife-PE. Anais do IV Encontro Nacional de Ensino de Estruturas em Escolas de Arquitetura, 2021. p. 27-40. \r\nUNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL (UFFS). Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo - Bacharelado. Universidade Federal da Fronteira Sul/MEC. 2010. \r\nZANIN, N. Z.; RECHE, D. ; AMARAL, M. G. V. ; PERINI, D. M. ; STUMM, J. P. ; MICHELE, ; REOLON, A. ; MASCHERINI, J. ; RAIMUNDO, J. P. A experiência do Canteiro Experimental da UFFS. In: XXXI ENSEA - Encontro Nacional Sobre Ensino de Arquitetura e Urbanismo, v. 1. São Paulo. 2012. \r\nWIESE, R. S. ; LINCZUK, V. C. C. ; OSMARINI, M. B. Processo de Espacialização do Canteiro Experimental do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Fronteira Sul. In: VII Seminário PROJETAR. Natal/RN. 2015.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"PROJETO E TECNOLOGIA DA ARQUITETURA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":9,"projeto_registro":"PES-2026-368","projeto_titulo":"Moradia e Cidade: O Processo de Regularização Fundiária Urbana (REURB) em Erechim/RS","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DANIELLA RECHE","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ESTUDOS DA HABITAÇÃO","palavras_chave":"Arquitetura e Urbanismo; ATHIS; Projetos sociais; Regularização Fundiária; REURB","resumo":"Fundamentação teórica\r\nHistoricamente a cidade, inserida no modo de produção capitalista, constitui-se palco de interesses do mercado determinando dinâmicas territoriais desiguais. Disso decorrem problemas sociais e urbanos que fazem parte, ainda na atualidade, das preocupações do profissional Arquiteto e Urbanista. Embora o Art. 6º da Constituição Federal de 1988 declare o direito social à moradia, na prática, parte da população brasileira é sócio e espacialmente segregada e enfrenta condições de precariedade habitacional. As cidades encontram-se em déficit habitacional e, por vezes, os assentamentos irregulares, como as favelas, se tornam soluções em áreas em que o mercado não se interessa (Maricato, 2003). A autoconstrução é uma realidade e, se, por um lado, ela pode ser positiva para viabilizar a moradia do ponto de vista financeiro e emancipador, ela pode trazer um lado negativo relativo à precariedade e à insegurança construtiva. Diversas foram as iniciativas de programas governamentais subsidiando construções que procuraram reduzir o problema habitacional que, no entanto, revelaram que os demais direitos sociais (educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados) necessitam estar associados à garantia habitacional. Geralmente os assentamentos são viabilizados longe da melhor infraestrutura urbana, dificultando o acesso ao trabalho, à saúde, à educação. As edificações geralmente são padronizadas, desassociadas da cultura, do cotidiano, dos princípios de sustentabilidade, orientação solar adequada, entre outras particularidades do terreno, da edificação e dos moradores.\r\nEm defesa ao direito social à moradia, em 2008 a Lei N° 11.888 foi promulgada assegurando a assistência técnica gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social às famílias de baixa renda, como direito social à moradia. No entanto, a implantação dessa lei encontra inúmeros desafios para efetivação, principalmente relacionados ao financiamento ou vinculação, por exemplo, a um programa habitacional (Velasco, 2023). Para o estabelecimento da Assessoria Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS), o Artigo 4° da Lei cita a necessidade de convênio ou termo de parceria com a União, Estado ou Município, devendo os serviços serem prestados por profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia, incluindo programas de extensão universitária. A universidade, portanto, se constitui como um importante integrante à promoção da ATHIS em parceria com órgãos governamentais por meio de programas de extensão vinculados aos escritórios modelos e residência acadêmica. \r\nA presente pesquisa dá continuidade aos interesses das pesquisas anteriores intituladas “Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social na UFFS – Investigação para contribuições ao direito social à moradia” e “Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social – As experiências das IES nos Programas de Residência Acadêmica em ATHIS”.\r\nNesta oportunidade, a pesquisa também estabelece relação com o Projeto de Extensão intitulado “habit+AÇÃO: Ações de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social em Erechim e região (2a. Edição)”, que busca promover ações conjuntas entre a Universidade Federal da Fronteira Sul e o Município de Erechim/RS relacionadas à regularização fundiária, junto ao programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB) do município, podendo incluir atividades de ensino, pesquisa, extensão e apoio técnico.\r\nA Regularização Fundiária Urbana (REURB) foi instituída pela Lei Federal nº 13.465/2017 e  compreende em um procedimento administrativo e legal para regularizar núcleos urbanos informais, concedendo a escritura definitiva (matrícula) a ocupantes de imóveis irregulares. Ela organiza a posse, entrega infraestrutura essencial e melhora a qualidade de vida, dividindo-se em REURB-S (Social) para baixa renda e REURB-E (Específica) para os demais casos.  Têm direito ao REURB moradores de núcleos urbanos informais consolidados até 22/12/2016, que ocupam áreas públicas ou privadas para fins de moradia, especialmente populações de baixa renda (Reurb-S).\r\nO Decreto nº 9.310 de 15 de março de 2018 institui as normas gerais e procedimentos para a Regularização Fundiária Urbana (Reurb). Ele regulamenta a Lei nº 13.465/2017, facilitando a incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial, garantindo a titulação dos ocupantes e definindo procedimentos para avaliação/alienação de imóveis da União. O decreto constitui-se em uma ferramenta importante para garantir o direito à moradia, permitindo que os ocupantes recebam o título de propriedade de seus imóveis.\r\nCom a redemocratização e a promulgação da Constituição Federal de 1988, houve grandes avanços na questão da regularização fundiária. Com a chegada do Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) e a criação de instrumentos para o planejamento e a gestão urbana, produziu-se mecanismos para a regularização fundiária de assentamentos informais e a promoção da função social da propriedade. A Lei nº 13.465/2017, por sua vez, representa um grande avanço na regularização fundiária urbana e rural no Brasil, simplificando procedimentos, com a criação de novos instrumentos jurídicos e urbanísticos, buscando mais segurança jurídica aos possuidores de terras urbanas. A regularização fundiária ainda constitui-se um importante desafio na sua implementação, principalmente em relação às coordenações  entre diferentes níveis de governo e a participação da sociedade civil.\r\nDiante da oportunidade da promoção de ações conjuntas entre a Universidade Federal da Fronteira Sul e o Município de Erechim/RS relacionadas à regularização fundiária, junto ao programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB) do município, a pesquisa buscará fundamentar as ações e documentar o processo histórico de ações de regularização fundiária no município de Erechim, principalmente a partir da Lei Federal nº 13.465/2017 e por meio de um levantamento bibliográfico sobre a regularização fundiária no Brasil.\r\n\r\nMetodologia\r\nInicia-se a pesquisa por uma etapa de aproximação teórica, a partir de um levantamento bibliográfico sobre a temática. Adota-se uma metodologia de pesquisa quantitativa-qualitativa por meio do levantamento e análise de bibliografia relacionada aos processos de regularização fundiária no Brasil. Serão também consultados os documentos e processos encaminhados pela Prefeitura Municipal de Erechim após a Lei Federal nº 13.465/2017. Posteriormente os dados serão sistematizados para redação de relatório e publicização da pesquisa. \r\n\r\nResultados esperados\r\nA pesquisa dará suporte ao Projeto de Extensão intitulado “habit+AÇÃO: Ações de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social em Erechim e região (2a. Edição)”. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Erechim/RS, com o assessoramento de servidores técnicos do município e empresas contratadas, o Projeto de Extensão visa contribuir com os processos de regularização fundiária do município, permitindo organizar e ampliar o direito da propriedade para fins de moradia, possibilitando também melhorias de infraestrutura e oferta de serviços públicos urbanos. No campo da pesquisa, busca-se compreender o processo histórico de ações de regularização fundiária no município de Erechim, principalmente a partir da Lei Federal nº 13.465/2017. Para contextualizar a pesquisa, será discutida a regularização fundiária no Brasil. A pesquisa contribuirá para documentar processos e servir para consulta, resultando na publicação de relatório de pesquisa e artigos em eventos e/ou periódicos.\r\n\r\nReferências\r\nBRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.\r\nBRASIL. Lei nº 11.888, de 24 de dezembro de 2008. Assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social e altera a Lei nº 11.124, de 16 de junho de 2005. Diário Oficial da União:\r\nseção 1, Brasília, DF, p. 2, 26 dez. 2008. PL 6981/2006.\r\nCAPPELLI, S.; DICKSTEIN, A.; LOCATELLI, P.; GAIO, A.. Regularização Fundiária Urbana: aspectos teóricos e práticos. [livro digital] / (org.). – Rio de Janeiro, RJ: MPRJ, IERBB, ABRAMPA, MPSC, 2021. 164 f. ISBN: 978-65-88520-14-7.\r\nCAU/SC - Composição da Comissão Especial de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social . ATHIS: GUIA DA ASSISTÊNCIA TÉCNICA PARA HABITAÇÃO SOCIAL: O PASSO A PASSO COMO FAZER?, 2019.\r\nMARICATO, Ermínia. Conhecer para resolver a cidade ilegal. Urbanização brasileira : redescobertas. Tradução . Belo Horizonte: C/Arte, 2003.\r\nROJESKI, M. D.; SPINELLI, J.; LIMA, E. J. O.. Conflitos fundiários urbanos e o direito à cidade em Erechim-RS. XX ENANPUR, Belém, 2023.\r\nVELASCO, Thais. Habitação como direito social: a Lei de ATHIS, sua aplicabilidade e desafios. XX ENANPUR, 2023.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"PROJETO E TECNOLOGIA DA ARQUITETURA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":10,"projeto_registro":"PES-2026-367","projeto_titulo":"Ação de compostos fitoquímicos oriundos de plantas medicinais brasileiras sobre o crescimento de bactérias de pele de interesse clínico veterinário.","data_inicio":"2026-05-01","data_fim":"2027-04-30","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VALFREDO SCHLEMPER","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"FARMACOLOGIA E TERAPÉUTICA ANIMAL","palavras_chave":"Atividade antimicrobiana; bioatividade; concentração inibitória mínima; patógenos de interesse veterinário; prospecção","resumo":"1.\tIntrodução e Fundamentação Teórica:      \r\n            O uso de plantas medicinais como forma de tratamento vem de origens muito antigas, relacionadas aos primórdios da medicina e é fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações ao longo dos séculos, onde produtos de origem vegetal constituíam as bases para tratamento de diferentes doenças, atuando como uma fonte natural de substâncias biologicamente muito ativas, as quais atualmente servem de modelo para a síntese de diversos fármacos e moléculas importantes usadas na intervenção da saúde tanto humana quanto animal (SIMÕES, 2002; BRASIL, 2006).\r\n       Nesse contexto, a Política Nacional de práticas integrativas e complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), assumiu essa forma de tratamento estabelecendo suas bases constitucionalmente, considerando que a fitoterapia é um recurso terapêutico caracterizado pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas e que tal abordagem incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social. Inclusive a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a declaração de Alma-Ata, em 1978, tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta que 80% da população mundial vem utilizando essas plantas ou preparações vindas destas no que se refere à atenção primária de saúde (PORTARIA 971-2006). \r\n        Enquanto não ocorre o isolamento do princípio ativo, as plantas medicinais são utilizadas de forma caseira na forma de chás, ou como extratos homogêneos da planta e consequentemente, na medida em que os princípios ativos são descobertos através de modelos de pesquisa, eles são isolados e refinados de modo a eliminar agentes tóxicos e contaminações, e as doses terapêutica e tóxica são estabelecidas, de modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os demais (TORQUATTO, 2013). \r\n         A pesquisa de novos compostos com ação antimicrobiana tem levado a comunidade científica a investigar a corrida medicamento versus microrganismos, já que os patógenos estão cada vez mais desenvolvendo uma série de novos mecanismos de resistência, que segundo Gurgel (2008), se dá por quatro fatores principalmente: Prescrição arbitrária, uso abusivo ou inadequado, globalização a qual colabora para a disseminação de patógenos resistentes. Na área farmacêutica, os compostos fitoquímicos  derivados de plantas tem grande relevância, levando em consideração as substâncias ativas que podem ser usadas como matéria prima para o desenvolvimento de fármacos, obtenção de adjuvantes ou ainda exclusivamente utilizados como fitoterápicos (ANTUNES 2006; SCHENKEL, 2001).\r\n         Devemos considerar inclusive que o constante uso de antibióticos tem provocado uma série de problemas dentre os quais se destacam o desequilíbrio da ecologia humana e a resistência microbiana, fazendo com que exista a necessidade de se buscar novos antibióticos que sejam eficazes, assim, abrindo caminhos para a evolução das pesquisas, visto que o desenvolvimento de qualquer novo antimicrobiano vem acompanhado pela resistência de microrganismos, e a emergência de patógenos resistentes é uma ameaça a esses avanços. (ANTUNES 2006, apud MOELLERING 2000).\r\n         A ação dos compostos na forma de extratos e frações semi-purificadas, varia sob determinadas condições, dentre elas pode ser citado o ambiente, localização geográfica da planta, tipo de cultivo, temperatura, umidade, horas de exposição ao sol, regime de ventos no local e hora da coleta do material. E a partir dessas inter-relações de condições, tem-se um mecanismo de ação diferente daquele isolado e concentrado das moléculas comerciais usuais, e a depender dessas condições, tem se extratos com diferentes concentrações de princípios ativos, consequentemente a estas variações (SIMÕES, 2002; SCHUCH, 2007).         \r\n\r\n\r\n2.\tMetodologia:\r\n            \r\n2.1. Extratos, frações e compostos purificados de planta\r\nOs compostos fitoquímicos (em número de 5) utilizados para a atividade antimicrobiana serão fornecidos pelo pesquisador Dr. Louis Pergaud Sandjo do Laboratório de Química de Produtos Naturais do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina. As frações e compostos fitoquímicos serão dissolvidas em dimetilsulfóxido (DMSO), e diluídas posteriormente em solução tampão-fosfato (PBS) até a concentração desejada momentos antes da administração nos animais.\r\n\r\n2.2. Material bacteriano\r\nPara esse estudo, serão utilizadas bactérias de coleção própria advindos de cepas naturais isoladas no laboratório de microbiologia da UFFS a partir de infecções em animais diagnosticadas na Superintendência Hospitalar Veterinária (SUHVU), preferencialmente Staphylococcus aureus e Escherichia coli os quais serão utilizados na preparação do inóculo microbiano, para posterior estudo da ação dos compostos fitoquímicos. \r\nAs cepas utilizadas serão escolhidas por grau de importância e patogenicidade, preferencialmente um organismo gram-positivo e outro Gram-negativo, de relevância clínica em medicina veterinária, e ainda, de acordo com o tempo disponível para execução dos testes em questão, procurando utilizar quantas for possível. Para a preparação do inóculo das bactérias, será utilizado ágar Mueller Hinton previamente preparado para a semeadura em placas, no total de 20 mL por placa, utilizando 0,1 mL da amostra selecionada, esta será espalhadas no ágar com auxílio de uma alça de inoculação em movimentos de estriação utilizando o método de semeadura por esgotamento, e incubadas em estufa a 36ºC por 24 horas para bactérias. Após o crescimento dessas culturas será retirada uma porção de 4 ou 5 colônias bem isoladas, e de aspecto morfológico idêntico. Posteriormente, será realizada a repicagem dessas colônias para 0,5 ml de meio de cultura líquido (caldo brain heart infusion - BHI), incubação estufa de 8 a 12 horas a 36°C. Ao fim destas horas já ocorreu crescimento máximo bacteriano.\r\n\r\n2.3. Testes de atividade antimicrobiana \r\n           Os testes da avaliação da atividade antimicrobiana serão realizados em duas etapas, na primeira será usado o método de difusão em ágar, seguido pelo teste da concentração inibitória mínima (CIM).\r\n\r\n2.4. Método de difusão em ágar\r\n    Para o método de difusão em ágar, serão vertidos 20 ml de Ágar Müller Hinton  em placas de Petry de 20 cm de diâmetro e esperada a secagem do meio. Nestas placas serão feitas cavidades com o auxílio de um aparato metálico de forma cilíndrica, introduzido verticalmente no ágar, formando pequenos poços até o fundo da placa de Petry. Serão então formados poços com 10 mm de profundidade e 5 mm de diâmetro, onde serão depositadas as concentrações de 10, 30 e 100 g/mL de cada um dos cinco compostos fitoquímicos e as soluções antibióticas comerciais (controle positivo) e PBS (controle negativo).\r\nAs cepas testadas serão semeadas em tubos com caldo BHI, armazenadas em estufa bacteriológica a 36°C por 24 horas. Os inóculos serão ajustados e comparados aos padrões da tabela de McFarland, a fim de obter uma turvação correspondente a 0,5 da escala, significa que há aproximadamente 1,5 x 108 unidades formadoras de colônias (UFC)/mL.\r\nUma vez adicionada a solução teste, com um swab estéril, o inóculo bacteriano adequado a escala MacFarland será distribuído uniformemente sobre a superfície do ágar, deixando-as em repouso em temperatura ambiente, dentro da câmara de fluxo, por aproximadamente 5 minutos.\r\n     Depois de prontas, as placas serão incubadas em estufa a 36ºC +/- 1ºC por 24 e 36 horas. Decorrido esse período serão medidos os halos de inibição do crescimento com o auxílio de um paquímetro digital, medindo-se o valor em milímetros do diâmetro do halo, incluindo o diâmetro do poço. Considerar-se-á a medida do halo de inibição do controle positivo como referência a sensibilidade bacteriana, e qualquer aumento da medida de halo da RCS em relação ao grupo controle será considerada como atividade antibacteriana (SILVEIRA et al., 2009; ALVES et al., 2008).\r\n\r\n2.5. Método da Concentração Inibitória Mínima (CIM)\r\n         O método de diluição para determinação quantitativa da concentração inibitória mínima (CIM), da concentração bactericida mínima (CBM), acontecerá por meio da técnica de diluição serial com sistema de tubos múltiplos, modificada por Avancini (2000).\r\n        Serão feitos os confrontos das concentrações dos c compostos fitoquímicos contra oito diluições seriais logarítmicas (10-1 a 10-8 UFC/mL-1) do inóculo das diferentes bactérias em teste, controlando por plaqueamento o crescimento bacteriano específico e contaminações iincontervenientes. Para o teste de suspensão, oito tubos de ensaio serão preenchidos com 9 mL dos compostos fitoquímicos, sendo adicionados a cada um deles 1 mL da diluição logarítmica do inóculo. No tempo de contato de 30 minutos, utilizando uma alça bacteriológica, uma alíquota será transferida para os tubos de ensaio contendo 1 mL do caldo nutriente BHI, que será incubado em estufa a 36ºC por 24 horas, será feita a leitura baseando-se na presença ou ausência de turvação do caldo quando comparado ao controle positivo e o controle de crescimento, a avaliação da turbidimetria será realizada em espectrofotômetro. Os resultados serão obtidos em unidades formadoras de colônia por mililitro de caldo (UFC/mL-1), obtidos a partir de espectrofotometria a 620 nM, onde as amostras que apresentarem ausência de turvação terão sua atividade inibitória considerada como positiva.\r\n       O método de diluição em ágar relaciona o tamanho da inibição do crescimento do microrganismo desafiado com a concentração da substância ensaiada, testando a sensibilidade e a concentração inibitória mínima (OSTROSKY, 2008). \r\n\r\n2.6. Análise estatística \r\nTodos os experimentos serão realizados em triplicata e os resultados serão agrupados com a média das leituras x erro padrão das médias.  Antibióticos utilizados para o teste de difusão em ágar serão usados como controle positivo. Serão comparados os efeitos inibitórios médios dos cinco compostos fitoquímicos de todas as cepas de microrganismos e também a atividade para cada isolamento. Os dados serão analisados por análise de variância (ANOVA) de 1 via e comparados pelos testes de Neuman-Keuls ou Dunnet quando necessário, levando em conta se os dados ultrapassaram a normalidade do teste. Os resultados serão considerados significantes quando P<0.05 ou menos.\r\n\r\n\r\n3.\tReferências Bibliográficas\r\n\r\nAFSHARZADEH, M. et al. In-vitro Antimicrobial Activities of Some Iranian Conifers. Iran J Pharmac Res, v.12 n.1: p.63-74. 2013 Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3813213/\r\n\r\nALVES, E. G. et al. Estudo comparativo de técnicas de screening para avaliação da atividade antibacteriana de extratos brutos de espécies vegetais e de substâncias puras. Quim. Nova, V. 31, N. 5, P.1224-1229, 2008. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/qn/v31n5/a52v31n5.pdf>\r\n\r\nANDRADE, G. Ação antifúngica in vitro da resina e frações do Pinus tropicalis frente à fitopatógenos. Graduação em Biomedicina – Universidade de Franca, Franca – SP, 2012. Disponível em: <http://publicacoes.unifran.br/index.php/tccemrevista/article/viewFile/697/544>\r\nANTUNES, R. M. P. et al. Atividade antimicrobiana \"in vitro\" e determinação da concentração inibitória mínina (CIM) de fitoconstituintes e produtos sintéticos sobre bactérias e fungos leveduriformes.  Rev Bras Farmacogn., v.16 n.4 João Pessoa Oct./Dec. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2006000400014>\r\nAVANCINI, C. A. M.; WIEST, J.M. Etnomedicina veterinária, etnonosotaxia e etnoterapêutica de doenças de pele como referência para seleção e avaliação preliminar da atividade antibacteriana de plantas nativas do Sul do Brasil. Rev. Bras. Plantas Med., v.10, p.70-78, 2008b. Disponível em: http://www.sbpmed.org.br/download/issn_08_1/artigo4_v10_n1_p21a28.pdf \r\n\r\nAVANCINI, C. A. M.; WIEST, J.M. Atividade desinfetante do decocto de Hypericum caprifoliatum Cham. e Shclecht. – Guttiferae (“escadinha/sinapismo”), frente diferentes doses infectantes de Staphylococcus aureus (agente infeccioso em mastite bovina). Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.10, n.1, p.64-69,2008.Disponívelem: <http://www.sbpmed.org.br/download/issn_08_1/ artigo9_v10_n1_  p64 a 69.pdf>\r\n\r\nBRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica;\r\nPolítica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC-SUS. Brasília, 2006: Ministério da Saúde. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf>\r\n\r\nBRASIL. Instruções operacionais: informações necessárias para a condução de ensaios clínicos com Fitote¬rápicos: Ministério da Saúde. Organização Mundial da Saúde. Brasília, 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/fitoterapicos.pdf>\r\n\r\nBRASIL. PORTARIA Nº 971 - Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. 3 DE MAIO DE 2006. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html>\r\n\r\nCORREIA, C. M. As plantas medicinais: O resgate da sabedoria popular. Universidade Federal do Paraná – UFPR, Matinhos, 2015. Disponível em: <http://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/38488?show=full>\r\n\r\nSCHUCH, L. F. D. Plantas Medicinais em Atenção Primária Veterinária: Atividade Antimicrobiana Frente a Bactérias Relacionadas com Mastite Bovina e a Dermatófitos. Departamento de Ciências Veterinárias - UFRGS, Porto Alegre, 2007. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10183/14334>\r\n\r\nEMAMI, S. A. et al. Chemical and Antimicrobial Studies of Cupressus sempervirens L. and C. horizentalis Mill. Essential Oils. Iran J Pharm Sci., Spring: v.2, n.2, p.103-108, 2006. Disponível em: <http://www.ijps.ir/pdf_1925_6cb133b8ef515c9e91c89416dd03a806.html>\r\n\r\nERYILMAZ, M. et al. Antimicrobial Activity of Some Species from Pinaceae and Cupressaceae. Turk J Pharm Sci v.13, n.1, p.35-40, 2016. Disponível em: <http://www.journalagent.com/tjps/pdfs/TJPS_13_1_77_83.pdf>\r\n\r\nMAZARI, K. et al. Chemical composition and antimicrobial activity of essential oils isolated from Algerian Juniperus phoenicea L. and Cupressus sempervirens L. J Med Plants Res, Vol. 4 n.10, p. 959-964, 18 May, 2010. Disponível em: <http://www.academicjournals.org/article/article1380705668_Mazari%20et%20al.pdf>\r\n\r\nMELO, A. F. M. S et al. Atividade antimicrobiana in vitro do extrato de Anacardium occidentale L. sobre espécies de Streptococcus. Rev Bras Farmacogn.,  v.16, n.2, João Pessoa Apr/June 2006.Disponívelem: <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid= S0102-695X2006000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>\r\n\r\nOSTROSKY, E. A. et al. Métodos para avaliação da atividade antimicrobiana e determinação da concentração mínima inibitória (CMI) de plantas medicinais. Rev. bras. farmacogn. v.18 n.2 João Pessoa Apr./June 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000200026>\r\n\r\nPINTO, C. D. P. Caracterização das propriedades físicas e mecânicas da madeira de pinho bravo e de freixo do nordeste transmontano – Instituto politécnico de Bragança- IPB, 2014. Disponível em: < https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/11598/1/Cristiana%20Daniela%20Pires%20Pinto.pdf> \r\n\r\nROZATTO, M. R. Determinação da atividade antimicrobiana in vitro de extratos, frações e compostos isolados de arrabidaea brachypoda determinação da atividade antimicrobiana in vitro de extratos, frações e compostos isolados de arrabidaea brachypoda. Universidade Estadual Paulista/UNESP; Araraquara SP, 2012. Disponível em: <http://www2.fcfar.unesp.br/Home/Pos-graduacao/CienciasFarmaceuticas/MARIANA%20RODRIGUES%20ROZATTO.pdf>\r\n\r\nSILVEIRA, L.M.S. et al. Metodologias de atividade antimicrobiana aplicadas a extratos de plantas: comparação entre duas técnicas de ágar difusão. Rev Bras Farm, Rio de Janeiro, v.90, n.2, p.124-128, 2009. Disponível em: < http://rbfarma.org.br/files/pag_124a128_metodologia_atividades_239.pdf> \r\n\r\nSIMÕES, C. M. O; SCHENKEL, E. P. A pesquisa e a produção brasileira de medicamentos a partir de plantas medicinais: a necessária interação da indústria com a academia. Rev Bras Farmacogn, v. 12, n.1, p.35-40, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbfar/v12n1/a05v12n1.pdf>\r\n\r\nSIMÕES, T. V. M. D, et al. Identificação laboratorial de Staphylococcus aureus em leite bovino. Embrapa-Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. ISSN 1678-1853 – Dez/2013. Disponível em: <http://www.cpatc.embrapa.br/publicacoes_2013/doc_180.pdf>\r\n\r\nTORQUATTO, J; Fitoterapia – Vantagens, riscos e ação dos fitoterápicos. 1º edição, 2013. P.10-11. São Paulo – SP. \r\n\r\nVASCONCELOS, K. R. F. et al.; Avaliação in vitro da atividade antibacteriana de um cimento odontológico à base de óleo-resina de Copaifera multijuga Hayne. Revista Brasileira de Farmacognosia v.18 p. 733-738, Dez. 2008. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000500017>\r\n\r\n4.\tResultados esperados:\r\n\r\n      Espera-se que as concentrações determinadas dos cinco compostos fitoquímicos oriundos de plantas medicinais brasileiras consiga inibir o crescimento de uma alta concentração de unidades formadoras de colônias dos microrganismos testados, dando assim, uma subsequente confirmação da propriedade farmacológica antimicrobiana dos compostos, o que nos levará ao esclarecimento da propriedade antimicrobiana dos mesmos in vitro, gerando um potencialmente novo antibiótico de origem natural, o qual pode vir a ser utilizado considerando a grande gama de antibióticos que já induziram resistência contra bactérias altamente patogênicas, muito importantes na rotina clínica medica veterinária, e em âmbito de saúde pública e desenvolvimento de novas tecnologias contra patógenos resistentes.\r\n\r\n\r\n          \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Saúde, diagnóstico e bem-estar animal na Fronteira Sul - SADBEM","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":11,"projeto_registro":"PES-2026-366","projeto_titulo":"Urbanização e dinâmica populacional em cidades emergentes no Oeste de Santa Catarina: Xanxerê e Xaxim","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"EDERSON DO NASCIMENTO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL URBANA","palavras_chave":"cidades emergentes; dinâmica populacional; expansão urbana; urbanização","resumo":"A presente proposta de pesquisa visa realizar uma análise da evolução populacional em duas cidades consideradas\r\nemergentes no contexto da urbanização no oeste catarinense: Xanxerê e Xaxim.\r\n\r\nSerão objeto de análise os seguintes aspectos:\r\n- elementos da formação socioespacial (Santos, 1977) regional;\r\n- urbanização e dinâmica do crescimento populacional urbano;\r\n- expansão das áreas urbanizadas\r\n- mapeamento da distribuição da população intraurbana, utilizando o software SIG QGIS.\r\nA metodologia da pesquisa resume-se nas seguintes etapas:\r\n- Definição de uma das cidades emergentes da região, com base em conhecimentos prévios e interesse de pesquisa do/da\r\nestudante selecionada;\r\n- Levantamento e revisão bibliográfica;\r\n- Consolidação de um referencial teórico;\r\n- Levantamento e tratamento de dados demográficos, com base nos censos demográficos de 1960, 1970, 1980, 1991, 2000, 2010 e\r\n2022;\r\n- Delimitação das manchas urbanas a partir de imagens de satélite em dois momentos distintos (início dos anos 2000 e\r\natualmente);\r\n- Elaboração de mapas temáticos da distribuição da população urbana, utilizando setores censitários urbanos.\r\n- Realização de visitas a campo para registro fotográfico e observação da organização espacial.\r\nComo resultados, espera-se, com o estudo, apresentar contribuições para o conhecimento geográfico da população e da formação\r\nurbana nas duas cidades.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Laboratório de Estudos Territoriais e Ambientais (LAETA)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":12,"projeto_registro":"PES-2026-365","projeto_titulo":"Diálogos sobre sexualidade e mudanças corporais na adolescência: perspectivas a partir das experiências de mulheres usuárias da Atenção Primária à Saúde","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VANDERLEIA LAODETE PULGA","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Adolescência; Educação em Saúde; Educação sexual; Promoção da saúde; sistema único de saúde","resumo":"A adolescência constitui um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, sendo um momento fundamental para a construção da identidade e do autocuidado. As mudanças corporais e o despertar da sexualidade exigem acesso a informações adequadas e espaços seguros de diálogo, que possibilitem aos adolescentes compreenderem seu próprio corpo e desenvolverem atitudes saudáveis. No entanto, a abordagem desses temas ainda é permeada por tabus, silêncios e desigualdades no acesso à informação, o que pode comprometer o desenvolvimento pleno e a tomada de decisões informadas. Assim, torna-se relevante investigar se, durante a adolescência, houve oportunidades de conversa sobre mudanças corporais e sexualidade, bem como compreender como essas experiências foram vivenciadas pelos indivíduos. Diante do exposto, esse subprojeto tem como objetivo investigar a proporção de mulheres usuárias da APS que reportaram ter dito diálogos sobre mudanças corporais e sexualidade na adolescência, assim como identificar a principal fonte de acesso à essas informações.  Para responder a esse problema de pesquisa propõe-se a realização de um estudo qualitativo o qual utilizará dados do projeto guarda-chuva intitulado “Saúde da Mulher e da Criança no Ciclo gravídico-puerperal em usuárias do Sistema Único de Saúde de Passo Fundo, RS”. A pesquisa será realizada de setembro de 2026 a agosto de 2027, com mulheres de idade igual ou superior a 12 anos, usuárias da rede de atenção primária à saúde de Passo Fundo, RS, a qual inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Básicas com Estratégia de Saúde  da Família (ESF) e unidades Mistas (Centro de Atenção Integral à Saúde – CAIS). Os dados serão coletados nas dependências de cada UBS a partir de entrevistas face a face com as participantes elegíveis. Estima-se que 900 mulheres sejam incluídas na amostra. A principal variável de interesse será avaliada com base na pergunta: “Durante a sua adolescência, houve alguma conversa sobre mudanças corporais e sexualidade? SE SIM: Quem conversou com você sobre esses assuntos?  (1) Família (2) Escola; (3) Unidade de saúde; (4) Amigos; (5) Outro.” A análise dos dados consistirá em estatística descritiva da prevalência do desfecho de interesse, seguido dos respectivos intervalos de confiança (IC95%), ambos realizados no Programa PSPP. Espera-se identificar que parte dos indivíduos não teve acesso adequado a informações ou espaços de diálogo sobre mudanças corporais e sexualidade durante a adolescência, evidenciando lacunas no processo de educação em saúde. Além disso, espera-se observar que as experiências de conversa sobre o tema, quando presentes, ocorreram predominantemente em contextos informais, como no ambiente familiar ou entre pares, com pouca participação de serviços de saúde ou instituições escolares. Por fim, espera-se gerar subsídios para o fortalecimento de estratégias de educação em sexualidade, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde e do ambiente escolar, promovendo o acesso a informações qualificadas e o desenvolvimento de práticas mais seguras e conscientes.\r\n\r\n\r\n\r\nORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Educação integral em sexualidade: evidências e recomendações. Washington, DC: OPAS, 2020.\r\n\r\nSILVA, R. M. et al. Educação sexual na adolescência: desafios e perspectivas no contexto brasileiro. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 56, p. 1–10, 2022.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":13,"projeto_registro":"PES-2026-364","projeto_titulo":"Cartografia e informação territorial para pequenos municípios: elaboração do Atlas Geográfico de Iporã do Oeste (SC)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"EDERSON DO NASCIMENTO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"atlas municipal; cartografia; Iporã do Oeste","resumo":"Este projeto de iniciação científica tem como objetivo criar um atlas geográfico e escolar do município de Iporã do Oeste, além de realizar análises descritivas dos processos econômicos, de distribuição populacional e ambientais que nele ocorrem. Até o momento existem poucos dados a respeito do município que estão disponíveis à população. Utilizar a cartografia como algo que possa ser acessível às pessoas e especialmente aos gestores dos pequenos municípios será primordial para futuros diagnósticos socioeconômicos e ambientais do município.\r\n A pesquisa de dados será feita através destes poucos documentos gerais existentes atualmente para acesso público, utilizando os que forem disponibilizados pela prefeitura do município e, em casos específicos serão feitas idas à campo para coleta e/ou confirmação dos mesmos caso a veracidade da informação não seja detectável remotamente. \r\nNeste atlas será abordado a contextualização atual do município a respeito da economia, da preservação ambiental, os limites físicos e fluxos de interligação por transporte interno, os fluxos externos, bem como para onde migram as pessoas que saem do território do município de manhã e voltam à noite, além da posição que o município se coloca na sua região imediata.\r\nAtravés desta análise, a intenção do projeto é oferecer para a população um produto cartográfico inovador da nossa região e especialmente do município em estudo, contendo mapas que possibilitarão análises bem como possíveis criações de programas de estratégias a longo prazo. \r\n\r\nA metodologia da pesquisa resume-se nas seguintes etapas:\r\n\r\n•\tLevantamento e estudo da bibliografia especializada para consolidação de um referencial teórico.\r\n•\tRealizar o levantamento de bases de dados geográficos já existentes, de dados econômicos, da ocupação do solo, da distribuição da população, dos fluxos a qual a população faz para acessar equipamentos ou serviços não disponíveis no município, criando um registro visual das situações aqui descritas.\r\n•\tElaboração de uma coleção de mapas temáticos utilizando o software QGIS Desktop.  \r\n•\tElaboração de textos descritivos dos mapas, contextualizando elementos da organização espacial do município e sua inserção regional. \r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Laboratório de Estudos Territoriais e Ambientais (LAETA)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":14,"projeto_registro":"PES-2026-363","projeto_titulo":"Violência obstétrica, direitos e garantias: abordagem qualitativa da percepção de mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde em Passo Fundo, RS","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VANDERLEIA LAODETE PULGA","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Direitos da Mulher; Pesquisa Qualitativa; Saúde da Mulher; Sistema Único de Saúde; Violência Obstétrica","resumo":"A violência obstétrica configura-se como uma violação dos direitos humanos e reprodutivos das mulheres, manifestando-se por meio de práticas desrespeitosas, abusivas ou negligentes durante o ciclo gravídico-puerperal. Apesar dos avanços nas políticas públicas voltadas à humanização do cuidado, muitas mulheres ainda vivenciam situações de desinformação, desrespeito e limitação de autonomia nos serviços de saúde. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), que atua como porta de entrada e coordenadora do cuidado, torna-se fundamental compreender como essas experiências são percebidas pelas usuárias, bem como seu nível de conhecimento sobre direitos e garantias diante dessas situações. Nesse cenário, a abordagem qualitativa permite explorar de forma aprofundada as percepções e significados atribuídos pelas mulheres, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para a promoção de um cuidado mais ético e equitativo. Para responder a esse problema de pesquisa propõe-se a realização de um estudo qualitativo o qual utilizará dados do projeto guarda-chuva intitulado “Saúde da Mulher e da Criança no Ciclo gravídico-puerperal em usuárias do Sistema Único de Saúde de Passo Fundo, RS”. A pesquisa será realizada de setembro de 2026 a agosto de 2027, com mulheres de idade igual ou superior a 12 anos, usuárias da rede de atenção primária à saúde de Passo Fundo, RS, a qual inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Básicas com Estratégia de Saúde  da Família (ESF) e unidades Mistas (Centro de Atenção Integral à Saúde – CAIS). Os dados serão coletados nas dependências de cada UBS a partir de entrevistas face a face com as participantes elegíveis. Para responder as problemas de pesquisa um conjunto de perguntas norteadoras (abertas e fechadas) serão realizadas, sendo elas:  (1) Você sabe o que é/ já ouviu falar em violência obstétrica? (2) “O que você entende por violência obstétrica?” (3) Você, em algum momento, já sofreu violência obstétrica? Se sim, Você sabia o que fazer diante da violência sofrida? Se sim, Quais as providências você tomou? Se não, Caso tivesse sofrido você saberia o que fazer?”.  Os dados qualitativos serão analisados por meio da Análise de Conteúdo temática, conforme proposta por Bardin (2011). Inicialmente será realizada a pré-análise com leitura flutuante do material, seguida da exploração dos dados por meio de codificação e categorização das respostas. Posteriormente, os dados serão organizados em categorias temáticas, permitindo a interpretação dos achados em relação ao referencial teórico sobre violência obstétrica, direitos e garantias das mulheres na atenção à saúde no âmbito do SUS. Os dados serão organizados e sistematizados no Microsoft Excel, onde serão realizadas as etapas de codificação e categorização para análise de conteúdo temática. Adicionalmente, poderá ser utilizada análise lexical complementar por meio do software IRaMuTeQ, visando apoiar a identificação de padrões textuais. Espera-se evidenciar que parte das mulheres usuárias da Atenção Primária à Saúde do SUS apresenta conhecimento limitado ou fragmentado sobre o conceito de violência obstétrica, bem como sobre seus direitos e garantias. Além disso, espera-se identificar a ocorrência de experiências compatíveis com violência obstétrica que, muitas vezes, não são reconhecidas como tal pelas próprias usuárias, revelando processos de naturalização e invisibilização dessas práticas. \r\n\r\nORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. A human rights-based approach to mistreatment and violence against women in reproductive health services. New York: UN, 2019.\r\n\r\nFERREIRA, Maria de Oliveira Souza et al. Percepções de mulheres sobre violência obstétrica em município do Sul do Brasil. Revista de Saúde Pública do Paraná, Curitiba, v. 8, n. 1, p. 1–10, 2025.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":15,"projeto_registro":"PES-2026-362","projeto_titulo":"Nexo Clima-Energia-Agropecuária: um estudo de correlação no Sudoeste do Paraná, Brasil","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RYLANNEIVE LEONARDO PONTES TEIXEIRA","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"POLÍTICA E PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAIS","palavras_chave":"Agronegócio; Desenvolvimento regional e local; Energias renováveis; Mudanças climáticas; Políticas públicas","resumo":"Contextualização\r\nPromover o equilíbrio entre natureza e sociedade de forma sustentável é um desafio complexo, especialmente no contexto de emergência climática, com cenários cada vez mais de riscos, incertezas e impactos socioambientais, atingindo a todos os indivíduos, como defende Beck (2011). Tais riscos, incertezas e impactos são mais intensos e, ao mesmo tempo, desproporcionais sobre os grupos e territórios mais vulneráveis (Priori Junior, 2015), dialogando com a literatura científica sobre (in)justiça socioambiental (Acselrad; Mello; Bezerra, 2009). As mudanças climáticas intensificam os riscos e impactos para o setor agropecuário, por exemplo, através da perda de produtividade e insegurança alimentar; e, por outro lado, são fortemente intensificadas por meio de atividades agropecuárias, que intensificam as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). O setor agropecuário é o que mais emite GEE no Brasil, atrás apenas do setor de mudanças de uso da terra e florestas, que acaba, por sua vez, direta e intrinsecamente conectado com o de agropecuária, de acordo com dados do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA, 2024). \r\nAinda que a agropecuária seja um setor estratégico economicamente para o Brasil, porque, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nacional, foi responsável por cerca de 29,4% do PIB do país em 2025 (Weiss, 2026), com fortes impulsos de grandes exportações (como soja, café e carne) e altas tecnologias, possui desafios e obstáculos, incluindo no contexto socioambiental. Por exemplo, a não conformidade dos estabelecimentos agropecuários regionais com a legislação ambiental e do alto custo do transporte de mercadorias no país (Castro, 2014). Vale pontuar que é utilizado o termo “agropecuário” no subprojeto de pesquisa, mas num sentido mais amplo, compreendendo em relação aos seus desdobramentos como base produtiva, que se relaciona direta e intrinsecamente com o agronegócio - nomenclatura, noção e problemática na qual se enfoca nesta proposta. \r\nEspecificamente quanto à interface socioambiental do agronegócio, destaca-se que este é um tema problematizado quando se refere à sua (in)sustentabilidade, tendo em vista seu alto potencial de impactos socioambientais, principalmente no setor da agricultura, causando erosão dos solos, bem como poluição dos solos, da água e dos alimentos (Silva, 2012). Pignati et al. (2022), detalhadamente, afirmam que o setor do agronegócio tem contribuído diretamente com os problemas e desafios socioambientais, ecológicos e sanitários da contemporaneidade, dando “origem a sindemias, insegurança alimentar, contaminação das águas, alimentos além de produzir doenças infecciosas novas e/ou reemergentes” (p. 467). Apesar disso, o setor do agronegócio pode ser (e, geralmente, é) um setor econômico bastante estratégico para a mitigação das mudanças climáticas a partir das emissões de GEE, contribuindo para o controle do aquecimento global e, dessa forma, a desaceleração das mudanças climáticas. O setor é, ainda, altamente vulnerável aos riscos das mudanças climáticas, incluindo secas severas, inundações e alterações no regime de chuvas (Assad; Assad, 2024), com impactos sobre territórios e grupos, especialmente àqueles mais vulneráveis, gerando situações de injustiças socioambientais (Acselrad; Mello; Bezerra, 2009). \r\nNa tentativa de solucionar ou pelo menos atenuar os riscos e impactos das mudanças climáticas sobre o setor do agronegócio no Brasil, a transição energética de forma justa pode ser um caminho, o qual se mostra como emergente e urgente para reduzir as emissões de GEE, mas também para se adaptar aos impactos climáticos em curso. Nesse sentido, as energias provenientes de fontes energéticas renováveis (como biomassa, eólica e solar) são vistas como alternativas frente a este caminho, na busca da efetivação de processos de descarbonização, do enfrentamento das mudanças climáticas, e da construção de um futuro resiliente e sustentável. As energias renováveis auxiliam no aumento da produtividade, na redução de custos e na agregação de valor aos produtos, com papel crucial na descarbonização e suas metas globais (Souza, 2025). \r\nA partir desses aspectos, este subprojeto de pesquisa está inserido territorialmente no âmbito da mesorregião Sudoeste do Paraná, no estado do Paraná (Brasil), seguindo as delimitações geográficas e territoriais do projeto de pesquisa guarda-chuva “Políticas públicas e governança para a sustentabilidade: mudanças climáticas, transição energética e agronegócio em territórios da mesorregião Sudoeste do Paraná, Brasil”. A escolha se justifica por ser uma região composta por territórios que ainda apresenta uma série de lacunas quanto a estudos e pesquisas no contexto do estado do Paraná, sobretudo no que se refere à problemática da modernização da agricultura e seus efeitos socioambientais (Santos, 2008). \r\n\r\nFundamentação teórico-conceitual\r\nO aporte teórico-conceitual que dá embasamento a este subprojeto de pesquisa, considerando a contextualização apresentada anteriormente, segue à luz dos temas-chave sobre mudanças climáticas, energias renováveis e agronegócio no contexto do desenvolvimento regional e local, da sustentabilidade multidimensional e da justiça socioambiental. Dessa forma, esta proposta de pesquisa se ancora a partir das teorias, dos conceitos e das análises que circundam o campo do desenvolvimento regional e local endógeno, compreendendo a importância do espaço local no processo de desenvolvimento e dando evidência da relevância da participação social (Boisier, 2001; Barquero, 2001; Brandão, 2011) frente aos problemas públicos, como as questões socioambientais contemporâneas. Em interface, o subprojeto se fundamenta também nas discussões sobre sustentabilidade em uma perspectiva multidimensional por entender que a sustentabilidade não está limitada às dimensões ou aos pilares tradicionais (ambiental, econômico e social); mas abrange também um conjunto, ainda mais amplo, de outros aspectos que são importantes e se inter-relacionam para o atendimento e alcance do desenvolvimento sustentável: cultural, ecológico, ético, institucional, político etc. (Sachs, 2005; Stoffel; Colognese, 2015).\r\nNa contemporaneidade, a agenda ligada diretamente relacionada à sustentabilidade, dialogando, inclusive, com o desenvolvimento regional e local endógeno, é a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, na qual foi proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 e implementada a partir de 2026 (ONU, 2015). Esta Agenda, de caráter universal e histórico para a construção e efetivação de um desenvolvimento sustentável na sociedade global, é composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas (ONU, 2015), dos quais se destacam como prioritários no âmbito desta pesquisa: 02 (Fome zero e agricultura sustentável), 07 (Energia limpa e acessível), 12 (Produção e consumo responsáveis ) e 13 (Ação contra a mudança global do clima). \r\nAssim, e considerando os ODS envolvidos, as mudanças climáticas se constituem em um dos campos de discussão e debate centrais para esta proposta de pesquisa. As mudanças climáticas são, nesse sentido, compreendidas como um fenômeno natural de dimensão global, com particularidades regionais e locais, que são comumente associadas ao aumento da temperatura média e à maior recorrência de eventos extremos, e fortemente influenciadas por ações antropogênicas que emitem GEE de forma mais rápida (IPCC, 2021). O principal responsável pelas emissões de GEE, que, por sua vez, estimulam o aquecimento global e, assim, a aceleração mais rápida das mudanças climáticas é o setor energético, representando mais de 75% do total global dessas emissões, particularmente por meio do dióxido de carbono (CO2), conforme apontam os dados do Instituto de Recursos Mundiais do Brasil (WRI Brasil) (Friedrich; Ge; Pickens, 2024). \r\nNesse contexto, a maior parte dessas emissões vem de fontes não renováveis, como a queima de combustíveis fósseis (petróleo e gás natural, por exemplo), em um contexto no qual, majoritariamente, a disponibilidade de recursos energéticos no mundo (mais de 80%) é oriunda de recursos energéticos não renováveis (Alcoforado, 2019). Este cenário é, dentre outros, o que justifica a necessidade e urgência de um processo de transição energética global, que se compreende, neste subprojeto, como um processo de mudança estrutural global de substituição de sistemas de produção e consumo de energia não renováveis (combustíveis fósseis, por exemplo) por renováveis (como eólica e solar) e tecnologias de baixo carbono (Yang et al., 2024). Um dos objetivos principais da transição energética é a efetivação da descarbonização da economia, com redução das emissões de CO2 geradas através da queima de combustíveis fósseis (Oliveira et al., 2020), visando, consequentemente, a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas. \r\nO incentivo às energias renováveis é, então, uma forma de enfrentamento à crise climática e seus impactos cada vez mais intensos. Por energias renováveis, entende-se como fontes de energia geradas de recursos naturais que são provenientes de fontes não-fósseis (Bjork et al., 2011), com baixa capacidade de emissão de GEE, especialmente CO2, em termos de produto. No Brasil, o setor de energias, indo de encontro ao cenário mundial, se constitui como o terceiro com maior capacidade de emissões de GEE (20% do total) (IEMA, 2024), haja vista que a matriz elétrica brasileira é, majoritariamente, de base renovável, sobretudo hídrica (60%) (GNPW Group, 2026). No país, o setor que mais emite GEE é o de mudanças de uso da terra e florestas, o qual está fortemente relacionado com o setor agropecuário devido ao fato de a expansão agropecuária ser o principal vetor do desmatamento, problemática direta e intrinsecamente ligada às mudanças de uso da terra e florestas. Desse modo, o setor agropecuário acaba por ser responsável em grande medida pelas emissões de GEE no cenário brasileiro em razão da conversão de áreas naturais nativas para pastagens e agricultura (expansão agropecuária), acelerando os processos de aquecimento global e de mudanças climáticas. \r\nAo considerar os aspectos traçados, o agronegócio pode ser, no contexto do debate socioambiental, compreendido de forma integrada com as mudanças climáticas e as energias renováveis, porque (i) o setor agropecuário é fortemente conectado com o energético, em particular renovável ao passo que, ao mesmo tempo em que o setor agropecuário é um grande consumidor de energia (para a irrigação, por exemplo), é um dos principais fornecedores de energia renovável no Brasil por meio da biomassa, da solar e da eólica, configurando-se em um caminho para redução das emissões de GEE. Além disso, essa integração se dá sob a abordagem de que (ii) a expansão do agronegócio, impulsionada pelo demanda por energia, gera emissões de GEE, intensificando as mudanças climáticas por meio da aceleração do aquecimento global, o que, por seu turno, acabam afetando a produção agropecuária com eventos climáticos extremos. \r\nPosto isso, é necessário discutir e propor soluções e estratégias de integração entre as questões climáticas, energéticas e agropecuárias, de modo a construir uma agenda de pesquisas que inclua a transição energética do setor para as energias renováveis, a adoção de práticas agropecuárias mais sustentáveis, e o desenvolvimento de políticas públicas climáticas mais resilientes e adaptativas, considerando a lente da justiça socioambiental. A perspectiva da justiça socioambiental consiste, nesta proposta de pesquisa, num campo teórico-conceitual no qual compreende que a intensidade com que os riscos e impactos dos desafios e problemas socioambientais contemporâneos é variável, atingindo, em especial, àqueles sistemas mais vulneráveis, colocando-os em situações de injustiças socioambientais, seguindo as lentes teórico-conceituais e analíticas de autores como Acselrad, Mello e Bezerra (2009). Essa perspectiva se encaixa à proposta ao envolver um foco voltado para as políticas públicas, a governança e o planejamento das questões climáticas, energéticas e agropecuárias, com ênfase na região do Sudoeste do Paraná e seus múltiplos territórios. \r\n\r\nMetodologia (materiais e métodos)\r\nA partir da fundamentação teórico-conceitual, a metodologia seguirá, em termos de abordagem de pesquisa, um enfoque quantitativo (Fonseca, 2002), porque, ao considerar os objetivos apresentados, este subprojeto de pesquisa foca na medição de fenômenos climáticos, energéticos e agropecuários, utilizando dados numéricos e análises estatísticas para apresentar conclusões objetivas e, ao mesmo tempo, generalizáveis. \r\nCom isso, visando responder os objetivos específicos 1 e 2, serão coletados dados secundários de precipitação pluviométrica e temperatura (do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná - SIMPEAR - e do Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, por exemplo), de produção agropecuária (da Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - PAM-IBGE - e do Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA) e de geração de energia renovável (do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS - e da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL - e da Companhia Paranaense de Energia - Copel) e dados agropecuários (do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - IDR-Paraná). O objetivo, com esta coleta, é cruzá-los, a fim de ter um diagnóstico situacional preciso da região Sudoeste do Paraná. \r\nA análise dos dados será desenvolvida na linguagem de programação Python, que, segundo Lopes et al. (2019), constitui uma linguagem robusta e amplamente utilizada para análises estatísticas e de Big Data, possibilitando integração entre estatística, modelagem computacional e visualização gráfica. Para a análise através da programação Python, serão empregadas ferramentas de Análise Exploratória de Dados (AED) (Pinheiro et al., 2015), regressão linear múltipla e modelagem de séries temporais. Nesse sentido, o procedimento metodológico incluirá: (i) coleta e organização das séries históricas; (ii) tratamento e limpeza dos dados (remoção de valores faltantes, normalização e ajuste de escalas); e (iii) aplicação de análise exploratória para identificação de padrões e tendências. Ainda, incluirá: (iv) uso de técnicas de regressão múltipla para mensuração das correlações entre variáveis climáticas, agropecuárias e energéticas; e (v) modelagem de séries temporais para detecção de relações de causa e efeito, permitindo a construção de cenários prospectivos sobre impactos das mudanças climáticas na agricultura e na matriz energética regional. \r\nCom essas ações metodológicas para operacionalização dos objetivos específicos 1 e 2, será possível diagnosticar, de forma situacional, a região do Sudoeste do Paraná e como as questões climáticas, energéticas e agropecuárias se relacionam, podendo-se, assim, realizar a proposição de diretrizes, recomendações e outros aspectos pertinentes para a promoção de políticas públicas, uma governança e um planejamento na região e seus múltiplos territórios à luz da sustentabilidade e participação social. Com isso, seguindo as linhas teórico-conceituais deste subprojeto de pesquisa em particular e do projeto de pesquisa guarda-chuva. Ao estabelecer essas diretrizes e recomendações, o objetivo específico 3 será atendido, subsidiando, assim, os processos de tomada de decisão de políticas públicas relacionados às mudanças climáticas, às energias renováveis e ao agronegócio.   \r\n\r\nReferências \r\nACSELRAD, H.; MELLO, C. C. A.; BEZERRA, G. das N. O que é justiça ambiental. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.\r\nALCOFORADO, F. Global Climate Change and its Solutions. HSOA Journal of Atmospheric & Earth Sciences, p. 1-11. 2019. http://dx.doi.org/10.24966/AES-8780/100007 \r\nASSAD, E. D.; ASSAD, M. L. R. C. L. Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades. Estudos Avançados, v. 38, p. 271-292, 2024. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.202438112.015 \r\nBARQUERO, A. V. Desenvolvimento endógeno em tempos de globalização. Porto Alegre; FEE, 2001.\r\nBECK, U. Sociedade de risco: Rumo a uma outra modernidade. 2 ed. São Paulo: Editora 34, 2011.\r\nBJORK, I. et al. Encouraging Renewable Energy Development: a handbook for international energy regulators. January, 2011, USAID-NARUC. Disponível em: <https://pubs.naruc.org/pub.cfm?id=5383CAFB-2354-D714-5166-1138110BABC8>. Acesso em: 15 de out. de 2022. \r\nBOISIER, S. Desarollo (local): de que estamos hablando? In: BARQUERO, A. V.; MADOERY, O. (Orgs.). Transformaciones globales, instituiciones y políticas de desarrollo local. Rosário: Homo Sapiens, 2001. Disponível em: <google.com/url?q=https://www.flacsoandes.edu.ec/web/imagesFTP/1245948918.Desarrollo_Local_De_que_estamos_hablando__2_.pdf&sa=D&source=docs&ust=1776001907553073&usg=AOvVaw0LoSApcG0Q0CHbjemB7Fki>. Acesso em: 07 abr. 2026.\r\nBRANDÃO, C. A. Visões teóricas sobre desenvolvimento regional e a questão das escalas (mundial, nacional, subnacional e local) nas políticas regionais contemporâneas. In: Curso territorialidade e políticas públicas no Brasil. Brasília: ENAP, maio de 2011. Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/55553470/Visoes-teoricas-sobre-desenvolvimento-regional>. Acesso em: 07 abr. 2026.\r\nCASTRO, C. N. de. A agropecuária na região Centro-Oeste: limitações ao desenvolvimento e desafios futuros. Texto para Discussão. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília: IPEA, 2014.\r\nFONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. Disponível em: <http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2012-1/1SF/Sandra/apostilaMetodologia.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2026.\r\nFRIEDRICH, J.; GE, M.; PICKENS, A. Where Do Emissions Come From? 4 Charts Explain Greenhouse Gas Emissions by Sector. Brasil: WRI Brasil, 05 dez. 2024. Disponível em: <https://www.wri.org/insights/4-charts-explain-greenhouse-gas-emissions-countries-and-sectors>. Acesso em: 17 mar. 2026. \r\nGNPW GROUP. The New Model of Brazil’s Power Sector: Why 2026 Marks the Turning Point Between Renewables and Energy Security. 25 mar. 2026. Disponível em: <https://www.gnpw.com.br/en/energy/the-new-model-of-brazils-power-sector-why-2026-marks-the-turning-point-between-renewables-and-energy-security/#:~:text=Brazil%20reached%202026%20with%2088.2,to%20developers%20for%20system%20availability>. Acesso em: 01 abr. 2026.\r\nIEMA. Instituto de Energia e Meio Ambiente. Entenda as emissões de gases de efeito estufa nos setores de energia e de processos industriais no Brasil em 2023. São Paulo: nov. 2024. Disponível em: <https://energiaeambiente.org.br/entenda-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-nos-setores-de-energia-e-de-processos-industriais-no-brasil-em-2023-20241113#:~:text=Do%20total%20de%20emiss%C3%B5es%20brutas,res%C3%ADduos%20com%204%25%20das%20emiss%C3%B5es>. Acesso em: 17 mar. 2026. \r\nIPCC. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Summary for Policymakers. In: MASSON-DELMOTTE, V. et al. (eds.). Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, p. 3-32, 2021. https://doi.org/10.1017/9781009157896.001\r\nLOPES, G. R. et al. Introdução à análise exploratória de dados com python. Minicursos ERCAS ENUCMPI, v. 2019, p. 160-176, 2019.\r\nOLIVEIRA, G. M. et al. O que significa descarbonizar? Uma visão da sociedade atual sem energia fóssil. In: ARAÚJO, E.; SILVA, M.; RIBEIRO, R. Sustentabilidade e descarbonização: desafios práticos. 2020, p. 9-27.\r\nONU. Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nova York: ONU, 2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf>. Acesso em: 03 abr. 2026.\r\nPIGNATI, W. A. et al. O caráter pandêmico dos desastres socioambientais e sanitários do agronegócio. Saúde em Debate, v. 46, p. 467-481, 2022. https://doi.org/10.1590/0103-11042022E231 \r\nPINHEIRO, J. I. de. Estatística Básica: A Arte de Trabalhar com Dados. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora GEN LTC, 2015.\r\nPRIORI JUNIOR, L. Mudanças Climáticas e Resiliência da Infraestrutura Urbana. In.: FURTADO, F.; PRIORI JR., L.; ALCÂNTARA, E. (Orgs.). Mudanças Climáticas e Resiliência de Cidades. Recife: Pickimagem, p. 107-132, 2015.\r\nSACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. \r\nSANTOS, R. A. dos. O processo de modernização da agricultura no sudoeste do Paraná. 2008. 246 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2008.\r\nSILVA, D. B. da. Sustentabilidade no Agronegócio: dimensões econômica, social e ambiental. Comunicação & Mercado, 2012.\r\nSOUZA, R. Sustainable Agriculture in Brazil Gains Global Spotlight with Low-Carbon Farming Technologies at COP30. 11 nov. 2025. Disponível em: <https://en.clickpetroleoegas.com.br/agricultura-sustentavel-no-brasil-ganha-destaque-global-com-tecnologias-agricolas-de-baixo-carbono-na-cop30/#google_vignette>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nSTOFFEL, J. A.; COLOGNESE, S. A. O desenvolvimento sustentável sob a ótica da sustentabilidade multidimensional. Revista da FAE, v. 18, n. 2, p. 18-37, 2015. \r\nWEISS, G. Agro impulsiona PIB em 2025, mas deve perder fôlego em 2026. CNN Brasil: 06 fev. 2026. Disponível em: <ttps://www.cnnbrasil.com.br/agro/agro-impulsiona-pib-em-2025-mas-deve-perder-folego-em-2026/>. Acesso em: 15 mar. 2026. \r\nYANG, Y. et al. Energy transition: Connotations, mechanisms and effects. Energy Strategy Reviews, v. 52, p. 101320, 2024. https://doi.org/10.1016/j.esr.2024.101320 \r\n\r\nResultados esperados\r\nCom os objetivos e as metodologias apresentados, espera-se, em termos de resultados, que este subprojeto de pesquisa possibilite, de modo geral, a identificação de padrões de interação e causalidade entre variáveis climáticas, energéticas e agropecuárias no contexto do Sudoeste do Paraná. Com isso, subsidiando os processos de tomada de decisão de políticas públicas relacionados às questões climáticas, energéticas e de agronegócio. Mais especificamente, os resultados esperados desta proposta se estruturam em três eixos principais. \r\nO primeiro dos eixos se refere a uma dimensão acadêmico-científica, buscando contribuir para o campo do conhecimento científico da relação entre clima, energia e agropecuária. De maneira mais específica, alinhando-se aos objetivos específicos traçados, espera-se (i) a construção de um panorama estratégico e técnico atualizado que permita identificar riscos, oportunidades e potenciais de sustentabilidade na região Sudoeste do Paraná; (ii) o desenvolvimento de um diagnóstico situacional da relação entre variabilidade climática, produção agropecuária e geração de energia renovável; e (iii) a proposição e a definição, de modo mais preciso, de diretrizes de orientação para uma governança socioambiental sustentável e participativa, auxiliando nos processos de tomada de decisões de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, às energias renováveis e ao agronegócio. \r\nO segundo eixo de resultados esperados é relativo à perspectiva didático-pedagógica, visando ao/à bolsista que desenvolva (i) capacidades, competências e habilidades crítico-analíticas acerca do tema objeto de estudo; e (ii) articulação entre aspectos teóricos e práticos ao se debruçar sobre temas e problemas complexos, podendo observar a sua prática na realidade no âmbito do Sudoeste do Paraná. \r\nEm relação ao terceiro e último eixo, espera-se que (i) a apresentação e divulgação dos resultados obtidos com a pesquisa para a comunidade acadêmica, os gestores públicos e outros atores da comunidade em geral interessados nos achados; (ii) o desenvolvimento e a publicação de artigo científico, liderado pelo/a bolsista em coautoria com o docente-coordenador do subprojeto de pesquisa e outros possíveis envolvidos com a pesquisa; e, por consequência, (iii) a divulgação científica dos resultados em meio de comunicação (como sites informativos), visando a publicização, especialmente, em meios não acadêmicos. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Políticas Públicas, Governança e Sustentabilidade (GPPS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":16,"projeto_registro":"PES-2026-361","projeto_titulo":"Um olhar pelas redes sociais das feiras de negócios setoriais","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DEBORA REGINA SCHNEIDER LOCATELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MERCADOLOGIA","palavras_chave":"Marketing digital; Monitoramento; Planejamento; Redes sociais","resumo":"O ecossistema digital contemporâneo configura-se como um ambiente de múltiplas possibilidades, onde a geração, o armazenamento e a distribuição de dados ocorrem de forma fluida e, predominantemente, sem custos diretos de acesso. Nesse cenário, as redes sociais transcendem o entretenimento, consolidando-se como canais essenciais para a manutenção de relacionamentos e para a efetivação de transações de negócios setoriais. Tais plataformas instituem uma nova dinâmica de comunicação direta, fundamentada na coprodução de conteúdo e na interatividade social. Embora inicialmente restritas ao público jovem, observa-se uma expansão democrática dessas ferramentas entre diversas faixas etárias e perfis organizacionais.\r\nAs redes sociais expandem-se de maneira exponencial, originando canais que moldam as interações sociais e são, simultaneamente, moldados por elas (Lévy, 2010). Com a proliferação de ferramentas de interação, o público seleciona plataformas que oferecem maior afinidade e facilidade de engajamento com o conteúdo. Quando geridas com rigor estratégico, essas redes constituem meios de comunicação dinâmicos e eficientes, estabelecendo canais de informação e contato permanentemente abertos (Recuero, 2010).\r\nPara que uma organização utilize as redes sociais como ferramenta de comunicação produtiva, é imperativo que suas ações estejam alinhadas ao perfil do público-alvo e ao planejamento estratégico institucional. A eficácia depende de uma atuação estruturada, baseada em dados objetivos e verídicos. Contudo, conforme apontam Sinclaire e Vogus (2011), muitas organizações ainda operam em estágio experimental ou embrionário no que tange ao uso profissional dessas plataformas.\r\nEste panorama é particularmente visível no estado de Santa Catarina, um polo de destaque no turismo de negócios e eventos. A presente pesquisa direciona o foco para o monitoramento das redes sociais em feiras de negócios setoriais realizadas em Santa Catarina, região que abriga eventos de grande porte, como: MERCOAGRO, MERCOMOVEIS, entre outros. O objetivo central consiste em verificar como os organizadores desses eventos integram tais ferramentas às suas estratégias de marketing. Observa-se, preliminarmente, que as feiras da região subutilizam o potencial das redes sociais, carecendo, muitas vezes, de planejamento sistemático e acompanhamento de métricas de desempenho.\r\nO monitoramento das redes sociais visa o acompanhamento analítico dos resultados, permitindo o refinamento das táticas de marketing e a correção de desvios estratégicos (Saraiva, 2019). No contexto de grandes feiras catarinenses, a imagem e a reputação construídas digitalmente representam ativos intangíveis de alto valor que exigem vigilância constante.\r\nDe acordo com Bueno (2013), o monitoramento transcende a mera coleta de dados; ele exige a interpretação qualificada das informações para a definição de indicadores de performance, avaliação de sentimento (mensagens positivas ou negativas) e qualificação de fontes. A análise detalhada dos temas associados à feira permite uma gestão proativa da marca perante expositores e visitantes.\r\nConsidera-se, portanto, que o estudo deste tema é relevante para a Administração e as áreas correlatas. A gestão estratégica das redes sociais não é apenas uma tendência, mas um diferencial competitivo crucial para a organização e o sucesso mercadológico das feiras de negócios setoriais no estado de Santa Catarina.\r\nCabe destacar que o Marketing é “[…] um processo social pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, da oferta e da livre troca de produtos de valor entre si”( Kotler; Keller, 2012, p. 4). As comunicações de marketing são uma forma das organizações se comunicam com seus atuais e futuros clientes para construir um relacionamento entre eles (Kotler; Keller, 2012). Estas comunicações podem ser planejadas, que são as que a empresa tenta passar algo para seu público, como não planejadas, que são as que surgem no dia a dia pelos clientes e a divulgação nas mídias (Strauss; Frost, 2012).\r\nO marketing digital ou e-marketing é um conjunto de atividades direcionadas a promoção e divulgação de produtos e de serviços utilizando meios digitais para propagação (Cobra; Brezzo, 2010). Para Souza (2012), marketing digital é a utilização das tecnologias aperfeiçoadas na internet e demais dispositivos que permitam a comunicação, com o intuito de aproximação entre a organização e seus clientes atuais e futuros, sendo atualmente a forma de comunicação mais poderosa que se tem a sua disposição. Ocorre com a utilização efetiva da internet como uma ferramenta de comunicação de marketing, podendo envolver publicidade, propaganda, entre outras (Torres, 2011).\r\nOliveira e Lucena (2012) ressaltam que o marketing digital tem finalidade desenvolver ou ampliar serviços e ferramentas, exibindo informações, produtos e serviços para vários públicos, de forma geral ou segmentada, diminuindo os gastos da organização. Kotler e Keller (2012) acrescentam que o marketing digital funciona como canal de relacionamento entre organizações e clientes, as mídias sociais no sentido de canal de comunicação possuem a função de aumentar as relações, criando um diálogo direto e claro. O marketing digital possui boa capacidade de segmentação, praticidade e comunicação personalizada, sendo uma forma de comunicação mais econômica em contraponto com as ações de comunicação convencional (Solomon, 2011).\r\nNo meio digital também há necessidade de se criar estratégias, Adolpho (2011) apresenta o que denomina de 8 P’s do marketing digital:\r\na) Pesquisa: deverá reunir dados e informações a respeito do consumidor em relação ao uso da internet, a marca, os produtos, os serviços prestados, do segmento e tantas outras coisas mais quanto houver, com o intuito de compreender o seu comportamento do público;\r\nb) Planejamento: diretrizes a serem executadas, com todas as explicações necessárias para que possam ser realizadas de fato;\r\nc) Produção: realização das atividades que foram previstas no planejamento;\r\nd) Publicação: conteúdos que estarão disponíveis no ambiente virtual tendo como foco a viralização da marca, do produto ou serviço, fazendo com que o consumidor fale da empresa e lhe recomende para outras pessoas;\r\ne) Promoção: comunicação com o objetivo de ser relevante ao consumidor, de modo que gere uma propagação natural de consumidor a consumidor, com poder viral, para que consequentemente ocasione a propagação da mesma;\r\nf) Propagação: estimula o consumidor a espalhar seu conteúdo pela rede para os multiplicadores para que estes os espalhem para o restante do mercado; é eficiente, gera maior credibilidade para  a organização e é barata - comunicação viral;\r\ng) Personalização: comunicação da empresa com cada consumidor, para isso a organização deve segmentar seu mercado virtual e após personalizar seus serviços e produtos de acordo com a demanda de cada consumidor, focando em seu comportamento, valores, opiniões e estilos de vida, tratando-o como único, aumentando o relacionamento;\r\nh) Precisão: a organização precisará definir quais os indicadores de resultados serão utilizados a fim de avaliar o retorno do investimento e medir os resultados alcançados.\r\nAs redes sociais podem ser definidas como um lugar de exibição no qual indivíduos se comunicam de forma direta entre si, originando desta forma uma rede de relacionamento; as redes sociais são um exemplo de mídia social. Nas mídias sociais cada pessoa se torna criador do seu próprio conteúdo, assim atua como um meio de comunicação para todos os usuários presentes em sua rede (Rossi, 2009).\r\nA rede é ambiente comunicativo, formativo e informativo. Bem como, a internet não é um simples instrumento de comunicação, mas um ambiente cultural, que cria novos territórios e novas formas de educação, de construção do conhecimento e das relações (Spadaro, 2013). A rede social é um conjunto de dois elementos. Os atores, nós da rede, que são pessoas, instituições ou grupos, e suas conexões, que são as interações ou laços sociais. Uma rede, assim, é uma metáfora para observar os padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre diversos atores (Recuero, 2010).\r\nLévy (2010) aponta que as redes sociais, através das comunidades virtuais, começaram a se desenvolver há mais de vinte anos antes da aparição da web, e podem constituir o fundamento social do ciberespaço e uma das chaves para a futura ciberdemocracia. Hoje já se tem a integração de várias redes sociais: Facebook, Linkedin, Twitter, YouTube, só para citar as mais utilizadas, estão integradas a outros, fazendo com que as informações pessoais e comunitárias interligadas no espaço virtual global.\r\nNas redes sociais, para o marketing digital ser exitoso é importante ter engajamento do público nas postagens. O engajamento são as atividades emocionais e comportamentais de interação com a marca desenvolvidas pelo público. O ideal é que esse relacionamento seja compatível como o natural, seguindo o ritmo com que pessoas reais falam em uma conversa no seu dia a dia (Hollebeck, 2011).\r\nO engajamento mede o desempenho nas redes sociais pela indução, instigação e convencimento uma pessoa a se comprometer com alguma coisa. Por meio do engajamento as organizações adquirem verdadeiros fãs de suas marcas, que acabam influenciando suas redes a se tornarem novos consumidores e adeptos da referida marca. Para tanto, é necessário assistir, compartilhar, comentar, produzir e moderar para gerar maior engajamento com os consumidores (Chamusca; Carvalhal, 2011).\r\nJá as feiras, são um tipo de evento que acontece em um espaço pré determinado que tem por objetivo estimular o empreendedorismo, o uso de novas tecnologias e a possibilidade de geração de negócios entre empresas de um mesmo setor. Para Zanella (2012), as feiras são eventos comerciais e de grande porte, que se reúnem fornecedores, fabricantes, vendedores, compradores ou clientes, consumidores ou usuários, agências de fomento, financeiras, bancos, entre outros; que visam a apresentação ou exposição de produtos e serviços e apresentação ou lançamento de novas tecnologias. Continua afirmando que no espaço das feiras e exposições se reúnem\r\nO Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) (2000; 2002) e Coutinho (2010) classificam as feiras como: vertical ou setorial, horizontal/multissetorial e paralela a um evento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 201-?) classificam as feiras quanto à:\r\na) abrangência geográfica: de bairro, municipal, microrregional, estadual, regional, nacional e internacional;\r\nb) tipologia: comunitária, geral e setorial;\r\nc) periodicidade: semanal, mensal, anual e bianual.\r\nAs feiras que são foco deste estudo podem então ser classificadas verticais ou setoriais, que se caracterizam por abranger diferentes tipos de produtos/serviços e tecnologias. Quanto à abrangência geográfica são estaduais, nacionais e até internacionais (SEBRAE, 201-?). Quanto à tipologia são classificadas como setoriais, pois abrangem toda uma cadeia produtiva (SEBRAE, 201-?,p. 9). Quanto à periodicidade, algumas são anuais e outras são bianuais, realizadas a cada dois anos, tanto estas como as anuais são sempre na mesma época do ano (SEBRAE, 201-?, p. 10 ; REIS, 2013).\r\nAs feiras grandes normalmente ocorrem em pavilhões de exposições, especialmente preparados para essa finalidade (Giacaglia, 2012). No caso das feiras de negócios setoriais que ocorrem em municípios com grande com boa estrutura para recepção de expositores e visitantes, há montagem de instalações especiais e a utilização de ampla área de ocupação e movimentação, além da montagem de estandes (Zanella, 2012). Porque são poucas as cidades que contam com pavilhões adequados à realização das feiras, por vezes há parques para exposições agropecuárias ou espaços para eventos ao ar livre, os quais são usados para estas feiras. Em outras cidades são realizadas em estádios poliesportivos, colégios ou galpões (SEBRAE, 201-?, p. 11). Há também casos em que são organizadas nas vias públicas com montagem de estrutura temporária. Independente do local, é importante que o local da feira tenha um bom aspecto externo e interno, seja bem conservado e limpo. Além disso, que imprescindível que seja de fácil acesso ao público visitante com sistema viário de fácil acesso a veículos de qualquer tipo, que tenha linhas normais de ônibus urbanos (SEBRAE, 201-?, p. 11).\r\nQuanto ao acesso, a feira pode ser de livre acesso ao público ou ter cobrança de ingressos (Martin, 2017). As feiras têm tempo de duração variável podendo durar até quinze dias (SENAC, 2002, Coutinho, 2010; Giacaglia, 2012). No caso das feiras de negócios setoriais a duração de três a quatro dias.\r\nPara a realização de uma feira há vários custos, os mais elevados são com montagem e manutenção (SENAC, 2000). O SENAC (2000) aponta que há empresas, ministérios, secretarias estaduais e municipais que se interessam em apoiá-las e patrociná-las, por considerarem estes importantes meios de comunicação. Outra forma de entrada de recursos para as feiras e a venda dos espaços que são comercializados para os expositores.\r\nO planejamento e organização de uma feira são realizadas pela empresa ou instituição responsável por tal, muitas vezes há uma comissão montada com este objetivo. Para tanto, é necessário analisar pontos, dentre eles: periodicidade e tempo de duração, relação entre o custo da feira e o retorno direto (ou indireto) possível de ser alcançado, potencial dos produtos a serem apresentados ou vendidos, capacidade de reposição dos produtos expostos para manutenção da feira, correspondência entre vendas, negócios concretizados e número de visitantes, entre outras coisas (SENAC, 2000).\r\nPara os expositores participar de uma feira é importante para mostrar seus produtos e serviços para um grande número de consumidores de forma atraente e motivadora sem altos investimentos em divulgação (Giacaglia, 2012; Sarmento; Farhangmehr; Simões, 2015).\r\nA pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória. A pesquisa qualitativa pode  ser definida como uma metodologia não estruturada, com amostras pequenas, tendo como  objetivo proporcionar insights e uma compreensão do contexto do problema. É adequada quando se quer pesquisar aspectos mais profundos e menos visíveis (Malhotra, 2001). Tem como característica fundamental a descrição de fenômenos impregnados de significados singulares e subjetivos que ao serem estudados favorecem o aprofundamento da temática e o desenvolvimento do conhecimento científico (Gil, 2017). As pesquisas qualitativas procuram a dispersão ou expansão dos dados e das informações, e é mais complexa e flexível do que as pesquisas quantitativas (Sampieri, Collado & Lucio, 2013). Seu objetivo é descobrir novas ideias, pensamentos e sentimentos, além da compreensão inicial das relações e previsões, e entendimento de processos psicológicos e sociais (Hair Jr. et al., 2010). Para Minayo (2011) as pesquisas qualitativas devem seguir um rigor metodológico e elas devem ultrapassar a abstração teórica na análise do material, ressalta importância de se chegar a ter proposições de ordem prática que poderiam auxiliar na transformação da realidade.\r\nA pesquisa será de caráter exploratório, pois tem um objeto ainda relativamente desconhecido e visa familiarizar o pesquisador com ele (Sampieri, Collado, Lucio, 2013). Estas pesquisas permitem ao pesquisador conhecer sobre determinado problema e ainda podem auxiliar na elaboração do instrumento ou escala, utilizando-a para descobrir os elementos para a sua construção (Triviños, 1987).\r\nPrimeiramente será realizado um levantamento das feiras que o projeto poderá estudar, juntamente com suas respectivas datas. Para o alcance dos objetivos do estudo, os dados serão coletados por meio de observação. A observação permite a detecção e obtenção de informações por vezes não apreendidas por outros métodos, exige rigor e sistematização específicos (Cano; Sampaio, 2007), “[…] para que se torne um instrumento válido e fidedigno de investigação científica, a observação precisa ser antes de tudo controlada e sistemática. Isso implica a existência de um planejamento cuidadoso do trabalho e uma preparação rigorosa do observador” (Lüdke; André, 1986, p. 25). Neste estudo elas serão realizadas nas redes sociais das feiras pesquisadas, tais como: Facebook, Instagram, Twitter, entre outras. A observação será feira pelos pesquisadores, em diferentes momentos, antes, durante e depois da feira, as informações serão anotadas em diário de campo.\r\nA análise das observações seguirá as orientações de Bardin (1994) por meio da técnica de análise de conteúdo que consiste na “[...] explicitação e sistematização do conteúdo das mensagens e da expressão deste conteúdo,  [...] tem por finalidade efetuar  deduções  lógicas  e  justificadas,  referentes  à origem das mensagens tomadas em consideração” (Bardin, 1994, p. 42). Na abordagem qualitativa, a análise de conteúdo, não reduz os dados a uma simples frequência, como se fossem equivalentes, mas detém-se em suas peculiaridades e nuances, assim como na relação entre as unidades de sentido construídas (Laville; Dionne, 1999). É importante o pesquisador conhecer a realidade estudada e ter sensibilidade para captar  as nuances das quais estão carregados os discursos, seja nas expressões, contradições, pausas ou repetições, além do próprio conceito que exteriorizam. Os pesquisadores das ciências sociais  têm se utilizado desta ferramenta para aprofundar o conhecimento científico das sociedades (Bardin, 1994).\r\nBardin (1994) orienta para a execução da análise de conteúdo em três fases, sendo elas:\r\na) Pré-análise: compreende a leitura geral do material para a organização deste, definição do corpus de análise, formulação das hipóteses e objetivos, elaboração de indicadores a fim de interpretar o material coletado; cabe destacar que a escolha dos dados a serem analisados seguir as regras de exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência;\r\nb) Exploração do material: construção das operações de codificação, considerando-se os recortes dos textos em unidades de registros, a definição de regras de contagem e a classificação e agregação das informações em categorias simbólicas ou temáticas;\r\nc) Tratamento dos resultados, inferência e interpretação: a análise comparativa é realizada através da justaposição das diversas categorias existentes em cada análise, ressaltando os aspectos considerados semelhantes e os que foram concebidos como diferentes.\r\nApós a análise as informações serão apresentadas por meio de textos, quadros, mapas mentais ou esquemas para que possam ser melhor compreendidas e apresentadas aos interessados.\r\nCom a conclusão deste estudo, espera-se que os resultados auxiliem a compreender como é realizada a comunicação por meio das redes sociais das feiras de negóciso setoriais. Estes podem contribuir para orientar o planejamento de marketing das feiras estudadas e de outras similares, proporcionando melhores resultados nas ações adotadas pelos organizadores dos eventos. Conhecendo melhor esta importante forma de comunicação, facilita a tomada de decisão para planejamento e organização para as futuras edições. Para o público expositor e visitante estas informações podem auxiliar o contato com as feiras, a melhoria na comunicação e interação deles com os organizadores.\r\nVerifica-se também a possibilidade de preencher uma lacuna quanto aos estudos nesta área de comunicação por meio de redes sociais das feiras de negóciso setoriais, pois apesar de serem eventos que se replicam por todo o país ainda são pouco estudados.\r\nAs informações geradas poderão auxiliar na elaboração de diretrizes aplicáveis às feiras estudadas e também outras semelhantes pelo Brasil.\r\nCom a conclusão deste estudo, espera-se que os resultados auxiliem a compreender como é realizada a comunicação por meio das redes sociais das feiras de negócios setoriais de Santa Catarina. Estes podem contribuir para orientar o planejamento de marketing das feiras estudadas e de outras similares, proporcionando melhores resultados nas ações adotadas pelos organizadores dos eventos. Conhecendo melhor esta importante forma de comunicação, facilita a tomada de decisão para planejamento e organização para as futuras edições. Para o público expositor e visitante estas informações podem auxiliar o contato com as feiras, a melhoria na comunicação e interação deles com os organizadores.\r\nVerifica-se também a possibilidade de preencher uma lacuna quanto aos estudos nesta área de comunicação por meio de redes sociais das feiras de negócios setoriais, pois apesar de serem eventos que se replicam por todo o país ainda são pouco estudados.\r\nAs informações geradas poderão auxiliar na elaboração de diretrizes aplicáveis às feiras de negócios de Santa Catarina, mas também outras semelhantes pelo Brasil.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nADOLPHO, C. Os 8 Ps do marketing digital: o guia estratégico de marketing digital. São Paulo: Novatec, 2011.\r\nBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições Setenta, 1994.\r\nBUENO, Wilson da Costa. As redes sociais e as imagens das organizações. Comtexto comunicação, Comunicação empresarial on line.  \r\nCANO, D. S; SAMPAIO I. T. A. O método de observação na psicologia: Considerações sobre a produção científica. Interação em Psicologia, v.11, p. 199-210, 2007. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/6849. Acesso em 22 abr. 2020.\r\nCHAMUSCA, M.; CARVALHAL, M. Comunicação e marketing digitais: conceitos, práticas, métricas e inovações. Salvador: VNI, 2011\r\nCHEN, Y. Et al. Maximizing multiple influences and fair seed allocation on multilayer social networks. Plos One, March 12, 2020. Disponível em:     https://doi.org/10.1371/journal.pone.0229201. Acesso em: 29 abr. 2020.\r\nCOBRA, M.; BREZZO, R. O novo marketing. São Paulo: Campus, 2010.\r\nCOUTINHO, Helen Rita Menezes. Organização de eventos. Manaus: Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, 2010. 62 p. \r\nGIACAGLIA, M. C. Organização de eventos: teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2012.\r\nGIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.\r\nHAIR JR., J. F. et al. Fundamentos de pesquisa de marketing. Porto Alegre: Bookman, 2010.\r\nIBGE. Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referências em 1º de julho de 2019. 2019. \r\nKOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 14 ed. São Paulo: Pearson, 2012.\r\nLAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia de pesquisa em ciências humanas. Belo Horizonte: UFMG, Artmed, 1999\r\nLÉVY, P. Cibercultura. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2010.\r\nLÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo (SP): EPU; 1986.\r\nMALHOTRA, N. K. Pesquisa acadêmica de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2001.\r\nMARTIN, V. Manual prático de eventos: gestão estratégica, patrocínio e sustentabilidade. São Paulo: LTC, 2017.\r\nMINAYO, M. S.; DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 30. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 61-77.\r\nOLIVEIRA, R. B. de; LUCENA, W. M.  O uso da internet e das mídias digitais como ferramentas de estratégia de marketing. Destarte, v. 2, n.1. 2012. Disponível em: <http://revistas.es.estacio.br/index.php/destarte/article/view/73>. Acesso em: 29 abr. 2020\r\nRECUERO, R. Redes sociais na internet. 2 ed. Porto Alegre: Sulina/CUBOCC, 2011.\r\nREIS, J. Sou produtor de eventos: diário de bordo para o aperfeiçoamento profissional. São Paulo: SENAC-SP; Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2013.\r\nSAMPIERI, R. H; COLLADO, C. F.; LUCIO, M del P. B. Metodologia de pesquisa. 5.ed. Porto Alegre: Penso, 2013.\r\nSARAIVA, P. M. Marketing Digital: a utilização das mídias sociais como um canal de comunicação no varejo de moda de Barbalha-CE. Id on Line Rev.Mult. Psic., 2019, vol.13, n.44, p. 486-507. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/1638/2422. Acesso em: 30 abr. 2020.\r\nSARMENTO, M.; FARHANGMEHR, M. ; SIMÕES, C. M. N. Participating in Business-to-Business Trade Fairs: Does the Buying Function Matter? Journal of Convention & Event Tourism,  16(4), p. 273-297 Oct. 2015 \r\nSEBRAE. Manual de Feiras e Exposições. Série Mercado Sebrae. [201-?]. 68 p.\r\nSILVA, L. de J. D. da; RODRIGUES, C. I. Pedra do Peixe: redes sociais na circulação do pescado do Ver-o-Peso para a cidade de Belém do Pará. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Ciências Humanas, vol.11 no.3 Belém Sept./Dec. 2016\r\nSINCLAIRE, J. K.; VOGUS, C. E. Adoption of social networking sites: an exploratory adaptive structuration perspective for global organizations. Information Technology and Management, 12(4), p. 293-314, 2011\r\nSOUZA, B. Marketing digital 2.0: como sair na frente da concorrência. 2012. 262 p. \r\nSTRAUS, J.; FROST, R. E-marketing. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Economia e Desenvolvimento - GPED","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":17,"projeto_registro":"PES-2026-360","projeto_titulo":"Desafios das empreendedoras na economia criativa: um panorama de Chapecó-SC","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DEBORA REGINA SCHNEIDER LOCATELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ADMINISTRAÇÃO DE SETORES ESPECÍFICOS","palavras_chave":"Desafios; Economia criativa; Empreendedorismo feminino; Perfil","resumo":"A Economia Criativa (EC) se desenvolveu como um campo no qual tem destaque a criatividade e sua atuação no atual contexto econômico em prol do crescimento das cidades (Santos; Schmidt; Zen, 2018). Aliada ao Empreendedorismo, se tornou um conjunto de atividades advindas de transformações econômicas e culturais que originaram novos formatos de empreendimentos e novas maneiras de prestar serviços ou criar produtos (Ferreira: Lima; Lins, 2019). \r\nDesse modo, o Estado hoje acompanha uma economia que, a nível mundial, sofreu fortes modificações que propiciaram o deslocamento gradual da mecanização e da produção industrial para os denominados setores criativos (Ferreira; Lima; Lins, 2019). \r\nO empreendedorismo é percebido como uma ação ou processo destinado a identificar e resolver problemas que necessitam ser atendidos no meio social, cultural, ambiental etc. Desse modo, o termo empreendedor(a) passou a se referir àquela pessoa que é vista como capaz de enfrentar riscos e ser criativa, a ponto de propor novas alternativas para solucionar determinados problemas de mercado (Ramos; Valdisser, 2019). \r\nA EC se tornou um campo no qual as pessoas criam e comercializam produtos ou serviços, utilizando ideias criativas que possam adquirir valores econômicos. Essa área da economia, além de ser forte aliada do empreendedorismo, ao longo do tempo, passou a abranger diversos setores “[...], tais como: pesquisa e desenvolvimento, publicação, software, televisão e rádio, design, música, cinema, brinquedos e jogos, propaganda, arquitetura, artes performáticas, artesanato, jogos eletrônicos, moda e arte” (Gallas et al, 2019, p. 177). \r\nA definição de Economia Criativa apresentada  na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) aponta que Economia Criativa é uma opção de desenvolvimento  viável – trata de forma ampla o novo segmento, cujo principal alicerce para o alcance dos  efeitos de inovação e desenvolvimento seria por meio da criatividade. Logo, a nova economia  é tida como uma [...] força da economia contemporânea  e no entendimento de que os desenvolvimentos culturais e econômicos não  se dão de forma isolada, mas integrada  como parte de um amplo processo de  desenvolvimento sustentável. A Economia Criativa incorpora aspectos econômicos, culturais e sociais, interagindo  com a tecnologia, a propriedade intelectual e o turismo. (Unctad, 2012)  Nesse sentido, podemos considerar economia criativa como uma política que integra  e articula cultura e economia, tendo a criatividade como o principal motor para o desenvolvimento socioeconômico ambicionado. Assim,  através da criação de produtos e atividades culturais e criativas que tenham como suporte  a propriedade intelectual e as novas tecnologias de informação, estas utilizadas para aumentar a produtividade e a eficiência nas economias baseadas no conhecimento (Florida,  Mellander e King, 2015 apud Cauzzi e Valiati,  2016), espera-se alcançar a inovação (no sen tido de originalidade), o desenvolvimento sus tentável e a diversidade cultural, recursos que  vêm sendo considerados essenciais, em termos mundiais, para o fortalecimento de eco nomias locais.  Ao propor desenvolvimento econômico e cultural de forma conjunta, considerando que já não há dissociação entre essas duas dimensões, a economia criativa sugere uma forma de conexão à rede econômica global. Portanto, investir em atividades culturais e criativas visando à geração de emprego e renda seria uma forma viável de promover desenvolvimento em distintas localidades, considerando a crescente demanda por lazer e  entretenimento, além da emergência de cidades mais autônomas, capazes de lidar com os  desafios da contemporaneidade (Marx, 2006;  Losada, 2018), como a competitividade intercidades, o aumento do consumo cultural e turístico, entre outros. O Brasil apreciou a ideia, abraçando a causa e buscou meios de também passar a participar desse movimento, dessas novas perspectivas, sobretudo de crescimento econômico, tecnológico e de inovação, criando a secretaria de economia criativa que foi confirmada pelo decreto 7743, de 1o de junho de 2012, tendo como objetivo implementar a cultura estratégica nas políticas públicas de desenvolvimento do estado brasileiro, vislumbrando o desenvolvimento local e regional pela oferta de apoio aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros (Brasil, 2015) Em 2008 a UNESCO elencou vários benefícios da economia criativa, destacando desde criação de empregos, exportação, promoção e inclusão social passando pela diversidade cultural e desenvolvimento humano além do entrelaçamento entre economia, cultura e aspectos sociais, no que dizem respeito à propriedade intelectual e objetivos turísticos de um sistema econômico interligado a elementos macro e micro da economia perpassando o desenvolvimento da inovação (Costa, 2011).\r\nAtualmente é possível visualizar que economia criativa compreende também áreas consideradas de responsabilidade política e de administração pública, tendo apoio moral e de inserção dessa prática na atividade pública, até com criação de ministério, priorizando departamentos especializados para lidar com as indústrias criativas. Incentivando também a academia, a interagir, investir na pesquisa, no enfoque de consultoria e de auxílio a comunidades que queiram participar, alavancar oportunidades de crescimento econômico, social e cultural, disponibilizando professores, pesquisadores da área, para estarem viabilizando acessos e promovendo ações que gere adesão e manutenção dessa nova ordem denominada economia criativa. (Oliveira; Arapujo, 2013). A essência do distrito criativo se dá, basicamente pela transformação de regiões degradadas em que exista uma concentração de negócios e atividades criativas, em um ambiente atrativo em todos os períodos, tanto durante o dia como a noite, implementados por processo planejado, que possibilite tanto as opções de consumo, quanto a permanência de pessoas que exerçam funções criativas, engendrado em espaços que são locais de trabalho e outros que são de moradia (Testoni, 2016). A criatividade urbana é outra importante característica dessa cultura de economia criativa e promoção de distrito criativo, essa criatividade tem sua origem na diversidade entre aqueles que no distrito moram, trabalham e se divertem. Padrões de flexibilidade e tolerância em pequena escala resultam em renovação e modernização urbana, enquanto a inovação e a transformação surgem da heterogeneidade nos diversos setores da economia e da sociedade. Dessa forma, emerge uma atmosfera nos distritos criativos para as expressões humanas e o surgimento de novas ideias, transcendentes e que possui um caráter de acolhimento, que divergem de estilos organizacionais comuns (Testoni, 2016)\r\nO empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem para identificar problemas e/ou oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo para a sociedade. Indo além de um negócio, podendo ser um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças e impacto positivo para as pessoas (BUENO, 2019). Dornelas (2018, p. 22) enfatiza o empreendedorismo voltado para o lado empresarial, citando que este “[…] “é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita implementação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso”. Esta é a visão mais difundida e ressaltada também por Hisrich, Peters e Sheapherd (2009, p. 30) que escrevem que o empreendedorismo é “[...] o processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação e independência financeira e pessoal”. \r\nAtualmente, são várias as ramificações ou área nas quais o empreendedorismo permeia surgindo assim o empreendedorismo social, cultural, acadêmico, digital, governamental, entre outros, além do empreendedorismo corporativo ou o intraempreendedorismo. A figura central do processo empreendedor é o próprio empreendedor, que segundo Filion (2000) tem uma forma particular de perceber o que está ocorrendo em um setor específico. O empreendedor acumula conhecimentos, tem atitudes, comportamentos, formas de perceber o mundo e a si, desenvolve atividades que envolvem risco, tem capacidade de inovar, de ser perseverante e de conviver com a incerteza (DOLABELA, 2008). \r\nO espírito empreendedor é uma característica distinta de cada indivíduo, que pode ao longo da vida aprender a empreender, porque o empreendedorismo é um comportamento e não um traço de personalidade (DRUCKER, 2016). Pradhan e Nath (2012) distinguem duas dimensões que podem caracterizar o empreendedor, a necessidade de realização que já foi estudada por McClelland (1965), e o lócus de controle que é a percepção de controle sobre os acontecimentos da vida, tanto de cunho interno – eventos de sua vida, e externo, como sorte e destino. Para McClelland (1972), o desejo do empreendedor de realizar algo significa a vontade de superação e de se diferenciar, e isso resultava muitas vezes numa atividade econômica. \r\nO empreendedorismo muitas vezes está associado ao termo inovação. Na visão de Schumpeter (1982), a inovação está relacionada com seu conceito de destruição criadora, com mudanças em larga escala ou pequena escala, de forma radical ou incremental, que impactam significativamente as estruturas da indústria e do mercado. Ao longo do tempo, os conceitos de inovação foram sendo modificados e permearam diferentes áreas, passando pelo “[…] artístico, científico, tecnológico, organizacional, cultural, social ou individual” (GODIN, 2008, p. 43). \r\nUm dos conceitos mais utilizados de inovação é o Manual de Oslo, neste inovação é a “[...] é a introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado, no que se refere às suas características ou usos previstos, ou ainda, à implementação de métodos ou processos de produção, distribuição, marketing ou organizacionais novos ou significativamente melhorados” (Organization for Economic Cooperation and Develoment, 2018, p. 32). Há diferentes modelos de inovação relacionados a gestão como os apresentados por Rothwell (1994), Marinova e Phillimore (2003), Tidd (2006), Berkhout et al (2006), Bochm e Frederick (2010).\r\nO termo gestão, por sua vez, é muitas vezes utilizado como sinônimo de administração, embora possuam estruturas diferentes, ambos vêm do latim, e não há um consenso entre os autores sobre o tema (Dias, 2002). Esta utilização pode ser verificada na obra de Oliveira, Perez Júnior e Silva (2010, p. 123) que escrevem que gestão “[…] significa gerir, gerência, administração. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, visando atingir determinado objetivo”. \r\nNesta proposta gestão e administração serão utilizadas como sinônimas. Pereira (2001, p. 57) destaca que gestão “[…] caracteriza-se pela atuação em nível interno da empresa que procura otimizar as relações recursos-operações-produtos/serviços, considerando as variáveis dos ambientes externo e interno que impactam nas atividades da empresa, em seus aspectos operacionais, financeiros, econômicos e patrimoniais”. \r\nQuanto às ferramentas de gestão/administração tanto a literatura acadêmica quanto o pop management apresentam uma boa diversidade e uniformidade. Cita-se algumas que aparecem mais vezes citadas: Planejamento Estratégico, Análise SWOT/FOFA, Ciclo PDCA, Matriz BCG, Matriz GUT, Balanced Scorecard (BSC), Benchmarking, Matriz de causa e efeito/Ishikawa, Canvas, entre outras. \r\nA gestão pode ser exitosa se escolhida a ferramenta certa para o problema e momento vivido pela organização, ou pode apresentar falhas em seu processo. Falconi (2009) destaca pontos que contribuir para que ocorram falhas: \r\na) metas erradas ou inadequada definição do problema; \r\nb) planos de ação falhos, por desconhecimento de métodos de análise ou falta de informações; c) execução incompleta e fora do tempo dos planos de ação; e \r\nd) ocorrência de circunstâncias fora de controle. \r\nA pesquisa terá uma abordagem qualitativa, uma vez que possibilita analisar a subjetividade presente em uma diversidade de vivências individuais e coletivas (Ramos; Valdisser, 2019). O estudo é exploratório, porque ainda há pouco conhecimento sobre a economia criativa em Chapecó.\r\nTal projeto se justifica, pois é um campo em ascensão, que influencia a econômica, além de promover a cultura, o turismo e manter de saberes empíricos que fazem parte da cultura regional. Assim, investir na economia criativa incentiva a cultura e aquece a economia (Ministério da Cultura, 2024). Neste sentido, a Fundação Itaú (2023) indica aumento de 4% no número de vagas de emprego na área de economia criativa, o que significa cerca de 7,8 milhões de novos postos de emprego. Dessa forma, verifica-se que a economia criativa é importante para o desenvolvimento econômico de uma região e ainda há poucos estudos que embasam as atividades e os/as empreendedores/as que atuam nesta área. Em especial este estudo, direciona a temática para os desafios enfrentados pelas empreendedoras deste setor em Chapecó, os achados podem auxiliar o direcionamento das políticas públicas no Município para o setor e também compilar informações para os que pretendem empreender na economia criativa para poderem se preparar.\r\nA coleta de dados ocorrerá por meio de entrevista semiestruturada, principalmente por ela possibilitar o acesso a certa subjetividade e profundidade presente nas respostas (Flick, 2013). \r\nGeralmente ao início de uma pesquisa qualitativa, não há como prever com certeza o número de pesquisados. Normalmente, opta-se por uma amostra não probabilística pela dificuldade da quantificação inicial da população. Neste estudo, ocorre isso, o tamanho da população não é conhecido. Ressalta-se que em contato com a Prefeitura Municipal de Chapecó, esta informou que não tem dados ou pelo menos informaram não ter informações quanto ao número empreendimentos relacionados a economia criativa. Além disso, foi indicado que eles não teriam como fazer uma estratificação do banco de dados por atividades.  \r\nAssim ficando impossibilitado o cálculo do tamanho da amostra e um processo de amostragem probabilística. Sendo que os entrevistados serão selecionados por indicação, busca ativa nas redes sociais e por conveniência ao aceitarem participar da entrevista. O período para a captação dos participantes para a pesquisa será de janeiro a abril de 2025. \r\nComo critérios para seleção as pesquisadas devem ser empreendedoras de alguma área da economia criativa, ter acima de 18 anos de idade, ter sede na cidade de Chapecó-SC e estar a pelo menos um ano nesta atividade. As atividades que fazem parte da economia criativa ainda não são consenso entre os pesquisadores e instituições governamentais. \r\nAs empreendedoras são contactadas por meio de mensagens no WhatsApp ou pelas redes sociais (Instagram e Facebook) e se aceitarem participar da entrevista esta será marcada em data e local que ficar mais adequado para eles. A entrevista será realizada pela pesquisadora responsável – Prof. Dra. Débora Regina Schneider Locatelli. Em sendo liberado pelo participante por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a entrevista será gravada.\r\nO tamanho da amostra será baseado na saturação de respostas como indício para encerramento das coletas de informações (Paiva Júnior; Souza Leão; Mello, 2011). Pela diversidade de áreas que contemplam a economia criativa, acredita-se que em torno de 20 a 30 pesquisados.\r\nPara o tratamento das informações coletadas, será utilizado a análise de conteúdo e a análise léxica. A análise de conteúdo será elaborada por meio de categorias que serão escolhidas a partir do aprofundamento teórico, que está previsto como a parte inicial da pesquisa. A análise léxica será elabora por meio da utilização do software livre Iramuteq (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Para usa utilização as entrevistas serão transcritas e partir este corpus serão elaborados: classificação hierárquica descendente (CHD), análise fatorial de correspondência (AFC) e a análise de similitudes.\r\nOs resultados da pesquisa, após a elaboração do relatório final, serão encaminhados por email aos participantes. Tanto os dados coletados como os resultados ficaram arquivados em meio eletrônico. Após o prazo de cinco anos serão descartados, por meio da exclusão dos arquivos dos meios eletrônicos.\r\nOs riscos podem ser de diferentes naturezas. Há riscos quanto: não adesão das empreendedoras a pesquisa; perca dos dados por guarda inapropriada, falta de backup; desistência da bolsista; falta de apoio da IES da pesquisadora. Para os pesquisados pode ser que eles fiquem constrangidos com algumas perguntas por serem mais de cunho pessoal, causando desconforto, vergonha, estresse, aborrecimento, talvez alguma possibilidade de constrangimento e disponibilidade de tempo para responder ao instrumento. \r\nPara minimizar estes riscos, a pesquisadora deixa à vontade o/a pesquisado/a que não se sentir bem em responder alguma das perguntas que não a faça, podendo até mesmo solicitar o encerramento da entrevista a qualquer momento; o/a pesquisado/a pode perguntar/solicitar esclarecimentos à pesquisadora sobre a pesquisa e as questões que serão realizadas; todo o material será mantido confidencial e será utilizado apenas para fins científicos; o local da entrevista será escolhido pelo/a entrevistado/a, assim este será um ambiente já conhecido pela pessoa proporcionando maior conforto e tranquilidade; serão somente perguntados itens que estão diretamente relacionados aos objetivos da pesquisa; o nome do/a pesquisado/a não irá aparecer na pesquisa e nem nos bancos de dados. Além disso, será realizado backups dos dados em mais de um dispositivo e sem a identificação direta dos pesquisados. \r\nComo resultados espera-se conhecer melhor as empreendedoras que desenvolvem atividades relacionadas a economia criativa em Chapecó-SC, para que isso possa auxiliar os entes públicos na elaboração de políticas públicas, além de poder auxiliar o setor a promover ações de aperfeiçoamento destas empreendedoras para que estejam mais habilitados para enfrentar as adversidades de suas atividades e melhorar seu desenvolvimento com geração de mais oportunidades de emprego e renda. \r\nPara as empreendedoras, os resultados poderão auxiliar a entender suas potencialidades e fragilidades e buscar melhorar sua performance nas suas atividades empreendedoras. \r\nAlém disso, espera-se que a pesquisa gerada possa servir de base e inspiração para outros estudos acadêmicos e científicos, contribuindo para o conhecimento do empreendedorismo relacionado à economia criativa e também o desenvolvimento econômico de Chapecó e da região.\t\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nBARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. \r\nBERKHOUT, A. J. et al. Innovating the innovation process, Int. J. Technology Management, 34 (3/4). p. 390-404, 2006. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/228657169_Innovating_the_innovation_process Acesso em: 10 fev. 2023\r\nBOCHM, G., FREDERICK, L. J. Strategic innovation management in global industry networks. Asian Journal of Business Management, p.110-120, 2010. Disponível em: https://maxwellsci.com/print/ajbm/v2-110-120.pdf Acesso em: 10 fev. 2023\r\nBUENO, J. R. Mas afinal, o que é empreendedorismo? Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 27 nov. 2019. \r\nDIAS, E. de P. Conceitos de gestão e administração: uma revisão crítica. REA, v. 1., n. 1, 2002, p. 1-12. Disponível em: http://periodicos.unifacef.com.br/index.php/rea/article/view/160/16  Acesso em: 23 mar. 2023. \r\nDOLABELA, F. Oficina do empreendedor. Rio de Janeiro: Sextante, 2008 \r\nDORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018 \r\nDRUCKER, P. F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Cengage Learning, 2016. \r\nFALCONI, V. O verdadeiro poder. Nova Lima–MG: INDG, 2009.\r\nFerreira, J. A. F., Lima, T. G. de., & Lins, A. J. da C. C. (2019). Economia Criativa: uma análise sobre o crescimento do mercado das indústrias criativas. Comunicação & Inovação, PPGCOM/USCS, 20(42), jan.abr., 421.\r\nFILION, L. J. Empreendedorismo e gerenciamento: processos distintos, porém complementares. RAE Light, 7(4), p. 2–7. 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n3/v40n3a13.pdf  Acesso em: 28 mar. 2020. \r\nFlick, U. (2013). Introdução à metodologia de pesquisa: um guia para iniciantes. Uwe Flick: tradução: Magda Lopes: revisão técnica: Dirceu da Silva. Porto Alegre: Penso.\r\nGallas, J. C., Pimenta, A. A., Gonçalo, C. R., & Rodrigues, R. B. (2019). Economia Criativa e Inovação Social: uma análise a partir de uma comunidade de artesãos cearenses. Desenvolvimento em Questão, 17(49), out./dez.\r\nGODIN, B. Innovation: the history of a category. Working Paper nº1. Projet on the IntellectualHistory os Innovation. Polisch Academy os Science, Committeee for the Science, Warsan, Poland, p. 5-47, 2008. Disponível em:  https://espace.inrs.ca/id/eprint/10023/1/Godin_2008.pdf Acesso em: 10 fev. 2023\r\nHISRICH, R. D.; PETERS, M. P.; SHEAPHERD, D. A. Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. \r\nITAÚ CULTURAL. ECONOMIA CRIATIVA. 4º TRIMESTRE DE 2023: ANÁLISE SOBRE O MERCADO DE TRABALHO DA ECONOMIA CRIATIVA, FORMALIZAÇÃO E QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA/COR.\r\nLosada, A. F. (2018). De la retórica a la política: ¿Pueden las ciudades ganar trascendencia en las agendas globales? Opinión CIDOB. Barcelona, n. 556. Disponível em: https://proyectoallas.net/2018/11/13/de-la-retorica-a-la-politica-pueden-las-ciudades-ganar-trascendencia-en-las-agendas-globales/. Acesso em: 12 abr 2020.\r\nMARINOVA, D.; PHILLIMORE, J. Models of innovation. In: SHAVININA, L.V. (Org.) The international handbook on innovation. Oxford: Elsevier Science, 2003, parte II, cap.3. \r\nMCCLELLAND, D. C. MCCLELLAND, D. C. A sociedade competitiva: realização e progresso social. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1972. \r\n______. Toward a Theory of Motive Acquisition. The American Psychologist, 20, p. 321–333, 1965. \r\nMINISTÉRIO DA CULTURA. Setor cultural impulsiona crescimento e geração de empregos no Brasil. \r\nOLIVEIRA, João Maria de; ARAUJO, Bruno Cesar de; Silva Leandro Valério. Panorama da economia criativa no Brasil. Texto para discussão, Rio de Janeiro: Ipea, outubro de 2013\r\nOLIVEIRA, L. M. de; PEREZ JÚNIOR, J. H.; SILVA, C. A. dos S. Controladoria estratégica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2010. \r\nORGANIZATION FOR ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT. Oslo Manual 2018: guidelines for collecting, reporting and using data on innovation. 4. ed. The Measurement of Scientific, Technological and Innovation Activities, OECD. Publishing, Paris/Eurostat, Luxembourg. \r\nPaiva Júnior, F. G. de, Leão, A. L. M. de S., & Mello, S. C. B. de. (2011). Validade e confiabilidade na pesquisa qualitativa em administração. Revista de Ciências da Administração, Florianópolis, 190209, dez. ISSN 21758077.\r\nPEREIRA, C. A. Ambiente, empresa, gestão e eficiência. In: CATELLI, Armando (Org.). Controladoria: uma abordagem da gestão econômica - GECON. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. \r\nPRADHAN, R. K., NATH, P. Perceptionof entrepreneurial orientation and emotional intelligence: a study on India’s future techno-managers. Global Business Review, 13, p. 89–108, 2012. \r\nRamos, K. de S., & Valdisser, C. R. (2019). Das Dificuldades Ao Sucesso: os caminhos tortuosos e cheios de obstáculos enfrentados por empreendedoras. Revista Gestão, Tecnologia e Ciências (GETEC), 8(20).\r\nROTHWELL, R. Towards the fifth generation innovation process, ‐generation innovation process, International Marketing Review, vol. 11, n. 1, p. 7-31, 1994. \r\nSantos, D. A. G. dos., Schmidt, V. K., & Zen, A. C. (2018). A Emergência de Um Ecossistema de Empreendedorismo: o caso do Armazém da Criatividade e a cidade de Caruaru, Pernambuco, Brasil. In: Desafios de empreendedoras na economia criativa periférica: um olhar interseccional 26° Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimento Inovadores (ANPROTEC), FortalezaCE.\r\nSCHUMPETER, J. A. A Teoria do Desenvolvimento Econômico: uma investigação sobre lucro, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1982. \r\nTESTONI, Beatriz Maria Vicente. O que são Distritos Criativos? Abr, 2018. Disponível em <http://via.ufsc.br/oquesaodistritoscriativos/ > Acesso em: 04/ nov. 2019\r\nTIDD, J. A review of innovation models. Imperaial College London, v. 16, 2006. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa de Economia e Desenvolvimento - GPED","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":18,"projeto_registro":"PES-2026-359","projeto_titulo":"Governança socioambiental local: estudo de caso sobre a questão climática, energética e do agronegócio em Realeza, Sudoeste do Paraná-Brasil","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RYLANNEIVE LEONARDO PONTES TEIXEIRA","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"POLÍTICA E PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAIS","palavras_chave":"Desenvolvimento regional e local; Governos locais; Políticas públicas; Questões socioambientais; Sustentabilidade","resumo":"Contextualização\r\nA agropecuária é um setor estratégico e um dos principais quando se refere à economia brasileira, pois, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nacional, foi responsável por cerca de 29,4% do PIB do país em 2025 (Weiss, 2026), com fortes impulsos de grandes exportações (como soja, café e carne) e altas tecnologias. No Brasil, o setor está concentrado nas macrorregiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que, juntas, são responsáveis por mais de 80% do Valor Bruto da Produção (VBP) no nível nacional (Montes, 2019), caracterizando-se pela mecanização, grande produção voltada ao mercado externo e concentração fundiária. \r\nApesar das possibilidades e potencialidades, o segmento agropecuário apresenta desafios e obstáculos. Na região Sul do Brasil, a agropecuária convive com desafios e limitações quanto ao seu desenvolvimento: os fatores comumente associados são, por exemplo, atraso tecnológico, falta de crédito e falta de assistência técnica (Castro, 2014). Além disso, outras limitações são na perspectiva da não conformidade dos estabelecimentos agropecuários regionais com a legislação ambiental e do alto custo do transporte de mercadorias no país (Castro, 2014). É importante destacar que, muito embora tenha se utilizado fortemente até aqui da nomenclatura “agropecuário” e derivações, o foco dado neste subprojeto de pesquisa não é no setor agropecuário de maneira mais específica enquanto produção primária do campo, na qual une agricultura e pecuária; mas sim nos seus desdobramentos como base produtiva, que se relaciona direta e intrinsecamente com o agronegócio - nomenclatura, noção e problemática na qual se enfoca nesta proposta. \r\nNesse contexto, o agronegócio é um tema comumente problematizado quando se refere à sustentabilidade, haja vista o seu alto potencial de impactos socioambientais, principalmente no setor da agricultura, causando erosão dos solos, bem como poluição dos solos, da água e dos alimentos (Silva, 2012). Sobre isso, Pignati et al. (2022) afirmam que o setor do agronegócio tem contribuído diretamente com os problemas e desafios socioambientais, ecológicos e sanitários da contemporaneidade, dando “origem a sindemias, insegurança alimentar, contaminação das águas, alimentos além de produzir doenças infecciosas novas e/ou reemergentes” (p. 467). \r\nNo Brasil, a insustentabilidade do agronegócio pode, dentre outros caminhos, se dar através da sua alta capacidade de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) a partir do setor agropecuário, que é o segundo maior responsável por essas emissões (28%), ficando somente atrás do de mudanças de uso da terra e florestas (46%), segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) (Observatório do Clima, 2024). Por outro lado, o agronegócio pode ser um setor econômico estratégico na mitigação das emissões de GEE, podendo contribuir com o controle do aquecimento global e, dessa forma, a desaceleração das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o setor é altamente vulnerável aos riscos das mudanças climáticas, incluindo secas severas, inundações e alterações no regime de chuvas (Assad; Assad, 2024), com impactos socioambientais e econômicos sobre os territórios e suas comunidades, especialmente mais vulnerabilizados, corroborando com as lentes teórico-conceituais sobre (in)justiça socioambiental (Acselrad; Mello; Bezerra, 2009). \r\nA transição energética é, nesse cenário, um caminho crucial para o agronegócio, na medida em que oferece ferramentas, como as energias renováveis, para que o setor seja mais sustentável, resiliente e justo, alinhando-se aos objetivos e às metas das agendas e das políticas públicas climáticas globais e nacionais. O uso de energias renováveis, além de auxiliar no aumento da produtividade, e redução de custos e agregação de valor aos produtos, possui um papel crucial no processo de descarbonização e suas metas globais (Souza, 2025), contribuindo para a desaceleração do aquecimento global e das mudanças climáticas. \r\nNo âmbito do Paraná de modo mais geral, considerando que, no contexto do Sul do Brasil, o estado teve, em 2023, o segmento pecuário representando aproximadamente 49% do VBP, seguido da agricultura com cerca de 46% (Paraná, 2024). No Paraná, seguindo as delimitações geográficas e territoriais do projeto de pesquisa guarda-chuva “Políticas públicas e governança para a sustentabilidade: mudanças climáticas, transição energética e agronegócio em territórios da mesorregião Sudoeste do Paraná, Brasil” - no qual foca na mesorregião do Sudoeste do Paraná e seus territórios -, este subprojeto de pesquisa tem a cidade de Realeza, de modo mais específico, como recorte territorial. A escolha pela cidade de Realeza, nesse ínterim, se dá, particularmente, em razão de uma lacuna no conhecimento científico sobre as questões socioambientais, sobretudo ligadas às mudanças climáticas e energias renováveis, na região Sudoeste do Paraná em geral e em Realeza de maneira mais específica. \r\n\r\nFundamentação teórico-conceitual\r\nA partir da contextualização apresentada, a fundamentação teórico-conceitual deste subprojeto de pesquisa está ancorada, especialmente, nos campos das políticas públicas, da governança e da sustentabilidade. Com base em estudos científicos da área de políticas públicas, as políticas públicas são entendidas aqui como ações do Estado e/ou de atores não-estatais, não seguindo uma perspectiva de ação verticalizada do Estado, mas sim como um processo dinâmico no qual envolve a integração de atores governamentais e não-estatais, visando resolver ou atenuar problemas públicos da sociedade, atendendo às necessidades e demandas desta (Souza, 2006). Ainda, as políticas públicas não se limitam a leis e/ou regras, podendo ser algo mais abrangente (Souza, 2006), como projetos desenvolvidos por atores da sociedade civil e suas comunidades. \r\nEm tese, pelo menos, as políticas públicas buscam equilibrar o desenvolvimento econômico, a justiça social e a preservação ambiental a longo prazo. Com isso, dialogando com a sustentabilidade, que, no caso desta pesquisa, se ancora nas ideias de Sachs (2005). Para o autor, a sustentabilidade consiste na capacidade de suprir as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras, ancorando-se no ponto de vista da multidimensionalidade do desenvolvimento, que envolve as seguintes dimensões: econômica, social, ambiental/ecológica, espacial/territorial e cultural. Dessa forma, a sustentabilidade segue uma abordagem sob viés multidimensional, pois se reconhece que a sustentabilidade não se limita às dimensões ou ao tripé ambiental-social-econômico; mas abrange também um conjunto, ainda mais amplo, de outros aspectos que são importantes e se inter-relacionam para o atendimento e alcance da sustentabilidade: cultural, ético, institucional, político etc (Stoffel; Colognese, 2016). \r\nNo contexto atual, a agenda ligada direta e intrinsecamente à sustentabilidade é a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 como uma agenda universal e histórica voltada para a construção de uma sociedade global sustentável até o ano de 2030, considerando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas respectivas 169 metas (ONU, 2015). A problemática socioambiental contemporânea, no âmbito das políticas públicas e da sustentabilidade, tem, em certa medida, ganhado centralidade como uma questão global e urgente devido aos seus impactos negativos em todos os territórios do mundo, exigindo a atuação urgente dos mais diversos atores da sociedade (governo, setor privado, sociedade civil, entre outros) (Teixeira, 2021) por meio de políticas públicas e processos de governança sustentáveis. Nessa interface, dentre os ODS relacionados centralmente a esta pesquisa, estão o 02 (Fome zero e agricultura sustentável), o 07 (Energia limpa e acessível) e o 13 (Ação contra a mudança global do clima). \r\nA partir dessa ótica, no contexto da crise socioambiental contemporânea, as mudanças climáticas são uma das maiores problemáticas do século XXI (Giddens, 2010), sendo um fenômeno natural de dimensão global, com particularidades regionais e locais, que são comumente associadas ao aumento da temperatura média e à maior recorrência de eventos extremos, e fortemente influenciadas por ações antropogênicas que emitem GEE de forma mais rápida (IPCC, 2021). \r\nO principal responsável por essas mudanças no sistema climático por meio das emissões de GEE é, no nível global, o setor energético, no qual registra cerca de 76% dessas emissões, em especial de dióxido de carbono (CO2), de acordo com os dados mais recentes do Instituto de Recursos Mundiais do Brasil (WRI Brasil) (Friedrich; Ge; Pickens, 2024). Essas emissões são provenientes, sobretudo, das fontes não renováveis de energia, que são comumente oriundas da queima de combustíveis fósseis (como petróleo). Também, a maior parte da disponibilidade de recursos energéticos em todo o mundo (cerca de 81%) é proveniente de recursos não renováveis (Alcoforado, 2019). \r\nPor isso, a necessidade e urgência de uma transição energética, que consiste no processo de mudança estrutural global de substituição de sistemas de produção e consumo de energia não renováveis (combustíveis fósseis, por exemplo) por renováveis (como eólica e solar) e tecnologias de baixo carbono (Yang et al., 2024), visando a descarbonização, a qual, por sua vez, é compreendida como a redução das emissões de CO2 que foram geradas pela queima de combustíveis fósseis (Grubler, 2012). Com isso, subsidiando na mitigação e adaptação às mudanças climáticas. \r\nDito isto, é preciso entender como questões emergentes, como as energias renováveis, podem se configurar em políticas públicas ou ações – estratégicas e alternativas – para enfrentar a crise climática na qual se instala cada vez mais nos territórios e nas comunidades por meio de seus impactos. Em termos conceituais, as energias renováveis são compreendidas neste subprojeto como fontes de energia geradas de recursos naturais que são provenientes de fontes não-fósseis (Bjork et al., 2011) e que, enquanto produto, apresentam baixa capacidade de emissão de GEE, especialmente CO2. \r\nEspecificamente no Brasil, o setor de energias, diferentemente da estrutura mundial, não é o responsável principal pelas emissões nacionais de GEE, e sim o terceiro com maior capacidade de emissões de GEE (20% do total) (Observatório do Clima, 2024; IEMA, 2024), isso porque a sua matriz elétrica é, em sua maioria, de base renovável, particularmente proveniente do setor hídrico (60%) (GNPW Group, 2026). O setor com maior capacidade de emissões de GEE no país é o de mudanças de uso da terra e florestas, mas que é fortemente influenciado pelo setor agropecuário em razão de a expansão agropecuária ser o principal vetor do desmatamento, problemática direta e intrinsecamente ligada às mudanças de uso da terra e florestas. Assim, nota-se que o setor agropecuário é responsável em grande medida por emissões de GEE devido à conversão de áreas naturais nativas para pastagens e agricultura (expansão agropecuária), acelerando os processos de aquecimento global e de mudanças climáticas. \r\nO agronegócio, numa perspectiva socioambiental, é compreendido de forma integrada com as mudanças climáticas e as energias renováveis e/ou as questões socioambientais como um todo. Isso porque (i) o setor agropecuário é fortemente conectado com o setor energético, em particular renovável, se relacionado de forma mútua, na medida em que, ao mesmo tempo em que o setor agropecuário é um grande consumidor de energia (para a irrigação, por exemplo), é um dos principais fornecedores de energia renovável no Brasil por meio da biomassa, da solar e da eólica, podendo, assim, se configurar em um caminho para redução das emissões de GEEs. Por outro lado, a relação entre as questões climáticas, energéticas e do agronegócio se dá também a partir da perspectiva de que (ii) a expansão do agronegócio, impulsionada pelo demanda por energia, gera emissões de GEE, intensificando as mudanças climáticas por meio da aceleração do aquecimento global, o que, por seu turno, acabam afetando a produção agropecuária com eventos climáticos extremos. \r\n\r\nMetodologia (materiais e métodos)\r\nCom base nesse referencial teórico-conceitual, a metodologia a ser utilizada seguirá as orientações de uma abordagem de natureza qualitativa (Flick, 2009), pois, considerando os objetivos traçados, este subprojeto de pesquisa foca na interpretação dos significados, processos e contextos em torno das questões socioambientais, especialmente climáticas, energéticas e de agronegócio, no campo das agendas governamentais e das políticas públicas. Para isso, será desenvolvido um estudo de caso instrumental (Stake, 1995), para buscar entender os fenômenos envolvidos na pesquisa de forma mais ampla, e não estritamente o caso de Realeza nessa vertente. \r\nCom isso, para responder o primeiro objetivo específico, será realizada uma pesquisa bibliográfica sobre os temas de mudanças climáticas, energias renováveis e agronegócio, especialmente no contexto do Brasil e da região Sudoeste do Paraná, com foco na revisão, análise e síntese da literatura existente. Esta pesquisa será desenvolvida a partir de levantamento bibliográfico sobre os temas-chave que são objeto de estudo deste subprojeto em bases de dados e indexação, como Scielo e Google Scholar. Nesse sentido, para atender o segundo objetivo específico apresentado, será realizada uma pesquisa e análise de documentos (Lima Junior et al., 2021) oficiais municipais de Realeza (leis orçamentárias, plano diretor municipal, leis ambientais municipais, Plano Municipal de Saneamento Básico, relatórios e outros documentos da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, entre outros). Para também atender este objetivo, mas ainda ao terceiro objetivo específico desta proposta, será aplicado um roteiro de entrevista semiestruturada (Manzini; Lupetina, 2024) com atores institucionais e sociais locais ligados às questões climáticas, energéticas e de agronegócio de Realeza (como representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, lideranças sindicais do setor rural e representantes de cooperativas locais). \r\nAinda em relação ao terceiro objetivo específico, será realizada a coleta e análise de documentos oficiais de documentos oficiais do estado do Paraná (como Plano de Ação Climática do Paraná 2024-2050, Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Paraná - Plano ABC+ Paraná 2020-2030 - e Programa Paraná Energia Rural Renovável - RenovaPR), a fim de explorar se e como as políticas e ações de Realeza integram as diretrizes e os objetivos regionais definidos nesses documentos estaduais. As entrevistas também serão utilizadas para esse fim, já que, por meio das entrevistas a serem concedidas pelos atores locais, poderão ser observados elementos e questões adicionais e complementares à análise dos documentos. \r\nPara a análise dos dados primários e secundários obtidos com a pesquisa, será empregada a triangulação de métodos enquanto estratégia de pesquisa, seguindo as orientações conceituais e metodológicas de Minayo et al. (2005). A escolha por essa estratégia se dá por permitir uma maior validade e profundidade da análise dos dados ao combinar diferentes métodos, teorias, conceitos e dados, cruzando dados primários e secundários. A análise dos dados obtidos será por meio da análise temática como técnica de análise, porque permitirá uma compreensão e análise mais profunda ao identificar, analisar e relatar temas (padrões ou significados) dos dados (Braun; Clarke, 2006). Para isso, serão definidas categorias analíticas direta ou indiretamente relacionadas aos temas do objeto de estudo do subprojeto, usando da grade de análise mista em virtude de serem identificadas categorias a priori, mas poderão ser incluídas outras a posteriori ou até mesmo excluídas ou modificadas as iniciais à medida que vai se explorando o material da pesquisa (Lukosevicius; Soares, 2016). \r\n\r\nReferências \r\nACSELRAD, H.; MELLO, C. C. A.; BEZERRA, G. das N. O que é justiça ambiental. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.\r\nALCOFORADO, F. Global Climate Change and its Solutions. HSOA Journal of Atmospheric & Earth Sciences, p. 1-11. 2019. http://dx.doi.org/10.24966/AES-8780/100007 \r\nASSAD, E. D.; ASSAD, M. L. R. C. L. Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades. Estudos Avançados, v. 38, p. 271-292, 2024. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.202438112.015 \r\nBJORK, I. et al. Encouraging Renewable Energy Development: a handbook for international energy regulators. January, 2011, USAID-NARUC. Disponível em: <https://pubs.naruc.org/pub.cfm?id=5383CAFB-2354-D714-5166-1138110BABC8>. Acesso em: 05 mar. 2026. \r\nBRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology. Qualitative research in psychology, v. 3, n. 2, p. 77-101, 2006. https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa\r\nCASTRO, C. N. de. A agropecuária na região Centro-Oeste: limitações ao desenvolvimento e desafios futuros. Texto para Discussão. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília: IPEA, 2014. \r\nFLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução Joice Elias Costa – 3ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2009. 405 p.\r\nFRIEDRICH, J.; GE, M.; PICKENS, A. Where Do Emissions Come From? 4 Charts Explain Greenhouse Gas Emissions by Sector. Brasil: WRI Brasil, 05 dez. 2024. Disponível em: <https://www.wri.org/insights/4-charts-explain-greenhouse-gas-emissions-countries-and-sectors>. Acesso em: 17 mar. 2026. \r\nGIDDENS, Anthony. A política da mudança climática. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.\r\nGNPW GROUP. The New Model of Brazil’s Power Sector: Why 2026 Marks the Turning Point Between Renewables and Energy Security. 25 mar. 2026. Disponível em: <https://www.gnpw.com.br/en/energy/the-new-model-of-brazils-power-sector-why-2026-marks-the-turning-point-between-renewables-and-energy-security/#:~:text=Brazil%20reached%202026%20with%2088.2,to%20developers%20for%20system%20availability>. Acesso em: 01 abr. 2026.\r\nGRUBLER, A. Energy transitions research: Insights and cautionary tales. Energy Policy, v. 50, p. 8-16, 2012. https://doi.org/10.1016/j.enpol.2012.02.070 \r\nIEMA. Instituto de Energia e Meio Ambiente. Entenda as emissões de gases de efeito estufa nos setores de energia e de processos industriais no Brasil em 2023. São Paulo: nov. 2024. Disponível em: <https://energiaeambiente.org.br/entenda-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-nos-setores-de-energia-e-de-processos-industriais-no-brasil-em-2023-20241113#:~:text=Do%20total%20de%20emiss%C3%B5es%20brutas,res%C3%ADduos%20com%204%25%20das%20emiss%C3%B5es>. Acesso em: 17 mar. 2026. \r\nIPCC. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Summary for Policymakers. In: MASSON-DELMOTTE, V. et al. (eds.). Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, p. 3-32, 2021. https://doi.org/10.1017/9781009157896.001\r\nLIMA JUNIOR, E. B. et al. Análise documental como percurso metodológico na pesquisa qualitativa. Cadernos da FUCAMP, v. 20, n. 44, 2021.\r\nLUKOSEVICIUS, A. P.; SOARES, C. A. P. Análise de conteúdo em pesquisas sobre gerenciamento de projetos. In: Anais do Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade, v. 5, p. 1-16, 2016. Disponível em: <https://www.singep.org.br/5singep/resultado/435.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2026.\r\nMANZINI, E. J.; LUPETINA, R. Um estudo sobre a elaboração de roteiros para entrevista semiestruturada. Revista Cocar, v. 21, n. 39, 2024. \r\nMONTES, M. Prefácio. IN: VIEIRA FILHO, J. E. R. (Org.). Diagnóstico e desafios da agricultura brasileira. Rio de Janeiro: IPEA, 2019, p. 9-10. Disponível em: <https://portalantigo.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/191126_diagnostico_e_desafios_da_agricultura_brasileira.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2026. \r\nObservatório do Clima. Emissões totais: Setor de emissão. 2024. Disponível em: <https://plataforma.seeg.eco.br/?yearRange%5B0%5D=1990&yearRange%5B1%5D=2024&emissionType%5B0%5D=1&gas=8&groupBy=Sector&rankBy=State&filtersTab=highlights&statisticsTab=historical&_gl=1%2A15seo2m%2A_ga%2AODQ4NDUwNjA3LjE3NjMzODA3MzA.%2A_ga_XZWSWEJDWQ%2AczE3Njc2Mjk0MDEkbzUkZzEkdDE3Njc2Mjk1NjQkajU3JGwwJGgw>. Acesso em: 16 mar. 2026. \r\nONU. Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nova York: ONU, 2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf>. Acesso em: 03 abr. 2026.\r\nPARANÁ. VBP Agropecuário do Paraná cresce 11% em 2023 e alcança R$ 197,8 bilhões. Governo do Estado do Paraná: 19 jun. 2024. Disponível em: <https://www.parana.pr.gov.br/aen/Noticia/VBP-Agropecuario-do-Parana-cresce-11-em-2023-e-alcanca-R-1978-bilhoes#:~:text=VBP%20Agropecu%C3%A1rio%20do%20Paran%C3%A1%20cresce,Governo%20do%20Estado%20do%20Paran%C3%A1>. Acesso em: 01 abr. 2026.\r\nPIGNATI, W. A. et al. O caráter pandêmico dos desastres socioambientais e sanitários do agronegócio. Saúde em Debate, v. 46, p. 467-481, 2022. https://doi.org/10.1590/0103-11042022E231 \r\nSACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. \r\nSILVA, D. B. da. Sustentabilidade no Agronegócio: dimensões econômica, social e ambiental. Comunicação & Mercado, 2012.\r\nSOUZA, C. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, p. 20-45, 2006. https://doi.org/10.1590/S1517-45222006000200003 \r\nSOUZA, R. Sustainable Agriculture in Brazil Gains Global Spotlight with Low-Carbon Farming Technologies at COP30. 11 nov. 2025. Disponível em: <https://en.clickpetroleoegas.com.br/agricultura-sustentavel-no-brasil-ganha-destaque-global-com-tecnologias-agricolas-de-baixo-carbono-na-cop30/#google_vignette>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nSTAKE, R. The art of case study research. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 1995. \r\nSTOFFEL, J. A.; COLOGNESE, S. A. O desenvolvimento sustentável sob a ótica da sustentabilidade multidimensional. Revista da FAE, v. 18, n. 2, p. 18-37, 2015. \r\nTEIXEIRA, R. L. P. Problemas socioambientais emergentes: contribuições teóricas e práticas. 1. ed. Bauru: Gradus Editora, 2021. 87p .\r\nWEISS, G. Agro impulsiona PIB em 2025, mas deve perder fôlego em 2026. CNN Brasil: 06 fev. 2026. Disponível em: <ttps://www.cnnbrasil.com.br/agro/agro-impulsiona-pib-em-2025-mas-deve-perder-folego-em-2026/>. Acesso em: 15 mar. 2026. \r\nYANG, Y. et al. Energy transition: Connotations, mechanisms and effects. Energy Strategy Reviews, v. 52, p. 101320, 2024. https://doi.org/10.1016/j.esr.2024.101320 \r\n\r\nResultados esperados\r\nA partir dos objetivos e das metodologias que foram apresentados, os resultados esperados, com este subprojeto de pesquisa, são em três vertentes principais. A primeira delas é em termos acadêmicos e científicos. Sobre isso, espera-se, com o desenvolvimento da pesquisa deste subprojeto, a compreensão da situação atual da agenda governamental e das políticas públicas de Realeza para as questões socioambientais, com foco nas dimensões climáticas, energéticas e de agronegócio, identificando-se os desafios, as lacunas e as potencialidades frente à construção de uma governança socioambiental e sustentável. Mais especificamente, espera-se (i) o levantamento bibliográfico estruturado e fundamentado sobre os temas-chave da pesquisa; (ii) o mapeamento e a sistematização das políticas públicas e outras ações de mudanças climáticas, energias renováveis e agronegócio por meio de um banco de dados com esses documentos; e (iii) a identificação de atores institucionais e sociais locais importantes para a governança socioambiental. Dessa forma, atendendo aos objetivos específicos propostos sob um viés acadêmico-científico. \r\nA segunda das vertentes se refere a uma dimensão didático-pedagógica, com foco no/a bolsista, esperando-se, então: (i) o desenvolvimento de capacidades e competências teóricos-conceituais e analíticas em torno do objeto de estudo, e (ii) a articulação entre teoria e prática ao se debruçar sobre conceitos teóricos do objeto de estudo, aplicando-os à realidade empírica de Realeza. Por fim, a terceira e última vertente dos resultados esperados com este subprojeto de pesquisa é relativa à disseminação e ao impacto. Nesse viés, espera-se (i) apresentação dos resultados para a comunidade acadêmica e os atores sociais envolvidos; (ii) desenvolvimento e publicação de artigo científico, proveniente dos resultados discutidos; e (iii) divulgação científica dos resultados em meios de comunicação (como sites informativos e podcasts), atingindo a sociedade em geral, e não somente acadêmica. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Políticas Públicas, Governança e Sustentabilidade (GPPS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":19,"projeto_registro":"PES-2026-358","projeto_titulo":"Empreendedores criativos e suas características comportamentais no Oeste Catarinense","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DEBORA REGINA SCHNEIDER LOCATELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ADMINISTRAÇÃO DE SETORES ESPECÍFICOS","palavras_chave":"Atividades; Economia criativa; Setores criativos","resumo":"A economia criativa está cada vez mais sendo tema de discussões acadêmicas e de políticas públicas. Mesmo assim, ainda não há consenso dos setores e segmentos produtivos englobados por ela. \r\nA economia criativa está em evolução e manifesta a valorização do conhecimento, da cultura e da criatividade transformando-a em negócios, formando uma rede de empreendedores que criam produtos e serviços geradores de riqueza, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e cultural (Kukul, 2021). Além disso, a economia criativa pode ser considerada uma expansão ou forma de agregação de valor da economia cultural, envolvendo: música, dança, circo, artes visuais, entre outras. Também abrange a área de tecnologia da informação e comunicação, como os jogos digitais, animação e softwares, além de outros setores tradicionais que de alguma forma são relacionados à cultura, como: moda, design, arquitetura e publicidade (Guilherme, 2017).\r\nA economia criativa está, em boa parte dos casos, diretamente relacionada ao trabalho do empreendedor e seu poder criativo. A ação do empreendedor é intencional, pois ele busca oportunidade e desenvolve novas alternativas intencionalmente, sua motivação em realizar algo e seu empenho, possibilitará colocar suas ideias em prática (Hisrich et al., 2009).\r\nO empreendedor é aquele que cria algo novo e de valor, para tanto acaba assumindo riscos financeiros e sociais, mas também espera ter recompensas econômicas e sociais (Hisrich; Peters, 2004). O espírito empreendedor é diferente em cada pessoa, ao longo da vida pode aprender a empreender, porque o empreendedorismo é um comportamento e não um traço de personalidade (Drucker, 2016). Lee, Shim e Lee (2016) acreditam que é um conjunto de aspectos que definem a capacidade empreendedora.\r\nDavid McClelland (1972) estudou quais seriam as características mais desenvolvidas nos empreendedores, como resultado desenvolveu a teoria das características comportamentais empreendedoras (CCEs), composta por dez características divididas em três categorias: a) Realização: busca de oportunidades e iniciativa; correr riscos calculados; persistência; exigência de qualidade e eficiência; comprometimento; b) Planejamento: busca de informações; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemáticos; c) Poder: persuasão e redes de contato; independência e autoconfiança.\r\nA pesquisa será quantitativa e descritiva, classifica-se como quantitativa por utilizar a quantificação tanto na coleta de dados quanto no tratamento destes, por meio de técnicas estatísticas descritivas e frequências absoluta e percentual. Muito utilizada por ter a intenção de avalizar a exatidão dos resultados, com menores distorções de análise e interpretação, o que proporciona mais segurança ao pesquisador nas inferências (Richardson et al., 2008). A pesquisa descritiva, por sua vez, visa investigar uma situação específica, podendo esta envolver um grupo ou um indivíduo (Richardson et al., 2008; Gil, 2008). \r\nA coleta de dados será realizada utilizando-se o instrumento criado por McClelland, para identificar as características empreendedoras nas pessoas. Este instrumento é utilizado como base para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o qual realiza desde 1988 capacitação de empreendedores, e também pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) como instrumento de autoavaliação do Empretec (Dias; Souza Neto; Boas, 2010). Além disso, o este questionário foi escolhido “[...] em razão da experiência do autor sobre o assunto empreendedorismo e pela grande utilização deste instrumento de coleta de dados em estudos científicos já publicados” (Camargo, 2005, p. 77). \r\nO questionário é formado por cinquenta e cinco afirmativas, em cada uma delas o comportamento do respondente é expresso considerando pontuação 1, equivalente a “nunca” ter tal comportamento, 2 “raras vezes”, 3 “algumas vezes”, 4 “usualmente” e 5 “sempre” ter este comportamento. O respondente é orientado a considerar como ele é no momento em que está respondendo e não como gostaria de ser. Essas entre outras orientações estarão apresentadas no cabeçalho de questionário. Junto com a criação do questionário e de sua forma de avaliação, McClelland elaborou uma tabela com fatores de correção, para que não ocorra a supervalorização das CCEs no preenchimento. Este fator é aplicado quando na soma das questões 11, 22, 33, 44 e 55, os valores ficarem de 20 a 25, sendo que de 20 a 21 é subtraído 3 pontos em todas as outras somas, de 22 a 23 é subtraído 5 e de 24 a 25, 7 pontos. McClelland (1972) apontou que, como as questões do instrumento são subjetivas, elas refletem o momento em que se encontra o respondente. \r\nPara Camargo (2005, p. 82), o questionário desenvolvido por McClelland apresenta como vantagens: identificar características do perfil empreendedor, ter tabela de autocorreção e de mapas, permite comparação e facilita a identificação. Ainda, segundo o autor, esse questionário quando desenvolvido foi idealizado para os Estados Unidos na década de 1970, sendo considerado um questionário extenso. No entanto, esses fatores, não impedem sua reaplicação em outras realidades. \r\nA aplicação será por meio de formulário eletrônico e também distribuição física do mesmo para os empreendedores. Por meio eletrônico será enviado pelas redes sociais e grupos de aplicativos de conversa de contatos repassados por pessoas e entidades. Os questionários em meio físico serão aplicados em feiras, entidades da região e em contato pessoal com os empreendedores.\r\nO número de empreendedores ligados a economia criativa no Oeste Catarinense não é conhecido, assim a amostra da estudo não poderá ser calculada de forma probabilística, sendo arbitrada em pelo menos 400 pesquisados, distribuídos de forma proporcional entre os munícipios do Oeste Catarinense. \r\nCaso, após a coleta de dados, seja verificado que há questionários com problemas, tais como: participantes que não tenham perfil para participar da pesquisa, ou seja, não sejam empreendedores ligados a atividades da economia criativa; atuem em municípios que não pertençam ao Oeste Catarinense; nestes casos, os questionários serão excluídos. Além disso, os participantes que por equívoco respondam o questionário mais de uma vez e for verificado que tenham 2 ou mais questionários com as mesmas informações, será deixado somente um.\r\nApós a aplicação, os dados serão inseridos em uma planilha de cálculo, nela serão realizados os cálculos básicos indicados por David McClelland (1972) que verificam o valor de cada CCE. Outros cálculos de estatística descritiva e cruzamentos de dados serão realizados em software estatísticos a ser escolhido. \r\nOs dados coletados e os resultados obtidos serão mantidos armazenados no Drive do email institucional e em meio físico, o computador pessoal da pesquisadora. Os dados após o período de 5 anos serão totalmente deletados de todos os modos de armazenamento. Caso os dados sejam perdidos, por algum motivo, deverão ser coletados novamente. Outro ponto importante de destaque, é quanto à possibilidade de os dados coletados ser tornarem públicos, este fato não compromete os pesquisados porque eles respondem no anonimato, então as respostas não podem ser relacionadas aos respondentes do questionário.\r\nOs riscos podem ser de diferentes naturezas. Há riscos quanto: não adesão das pessoas foco do estudo na pesquisa; perca dos dados por guarda inapropriada, falta de backup; desistência da bolsista; falta de apoio da IES da pesquisadora. Para os pesquisados pode ser que eles fiquem constrangidos com algumas perguntas por serem mais de cunho pessoa, causando desconforto, vergonha, estresse, aborrecimento, talvez alguma possibilidade de constrangimento e disponibilidade de tempo para responder ao instrumento. \r\nPara minimizar este risco, o pesquisador deixa à vontade o pesquisado que não se sentir bem em responder alguma das perguntas que não a faça; o/a pesquisado/a pode perguntar/solicitar esclarecimentos à pesquisadora sobre a pesquisa e as questões que serão realizadas; todo o questionário respondido será mantido confidencial e utilizado apenas para fins científicos; cada respondente pode escolher o melhor local, data e horário para responder ao questionário; serão somente perguntados sobre itens que estão diretamente relacionados aos objetivos da pesquisa; o nome do/a pesquisado/a não irá aparecer na pesquisa e nem nos bancos de dados. Além disso, será realizado backups dos dados em mais de um dispositivo e sem a identificação direta dos pesquisados. \r\nComo resultados espera-se conhecer melhor os empreendedores que desenvolvem atividades relacionadas a economia criativa no Oeste Catarinense, para que isso possa auxiliar nos entes públicos na elaboração de políticas públicas, além de poder auxiliar o setor a promover ações de aperfeiçoamento destes empreendedores para que estejam mais habilitados para enfrentar as adversidades de suas atividades e melhor seu desenvolvimento com geração de mais oportunidades de emprego e renda. \r\nPara os empreendedores, os resultados poderão auxiliar ele entender suas potencialidades e fragilidades e buscar melhorar sua performance nas suas atividades empreendedores. \r\nAlém disso, espera-se que a pesquisa gerada possa servir de base e inspiração para outros estudos acadêmicos e científicos no Brasil e no exterior, contribuindo para o conhecimento do empreendedorismo relacionado à economia criativa e também o desenvolvimento econômico do Oeste Catarinense.\t\r\n\r\nReferências\r\nCAMARGO, M. S. G. de. Fundador versos sucessor: estudo comparativo das características comportamentais empreendedoras dos empresários de empresas familiares do município de Chapecó-SC. 2005. 141 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Regional de Blumenau, Programa de Pós-graduação em Administração, 2005.\r\nDIAS, T. R. F. V; SOUZA NETO, S. P. de; BOAS, A. A. V. Características Comportamentais Empreendedoras Relevantes: estudo de caso dos ganhadores do Prêmio TOP Empresarial 2007. Anais do VI Encontro de estudos sobre empreendedorismo. Recife: 2010. Disponível em: http://www.anegepe.org.br/edicoesanteriores/recife/EMP103.pdf. Acesso em: 16 mar. 2017.\r\nDRUCKER, P. F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Cengage Learning, 2016.\r\nGIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.\r\nGUILHERME, L. L. Creative economy: thematic perspectives addressed and research methodologies adopted. Brazilian Journal of Science and Technology, vol. 4, no. 2, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s40552-017-0040-0 Acesso em: 19 mar. 2022.\r\nHISRICH, R. D.; PETERS, M. P. Empreendedorismo (5th ed.). Porto Alegre: Bookmann, 2004\r\nHISRICH, R. D.; PETERS, M. P.; SHEAPHERD, D. A. Empreendedorismo. 7. ed.). Bookman, 2009.\r\nKUKUL, V. C. Turismo, economia criativa e carnaval: a cadeia produtiva do Bloco da Ovelha. 2021. 1–114 f. Dissertação – Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2021. Disponível em: https://repositorio.ucs.br/11338/10209. Acesso em: 16 Jun. 2022.\r\nLEE, J.; SHIM, K.; LEE, H. Entrepreneurial characteristics: a systematic literature review. Pacific Asia Conference on Information Systems (PACIS), 2016. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2016.\r\nMcCLELLAND, David Clarence. A sociedade competitiva: realização e progresso social. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1972. \r\nRICHARDSON, R. J. et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2008.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa de Economia e Desenvolvimento - GPED","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":20,"projeto_registro":"PES-2026-357","projeto_titulo":"Potencialidades e fragilidades: a trajetória das mulheres empreendedoras nos setores criativos de Chapecó-SC","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DEBORA REGINA SCHNEIDER LOCATELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ADMINISTRAÇÃO DE SETORES ESPECÍFICOS","palavras_chave":"Economia criativa; Empreendedorismo feminino; Perfil; Setores criativos","resumo":"A economia criativa (EC) consolidou-se como um campo científico e estratégico que privilegia o capital intelectual e a inventividade como vetores primordiais do desenvolvimento urbano e econômico contemporâneo (Santos; Schmidt; Zen, 2018). Quando articulada ao empreendedorismo, a EC configura um ecossistema de atividades resultantes de profundas mutações socioeconômicas e culturais. Tais transformações catalisaram a emergência de modelos de negócios disruptivos e paradigmas inovadores na oferta de serviços e na manufatura de produtos (Ferreira; Lima; Lins, 2019).\r\nNesse cenário, observa-se que o Estado contemporâneo monitora uma dinâmica econômica global marcada pela transição estrutural da mecanização e da produção industrial em larga escala para a proeminência dos setores criativos (Ferreira; Lima; Lins, 2019).\r\nO empreendedorismo é compreendido como uma práxis ou processo voltado à identificação e resolução de lacunas complexas nas dimensões social, cultural e ambiental. Sob essa ótica, o perfil do empreendedor contemporâneo é caracterizado pela propensão ao risco e pela capacidade criativa, competências essenciais para a proposição de alternativas viáveis diante dos desafios mercadológicos (Ramos; Valdisser, 2019).\r\nA Economia Criativa estabelece-se, portanto, como um domínio onde a comercialização de bens e serviços fundamenta-se na conversão de ideias em ativos de valor econômico. Esta vertente, intrinsecamente ligada ao espírito empreendedor, expandiu seu escopo de atuação para abranger uma multiplicidade de setores, incluindo: “[...] pesquisa e desenvolvimento, publicação, software, televisão e rádio, design, música, cinema, brinquedos e jogos, propaganda, arquitetura, artes performáticas, artesanato, jogos eletrônicos, moda e arte” (Gallas et al., 2019, p. 177).\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nECONOMIA CRIATIVA\r\nA definição de Economia Criativa apresentada  na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) aponta que Economia Criativa é uma opção de desenvolvimento  viável – trata de forma ampla o novo segmento, cujo principal alicerce para o alcance dos  efeitos de inovação e desenvolvimento seria por meio da criatividade. Logo, a nova economia  é tida como uma [...] força da economia contemporânea  e no entendimento de que os desenvolvimentos culturais e econômicos não  se dão de forma isolada, mas integrada  como parte de um amplo processo de  desenvolvimento sustentável. A Economia Criativa incorpora aspectos econômicos, culturais e sociais, interagindo  com a tecnologia, a propriedade intelectual e o turismo. (Unctad, 2012)  Nesse sentido, podemos considerar economia criativa como uma política que integra  e articula cultura e economia, tendo a criatividade como o principal motor para o desenvolvimento socioeconômico ambicionado. Assim,  através da criação de produtos e atividades culturais e criativas que tenham como suporte  a propriedade intelectual e as novas tecnologias de informação, estas utilizadas para aumentar a produtividade e a eficiência nas economias baseadas no conhecimento (Florida,  Mellander e King, 2015 apud Cauzzi e Valiati,  2016), espera-se alcançar a inovação (no sen tido de originalidade), o desenvolvimento sus tentável e a diversidade cultural, recursos que  vêm sendo considerados essenciais, em termos mundiais, para o fortalecimento de eco nomias locais.  Ao propor desenvolvimento econômico e cultural de forma conjunta, considerando que já não há dissociação entre essas duas dimensões, a economia criativa sugere uma forma de conexão à rede econômica global. Portanto, investir em atividades culturais e criativas visando à geração de emprego e renda seria uma forma viável de promover desenvolvimento em distintas localidades, considerando a crescente demanda por lazer e  entretenimento, além da emergência de cidades mais autônomas, capazes de lidar com os  desafios da contemporaneidade (Marx, 2006;  Losada, 2018), como a competitividade intercidades, o aumento do consumo cultural e turístico, entre outros. O Brasil apreciou a ideia, abraçando a causa e buscou meios de também passar a participar desse movimento, dessas novas perspectivas, sobretudo de crescimento econômico, tecnológico e de inovação, criando a secretaria de economia criativa que foi confirmada pelo decreto 7743, de 1o de junho de 2012, tendo como objetivo implementar a cultura estratégica nas políticas públicas de desenvolvimento do estado brasileiro, vislumbrando o desenvolvimento local e regional pela oferta de apoio aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros. (BRASIL, 2015) Em 2008 a UNESCO elencou vários benefícios da economia criativa, destacando desde criação de empregos, exportação, promoção e inclusão social passando pela diversidade cultural e desenvolvimento humano além do entrelaçamento entre economia, cultura e aspectos sociais, no que dizem respeito à propriedade intelectual e objetivos turísticos de um sistema econômico interligado a elementos macro e micro da economia perpassando o desenvolvimento da inovação (COSTA, 2011).\r\nAtualmente é possível visualizar que economia criativa compreende também áreas consideradas de responsabilidade política e de administração pública, tendo apoio moral e de inserção dessa prática na atividade pública, até com criação de ministério, priorizando departamentos especializados para lidar com as indústrias criativas. Incentivando também a academia, a interagir, investir na pesquisa, no enfoque de consultoria e de auxílio a comunidades que queiram participar, alavancar oportunidades de crescimento econômico, social e cultural, disponibilizando professores, pesquisadores da área, para estarem viabilizando acessos e promovendo ações que gere adesão e manutenção dessa nova ordem denominada economia criativa. (OLIVEIRA; ARAÚJO, 2013). A essência do distrito criativo se dá, basicamente pela transformação de regiões degradadas em que exista uma concentração de negócios e atividades criativas, em um ambiente atrativo em todos os períodos, tanto durante o dia como a noite, implementados por processo planejado, que possibilite tanto as opções de consumo, quanto a permanência de pessoas que exerçam funções criativas, engendrado em espaços que são locais de trabalho e outros que são de moradia. (TESTONI, 2016) A criatividade urbana é outra importante característica dessa cultura de economia criativa e promoção de distrito criativo, essa criatividade tem sua origem na diversidade entre aqueles que no distrito moram, trabalham e se divertem. Padrões de flexibilidade e tolerância em pequena escala resultam em renovação e modernização urbana, enquanto a inovação e a transformação surgem da heterogeneidade nos diversos setores da economia e da sociedade. Dessa forma, emerge uma atmosfera nos distritos criativos para as expressões humanas e o surgimento de novas ideias, transcendentes e que possui um caráter de acolhimento, que divergem de estilos organizacionais comuns. (TESTONI, 2016)\r\nEMPREENDEDORISMO\r\nO empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem para identificar problemas e/ou oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo para a sociedade. Indo além de um negócio, podendo ser um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças e impacto positivo para as pessoas (BUENO, 2019). Dornelas (2018, p. 22) enfatiza o empreendedorismo voltado para o lado empresarial, citando que este “[…] “é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita implementação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso”. Esta é a visão mais difundida e ressaltada também por Hisrich, Peters e Sheapherd (2009, p. 30) que escrevem que o empreendedorismo é “[...] o processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação e independência financeira e pessoal”. \r\nAtualmente, são várias as ramificações ou área nas quais o empreendedorismo permeia surgindo assim o empreendedorismo social, cultural, acadêmico, digital, governamental, entre outros, além do empreendedorismo corporativo ou o intraempreendedorismo. A figura central do processo empreendedor é o próprio empreendedor, que segundo Filion (2000) tem uma forma particular de perceber o que está ocorrendo em um setor específico. O empreendedor acumula conhecimentos, tem atitudes, comportamentos, formas de perceber o mundo e a si, desenvolve atividades que envolvem risco, tem capacidade de inovar, de ser perseverante e de conviver com a incerteza (DOLABELA, 2008). \r\nO espírito empreendedor é uma característica distinta de cada indivíduo, que pode ao longo da vida aprender a empreender, porque o empreendedorismo é um comportamento e não um traço de personalidade (DRUCKER, 2016). Pradhan e Nath (2012) distinguem duas dimensões que podem caracterizar o empreendedor, a necessidade de realização que já foi estudada por McClelland (1965), e o lócus de controle que é a percepção de controle sobre os acontecimentos da vida, tanto de cunho interno – eventos de sua vida, e externo, como sorte e destino. Para McClelland (1972), o desejo do empreendedor de realizar algo significa a vontade de superação e de se diferenciar, e isso resultava muitas vezes numa atividade econômica. \r\nO empreendedorismo muitas vezes está associado ao termo inovação. Na visão de Schumpeter (1982), a inovação está relacionada com seu conceito de destruição criadora, com mudanças em larga escala ou pequena escala, de forma radical ou incremental, que impactam significativamente as estruturas da indústria e do mercado. Ao longo do tempo, os conceitos de inovação foram sendo modificados e permearam diferentes áreas, passando pelo “[…] artístico, científico, tecnológico, organizacional, cultural, social ou individual” (GODIN, 2008, p. 43). \r\nUm dos conceitos mais utilizados de inovação é o Manual de Oslo, neste inovação é a “[...] é a introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado, no que se refere às suas características ou usos previstos, ou ainda, à implementação de métodos ou processos de produção, distribuição, marketing ou organizacionais novos ou significativamente melhorados” (ORGANIZATION FOR ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT, 2018, p. 32). Há diferentes modelos de inovação relacionados a gestão como os apresentados por Rothwell (1994), Marinova e Phillimore (2003), Tidd (2006), Berkhout et al (2006), Bochm e Frederick (2010).\r\nO termo gestão, por sua vez, é muitas vezes utilizado como sinônimo de administração, embora possuam estruturas diferentes, ambos vêm do latim, e não há um consenso entre os autores sobre o tema (DIAS, 2002). Esta utilização pode ser verificada na obra de Oliveira, Perez Júnior e Silva (2010, p. 123) que escrevem que gestão “[…] significa gerir, gerência, administração. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, visando atingir determinado objetivo”. \r\nNesta proposta gestão e administração serão utilizadas como sinônimas. Pereira (2001, p. 57) destaca que gestão “[…] caracteriza-se pela atuação em nível interno da empresa que procura otimizar as relações recursos-operações-produtos/serviços, considerando as variáveis dos ambientes externo e interno que impactam nas atividades da empresa, em seus aspectos operacionais, financeiros, econômicos e patrimoniais”. \r\nQuanto às ferramentas de gestão/administração tanto a literatura acadêmica quanto o pop management apresentam uma boa diversidade e uniformidade. Cita-se algumas que aparecem mais vezes citadas: Planejamento Estratégico, Análise SWOT/FOFA, Ciclo PDCA, Matriz BCG, Matriz GUT, Balanced Scorecard (BSC), Benchmarking, Matriz de causa e efeito/Ishikawa, Canvas, entre outras. \r\nA gestão pode ser exitosa se escolhida a ferramenta certa para o problema e momento vivido pela organização, ou pode apresentar falhas em seu processo. Falconi (2009) destaca pontos que contribuir para que ocorram falhas: a) metas erradas ou inadequada definição do problema; b) planos de ação falhos, por desconhecimento de métodos de análise ou falta de informações; c) execução incompleta e fora do tempo dos planos de ação; e d) ocorrência de circunstâncias fora de controle. \r\nMETODOLOGIA\r\nA presente investigação fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, delineamento que viabiliza a análise da subjetividade intrínseca a uma multiplicidade de vivências individuais e coletivas (Ramos; Valdisser, 2019). Quanto aos objetivos, a pesquisa assume caráter exploratório, visto que a produção de conhecimento científico acerca da economia criativa no contexto de Chapecó-SC ainda se encontra em estágio incipiente.\r\nA relevância do estudo reside na ascensão deste campo como indutor do desenvolvimento econômico, da promoção cultural, do fortalecimento do turismo e da salvaguarda de saberes empíricos regionais. Conforme o Ministério da Cultura (2024), o investimento na economia criativa atua simultaneamente no fomento à cultura e na dinamização econômica. Dados da Fundação Itaú (2023) corroboram essa perspectiva ao indicarem um crescimento de 4% nas vagas de emprego no setor, totalizando aproximadamente 7,8 milhões de postos de trabalho.\r\nA despeito de sua relevância, nota-se uma carência de estudos que sistematizem as atividades e o perfil dos empreendedores deste segmento. O presente estudo foca, especificamente, nos desafios enfrentados pelas mulheres empreendedoras em Chapecó. Espera-se que os resultados contribuam para a formulação de políticas públicas municipais e sirvam como subsídio informativo para o preparo de novos ingressantes no setor.\r\nA coleta de dados será realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, técnica que privilegia o acesso à subjetividade e ao aprofundamento das respostas dos interlocutores (Flick, 2013). As entrevistas serão conduzidas pela pesquisadora responsável, Prof.ª Dr.ª Débora Regina Schneider Locatelli, em local e data definidos pelas participantes. Mediante a anuência por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os diálogos serão gravados para posterior análise.\r\nO recrutamento das participantes ocorrerá entre os meses de janeiro e abril de 2025, via mensagens por aplicativos de comunicação (WhatsApp) e redes sociais (Instagram e Facebook).\r\nDada a ausência de registros oficiais estratificados por parte da Prefeitura Municipal de Chapecó — que relatou a inexistência de dados quantitativos ou bases de dados passíveis de segmentação por atividades criativas —, a definição da população torna-se complexa. Por conseguinte, adotar-se-á uma amostragem não probabilística por conveniência e técnica de \"bola de neve\" (indicação), somada à busca ativa em plataformas digitais.\r\nOs critérios de inclusão para as participantes são: a) Ser empreendedora em qualquer área vinculada à economia criativa (considerando a pluralidade de definições existentes no campo); b) Possuir idade superior a 18 anos; c) Manter sede do empreendimento no município de Chapecó-SC; d)\tAtuar na atividade há, no mínimo, um ano.\r\nO tamanho da amostra será determinado pelo critério de saturação teórica, ponto em que a coleta de novas informações deixa de aportar elementos inéditos à compreensão do fenômeno (Paiva Júnior; Souza Leão; Mello, 2011). Estima-se, preliminarmente, uma amostra composta por 20 a 30 entrevistadas.\r\nAs informações coletadas serão submetidas à Análise de Conteúdo e à Análise Léxica. A Análise de Conteúdo será operacionalizada por meio de categorias analíticas estabelecidas a posteriori, com base no aporte teórico construído na fase inicial da pesquisa.\r\nPara a análise léxica, utilizar-se-á o software livre IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). As entrevistas serão transcritas para a composição do corpus textual, sobre o qual serão processadas: Classificação Hierárquica Descendente (CHD); Análise Fatorial de Correspondência (AFC); e Análise de Similitude.\r\nApós a consolidação do relatório final, os resultados serão encaminhados por correio eletrônico às participantes. Os dados e resultados serão armazenados em meio eletrônico seguro por um período de cinco anos, sendo eliminados permanentemente após este intervalo, conforme as normas éticas de pesquisa.\r\nRISCOS\r\nOs riscos podem ser de diferentes naturezas. Há riscos quanto: não adesão das empreendedoras a pesquisa; perca dos dados por guarda inapropriada, falta de backup; desistência da bolsista; falta de apoio da IES da pesquisadora. Para os pesquisados pode ser que eles fiquem constrangidos com algumas perguntas por serem mais de cunho pessoal, causando desconforto, vergonha, estresse, aborrecimento, talvez alguma possibilidade de constrangimento e disponibilidade de tempo para responder ao instrumento. \r\nPara minimizar estes riscos, a pesquisadora deixa à vontade o/a pesquisado/a que não se sentir bem em responder alguma das perguntas que não a faça, podendo até mesmo solicitar o encerramento da entrevista a qualquer momento; o/a pesquisado/a pode perguntar/solicitar esclarecimentos à pesquisadora sobre a pesquisa e as questões que serão realizadas; todo o material será mantido confidencial e será utilizado apenas para fins científicos; o local da entrevista será escolhido pelo/a entrevistado/a, assim este será um ambiente já conhecido pela pessoa proporcionando maior conforto e tranquilidade; serão somente perguntados itens que estão diretamente relacionados aos objetivos da pesquisa; o nome do/a pesquisado/a não irá aparecer na pesquisa e nem nos bancos de dados. Além disso, será realizado backups dos dados em mais de um dispositivo e sem a identificação direta dos pesquisados. \r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\nComo resultados espera-se conhecer melhor as empreendedoras que desenvolvem atividades relacionadas a economia criativa em Chapecó-SC, para que isso possa auxiliar os entes públicos na elaboração de políticas públicas, além de poder auxiliar o setor a promover ações de aperfeiçoamento destas empreendedoras para que estejam mais habilitados para enfrentar as adversidades de suas atividades e melhorar seu desenvolvimento com geração de mais oportunidades de emprego e renda. \r\nPara as empreendedoras, os resultados poderão auxiliar a entender suas potencialidades e fragilidades e buscar melhorar sua performance nas suas atividades empreendedoras. \r\nAlém disso, espera-se que a pesquisa gerada possa servir de base e inspiração para outros estudos acadêmicos e científicos, contribuindo para o conhecimento do empreendedorismo relacionado à economia criativa e também o desenvolvimento econômico de Chapecó e da região.\t\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nACCO, M. No limiar do novo: desafios para o financiamento da economia criativa no Brasil. In: LEITÃO, C.; MACHADO, A. F. (eds.). Por um Brasil criativo: significados, desafios e perspectivas da economia criativa brasileira. Belo Horizonte: Código Editora, 2016. p. 149–214.\r\nBARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. \r\nBERKHOUT, A. J. et al. Innovating the innovation process, Int. J. Technology Management, 34 (3/4). p. 390-404, 2006. \r\nBOCHM, G., FREDERICK, L. J. Strategic innovation management in global industry networks. Asian Journal of Business Management, p.110-120, 2010. Disponível em: https://maxwellsci.com/print/ajbm/v2-110-120.pdf Acesso em: 10 fev. 2023\r\nBUENO, J. R. Mas afinal, o que é empreendedorismo? Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 27 nov. 2019. \r\nDIAS, E. de P. Conceitos de gestão e administração: uma revisão crítica. REA, v. 1., n. 1, 2002, p. 1-12. Disponível em: http://periodicos.unifacef.com.br/index.php/rea/article/view/160/16  Acesso em: 23 mar. 2023. \r\nDOLABELA, F. Oficina do empreendedor. Rio de Janeiro: Sextante, 2008 \r\nDORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018 \r\nDRUCKER, P. F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Cengage Learning, 2016. \r\nFALCONI, V. O verdadeiro poder. Nova Lima–MG: INDG, 2009.\r\nFerreira, J. A. F., Lima, T. G. de., & Lins, A. J. da C. C. (2019). Economia Criativa: uma análise sobre o crescimento do mercado das indústrias criativas. Comunicação & Inovação, PPGCOM/USCS, 20(42), jan.abr., 421.\r\nFILION, L. J. Empreendedorismo e gerenciamento: processos distintos, porém complementares. RAE Light, 7(4), p. 2–7. 2000. \r\nFlick, U. (2013). Introdução à metodologia de pesquisa: um guia para iniciantes. Uwe Flick: tradução: Magda Lopes: revisão técnica: Dirceu da Silva. Porto Alegre: Penso.\r\nGallas, J. C., Pimenta, A. A., Gonçalo, C. R., & Rodrigues, R. B. (2019). Economia Criativa e Inovação Social: uma análise a partir de uma comunidade de artesãos cearenses. Desenvolvimento em Questão, 17(49), out./dez.\r\nGODIN, B. Innovation: the history of a category. Working Paper nº1. Projet on the IntellectualHistory os Innovation. Polisch Academy os Science, Committeee for the Science, Warsan, Poland, p. 5-47, 2008. D\r\nHISRICH, R. D.; PETERS, M. P.; SHEAPHERD, D. A. Empreendedorismo. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. \r\nITAÚ CULTURAL. ECONOMIA CRIATIVA. 4º TRIMESTRE DE 2023: ANÁLISE SOBRE O MERCADO DE TRABALHO DA ECONOMIA CRIATIVA, FORMALIZAÇÃO E QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA/COR. \r\nLosada, A. F. (2018). De la retórica a la política: ¿Pueden las ciudades ganar trascendencia en las agendas globales? Opinión CIDOB. Barcelona, n. 556. Disponível em: https://proyectoallas.net/2018/11/13/de-la-retorica-a-la-politica-pueden-las-ciudades-ganar-trascendencia-en-las-agendas-globales/. Acesso em: 12 abr 2020.\r\nMARINOVA, D.; PHILLIMORE, J. Models of innovation. In: SHAVININA, L.V. (Org.) The international handbook on innovation. Oxford: Elsevier Science, 2003, parte II, cap.3. \r\nMCCLELLAND, D. C. MCCLELLAND, D. C. A sociedade competitiva: realização e progresso social. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1972. \r\n______. Toward a Theory of Motive Acquisition. The American Psychologist, 20, p. 321–333, 1965. Disponível em: https://doi.org/10.1037/h0022225  Acesso em: 10 fev. 2023.\r\nMINISTÉRIO DA CULTURA. Setor cultural impulsiona crescimento e geração de empregos no Brasil. Disponível em: <https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/setor-cultural-impulsiona-crescimento-e-geracao-de-empregos-no-brasil#:~:text=Uma%20pesquisa%20do%20Painel%20de,postos%20de%20trabalho%20no%20ano>. Acesso em: 6 out. 2024.\r\nOLIVEIRA, João Maria de; ARAUJO, Bruno Cesar de; Silva Leandro Valério. Panorama da economia criativa no Brasil. Texto para discussão, Rio de Janeiro: Ipea, outubro de 2013\r\nOLIVEIRA, L. M. de; PEREZ JÚNIOR, J. H.; SILVA, C. A. dos S. Controladoria estratégica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2010. \r\nORGANIZATION FOR ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT. Oslo Manual 2018: guidelines for collecting, reporting and using data on innovation. 4. ed. The Measurement of Scientific, Technological and Innovation Activities, OECD. Publishing, Paris/Eurostat, Luxembourg. \r\nPaiva Júnior, F. G. de, Leão, A. L. M. de S., & Mello, S. C. B. de. (2011). Validade e confiabilidade na pesquisa qualitativa em administração. Revista de Ciências da Administração, Florianópolis, 190209, dez. ISSN 21758077.\r\nPEREIRA, C. A. Ambiente, empresa, gestão e eficiência. In: CATELLI, Armando (Org.). Controladoria: uma abordagem da gestão econômica - GECON. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. \r\nPRADHAN, R. K., NATH, P. Perceptionof entrepreneurial orientation and emotional intelligence: a study on India’s future techno-managers. Global Business Review, 13, p. 89–108, 2012. \r\nRamos, K. de S., & Valdisser, C. R. (2019). Das Dificuldades Ao Sucesso: os caminhos tortuosos e cheios de obstáculos enfrentados por empreendedoras. Revista Gestão, Tecnologia e Ciências (GETEC), 8(20).\r\nROTHWELL, R. Towards the fifth generation innovation process, ‐generation innovation process, International Marketing Review, vol. 11, n. 1, p. 7-31, 1994. \r\nSantos, D. A. G. dos., Schmidt, V. K., & Zen, A. C. (2018). A Emergência de Um Ecossistema de Empreendedorismo: o caso do Armazém da Criatividade e a cidade de Caruaru, Pernambuco, Brasil. In: Desafios de empreendedoras na economia criativa periférica: um olhar interseccional 26° Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimento Inovadores (ANPROTEC), FortalezaCE.\r\nSCHUMPETER, J. A. A Teoria do Desenvolvimento Econômico: uma investigação sobre lucro, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1982. \r\nTESTONI, Beatriz Maria Vicente. O que são Distritos Criativos? Abr, 2018. Disponível em <http://via.ufsc.br/oquesaodistritoscriativos/ > Acesso em: 04/ nov. 2019\r\nTIDD, J. A review of innovation models. Imperaial College London, v. 16, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.13140/RG.2.2.30295.57762 Acesso em: 22 mar. 2023\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa de Economia e Desenvolvimento - GPED","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":21,"projeto_registro":"PES-2026-356","projeto_titulo":"Educação ambiental climática no ensino médio: diagnóstico, percepção e ações em uma escola pública de Realeza, Paraná-Brasil","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RYLANNEIVE LEONARDO PONTES TEIXEIRA","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"POLÍTICA E PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAIS","palavras_chave":"Ação climática na educação; Educação ambiental crítica; Protagonismo juvenil; Questões socioambientais; Sustentabilidade","resumo":"Contextualização\r\nAs mudanças climáticas, como consequência do aquecimento global da terra (IPCC, 2021), geram impactos socioambientais (eventos extremos, aumento do nível do mar, perda da biodiversidade etc.), afetando, especialmente, territórios e grupos sociais mais vulneráveis, mesmo em um contexto no qual não são os principais responsáveis pelas emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), que aceleram o aquecimento global. Essa realidade é corroborada por meio da literatura científica sobre (in)justiça climática (Cartier et al., 2009; Martinez-Alier et al., 2016; Torres et al., 2020). \r\nEntre os grupos mais vulnerabilizados aos impactos climáticos, estão os jovens (Sanson; Van Hoorn; Burke, 2019). Frente ao cenário de resolução ou atenuação dos desafios e problemas impostos localmente pelas mudanças climáticas, a educação é um caminho potencial no processo de aprendizagem sobre as causas e ameaças dessas mudanças (Sharma, 2012), contribuindo para o empoderamento de crianças e adolescentes frente à problemática climática e suas injustiças socioambientais. No Brasil, em 2024, mais de 1 milhão de crianças foram atingidas por interrupções de aulas em virtude das recorrentes enchentes nos territórios locais do país, oriundas desses eventos climáticos extremos (UNICEF, 2025), demonstrando o quão importante e urgente é a educação infantil e juvenil enquanto ferramenta de adaptação e resiliência às mudanças climáticas e seus impactos. \r\nNa cidade de Jaboatão dos Guararapes, no estado de Pernambuco (PE), por exemplo, a educação e o letramento climáticos foram essenciais na proteção de uma situação de desastre socioambiental resultante de eventos climáticos extremos de chuvas (Agência Publica, 2024). Em um contexto no qual as mudanças climáticas têm gerado riscos e impactos, desencadeando ou ampliando vulnerabilidades, desigualdades e injustiças socioambientais e climáticas, educadores/as enfrentam desafios, obstáculos e lacunas de conhecimentos para inclusão do tema em suas aulas de modo particular e nas atividades do espaço escolar em geral. \r\nCabe destacar que o ensino atual nas escolas públicas, por exemplo, brasileiras aborda, geralmente, as mudanças climáticas a partir de um enfoque globalizador, sem aproximação com as realidades locais através de exemplos e conteúdos localizados da realidade em que os/as estudantes se encontram. Por isso, o ensino sobre mudanças climáticas necessita ser apropriado de forma atrelada ao contexto vivenciado pelos/as estudantes (Ramos, 2013), permitindo que estejam aptos/as a relacionar o conhecimento sobre o território e as possíveis implicações das mudanças climáticas sobre suas vidas. Assim, as escolas são o epicentro de transformações socioambientais e locais, em que conteúdos e temas como mudanças climáticas e justiça climática precisam estar no cotidiano dessas escolas e suas situações de ensino-aprendizagem (Vendrametto; Grandisoli; Jacobi, 2019), com capacidade de construir valores sociais e éticos, e conhecimentos e competências voltados às ações de prevenção, mitigação, adaptação e resiliência diante das mudanças climáticas (Brasil, 2024). \r\nNesse contexto, o tema das mudanças climáticas ganhou mais atenção nas escolas e, mais precisamente, no seu ensino de forma mais recente por meio da Lei nº 14.926, de 17 de julho de 2024, que assegura a atenção à problemática climática e suas interfaces no ensino escolar ao alterar a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que, por sua vez, regulamenta a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) (Brasil, 2024). De modo mais efetivo, as alterações para incorporação da problemática das mudanças climáticas ao ensino em escolas brasileiras começaram a partir do ano de 2025, visando a promoção de discussões sobre os temas da crise climática, da biodiversidade, e da mitigação e adaptação climáticas (Brasil, 2024). Os conhecimentos e as competências que devem ser alcançados por estudantes de escolas públicas e particulares de educação básica são descritos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (Brasil, 2018). \r\nO cenário apresentado sobre a educação ambiental climática no ensino das escolas brasileiras demonstra relevância e necessidade deste subprojeto de Iniciação Científica no Ensino Médio, fomentando e ampliando o debate sobre o tema, especialmente em escolas públicas brasileiras que já vivenciam uma série de obstáculos e lacunas no seu ensino. Com isso, buscando despertar a prática de iniciação científica em alunos/as do ensino médio ao discutir e debater temas atuais como mudanças climáticas. No estado, a iniciativa de criação do Programa de Enfrentamento à Crise e Emergência Climática nas Escolas é fortalecida por meio dos deputados estaduais Alexandre Curi e Gugu Bueno, que protocolaram um PL abrangendo as escolas das redes pública e privada de ensino do estado, visando adaptações estruturais, protocolos de emergência e inclusão do tema das mudanças climáticas nos currículos (ALEP, 2026). No âmbito do Paraná, será desenvolvido um estudo de caso de uma escola pública na cidade de Realeza, na região Sudoeste do estado, conforme detalhado a seguir na metodologia. \r\nPosto isso, e considerando que o tema dos saberes dos jovens sobre mudanças climáticas, fomentados pela escola e seus agentes, é fundamental e urgente para a construção de políticas públicas climáticas, este subprojeto se relaciona direta e intrinsecamente com o projeto de pesquisa guarda-chuva “Políticas públicas e governança para a sustentabilidade: mudanças climáticas, transição energética e agronegócio em territórios da mesorregião Sudoeste do Paraná, Brasil”. Com isso, contribuindo, especialmente, para subsidiar e atender o objetivo específico 5 do projeto guarda-chuva ao permitir a análise de como os saberes comunitários e locais, provenientes dos jovens da escola pública, são percebidos e incorporados na construção das políticas públicas climáticas. \r\n\r\nFundamentação teórico-conceitual\r\nA partir da contextualização supracitada, a fundamentação teórico-conceitual deste subprojeto se ancora, particularmente, no campo da educação ambiental e climática. No campo da educação ambiental, Paulo Freire, ainda não seja um educador ambiental, demonstra, em suas obras e seus escritos, a ligação da educação com a temática ambiental ao abordar sobre práxis, participação e diálogo, contextualização e consciência crítica. Nesse viés, a educação dialógica de Freire (1992), ao ser articulada com a questão ambiental, promove uma Educação Ambiental Crítica (EAC), perspectiva na qual se ancora esta proposta de Iniciação Científica.\r\nA EAC é uma abordagem pedagógica, política e social que busca transformar as relações entre sociedade e natureza, compreendendo as causas sociais, políticas e econômicas dos problemas ambientais, buscando superar as visões conservacionais e limitadas do ser humano deslocado do meio ambiente e vice-versa, contribuindo, assim, com uma formação cidadãos conscientes e engajados com a sustentabilidade (Antunes; Lehner; Ribeiro, 2025). A educação ambiental e suas interfaces devem estar presentes em todos os níveis e todas as modalidades de ensino, incluindo a educação básica (Brasil, 2016), não somente se configurando em uma disciplina de natureza obrigatória, mas que proporcionem espaços de discussões, debates e atividades de maneira interdisciplinar (Silva; Haetinger, 2012). \r\nEmbora a educação ambiental seja um tema importante e urgente, Sampaio e Silveira (2025) destacam que, por exemplo, a BNCC - enquanto um documento normativo e direcionador sobre os conhecimentos, as competências e as habilidades dos/as estudantes ao longo de toda sua escolaridade básica no contexto do Brasil (Brasil, 2018) - não traz a educação ambiental de forma central. Os autores falam que a BNCC reduz a educação ambiental a uma perspectiva superficial e transversal, sem problematizar e questionar as causas estruturais dos problemas, como as injustiças e desigualdades socioambientais. \r\nNo contexto das mudanças climáticas, a EAC tem um papel primordial ao buscar a superação da simples conscientização sobre as questões socioambientais, conforme a crítica de Nepomuceno et al. (2021). A EAC tem, portanto, um protagonismo frente às mudanças climáticas ao buscar a transformação social e ambiental, valorizando os saberes locais, estimulando a ação política coletiva, e engajando comunidades escolares na capacidade de mitigação, adaptação e resiliência às mudanças climáticas (Campelo et al., 2024). Cabe pontuar que, por mudanças climáticas, entende-se como um fenômeno natural de dimensão global, com particularidades regionais e locais, comumente associadas ao aumento da temperatura média e à maior recorrência de eventos extremos, e fortemente influenciadas por ações antropogênicas que emitem GEE de forma mais rápida (IPCC, 2021). \r\nEm virtude da urgência, do desafio e da complexidade da crise climática, Lopes et al. (2025) assinalam sobre a importância de avançar em uma abordagem mais integrada entre educação ambiental e educação climática, mencionado o que se chama “educação ambiental climática”. Esta perspectiva da educação se constitui hoje no Brasil por meio de 10 diretrizes, resultando de um processo participativo com colaboração de especialistas, gestores e sociedade civil (Trajber; Brianezi; Biasoli, 2023). Para as autoras, essas diretrizes são voltadas para a estruturação de ações educativas para enfrentar a emergência climática em múltiplas escalas, integrando ciência, cidadania e justiça social no contexto das mudanças climáticas, de modo que os cidadãos sejam capazes de promover mitigação e adaptação frente a essas mudanças. \r\nAo entender que o clima está dentro do contexto sistêmico do meio ambiente, a educação ambiental climática é empregada e apreendida como sendo o fio condutor em termos teórico-conceituais, metodológicos e analíticos deste subprojeto. Assim, seguindo as orientações do documento “Diretrizes da Educação Ambiental Climática”, elaborado pelo Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA) em 2023, a educação ambiental climática (ou educação ambiental para as mudanças climáticas) é compreendida como uma abordagem que entende a problemática climática de modo central dentro do contexto sistêmico do meio ambiente, promovendo a compreensão das causas e dos impactos das mudanças climáticas e, por outro lado, incentivando ações coletivas e territoriais, com foco em dimensões como justiça socioambiental, desigualdades de gênero e impactos em populações mais vulneráveis (Lopes et al., 2025). \r\nA educação ambiental climática apresenta, então, um caráter interdisciplinar e transversal no Brasil, integrando a PNEA e a BNCC - muito embora deveria ser um tema com um olhar longitudinal. Como afirmam Vianna et al. (2024), é uma ferramenta que precisa avançar, além de outras esferas, no ensino formal não somente com o objetivo de “informar” as crianças, os jovens e os adultos, mas também promover e favorecer a transição de uma reflexão para uma ação de fato, necessária e fundamental para lidar com as mudanças climáticas. Nesse sentido, a aprovação da Lei nº 14.926/2024 é uma forma de reconhecimento da emergência climática, colocando a educação como agente essencial no enfrentamento das mudanças climáticas a partir de um olhar interdisciplinar (Santos et al., 2025), e não transversal como a BNCC coloca, por exemplo, a educação ambiental, conforme criticado por Menezes e Miranda (2021). \r\nSantos et al. (2025) também salientam sobre a importância de que a implementação da educação ambiental para as mudanças climáticas aconteça de forma a transcender a sala de aula, envolvendo a comunidade como um todo e, assim, “saindo dos muros” das escolas, como se propõe, por exemplo, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável através de seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). De maneira especial, os ODS ligados à abordagem da educação ambiental climática são o 04 (Educação de qualidade), o 10 (Redução de desigualdades) e o 13 (Ação contra a mudança global do clima) (Lopes et al., 2025).\r\n\r\nMetodologia (materiais e métodos)\r\nCom base nesse aporte teórico-conceitual em torno da educação ambiental climática, a metodologia deste subprojeto de Iniciação Científica no Ensino Médio se utilizará, ancorando-se na abordagem qualitativa de pesquisa (Flick, 2009), de um estudo de caso (Yin, 2010) do Colégio Estadual Doze de Novembro, na cidade de Realeza/PR, para investigar, a partir desse contexto real, o fenômeno da educação ambiental climática em maior profundidade e em que medida é incorporado no âmbito da instituição escolar em questão. Para isso, visando atender o objetivo específico 1, será realizada uma análise documental (Lima Junior et al., 2021) a partir da BNCC, do Referencial Curricular do Paraná, do Projeto Político Pedagógico (PPP) e do currículo da escola, e de outros documentos norteadores que se fizerem necessários, entendendo se e como os temas socioambientais e climáticos estão inseridos nesses documentos. Esta análise se dará por meio da definição de categorias analíticas, como por exemplo, termos como “meio ambiente” ou “ambiente”, “educação ambiental”, “mudança climática” ou “clima” e “sustentabilidade”. \r\nPor sua vez, para atender o objetivo específico 2, será aplicado um questionário (Bastos et al., 2023), construído pelo/a bolsista sob a coordenação do professor-coordenador deste subprojeto, com questões objetivas e subjetivas, voltado para os/as estudantes da escola, visando investigar o conhecimento deles/as sobre as questões socioambientais e, mais especificamente, as mudanças climáticas e sua relação com o contexto local em que vivem. \r\nPor seu turno, com vistas a alcançar o objetivo específico 3, será realizado um mapeamento das ações socioambientais e de sustentabilidade que são desenvolvidos no contexto da escola, utilizando-se, para isso, de metodologia participativa baseada na Pesquisa-Ação Participante (Kindon, Pain, Kesby, 2007), de modo que os sujeitos da pesquisa, mediados pelo/a bolsista do projeto de Iniciação Científica sob a coordenação do professor-coordenador deste projeto e da professora-supervisora da escola, se envolvam ativamente com a problemática em questão. O intuito, além de identificar essas ações, é sensibilizar, de algum modo, os/as estudantes e demais atores da comunidade escolar em torno da proposição de ações pedagógicas para o campo da educação ambiental, mudanças climáticas e sustentabilidade. \r\nA análise dos dados coletados, conduzida pelo/a bolsista e supervisionada pelo professor-coordenador, será feita através da triangulação de métodos, ancorando-se nas ideias de Minayo et al. (2025) por ser uma estratégia de pesquisa que permite uma maior validade e profundidade da análise dos dados ao combinar diferentes métodos, teorias e conceitos, cruzando dados primários e secundários. Para realizar o tratamento dos dados, será empregada a análise temática enquanto técnica de análise, visto que permitirá uma compreensão e análise mais profunda ao identificar, analisar e relatar temas dos dados (Braun; Clarke, 2006). Com isso, serão estabelecidas categorias a partir de uma grade mista de análise (Lukosevicius; Soares, 2016), considerando os temas centrais do subprojeto. \r\n\r\nReferências \r\nAGÊNCIA PUBLICA. Eles salvaram vidas porque aprenderam sobre mudanças climáticas na escola. 27 fev. 2024. Disponível em: <https://apublica.org/2024/02/eles-salvaram-vidas-porque-aprenderam-sobre-mudancas-climaticas-na-escola/>. Acesso em: 28 mar. 2026. \r\nALEP. Assembleia Legislativa do Paraná. Proposta em trâmite na Assembleia prevê ações nas escolas para enfrentar mudanças e emergências climáticas. Paraná: 16 fev. 2026. Disponível em: <https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias/projeto-de-lei-propoe-acoes-para-enfrentar-mudancas-e-emergencias-climaticas-nas-escolas>. Acesso em: 03 abr. 2026. \r\nBASTOS, J. E. de S. et al. O Uso do Questionário como Ferramenta Metodológica: potencialidades e desafios. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 5, n. 3, p. 623-636, 2023.\r\nBRASIL. LEI Nº 14.926, DE 17 DE JULHO DE 2024. Altera a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, para assegurar atenção às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e vulnerabilidades a desastres socioambientais no âmbito da Política Nacional de Educação Ambiental. Casa Civil, 2024. Disponível em <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14926.htm>. Acesso em: 23 mar. 2026.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: <https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2026. \r\nBRASIL. PROJETO DE LEI N.º 5.604, DE 2016. Obriga a inclusão da disciplina de educação ambiental no currículo escolar. Câmara dos Deputados, 2016. Disponível em: <https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1472172&filename=Avulso%20PL%205604/2016#:~:text=O%20Congresso%20Nacional%20decreta%3A,educacional%20obrigat%C3%B3ria%20no%20curr%C3%ADculo%20escolar>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nBRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology. Qualitative research in psychology, v. 3, n. 2, p. 77-101, 2006. https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa\r\nCAMPELO, K. A. et al. Educação ambiental crítica e mudanças climáticas: repensando o papel do educador no contexto brasileiro. Caderno Pedagógico, v. 21, n. 12, p. e10341-e10341, 2024. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n12-069 \r\nCARTIER, R. et al. Vulnerabilidade social e risco ambiental: uma abordagem metodológica para avaliação de injustiça ambiental. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 12, p. 2695-2704, 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2009001200016\r\nFLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução Joice Elias Costa – 3ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2009. 405 p.\r\nFREIRE, P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. São Paulo: Cortez, 1992.\r\nIPCC. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Summary for Policymakers. In: MASSON-DELMOTTE, V. et al. (eds.). Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, p. 3-32, 2021. https://doi.org/10.1017/9781009157896.001\r\nLIMA JUNIOR, E. B. et al. Análise documental como percurso metodológico na pesquisa qualitativa. Cadernos da FUCAMP, v. 20, n. 44, 2021.\r\nKINDON, S.; PAIN, R.; KESBY, M. Participatory Action Research Approaches and Methods. 1st Edition. Londres: Routledge, 288 p. https://doi.org/10.4324/9780203933671\r\nLOPES, M. M. et al. EDUCAÇÃO AMBIENTAL CLIMÁTICA: ANÁLISE DAS DIRETRIZES PARA O ENFRENTAMENTO DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA NO BRASIL. Revista Ensino, Educação & Ciências Exatas, v. 7, n. Edição Especial, 2025. \r\nLUKOSEVICIUS, A. P.; SOARES, C. A. P. Análise de conteúdo em pesquisas sobre gerenciamento de projetos. In: Anais do Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade, v. 5, p. 1-16, 2016. Disponível em: <https://www.singep.org.br/5singep/resultado/435.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2026.\r\nMARTINEZ-ALIER, J. et al. Is there a global environmental justice movement?.The Journal of Peasant Studies, v. 43, n. 3, p. 731-755, 2016. DOI: https://doi.org/10.1080/03066150.2016.1141198\r\nMENEZES, G. D. O.; MIRANDA, M. A. M. O lugar da educação ambiental na nova base nacional comum curricular para o ensino médio. Educação Ambiental em Ação, v. XXI, n. 75, 8 jun. 2021. \r\nMINAYO, M. C. S. et al. Métodos, técnicas e relações em triangulação. In. MINAYO, M. C. S.; ASSIS, S. G. de; SOUZA, E. R. de. (Orgs). Avaliação por triangulação de métodos: abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro; Editora Fiocruz, 2005, p.71-104.\r\nNEPOMUCENO, A. L. de O. et al. O não lugar da formação ambiental na educação básica: reflexões à luz da BNCC e da BNC-formação. Educação em Revista, v. 37, p. e26552, 2021. http://dx.doi.org/10.1590/0102-469826552 \r\nRAMOS, D. K. A aprendizagem colaborativa e a educação problematizadora para um enfoque globalizador. Cadernos de Pedagogia, São Carlos, v. 6, n. 12, p. 105-115, 2013. \r\nRIBEIRO, L. G. G.; ANTUNES, C. A.; LEHNER, H. L.. Educação ambiental crítica e formação para sustentabilidade na educação básica. Revista de Direito Ambiental e Socioambientalismo, v. 10, n. 2, 2024. https://doi.org/10.26668/IndexLawJournals/2525-9628/2024.v10i2.10926 \r\nSAMPAIO, J. S. T.; SILVEIRA, A. P. Educação ambiental crítica com abordagem investigativa: uma experiência emancipadora no ensino de problemas ambientais. Revista Diálogo Educacional, v. 25, n. 86, p. 1276-1293, 2025. https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.086.DS10 \r\nSANSON, A.V.; VAN HOORN, J.; BURKE, S. E. Responding to the impacts of the climate crisis on children and youth. Child Development Perspectives, v. 13, n. 4, p. 201-207, 2019. https://doi.org/10.1111/cdep.12342\r\nSANTOS, A. N. S. dos et al.EMERGÊNCIA CLIMÁTICA E EDUCAÇÃO–IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE E A TRANSFORMAÇÃO DO CURRÍCULO ESCOLAR PELA LEI 14.926 DE 2024. ARACÊ, v. 7, n. 1, p. 2379-2400, 2025. https://doi.org/10.56238/arev7n1-144\r\nSHARMA, A. Global climate change: What has science education got to do with it?. Science & Education, v. 21, n. 1, p. 33-53, 2012. 10.1007/s11191-011-9372-1 \r\nSILVA, A. da; HAETINGER, C. Educação ambiental no ensino superior–O Conhecimento a Favor da Qualidade de Vida e da Conscientização Socioambiental. Revista Contexto & Saúde, v. 12, n. 23, p. 34-40, 2012. https://doi.org/10.21527/2176-7114.2012.23.34-40 \r\nTORRES, P. H. C. et al. Is the Brazilian national climate change adaptation plan addressing inequality? Climate and environmental justice in a global south perspective. Environmental Justice, v. 13, n. 2, p. 42-46, 2020. https://doi.org/10.1089/env.2019.0043\r\nTRAJBER, R.; BRIANEZI, T.; BIASOLI, S. Diretrizes de Educação Ambiental Climática. São Carlos-SP: FUNBEA, Instituto Clima e Sociedade e Cemaden, 2023. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/16PwYNoPo_S8zDp1KY3qCfgUVeMi0H7xx/view>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nUNICEF. Fundo das Nações Unidas para a Infância. Learning interrupted: Global snapshot of climate-related school disruptions in 2024. Jan. 2025. Disponível em: <https://www.unicef.org/reports/learning-interrupted-global-snapshot-2024>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nVENDRAMETTO, L; GRANDISOLI, E.; JACOBI, P. R. Educação e Clima. In: JACOBI, P. R.; TRANI, E. (orgs.). Planejando o Futuro Hoje: ODS 13, Adaptação e Mudanças Climáticas em São Paulo. São Paulo: IEE-USP, 2019, p. 67-70. Disponível em: <https://repositorio.fgv.br/server/api/core/bitstreams/4dfb5c08-d298-4419-9f32-f49066520ed9/content>. Acesso em: 01 abr. 2026. \r\nVIANNA, D. et al. Educação climática: guia prático para famílias e educadores. Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados, 2024. https://doi.org/10.11606/9786501221847 \r\nYIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos / Robert K. Yin; trad. Daniel Grassi. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.\r\n\r\nResultados esperados\r\nA partir dos objetivos e das metodologias que foram apresentados, os resultados esperados, com este subprojeto de Iniciação Científica no Ensino Médio, estão divididos em três frentes principais. A primeira delas é em termos acadêmicos e científicos, contribuindo para o campo do conhecimento científico da educação ambiental crítica, das mudanças climáticas e da sustentabilidade ao (i) diagnosticar como esses temas estão presentes em documentos norteadores da educação no Brasil a partir do caso da escola analisada; (ii) perceber como a questão socioambiental e climática é apreendida pelos/as estudantes da escola; e (iii) identificar as ações socioambientais e de sustentabilidade já desenvolvidas pela instituição escolar, bem como as que podem ser projetadas e propostas. \r\nOutra frente se refere a uma perspectiva didático-pedagógica, enfatizando o papel do/a bolsista, com resultados esperados relacionados (i) ao desenvolvimento de sua capacidade crítico-reflexiva e analítica acerca de problemas contemporâneos; e (ii) à articulação da teoria do seu dia a dia em sala de aula com a prática por meio de um projeto de Iniciação Científica e sua atuação enquanto pesquisador iniciante. A terceira e última frente dos resultados esperados é relativa a uma dimensão de disseminação e impacto na sociedade: (i) apresentação dos resultados para a comunidade escolar, a universidade e a sociedade em geral; (ii) publicação de artigo científico a partir dos resultados obtidos, sob a autoria do professor-coordenador, do/a bolsista e da professora supervisora da escola (e outros possíveis sujeitos envolvidos com a pesquisa); e (iii) desenvolvimento e/ou fortalecimento das ações socioambientais e de sustentabilidade da escola voltadas para a educação ambiental climática. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Políticas Públicas, Governança e Sustentabilidade (GPPS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":22,"projeto_registro":"PES-2026-355","projeto_titulo":"Arduino e impressão 3D no desenvolvimento de materiais didáticos para o ensino de Ciências e Matemática","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ANDRESA FREITAS","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"Baixo custo; Impressão 3D; Materiais didáticos; Plataforma Arduino","resumo":"Este projeto propõe o uso da plataforma Arduino e da manufatura aditiva através de impressão 3D, para desenvolver experimentos e modelos didáticos que descrevam fenômenos de Ciências e Matemática e que possam ser utilizados para o ensino destas áreas. A utilização dessas tecnologias permitirá a criação de dispositivos interativos e de baixo custo, os quais poderão ser empregados em atividades práticas para o ensino e aprendizagem de conceitos de Ciências e Matemática, mesmo no caso de escolas que não contam com laboratórios didáticos. Além disso, a criação de experimentos e modelos físicos acessíveis e de fácil replicação pode beneficiar não apenas os alunos, mas também educadores, promovendo uma abordagem mais prática e inovadora para o ensino de Ciências e Matemática.\r\n\r\nFundamentação Teórica:\r\nEstudos demonstram que a utilização de tecnologias de robótica no ensino pode aumentar o engajamento dos alunos e facilitar a compreensão de conceitos abstratos (Benitti, 2012). Da mesma forma, a impressão 3D tem sido reconhecida como uma ferramenta poderosa para a criação de modelos didáticos e experimentos práticos (Romeiro et al., 2019). \r\nPlataformas como o Arduino permitem a construção de dispositivos eletrônicos acessíveis e customizáveis, enquanto a impressão 3D possibilita a fabricação de modelos físicos personalizados com\r\ncusto baixo. Essas tecnologias são fundamentadas em princípios que enfatizam a importância da construção ativa do conhecimento pelo aluno (Piaget, 1970). A aprendizagem baseada em projetos, onde os alunos são desafiados a resolver problemas reais, também é incentivada, promovendo o desenvolvimento de habilidades cognitivas e técnicas (Thomas, 2000).\r\nAlém disso, a utilização de tecnologias emergentes no ensino pode contribuir para a formação de uma nova geração de estudantes mais familiarizados com os avanços tecnológicos e preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo (Arocena et al., 2022). \r\n\r\nMetodologia:\r\n1) Revisão da literatura sobre o uso da plataforma Arduino e impressão 3D no ensino de Ciências e Matemática.\r\n2) Utilização de softwares de modelagem 3D para projetar peças e modelos. Impressão das peças em 3D.\r\n3) Desenvolvimento de códigos para os Arduinos, visando controlar os dispositivos de forma interativa e didática.\r\n4) Construção dos materiais didáticos, integrando as peças impressas (quando necessário) e os componentes eletrônicos.\r\n\r\nResultados Esperados:\r\n1) Desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e de fácil replicação.\r\n2) Contribuição para o aprimoramento do ensino de Ciências e Matemática, tornando-o mais prático e motivador.\r\n3) Produção de materiais escritos que possam divulgar o trabalho.\r\n4) Estímulo ao interesse dos estudantes por Ciências e Matemática, promovendo uma abordagem mais tecnológica.\r\nEspera-se que este projeto contribua significativamente para a melhoria do ensino de Ciências e Matemática, especialmente em ambientes onde recursos financeiros são limitados. Além disso, a integração de tecnologias como a plataforma Arduino e a impressão 3D pode servir de inspiração para a adoção de práticas inovadoras em outras áreas do conhecimento.\r\n\r\nReferências:\r\nBenitti, F. B. V. Exploring the educational potential of robotics in schools: A systematic review. Computers & Education, 58(3), 978-988, 2012.\r\nRomeiro, N. C. et al., Impressão 3D de peças anatômicas escaneadas como ferramenta de educação. In: 9th Information Design International Conference, 2019.\r\nPiaget, J. Science of Education and the Psychology of the Child. Orion Press, 1970.\r\nThomas, J. W. A review of research on project-based learning. Autodesk Foundation, 2000.\r\nArocena, I. et al., Robotics and Education: A Systematic Review. TEM Journal, 11(1), 379-387.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ensino de Ciências e Matemática - GIPECM","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":23,"projeto_registro":"PES-2026-354","projeto_titulo":"Avaliação progressiva do raciocínio clínico em acadêmicos de enfermagem: análise comparativa entre os componentes curriculares Fundamentos de Enfermagem A e B","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JULIA VALERIA DE OLIVEIRA VARGAS BITENCOURT","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Enfermagem; Formação Acadêmica; Julgamento clínico","resumo":"O raciocínio clínico é competência essencial para a prática profissional do enfermeiro, especialmente na aplicação do Processo de Enfermagem. Tradicionalmente, as avaliações no ensino superior têm caráter somativo, limitando-se à verificação pontual do desempenho. Este estudo tem como objetivo analisar se as avaliações realizadas nos componentes curriculares Fundamentos Anatomofisiológicos para o Cuidado de Enfermagem A e B demonstram evolução do raciocínio clínico dos estudantes ao longo do processo avaliativo. Trata-se de um estudo longitudinal, com abordagem quantitativa, a ser desenvolvido no curso de Enfermagem da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó. Participarão acadêmicos matriculados nos referidos componentes. A coleta de dados ocorrerá por meio da análise dos instrumentos avaliativos aplicados (provas, estudos de caso, simulações) e, complementarmente, da aplicação adaptada da Lasater Clinical Judgment Rubric (LCJR). Serão analisadas variáveis como desempenho nas avaliações, indicadores de raciocínio clínico (interpretação, tomada de decisão, priorização) e evolução intra e entre componentes. Os dados serão tratados por estatística descritiva e testes de comparação. Espera-se evidenciar se há evolução do raciocínio clínico entre Fundamentos A e B, identificar fragilidades e potencialidades nas estratégias avaliativas, subsidiar melhorias no processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a consolidação de avaliações progressivas no curso. O estudo respeitará as diretrizes éticas da Resolução CNS nº 466/12. \r\n ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Popular e Formação em Saúde e Enfermagem (EDUFES)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":24,"projeto_registro":"PES-2026-353","projeto_titulo":"REGULAMENTAÇÃO DA CANNABIS MEDICINAL NO BRASIL E SEUS IMPACTOS SOBRE A EQUIDADE DE ACESSO NO SUS","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARIA ENEIDA DE ALMEIDA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Cannabis sativa; Equidade; Regulamentação; Saúde Coletiva; SUS","resumo":"RESUMO\r\nA Saúde Coletiva constitui um campo interdisciplinar dedicado à análise dos processos de saúde e doença a partir de suas determinações sociais, políticas e econômicas, orientando-se pela defesa da saúde como direito e pela formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades em saúde. No Brasil, esses princípios estruturam o Sistema Único de Saúde (SUS), fundamentado na universalidade, integralidade e equidade do acesso aos serviços de saúde. Nesse contexto, o debate sobre o uso terapêutico da Cannabis sativa tem ganhado crescente relevância no campo da saúde pública, em razão das evidências científicas que indicam seu potencial terapêutico no tratamento de diferentes condições clínicas, como epilepsias refratárias, dor crônica e espasticidade associada a doenças neurológicas. No Brasil, a regulamentação da cannabis medicinal tem avançado gradualmente por meio de normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), culminando na publicação da RDC nº 1.013/2026, que estabelece critérios para o cultivo da planta com fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos. Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre a regulamentação da cannabis medicinal e os princípios de equidade no acesso à saúde no âmbito do SUS. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e analítico, baseada em revisão bibliográfica e análise documental de produções científicas e normativas sanitárias relacionadas ao tema. Espera-se que a pesquisa contribua para o debate sobre a institucionalização da cannabis medicinal no Brasil, discutindo os impactos da regulamentação sanitária na organização das políticas públicas de saúde e nas possibilidades de ampliação do acesso a terapias baseadas em cannabis no sistema público de saúde.\r\n\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nA Saúde Coletiva constitui um campo interdisciplinar que busca compreender os processos de saúde e doença a partir de suas determinações sociais, políticas e econômicas, orientando-se pela defesa da saúde como direito e pela construção de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades em saúde. No Brasil, essa perspectiva fundamenta os princípios de universalidade, integralidade e equidade que estruturam o Sistema Único de Saúde (SUS), concebido como um sistema público destinado a garantir o acesso universal às ações e serviços de saúde (PAIM, 2008).\r\nNesse contexto, o debate sobre o uso terapêutico da Cannabis sativa tem adquirido crescente relevância no campo da saúde pública. Evidências científicas acumuladas nas últimas décadas indicam o potencial terapêutico de derivados da cannabis no tratamento de diferentes condições clínicas, como AUTISMO, epilepsias, dores crônicas, espasticidade associada a doenças neurológicas e náuseas relacionadas a tratamentos oncológicos (CARLINI et al., 2001; WHO, 2019). Entretanto, o acesso a esses tratamentos permanece marcado por barreiras regulatórias, custos elevados e desigualdades sociais, o que suscita importantes reflexões no campo da Saúde Coletiva sobre o direito à saúde e a justiça sanitária.\r\nNo Brasil, a regulamentação da cannabis medicinal tem se desenvolvido de forma gradual, principalmente por meio de normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Inicialmente, a regulamentação concentrou-se na autorização para importação excepcional de produtos à base de cannabis e na prescrição médica em situações específicas. Posteriormente, novas normativas passaram a estabelecer critérios para a fabricação, comercialização e controle sanitário desses produtos.\r\nEm 2026, esse processo regulatório avançou com a publicação da RDC nº 1.013/2026, que instituiu regras para o cultivo da cannabis com fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos no Brasil. A resolução estabelece que o cultivo da planta poderá ser realizado apenas por pessoas jurídicas previamente autorizadas pela autoridade sanitária, mediante concessão de Autorização Especial e cumprimento de requisitos rigorosos de controle, rastreabilidade e segurança sanitária. A norma também define limites para o teor de tetrahidrocanabinol (THC), estabelecendo parâmetros técnicos para a produção destinada à fabricação de medicamentos e insumos farmacêuticos. Além disso, determina que as atividades de cultivo e produção estejam sujeitas a inspeções sanitárias e a mecanismos de monitoramento contínuo por parte das autoridades regulatórias.\r\nDo ponto de vista da Saúde Coletiva, a publicação da RDC nº 1.013/2026 representa um marco relevante na institucionalização da cannabis medicinal no país, ao substituir parcialmente a dependência de decisões judiciais isoladas por um modelo regulatório sanitário estruturado. A resolução também responde a uma determinação do Poder Judiciário que reconheceu a possibilidade do cultivo da cannabis para fins medicinais vinculados à proteção do direito à saúde, reforçando a dimensão jurídica e política do debate sobre o acesso a esses tratamentos.\r\nEmbora a regulamentação represente um avanço institucional, ela também evidencia desafios importantes relacionados à equidade no acesso às terapias baseadas em cannabis. A exigência de autorizações específicas, a centralização da produção em instituições habilitadas e os custos associados à produção e à comercialização podem limitar o acesso de determinados grupos sociais, especialmente aqueles em contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Nesse cenário, a discussão sobre cannabis medicinal ultrapassa a dimensão biomédica e passa a envolver questões relacionadas à organização do sistema de saúde, à regulação sanitária e à garantia do direito à saúde.\r\nAutores do campo da saúde pública, como Jairnilson Silva Paim, ressaltam que a efetivação dos princípios do SUS exige a formulação de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades no acesso a tecnologias e tratamentos em saúde. Assim, a incorporação de medicamentos derivados da cannabis no sistema público de saúde demanda a construção de estratégias regulatórias e assistenciais que considerem não apenas os aspectos técnicos e científicos, mas também os princípios de justiça social e equidade.\r\nNesse sentido, a articulação entre regulamentação sanitária, produção de medicamentos e políticas públicas de saúde torna-se fundamental para garantir que os potenciais benefícios terapêuticos da Cannabis sativa sejam efetivamente acessíveis à população. A partir da perspectiva da Saúde Coletiva, a regulamentação da cannabis medicinal deve ser analisada como parte de um processo mais amplo de construção de políticas de saúde orientadas pelo direito à saúde, pela redução das desigualdades e pela ampliação das possibilidades terapêuticas no âmbito do Sistema Único de Saúde.\r\nDessa forma, a análise da relação entre Saúde Coletiva, regulamentação da Cannabis sativa e equidade no Sistema Único de Saúde permite compreender como a formulação de marcos regulatórios, como a RDC nº 1.013/2026, pode influenciar a organização do cuidado em saúde, a produção de medicamentos e o acesso da população a novas tecnologias terapêuticas, contribuindo para o debate sobre a construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.\r\n\r\nMETODOLOGIA (Materiais e Métodos)\r\n\r\nA presente pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo, de natureza exploratória e analítica, inserido no campo da Saúde Coletiva, orientado pela perspectiva crítica das políticas públicas de saúde e da regulação sanitária, conforme discutido por Jairnilson Silva Paim.\r\nO estudo será conduzido por meio de duas estratégias metodológicas complementares: revisão bibliográfica estruturada e análise documental normativa, possibilitando uma compreensão integrada entre a produção científica e os marcos regulatórios relacionados à cannabis medicinal no Brasil.\r\nA relevância contemporânea desta investigação se fundamenta no recente processo de reestruturação regulatória promovido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), especialmente a partir da publicação das Resoluções da Diretoria Colegiada nº 1.012/2026 e nº 1.013/2026, que instituem, respectivamente, diretrizes para o cultivo de cannabis para fins científicos e medicinais no país, configurando um novo arcabouço regulatório nacional. \r\nA revisão bibliográfica será realizada de forma sistematizada, com o objetivo de identificar evidências e debates contemporâneos sobre cannabis medicinal, regulação sanitária, acesso a medicamentos e equidade em saúde. Serão consultadas as bases de dados SciELO, PubMed e Google Scholar, considerando publicações no período de 2015 a 2026, de modo a contemplar a fase recente de avanço regulatório da cannabis medicinal no Brasil e no cenário internacional.\r\nA estratégia de busca será elaborada a partir de descritores controlados (DeCS/MeSH) e palavras-chave livres, combinados por operadores booleanos, incluindo termos como “cannabis medicinal”, “regulação sanitária”, “acesso a medicamentos”, “equidade em saúde” e “Sistema Único de Saúde”, bem como seus correspondentes em inglês. Serão incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e documentos institucionais que abordem diretamente a relação entre cannabis medicinal, políticas públicas e acesso à saúde. Serão excluídos estudos de caráter exclusivamente experimental ou farmacológico que não dialoguem com a dimensão da saúde pública. A seleção dos estudos será realizada em três etapas: leitura de títulos e resumos, leitura integral dos textos elegíveis e extração das informações relevantes.\r\nA análise documental será composta pela investigação de marcos normativos e institucionais relacionados à regulamentação da cannabis medicinal no Brasil, com ênfase nas recentes transformações regulatórias. O corpus documental incluirá a RDC nº 327/2019, que dispõe sobre a autorização sanitária de produtos à base de cannabis; a RDC nº 660/2022, que regulamenta a importação excepcional desses produtos; e, de forma central, a RDC nº 1.013/2026, que estabelece critérios para o cultivo de Cannabis sativa L. com teor de THC igual ou inferior a 0,3%, destinado exclusivamente a fins medicinais e farmacêuticos. \r\nEssa resolução introduz um modelo regulatório baseado na concessão de Autorização Especial (AE) para pessoas jurídicas, com exigência de inspeção sanitária prévia, mecanismos rigorosos de rastreabilidade, controle e monitoramento contínuo das atividades produtivas, além de restrições quanto à finalidade exclusivamente medicinal e à vedação de exportação da planta. \r\nAdicionalmente, serão analisadas legislações correlatas, decisões judiciais relevantes, especialmente aquelas relacionadas à judicialização do acesso à cannabis, e documentos institucionais da ANVISA e do Ministério da Saúde, considerando sua relevância normativa, impacto regulatório e relação com a organização do acesso às terapias baseadas em cannabis.\r\nA análise dos dados será realizada por meio da análise de conteúdo temática, conforme proposta de Laurence Bardin, estruturada em três etapas: pré-análise, com leitura flutuante e organização do corpus; exploração do material, com codificação e categorização temática; e tratamento e interpretação dos resultados. As categorias analíticas serão definidas de forma híbrida, combinando abordagens dedutivas, fundamentadas no referencial teórico da Saúde Coletiva, e indutivas, emergentes do material analisado. Entre as categorias iniciais previstas destacam-se regulação sanitária, acesso a medicamentos, equidade em saúde, judicialização e organização da cadeia produtiva em saúde.\r\nA interpretação dos dados será orientada por referenciais teóricos que abordam o direito à saúde, a determinação social do processo saúde-doença e a justiça sanitária, permitindo compreender a regulamentação da cannabis medicinal como um dispositivo político-institucional que, simultaneamente, amplia possibilidades terapêuticas e pode produzir novas formas de mediação no acesso, especialmente em contextos de desigualdade social.\r\nPor se tratar de um estudo baseado exclusivamente em dados secundários, sem envolvimento direto de seres humanos, a pesquisa dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CNS nº 510/2016.\r\n\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que a presente pesquisa contribua para ampliar a compreensão acerca das relações entre a regulamentação da Cannabis sativa para fins medicinais, as políticas públicas de saúde e o debate sobre equidade no acesso a tecnologias terapêuticas no Brasil, no âmbito da Saúde Coletiva.\r\nComo resultado, pretende-se identificar de que maneira os marcos regulatórios recentes, especialmente aqueles estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, influenciam a organização da produção, da prescrição e do acesso a produtos derivados da cannabis no país. Nesse sentido, espera-se analisar como essas normativas impactam a oferta de terapias baseadas em cannabis no sistema de saúde e quais são seus possíveis efeitos sobre a ampliação ou limitação do acesso da população a esses tratamentos.\r\nOutro resultado esperado consiste na identificação dos principais desafios relacionados à incorporação de medicamentos derivados da cannabis no Sistema Único de Saúde, considerando aspectos regulatórios, econômicos, institucionais e sociais que podem interferir na garantia do direito à saúde. A pesquisa também busca evidenciar como fatores como custos de produção, exigências regulatórias e modelos de autorização para cultivo e fabricação podem influenciar a distribuição dessas tecnologias terapêuticas entre diferentes grupos sociais.\r\nEspera-se ainda que o estudo contribua para o debate acadêmico e político sobre a institucionalização da cannabis medicinal no Brasil, ao oferecer uma análise fundamentada sobre os impactos da regulamentação sanitária no acesso a tratamentos e na formulação de políticas públicas de saúde. A partir dessa análise, pretende-se apontar reflexões que possam subsidiar a construção de estratégias regulatórias e assistenciais mais alinhadas aos princípios fundamentais da universalidade, integralidade e equidade que orientam o SUS.\r\nPor fim, espera-se que a pesquisa fortaleça a discussão sobre a incorporação de novas tecnologias terapêuticas no sistema público de saúde sob a perspectiva do direito à saúde e da justiça sanitária, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas e sensíveis às desigualdades sociais presentes no contexto brasileiro.\r\n\r\nCRONOGRAMA\r\n\r\nEtapas de Pesquisa\tSet 26\tOut 26\tNov 26\tDez 26\tJan 27\tFev 27\tMar 27\tAbr 27\tMai 27\tJun 27\tJul 27\tAgo 27\r\nFase 1\tX\tX\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\r\nFase 2\t\tX\tX\tX\t\t\t\t\t\t\t\t\r\nFase 3\t\t\tX\tX\tX\t\t\t\t\t\t\t\r\nFase 4\t\t\t\t\tX\tX\tX\t\t\t\t\t\r\nFase 5\t\t\t\t\t\tX\tX\tX\t\t\t\t\r\nFase 6\t\t\t\t\t\t\tX\tX\tX\t\t\t\r\nFase 7\t\t\t\t\t\t\t\t\tX\tX\t\t\r\nFase 8\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tX\tX\t\r\nFase 9\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tX\r\n\r\n\r\n\r\nFase 1 e 2 - Meses 1–3: levantamento bibliográfico, revisão de literatura e fichamentos.\r\nFase 3 - Meses 3–5: coleta de documentos e materiais normativos e institucionais.\r\nFase 4 e 5 - Meses 5–7: análise documental e elaboração e entrega de relatório parcial\r\nFase 6 - Meses 6–8: sistematização, organização e categorização dos dados.\r\nFase 7 - Meses 7–9: redação da análise, discussão.\r\nFase 8 - Meses 9–11: redação final, revisão, normalização e ajustes finais.\r\nFase 9 - Mês 12: finalização da pesquisa, elaboração e entrega de relatório final.\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nAGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 1.012, de 2026. Dispõe sobre os requisitos para o cultivo da espécie vegetal Cannabis sativa L. destinado exclusivamente a fins de pesquisa. Brasília: ANVISA, 2026.\r\nAGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 1.013, de 2026. Estabelece critérios para o cultivo da Cannabis sativa L. com fins medicinais e farmacêuticos no Brasil. Brasília: ANVISA, 2026.\r\nAGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 327, de 9 de dezembro de 2019. Dispõe sobre os procedimentos para a concessão de Autorização Sanitária para a fabricação e importação de produtos de cannabis para fins medicinais. Brasília: ANVISA, 2019.\r\nAGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 660, de 30 de março de 2022. Dispõe sobre a importação excepcional de produtos à base de cannabis por pessoa física para uso próprio. Brasília: ANVISA, 2022.\r\nALMEIDA-FILHO, N. O que é saúde coletiva. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011.\r\nAROUCA, S. O dilema preventivista. São Paulo: UNESP, 2003.\r\nBARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.\r\nBAHIA, L. O sistema de saúde brasileiro: entre o público e o privado. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2018.\r\nBRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.\r\nCAMPOS, G. W. S. Saúde Paidéia. São Paulo: Hucitec, 2000.\r\nCARLINI, E. A. et al. Cannabis sativa e substâncias canabinoides em medicina. São Paulo: CEBRID, 2001.\r\nDONNÂNGELO, C. Medicina e sociedade. São Paulo: Pioneira, 1975.\r\nFLEURY, S.; OUVERNEY, A. M. Política de Saúde: uma política social. Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2012. \r\nLUZ, M.T; BARROS, N.F. Racionalidades Médicas e Práticas Integrativas em Saúde: estudos teóricos e empíricos. Rio de Janeiro: UERJ/IMS/LAPPIS, 2012. \r\nLUZ, M. T. Cultura contemporânea e medicinas alternativas. Rio de Janeiro: UERJ, 2005.\r\nLUZ, M.T. As instituições médicas do Brasil: instituição e estratégia de hegemonia. [1979] 2. ed. - Porto Alegre: Rede UNIDA, 2013.\r\nLUZ, M.T. Medicina e ordem política brasileira: políticas e instituições de saúde (1850-1930). Rio de Janeiro: Edições Graal, 1982. \r\nNUNES, E. D. A sociologia da saúde no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1994.\r\nPAIM, J. S. Reforma sanitária brasileira. Salvador: EDUFBA; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.\r\nPAIM, J. S.; ALMEIDA-FILHO, N. Saúde coletiva: teoria e prática. Rio de Janeiro: MedBook, 1998.\r\nPAIM, J. S. O capital é patogênico; quando a lógica do privado invade o SUS, tende a corromper o seu funcionamento. CEBES, 2026. Acesso em 11/03/2026. Disponível em: https://cebes.org.br/jairnilson-paim-capital-patogenico-logica-privado-invade-sus-corromper-funcionamento/40940/\r\nWORLD HEALTH ORGANIZATION. Cannabis and cannabis-related substances: review report. Geneva, 2019.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Observatório Social e Ambiental da Soja no Conesul","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":25,"projeto_registro":"PES-2026-352","projeto_titulo":"SEMEC-Web: plataforma Web para instrumentação, monitoramento e análise de ensaios mecânicos em laboratório","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LUCIANO LORES CAIMI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO","palavras_chave":"Aplicação Web; Aquisição de dados; Ensino de Engenharia; Instrumentação eletrônica; Sistemas embarcados","resumo":"Contextualização e Justificativa\r\nA formação prática em cursos de Engenharia na UFFS é comprometida pela escassez de equipamentos laboratoriais para ensaios mecânicos instrumentados. Embora os fundamentos teóricos de Mecânica Geral e Resistência dos Materiais sejam amplamente abordados em sala de aula, a ausência de aparatos experimentais que permitam a verificação empírica e quantitativa dos modelos matemáticos ensinados constitui uma lacuna pedagógica estrutural. \r\nEquipamentos comerciais – como sistemas de aquisição de dados (DAQ) de fabricantes como National Instruments, Zwick/Roell ou Impac (IMPAC, 2026), possuem custo unitário entre R$ 15.000 e R$ 80.000, valores inacessíveis para aquisição em larga escala por universidades públicas brasileiras.\r\nAlém da questão do custo, os sistemas comerciais disponíveis geralmente exigem a instalação de software proprietário (como LabVIEW, TestXpert ou DinaView) em computadores específicos do laboratório, impondo barreiras de acesso adicionais: o estudante somente pode consultar os dados do ensaio enquanto estiver fisicamente conectado à estação de trabalho do laboratório. Em um contexto de ensino contemporâneo, em que o estudante espera poder acessar os resultados de suas atividades práticas a partir de seu próprio smartphone ou computador pessoal, tal limitação representa um obstáculo à adoção plena de metodologias ativas de aprendizagem (BACICH; MORAN, 2018).\r\nDiante desse cenário, o presente subprojeto aborda o problema central: como desenvolver um sistema de instrumentação de baixo custo para ensaios mecânicos que seja, ao mesmo tempo, tecnicamente preciso e acessível ao estudante a partir de qualquer dispositivo conectado à rede local do laboratório, sem necessidade de instalação de software?\r\nO presente subprojeto enquadra-se no Grupo 2 do Edital (PIBITI) por seu caráter eminentemente inovador, que pode ser analisado sob quatro dimensões complementares:\r\n(i) Inovação de produto – Sistema SEMEC-Web: O sistema proposto configura um produto tecnológico cujas características integradas não foram identificadas em soluções comerciais disponíveis no mercado nacional com custo equivalente. A integração de um módulo eletrônico de condicionamento de sinais com um servidor web que disponibiliza dados via API REST e WebSocket para uma interface responsiva constitui uma arquitetura técnica original no contexto do ensino de engenharia. Ao contrário das soluções comerciais existentes, o SEMEC-Web não requer software proprietário, permitindo que qualquer navegador moderno em dispositivos conectados à rede local do laboratório acesse os dados do ensaio em tempo real. O sistema será desenvolvido sob licença de hardware aberto (open hardware) e software livre, viabilizando sua auditabilidade e replicação.\r\n(ii) Inovação de processo – pipeline de dados ponta a ponta: A metodologia de desenvolvimento integra, em um único processo de engenharia, conhecimentos de projeto de circuitos analógicos, programação de firmware embarcado, desenvolvimento de APIs web e desenvolvimento de interfaces de usuário responsivas. Esse pipeline tecnológico — da transdução da grandeza física à representação gráfica no navegador — reproduz, em escala laboratorial, processos de engenharia amplamente adotados na instrumentação industrial conectada (IoT industrial), conferindo ao bolsista formação técnica abrangente e aderente às demandas contemporâneas da área.\r\n(iii) Inovação pedagógica – acesso ubíquo aos dados: A acessibilidade via navegador em dispositivos móveis e computadores permite que o estudante configure o experimento, acompanhe as leituras durante a manipulação física da bancada e retome a análise dos dados em equipamento próprio após a sessão laboratorial. Essa continuidade de acesso, independente do dispositivo, é coerente com os princípios das metodologias ativas de aprendizagem (BACICH; MORAN, 2018), na medida em que favorece a autonomia do estudante e a integração entre a experiência prática e a análise posterior dos resultados.\r\n(iv) Inovação de impacto social – replicabilidade: Um sistema documentado, com hardware aberto e software livre, apresenta potencial de replicação por outras instituições públicas de ensino superior de baixo custo. A documentação da API no padrão OpenAPI/Swagger viabiliza, adicionalmente, futuras integrações com plataformas de gestão de aprendizagem (LMS), sistemas institucionais ou módulos complementares desenvolvidos por outras equipes de pesquisa.\r\n\r\nMetodologia\r\nA metodologia está organizada em seis frentes de trabalho integradas, correspondentes às camadas de hardware, firmware, backend e frontend do Sistema SEMEC-Web, além das etapas transversais de calibração/validação e documentação:\r\nFrente 1 – Levantamento de Requisitos e Especificação do Sistema\r\nDefinição formal das especificações técnicas do sistema completo a partir dos requisitos funcionais do SEMEC. Os parâmetros mínimos de desempenho a serem determinados incluem: fundo de escala das células de carga (0–50 kgf), resolução mínima (0,1% do fundo de escala), taxa de amostragem (≥ 50 amostras/s por canal), número de canais simultâneos (mínimo 2), latência máxima aceitável para visualização em tempo real (≤ 500 ms), requisitos de compatibilidade de navegadores (Chrome, Firefox, Safari em versões atuais) e requisitos de usabilidade mobile (viewport responsivo, touch-friendly).\r\n\r\nFrente 2 – Hardware: Circuito Eletrônico de Condicionamento\r\nProjeto, simulação (LTSpice ou equivalente) e prototipagem dos sub-circuitos eletrônicos: (a) fonte de excitação estabilizada para a Ponte de Wheatstone; (b) amplificador de instrumentação (INA128 ou AD620) com ganho ajustável por resistor externo; (c) filtro ativo passa-baixas Butterworth de segunda ordem para rejeição de aliasing; (d) proteção contra sobretensão e descargas eletrostáticas (ESD); (e) conector de interface para o microcontrolador. A montagem será realizada em placa de circuito impresso (PCB) fabricada por serviço externo especializado ou fresadora disponível na AGIITEC.\r\n\r\nFrente 3 – Firmware: Aquisição, Processamento e Comunicação\r\nDesenvolvimento do firmware embarcado em linguagem C/C++ (Arduino IDE ou ESP-IDF, dependendo da disponibilidade de bibliotecas), abrangendo: (a) inicialização e auto-calibração do ADC; (b) algoritmos de filtragem digital (média móvel exponencial e filtro de mediana para remoção de outliers); (c) protocolo de comunicação serial bidirecional com enquadramento de pacotes e checksum (CRC-8) para integridade dos dados; (d) suporte à comunicação Wi-Fi via TCP/IP (para plataformas ESP32), possibilitando transmissão sem fio dos dados ao backend; (e) rotinas de temporização de alta precisão para amostragem síncrona multi-canal.\r\n\r\nFrente 4 – Backend: API REST, WebSocket e Banco de Dados\r\nDesenvolvimento do servidor de aplicação em Python, utilizando o framework FastAPI (ou Flask), com as seguintes responsabilidades:\r\nRecepção dos pacotes de dados provenientes do firmware via porta serial USB ou socket TCP (Wi-Fi);\r\nDeserialização e validação dos pacotes recebidos, com descarte de pacotes corrompidos (falha de checksum);\r\nPersistência dos dados brutos e processados em banco de dados relacional (SQLite no protótipo, com esquema compatível com migração futura para PostgreSQL);\r\nExecução dos modelos matemáticos de cálculo de reações nos apoios (resolução do sistema linear ΣF = 0 e ΣM = 0), esforço cortante e momento fletor, implementados como módulos Python independentes e testáveis;\r\nDisponibilização dos dados em tempo real via protocolo WebSocket (endpoint /ws/dados), com transmissão de objeto JSON contendo: timestamp, leituras dos sensores em unidades de força (N ou kgf), valores teóricos calculados e erro percentual relativo;\r\nEndpoints REST para consulta de histórico de ensaios, exportação em formato CSV/JSON e configuração remota dos parâmetros do experimento;\r\nDocumentação automática da API via OpenAPI/Swagger UI (recurso nativo do FastAPI), facilitando a integração com futuras extensões do sistema.\r\n\r\nFrente 5 – Frontend: Interface Web Responsiva\r\nDesenvolvimento da aplicação cliente em HTML5, CSS3 e JavaScript puro (ou com auxílio de framework leve como Vue.js), com as seguintes funcionalidades:\r\nTela de configuração do ensaio: entrada dos parâmetros geométricos (posições dos apoios, comprimento da viga) e físicos (magnitude e posição das cargas) via formulários interativos com validação em tempo real;\r\nPainel de monitoramento em tempo real: indicadores numéricos (gauges) das leituras dos sensores e dos valores teóricos calculados, atualizados via WebSocket com frequência configurável;\r\nVisualização gráfica comparativa: gráficos de linha sobrepostos mostrando as leituras experimentais (sensores) e os valores teóricos correspondentes ao longo do tempo, implementados com Chart.js ou Plotly.js;\r\nDiagrama da viga: representação esquemática interativa (SVG ou Canvas) da viga instrumentada, exibindo as posições dos apoios, às cargas aplicadas, as reações calculadas e os diagramas de esforço cortante e momento fletor;\r\nPainel de análise de erros: cálculo automático e exibição do erro percentual relativo entre o modelo teórico e os dados experimentais para cada ponto de medição;\r\nFunções de exportação: geração de relatório do ensaio em formato CSV e captura de tela dos gráficos em PNG/PDF, diretamente no navegador;\r\nDesign responsivo: layout adaptável garantindo plena funcionalidade em telas de computador (≥ 1024 px), tablet (768–1023 px) e smartphone (< 768 px), sem necessidade de instalação de aplicativo nativo.\r\n\r\nFrente 6 – Calibração, Validação Experimental e Integração\r\nCalibração estática do sistema de sensoriamento com massas-padrão certificadas, com determinação da curva de calibração por regressão linear, coeficiente de determinação R², incerteza de medição combinada (u_c) conforme o Guia para Expressão da Incerteza de Medição (GUM/INMETRO) e análise de repetitividade (desvio-padrão de 10 medições consecutivas). \r\nValidação experimental sistêmica do Sistema SEMEC-Web: aplicação de carregamentos conhecidos à bancada, comparação dos dados experimentais transmitidos e exibidos no frontend com os valores teóricos calculados pelo backend, com objetivo de erro relativo ≤ 2% na visualização final.\r\n\r\nOs materiais empregados incluem: células de carga (5–50 kgf, precisão C3); amplificadores de instrumentação (INA128 ou AD620); microcontroladores (ESP32 DevKit); componentes discretos de precisão; placa de circuito impresso; computador para desenvolvimento e servidor (podendo ser o próprio computador de laboratório); smartphone para testes de usabilidade mobile; massas-padrão certificadas; osciloscópio digital de 100 MHz e multímetro de precisão.\r\nO desenvolvimento do projeto será realizado utilizando a infraestrutura já disponível nos laboratórios da UFFS – Campus Chapecó, tais  como, o Laboratório de Sistemas Embarcados (LSE) e o Laboratório de Circuitos Digitais (LCD) do curso de Ciência da Computação, incluindo equipamentos de instrumentação eletrônica, microcontroladores, ferramentas de prototipagem e estações de desenvolvimento, garantindo a viabilidade técnica e a execução das etapas propostas sem necessidade de investimentos adicionais significativos.\r\n\r\n\r\nTabela 1: Cronograma do projeto\r\nEtapa / Atividade\t                                              Se t\tOut\tNov\tDez\tJan\tFev\tMar\tAbr\tMa i\tJun\tJu l\tAgo\r\n1. Revisão bibliográfica e levantamento de requisitos\t✓\t✓\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\r\n2. Projeto dos circuitos eletrônicos e simulação\t\t✓\t✓\t✓\t\t\t\t\t\t\t\t\r\n3. Prototipagem eletrônica (PCB / protoboard)\t\t\t\t✓\t✓\t✓\t\t\t\t\t\t\r\n4. Firmware                                                        \t\t\t\t✓\t✓\t✓\t✓\t\t\t\t\t\r\n5. Backend: API REST, WebSocket e banco de dados\t\t\t\t\t✓\t✓\t✓\t✓\t\t\t\t\r\n6. Frontend: interface web responsiva e visualização\t\t\t\t\t\t✓\t✓\t✓\t✓\t\t\t\r\n7. Integração hardware–firmware–backend–frontend\t\t\t\t\t\t\t\t✓\t✓\t✓\t\t\r\n8. Calibração metrológica e validação experimental\t\t\t\t\t\t\t\t\t✓\t✓\t\t\r\n9. Testes de sistema e ajustes finais\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t✓\t✓\t\r\n10. Documentação técnica e manual do usuário\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t✓\t✓\t\r\n11. Redação de artigo científico\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t✓\t✓\r\n12. Relatório final e apresentação JIC\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t✓\r\n\r\nResultados Esperados \r\nAo término do subprojeto, espera-se a entrega dos seguintes produtos tecnológicos e resultados científicos:\r\nMódulo eletrônico de condicionamento de sinais: placa PCB documentada (esquemático + layout), com circuitos de amplificação, filtragem e interface para microcontrolador, disponível como projeto de hardware aberto (open hardware).\r\nFirmware embarcado documentado: código-fonte versionado em repositório Git público, com algoritmos de aquisição, filtragem digital, calibração automática e protocolo de comunicação serial/Wi-Fi, sob licença livre (MIT ou equivalente).\r\nBackend (API REST + WebSocket): servidor Python completamente funcional e documentado via OpenAPI/Swagger, com modelos matemáticos validados, banco de dados relacional e suporte a múltiplos clientes simultâneos, disponibilizado como software livre.\r\nFrontend web responsivo: aplicação cliente acessível por navegador, sem instalação, compatível com computadores, tablets e smartphones, com visualização em tempo real, diagramas estruturais interativos e funções de exportação de dados.\r\nRelatório técnico de calibração: curva de calibração com incerteza de medição combinada, R² ≥ 0,9995 e análise de repetitividade, conferindo rastreabilidade metrológica ao sistema.\r\nValidação experimental: sistema SEMEC-Web completo operando em bancada com erro relativo ≤ 2% entre valores experimentais e teóricos exibidos na interface web.\r\nProdução científica: submissão de pelo menos um artigo técnico-científico em evento qualificado (COBEM, CONEM, COBENGE ou similares) e apresentação na Jornada de Iniciação Científica (JIC) da UFFS em 2027.\r\nImpacto pedagógico e de acessibilidade: disponibilização de um sistema completo de instrumentação e visualização de dados de baixo custo, acessível via navegador em qualquer dispositivo, beneficiando diretamente os cursos de Engenharia Civil, Matemática e Ciência da Computação do Campus Chapecó.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação e Desenvolvimento Tecnológico - IDT","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":26,"projeto_registro":"PES-2026-351","projeto_titulo":"Continuidade da Avaliação da Evolução da Habilidade de Julgamento Clínico em Acadêmicos de Enfermagem ao Longo dos Cinco Anos de Formação","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JULIA VALERIA DE OLIVEIRA VARGAS BITENCOURT","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Enfermagem; Formação Acadêmica; Julgamento Clínico; Simulação Clínica","resumo":"O julgamento clínico (JC) é um processo fundamental na enfermagem, definido como a aplicação do pensamento crítico baseado em evidências para a tomada de decisões na prática assistencial (Alfaro-Lefevre, 2022). Essa habilidade é essencial para a aplicação eficaz do Processo de Enfermagem (PE), tornando necessária sua avaliação no desenvolvimento acadêmico dos estudantes de enfermagem (Hensel; Billings, 2020). Diante disso, este estudo busca avaliar a evolução do julgamento clínico em acadêmicos de enfermagem da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) ao longo dos cinco anos de formação, utilizando o instrumento Lasater Clinical Judgment Rubric (LCJR).  O JC envolve observação, interpretação, resposta e reflexão crítica na tomada de decisões (Lasater, 2007). Estudos indicam que metodologias ativas, como simulação clínica, favorecem seu desenvolvimento (Tanner, 2006). O LCJR, criado por Lasater (2007), é uma ferramenta validada que avalia essa competência por meio de quatro fases e onze dimensões, classificando os estudantes em iniciante, em desenvolvimento, proficiente ou exemplar, com pontuações de 1 a 4 para cada dimensão, totalizando de 11 a 44 pontos. Este subprojeto dá continuidade a um estudo longitudinal, do tipo coorte, previamente iniciado na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), envolvendo acadêmicos do 4º ao 8º nível do curso de enfermagem, matriculados nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) de 2023 e 2010, a partir do segundo semestre de 2024. Serão incluídos estudantes do 4º nível do PPC de 2023 e do 8º nível do PPC de 2010, excluindo-se aqueles afastados no período de coleta de dados. A amostra será composta por todos os estudantes elegíveis dentro desses critérios. A coleta de dados será realizada por meio de simulações clínicas no laboratório de semiologia do campus Chapecó. As simulações seguirão três etapas: pré-briefing, briefing e debriefing. No pré-briefing, os pesquisadores explicarão individualmente o cenário da simulação, onde o estudante assumirá o papel de enfermeiro responsável. No briefing, o participante será observado e avaliado com base no LCJR durante a aplicação do PE. No debriefing, o estudante analisará sua própria atuação, relatando suas ações em cada etapa do PE.  Os dados serão analisados estatisticamente no software IBM SPSS Statistics 27.0, utilizando testes de comparação entre grupos para avaliar a evolução do julgamento clínico ao longo do curso. O estudo pretende identificar a evolução do JC nos acadêmicos de enfermagem da UFFS, verificando sua relação com o tempo de formação e a eficácia das estratégias pedagógicas, especialmente a simulação clínica, na construção dessa competência essencial para a prática profissional.  \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Popular e Formação em Saúde e Enfermagem (EDUFES)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":27,"projeto_registro":"PES-2026-350","projeto_titulo":"Estudo de argamassas com adição de resíduos da produção de placas de vidro","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LUIS EDUARDO AZEVEDO MODLER","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"MATERIAIS E COMPONENTES DE CONSTRUÇÃO","palavras_chave":"Argamassas; Densidade de empacotamento; Resíduos","resumo":"dentro de certos parâmetros, projetadas as suas propriedades de engenharia para uso estrutural em alvenaria ou outros usos. O\r\npresente trabalho será conduzido a partir de uma série de vinte misturas granulares diferentes nas quais serão manipuladas as\r\nrelações volumétricas e mássicas entre seus componentes como variáveis independentes. Os componentes presentes nas misturas\r\nserão o cimento Portland, areia, polímero hidroxietil celulose (HEC) e polímero acetato de vinila (EVA) além de resíduo oriundo de\r\nprodução da indústria metalúrgica. Para conduzir a análise será utilizada a metodologia proposta por Wong e Kwan (2008)\r\ndenominada Wet Packing Method (WPM) que permite avaliar o volume de vazios em uma estrutura granular. O uso de material\r\npolimérico em materiais á base de cimento Portland tem-se justificado através de trabalhos técnicos nas áreas relacionadas no\r\nintuito de promover melhorias nas características físicas desses materiais. Tais melhorias dizem respeito, entre outras, às\r\ncaracterísticas no estado fresco de pastas, argamassas e concretos, em especial àquelas relacionadas com a mobilidade destes\r\nmateriais – coesão, viscosidade aparente, etc – e que no segundo momento refletem-se na melhoria das características no estado\r\nendurecido desses mesmos materiais. O uso de resíduos, oriundos de várias fontes, em materiais cimentícios, é assunto recorrente\r\nem trabalhos relacionados ao tema. A justificativa é abordada a partir de duas dimensões quais sejam, a possibilidade de utilizar os\r\nmateriais cimentícios, conhecidamente dentre os materiais mais utilizados no mundo, como canal de destinação de resíduos\r\nperigosos ambientalmente e; em casos específicos ampliar o desempenho destes materiais conquanto os resíduos a serem\r\nutilizados possuam características que venham a diminuir a porosidade e permeabilidade, melhorar condições de mistura e\r\nincrementar as resistências mecânica através de ações físicas e/ou químicas. O presente trabalho propõe utilizar como adição em\r\nargamassas, o material oriundo do processo de preparação final de chapas de vidro para construção. Este material é\r\nobtido a partir do lixamento de arestas e contém além do pó de vidro, resíduos da própria lixa utilizada no processo. Propõe-se\r\naqui, a caracterização do material residual, bom como dos demais materiais componentes das argamassas, além da análise de suas\r\ncaracterísticas de mistura a partir da avaliação do empacotamento de partículas das misturas propostas.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Resíduos e Geotecnia Ambiental - REGEOAMB","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":28,"projeto_registro":"PES-2026-349","projeto_titulo":"Influência do tempo de colheita nos compostos bioativos da Salvia officinalis (salvia comum)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"GUILHERME MARTINEZ MIBIELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"PROCESSOS BIOQUÍMICOS","palavras_chave":"Atividade antioxidante; Compostos bioativos; Compostos fenólicos; Salvia officinalis","resumo":"Resumo\r\nA busca por compostos naturais com potencial funcional tem impulsionado pesquisas voltadas a espécies vegetais com propriedades bioativas. Nesse contexto, a Salvia officinalis destaca-se por apresentar elevada concentração de compostos fenólicos associados à atividade antioxidante, com aplicações relevantes nas áreas alimentícia, farmacêutica e biotecnológica. Entretanto, a composição fitoquímica dessa espécie pode variar em função de fatores como o estágio de desenvolvimento no momento da colheita. Diante dessa variabilidade, este projeto tem como objetivo avaliar a influência do tempo de colheita nos teores de compostos fenólicos totais e na atividade antioxidante da Salvia officinalis. Para isso, a planta será cultivada em condições controladas e colhida em diferentes estágios de desenvolvimento. Os compostos bioativos serão extraídos por ultrassom e analisados quanto ao teor de fenólicos totais e à atividade antioxidante pelo método DPPH. Espera-se identificar o período de colheita mais adequado para maximizar a obtenção de compostos bioativos, gerando informações relevantes para a otimização do uso da espécie em aplicações tecnológicas.\r\n\r\n1. Introdução\r\nA utilização de plantas como fonte de compostos bioativos tem sido amplamente investigada devido ao seu potencial na promoção da saúde humana e na prevenção de doenças associadas ao estresse oxidativo. Compostos fenólicos, em particular, destacam-se por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas.\r\nA Salvia officinalis, pertencente à família Lamiaceae, é uma espécie amplamente utilizada tanto na culinária quanto na medicina tradicional. Sua composição fitoquímica inclui compostos fenólicos e constituintes de óleo essencial que apresentam elevada atividade biológica, tornando-a uma importante matéria-prima para aplicações tecnológicas.\r\nHistoricamente, a Salvia officinalis, conhecida popularmente como “sálvia” ou “sálvia-comum” (Figura 1), é uma espécie nativa do Oriente Médio e de regiões do Mediterrâneo, amplamente difundida ao longo da história. Desde a Idade Média, tem sido utilizada como condimento na culinária (recheio e preparação de carnes, marinadas, sopas, feijão, molhos de tomate, queijos, batatas e biscoitos) de diversos países, destacando-se por seu aroma e propriedades sensoriais (LOPES et al, 2015). Além disso, é cultivada no Hemisfério Norte como planta ornamental, em função de suas características estéticas. Paralelamente, seu uso na medicina tradicional remonta também ao período medieval, sendo reconhecida por suas propriedades terapêuticas e pelo emprego em práticas populares de prevenção e tratamento de doenças. (FIORINI; DIAS; SILVA, 2025).\r\nSegundo um estudo realizado por Verde et al (2025), em que foram observados os compostos bioativos de condimentos comumente utilizados na culinária brasileira, como: Rosmarinus officinalis L. (alecrim), Allium schoenoprasum L. (cebolinha), Helichrysum italicum (Roth), G. Don f. (erva-curry), Mentha x villosa L. (hortelã), Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng. (hortelã-pimenta), Ocimum basilicum L. (manjericão), Petroselinum crispum (Mill.) Fuss (salsinha), Salvia officinalis L. (sálvia)  e Thymus vulgaris L. (tomilho), além de apresentar possíveis similaridades fitoquímicas entre elas, os resultados para a sálvia revelaram\r\n“média superior para antocianinas”, e um dos maiores teores de óleo essencial (sendo fonte de “terpenos como cânfora, tujona, cariofileno e diferentes estudos atribuem ao óleo essencial atividade antioxidante, antibacteriana, antiurease e antidiabética”).\r\nAnalogamente, no uso medicinal, como dito anteriormente, a sálvia se prova uma importante fonte de compostos bioativos e atividade antioxidante. De acordo com Moraes et al (2022), a atividade antioxidante tem sido objeto de estudo nos últimos anos pois representa grande aposta para o futuro desenvolvimento de fármacos e outras formas de tratamento para diversas doenças, como doenças cardiovasculares, doenças genéticas como o câncer e doenças degenerativas, como Alzheimer e a doença de Parkinson.\r\nNos resultados de compostos fenólicos para a sálvia, descritos por Verde et al (2025), os maiores rendimentos de compostos fenólicos totais foram obtidos para as espécies hortelã (973,8430 mg EAG 100 g-1), sálvia (818,3411 mg EAG 100 g-1), erva-curry (809,7128 mg EAG 100 g-1) e alecrim (774,7308 mg EAG 100 g-1).\r\nJá para a atividade antioxidante, a sálvia apresentou 88,1% de inibição, ficando atrás da hortelã-pimenta e da cebolinha.\r\nAdemais, não se pode descartar a hipótese de que diferentes condições ambientais influenciam na composição e nas quantidades de compostos bioativos presentes na biomassa de sálvia. Fatores como temperatura, intensidade luminosa, disponibilidade hídrica, tipo de solo e estágio de desenvolvimento da planta podem afetar diretamente o metabolismo secundário, resultando em variações nos teores de compostos fenólicos e na atividade antioxidante. Dessa forma, essas variáveis devem ser consideradas na interpretação dos resultados e na padronização dos processos de extração (PANT; PANDEY; DALL'ACQUA, 2021).\r\nDiante do exposto, evidencia-se que a S. officinalis apresenta elevada relevância tanto histórica quanto científica, destacando-se por seu amplo uso culinário, ornamental e medicinal, associado à presença significativa de compostos bioativos e atividade antioxidante. Os resultados da literatura reforçam seu potencial fitoquímico, especialmente em relação aos compostos fenólicos e aos constituintes do óleo essencial, que contribuem para diversas aplicações terapêuticas. No entanto, fatores ambientais e condições de cultivo podem influenciar diretamente sua composição química, tornando essencial o seu estudo. Nesse contexto, faz-se necessária a realização de estudos experimentais que avaliem diferentes estágios de crescimento e cultivo da planta, além de que isto torna-se fundamental para otimizar a extração e maximizar o aproveitamento dos compostos bioativos, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e para aplicações futuras nas áreas farmacêutica, alimentícia e biotecnológica.\r\n\r\n2. Objetivos\r\n\t2.1 Geral\r\n\tAvaliar a influência do tempo de colheita nos teores de compostos fenólicos totais e na atividade antioxidante da Salvia officinalis (sálvia comum).\r\n\r\n\t2.2 Específicos\r\n\tPara atender o objetivo geral, pretende-se cumprir as seguintes etapas:\r\n\tCultivar e coletar Salvia officinalis em diferentes estágios de desenvolvimento;\r\n\tObter extratos vegetais por extração assistida por ultrassom;\r\n\tDeterminar o teor de compostos fenólicos totais;\r\n\tAvaliar a atividade antioxidante dos extratos pelo método DPPH;\r\n\tComparar os resultados obtidos entre os diferentes tempos de colheita.\r\n\r\n3 Material e Métodos/Metodologia (descrição detalhada)\r\n3.1. \tRepetitividade e Confiabilidade dos Dados Experimentais\r\n\tPor se tratar do emprego de matéria-prima proveniente da extração de compostos bioativos da Salvia, o entendimento da variação experimental é essencial para a confiabilidade, repetitividade e reprodutibilidade dos ensaios experimentais propostos neste projeto. Desta forma, todas as análises, serão realizadas em triplicata. Assim, os resultados serão apresentados em termos de uma média de centralização (média aritmética amostral) e uma medida de dispersão (desvio padrão amostral). Além disso, com o intuito de fornecer uma estimativa da variação experimental, serão apresentados os valores do intervalo de confiança para cada análise reportada.\r\n3.2.\tInfraestrutura para a realização dos ensaios e análises\r\nA pesquisa será desenvolvida na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, SC. Serão utilizados 2 laboratórios para execução do projeto com infraestrutura suficiente que garantem a viabilidade da realização dos ensaios e análises que estão sendo propostas neste projeto.\r\n3.3.\tObtenção e preparo da matéria-prima \r\nA Sálvia será plantada e colhida na área experimental da UFFS, respeitando os seus diferentes estágios de desenvolvimento. Posteriormente, o material será seco em estufa de ar circulante, a temperatura de 50°C por 72 horas, durante esse processo, o material será constantemente revolvido para garantir uma secagem homogênea. \r\nA fim de reduzir o tamanho da biomassa, após a secagem o material será moído em um moinho de facas até conseguir-se partículas inferiores a 0,5 mm, selecionadas através de uma peneira de 20 mesh, acoplada ao próprio equipamento. Ao término do processo de moagem o material será armazenado, em bolsas hermeticamente fechadas, envolvidas com papel laminado para proteger da luz, dentro do freezer.\r\n3.4.\tObtenção dos extratos\r\nO procedimento de extração será baseado nos estudos de Conte et al (2016a) em que os ensaios serão realizados em banho de ultrassom, na frequência de 40 kHz e potência máxima de saída de 250 W. Os experimentos se iniciarão com o ajuste da temperatura do solvente extrator (definido por planejamento de experimentos) e, após o alcance do equilíbrio térmico, se procederá à adição da matriz vegetal em frascos de vidro. Imediatamente a sonicação será iniciada e decorrido o tempo extrativo (também definido através de planejamento experimental), as amostras obtidas serão filtradas com papel filtro de filtragem média e armazenadas sob refrigeração até análise.\r\n3.5. \tAtividade antioxidante e compostos fenólicos totais\r\n\tA atividade antioxidante dos extratos será avaliada pela metodologia de sequestro do radical livre DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazil), adotando o procedimento de Conte et al (2016b) e Brand-Williams, Cuvelier e Berset (1995). Será construída a curva padrão de calibração a partir de diferentes concentrações do reagente DPPH. Depois, concentrações de 0,001 g.mL-1 a 0,01 g.mL-1  serão misturadas com 0,06 mM de solução de metanol de DPPH, permanecendo por 30 minutos no escuro. A redução do DPPH irá ocasionar a diminuição da absorbância, a qual será medida em espectrofotômetro a 517 nm no tempo zero e até a reação alcançar o platô. Os valores de absorbância serão convertidos para porcentagem de atividade antioxidante, com base na curva padrão do DPPH, conforme a Equação 1. Os resultados serão expressos como a média das triplicatas.\r\n\"Aa(% inibição) = [\"  (〖Abs〗_(controle  )- 〖Abs〗_(amostra ))/〖Abs〗_(controle ) ] x 100 \t\t\t(Equação 1)\r\n\r\n\tOnde:\r\n\t〖Abs〗_(controle )= Absorbância da amostra controle;\r\n\t〖Abs〗_(amostra )= Absorbência da amostra em estudo;\r\n\tAa(%) = Atividade antioxidante (%).\r\n\r\n4. Resultados Esperados\r\nTendo em vista os objetivos propostos, ao término desta pesquisa, espera-se encontrar os seguintes resultados:\r\n\tDeterminar a variação dos compostos fenólicos em função do tempo de colheita;\r\n\tIdentificar o estágio de desenvolvimento com maior atividade antioxidante;\r\n\tGerar dados relevantes para otimização do uso da Salvia officinalis;\r\n\tContribuir para a formação científica do estudante envolvido;\r\n\tProduzir trabalhos científicos e apresentações em eventos acadêmicos.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Processos Enzimáticos e Microbiológicos (GPPEM)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":29,"projeto_registro":"PES-2026-348","projeto_titulo":"Experiências digitais infanto-juvenis: uma revisão de literatura","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"FERNANDA MARCON","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"ANTROPOLOGIA EDUCACIONAL","palavras_chave":"Contextos educacionais; Educação; Experiências infanto-juvenis; Revisão Sistemática de Literatura; Universo digital","resumo":"O subprojeto propõe a realização de uma revisão sistemática de literatura sobre as experiências de crianças e jovens com o universo digital. Apesar de ser um tema bastante atual, considera-se fundamental o levantamento dos dados já produzidos sobre o tema, haja vista sua implicação direta sobre os processos educacionais na contemporaneidade. A revisão sistemática de literatura é parte de um projeto guarda-chuva mais amplo, em que as experiências infanto-juvenis em diferentes contextos educacionais serão observadas a partir de um olhar etnográfico e voltado a perceber suas especificidades e dinâmicas. Nesse sentido, conhecer a literatura e identificar as questões que se sobressaem a partir de estudos já realizados torna-se parte fundamental da pesquisa. De acordo com a metodologia proposta, a pesquisa partirá de uma pergunta-chave, a qual irá delimitar o escopo da investigação. Em seguida, os estudos encontradas irão passar por uma avaliação com base em critérios de exclusão e inclusão, levando em conta elementos como ano da publicação, nível de aperfeiçoamento (mestrado, doutorado etc), maior ou menor aproximação com a pesquisa, entre outros. Por fim, será realizada a análise qualitativa do conteúdo dos estudos, quando os dados coletados serão organizados de acordo com temas, categorias e abordagens, permitindo identificar semelhanças e diferenças entre eles, bem como suas contribuições à pesquisa. Ao fim da pesquisa, espera-se produzir um importante levantamento e análise de dados a respeito da relação entre crianças e jovens com o universo digital, incluindo as diferentes interações por meio da internet, como redes sociais, sites, aplicativos e jogos. Espera-se, ainda, contribuir para o adensamento teórico de pesquisas que tenham os processos educacionais na contemporaneidade como objeto de estudo. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Antropologia, Jovens e Juventudes","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":30,"projeto_registro":"PES-2026-347","projeto_titulo":"Educação Integral em Tempo Integral nas Escolas Indígenas: O desafio da intersetorialidade","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CRISTIANO AUGUSTO DURAT","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"EDUCAÇÃO RURAL","palavras_chave":"Educação Escolar Indígena; Educação Intergral; Intersetorialidade","resumo":"Introdução\r\n- A Educação Integral de Tempo Integral tem ampliado suas matrículas nas redes de ensino do Brasil nos últimos anos. Em parte, esse aumento está alinhado a Lei 14.640/2023, no qual foi instituída a “Política da Escola de Tempo Integral”. Entretanto, a Educação Integral de tempo integral, vista e defendida como uma concepção de educação requer uma postura crítica e comprometida por todos os entes federados para sua materialização enquanto política pública. Sua proposta pedagógica de formação humana para todos os estudantes da escola pública vem de longa data e diante dos interesses nem sempre voltados para as classes sociais que dependem do estado brasileiro, a Educação Integral passou por diversas etapas de avanços e retrocessos. \r\n- Considerando os aspectos históricos de uma política educacional voltada para toda a população brasileira, de uma escola pública de qualidade, iniciou com o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova de 1932. Esse documento materializou um conjunto de problematizações sobre a situação da educação brasileira, mas também, apresentou uma série de possibilidades educativas para melhorar o ensino no Brasil, especialmente, transformando essa instituição acessível a todos os cidadãos brasileiros, com qualidade e envolvida com as questões sociais naquele contexto. Elaborado por um grupo de intelectuais brasileiros, o Manifesto apontou várias alternativas entre elas, a preocupação com a escola em tempo integral. (Gomes, 2025, p. 49).\r\n- Nas décadas seguintes, um dos signatários desse movimento, Anísio Teixeira, implantou na Bahia as escolas-parques, de caráter experimental almejando uma educação integral de tempo integral, também. Essa ação pedagógica encabeçada por Anisio é um desdobramento das teorias defendidas pelo norte-americano John Dewey, cujos objetivos estavam alinhados a democracia e a experiência. Sobre a democracia, Teitelbaum e Apple apontam que sua defesa não se restringia apenas aos rituais governamentais e suas agências, mas suas propostas iam na direção de um processo dinâmico de participação ativa e diária não apenas no sistema político formal, mas também, na cultura, na economia, em todas as esferas da vida. (Teitelbaum; Apple, 2001, p. 197). Em relação a experiência, segundo Cavaliere, estudioso teórico de Dewey, a experiência é um modo de existência da natureza (...) ela gera modificações de comportamento, ou seja, gera aprendizagens, mais ou menos conscientes que modificam as experiências subsequentes. (Cavaliere, 2002, p. 257). De certo modo, a escola passa a ser o ambiente formal de uma sociedade verdadeiramente democrática, considerando que ela desenvolve suas ações didático-pedagógicas de forma planejada e objetiva.\r\n\r\nFundamentação teórica\r\n- No Brasil, foi com Anísio Teixeira que esse modelo de educação ganhou espaço com a criação das Escolas Parques/Escolas Classes, na Bahia e depois no Distrito Federal, na década de 60. Mais tarde, o projeto de uma escola de dia inteiro volta a ser incentivada na gestão governamental de Leonel Brizola, no estado do Rio de Janeiro, tendo como secretário de educação Darcy Ribeiro. Juntos eles criaram vários Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps, onde os estudantes tinham além dos conhecimentos científicos, diversas outras atividades culturais, esportivas e sociais, em que o objetivo principal desse modelo educacional buscava uma formação humana integral, tendo a escola como um espaço privilegiado para o desenvolvimento de experiências reflexivas sobre a vida em sociedade. (Gomes, 2025, p. 51). \r\nEntretanto, é com o Programa mais Educação que a Educação Integral ganha contornos mais definidos ao incentivar a oferta de escola de tempo integral, com uma ampliação da jornada de 7 horas diárias. Do ponto de vista estratégico o programa pautou junto as secretarias municipais estaduais de educação um olhar mais atento para a educação integral. Importante dizer, que a essa agenda apresentada pelo programa trouxe no seu bojo questões conceituais emergentes e pertinentes como a integração curricular, os macrocampos, os novos territórios educativos e a intersetorialidade. (Gomes, 2025, p. 56).\r\n- Entre seus objetivos, a intersetorialidade tem sido o espaço que mais tem demandado articulações entre diversos setores, secretarias e departamentos que compõem a gestão pública na esfera municipal e estadual. A intersetorialidade proporciona um esforço concreto da esfera pública na implementação e fortalecimento da educação integral, considerando que projetos construídos em diálogo com outras instâncias da administração pública garante sua execução com qualidade e compromisso com a formação humana que se almeja para crianças, adolescentes e jovens. Sabemos que uma proposta pedagógica bem alinhada e fundamentada não consegue atingir seus objetivos sem que haja recursos financeiros disponíveis para tal. Por isso que, a intersetorialidade se apresenta como uma solução viável para o pleno desenvolvimento da proposta pedagógica defendida para a escola pública (Documento de Referência, 2025).\r\n- Quando da elaboração do Plano Nacional de Educação/PNE (2014-2024), o tema da Educação em tempo Integral ficou garantido na meta 6, em que para o decênio, 50% (cinquenta por cento) das escolas pública deveriam ser na perspectiva da Educação em tempo integral, de modo a garantir que pelo menos 25% dos estudantes atendidos fossem na educação básica. De acordo com o 4º ciclo de monitoramento do PNE verificou-se que essas metas não foram cumpridas e que tivemos uma queda de matrículas no período, considerando que no início da execução do plano tínhamos 17,6%, em 2014, caiu para 15,1% em 2021, subindo para 20,6% em 2023. (Bavaresco, Corá, Maier, 2025, p. 17).\r\n- Os dados demonstram que estamos longe de alcançar a meta estipulada, embora soe negativamente, o próximo plano de educação requer uma atenção mais qualificada para que a expansão da Educação de Tempo Integral seja uma realidade no sistema de ensino brasileiro. Diante dessa realidade o Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação Básica (SEB), em 2023, convidou cinco universidades federais para organizarem uma proposta de Formação para os gestores públicos das secretarias municipais e estaduais de educação, do território brasileiro. Entre elas a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), foi escolhida para coordenar os trabalhos de formação na região Sul. Esse programa de formação teve por objetivo fomentar a criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica. (Bavaresco, Corá, Maier, 2025, p. 21).\r\n- O curso de formação iniciado em 2024, previu uma carga horária de 100 horas de atividades formativas para os cursistas, cujo perfis foram preenchidos por secretários municipais de educação e servidores técnicos lotados nessas secretarias. Entre os conteúdos trabalhos destacamos os seguintes eixos:  \"Módulo zero – Eventos introdutórios (6h); Módulo 1 – Programa Escola em Tempo Integral(12h); Módulo 2 – Fundamentos da Educação Integral(16h); Módulo 3 – Bases Legais da Educação Integral e do tempo integral (12h); Módulo 4 – Tópicos para a elaboração de Políticas de Educação Integral em tempo integral em nível local ou estadual (12h); Módulo 5 – Gestão democrática e as diversas instâncias de participação e acompanhamento social: criação de comitês de educação integral (12h); Módulo 6 – Tópicos especiais em projetos para Educação integral (10h).\" (Bavaresco, Corá, Maier, 2025, p. 24).\r\n- Em 2025, as universidades federais foram convidadas para ofertar novamente essa Formação Continuada para as Secretarias Municipais de Educação. Um dos pontos positivos de reoferta foi a ampliação de vagas para os membros dos Conselhos Municipais de Educação, com a manutenção das vagas para secretários e técnicos das secretarias. Em relação aos conteúdos desenvolvidos na edição de 2024, tivemos algumas mudanças para 2025, em que o Currículo teve uma discussão mais ampliada e a inclusão do tema da Equidade: modalidades educacionais e temáticas da diversidade. \r\n- É nessa perspectiva do módulo 6, que o presente projeto se assenta, considerando as modalidades de ensino que se apresentam como um desafio para a Educação de Tempo Integral, a pactuação de matrículas nas modalidade Educação Escolar Indígena. Sabemos, outrossim, que não se trata apenas de ofertar educação integral com jornada de dia inteiro, mas de construir caminhos concretos, dialógicos e materializados na realidade de cada comunidade onde a escola se localiza. Para sua efetivação, enquanto política pública, muitos sujeitos, coletivos e instituições devem contribuir nesse processo.\r\n- Percorrendo os caminhos da história pinçamos um elemento importante no contexto do Programa Mais Educação, especialmente no texto de referência para o debate nacional, de 2009, que muito se aproxima da proposta pedagógica para as comunidades indígenas, ao afirmar “que o desenvolvimento integral dos estudantes não pode ser considerado como responsabilidade exclusiva das escolas, mas também de suas comunidades, uma vez que somente juntas podem ressignificar suas práticas e saberes” (Brasil, 2009, p. 33).\r\n- Embora, na prática, esse ressignificado tenha sido interrompido no período de 2016 a 2022, o Ministério da Educação aponta, novamente, alguns caminhos para uma educação voltada à formação humana integral, com o advento da Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023, que instituiu a “Política da Escola de Tempo Integral” (Brasil, 2023). Com isso, nada mais sensato do que retomar agendas esquecidas ou silenciadas sobre uma educação voltada às várias dimensões da vida humana, de sujeitos e coletivos que preservam para si conhecimentos próprios e saberes de uma estreita relação com o mundo e a natureza. Partindo desse princípio, abre-se um campo de possibilidades para entrelaçar a educação integral em interface com essas realidades escolares.\r\n- O debate educacional brasileiro incorporou também a perspectiva da educação integral, entendida como uma concepção que visa ampliar tempos, espaços e oportunidades educativas, articulando saberes escolares e comunitários. O Programa Paraná Integral, instituído pela Lei nº 21.658, de 27 de setembro de 2023, insere-se nesse movimento de expansão da jornada escolar, propondo novas formas de organização curricular e pedagógica (Paraná, 2023). No entanto, a chegada desse programa as comunidades indígenas suscita questionamentos acerca de sua pertinência, adaptação e efetividade em contextos socioculturais singulares.\r\n- Diante desse cenário, emergem desafios relacionados tanto à infraestrutura e aos recursos quanto à adequação pedagógica e cultural da educação integral às especificidades das escolas indígenas. Tais dificuldades não anulam, entretanto, as possibilidades de fortalecimento do vínculo entre escola e comunidade, desde que a política seja construída em diálogo com essas realidades e respeite seus modos próprios de organizar o tempo, o trabalho, a vida comunitária e a transmissão dos saberes.\r\n- A implementação da educação integral nas escolas indígenas do Estado do Paraná enfrenta uma série de desafios, mas também apresenta grandes oportunidades para a construção de uma escola que dialogue com as realidades dessas comunidades e suas necessidades. A Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023, marca um avanço importante nesse sentido ao estabelecer diretrizes para o desenvolvimento da educação em tempo integral, mas sua aplicação nas escolas indígenas exige um olhar atento para as especificidades culturais, territoriais e sociais desses povos (Brasil, 2023). A perspectiva de educação integral apresentada neste texto entende que as dimensões quantitativas — com mais tempo dedicado à escola e/ou ao território — e qualitativas — voltadas para a formação integral do ser humano — estão interligadas. Nesse sentido, implica construir uma política de educação integral com seriedade, reconhecendo que a escola não pode ser um espaço isolado de sua comunidade.\r\nOs dados demonstram o grande desafio das autoridades públicas em buscar estratégias de permanência desses estudantes, mas, para isso, precisam construir coletivamente, em diálogo com as comunidades, caminhos plausíveis e alicerçados em políticas públicas efetivas. Acreditamos que a intersetorialidade pode favorecer e fortalecer o vínculo dessas comunidades com uma educação escolar concreta e permanente, mas, para isso, os gestores devem apresentar soluções, considerando que cada comunidade apresenta suas particularidades e demandas específicas, o que exige que o projeto de educação considere não apenas o aumento do tempo na escola, mas também a adaptação curricular para atender às suas realidades culturais e territoriais.\r\n- Com isso, a articulação entre a escola e o território indígena se torna essencial para que a educação faça sentido e respeite a identidade de cada comunidade, enfrentando, assim, os desafios de infraestrutura, formação de professores e valorização dos saberes tradicionais. Considerando os dados analisados, pesquisados nas plataformas da Secretaria Estadual de Educação, faz-se necessário articular a escola com o território onde ela está inserida, para que o aprendizado faça sentido para esses estudantes.\r\n- A partir dos estudos de Moll (2012), entende-se que a escola de tempo integral é um “território privilegiado para promover o desenvolvimento integral dos estudantes, no qual o conhecimento acadêmico dialoga com os saberes culturais, sociais, emocionais e do cotidiano dos estudantes”. Esse sentido é essencial não apenas para garantir a permanência dos estudantes na escola, mas também para que as aprendizagens escolares sejam vistas como um meio de fortalecer suas culturas, identidades e tradições.\r\nEssa discrepância revela mais do que uma defasagem numérica: evidencia o distanciamento entre o modelo de educação integral implementado pelo Estado e as realidades socioculturais das comunidades do campo e indígenas. A proposta governamental, em grande medida, ancora-se na ampliação do tempo escolar dentro de estruturas curriculares e organizativas padronizadas, pouco atentas às formas próprias de organização do tempo, do espaço e do trabalho coletivo.\r\n- Nessa perspectiva, o risco é que a educação integral seja reduzida a uma extensão quantitativa da jornada escolar, sem contemplar o sentido qualitativo que poderia assumir no contexto do campo e indígena. Como adverte Moll (2012, p. 15), “a educação integral deve ser concebida como projeto que amplia tempos, espaços e oportunidades, articulando saberes escolares e não escolares em diálogo com a realidade dos sujeitos”. No caso dessas comunidades, isso implica considerar tempos de rituais, práticas de subsistência, assembleias comunitárias como dimensões indissociáveis da formação integral.\r\n- Portanto, mais do que ampliar horas letivas, trata-se de repensar a concepção de integralidade a partir das suas epistemologias, assegurando que a escola seja espaço de afirmação identitária e de fortalecimento comunitário. Sem esse movimento, a política de tempo integral corre o risco de reforçar práticas assimilacionistas, contrariando os princípios constitucionais e legais que sustentam seus currículos diferenciados.\r\n- A implementação da educação em tempo integral nas escolas do campo e indígenas do Paraná não pode ser pensada apenas como a ampliação da jornada escolar. Para que essa política alcance efetividade e contribua para a permanência dos estudantes, é necessário que esteja articulada a uma concepção ampliada de educação, que considere os diferentes determinantes que atravessam a vida dessas comunidades.\r\n- Nesse contexto, a intersetorialidade emerge como elemento estratégico. A participação integrada de secretarias e órgãos das áreas de saúde, assistência social, esporte e cultura é essencial para que a escola se constitua em espaço de formação integral, capaz de dialogar com as necessidades e projetos de vida das comunidades.\r\n- O conceito de intersetorialidade teve destaque nas discussões sobre a implementação do Programa Mais Educação, ao propor que todos os setores públicos envolvidos com as políticas sociais do município/estado, principalmente aquelas que se relacionavam à garantia de direitos e às atividades com crianças, adolescentes e jovens, precisam dialogar para que os esforços e recursos sejam destinados à formação integral dos sujeitos em escolas de tempo integral (Gomes, 2025).\r\nPara tanto, o planejamento da educação integral nessas escolas deve ser coordenado pelos setores responsáveis por essa modalidade na Secretaria de Estado da Educação, em diálogo permanente com as lideranças e suas comunidades. Assim, \"As diferentes concepções de acesso, acolhimento e vínculo no processo de construção do ensino podem proporcionar o estabelecimento de estratégias com vistas a aprimorar a Escola de Tempo Integral e assegurar a formação integral. Desse modo, é de extrema importância fortalecer o diálogo e a ação entre diferentes setores da sociedade, para que seja possível ampliar a consciência acerca da vulnerabilidade, bem como o fortalecimento da intersetorialidade no ensino no Brasil\" (Corá; Trindade, 2015).\r\n-Trata-se de reconhecer que a integralidade, nesses contextos, não se resume apenas ao aumento do tempo na escola, mas à construção de experiências educativas que envolvam a comunidade, valorizem identidades culturais e articulem políticas públicas de forma transversal.\r\n\r\nMaterial e Métodos/Metodologia\r\nA pesquisa será de caráter documental e bibliográfico. Documental, no sentido de que faremos pesquisas nas plataformas oficiais da Secretária Estadual de Educação – SEED/PR e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, especialmente os dados do Censo Escolar. Ambas as plataformas são públicas e acessíveis, o que demanda apenas acesso à internet e um computador para realizar esse levantamento de dados atualizados sobre a situação das escolas indígenas. Esses dados, quando analisados sob a luz de estudos concretos são reveladores de uma realidade social complexa, considerando o contexto em que estas instituições estão inseridas, seus sujeitos e coletivos. Em relação a bibliografia, além daquelas anunciadas anteriormente, sempre que a materialidade dos dados analisados apontarem outras temáticas, buscaremos outras referências necessárias para que a pesquisa com seus objetivos. Outro aspecto relevante dessa pesquisa é a leitura e sistematização da legislação, diretrizes e pareceres sobre as modalidades de ensino infracitadas.\r\n\r\nResultados Esperados\r\nEsperamos com essa pesquisa ampliar o debate sobre a importância e necessidade ampliação de matrículas nas escolas indígenas, na perspectiva da educação integral em jornada de dia inteiro, com qualidade e respeitando os princípios didáticos-pedagógicos que orientam essa modalidade de educação. Nesse debate, acreditamos que a intersetorialidade é um dos caminhos pelo qual as escolas com localização diferenciada possam garantir a permanência dos estudantes, mas para tanto, se faz necessário o diálogo e articulação entre diferentes secretarias e setores que fazem parte da administração estadual. Sendo assim, acreditamos que junto ao projeto de educação integral em tempo integral deve caminhar em parceria com as secretarias de esporte, cultura, agricultura, dos direitos humanos, da mulher, da igualdade racial, da criança e adolescentes, entre outros setores que desempenham ações e projetos junto à população. É imperativo reforçar que a educação integral requer um amplo e produtivo diálogo com os membros e coletivos que compõem o território escolar/educativo, demandando esforços da equipe pedagógica e seus parceiros. \r\n\r\nReferências:\r\nBAVARESCO, Joel; CORÁ, Elsio José; MAIER, Lidiani Ronsoni. Escola em Tempo Integral: Formação continuada para secretarias de Educação da Região Sul do Brasil. In: MOURA, Alexandre Carvalho (Et al). Tempos de Outra Aprender: A Educação Integral como Caminho para a Humanização e a prática Democrática. Jundiaí/SP: Paco Editorial, 2025, p. 13-28.\r\nBRASIL. Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023. Institui a Política da Escola de Tempo Integral. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 1 ago. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14640.htm. Acesso em: 14 set. 2025.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Educação integral: texto de referência para o debate nacional. Brasília: MEC/SECAD, 2009. (Série Mais Educação).\r\nCAVALIERE, Ana Maria Villela. Educação Integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Educação e Sociedade, Campinas, v. 23, n. 81, p. 247-270, dez. 2002.\r\nCORÁ, Élsio José; TRINDADE, Letícia de Lima. Intersetorialidade e vulnerabilidade no contexto da educação integral. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 31, n. 4, p. 81-94, out./dez. 2015.\r\nDocumento de Referência para Articulação Intersetorial na Jornada Escolar de Tempo Integral, na Perspectiva da Educação Integral. Eixo Entrelaçar. Brasília/DF: SEB/MEC, 2025.\r\nGOMES, Aurélia Lopes. Bases teórico-conceituais para a construção das políticas de educação integral em Escolas de tempo integral. In: MOURA, Alexandre Carvallho (Et al). Tempos de Outra Aprender: A Educação Integral como Caminho para a Humanização e a prática Democrática. Jundiaí/SP: Paco Editorial, 2025, p. 47-60.\r\nMOLL, Jaqueline. Caminhos da educação integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.\r\nPARANÁ. Educação em tempo integral. Curitiba: SEED, 2025. Disponível em: https://professor.escoladigital.pr.gov.br/eti. Acesso em: 28 ago. 2025.\r\nPARANÁ. Lei nº 21.658, de 27 de setembro de 2023. Institui o Programa Paraná Integral. Diário Oficial do Estado do Paraná: Curitiba, 27 set. 2023.\r\nTEITELBAUM, Kenneth; APPLE, Michael. John Dewey. Currículo sem Fronteiras, v. 1, n. 2, p. 194-201, jul./dez. 2001.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Políticas Públicas e Práticas de Educação - IPRAE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":31,"projeto_registro":"PES-2026-346","projeto_titulo":"Influência do tempo de colheita nos compostos bioativos da Salvia","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"GUILHERME MARTINEZ MIBIELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"PROCESSOS BIOQUÍMICOS","palavras_chave":"Atividade antioxidante; Compostos fenólicos; Salvia officinalis","resumo":"Resumo\r\nA busca por compostos naturais com potencial funcional tem impulsionado pesquisas voltadas a espécies vegetais com propriedades bioativas. Nesse contexto, a Salvia officinalis destaca-se por apresentar elevada concentração de compostos fenólicos associados à atividade antioxidante, com aplicações relevantes nas áreas alimentícia, farmacêutica e biotecnológica. Entretanto, a composição fitoquímica dessa espécie pode variar em função de fatores como o estágio de desenvolvimento no momento da colheita. Diante dessa variabilidade, este projeto tem como objetivo avaliar a influência do tempo de colheita nos teores de compostos fenólicos totais e na atividade antioxidante da Salvia officinalis. Para isso, a planta será cultivada em condições controladas e colhida em diferentes estágios de desenvolvimento. Os compostos bioativos serão extraídos por ultrassom e analisados quanto ao teor de fenólicos totais e à atividade antioxidante pelo método DPPH. Espera-se identificar o período de colheita mais adequado para maximizar a obtenção de compostos bioativos, gerando informações relevantes para a otimização do uso da espécie em aplicações tecnológicas.\r\n\r\n1. Introdução\r\nA utilização de plantas como fonte de compostos bioativos tem sido amplamente investigada devido ao seu potencial na promoção da saúde humana e na prevenção de doenças associadas ao estresse oxidativo. Compostos fenólicos, em particular, destacam-se por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas.\r\nA Salvia officinalis, pertencente à família Lamiaceae, é uma espécie amplamente utilizada tanto na culinária quanto na medicina tradicional. Sua composição fitoquímica inclui compostos fenólicos e constituintes de óleo essencial que apresentam elevada atividade biológica, tornando-a uma importante matéria-prima para aplicações tecnológicas.\r\nHistoricamente, a Salvia officinalis, conhecida popularmente como “sálvia” ou “sálvia-comum” (Figura 1), é uma espécie nativa do Oriente Médio e de regiões do Mediterrâneo, amplamente difundida ao longo da história. Desde a Idade Média, tem sido utilizada como condimento na culinária (recheio e preparação de carnes, marinadas, sopas, feijão, molhos de tomate, queijos, batatas e biscoitos) de diversos países, destacando-se por seu aroma e propriedades sensoriais (LOPES et al, 2015). Além disso, é cultivada no Hemisfério Norte como planta ornamental, em função de suas características estéticas. Paralelamente, seu uso na medicina tradicional remonta também ao período medieval, sendo reconhecida por suas propriedades terapêuticas e pelo emprego em práticas populares de prevenção e tratamento de doenças. (FIORINI; DIAS; SILVA, 2025).\r\nSegundo um estudo realizado por Verde et al (2025), em que foram observados os compostos bioativos de condimentos comumente utilizados na culinária brasileira, como: Rosmarinus officinalis L. (alecrim), Allium schoenoprasum L. (cebolinha), Helichrysum italicum (Roth), G. Don f. (erva-curry), Mentha x villosa L. (hortelã), Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng. (hortelã-pimenta), Ocimum basilicum L. (manjericão), Petroselinum crispum (Mill.) Fuss (salsinha), Salvia officinalis L. (sálvia)  e Thymus vulgaris L. (tomilho), além de apresentar possíveis similaridades fitoquímicas entre elas, os resultados para a sálvia revelaram\r\n“média superior para antocianinas”, e um dos maiores teores de óleo essencial (sendo fonte de “terpenos como cânfora, tujona, cariofileno e diferentes estudos atribuem ao óleo essencial atividade antioxidante, antibacteriana, antiurease e antidiabética”).\r\nAnalogamente, no uso medicinal, como dito anteriormente, a sálvia se prova uma importante fonte de compostos bioativos e atividade antioxidante. De acordo com Moraes et al (2022), a atividade antioxidante tem sido objeto de estudo nos últimos anos pois representa grande aposta para o futuro desenvolvimento de fármacos e outras formas de tratamento para diversas doenças, como doenças cardiovasculares, doenças genéticas como o câncer e doenças degenerativas, como Alzheimer e a doença de Parkinson.\r\nNos resultados de compostos fenólicos para a sálvia, descritos por Verde et al (2025), os maiores rendimentos de compostos fenólicos totais foram obtidos para as espécies hortelã (973,8430 mg EAG 100 g-1), sálvia (818,3411 mg EAG 100 g-1), erva-curry (809,7128 mg EAG 100 g-1) e alecrim (774,7308 mg EAG 100 g-1).\r\nAdemais, não se pode descartar a hipótese de que diferentes condições ambientais influenciam na composição e nas quantidades de compostos bioativos presentes na biomassa de sálvia. Fatores como temperatura, intensidade luminosa, disponibilidade hídrica, tipo de solo e estágio de desenvolvimento da planta podem afetar diretamente o metabolismo secundário, resultando em variações nos teores de compostos fenólicos e na atividade antioxidante. Dessa forma, essas variáveis devem ser consideradas na interpretação dos resultados e na padronização dos processos de extração (PANT; PANDEY; DALL'ACQUA, 2021).\r\nDiante do exposto, evidencia-se que a S. officinalis apresenta elevada relevância tanto histórica quanto científica, destacando-se por seu amplo uso culinário, ornamental e medicinal, associado à presença significativa de compostos bioativos e atividade antioxidante. Os resultados da literatura reforçam seu potencial fitoquímico, especialmente em relação aos compostos fenólicos e aos constituintes do óleo essencial, que contribuem para diversas aplicações terapêuticas. No entanto, fatores ambientais e condições de cultivo podem influenciar diretamente sua composição química, tornando essencial o seu estudo. Nesse contexto, faz-se necessária a realização de estudos experimentais que avaliem diferentes estágios de crescimento e cultivo da planta, além de que isto torna-se fundamental para otimizar a extração e maximizar o aproveitamento dos compostos bioativos, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e para aplicações futuras nas áreas farmacêutica, alimentícia e biotecnológica.\r\n\r\n2. Objetivos\r\n\t2.1 Geral\r\n\tAvaliar a influência do tempo de colheita nos teores de compostos fenólicos totais e na atividade antioxidante da Salvia officinalis (sálvia comum).\r\n\t2.2 Específicos\r\n\tPara atender o objetivo geral, pretende-se cumprir as seguintes etapas:\r\n\tCultivar e coletar Salvia officinalis em diferentes estágios de desenvolvimento;\r\n\tObter extratos vegetais por extração assistida por ultrassom;\r\n\tDeterminar o teor de compostos fenólicos totais;\r\n\tAvaliar a atividade antioxidante dos extratos pelo método DPPH;\r\n\tComparar os resultados obtidos entre os diferentes tempos de colheita.\r\n\r\n3 Material e Métodos/Metodologia (descrição detalhada)\r\n3.1. \tRepetitividade e Confiabilidade dos Dados Experimentais\r\n\tPor se tratar do emprego de matéria-prima proveniente da extração de compostos bioativos da Salvia, o entendimento da variação experimental é essencial para a confiabilidade, repetitividade e reprodutibilidade dos ensaios experimentais propostos neste projeto. Desta forma, todas as análises, serão realizadas em triplicata. Assim, os resultados serão apresentados em termos de uma média de centralização (média aritmética amostral) e uma medida de dispersão (desvio padrão amostral). Além disso, com o intuito de fornecer uma estimativa da variação experimental, serão apresentados os valores do intervalo de confiança para cada análise reportada.\r\n3.2.\tInfraestrutura para a realização dos ensaios e análises\r\nA pesquisa será desenvolvida na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, SC. Serão utilizados 2 laboratórios para execução do projeto com infraestrutura suficiente que garantem a viabilidade da realização dos ensaios e análises que estão sendo propostas neste projeto.\r\n3.3.\tObtenção e preparo da matéria-prima \r\nA Sálvia será plantada e colhida na área experimental da UFFS, respeitando os seus diferentes estágios de desenvolvimento. Posteriormente, o material será seco em estufa de ar circulante, a temperatura de 50°C por 72 horas, durante esse processo, o material será constantemente revolvido para garantir uma secagem homogênea. \r\nA fim de reduzir o tamanho da biomassa, após a secagem o material será moído em um moinho de facas até conseguir-se partículas inferiores a 0,5 mm, selecionadas através de uma peneira de 20 mesh, acoplada ao próprio equipamento. Ao término do processo de moagem o material será armazenado, em bolsas hermeticamente fechadas, envolvidas com papel laminado para proteger da luz, dentro do freezer.\r\n3.4.\tObtenção dos extratos\r\nO procedimento de extração será baseado nos estudos de Conte et al (2016a) em que os ensaios serão realizados em banho de ultrassom, na frequência de 40 kHz e potência máxima de saída de 250 W. Os experimentos se iniciarão com o ajuste da temperatura do solvente extrator (definido por planejamento de experimentos) e, após o alcance do equilíbrio térmico, se procederá à adição da matriz vegetal em frascos de vidro. Imediatamente a sonicação será iniciada e decorrido o tempo extrativo (também definido através de planejamento experimental), as amostras obtidas serão filtradas com papel filtro de filtragem média e armazenadas sob refrigeração até análise.\r\n3.5. \tAtividade antioxidante e compostos fenólicos totais\r\n\tA atividade antioxidante dos extratos será avaliada pela metodologia de sequestro do radical livre DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazil), adotando o procedimento de Conte et al (2016b) e Brand-Williams, Cuvelier e Berset (1995). Será construída a curva padrão de calibração a partir de diferentes concentrações do reagente DPPH. Depois, concentrações de 0,001 g.mL-1 a 0,01 g.mL-1  serão misturadas com 0,06 mM de solução de metanol de DPPH, permanecendo por 30 minutos no escuro. A redução do DPPH irá ocasionar a diminuição da absorbância, a qual será medida em espectrofotômetro a 517 nm no tempo zero e até a reação alcançar o platô. Os valores de absorbância serão convertidos para porcentagem de atividade antioxidante, com base na curva padrão do DPPH, conforme a Equação 1. Os resultados serão expressos como a média das triplicatas.\r\n\r\n\"Aa(% inibição) = [\"  (〖Abs〗_(controle  )- 〖Abs〗_(amostra ))/〖Abs〗_(controle ) ] x 100 \t\t\t(Equação 1)\r\n\r\n\tOnde:\r\n\t〖Abs〗_(controle )= Absorbância da amostra controle;\r\n\t〖Abs〗_(amostra )= Absorbência da amostra em estudo;\r\n\tAa(%) = Atividade antioxidante (%).\r\n\r\n4. Resultados Esperados\r\nTendo em vista os objetivos propostos, ao término desta pesquisa, espera-se encontrar os seguintes resultados:\r\n\tDeterminar a variação dos compostos fenólicos em função do tempo de colheita;\r\n\tIdentificar o estágio de desenvolvimento com maior atividade antioxidante;\r\n\tGerar dados relevantes para otimização do uso da Salvia officinalis;\r\n\tContribuir para a formação científica do estudante envolvido;\r\n\tProduzir trabalhos científicos e apresentações em eventos acadêmicos.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Processos Enzimáticos e Microbiológicos (GPPEM)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":32,"projeto_registro":"PES-2026-345","projeto_titulo":"Planos de Bacias Hidrográficas: mapeamento do planejamento da gestão hídrica do Estado de Santa Catarina ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LARISSA DE LIMA TRINDADE","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"POLÍTICA E PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAIS","palavras_chave":"Gestão de Recursos Hídricos; Planejamento de Bacias Hidrgráficas; Política Pública Ambiental","resumo":"A Política Nacional de Recursos Hídricos tem como um de seus instrumentos a elaboração de planos de recursos hídricos de modo descentralizado. Apesar da Política definir alguns conteúdos mínimos para a elaboração desses planos, o que se observa na prática ao se ler estes instrumentos de planejamento das bacias hidrográficas é que eles não possuem um modelo padrão de planejamento o que dificulta a capacidade de comparação entre uma bacia e outra, em alguns casos\r\nfaltam informações essenciais para o melhor gerenciamento e muitas vezes quanto apresentam são de difícil entendimento para os usuários da informação, especialmente a quem não domina tecnicamente a questão. Salienta-se que o plano da bacia hidrográfica é o principal instrumento de gestão, apresentando o diagnóstico da bacia, permitindo fazer projeções futuras e estabelecer metas de qualidade e quantidade para ela, cabendo aos comitês de bacias hidrográficas aprová-los e acompanhar a realização de suas metas. Este projeto objetiva mapear os planos de bacias hidrográficas de Santa Catarina, a fim de auxiliar os comitês de bacias hidrográficas a ajustarem, criarem ou melhorarem seus planos de gerenciamento. Objetiva, também, disponibilizar o modelo de referência em um formato mais interativo, usando a tecnologia de informação open source, que permita aos usuários acessarem informações mais rápidas e de fácil entendimento. Para tanto, utiliza-se o método de pesquisa documental e bibliográfica, partindo da análise documental dos planos de bacias hidrográficos existentes Estado de Santa Catarina, a fim de categorizar as informações mais importante e elaborar um modelo de plano de\r\nreferência para os usuários. \r\nA política pública brasileira de recursos hídricos está definida pela Lei 9.433/97 (Lei de Águas) e visa resolver e equacionar as questões de escassez dos recursos hídricos, mediante a criação de procedimentos integrados de planejamento e administração destes recursos. Portanto, pode-se dizer que as políticas públicas de recursos hídricos, elaboradas pelos poderes público federal e estaduais, são a totalidade de ações, metas e planos que visam alcançar o bem estar da sociedade\r\ne o interesse público, na área hídrica. Tratam-se de atividades analíticas e criativas focadas na formulação de princípios, doutrinas, documentos orientadores e normativos que estruturam o sistema de gerenciamento e tomada de decisão acerca do uso, do controle e da proteção dos recursos hídricos (LANNA, 2000).\r\nEntre as principais inovações trazidas pela Lei de Águas estão: a instituição da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), a criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), o estabelecimento de princípios básicos para a gestão destes recursos no país, a adoção da bacia hidrográfica como unidade planejamento, o enquadramento dos corpos hídricos, o reconhecimento da água como um bem econômico e limitado de necessidades múltiplas e a implantação de um modelo de gestão descentralizado e participativo, cujos comitês de bacias hidrográficas (CBHs) são os principais protagonistas (CUNHA, 2008).\r\nA PNRH tem como um de seus instrumentos a elaboração de Planos de Recursos Hídricos (PRH), definidos como planos diretores de longo prazo que fundamentam a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e seu gerenciamento. Sua elaboração pode ser por bacia hidrográfica, estado ou país. Dentre os Planos de RH, situam-se os Planos de Bacias Hidrográficas (PBH) a serem aprovados pelos comitês de bacia hidrográfica (CBHs), compostos por\r\nrepresentantes da União, dos estados e Distrito Federal, municípios, usuários das águas e entidades civis situados na bacia hidrográfica em questão (BRASIL, 1997).\r\nAlém do plano da bacia hidrográfica a PNRH propôs cinco outros instrumentos de gestão: o enquadramento dos corpos de água, a outorga dos direitos de uso, a cobrança pelo uso de recursos hídricos, o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNGRH) e a compensação aos municípios e destaca a importância do plano da bacia como instrumento prioritário e essencial para a elaboração dos demais instrumentos, especialmente a outorga e cobrança (BRASIL, 1997). Para Peres e Silva (2013) o PBH é o instrumento central de articulação entre o planejamento e a gestão, tem como objetivo geral definir ações de gestão, programas, projetos, obras e investimentos prioritários para este território, dentro de um contexto que inclua os órgãos governamentais, a sociedade civil, os usuários e as diferentes instituições que participam do gerenciamento dos recursos hídricos. No entanto, segundo a OECD (2015) “os diversos planos de recursos hídricos em nível nacional, estadual, local e de bacias são mal coordenados e não chegam a ser colocados em prática”. Além disso, explana a necessidade de fomentar um mecanismo que envolva os atores em tomadas de decisões inclusivas e transparentes e sublinha a lacuna no acesso a informações, na qual carece de\r\ndesenvolvimento de plataformas de informações confiáveis, consistentes e transparentes para apoiar tomadores de decisão. Iribarnegaray e Seghezzo (2012) destacaram que uma boa governança também contempla a disponibilidade e boa qualidade das informações contidas em web sites de instituições relacionadas com a gestão das águas. Salienta-se que o entendimento do que é uma boa governança da água não é uma simples tarefa. Segundo, Ribeiro (2009) a governança implica em reunir pessoas para discutir um tema complexo de gestão, como é o caso da água, cujo todos os atores envolvidos estejam presentes e representados. Sendo assim, é possível entender que a governança da água baseia-se em u modelo não hierárquico, que promove o envolvimento de diversos stakeholders (JACOBI, 2009). Neste grupo, podem estar inclusos membros do poder público, grupos de interesse, usuários, sociedade civil organizada, participantes individuais, dentre outros. No Brasil, os comitês de bacia hidrográfica são os espaços destinados ao exercício da governança (JACOBI, 2009).\r\nA diferença entre governança da água e gestão da água é que a governança é o conjunto de processos e instituições que definem e identificam, politicamente, quais são as metas a serem perseguidas. Já a gestão trata dos mecanismos e medidas práticas utilizadas para atingirem as metas traçadas e, portanto, atingir os resultados. Desta forma, a governança da água fornece a estrutura para decidir quais serão as atividades de gestão dos recursos hídricos que serão implementadas e o gerenciamento representa a produção de informações, o acompanhamento e a tomada de decisões que têm por objetivo final promover o uso, o controle e a proteção dos recursos hídricos (SANT’ANNA, 2011). \r\nSalienta-se que em Santa Catarina existem 16 comitês de bacias hidrográficas que possuem planos de bacias que carecem de revisão e ou elaboração. Desta forma este projeto deverá levantar os planos das bacias hidrográficas aprovados por cada uma destes CBHs a fim de responder o seguinte questionamento de pesquisa: como estão sendo elaborados os planos de bacias hidrográficas no Estado de Santa Catarina? Existem elementos comuns entre esses planos que permitam produzir\r\num sistema de informação de maior compreensão para os usuários das informações? A análise dos planos de bacias hidrográficas do Estado de Santa Catarina, de forma comparativa com o que determina a legislação, bem como a literatura sobre o assunto permitirá aperfeiçoar, orientar e até mesmo servir de referência para que os gestores das águas no Brasil possam melhorar seu processo de governança e principalmente de tomada de decisão.\r\nEspera-se como produto final deste projeto que um modelo de plano de bacias hidrográfica de referência seja criado e testando dentro de uma plataforma digital que permita o acesso mais rápido, fácil e interativo para os usuários. Adicionalmente, espera-se como produto deste projeto um sistema de informação - web, acessível através da Internet e desenvolvido seguindo-se o modelo open source, que hospede e disponibilize os dados catalogados e o modelo de plano de\r\nbacias hidrográficas de referência. Esse sistema estará vinculado a uma base de dados criada a partir dos estudos conduzidos nesse projeto. Através desse sistema web, cidadãos, órgãos públicos e privados, e qualquer entidade interessada terá acesso às informações sobre os planos de bacias hidrográficas do Estado de Santa Catarina.  Baseando-se nos melhores preceitos da área de Interação Humano-Computador (IHC), o sistema de informação permitirá que seus usuários não apenas acessem os dados, mas interajam de forma rica com esses. Nesse contexto, usuários poderão filtrar dados por localidade, parâmetro de interesse, entre outras informações, o que tornará o sistema uma poderosa ferramenta de interesse e estratégia pública.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Gestão de Operações e Sustentabilidade - GOS","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":33,"projeto_registro":"PES-2026-344","projeto_titulo":"Teorias de enfermagem no cuidado a saúde da mulher: revisão integrativa","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"FERNANDA HONNEF","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Enfermagem; Processo de Enfermagem; Saúde da Mulher; Teorias de Enfermagem","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nA saúde da mulher foi historicamente marcada por uma abordagem centrada nos aspectos biológicos e reprodutivos, o que contribuiu para práticas fragmentadas e pouco sensíveis às reais necessidades femininas (Brasil, 2004). A partir das transformações sociais e políticas, expressas especialmente pelo Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), consolidou-se no Brasil a perspectiva da integralidade do cuidado, reconhecendo a mulher como sujeito de direitos e considerando suas especificidades ao longo do ciclo vital (Brasil, 1984; 2004).\r\nNesse contexto, a qualificação da atenção à saúde da mulher demanda práticas de cuidado fundamentadas na humanização, na integralidade e na promoção da autonomia feminina (Santos et al., 2025). Tal perspectiva exige dos profissionais de saúde, em especial da enfermagem, uma atuação pautada em bases científicas, éticas e humanísticas, capaz de responder à complexidade das experiências femininas nos diferentes cenários de atenção à saúde (Ramos et al., 2018; Petroni et al., 2025).\r\nCom isso, a enfermagem tem um papel central na operacionalização das políticas públicas voltadas à saúde da mulher, a qualificação do cuidado em enfermagem perpassa alicerces teóricos consistentes. Nesse sentido, a enfermagem brasileira vem se estruturando, ao longo das décadas, a partir de uma perspectiva crítica e reflexiva, com repercussões no ensino, na pesquisa e na assistência. Destaca-se, nesse percurso, a publicação da obra Processo de Enfermagem, por Wanda de Aguiar Horta, em 1979, considerada um marco para a consolidação do pensamento científico na enfermagem, ao propor um modelo assistencial fundamentado em uma visão holística do ser humano (Tavares et al., 2019; Camacho et al., 2017; Cianciarullo, 2000).\r\nNessa perspectiva, o Processo de Enfermagem configura-se como um instrumento metodológico essencial da prática assistencial, capaz de orientar o cuidado e fortalecer a autonomia do enfermeiro na análise crítica de evidências científicas, subsidiando ações qualificadas que superam a lógica meramente tarefeira da assistência (Cofen, 2024; Cianciarullo, 2000). Para sua efetiva implementação, a adoção de uma Teoria de Enfermagem constitui um importante alicerce estrutural, uma vez que qualifica e sistematiza o cuidado prestado (Santos et al., 2019). As teorias de enfermagem mostram-se fundamentais à prática profissional, pois sustentam a aplicação do Processo de Enfermagem e viabilizam um cuidado integral, científico e fundamentado em evidências (Barbosa; Silva, 2018; Santos et al., 2021).\r\nAs teorias de enfermagem possibilitam compreender os fenômenos relacionados ao cuidado para além da execução de tarefas, favorecendo intervenções que considerem a integralidade, a autonomia e o empoderamento feminino. Ao oferecer suporte epistemológico à assistência, as teorias de enfermagem contribuem para o desenvolvimento de habilidades de autocuidado, para a tomada de decisão informada e para a melhoria do conhecimento das mulheres sobre sua própria saúde, promovendo mudanças positivas nos modos de viver e cuidar (Kariman et al., 2020).\r\nApesar de sua relevância, estudos apontam limitações na implementação do Processo de enfermagem e das Teorias de Enfermagem na prática assistencial, o que fragiliza a integralidade do cuidado à saúde da mulher (Garcia et al., 2021). Diante disso, emerge o seguinte questionamento: quais são as evidências científicas nacionais acerca da utilização do Processo de enfermagem e das Teorias de enfermagem no cuidado de enfermagem na Saúde da Mulher?\r\nO presente subprojeto está vinculado a um projeto guarda-chuva, ao propor a análise da produção científica e acadêmica brasileira acerca dos instrumentos básicos de enfermagem e das teorias de enfermagem. Tal abordagem permite compreender esse fenômeno como uma expressão concreta da prática profissional fundamentada em referenciais teóricos, contribuindo para a qualificação do cuidado, o fortalecimento da formação em enfermagem e o avanço da produção do conhecimento, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).\r\n\r\nMETODOLOGIA (MATERIAL E MÉTODOS)\r\n\r\nPropõe-se um estudo de revisão integrativa da literatura, que utiliza métodos criteriosos e sistematizados, com a finalidade de sintetizar evidências acerca de um determinado problema, para isso serão seguidas seis etapas metodológicas (Mendes et al., 2009):\r\nElaboração da questão (etapa 1): quais são as evidências científicas nacionais acerca da utilização do processo de enfermagem e das teorias de enfermagem no cuidado a saúde da mulher?\r\nPara elaborar a questão considera-se o acrônimo PICo: P = Mulher; I =  Interesse: Teorias de enfermagem, Processo de enfermagem; Co: Saúde da Mulher.\r\nElaboração do critério de inclusão e exclusão (etapa 2), como critérios de inclusão: artigos originais; desenvolvidos com enfermeiros; publicados em português, inglês ou espanhol.\r\nElaboração da estratégia de busca, por meio do levantamento dos DECs e palavras-chave; MeSCH relacionados com o acrômio.\r\nA extração (etapa 3): será desenvolvida em uma planilha no Microsoft Excel com as informações: título, periódico, autor principal, ano de publicação,   objetivo, delineamento (abordagem, participantes), nível de evidência, Como o processo de enfermagem e as teorias de enfermagem vem sendo empregados  no cuidado às mulheres nos diferentes ciclos vitais.\r\nA apreciação crítica dos artigos selecionados (etapa 4): será composta pela classificação hierárquica do nível de evidência, considerando o tipo de questão  clínica do estudo primário. \r\nA interpretação dos resultados (etapa 5) será pautada na resposta da pergunta de revisão. Síntese dos resultados (etapa 6).\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que o estudo sistematize a produção científica e acadêmica brasileira sobre o Processo de Enfermagem e as Teorias de Enfermagem no contexto da saúde da mulher identificando como esses referenciais vem sem abordados na literatura. Com o esse panorama crítico da produção científica, será possível identificar lacunas, potencialidades e implicações para a assistência de enfermagem, favorecendo a qualificação do cuidado, e do ensino do Processo de Enfermagem e Teorias de Enfermagem no cuidado à saúde da mulher. Assim como propor estudos para superar as lacunas identificadas.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nBARBOSA, V.M.; SILVA, J.V. Utilização de teorias de enfermagem na sistematização da prática clínica do enfermeiro: revisão integrativa. Rev Enferm Atenção Saúde, v.7,n.1, p.260-7, 2018.\r\n\r\nBRANDÃO, M.A.; BARROS, A.L.; PRIMO, C.C.; BISPO, G.S.; LOPES, R.O. Nursing theories in the conceptual expansion of nursing practices. Rev Bras Enferm, v. 21, n.2, p. 577-81,2019. \r\nBrasil  2004\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Programa de Assistência integral à saúde da mulher: bases da ação programática. Brasília: 1984.\r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.\r\n\r\nCAMACHO, A. C. L. F.; JOAQUIM, F. L. Reflexões à luz de Wanda Horta sobre os instrumentos básicos de enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE On Line, Recife, v. 11, n. supl. 12, p. 5432-5438, 2017. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i12a23292p5432-5438-2017\r\n\r\nCIANCIARULLO, T. I. Instrumentos básicos para o cuidar: um desafio para a qualidade de assistência. São Paulo: Atheneu, 2003.\r\n\r\nCOELHO, E.A.C.; SILVA, C.T.O.; OLIVEIRA, J.F.; ALMEIDA, M.S. Integralidade do cuidado à saúde da mulher: limites da prática profissional. Revista  de enfermagem escola Anna Nery, v. 13, n. 1, p. 154-160, 2009.\r\n\r\nCONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução COFEN nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de Enfermagem. Brasília, DF, 23 jan. 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/. Acesso em: 19 jan. 2026.\r\n\r\nFRAGA, T.F.; MATOS, E.; COSTA, R.; SALUM, N.C.; MALISKA, I.C.A. Processo de enfermagem em centro obstétrico: perspectiva dos enfermeiros. Texto Contexto Enferm, v. 27, n. 3, :e4600016, 2018. Doi https://doi.org/10.1590/0104-070720180004600016\r\n\r\nGARCIA, N.P.; LETTIERE-VIANA, A.; SANTOS. F.; MATUMOTO, S.; KAWATA, L.S.; FREITAS, K.D. The nursing process in postpartum consultations at Primary Health Care Units. Rev Esc Enferm USP, v. 55, e03717, 2021. Doi: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2020005103717\r\n\r\nKARIMAN, N.;HASHEMI, S.S.; GHANBARI, S.; POURHOSEINGHOLI, M.A.; ALIMORADI, Z.; FAKARI, F.R. The effect of an educational intervention based on the theory of planned behavior on childbearing intentions in women: a quasi-experimental study. J Educ Health Promot, v. 9, n, 96, 2020.\r\n\r\nMENDES, K. D. S., SILVEIRA, R. C. DE C. P., & GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto- Enfermagem, v. 17, n.4, p. 758–764.  DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018\r\n\r\n\r\nMENESÉS-LA-RIVA, M. E.; FERNÁNDEZ-BEDOYA, V. H.; SUYO-VEGA, J. A.; OCUPA-CABRERA, H. G.; PAREDES-DÍAZ, S. E. Humanized care in nursing practice: a phenomenological study of professional experiences in a public hospital. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 22, p. 1223, 2025. DOI: 10.3390/ijerph2208122. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph2208122\r\n\r\nPIVOTO, F. L.; LUNARDI FILHO, W. D.; LUNARDI, V. L.; SILVA, P. A.; BUSANELLO, J. Produção de subjetividade do enfermeiro: relação com a implementação do processo de enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line,  v.11, n.4, p. 1650-7, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/ viewFile/15261/18057\r\n\r\nSANTOS, A. N.; NASCIMENTO, E. R. Proposições de cuidado cultural à enfermagem frente a aspectos da saúde reprodutiva de mulheres quilombolas. Revista Baiana de Enfermagem, v. 33, p. e3300, 2019.\r\n\r\nSANTOS, G. L.; SANTANA, R. F.; SOUSA, A. R.; VALADARES, G. V. Sistematização da assistência de enfermagem: compreensão à luz de seus pilares e elementos constituintes. Enfermagem em Foco, Brasília, v. 12, n. 1, p. 168-173, 2021.\r\n\r\nSANTOS, P.H.S.;  LEITE, J.V.F.; PEDRO, A.M.; SERAFIM, N.R.M.B,; PINTO, M.J.R.; LIMA, P.Y.B.M. Cuidado integral à mulher e ao neonato: práticas, direitos e humanização da assistência. Revista DCS, v. 22, n. 83, p. 01-13, 2025. Doi: 10.54899/dcs.v22i83.3549\r\n\r\nSILVA, I. N.; FREITAS, C. K.; LISBOA, A. S.; CUNHA, M. L.; MAHL, C.; GUIMARÃES, Y. D. et al.  Assistência de enfermagem à saúde da mulher na atenção primária à saúde. Enfermagem em Foco, v. 15, supl. 1, p. e-202410SUPL1, 2024.\r\n\r\nSILVA, T. M. et al. Comunicação entre profissionais de saúde e parturientes durante a experiência de parto: um estudo misto. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 76, n. 4, e20220677, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0677. \r\n\r\nTAVARES, D.S.; SOUZA, M.; ZAMBERLAN, C.; MATUMOTO, S.; MORESCHI, C.; CORREA, A.M. G. Construção e validação de um histórico de enfermagem para consulta pré-natal. Enfermagem em Foco, v. 10, n. 1, p. 35–42, 2019.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":34,"projeto_registro":"PES-2026-343","projeto_titulo":"DINÂMICA TERRITORIAL DO CIRCUITO BRASIL DE PRODUTORES AGROECOLÓGICOS (2006 - 2026)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCIO FREITAS EDUARDO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"GEOGRAFIA AGRÁRIA","palavras_chave":"dinâmicas territoriais; mercados; produção orgânica","resumo":"1.\t‘INTRODUÇÃO\r\n\r\nO conhecimento sistematizado entorno das distintas propostas de agricultura sustentável (biológica, natural, orgânica, permacultura, agroecologia, Sistemas Agroflorestais, Agricultura Sintrópica etc.), encontra-se em evolução há, praticamente, uma centena de anos. Na esteira da evolução desses conhecimentos, avançam também as práticas territoriais dos sujeitos, a consubstanciação de seu estatuto científico e o paulatino reconhecimento pela sociedade da importância dessas ações de cunho (sócio)ambiental. Tratar da agroecologia é fazer alusão a esse denso e plural movimento do qual é expressão.\r\nÉ salutar, tendo isso em mente, que a agroecologia não esboça um retorno à natureza ou à formas pretéritas de praticar agricultura – muito embora em seu âmago encontramos o princípio da cooperação com as dinâmicas naturais e os vínculos com os saberes ancestrais. Outrossim, os saberes e práticas agroecológicas possuem forte conotação inovadora e congregam potencialidades para o enfrentamento de pautas de alta relevância na sociedade atual, como as mudanças climáticas, a degradação ambiental, a insegurança alimentar, o desemprego, problemas urbanos etc.\r\nComo um conjunto de princípios para o desenho de agroecossistemas sustentáveis, como assevera Gliessman (2000), o desenvolvimento das práticas agroecológicas requerem uma evolução permanente, haja vista que a sustentabilidade é multidimensional (econômica, política, ecológica e cultural) e variável ao longo do tempo e do espaço. Por conta disso, ao serem territorializados os princípios que estruturam a agroecologia, emergem verdadeiros mosaicos produtivos, baseados em uma multiplicidade de saberes, de práticas econômicas e de mediações técnicas. A sustentabilidade, nessa perspectiva, é vislumbrada através do pressuposto do equilíbrio dinâmico, onde a observação, a interação, o estímulo à diversidade e à cooperação são facetas centrais nesse processo. Nada mais distante da caricatura de uma volta ao passado! Nada mais contraditório em relação ao “globalitarismo” (SANTOS, 2000) e sua fisionomia “monocultural”! (SHIVA, 2003).\r\nEntendemos que a identidade agroecológica não advém meramente do fato de que, através de seus pressupostos, sejam promovidos projetos econômicos, técnicos e produtivos na contramão da agricultura globalizada, mas sim por que sua essência está atrelada, antes de mais nada, a uma “aposta pela vida”, como salienta Leff (2016). A “aposta pela vida” significa o estabelecimento de uma confiança na ação e na criação. Significa o esforço do agora e a esperança no devir. É (i)material (SAQUET, 2007). Concomitantemente, (u)tópico. Trabalhar com a vida induz ao sujeito uma postura de flexibilidade, pois a cada momento, elementos novos ganham evidência e a reflexão e a ação são constantemente aguçadas para que se mantenham em sintonia com o movimento próprio da vida: uma dialética intrincada no fazer cotidiano de muitas pessoas que se dedicam e fazem a agroecologia prosperar.\r\nA constituição do Circuito Sul de circulação e comercialização de produtos agroecológicos da Rede Ecovida de Agroecologia (conhecido, atualmente, como “Circuito Brasil de Produtores AGroecológicos”) manifesta esse movimento (i)material da agroecologia (protagonizada por seus atores): de um conjunto de ideias e de ações locais e pontuais para tramas, progressivamente, mais complexas. Essa experiência traz à tona facetas modernas da política de desenvolvimento territorial empreendidas pelo campesinato, alinhando, produção de alimentos orgânicos, certificação participativa, conservação da agrobiodiversidade e novas relações econômicas e de mercado, com a incidência, ao longo de todo o processo, de importantes níveis de autonomia construídos coletivamente. Eis nosso mote de pesquisa.\r\nO projeto, ora apresentado, consiste em parte de uma pesquisa maior em andamento que investiga a construção de projetos de desenvolvimento territorial vinculados às práticas agroecológicas no Sul do Brasil. A experiência que estamos nos propondo a investigar tem como epicentro o Sul do Brasil e está imbricada, desde sua gênese, na organicidade da Rede Ecovida de Agroecologia. Trata-se de uma tecnologia social que enaltece a qualidade de inovação inerente ao movimento e às práticas agroecológicas. Não obstante, o “Circuito Brasil” (ou “Circuito” como por vezes o designaremos) é ainda pouco conhecido e estudado academicamente, embora seja uma experiência reconhecida e premiada nacionalmente.\r\n\r\n2.\tJUSTIFICATIVA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\n\r\nA criação, bem como, a conformação da dinâmica territorial do “Circuito Brasil”, importa destacar, é produto de um processual e parcimonioso decantar histórico e espacial dos sujeitos e organizações da agroecologia do Sul do Brasil (EDUARDO, KLEIN e GONÇALVES, 2020).\r\nCom duas décadas de existência e envolvendo, hoje, mais de 1.600 famílias de agricultores agroecológicos (CETAP, 2020), as raízes do “Circuito ” estão firmadas no interior dos três estados do Sul do Brasil e sua projeção de mercado estende-se, com maior vigor, no eixo urbano-metropolitano situado entre Porto Alegre e São Paulo. \r\nO princípio central da iniciativa, em linhas gerais, consiste em articular organizações e coletivos situados em regiões com alto volume e potencial de produção agroecológica (estações-núcleos) a regiões que demandam alimentos orgânicos em maior escala. Atendendo, preponderantemente, pequenos estabelecimentos, feiras e o mercado institucional.\r\n \r\nEm 2025, cerca de 150 toneladas de alimentos orgânicos foram escoados semanalmente através das articulações envolvendo as distintas estações do Circuito Sul. Inerente a esse volume, fizeram parte do portfólio de comercialização, aproximadamente, 120 variedades de produtos orgânicos (sobretudo, in natura)! Acrescentemos a esses números o fato de todo o arranjo da proposta ser autogestionado, fundamentalmente, pelas próprias famílias de agricultores agroecológicos. Incluso facetas como investimento, produção, armazenamento, transporte, gestão e certificação participativa. Fundamentalmente, pois contam com o importante apoio das entidades de assessoria da Rede Ecovida de Agroecologia, para a obtenção da certificação participativa e para o acesso a determinados recursos (materiais, equipamentos etc.), oriundos da execução de projetos disponibilizados por instituições e entidades de fomento, nacional e internacionalmente.\r\n\r\nO Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), Organização da Sociedade Civil que contribui com a assistência técnica às famílias do “Circuito” no Rio Grande do Sul e com o apoio ao processo de certificação participativa via a Rede Ecovida de Agroecologia, demonstra a capilaridade da iniciativa.\r\nEstações-núcleo e pontos de conexão são interligados em rede através de rotas (longas, médias e curtas). Cada estação-núcleo, ao passo que compartilha um conjunto de acordos coletivos para o funcionamento do “Circuito”, possui autonomia interna do ponto de vista da gestão e da operacionalização de seus procedimentos produtivos, financeiros, mercantis e logísticos. Unidade e diversidade vis-à-vis na construção de territorialidades em rede.\r\nUma articulação como essa, envolvendo inúmeros atores, além de contextos e dinâmicas territoriais diferentes (porém, complementares, como se mostrou na prática!), por óbvio, apresenta vários desafios.\r\n\r\nHoje, no entanto, avançou contundentemente em relação as contradições que motivaram o ímpeto para a construção do “Circuito Brasil”: a saber, articular coletivos e associações que vivenciavam as mesmas estreitezas em suas dinâmicas territoriais de mercado. Quais seriam? Ao passo que a produção orgânica avançava nos distintos contextos – Ecoterra, Três Arroios/RS; Ecoserra, Lages/SC; Afruta, Porto União/SC e União da Vitória/PR; Cooperafloresta, Adrianópolis/PR e Barra do Turvo/SP, impulsionada pelas ações do movimento agroecológico e de articulações como a Rede Ecovida de Agroecologia –, aumentava, por seu turno, o excedente produtivo (laranja, cebola, batata doce, banana, maçã etc.) não escoado nos mercados conhecidos à época. A sintonia de projetos que originou a constituição dos supracitados coletivos, associado ao conhecimento técnico construído, produziram resultados que apresentaram-se no formato de potenciais produtivos regionais. Potencialidade com virtualidade para a expansão do número de famílias inseridas nas práticas agroecológicas, não fossem os impasses de mercado.\r\n\r\nA história do “Circuito Brasil” inaugura-se com o protagonismo dos agricultores agroecológicos na edificação de um constructo territorial de mercado, colocado insistentemente em prática. Já constituídas as “solidariedades orgânicas” nos territórios, marcado, pela criação de associações, de dinâmicas regionais de mercado e de articulações reticulares visando a certificação participativa (Rede Ecovida de Agroecologia), o passo seguinte projetou o estabelecimento de uma “solidariedade organizacional” (valendo nos dos conceitos de Santos e Silveira, 2001), em escala mais ampliada, que possibilitaria a construção de uma proposta inventiva, com ações logísticas e de planejamento produtivo integrado, visando formar um mercado para os alimentos agroecológicos excedentes. As “rotas” logisticas expressam essa grafia do protagonismo e da criatividade camponesas.\r\n\r\nOs alimentos passaram a circular: do interior, tecendo redes e conexões, para áreas metropolitanas, com maior potencial de consumo de orgânicos. A Aopa (Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia), desde 2006, no início da primeira rota, conformou-se como uma parceria estratégica, por promover o escoamento de uma quantidade expressiva de alimentos em feiras, grupos de consumo e no mercado institucional na região metropolitana de Curitiba/PR.\r\nEm termos teóricos e políticos, a circulação posta em curso corresponde, igualmente, a qualidade de (re)conexão e de movimento do campesinato, sua flexibilidade e sua criatividade em lidar com situações de crise (SHANIN, 2008). O “Circuito Sul”, nesse sentido, é uma inovação dos camponeses no exercício do “ecologismo dos pobres”, como considerado por Alier (2007). Uma inovação, por seu turno, que atualiza traços históricos caros da condição camponesa como a solidariedade, o apoio mútuo, o trabalho em cooperação com a natureza, a observação e revisão constantes dos equilíbrios Chayanovianos (da qual denota a transição agroecológica), o estabelecimento de conexões sem mediadores externos com os mercados etc. O modo camponês tem sido recriado e atualizado através da agroecologia.\r\nNo contexto atual, onde as relações de mercado encontram-se hegemonizadas pela lógica da mercadoria, pela aceleração do tempo e pela competitividade voraz, essa inovação só tem se tornado factível na medida em que projeta suas relações de poder nos interstícios do capital, instalando-se, como assinala Holloway (2013), nas “fissuras do capitalismo”: lá aonde o mercado capitalista ainda não se sentiu seguro para projetar-se contundente e organizadamente.\r\nO camponês, por não se constituir como um sujeito limitado ao imperativo do lucro e da reprodução ampliada do capital pode transitar aonde o capital não vai (PLOEG, 2016). A territorialização do “Circuito Sul” atesta o que já destacara Shanin (2008), a saber, os camponeses não ficaram parados esperando que as soluções surjam de fora, pelo Estado ou pelo mercado. Movimentam-se em prol de seus projetos e de seus interesses. A riqueza do “Circuito” é essa capacidade de articular interesses pontuais e transformá-los em um projeto coletivo.\r\n\r\nO fundamento desse agir protagônico, entretanto, possui uma materialidade. Está alicerçada no território como condição para a construção dessa “territorialidade dissidente” (SOUZA, 2009). Progressivamente, a agroecologia educa o olhar do agricultor para reconhecer e mobilizar seus recursos territoriais (produtivos, técnicos, cognitivos, político-organizativos etc.) e, assim, levar adiante seus projetos econômicos e de vida com maior nível de autonomia relativa ao sistema econômico-social hegemônico. Os recursos territoriais disponíveis (água, área preservada etc.), edificados (conhecimentos produtivos, banco de germoplasma, solo melhorado etc.) ou potenciais (proximidade de mercados ou acesso ao acompanhamento técnico), de caráter individual (presentes na unidade de produção) ou de usos compartilhados (infraestrutura e equipamentos de uso coletivo das associações, por exemplo), quando coerentemente mobilizados, conformam uma série de equilíbrios (sempre dinâmicos), das menores escalas para as escalas mais ampliadas, consubstanciando as distintas geografias agroecológicas.\r\n\r\nEm função dos equilíbrios possíveis, constituídos pelos sujeitos nos diversos lugares, há Sistemas Territorias Agroecológicos (SiTA) (FINATTO e EDUARDO, 2021) que permitem o exercício da agroecologia apenas em escalas mais atomizadas (da horta à feira). Outros SiTA viabilizam a circulação dos recursos territoriais mobilizados em escalas mais estendidas (“Circuito Sul”). E há, ainda, os jogos de escala, as interações multiescalares por parte das famílias que atuam com a agroecologia, onde parte do planejamento produtivo/organizativo direciona-se para as demandas das redes curtas e, outra parte, está imbricada às exigências dos atores coletivos, dos circuitos mais ampliados.\r\nNo tocante ao mencionado “Circuito”, pelo que conseguimos apreender até o momento, a ação reticular, enquanto fortalece a proposta coletiva e orienta as práticas individuais, não exerce o efeito de anular a qualidade da diferença. Tampouco, são esvaziados os enunciados da autonomia local e da participação ativa dos diversos atores quanto ao futuro desse fazer coletivo. Isso, pensamos, em função dos atores do “Circuito Sul” não desconcatenarem a dimensão econômica da dimensão política, seja nas ações de mercado ou na condução dos processos decisórios. Um aprendizado adquirido precedentemente, valorizado pela metodologia participativa de certificação conduzido por intermédio da Rede Ecovida de Agroecologia, cuja noção de agroecologia, multidimensional, não se limita a simples ideia de produção orgânica como nicho de mercado.\r\nA experiência, objeto do respectivo projeto, nos fará refletir a respeito de um tema ainda pouco abordado na Geografia, a saber: as dinâmicas territoriais tecidas pelas redes de cooperação agroecológicas para potencializar ações econômicas e de construção de mercados.\r\n\r\n3.\tMETODOLOGIA\r\n\r\nA metodologia e os procedimentos técnicos da pesquisa serão organizados da seguinte forma:\r\n\r\n3.1)\tRevisão bibliográfica a respeito dos temas centrais, são eles: agroecologia, economia ecológica, agricultura familiar camponesa, certificação participativa, mercados e abordagem territorial geográfica.\r\n\r\n3. 2)\tTrabalhos a campo: serão realizados trabalhos de campo nas estações consolidadas do Circuito Brasil de Produtores Agroecológicos (Caxias do Sul, Curitiba e São Paulo). \r\n\r\nOs propósitos com os trabalhos a campo serão:\r\n\r\n* Levantar documentos, fotos e informações a respeito da inserção da estação-núcleo na dinâmica do “Circuito Brasil”;\r\n* Caracterizar a dinâmica territorial atual do SiTA inscrito em cada estação-núcleo, com vistas para as questões econômicas e para as distintas facetas das organizações\r\nlogísticas e produtivas.\r\n* Participar de reuniões do coletivo que representa as distintas estação-núcleos no “Circuito Brasil”, para apreender a unidade constituída entorno dos princípios e dos acordos políticos que garantem o funcionamento da proposta.\r\n* Levantamento de informações primárias para a construção de representações cartográficas sobre o “Circuito Brasil”.\r\n\r\n4.\tPRODUTOS E RESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nCom o desenvolvimento da pesquisa esperamos gerar os seguintes produtos e resultados:\r\n\r\n* Produção Científica: serão publicados pelo menos dois artigos científicos anuais em periódicos de relevância, com coautoria de orientandos e docentes do PPGGEO, contribuindo para o avanço do conhecimento geográfico sobre agroecologia, o desenvolvimento territorial e os mercados para a agricultura familiar agroecológica.\r\n\r\n* Mapeamento Estratégico do Circuito: Desenvolvimento de mapas temáticos detalhados que visualizem as dinâmicas territoriais de cada estação-núcleo e a complexa rede de produção, logística e comercialização do \"Circuito Brasil\".\r\n\r\n* Instrumentos para Ação: Elaboração e disponibilização de relatórios parciais e finais, bem como dos produtos cartográficos, diretamente aos atores do \"Circuito Brasil\". Esses materiais servirão como base estratégica para a redefinição de suas ações e para o pleito de recursos e políticas públicas.\r\n\r\n* Engajamento da Pós-Graduação na Extensão: Contribuição para o fomento e curricularização de ações de extensão no PPGGEO, integrando a pesquisa geográfica com iniciativas interdisciplinares, especialmente com as Ciências Agrárias e Naturais, para promover um impacto direto nas comunidades.\r\n\r\n* Publicação Celebratória e de Referência: Organização e lançamento de um material comemorativo dos 20 anos do \"Circuito Brasil\" (a ser definido), resultado de uma construção bibliográfica coletiva entre pesquisadores e os sujeitos envolvidos nas estações- núcleo.\r\n\r\n* Fortalecimento de Redes Agroecológicas: Promoção de uma maior interação e sinergia entre os Núcleos de Agroecologia na região Sul, com foco no recorte de atuação do \"Circuito Sul\", consolidando um ecossistema de pesquisa e ação.\r\n\r\n* Parcerias Interinstitucionais Ampliadas: Consolidação de colaborações para pesquisa e extensão entre a UFFS e outras instituições de ensino no Brasil e no Uruguai, expandindo o alcance e a relevância das investigações.\r\n\r\n* Conhecimento para Políticas Públicas: Geração de conhecimento geográfico aprofundado sobre agroecologia, tecnologias sociais e a formação de mercados territoriais, fornecendo subsídios concretos para a formulação e implementação de ações e políticas públicas eficazes.\r\n\r\nDestaca-se que essas atividades se estenderão posteriormente ao projeto. Serão dados prosseguimentos às parcerias acadêmicas e com a comunidade regional, para a continuidade dos trabalhos de pesquisa, extensão e impacto nas ações de desenvolvimento territorial da agricultura familiar e agroecológica.\r\n\r\n5.\tBIBLIOGRAFIA\r\n\r\nALIER, J. M. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens de valoração. São Paulo: Contexto, 2007.\r\nALTIERI, M. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo, Rio de Janeiro: Expressão Popular, AS-PTA, 2012.\r\nCETAP, Centro de Tecnologias Alternativas Populares. Alimentos Agroecológicos: Apro- ximando pessoas e mudando atitudes. Disponível em: <https://www.cetap.org.br/site/wp- content/uploads/material/Revista-CETAP-IAF-2020_portugues.pdf>. Acesso em 15/09/2020.\r\nEDUARDO, Márcio F. Transformando Terra em Território: Construção e dinâmica do Sis- tema Local Territorial agroecológico em Francisco Beltrão/PR. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade Estadual do Oeste Paulista, Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT- UNESP): Presidente Prudente/SP, 2014.\r\nEDUARDO, M. F.; KLEIN, E.; GONÇALVES, G. A Ecoterra e seu constructo territorial de mercado: As experiências de venda direta como antecedentes do Circuito Sul de circulação e comercialização de produtos agroecológicos, criado no contexto da Rede Ecovida de Agroecologia. In: AMBIENTES: Revista de Geografia e Ecologia Política. Vol. 2, Núm. 2, 2020, p. 144-189.\r\nFINATTO, R. A.; EDUARDO, M. F. Sistema Territorial Agroecológico (SiTA): uma proposta teórico-metodológica para a análise e a construção da agroecologia. In: Boletim Goiano de Geografia, 2021 (prelo).\r\nGLIESSMAN, S. R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. Porto Alegre: Ed. Universidade UFRGS, 2000.\r\nHOLLOWAY, J. Fissurar o capitalismo. São Paulo: Publisher Brasil, 2013.\r\nLEFF, Enrique. A aposta pela vida: imaginação sociológica e imaginários sociais nos territórios ambientais do Sul. Petrópolis: Vozes. 2016.\r\nMAZOYER, M.; ROUDART, L. História das Agriculturas do Mundo: do Neolítico à crise contemporânea. São Paulo: Editora UNESP; Brasília, DF: NEAD, 2010.\r\nPLOEG, J. D. Van Der. Camponeses e a arte da agricultura: um manifesto chayanoviano. Porto Alegre/São Paulo, Ed. UFRGS/UNESP, 2016.\r\nPORTO- GONÇALVES, C. W. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2006.\r\nSANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.\r\nSANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: Território e sociedade no início do século XXI.\r\n4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.\r\nSAQUET, M. A. Abordagens e concepções de território. São Paulo: Expressão Popular, 2007.\r\nSHANIN, T. Lições camponesas. In: PAULINO, Eliane Tomiasi; FABRINI, João Edmilson. (Orgs.). Campesinato e territórios em disputa. São Paulo: Editora Expressão Popular, 2008, p. 23 – 47.\r\nSHIVA, V. Monoculturas da Mente: perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia. São Paulo: Gaia, 2003.\r\nSOUZA, Marcelo L. de. “Território” da divergência (e da confusão): Em torno das imprecisas fronteiras de um conceito fundamental. In: SAQUET, Marcos A.; SPOSITO, Eliseu S. (orgs.). Territórios e Territorialidades: Teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular, 2009, p. 57-72.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Agrários e Territoriais (NATERR)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":35,"projeto_registro":"PES-2026-342","projeto_titulo":"Agroecologia na Escola: diálogos entre saberes tradicionais e a Certificação Participativa no Grupo Kaingang Sebastião Pinheiro","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCIO FREITAS EDUARDO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"GEOGRAFIA AGRÁRIA","palavras_chave":"agroecologia; certificação participativa; educação indigena","resumo":"Introdução, justificativa e resultados esperados.\r\n\r\nO presente subprojeto de Iniciação Científica Júnior, vinculado à proposta institucional da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) para o edital PIBIC-EM 2026/2027, propõe uma articulação pedagógica entre as atividades do Grupo de Agroecologia Kaingang Sebastião Pinheiro e o currículo escolar da rede pública de ensino médio em Três Palmeiras, RS. Enquanto as frentes anteriores de trabalho focam na certificação técnica, este subprojeto busca investigar como a experiência prática de transição agroecológica nas Terras Indígenas (TI) Serrinha e Rio da Várzea pode ser transposta para o ambiente da escola regular, transformando o território em um laboratório vivo de educação científica. A criação formal do grupo em 2026 e sua parceria com a Rede Ecovida oferecem um contexto real e urgente para que estudantes de ensino médio compreendam conceitos complexos de sustentabilidade, segurança alimentar e normativas técnicas de forma aplicada. A justificativa para este recorte educacional reside na necessidade de superar o distanciamento entre o saber escolar e a realidade produtiva local, utilizando o Sistema Participativo de Garantia (SPG) como um objeto de estudo interdisciplinar. O objetivo central desta bolsa é analisar as potencialidades do ensino de temas agroecológicos na escola, utilizando as vivências do Grupo Sebastião Pinheiro para fomentar uma formação técnica e crítica que auxilie na superação de gargalos burocráticos e na valorização da produção originária. A metodologia proposta é de caráter participativo, envolvendo o diagnóstico de práticas de manejo tradicionais e a sistematização de atas das reuniões do grupo produtor para que estes registros sirvam como material de apoio pedagógico nas salas de aula. No âmbito do desenvolvimento prático, o bolsista desempenhará funções fundamentais ao longo dos 12 meses de vigência da bolsa, como auxiliar na identificação via GPS dos talhões em transição agroecológica, o que permite o ensino de cartografia e tecnologias de geoprocessamento aos demais colegas da escola. O cronograma estabelecido prevê que, nos meses iniciais, o estudante foque no levantamento de dados sobre as dinâmicas produtivas locais, evoluindo para a promoção de ações de formação sobre o funcionamento do SPG dentro do ambiente escolar, capacitando-o em metodologias de pesquisa de campo e análise de dados agroecológicos. Espera-se que essa imersão científica contribua decisivamente para que o estudante bolsista atue como um multiplicador de conhecimentos, produzindo materiais informativos que conectem o saber escolar à prática da agricultura agroecológica e ao fortalecimento da geração de renda sustentável nas comunidades. Ao integrar a realidade da escola pública regular com a produção agroecológica indígena, o projeto reafirma o papel da educação científica como motor de transformação social e tecnológica no campo, preparando os jovens para enfrentar os desafios da sustentabilidade territorial no século XXI.\r\n\r\nFundamentação teórica\r\n\r\nA fundamentação teórica deste projeto, intitulado \"Certificação agroecológica indígena: consolidação do Grupo Sebastião Pinheiro\", sustenta-se na Agroecologia entendida como ciência, prática e movimento social. Conforme os pressupostos de Miguel Altieri, a transição agroecológica em territórios tradicionais não é apenas uma mudança técnica, mas um processo de valorização da agrobiodiversidade e do manejo ancestral. Esta proposta justifica-se pela urgente necessidade de alinhar a crescente demanda global por alimentos saudáveis à valorização da produção originária, buscando analisar como as normativas de certificação orgânica vigentes podem ser adaptadas aos contextos culturais e territoriais do povo Kaingang. O objetivo central é promover uma integração técnica e ética entre os conhecimentos tradicionais de manejo e as exigências das normativas técnicas brasileiras.A viabilidade desse processo repousa no uso do Sistema Participativo de Garantia (SPG), operado em parceria com a Rede Ecovida. De acordo com autores como Luiz Carlos Meirelles, a certificação participativa diferencia-se dos modelos de auditoria convencionais por basear-se na confiança mútua e no controle social, permitindo que comunidades indígenas mantenham sua autonomia enquanto acessam selos de certificação orgânica. Nesse sentido, o diagnóstico das práticas de manejo ancestrais e o acompanhamento sistemático dos produtores são fundamentais para a construção de Planos de Manejo Orgânicos que respeitem a cosmologia indígena.Do ponto de vista geográfico e social, o projeto dialoga com os conceitos de Geografia Agrária e arranjos espaciais de produção. Conforme defendido por Jan Douwe van der Ploeg, a resistência de grupos como o de Agroecologia Kaingang Sebastião Pinheiro representa uma forma de soberania alimentar frente às dinâmicas do mercado global. A identificação via GPS dos talhões em transição agroecológica atua como uma ferramenta de gestão territorial e visibilidade produtiva dentro das Terras Indígenas Serrinha e Rio da Várzea.Por fim, a dimensão educativa fundamenta-se na Iniciação Científica Júnior como motor de transformação social e tecnológica no campo. Em consonância com a pedagogia de Paulo Freire, ao conectar o saber da escola regular de Três Palmeiras com a realidade produtiva da terra indígena , o projeto capacita o estudante bolsista em metodologias de pesquisa de campo e análise de dados. Espera-se que essa imersão contribua para a formação técnica e o desenvolvimento do senso crítico do jovem pesquisador, produzindo resultados concretos para a segurança alimentar e a geração de renda local de forma sustentável.\r\n\r\nReferências\r\n\r\nALTIERI, Miguel A. Agroecologia: a dinâmica científica da agricultura sustentável. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. \r\nBRASIL. Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências. Brasília, DF, 2003. \r\nFREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Embasamento para a formação do senso crítico do bolsista e a conexão entre saber escolar e realidade local ).\r\nMEIRELLES, Laercio. Sistemas Participativos de Garantia e a Rede Ecovida. In: SAMPAIO, J. (Org.). Certificação Participativa de Produtos Orgânicos. Fortaleza: Edições UFC, 2014. PLOEG, Jan Douwe van der. Camponeses e Impérios Alimentares. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Agrários e Territoriais (NATERR)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":36,"projeto_registro":"PES-2026-341","projeto_titulo":"Caracterização físico-química e isolamento da lignina do capim elefante BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"GUILHERME MARTINEZ MIBIELLI","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"PROCESSOS BIOQUÍMICOS","palavras_chave":"Biomassa lignocelulósica; Biorrefinaria; Isolamento de lignina","resumo":"Resumo\r\nNo contexto atual de busca por processos mais sustentáveis, a definição de biorrefinaria tem se sobressaído por promover o aproveitamento total da biomassa, contribuindo para a economia circular e a redução da dependência de recursos fósseis. Nesse cenário, a escolha de matérias-primas abundantes e disponíveis ao longo de todo o ano é fundamental para garantir a continuidade dos processos produtivos. O capim elefante BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus) apresenta elevado potencial como fonte de biomassa lignocelulósica, devido ao seu rápido crescimento, alta produtividade de matéria seca e adaptação a diferentes condições de solo e climáticas. Dentre os constituintes dessa biomassa, uma de suas frações é a lignina, em que se destaca por sua estrutura complexa e elevado valor agregado, podendo ser aplicada em diversos setores industriais. No entanto, ainda são limitados os estudos voltados ao isolamento e à caracterização desse componente a partir do capim elefante. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo realizar a caracterização físico-química e o isolamento da lignina proveniente do capim elefante BRS Capiaçu com 120 dias de cultivo, utilizando reator laboratorial, visando sua valorização no cenário de biomassa lignocelulósica e suas aplicações tecnológicas.\r\n\r\nIntrodução/Justificativa\r\nA necessidade de reduzir impactos ambientais e diversificar as fontes de matéria-prima tem impulsionado o desenvolvimento de novos modelos produtivos baseados no uso sustentável de recursos naturais. Nesse contexto, a bioeconomia surge como uma estratégia capaz de integrar inovação tecnológica e aproveitamento de biomassa como fonte mais abundante, promovendo alternativas mais limpas em substituição a processos tradicionais dependentes de insumos fósseis (LARA et al., 2020).\r\nDentro dessa discussão, as biorrefinarias se destacam por sua capacidade de transformar diferentes tipos de biomassa em múltiplos produtos, como energia, combustíveis e insumos químicos, ampliando o valor agregado dos materiais de origem vegetal. Esse modelo produtivo busca não apenas a conversão da matéria-prima, mas também a otimização do uso de seus componentes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência global do processo (PINO et al., 2019; RUIZ; THOMSEN; TRAJANO, 2017). Entre as possíveis fontes para esse tipo de aplicação, as biomassas lignocelulósicas apresentam notável relevância devido à sua abundância, renovabilidade e ampla distribuição geográfica. Essas características tornam esse tipo de biomassa uma alternativa estratégica para o desenvolvimento de processos industriais mais sustentáveis e economicamente viáveis (PINALES-MÁRQUEZ et al., 2021; VERDINI et al., 2021).\r\nEntre as culturas com potencial para produção de biomassa em regiões tropicais, algumas espécies perenes se destacam pelo elevado desempenho agronômico. Nesse contexto, tanto a cana-energia (Saccharum spp.) quanto o capim elefante (Cenchrus purpureus) apresentam elevada capacidade produtiva, sendo amplamente reconhecidos por sua eficiência no acúmulo de matéria seca. Essa característica está diretamente associada ao seu metabolismo fotossintético do tipo C4, que proporciona maior eficiência na conversão de energia luminosa e na assimilação de CO₂ atmosférico, resultando em um crescimento mais acelerado e maior produção de biomassa quando comparadas a outras culturas (SAMSON et al., 2015). \r\nA biomassa de capim elefante (Cenchrus purpureus) apresenta características agronômicas que o tornam altamente atrativo para a produção de biomassa. Seu rápido estabelecimento no campo, aliado à elevada eficiência no aproveitamento de recursos como água e radiação solar, contribui para altas taxas de crescimento vegetal (SAMSON et al., 2005). Além disso, essa cultura permite a realização de vários cortes ao longo do ano, demonstrando grande versatilidade produtiva. Outro aspecto relevante é sua ampla adaptação a diferentes condições de solo e clima, bem como sua capacidade de associação com microrganismos que favorecem a fixação biológica de nitrogênio, o que pode reduzir a necessidade de insumos externos e aumentar a sustentabilidade do sistema produtivo (ANDERSON et al., 2008; MORAIS et al., 2009; LIU ; SHAO, 2010).\r\nA composição lignocelulósica da biomassa vegetal varia em função da idade de colheita, influenciando diretamente o teor de seus componentes estruturais. Para o capim elefante BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus), resultados preliminares obtidos neste estudo indicam que, aos 120 dias de cultivo, a biomassa apresenta teor de lignina total (caule e folhas) de aproximadamente 23,81±0,94, evidenciando um estágio favorável para o isolamento e a valorização desse componente.\r\nDiante desse cenário, torna-se evidente a necessidade de aprofundar os estudos voltados ao aproveitamento integral de biomassas lignocelulósicas, especialmente aquelas com alto potencial produtivo e ampla disponibilidade ao longo do ano, como o capim elefante. Embora essa cultura apresente características favoráveis para aplicação em sistemas de biorrefinaria, ainda existem lacunas relacionadas à valorização de seus componentes estruturais, em especial a lignina, que possui elevado potencial para aplicações tecnológicas. Nesse sentido, o presente trabalho propõe a caracterização e o isolamento da lignina do capim elefante BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus), com 120 dias de cultivo, utilizando um reator laboratorial, buscando contribuir para o avanço científico e para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes de aproveitamento da biomassa lignocelulósica.\r\n\r\nRevisão de literatura\r\n O capim elefante, atualmente classificado como Cenchrus purpureus (antes chamado de Pennisetum purpureum Schum.), é uma gramínea amplamente distribuída em regiões tropicais e subtropicais, sendo considerada uma das espécies forrageiras de maior relevância nessas áreas. Sua origem remonta ao continente africano, onde ocorre naturalmente em diferentes países, abrangendo desde a região da Guiné até áreas do sul e leste da África, como Angola, Zimbábue, Moçambique e Quênia. Essas regiões apresentam, em geral, elevados índices pluviométricos, com precipitações superiores a 1000 mm anuais, condições que favorecem o desenvolvimento dessa espécie (BRUNKEN, 1977).  \r\nA escolha do período de 120 dias para a colheita do capim elefante está associada ao estágio de maturação da planta, no qual ocorre maior deposição de lignina nos tecidos vegetais. O avanço da idade de corte promove o espessamento da parede celular e o aumento dos compostos estruturais, resultando em maiores teores de lignina na biomassa (MORAIS et al., 2009). Além disso, dados experimentais preliminares indicam que, nessa idade, o capim elefante BRS Capiaçu apresenta teor de lignina total de aproximadamente 23,81%, evidenciando um ponto favorável para o isolamento e a caracterização de lignina.\r\n\r\nMaterial e Métodos/Metodologia (descrição detalhada)\r\nA caracterização físico-química da biomassa de capim elefante será realizada em amostras previamente secas e moídas, com granulometria igual ou inferior a 0,60 mm. As análises serão conduzidas de acordo com os protocolos estabelecidos pelo National Renewable Energy Laboratory (NREL), conforme descrito nos documentos NREL/TP-510-42618, 42619 e 42625. Serão determinados os teores de umidade, cinzas, extrativos, lignina, celulose e hemicelulose, visando a quantificação dos principais constituintes da biomassa lignocelulósica.\r\nInfraestrutura para a realização dos ensaios e análises\r\nA pesquisa será desenvolvida na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, SC. Serão utilizados 2 laboratórios para execução do projeto com infraestrutura suficiente que garantem a viabilidade da realização dos ensaios e análises que estão sendo propostas no projeto.\r\nDeterminação do teor de umidade:\r\nA determinação do teor de umidade será realizada a partir da secagem de aproximadamente 5,0 g de biomassa previamente pesada em placas de Petri devidamente taradas. As amostras serão submetidas à secagem em estufa a 105 °C até a obtenção de massa constante. Em seguida, serão resfriadas em dessecador e novamente pesadas. O teor de umidade será calculado com base na variação de massa observada antes e após o processo de secagem.\r\nTeor de  cinzas:\r\nO teor de cinzas deve ser determinado conforme o procedimento descrito por Sluiter et al. (2008). Aproximadamente 0,5 g de biomassa previamente seca deve ser transferida para cadinhos de porcelana secos e previamente tarados. Em seguida, as amostras devem ser submetidas à calcinação em mufla a 800 °C por, no mínimo, 2 horas. Após esse período, os cadinhos devem ser resfriados em dessecador e pesados novamente. O teor de cinzas deve ser calculado com base na massa do resíduo mineral remanescente, sendo expresso em porcentagem em relação à massa  inicial da amostra.   \r\nTeor de  extrativos:\r\nO teor de extrativos deve ser determinado conforme a metodologia do NREL/TP-510-42619, proposta por Sluiter et al. (2008). Para isso, aproximadamente 2,0 g de biomassa previamente seca devem ser acondicionados em cartuchos de extração e submetidos à extração sequencial em sistema Soxhlet, utilizando água destilada e etanol absoluto como solventes. O processo de extração deve ser conduzido até que o solvente apresente coloração incolor, indicando a finalização da extração. Após essa etapa, os cartuchos devem ser submetidos à secagem em estufa a 105 °C até a obtenção de massa constante. O teor de extrativos deve ser calculado a partir da diferença entre as massas da amostra antes e após a extração, sendo expresso em porcentagem da massa inicial. \r\nTeor de lignina, celulose e hemicelulose:\r\nA determinação dos teores de celulose, hemicelulose e lignina deve ser realizada conforme a metodologia proposta por Sluiter et al. (2012), de acordo com o protocolo NREL/TP-510-42625. Para isso, deve-se utilizar aproximadamente 0,3 g de biomassa previamente seca e isenta de extrativos. A amostra deve ser submetida à hidrólise ácida em duas etapas. Na primeira etapa, a biomassa deve ser tratada com 3 mL de ácido sulfúrico concentrado (72% v/v), sendo mantida em banho-maria a 30 °C por um período de 1 hora, com agitação periódica para garantir a homogeneização da reação.\r\nApós a etapa inicial de hidrólise, a solução deve ser diluída até concentração de 4% de ácido sulfúrico por meio da adição de 84 mL de água deionizada. Em seguida, a mistura deve ser submetida à autoclavagem a 121 °C por 1 hora, promovendo a hidrólise dos polissacarídeos estruturais presentes na parede celular.\r\nConcluído o processo, a mistura deve ser filtrada a vácuo para separação das frações sólida e líquida. A fração sólida retida no filtro deve ser lavada com água deionizada, seca em estufa a 105 °C até massa constante e utilizada para a determinação da lignina insolúvel em ácido, sendo esta quantificada como o resíduo sólido remanescente após a hidrólise.\r\nA fração líquida deve ser dividida em duas alíquotas. Uma delas deve ser analisada por espectrofotometria UV-Vis em comprimento de onda de 280 nm, visando a quantificação da lignina solúvel em ácido. A outra alíquota deve ser neutralizada com carbonato de cálcio (CaCO₃) até atingir pH entre 5 e 6, seguida de filtração em membranas com porosidade de 0,2 μm. Posteriormente, essa fração deve ser submetida à cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), com o objetivo de identificar e quantificar os açúcares monoméricos liberados, como glicose, xilose e arabinose. A partir desses resultados, devem ser estimados os teores de celulose e hemicelulose presentes.\r\nIsolamento da Lignina:\r\nPara separar as frações de celulose, hemicelulose e lignina da biomassa de capim elefante, serão realizados os tratamentos combinados de ácidos diluídos e bases. Vale ressaltar que nos ensaios realizados com temperaturas inferiores a 100 °C, utilizou-se uma unidade experimental composta por um reator tipo tanque agitado e um agitador mecânico (Fisatom, Modelo 713D), acoplado à um impelidor do tipo hélice naval.\r\nAs metodologias dos tratamentos químicos (ácido-alcalino combinado) descritos a seguir, serão baseadas no estudo realizado por Dresch et al. (2023). \r\nTratamento ácido (TAC)\r\nNo tratamento ácido, a biomassa seca será tratada com uma solução de ácido sulfúrico (H2SO4) a uma concentração de 1% (m/v), utilizando uma razão sólido líquido de 1:10 (g/mL). Os erlenmeyers contendo a biomassa de capim elefante e a solução de ácido sulfúrico serão vedados e colocados em uma autoclave vertical (AV Phoenix Luferco) a 1,4 bar e aproximadamente 126 °C por 2 horas. Decorrido o tempo do tratamento ácido, a amostra será filtrada à vácuo em funil de Büchner utilizando o tecido VOAL. A fração líquida será separada e encaminhada para análise de carboidratos e inibidores em CLAE, conforme descrito acima. A fração sólida obtida será resuspensa em 200 mL de água destilada, neutralizada com NaOH 12% (m/v) até pH 6 e filtrada novamente à vácuo em funil de Büchner, utilizando o tecido VOAL. Por fim, a fração de celulignina, nomeada TAC, será seca em estufa a 60 °C por 24 horas.\r\nTratamento alcalino (TAL)\r\nNo tratamento alcalino, a biomassa será tratada com uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) a uma concentração de 4% (m/v), utilizando uma razão sólido líquido de 1:10 (g/mL). Ciclos de 4 horas de extração serão conduzidos a 80 °C e 1200 rpm em um agitador mecânico. Para essa metodologia de tratamento alcalino será realizado o ensaio nomeado de TAL8: no qual será realizado dois ciclos de extração de 4 horas (totalizando 8 horas de tratamento).\r\nApós o término de cada ciclo de extração de 4 horas, a biomassa será filtrada à vácuo em funil de Büchner utilizando o tecido VOAL. A fração sólida obtida em cada extração será ressuspendida em 200 mL de água destilada, neutralizada com ácido acético (CH3COOH) 3% (v/v) até pH 6 e filtrada novamente à vácuo em funil de Büchner, utilizando o tecido VOAL. Ao fim do tratamento TAL8, a fração sólida obtida será seca em estufa a 60 °C por 24 horas, para realização da caracterização físico-química.\r\nIsolamento da Lignina\r\nA lignina isolada da biomassa de capim elefante, será recuperada da fração líquida obtida da extração do tratamento combinado. Para precipitar a lignina, o licor obtido será homogeneizado e pH da solução reduzido para 2 com ácido sulfúrico (H2SO4) a uma concentração de 72% v/v no período da noite em temperatura ambiente. A lignina precipitada será filtrada a vácuo em funil de Büchner utilizando papel de filtro N° 4 – Whatman, lavada com água destilada e seca em estufa com circulação de ar (AmericanLab model AL - 102/480) a 55 °C até massa constante ( CAVALI et al., 2021). O percentual do balanço global da recuperação da lignina precipitada (BGRL) da biomassa de capim elefante será calculado a partir da Equação 1. \r\n〖BG〗_RL=M_LR/M_LB ×100                                              (Equação 1)\r\nOnde MLR é massa de lignina recuperada; e MLB é a massa total da lignina insolúvel em ácido presente na biomassa de capim elefante.\r\n\r\nResultados Esperados\r\nTendo em vista os objetivos propostos, ao término desta pesquisa, espera-se encontrar os seguintes resultados:\r\n\tDeterminar a composição lignocelulósica da biomassa do capim elefante BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus), com 120 dias de cultivo, por meio da quantificação dos teores de lignina, celulose, hemicelulose, extrativos, umidade e cinzas;\r\n\tAvaliar a eficiência do processo de isolamento da lignina em reator laboratorial, por meio da análise do rendimento e das características do material obtido;\r\n\tDemonstrar o potencial da lignina proveniente do capim elefante como matéria-prima para aplicações tecnológicas, contribuindo para a valorização da biomassa lignocelulósica no contexto de biorrefinarias;\r\n\tContribuir para o avanço do conhecimento científico acerca do aproveitamento do capim elefante como fonte renovável de compostos de interesse industrial.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Processos Enzimáticos e Microbiológicos (GPPEM)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":37,"projeto_registro":"PES-2026-340","projeto_titulo":"Certificação agroecológica indígena: consolidação do Grupo Sebastião Pinheiro","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCIO FREITAS EDUARDO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"GEOGRAFIA AGRÁRIA","palavras_chave":"Agroecologia; certificação; questão indígena","resumo":"Introdução, justificativa e resultados esperados\r\n\r\nO projeto de pesquisa intitulado \"Certificação agroecológica indígena\", submetido ao Edital PIBIC-EM 2026/2027 do CNPq em parceria com a UFFS, estrutura-se como uma iniciativa de vanguarda no Norte do Rio Grande do Sul, focando na atuação direta junto ao Grupo de Agroecologia Kaingang Sebastião Pinheiro, formalmente constituído no início de 2026 por integrantes das Terras Indígenas Serrinha e Rio da Várzea. Esta proposta justifica-se pela urgente necessidade de alinhar a crescente demanda global por alimentos saudáveis à valorização da produção originária, buscando analisar profundamente como as normativas de certificação orgânica vigentes podem ser adaptadas aos contextos culturais, sociais e territoriais específicos do povo Kaingang. O objetivo central da investigação é analisar os desafios e as potencialidades para a certificação nesses territórios, promovendo uma integração técnica e ética entre os conhecimentos tradicionais de manejo e as exigências das normativas técnicas brasileiras. A metodologia adotada é de caráter participativo e envolve um levantamento bibliográfico. Além disso, inclui o diagnóstico das práticas de manejo ancestrais e o acompanhamento sistemático de grupos de produtores em processo de regularização junto à Rede Ecovida. Utiliza como ferramenta principal o Sistema Participativo de Garantia (SPG). No âmbito do desenvolvimento prático, o bolsista de ensino médio desempenhará funções fundamentais ao longo dos 12 meses de vigência da bolsa. Isso inclui a identificação via GPS dos talhões das unidades de produção em transição agroecológica. Além disso, inclui o auxílio na construção de Planos de Manejo Orgânicos, a sistematização de atas das reuniões do grupo e a identificação das principais barreiras que impedem o acesso das comunidades aos selos de certificação. O cronograma estabelecido prevê que, nos meses iniciais, o estudante foque na identificação de áreas e no levantamento de dados sobre as dinâmicas produtivas locais. Ele deve evoluir para o auxílio na formação para certificação participativa e no preenchimento de documentos técnicos essenciais, como os Planos de Manejo. Espera-se que essa imersão científica contribua decisivamente para a formação técnica e o desenvolvimento do senso crítico do estudante bolsista da escola pública de Três Palmeiras, capacitando-o em metodologias de pesquisa de campo e análise de dados agroecológicos. Além dos ganhos educacionais individuais, a pesquisa visa produzir resultados concretos para as comunidades envolvidas. Isso inclui a criação de materiais informativos que auxiliem na superação de entraves burocráticos, o fortalecimento da segurança alimentar e a promoção da geração de renda local de forma sustentável e autônoma. Ao conectar o saber da escola regular com a realidade produtiva da terra indígena, o projeto reafirma o papel da iniciação científica júnior como motor de transformação social e tecnológica no campo.\r\n\r\nFundamentação teórica\r\n\r\nA fundamentação teórica deste projeto, intitulado \"Certificação agroecológica indígena: consolidação do Grupo Sebastião Pinheiro\", sustenta-se na Agroecologia entendida como ciência, prática e movimento social. Conforme os pressupostos de Miguel Altieri, a transição agroecológica em territórios tradicionais não é apenas uma mudança técnica, mas um processo de valorização da agrobiodiversidade e do manejo ancestral. Esta proposta justifica-se pela urgente necessidade de alinhar a crescente demanda global por alimentos saudáveis à valorização da produção originária, buscando analisar como as normativas de certificação orgânica vigentes podem ser adaptadas aos contextos culturais e territoriais do povo Kaingang. O objetivo central é promover uma integração técnica e ética entre os conhecimentos tradicionais de manejo e as exigências das normativas técnicas brasileiras.A viabilidade desse processo repousa no uso do Sistema Participativo de Garantia (SPG), operado em parceria com a Rede Ecovida. De acordo com autores como Luiz Carlos Meirelles, a certificação participativa diferencia-se dos modelos de auditoria convencionais por basear-se na confiança mútua e no controle social, permitindo que comunidades indígenas mantenham sua autonomia enquanto acessam selos de certificação orgânica. Nesse sentido, o diagnóstico das práticas de manejo ancestrais e o acompanhamento sistemático dos produtores são fundamentais para a construção de Planos de Manejo Orgânicos que respeitem a cosmologia indígena.Do ponto de vista geográfico e social, o projeto dialoga com os conceitos de Geografia Agrária e arranjos espaciais de produção. Conforme defendido por Jan Douwe van der Ploeg, a resistência de grupos como o de Agroecologia Kaingang Sebastião Pinheiro representa uma forma de soberania alimentar frente às dinâmicas do mercado global. A identificação via GPS dos talhões em transição agroecológica atua como uma ferramenta de gestão territorial e visibilidade produtiva dentro das Terras Indígenas Serrinha e Rio da Várzea.Por fim, a dimensão educativa fundamenta-se na Iniciação Científica Júnior como motor de transformação social e tecnológica no campo. Em consonância com a pedagogia de Paulo Freire, ao conectar o saber da escola regular de Três Palmeiras com a realidade produtiva da terra indígena , o projeto capacita o estudante bolsista em metodologias de pesquisa de campo e análise de dados. Espera-se que essa imersão contribua para a formação técnica e o desenvolvimento do senso crítico do jovem pesquisador, produzindo resultados concretos para a segurança alimentar e a geração de renda local de forma sustentável.\r\n\r\nReferências\r\n\r\nALTIERI, Miguel A. Agroecologia: a dinâmica científica da agricultura sustentável. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. \r\nBRASIL. Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências. Brasília, DF, 2003. \r\nFREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Embasamento para a formação do senso crítico do bolsista e a conexão entre saber escolar e realidade local ).\r\nMEIRELLES, Laercio. Sistemas Participativos de Garantia e a Rede Ecovida. In: SAMPAIO, J. (Org.). Certificação Participativa de Produtos Orgânicos. Fortaleza: Edições UFC, 2014. PLOEG, Jan Douwe van der. Camponeses e Impérios Alimentares. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Agrários e Territoriais (NATERR)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":38,"projeto_registro":"PES-2026-339","projeto_titulo":"Padronização de método para análise da qualidade do sono: integração de dados objetivos e subjetivos em universitários","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RENNE RODRIGUES","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"EPIDEMIOLOGIA","palavras_chave":"Epidemiologia; Estilo de Vida; Qualidade do sono","resumo":"Fundamentação e Metodologia: Este subprojeto foca no fortalecimento da inovação e processos tecnológicos (Grupo 2). O objetivo é a padronização de um método para análise da qualidade do sono integrando dados objetivos, via relógios tecnológicos (smartwatches), e dados subjetivos, via diário de atividades. Serão realizados testes com softwares de análise avançada para identificar padrões de sono e validar a acurácia da técnica. Resultados Esperados: Estabelecimento de um protocolo técnico de avaliação do sono que \r\ncombine ferramentas digitais e registros manuais, modernizando as práticas de pesquisa e extensão da UFFS.\r\n\r\nReferências: \r\nCARONE, C. M. M. et al. Factors associated with sleep disorders in university students. Cadernos de Saúde Pública, [s. l.], v. 36, n. 3, p. e00074919, 2020.\r\nCORTINA, H.; MARTÍN, A. M. Validation of the explanations of Adolescent-to-Parent Violence Scale. Psicothema, [s. l.], v. 33, n. 4, p. 647, 2021.\r\nDAVIS, M.; PADILLA-MEDINA, D. M. Brief intimate partner violence perpetration screening tools: A scoping review. Trauma, Violence, & Abuse, [s. l.], v. 22, n. 4, p. 900-913, 2021.\r\nGARCÍA MONTES, R. et al. Personal tools and psychosocial resources of resilient gender-based violence women. International Journal of Environmental Research and Public Health, [s. l.], v. 18, n. 16, p. 8306, 2021.\r\nGBD 2019 DISEASES INJURES COLLABORATIONS. Global burden of 369 diseases and injuries in 204 countries and territories, 1990–2019: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2019. The Lancet, [s. l.], v. 396, n. 10258, p. 1204–1222, 2020.\r\nHILTON, N. Z. Domestic violence risk assessment: tools for effective prediction and management. [S. l.]: American Psychological Association, 2021.\r\nHUANG, C. Time Spent on Social Network Sites and Psychological Well-Being: A Meta-Analysis. Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking, [s. l.], v. 20, n. 6, p. 346–354, 2017.\r\nMALTA, D. C. et al. Bullying among Brazilian adolescents: evidence from the National Survey of School Health, Brazil, 2015 and 2019. Revista Latino-Americana de Enfermagem, [s. l.], v. 30, 2022.\r\nRUFINO, J. V. et al. Analysis of the dimensional structure of the Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) in undergraduate students at a public university in Brazil. Journal of Affective Disorders, [s. l.], v. 349, p. 158–164, 2024.\r\nSAMMUT, D. et al. A systematic review of violence risk assessment tools currently used in emergency care settings. Journal of Emergency Nursing, [s. l.], v. 49, n. 3, p. 371-386, 2023.\r\nSANTOS, I. N. DOS et al. Violência sexual contra adolescentes na perspectiva da raça/cor: revisão integrativa da literatura de enfermagem. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 96, n. 40, 2022.\r\nSANTOS, M. et al. Relationship between free-time physical activity and sleep quality in Brazilian university students. Scientific Reports, [s. l.], v. 13, n. 1, p. 6652, 2023.\r\nSIRTOLI, R. et al. The Association Between Alcohol-Related Problems and Sleep Quality and Duration Among College Students: a Multicountry Pooled Analysis. International Journal of Mental Health and Addiction, [s. l.], 2022.\r\nUNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL. Edital Nº 14/PROPEPG/UFFS/2026: concessão de bolsas de iniciação científica tecnológica e inovação. Chapecó: UFFS, 2026.\r\nWALKER, M. Por que nós dormimos: a nova ciência do sono e do sonho. [S. l.]: Editora Intrínseca, 2018.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de pesquisa, ensino e extensão em Saúde Coletiva","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":39,"projeto_registro":"PES-2026-338","projeto_titulo":"O Processo de Enfermagem no cuidado a saúde da mulher nos diferentes ciclos vitais: revisão integrativa","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"FERNANDA HONNEF","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Enfermagem; Processo de Enfermagem; Saúde da Mulher","resumo":"INTRODUÇÃO\r\nHistoricamente, a saúde da mulher tem sido marcada por lutas sociais voltadas à superação da fragmentação do cuidado às mulheres. Nesse contexto, destaca-se como marco político fundamental o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), instituído em 1984, seguido pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), em 2004. Essas diretrizes orientam a ampliação do olhar para além do processo gravídico-puerperal, propondo uma atenção que reconheça a mulher em sua integralidade e ao longo de todos os ciclos de vida (Brasil, 1984; 2004).\r\nEm consonância com essas políticas, o cuidado de enfermagem à saúde da mulher configura-se como uma prática multidimensional que transcende a execução de procedimentos técnicos. Fundamenta-se em uma abordagem humanizada e embasada em evidências científicas, capaz de responder às complexidades do viver feminino. Ao atuar não apenas no ciclo gravídico-puerperal, mas também no climatério, na saúde sexual e reprodutiva, na promoção da saúde e na prevenção de agravos, o enfermeiro assume um papel estratégico na promoção da autonomia e no empoderamento das mulheres, pautando-se em um cuidado culturalmente sensível, ético, empático e humanizado (Meneses-La-Riva et al., 2025; Silva et al., 2024).\r\nA literatura científica evidencia que a qualificação do cuidado em enfermagem requer alicerces teóricos consistentes. Nesse sentido, a enfermagem brasileira vem se estruturando, ao longo das décadas, a partir de uma perspectiva crítica e reflexiva, com repercussões no ensino, na pesquisa e na assistência. Destaca-se, nesse percurso, a publicação da obra Processo de Enfermagem, por Wanda de Aguiar Horta, em 1979, considerada um marco para a consolidação do pensamento científico na enfermagem, ao propor um modelo assistencial fundamentado em uma visão holística do ser humano (Tavares et al., 2019; Camacho; Joaquim, 2017).\r\nO enfermeiro desempenha importante papel no cuidado as mulheres e por meio do Processo de Enfermagem (PE) o enfermeiro integraliza a assistência de enfermagem às mulheres, planejando e promovendo um cuidado específico conforme suas necessidades (Fraga et al., 2018). \r\nNessa perspectiva, o PE configura-se como um instrumento metodológico essencial da prática assistencial, capaz de orientar o cuidado e fortalecer a autonomia do enfermeiro na análise crítica de evidências científicas, subsidiando ações qualificadas que superam a lógica meramente tarefeira da assistência (Cofen, 2024; Pivoto et al., 2017) \r\nApesar de toda a importância do PE para a assistência, muitos fatores dificultam a sua execução, como a falta de conhecimento e conscientização para a sua realização, além de questões relacionadas à infraestrutura, déficit de pessoal, sobrecarga de trabalho, falta de apoio da chefia e gestores, falta de recursos materiais, entre outros (Fraga et al., 2018).\r\nDiante disso, emerge o seguinte questionamento: quais são as evidências científicas nacionais acerca do processo de enfermagem durante o cuidado às mulheres em diferentes ciclos vitais?\r\nO presente subprojeto encontra-se alinhado a um projeto guarda-chuva ao propor a análise da produção científica e acadêmica brasileira acerca do PE no cuidado de enfermagem as mulheres nos diferentes ciclos vitais, sendo essa uma possibilidade de analisar a aplicação concreta do PE no cotidiano de cuidado do enfermeiro. Com esse enfoque é possível contribuir para compreensão de como o PE de enfermagem vêm sendo implementados tanto na formação acadêmica quanto na prática profissional, em diferentes cenários de atenção à saúde, dialogando diretamente com os objetivos gerais e específicos do projeto maior e com a perspectiva de fortalecimento dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).\r\n\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nNa atenção à saúde das mulheres, a integralidade ocorre por meio de práticas de assistência que garantam o acesso das mulheres a ações resolutivas construídas segundo as especificidades do ciclo vital feminino e do contexto em que as necessidades são geradas. Nesse sentido, o cuidado deve ser permeado pelo acolhimento com escuta sensível de suas demandas, valorizando-se a influência das relações de gênero, raça/cor, classe e geração no processo de saúde e de adoecimento das mulheres. (Coelho et al., 2009).\r\nNesse contexto, a qualificação da atenção à saúde da mulher demanda práticas de cuidado fundamentadas na humanização, na integralidade e na promoção da autonomia feminina (Santos et al., 2025). Assim, a enfermagem assume papel central na operacionalização das políticas públicas voltadas à integralidade da saúde da mulher. Tal perspectiva exige dos profissionais de saúde, em especial da enfermagem, uma atuação pautada em bases científicas, éticas e humanísticas, capaz de responder à complexidade das experiências femininas nos diferentes cenários de atenção à saúde (Ramos et al., 2018; Petroni et al., 2025).\r\nO cuidado de enfermagem à saúde da mulher, portanto, deve reconhecer a singularidade, a diversidade e a complexidade do viver feminino, articulando saberes técnicos, científicos e humanísticos.  A atuação do enfermeiro perpassa a promoção da saúde, prevenção de agravos, assistência ao ciclo gravídico-puerperal, planejamento reprodutivo, rastreamento de doenças e acompanhamento de condições crônicas, desempenhando papel estratégico na organização do cuidado. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de que o enfermeiro, em formação e em sua prática profissional, domine instrumentos que sustentem uma assistência qualificada, resolutiva e alinhada às necessidades de saúde das mulheres.\r\nOs instrumentos básicos da enfermagem são definidos como um conjunto de habilidades e conhecimentos essenciais para a realização do cuidado, incluindo a observação, a comunicação, o planejamento, a avaliação, a aplicação do método científico, o trabalho em equipe, a criatividade, a destreza manual e as habilidades psicomotoras. Tais instrumentos são fundamentais para a prática profissional em todos os níveis de atenção à saúde (CICIARULLO 2000; Camacho et al., 2017).\r\nNesse cenário, o Processo de Enfermagem (PE) configura-se como um instrumento metodológico essencial para a prática profissional, regulamentado no Brasil pela Resolução COFEN nº 736/2024. A utilização do PE orientada por princípios científicos, confere autonomia ao enfermeiro e qualifica a assistência, uma vez que fundamenta as ações em evidências científicas e em processos sistematizados de tomada de decisão (COFEN, 2024; CICIARULLO 2000).\r\nEntretanto, apesar de sua relevância reconhecida, estudos apontam fragilidades do PE na prática assistencial, o que pode comprometer a efetivação da integralidade do cuidado à saúde da mulher. Nesse sentido, torna-se fundamental analisar como esses referenciais vêm sendo abordados na produção científica nacional, identificando avanços, lacunas e possibilidades de fortalecimento da prática profissional.\r\n\r\nMETODOLOGIA (MATERIAL E MÉTODOS)\r\n\r\nPropõe-se um  estudo  de  revisão  integrativa da  literatura,  que  utiliza  métodos  criteriosos  e  sistematizados,  com  a  finalidade  de  sintetizar  evidências  acerca  de  um  determinado  problema, em que  se seguiram seis  etapas  metodológicas (Mendes et al., 2009):\r\nElaboração da questão (etapa 1): quais são as evidências científicas nacionais acerca da utilização do processo de enfermagem no cuidado de enfermagem às mulheres nos diferentes ciclos vitais?, por meio do   acrônimo   PICo:   P   = População: Mulheres em diferentes ciclos vitais;  I  =  Interesse: Processo de enfermagem;    Co : Cuidado.\r\nElaboração do critério de inclusão e exclusão (etapa 2), como critérios de inclusão: artigos originais; desenvolvidos com enfermeiros; publicados em português, inglês ou espanhol.\r\nElaboração da estratégia de busca, por meio do levantamento dos DECs e palavras-chave; MeSCH relacionados com o acrômio.\r\nA  extração  (etapa  3): será desenvolvida  em  uma   planilha   no  Microsoft   Excel com   as informações: título,  periódico,  autor  principal, ano    de    publicação,    objetivo,    delineamento (abordagem,  participantes),  nível  de  evidência, Como o processo de enfermagem vem sendo realizado no cuidado às mulheres nos diferentes ciclos vitais.\r\nA  apreciação  crítica  dos  artigos  selecionados (etapa 4): será composta pela classificação hierárquica  do  nível  de  evidência,  considerando o  tipo  de  questão  clínica  do  estudo  primário. \r\nA  interpretação  dos  resultados  (etapa  5) será pautada na resposta da pergunta de revisão. Síntese dos resultados (etapa 6).\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que a sistematização e análise das evidências científicas nacionais acerca da aplicação do Processo de Enfermagem no cuidado às mulheres nos diferentes ciclos vitais permita identificar como esse instrumento tem sido utilizado na prática assistencial; Reconhecer as contribuições do Processo de Enfermagem para a qualificação do cuidado à saúde da mulher, bem como identificar fragilidades, lacunas de conhecimento e desafios relacionados à sua implementação. A partir desses resultados será possível qualificar o ensino do Processo de Enfermagem, a prática profissional, e fomentar o desenvolvimento de novas pesquisas.\r\n\r\nREFERÊNCIAS:\r\n\r\nBARBOSA, V.M.; SILVA, J.V. Utilização de teorias de enfermagem na sistematização da prática clínica do enfermeiro: revisão integrativa. Rev Enferm Atenção Saúde, v.7,n.1, p.260-7, 2018.\r\n\r\nBRANDÃO, M.A.; BARROS, A.L.; PRIMO, C.C.; BISPO, G.S.; LOPES, R.O. Nursing theories in the conceptual expansion of nursing practices. Rev Bras Enferm, v. 21, n.2, p. 577-81,2019. \r\nBrasil  2004\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Programa de Assistência integral à saúde da mulher: bases da ação programática. Brasília: 1984.\r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.\r\n\r\nCAMACHO, A. C. L. F.; JOAQUIM, F. L. Reflexões à luz de Wanda Horta sobre os instrumentos básicos de enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE On Line, Recife, v. 11, n. supl. 12, p. 5432-5438, 2017. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i12a23292p5432-5438-2017\r\n\r\nCIANCIARULLO, T. I. Instrumentos básicos para o cuidar: um desafio para a qualidade de assistência. São Paulo: Atheneu, 2003.\r\n\r\nCOELHO, E.A.C.; SILVA, C.T.O.; OLIVEIRA, J.F.; ALMEIDA, M.S. Integralidade do cuidado à saúde da mulher: limites da prática profissional. Revista  de enfermagem escola Anna Nery, v. 13, n. 1, p. 154-160, 2009.\r\n\r\nCONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução COFEN nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de Enfermagem. Brasília, DF, 23 jan. 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/. Acesso em: 19 jan. 2026.\r\n\r\nFRAGA, T.F.; MATOS, E.; COSTA, R.; SALUM, N.C.; MALISKA, I.C.A. Processo de enfermagem em centro obstétrico: perspectiva dos enfermeiros. Texto Contexto Enferm, v. 27, n. 3, :e4600016, 2018. Doi https://doi.org/10.1590/0104-070720180004600016\r\n\r\nGARCIA, N.P.; LETTIERE-VIANA, A.; SANTOS. F.; MATUMOTO, S.; KAWATA, L.S.; FREITAS, K.D. The nursing process in postpartum consultations at Primary Health Care Units. Rev Esc Enferm USP, v. 55, e03717, 2021. Doi: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2020005103717\r\n\r\nKARIMAN, N.;HASHEMI, S.S.; GHANBARI, S.; POURHOSEINGHOLI, M.A.; ALIMORADI, Z.; FAKARI, F.R. The effect of an educational intervention based on the theory of planned behavior on childbearing intentions in women: a quasi-experimental study. J Educ Health Promot, v. 9, n, 96, 2020.\r\n\r\nMENDES, K. D. S., SILVEIRA, R. C. DE C. P., & GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto- Enfermagem, v. 17, n.4, p. 758–764.  DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018\r\n\r\n\r\nMENESÉS-LA-RIVA, M. E.; FERNÁNDEZ-BEDOYA, V. H.; SUYO-VEGA, J. A.; OCUPA-CABRERA, H. G.; PAREDES-DÍAZ, S. E. Humanized care in nursing practice: a phenomenological study of professional experiences in a public hospital. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 22, p. 1223, 2025. DOI: 10.3390/ijerph2208122. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph2208122\r\n\r\nPIVOTO, F. L.; LUNARDI FILHO, W. D.; LUNARDI, V. L.; SILVA, P. A.; BUSANELLO, J. Produção de subjetividade do enfermeiro: relação com a implementação do processo de enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line,  v.11, n.4, p. 1650-7, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/ viewFile/15261/18057\r\n\r\nSANTOS, A. N.; NASCIMENTO, E. R. Proposições de cuidado cultural à enfermagem frente a aspectos da saúde reprodutiva de mulheres quilombolas. Revista Baiana de Enfermagem, v. 33, p. e3300, 2019.\r\n\r\nSANTOS, G. L.; SANTANA, R. F.; SOUSA, A. R.; VALADARES, G. V. Sistematização da assistência de enfermagem: compreensão à luz de seus pilares e elementos constituintes. Enfermagem em Foco, Brasília, v. 12, n. 1, p. 168-173, 2021.\r\n\r\nSANTOS, P.H.S.;  LEITE, J.V.F.; PEDRO, A.M.; SERAFIM, N.R.M.B,; PINTO, M.J.R.; LIMA, P.Y.B.M. Cuidado integral à mulher e ao neonato: práticas, direitos e humanização da assistência. Revista DCS, v. 22, n. 83, p. 01-13, 2025. Doi: 10.54899/dcs.v22i83.3549\r\n\r\nSILVA, I. N.; FREITAS, C. K.; LISBOA, A. S.; CUNHA, M. L.; MAHL, C.; GUIMARÃES, Y. D. et al.  Assistência de enfermagem à saúde da mulher na atenção primária à saúde. Enfermagem em Foco, v. 15, supl. 1, p. e-202410SUPL1, 2024.\r\n\r\nSILVA, T. M. et al. Comunicação entre profissionais de saúde e parturientes durante a experiência de parto: um estudo misto. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 76, n. 4, e20220677, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0677. \r\n\r\nTAVARES, D.S.; SOUZA, M.; ZAMBERLAN, C.; MATUMOTO, S.; MORESCHI, C.; CORREA, A.M. G. Construção e validação de um histórico de enfermagem para consulta pré-natal. Enfermagem em Foco, v. 10, n. 1, p. 35–42, 2019.\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":40,"projeto_registro":"PES-2026-337","projeto_titulo":"Análise da saúde em estudantes universitários da UFFS campus Chapecó","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RENNE RODRIGUES","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"EPIDEMIOLOGIA","palavras_chave":"Estilo de Vida; Promoção da Saúde; Saúde do Estudante","resumo":"Fundamentação Teórica: O estilo de vida (sono, atividade física, alimentação) e as iniquidades sociais são determinantes fundamentais da saúde física e mental em universitários. O estudo fundamenta-se na necessidade de investigar como esses fatores se associam a indicadores de saúde como ansiedade e sintomas depressivos. Metodologia (Materiais e Métodos): O subprojeto executará parte da \"Linha 1\" do projeto-pai, realizando um inquérito epidemiológico com estudantes do Campus Chapecó avaliando o perfil de saúde autorreferido por estudantes da instituição. O método inclui a coleta de dados e a análise da variável de interesse na população de estudo.  Resultados Esperados: Pretende-se traçar um perfil de saúde da comunidade acadêmica, subsidiando estratégias de promoção da saúde e fortalecendo a integração entre ensino e pesquisa na UFFS.\r\n\r\n\r\nReferências: \r\nCARONE, C. M. M. et al. Factors associated with sleep disorders in university students. Cad Saude Publica, v. 36, n. 3, p. e00074919–e00074919, 2020.\r\nGBD 2019 DISEASES INJURES COLLABORATIONS. Global burden of 369 diseases and injuries in 204 countries and territories, 1990–2019: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2019. The Lancet, v. 396, n. 10258, p. 1204–1222, 2020.\r\nHUANG, C. Time Spent on Social Network Sites and Psychological Well-Being: A MetaAnalysis. Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking, v. 20, n. 6, p. 346–354, 2017.\r\nMALTA, D. C. et al. Bullying among Brazilian adolescents: evidence from the National Survey of School Health, Brazil, 2015 and 2019. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 30, n. spe, 2022.\r\nRUFINO, J. V. et al. Analysis of the dimensional structure of the Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) in undergraduate students at a public university in Brazil. Journal of Affective Disorders, v. 349, n. January, p. 158–164, mar. 2024. \r\nSANTOS, I. N. DOS et al. Violência sexual contra adolescentes na perspectiva da raça/cor: revisão integrativa da literatura de enfermagem. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 96, n. 40, 15 dez. 2022. \r\nSANTOS, M. et al. Relationship between free-time physical activity and sleep quality in Brazilian university students. Scientific Reports, v. 13, n. 1, p. 6652, 24 abr. 2023.\r\nSIRTOLI, R. et al. The Association Between Alcohol-Related Problems and Sleep Quality and Duration Among College Students: a Multicountry Pooled Analysis. International Journal of Mental Health and Addiction, n. 0123456789, 27 jan. 2022\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de pesquisa, ensino e extensão em Saúde Coletiva","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":41,"projeto_registro":"PES-2026-336","projeto_titulo":"Mente, cérebro e solipsismo à luz da neurociência e da filosofia da linguagem contemporânea","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":4,"coordenadores":"EDIOVANI ANTONIO GABOARDI; FLAVIO MIGUEL DE OLIVEIRA ZIMMERMANN; LUIZ PAULO DA CAS CICHOSKI; NEWTON MARQUES PERON","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"EPISTEMOLOGIA","palavras_chave":"filosofia da linguagem; filosofia da mente; neurociência; solipsismo","resumo":"Resumo\r\n\r\nA filosofia da mente  é, de acordo com  Maslin em sua“Introdução à Filosofia da Mente”, o estudo filosófico sobre a natureza da  mente humana e estados mentais. Do ponto de vista metafísico, a primeira questão que se coloca nesse campo é a relação entre cérebro e mente. Do ponto de vista epistemológico, o principal problema é determinar quais são as garantias epistêmicas que nos autorizam crer na existência de outras mentes. O projeto visa abordar esses dois problemas, com especial ênfase em desenvolvimentos científicos e filosóficos recentes a partir da neurociência e da filosofia da linguagem.\r\n\r\nFundamentação teórica\r\n\r\n1) A relação entre mente e cérebro \r\nDe acordo com a visão dualista, qualquer análise do cérebro é incapaz de explicar a existência de estados mentais. Ainda que o dualismo tenha surgido já entre os gregos, Descartes deu a essa visão argumentos originais e que são, até hoje, discutidos, de modo que o dualismo é frequentemente reconhecido com “dualismo cartesiano”.  \r\nÉ importante ressaltar que Descartes não usa o termo “mente” e sim “alma”. Nesses termos, o dualismo cartesiano  afirma que uma pessoa é a mesma coisa que sua alma, uma substância imaterial destituída de elementos corpóreos. Descartes se refere a essa substância como res cogitans, ou seja, coisa pensante. A razão, desse modo, faculdade responsável pelo pensamento, é essencial à alma humana, constituindo traço indispensável que faz a alma humana ser o que ela é. Já os animais, por sua vez, não sendo dotados de razão e, portanto, não tendo uma alma, são considerados por Descartes apenas máquinas, algumas extremamente sofisticadas.\r\n Estudos recentes em neurologia, como aqueles desenvolvidos pelo neurocientista António Damásio em “O Erro de Descartes” indicam, porém, que a emoção é parte integrante do processo de raciocínio, em vez de ser motivo para perturbá-lo. Além disso, a tese científica defendida por Damásio é a de que o sistema de raciocínio evoluiu como uma extensão do sistema emocional automático, sistema que também está presente em outros animais. Desse modo, não seria a razão, e sim a emoção parte constitutiva e essencial da mente humana, estreitando em  muito o abismo aberto por Descartes entre o funcionamento da mente humana e o comportamento de outros animais.\r\nAlém disso, contrapõe-se ao dualismo cartesiano a visão materialista, doutrina que defende a identidade entre mente e cérebro. De acordo com o materialista, explicar o cérebro é explicar estados mentais, de modo que os processos mentais podem ser reduzidos a processos físicos que ocorrem no cérebro.\r\nEmbora o materialismo seja uma doutrina filosófica defendida desde a antiguidade, tal posição ganhou mais fôlego a partir de meados do século XX. De fato, desde o século XVIII, os cientistas haviam logrado êxito em identificações de certos fenômenos naturais até então sem explicação com certas classes de fenômenos. Citamos, como exemplo, o fato de identificarem o relâmpago com certo tipo de descarga elétrica.\r\nOs defensores do materialismo denominado de tipo-tipo (type-type) defendem, analogamente ao caso do relâmpago com certo tipo de descarga elétrica,  que certos eventos mentais são idênticos a certos fenômenos neurológicos. Por exemplo, a dor seria equivalente ao disparo das fibras C (nervos finos, não mielinizados, responsáveis pela condução da dor lenta, difusa, latejante ou em queimação). Tal teoria foi formulada generalizando resultados obtidos por meio de tomografia de emissão de pósitrons e ressonância magnética funcional por imagens. De fato, muitas pesquisas têm apontado que certos processos mentais envolvem certas regiões cerebrais distintas.\r\nA hipótese da identidade tipo-tipo, entretanto, mostrou-se demasiado forte. Alguns resultados obtidos também por meio de tomografia e ressonância cerebral têm mostrado que o cérebro humano é extremamente plástico. Por exemplo, em certos casos, vítimas de ataques cardiovasculares têm a região cerebral responsável pela locomoção danificada, perdendo a capacidade de se movimentar. Entretanto, em muitos casos outra parte do cérebro assume, gradualmente, aquela função, restaurando a capacidade de andar. Desta forma, parece falso que exista uma identidade de processos mentais com mecanismos cerebrais restritos.\r\n Devido a essa e outras objeções, uma identidade mais fraca entre mente e cérebro foi formulada, a de identidade espécime-espécime (token-token). Aqui, a tese de que, por exemplo, a dor é equivalente a fibras C disparadas no cérebro passa a ser enfraquecida do seguinte modo:\r\n\r\n    •   A dor em João no instante de tempo t1 é fibras C disparadas no cérebro de João.\r\n    •  A dor em Maria no instante de tempo t1 é fibras X disparada no cérebro de Maria.\r\n    • A dor em João no instante de tempo  t2 é fibras Z disparadas no cérebro de João.\r\nE assim por diante. \r\n\r\nDe fato, parece ser possível que a dor, em pessoas distintas ou em animais diferentes, pudesse ser provocada por outros tipos de fibras disparadas no cérebro; poderia ser o caso de que outras fibras, digamos fibras X, fossem as responsáveis, no cérebro desses indivíduos, pela sensação de dor. \r\nMas um duro ataque semântico modal tanto à tese de identidade tipo-tipo quanto à tese de identidade espécime-espécime foi lançada por Kripke em seu “O Nomear e a Necessidade”. O argumento de Kripke se resume à distinção entre designadores rígidos e designadores não-rígidos. A distinção entre esses dois conceitos semânticos pode ser ilustrada por meio dos seguintes exemplos: \r\n\r\n    1.  Luiz Inácio Lula da Silva é o atual presidente do Brasil\r\n\r\nNote que (1) afirma uma igualdade entre um nome próprio e uma descrição definida. Há mundos possíveis em que  Luiz Inácio Lula da Silva não ganhou as eleições de 2022 e, portanto, Jair Bolsonaro poderia ser, nesses cenários, o atual presidente do Brasil. Desse modo, enquanto “ Luiz Inácio Lula da Silva” se refere ao mesmo indivíduo ao longo dos mundos possíveis, “o atual presidente do Brasil” se refere a indivíduos distintos ao longo de mundos possíveis distintos. Por isso,  Luiz Inácio Lula da Silva é um designador rígido, enquanto “o atual presidente do Brasil” é um designador não-rígido. Note agora a seguinte sentença: \r\n\r\n    2.  Dor são fibras C disparadas no cérebro\r\n\r\nEm (2), temos dois designadores não-rígidos: tanto “dor” quanto “fibras C disparadas no cérebro”. De fato, é possível haver dor sem haver fibras C disparadas no cérebro; reciprocamente, é possível haver fibras C disparadas sem haver a sensação de dor. É importante notar que esse argumento mina não apenas a tese de identidade tipo-tipo mas também de identidade espécime-espécime. De fato, a dor em João no instante de tempo t1 poderia não ser fibras C disparadas no cérebro de João.\r\nTanto a identidade tipo-tipo quanto a identidade espécime-espécime são formas de fisicalismo, visão filosófica que tenta explicar a mente humana por meio de arranjos físicos cerebrais. Uma das principais críticas a esse tipo de teorias é que elas não conseguem levar a consciência humana a sério, chegando, em alguns casos extremos, até mesmo a negá-la (pois consciência não parece ser algo estritamente físico). O dualismo, por sua vez, não nos deixa numa situação melhor. De fato, o dualismo tem sérias dificuldades em explicar a relação causal entre corpo e alma, bem como em fornecer critérios de identificação das almas incorpóreas ao longo do tempo. \r\nUm terceiro caminho importante na filosofia da mente, além do dualismo e do materialismo, é o funcionalismo. Essa abordagem desloca o foco da identidade física dos estados mentais para o papel que eles desempenham dentro de um sistema. Em vez de afirmar que “dor é fibras C disparadas no cérebro”, o funcionalismo sustenta que a dor é aquilo que cumpre determinada função causal: ela é provocada por estímulos nocivos (como queimaduras e cortes), gera crenças e desejos específicos (relacionados ao afastamento da fonte da dor) e conduz a certos comportamentos. Assim, o que caracteriza um estado mental não é sua constituição material, mas o conjunto de relações funcionais que estabelece.\r\nEssa perspectiva abre espaço para pensar a mente como algo que pode ser realizado em diferentes substratos. Se o que importa é a função, então não apenas cérebros humanos, mas também cérebros de animais, sistemas artificiais ou até redes coletivas poderiam, em princípio, sustentar estados mentais. Daí surge a ideia da mente como rede, em que a mente não é uma entidade isolada, mas um sistema de interconexões que se atualiza em diferentes contextos. Essa visão amplia o conceito de mente para além da identidade físico-química, permitindo considerar inteligências distribuídas ou emergentes.\r\nO funcionalismo e a concepção de mente em rede oferecem uma alternativa às dificuldades enfrentadas tanto pelo dualismo quanto pelo materialismo. Enquanto o dualismo não consegue explicar a relação causal entre corpo e alma, e o materialismo enfrenta objeções semânticas e problemas com a plasticidade cerebral, o funcionalismo propõe uma abordagem mais flexível, capaz de acomodar a diversidade de manifestações da mente.\r\nIntegrar essa terceira via ao debate permite enriquecer a análise: em vez de escolher entre a alma imaterial ou a identidade física estrita, podemos compreender a mente como um padrão de funções e relações, aberto a múltiplas formas de realização.\r\n\r\n2) O problema das outras mentes\r\nAlém do problema da relação entre mente e cérebro, outro tema comum na filosofia da mente é a privacidade mental. Uma visão comum, em grande parte herdada de Descartes, afirma que, enquanto nossos estados fisiológicos são publicamente acessíveis, nossos estados mentais são radicalmente privados. Desse modo, paira sempre a dúvida sobre se alguém pode realmente saber o que está acontecendo na mente de outra pessoa e, no caso limite, se a outra pessoa sequer possui uma mente. Esse último tipo de postura diante da realidade é denominada de solipsismo.\r\nRaras pessoas têm, cotidianamente, uma postura solipsista diante da realidade. Em geral, atribuímos estados mentais a outras pessoas sem hesitação. Pensar, como faz Descartes, que as pessoas que vejo de minha janela são autômatos, parece fazer sentido apenas no contexto de uma dúvida radical. Esse tipo de indagação pouco tem em comum com as dúvidas que nos assolam no dia-a-dia. Mas a questão faz bastante sentido do ponto de vista epistêmico: sobre o que se baseia nossa crença de que há outras mentes?\r\nÉ importante lembrar que para Descartes, em sintonia com a visão da linguagem humana entre filósofos modernos, estados mentais adquirem significados porque nomeiam estados internos privados. Nessa visão, é totalmente possível que o que para mim significa a palavra “dor” seja completamente diferente daquilo que essa palavra significa para outra pessoa.\r\nWittgenstein em “Investigações Filosóficas” é radicalmente contra essa visão da linguagem. O cerne do ataque wittgensteiniano está na tese de que é impossível eu adquirir um vocabulário mental no confinamento dos conteúdos logicamente privados da minha mente. Na verdade, Wittgenstein ataca a ideia de que o significado em geral das palavras, e dos termos que se referem a estados mentais em particular, possam ser radicalmente privados.\r\nDe acordo com a concepção cartesiana da linguagem, posso formar uma concepção de meus próprios estados mentais e nomeá-los, fazendo um solilóquio sobre eles. Mas, embora pareça que adquirimos um vocabulário mental a partir da nossa perspectiva privada, Wittgenstein vai defender que o significado de qualquer palavra, inclusive daquelas que usamos para descrever nossos próprios estados mentais, é aprendido num contexto social essencialmente público.\r\nA abordagem wittgensteinana de que o significado de termos linguísticos é dado não por estados mentais e sim por situações específicas de usos concretos da linguagem inaugurou a denominada virada pragmática na filosofia da linguagem. E é justamente no estudo da resposta pragmática ao problema das outras mentes que pretendemos nos debruçar neste projeto. Evidentemente, tal abordagem wittgensteinana do problema do solipsismo também foi alvo de críticas. Esse projeto buscará compreender tais críticas, avaliando sua relevância e se é possível ou não respondê-las.\r\n\r\n3) A Neuroepistemologia\r\nA proposta da neuroepistemologia, formulada por Patricia Churchland representa uma inflexão decisiva na filosofia da mente e na epistemologia contemporânea. A ideia central é que não podemos compreender o conhecimento apenas como uma questão lógica, semântica ou linguística: ele depende, de maneira fundamental, da forma como o cérebro humano processa, armazena e valida informações.\r\nEssa perspectiva desloca o debate da mente para o terreno das ciências cognitivas e da neurociência. Se o raciocínio, a memória e a percepção são funções que emergem de estruturas neurais, então a epistemologia precisa levar em conta os mecanismos cerebrais que tornam possível a aquisição e a justificação do conhecimento. Nesse sentido, a neuroepistemologia busca integrar filosofia e ciência, mostrando que a análise conceitual isolada não basta para explicar como conhecemos.\r\n O impacto dessa abordagem é duplo:\r\n    • Na relação mente–cérebro, ela reforça a ideia de que compreender os estados mentais exige compreender os processos neurais que os sustentam. A mente não é uma entidade separada, mas um conjunto de funções que emergem da atividade cerebral.\r\n    • Na questão da existência de outras mentes, a neuroepistemologia sugere que nossa confiança na presença de consciência em outros indivíduos decorre de padrões de comportamento e expressões que só podem ser explicados por estruturas neurais semelhantes às nossas. Assim, a crença em outras mentes não é apenas uma inferência lógica, mas uma conclusão sustentada por evidências neurocientíficas.\r\nAlém disso, a neuroepistemologia abre espaço para repensar problemas clássicos como o solipsismo e a privacidade mental. Se o conhecimento é inseparável dos mecanismos cerebrais, então a linguagem e a comunicação — que dependem desses mecanismos — tornam-se centrais para validar a existência de outras mentes. Isso aproxima a proposta de Churchland da crítica wittgensteiniana à ideia de uma linguagem privada, mas com o reforço empírico da neurociência.\r\nEm síntese, a neuroepistemologia não apenas conecta os dois grandes problemas da filosofia da mente — a relação mente–cérebro e a justificação da crença em outras mentes — como também oferece uma via de integração entre filosofia e ciência. Ela propõe que compreender o conhecimento exige compreender o cérebro, e que qualquer teoria da mente e teoria do conhecimento que ignore esse dado corre o risco de permanecer incompleta.\r\n\r\n4) Justificativa\r\nContemporaneamente, observamos dois movimentos opostos envolvendo ciência e sociedade. De um lado, nunca dependemos tanto dos avanços científicos para o desenvolvimento e até mesmo para a sobrevivência da humanidade. De outro, cresce um movimento de desconfiança em relação à ciência, que conduz parcelas significativas da população ao misticismo e ao obscurantismo. Nesse cenário, a filosofia, por não oferecer produtos tecnológicos imediatos, tem sido frequentemente relegada ao papel de discurso inútil ou anacrônico.\r\nTorna-se, portanto, urgente promover uma aproximação entre filosofia e ciência. De um lado, o debate filosófico precisa ser atualizado à luz dos avanços científicos recentes, reinterpretando questões clássicas que acompanham a humanidade desde seus primórdios. De outro, a filosofia pode desempenhar um papel essencial na divulgação crítica e racional dos resultados científicos, retirando certas posições metafísicas do domínio da fé e conduzindo-as ao campo da argumentação racional.\r\nNesse contexto, a filosofia da mente ocupa lugar privilegiado. Os problemas relativos à distinção entre mente e cérebro continuam permeados por preconceitos religiosos e místicos. O dualismo, por exemplo, sustenta que o ser humano é composto por uma alma imaterial e um corpo físico, oferecendo suporte à crença na continuidade da existência após a morte. Embora legítima como posição filosófica, essa visão permanece envolta em argumentos de fé, sem diálogo suficiente com os avanços semânticos e neurocientíficos contemporâneos. Para que cada cidadão possa defender ou criticar tal posição de forma racional, é necessário acesso às descobertas recentes da neurociência e da linguística.\r\nDo mesmo modo, o problema da existência de outras mentes é muitas vezes ridicularizado como uma curiosidade filosófica sem relevância prática. No entanto, o solipsismo, longe de ser apenas uma posição exótica, pode ser associado a distúrbios psíquicos graves. Argumentos filosóficos consistentes, fundamentados na dinâmica da linguagem natural e nos estudos neurológicos, podem contribuir não apenas para desafiar o solipsismo como tese filosófica, mas também para compreender melhor certas patologias cognitivas.\r\nAssim, a presente pesquisa justifica-se por sua relevância social e científica: ao aproximar filosofia e ciência, ela busca oferecer instrumentos racionais para enfrentar preconceitos místicos, atualizar debates clássicos e contribuir para a compreensão de fenômenos que atravessam tanto o campo filosófico quanto científico. A filosofia da mente, iluminada pela linguística e pela neurociência, revela-se como um espaço privilegiado para esse diálogo interdisciplinar, capaz de responder às demandas contemporâneas de clareza conceitual e rigor científico.\r\n\r\nMetodologia (materiais e métodos)\r\nO método de trabalho será de produções de subprojetos temáticos, de modo a favorecer o intercruzamento temático das pesquisas. Para isso, dividiremos o trabalho nas seguintes etapas:\r\n\r\n    1.  Nessa etapa, será recortado um dos seguintes problemas:\r\n(a)   O dualismo cartesiano e suas críticas;\r\n(b)   críticas semânticas à identidade entre mente e cérebro\r\n(c) O funcionalismo e a concepção da mente como rede; \r\n(d)   O problema mente e cérebro e as atuais teses evolucionistas da neurociência;\r\n(e)   críticas pragmáticas ao solipsismo\r\n\r\n    2. Seleção de filósofos e bibliografia básica, na seguinte ordem:\r\n(a)  “Discurso sobre o Método” e “Meditações Metafísicas” de Descartes;\r\n(b)   “O Nomear e a Necessidade” de Kripke;\r\n(c) “Mind, Language and Reality”  de  Hilary Putnam e “The Language of Thought” de  Jerry Fodor\r\n(d)   “Neurophilosophy: Toward a Unified Science of the Mind-Brain” de Patrícia Churchland  e “Outras Mentes: O Polvo e a origem da consciência” de Geiger e Smith;\r\n(e)   “Investigações Filosóficas” de Wittgenstein.\r\n\r\n    3.   Recorte de bibliografia secundária filosófica:\r\nA bibliografia secundária será escolhida tendo em vista o filósofo, os textos principais e o tema. Daremos ênfase a algumas abordagens do problema que possa nos aproximar de semântica, pragmática e neurociência;\r\n\r\n    4.  Análise crítica das soluções existentes na literatura:\r\nEsta etapa investigativa consiste em averiguar até que ponto as propostas formais existentes na literatura abordam o problema nas suas mais diversas nuances e formulações originais\r\n\r\n    5. Nova perspectiva do problema:\r\nTendo escolhido o problema, o filósofo, as obras, os comentadores e  analisado os limites das propostas formais existentes na literatura, a última etapa é a mais criativa. Ela consiste em propor modelos originais mais ricos e complexos que os anteriores, repensando e reinterpretando os clássicos bem como oferecendo tanto semânticas formais quanto nova conceituação filosófica baseada em avanços da neurociência com o intuito de resistir às críticas apontadas na etapa anterior. \r\n\r\nResultados esperados\r\n    • Publicar artigos acadêmicos em revistas de alto fator de impacto e/ou bem qualificadas na Qualis Periódico (2021-2024) em filosofia e áreas afins;\r\n    • Organizar o VI Simpósio de Lógica, Linguagem e Conhecimento, cuja temática será voltada para a filosofia da mente;\r\n    • Traduzir e publicar o livro An Introduction to The Philosophy of Language de Michael Morris;\r\n    • Organizar grupos de estudo em filosofia da mente e da linguagem na UFFS;\r\n    • Produzir material de divulgação como vídeos curtos e animações a serem disponibilizados ao grande público nas redes sociais sobre o problema do solipsismo e da relação entre mente e cérebro.\r\n\r\nReferências\r\n●   ALLMAN, J. M. Evolving Brains. New York: Scientific American Library, 1999.\r\n●   AVRAMIDES, A. Other Minds (Problems of Philosophy), Routledge, 2000.\r\n●   BAKER, G. P. B. & P. M. S. HACKER, Wittgenstein: Meaning and Mind (Volume 3 of an Analytical Commentary on the Philosophical Investigations), Part 1 e 2, 2nd Edition, London, Willey – Blackwell, 2019.\r\n●   BUDD, M., Wittgenstein's Philosophy of Psychology, Routledge, 2014.\r\n●   COTTINGHAM, J., A Descartes Dictionary, Wiley-Blackwell, 1993.\r\n●   CHALMERS, D. J., The Conscious Mind, Oxford University Press, USA, novembro 1997.\r\n●   CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência: Uma introdução contemporânea à Filosofia da mente. Tradução de Maria Clara Cescato. São Paulo: UNESP, 2004.\r\n●   CHURCHLAND, P. S. Brain-Wise: Studies in Neurophilosophy. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2002.\r\n●   CHURCHLAND, Patricia. Neurophilosophy: Toward a Unified Science of the Mind-Brain. Cambridge: A Bradford Book, 1989\r\n●   DAMÁSIO, António. O Erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São Paulo: Companhia das letras, 2005.\r\n●   DENNETT, D. Brainstorms: Philosophical Essays on Mind and Psychology. MIT Press, 1981.\r\n●   DENNETT, D. The Intentional Stance. MIT Press, 1989\r\n●   DENNETT, D. Neuroscience and Philosophy: Brain, Mind, and Language. Columbia University Press, 2007.\r\n●   DESCARTES, René. Oeuvres de Descartes, 12 vol. Edition by Charles Adam & Paul Tannery. Paris: Léopold Cerf. 1897.\r\n●   FLANAGAN, O., Consciousness Reconsidered, MIT Press, 1992.\r\n●   FODOR, Jerry. Hume variations. Oxford: Oxford University Press, 2003. \r\n●   GUTTENPLAN, P., A Companion to the Philosophy of Mind, Oxford, Blackwell, 1994.\r\n●   GRAHAM, G. Philosophy of Mind: an Introduction, Oxford, Blackwell, 1993.\r\n●   HACKER, P.M.S,  Insight and Illusion: Themes in the Philosophy of Wittgenstein,  ‎ Oxford University Press, 1987.\r\n●   HEIL J., Philosophy of Mind: A Contemporary Introduction, London, Routledge, 1998.\r\n●   HUGHES, C, Kripke : names, necessity, and identity, Oxford : Clarendon, 2006.\r\n●   HUME, David. A Treatise of Human Nature, Edit. Selby-Bigge, rev. P. H. Nidditch. Oxford: Clarendon, 1978.\r\n●   HUMPHREYS, P., FETZER, J.H. (Eds.), The New Theory of Reference, Springer, 1998.\r\n●   KENNY, A. Descartes: A Study of His Philosophy, St. Augustine's Press, 2009.\r\n●   KRIPKE, S. Philosophical troubles, New York, NY ; Oxford : Oxford University Press, 2013.\r\n●   KRIPKE, S. Naming and Necessity, Cambridge, MA: Harvard University Press, 1980.\r\n●   MASLIN, K. T., An Introduction to the Philosophy of Mind, Polity Press, 2007\r\n●   McCCULLOCH, G. The Mind and its World, ‎ Routledge, 2002.\r\n●   McGINN, C. The Character of Mind, Oxford, Oxford University Press 1982.\r\n●   McGINN, C. (ed.) Philosophy of language : the classics explained, London: MIT Press, 2015\r\n●   McGINN, M.. Routledge Philosophy Guidebook to Wittgenstein and the Philosophical Investigations, London: Routledge; 2nd revised edition, 2013.\r\n●   MORRIS, M. An introduction to Philosophy of Language, Cambridge: Cambridge University Press, 2007.\r\n●   NOONAN, H., Routledge Philosophy Guidebook to Kripke and Naming and Necessity. Oxon: Routledge, 2013.\r\n●   PINKER, S. Como a mente funciona. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.\r\n●   PINKER, S. “Formal models of language learning”. Cognition, 1979. 217-283.\r\n●   PUTNAM, H. Mind, Language and Reality. Philosophical Papers, vol. 2. Cambridge: Cambridge University Press, 1975.\r\n●   PUTNAM, H. Realism and Reason. Philosophical Papers, vol. 3. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.\r\n●   QUINE, W. Word and object. Cambridge: MIT Press, 1960.\r\n●   QUINE, W. Ontological Relativity & Other Essays. New York: Columbia University Press, 1969.\r\n●   ROTH, Gerhard. The Long Evolution of Brain and Minds. Dordrecht: Springer, 2013.\r\n●   SMITH, P., GEIGER, P., Outras Mentes: O Polvo e a origem da consciência, Todavia, 2019\r\n●   SMITH, P., JONES, O. R., The Philosophy of Mind: an Introduction,, Cambridge, Cambridge University Press,  1986.\r\n●   TYE, M. Ten Problems of Consciousness: A Representational Theory of the Phenomenal Mind, Bradford Book,  1997.\r\n●   WITTGENSTEIN, L. Philosophical Investigations ,  4th edition,, P.M.S. Hacker and Joachim Schulte (eds. and trans.), Oxford: Wiley-Blackwell, 2009.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Lógica, Linguagem e Conhecimento - LLC","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":42,"projeto_registro":"PES-2026-335","projeto_titulo":"Bacillus amyloliquefaciens na cultura do feijão: efeitos na produtividade e na qualidade fisiológica e sanitária de sementes ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SANDRA MARIA MAZIERO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"PRODUÇÃO E BENEFICIAMENTO DE SEMENTES","palavras_chave":"Bacillus spp.; Colletotrichum lindemuthianum; Phaseolus vulgaris L.","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nEstudos sobre os impactos de produtos microbiológicos no desempenho produtivo e na qualidade de semente tem crescido, na medida, que novos produtos têm sido registrados, muitos deles direcionados para à cultura do feijão. O Bacillus amyloliquefaciens, por exemplo, é uma bactéria Gram-positiva, com potencial de uso como biofertilizante, agente de biocontrole e como promotor de tolerância a estresses em diversas culturas (Sheteiwy et al., 2021; Wu et al., 2021; Zalila-Kolsi et al. 2023). Isto revela uma tendência de substituição parcial de insumos químicos por alternativas biológicas mais sustentáveis, especialmente em sistemas de produção mais tecnificados.\r\nAdemais, os produtos microbiológicos podem contribuir para a melhoria da qualidade de sementes. No estudo de Cunha et al. (2025), respostas positivas na qualidade de sementes de feijão foram verificadas com a coinoculação com Rhizobium tropici e Azospirillum brasilense.\r\nAlém da melhoria na qualidade fisiológica de sementes, os agentes microbiológicos podem ajudar no controle de doenças de importância para a cultura do feijão, e consequentemente resultar em ganhos na produtividade de grãos. A associação de Bacillus amyloliquefaciens (isolados ALB629 e UFLA285) combinados com fungicida químico (metalaxil + fludioxonil), reduziram a severidade de tombamento, causado por Rhizoctonia solani (Martins et al. 2018). Esses autores também verificaram ganhos em produtividade de grãos superiores a testemunha, na ordem de 23% a 500%, dependendo do local de cultivo do feijão. Esses resultados evidenciam não apenas o efeito protetor contra patógenos, mas também o potencial de ganhos produtivos.\r\nDe forma complementar, Martins et al. (2019), demonstraram que os compostos voláteis (mVOCs), ácido 3-metilbutanoico e ácido 2-metilbutanoico, produzidos por Bacillus amyloliquefaciens (isolados ALB629 e UFLA285) foram os responsáveis pelo controle de antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) na cultura do feijão, em condições in vitro e in vivo. Já Torres et al. (2017) identificaram compostos responsáveis pelo efeito antagônico a algumas doenças em feijão. Na presença de S. sclerotiorum e F. solani, o B. amyloliquefaciens co-produziu diferentes homólogos dos lipopeptídeos (surfactina, iturina e fengicina) que auxiliam na redução da severidade das doenças. \r\nEsse efeito de antibiose (produção de compostos antimicrobianos), do Bacillus amyloliquefaciens, é considerado um dos principais responsáveis pela supressão direta de patógenos, especialmente em condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças (Zalila-Kolsi et al. 2023). Soma-se a isso, a capacidade da bactéria em produzir compostos orgânicos voláteis (mVOCs), o que amplia o espectro de ação do Bacillus amyloliquefaciens (Martins et al. 2019).\r\nPortanto, objetiva-se com esse trabalho avaliar os efeitos da aplicação de Bacillus amyloliquefaciens na cultura do feijão sobre a produtividade e a qualidade fisiológica e sanitária das sementes produzidas.\r\n\r\nMETODOLOGIA (MATERIAIS E MÉTODOS)\r\n\t\r\nTratamentos\r\nO ensaio irá conter 4 cultivares de feijão, a serem definidas de acordo com a disponibilidade de sementes do banco de germoplasma do grupo de pesquisa.\r\nO produto microbiológico utilizado será o Bacillus amyloliquefaciens, isolado CBMAI 1301, contendo 2,0x108 UFC/mL. \r\nAs aplicações serão: T1 = 0 (nenhuma aplicação – testemunha); T2 = 2 aplicações sequenciais, com intervalo de 7 dias (a partir de R6 – floração plena, podendo ser antecipada, dependendo da incidência da doença Antracnose, cujo agente causal é o Colletotrichum lindemuthianum). \r\n\r\nOrganização do ensaio de campo\r\nO ensaio será instalado em época de safra, com semeadura entre os meses de outubro e novembro. O delineamento adotado será o de blocos ao acaso, com 3 blocos. As parcelas serão constituídas de 4 linhas de cultivo, com 4 m de comprimento e espaçadas em 0,50 m. Cada parcela receberá uma estaca numerada, de acordo com o croqui de campo do ensaio.\r\n\r\nManejo de solo e tratos culturais\r\nO solo será preparado de forma convencional, com aração e gradagem, na semana anterior a semeadura. A adubação será deposita com auxílio de semeadora, com quantidade definida de acordo com as exigências da cultura (CQFS-RS/SC, 2016). \r\nA densidade de semeadura será ajustada de acordo com o hábito de crescimento da cultivar (CEPF, 2000).\r\nOs sulcos de semeadura serão feitos inicialmente com semeadora, depois serão abertos com auxílio de enxada. A deposição das sementes será manual. Após os sulcos serão fechados com solo, com auxílio de enxada. \r\nO tratamento de sementes será feito com pulverização direta no sulco de semeadura.\r\nO manejo de plantas daninhas será manual, com enxada. O controle de insetos será feito com produtos microbiológicos, preferencialmente, com menor impacto ambiental.\r\n\r\nDeterminação do desempenho produtivo\r\nAs cultivares serão avaliadas quanto à: número de vagens por planta; número de sementes por planta; número de sementes por vagens; massa de 100 grãos; produtividade de grãos.\r\nOs caracteres número de vagens por planta, o número de sementes por planta e o número de sementes por vagem serão obtidos em 10 plantas colhidas ao acaso na parcela. O número de vagens por planta e o número de sementes por planta serão obtidos por contagem, e o número de sementes por vagem pela divisão entre número de sementes e o número de vagens (Ribeiro et al., 2025).\r\nAs demais plantas da parcela serão colhidas e beneficiadas, retirando as impurezas, para a determinação da massa de 100 grãos (g) e a produtividade de grãos (kg/ha). A massa de 100 grãos será obtida pela média de peso de três repetições de 100 sementes. A produtividade de grãos será determinada pela pesagem dos grãos obtidos nas parcelas, com correção para 13% de umidade (Ribeiro et al., 2025). A umidade será determinada em medidor de umidade (Marca: Agrologic, modelo Al-101). \r\n\r\nDeterminação da qualidade fisiológica e sanitária de sementes\r\nApós o beneficiamento das parcelas as sementes serão testadas quanto ao desempenho, por meio dos seguintes testes: germinação, primeira contagem de germinação e comprimento de plântulas, infecção por antracnose nas sementes (tegumento e  cotilédones). \r\nOs testes seguirão as Regras para Análise de Sementes (RAS) (Brasil, 2025) e as regras para análise sanitária de sementes (Brasil, 2009). Para o teste de germinação e primeira contagem de germinação serão utilizadas 200 sementes, em 4 repetições. O papel germitest será umedecido 2,5 vezes o seu peso, com água destilada. Os rolos de germinação serão postos em BOD, regulada a 25° C, com fotoperíodo de 8 horas. O número de plântulas normais obtidas no quarto dia será considerado um teste de vigor e o total obtido no último dia de teste (aos 9 dias) será indicativo da germinação. Os resultados serão expressos em porcentagem (%) de plântulas normais.\r\nO teste de comprimento de plântulas será instalado como descrito para o teste de germinação, contudo, com menor número de sementes por rolo, no total de 5 apenas, para permitir o crescimento da plântula. As plântulas serão avaliadas quanto ao comprimento total, comprimento de parte aérea e comprimento do sistema radicular. Uma régua será utilizada para obter as medidas em centímetros (cm), aos 9 dias.\r\nA infecção por antracnose nas sementes será feita por duas formas: a) análise visual do tegumento e b) com incubação. \r\na) Análise visual: compreenderá a inspeção do tegumento das sementes buscando lesões necróticas circulares, pardo-escuras com bordos bem delimitados de coloração avermelhada e deprimidas e nos cotilédones (Brasil, 2009). A inspeção será feita em 200 sementes, com 4 repetições. \r\n\r\nb) Análise com incubação: será realizada empregando-se o método da incubação em Rolo de Papel. Serão utilizadas 200 sementes, com 4 repetições. \r\nA desinfestação superficial das sementes será realizada com solução de 1% de hipoclorito de sódio por 3 minutos.\r\nA semeadura será feita em papel germitest, umedecido 3 vezes o seu peso. \r\nOs rolos serão acondicionados em BOD, no escuro, a 20 ± 2ºC pelo período de 7 dias. \r\nPara análise serão removidos os tegumentos das sementes e os cotilédones serão examinados a olho nu, buscando o mesmo tipo de lesão descrito no item “a”.\r\n\r\nAnálise estatística\r\nOs dados serão submetidos a análise de variância, seguida de teste de comparação de médias - Scott Knott (p<0,05). As análises serão realizadas no programa Genes ou Sisvar, podendo ser considerado ou não um experimento bifatorial.\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Manual de Sementes. Brasília, DF: Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), 2009. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/lfda/legislacao-metodos-da-rede-lfda/sementes-mudas/manual-de-sementes-site.pdf. Acesso em: 12 abr. 2026.\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Regras para análise de sementes. Brasília, DF: MAPA/SDA/DTEC/CGAL, 2025. Disponível em: https://wikisda.agricultura.gov.br/pt-br/Laborat%C3%B3rios/Metodologia/Sementes/RAS_2025/cap_4_Germinacao_rev_1. Acesso em: 11 abr. 2026.\r\n\r\nCEPF. Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão. Recomendações técnicas para cultivo de feijão no Rio Grande do Sul. Santa Maria: Pallotti, 2000. 80 p. \r\n\r\nCQFS-RS/SC. Manual de calagem e adubação para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 11ª ed. Porto Alegre: SBCS; 2016.\r\n\r\nCUNHA, N. M. B. et al. Physiological quality of bean seeds cultivated with rhizobia reinoculation and Azospirillum co-inoculation at different growth stages. Microorganisms, v. 13, n. 4, p. 805, 2025.\r\n\r\nMARTINS, S. A. et al. Common bean (Phaseolus vulgaris L.) growth promotion and biocontrol by rhizobacteria under Rhizoctonia solani suppressive and conducive soils. Applied Soil Ecology, v. 127, p. 129–135, 2018. \r\n\r\nRIBEIRO, N. D. et al. Genetic divergence of common bean lines for agronomic traits by hierarchical methods considering multicollinearity. Revista Ciência Agronômica, v. 56, e202391693, 2025.\r\n\r\nSHETEIWY, M. S. et al. Inoculation with Bacillus amyloliquefaciens and mycorrhiza confers tolerance to drought stress and improve seed yield and quality of soybean plant. Physiologia Plantarum, v. 172, n. 4, p. 2153–2169, 2021.\r\n\r\nTORRES, M. J. et al.Biological activity of the lipopeptide-producing Bacillus amyloliquefaciens PGPBacCA1 on common bean (Phaseolus vulgaris L.) pathogens. Biological Control, v. 105, p. 1–8, 2017. \r\n\r\nWU, Y. M. et al. Bacillus amyloliquefaciens strains control strawberry anthracnose through antagonistic activity and plant immune response intensification. Biological Control, v. 157, 104592, 2021. \r\n\r\nZALILA-KOLSI, I.; BEN-MAHMOUD, A.; AL-BARAZIE, R. Bacillus amyloliquefaciens: harnessing its potential for industrial, medical, and agricultural applications—A comprehensive review. Microorganisms, v. 11, n. 9, 2215, 2023.\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS:\r\n\r\n- Validar o impacto benéfico de Bacillus amyloliquefaciens na cultura do feijão, não somente no controle de antracnose, mas também na produtividade de grãos e na qualidade das sementes produzidas;\r\n- Avaliar diferenças entre cultivares de feijão quanto à resposta ao Bacillus amyloliquefaciens;\r\n- Contribuir para a redução do impacto ambiental decorrente do uso de fungicidas químicos, por meio da adoção de alternativas biológicas no manejo da cultura;\r\n- Gerar informações técnicas que subsidiem a tomada de decisão de profissionais e produtores que atuam com a cultura do feijão na região de abrangência da UFFS;\r\n- Fortalecer a geração e difusão de conhecimento científico sobre a cultura do feijão, visando ao aumento da produtividade e à promoção da segurança alimentar nas propriedades rurais da região de atuação da UFFS.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade, Sistemas de Produção Agrícola e Educação Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":43,"projeto_registro":"PES-2026-334","projeto_titulo":"Partituras do tempo: fabulação de paisagens sonoras pós-digitais de Erechim (RS)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCELA ALVARES MACIEL","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ENSINO PROFISSIONALIZANTE","palavras_chave":"Arte sonora; Interdisciplinaridade; Patrimônio sonoro; Pós-digital","resumo":"O presente projeto investiga as paisagens sonoras como dispositivos de produção de conhecimento e criação artística, articulando escuta, literatura e território a partir dos conceitos de fabulação e virtualidade. Fundamentado nas contribuições de Brandon LaBelle, Gilles Deleuze e Pierre Lévy, compreende-se a escuta como uma prática expandida, na qual dimensões temporais, memoriais e imaginativas se entrelaçam. Nesse contexto, a fabulação é entendida como operação de escuta , modo de ativar relações entre sons, memórias e imaginários , enquanto a virtualidade refere-se à condição pela qual o real se expande em múltiplas camadas de experiência. O metaverso da escuta, por sua vez, é proposto como dispositivo sensível no qual essas dimensões se articulam, configurando um campo imersivo que desloca o termo para além de sua acepção estritamente tecnológica.  A pesquisa dá continuidade a um percurso metodológico autoral voltado à construção de cartografias sonoras, biografias de objetos sonoros e práticas de tombamento poético, entendidas como formas de reconhecimento e reinscrição de memórias sonoras. Tendo como campo de experimentação a cidade de Erechim (RS), o estudo mobiliza paisagens sonoras literárias já identificadas em investigações anteriores, tomando a cidade como laboratório sensível onde se entrecruzam temporalidades sonoras, narrativas e práticas de escuta. O percurso metodológico estrutura-se a partir de uma abordagem qualitativa, teórico-prática e interdisciplinar, articulando três eixos operacionais: (1) derivas sonoras orientadas por fragmentos literários, nas quais a leitura atua como gatilho de escuta; (2) construção de biografias de objetos sonoros, considerando suas trajetórias culturais, tecnológicas e afetivas; e (3) experimentações de escuta fabulatória, nas quais sons presentes, ausentes e imaginados são recombinados em processos de criação sonora. Inspirada em metodologias de pesquisa baseada em arte, a investigação organiza-se em uma dupla camada, empírica e fabulatória, na qual práticas de escuta, registro e criação operam de forma integrada, permitindo tanto a sistematização analítica quanto a emergência de dimensões sensíveis da experiência sonora. Como desdobramento, prevê-se a elaboração de um dispositivo artístico imersivo, concebido como materialização do metaverso da escuta, que poderá assumir a forma de instalação, percurso sonoro ou ambiente interativo, articulando arquivos literários, registros de campo e composições sonoras. Prevê-se, ainda, a continuidade do desenvolvimento da proposta de tombamento poético como instrumento metodológico e crítico para a preservação de patrimônios sonoros não oficiais. Ao situar-se na interface entre pesquisa e criação, o projeto contribui para a ampliação das metodologias em arte contemporânea e para os estudos do patrimônio cultural imaterial, afirmando a escuta como prática de invenção, memória e produção de mundos possíveis, na qual a cidade se apresenta como uma partitura em constante reescrita.\r\n\r\nEtapas e resultados esperados: \r\n1. Revisão bibliográfica e cartografia conceitual: Levantamento e sistematização do referencial teórico sobre paisagens sonoras, escuta, fabulação e virtualidade.\r\n2. Biografias sonoras da cidade: Mapeamento de objetos sonoros da cidade de Erechim em perspectiva sensível e narrativa.\r\n3. Tombamento poético das paisagens sonoras: Sistematização do tombamento poético como dispositivo de escuta e reinscrição de memórias sonoras.\r\n4. Fabulação sonora: Criação de experimentações sonoras a partir da escuta de sons reais, ausentes e imaginados. \r\n5. Museu do Som: Organização e curadoria dos materiais produzidos em dispositivo de difusão artístico-acadêmica. \r\n\r\nBibliografia: \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Emocional - GRUPEE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":44,"projeto_registro":"PES-2026-333","projeto_titulo":"Partituras do tempo: fabulação de paisagens sonoras pós-digitais de Erechim","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCELA ALVARES MACIEL","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ADEQUAÇÃO AMBIENTAL","palavras_chave":"Arte sonora; Interdisciplinaridade; Patrimônio sonoro; Pós-digital","resumo":"O presente projeto investiga as paisagens sonoras como dispositivos de produção de conhecimento e criação artística, articulando escuta, literatura e território a partir dos conceitos de fabulação e virtualidade. Fundamentado nas contribuições de Brandon LaBelle, Gilles Deleuze e Pierre Lévy, compreende-se a escuta como uma prática expandida, na qual dimensões temporais, memoriais e imaginativas se entrelaçam. Nesse contexto, a fabulação é entendida como operação de escuta , modo de ativar relações entre sons, memórias e imaginários , enquanto a virtualidade refere-se à condição pela qual o real se expande em múltiplas camadas de experiência. O metaverso da escuta, por sua vez, é proposto como dispositivo sensível no qual essas dimensões se articulam, configurando um campo imersivo que desloca o termo para além de sua acepção estritamente tecnológica. A pesquisa dá continuidade a um percurso metodológico autoral voltado à construção de cartografias sonoras, biografias de objetos sonoros e práticas de tombamento poético, entendidas como formas de reconhecimento e reinscrição de memórias sonoras. Tendo como campo  e experimentação a cidade de Erechim (RS), o estudo mobiliza paisagens sonoras literárias já identificadas em investigações anteriores, tomando a cidade como laboratório sensível onde se entrecruzam temporalidades sonoras, narrativas e práticas de escuta. O percurso metodológico estrutura-se a partir de uma abordagem qualitativa, teóricoprática e interdisciplinar, articulando três eixos operacionais: (1) derivas sonoras orientadas por fragmentos literários, nas quais a leitura atua como gatilho de escuta; (2) construção de biografias de objetos sonoros, considerando suas trajetórias culturais, tecnológicas e afetivas; e (3) experimentações de escuta fabulatória, nas quais sons presentes, ausentes e imaginados são recombinados em processos de criação sonora. Inspirada em metodologias de pesquisa baseada em arte, a investigação organizase em uma dupla camada, empírica e fabulatória, na qual práticas de escuta, registro e criação operam de forma integrada, permitindo tanto a sistematização analítica quanto a emergência de dimensões sensíveis da experiência sonora. Como desdobramento, prevê-se a elaboração de um dispositivo artístico imersivo, concebido como materialização do metaverso da escuta, que poderá assumir a forma de instalação, percurso sonoro ou ambiente interativo, articulando arquivos literários, registros de campo e composições sonoras. Prevê-se, ainda, a continuidade do desenvolvimento da proposta de tombamento poético como instrumento metodológico e crítico para a preservação de patrimônios sonoros não oficiais. Ao situar-se na interface entre pesquisa e criação, o projeto contribui para a ampliação das metodologias em arte contemporânea e para os estudos do patrimônio cultural imaterial, afirmando a escuta como prática de invenção, memória e produção de mundos possíveis, na qual a cidade se apresenta como uma partitura em constante reescrita.\r\n\r\nEtapas e resultados esperados:\r\n1. Revisão bibliográfica e cartografia conceitual: Levantamento e sistematização do referencial teórico sobre paisagens sonoras, escuta, fabulação e virtualidade.\r\n2. Biografias sonoras da cidade: Mapeamento de objetos sonoros da cidade de Erechim em perspectiva sensível e narrativa.\r\n3. Tombamento poético das paisagens sonoras: Sistematização do tombamento poético como dispositivo de escuta e reinscrição de memórias sonoras.\r\n4. Fabulação sonora: Criação de experimentações sonoras a partir da escuta de sons reais, ausentes e imaginados.\r\n5. Museu do Som: Organização e curadoria dos materiais produzidos em dispositivo de difusão artístico-acadêmica.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Emocional - GRUPEE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":45,"projeto_registro":"PES-2026-332","projeto_titulo":"Sinfonia da palavra: paisagens sonoras nas práticas escriturais de Guimarães Rosa","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCELA ALVARES MACIEL","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ENSINO PROFISSIONALIZANTE","palavras_chave":"Escritas de ouvido; Interdisciplinaridade; Leitura da cidade; Romances de escuta","resumo":"O projeto se desenvolve numa perspectiva interdisciplinar do campo da ontologia da escuta investigando as fronteiras entre música, literatura e arquitetura, visando investigar como práticas escriturais expandidas podem contribuir para novas leituras da cidade. Inspirando-se na proposta de escrita de ouvido de Marilia Librandi, o percurso investigativo desta pesquisa explora a dinâmica de sons e silêncios na escrita expandida para a construção de narrativas de paisagens sonoras da cidade. Utilizando os romances de escuta de Guimarães Rosa como estudo de caso, a metodologia proposta combina pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo, nas seguintes etapas: mapeamento de objetos sonoros biográficos nos textos, a análise da linguagem onomatopaica e da acústica das palavras, a investigação da relação entre som e espaço, e a exploração da escuta como um processo de escrita criativa. Como principais resultados esperados da pesquisa, destaca-se a documentação de práticas escriturais e laboratórios de escuta que integrem som e espaço urbano em novas formas de escuta e recepção literária na cidade.\r\n\r\nResultados Esperados:\r\n\r\n• ETAPA A-Revisão bibliográfica: levantamento de estado da arte sobre romances da escuta, escrita de ouvido e leitura da cidade.\r\n• ETAPA B-Sons da Literatura: mapeamento sonoro biográfico nos romances de escuta de Guimarães Rosa.\r\n• ETAPA C-Escritas de ouvido: análise acústico-linguística das paisagens sonoras de Guimarães Rosa.\r\n• ETAPA D-Passeios Sonoros Literários: realização de laboratórios de escuta e oficinas de escrita expandida inspiradas em de Guimarães Rosa;\r\n• ETAPA E-Cartografia Sonora Literária: intervenção sonora sobre as práticas escriturais dos romances da escuta de de Guimarães Rosa.\r\n\r\nReferências:\r\n\r\nAUGOYARD, Jean-François; TORGUE, Henry. Sonic Experience: A Guide to Everyday Sounds. Tradução de Andra McCartney e David Paquette. Montreal: McGill-Queen's University Press, 2005.\r\nBARTHES, Roland. O prazer do texto. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1973.\r\nBLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.\r\nBLESSER, Barry; SALTER, Linda-Ruth. Spaces Speak, Are You Listening? Experiencing Aural Architecture. Cambridge: MIT Press, 2007. CAMPOS, Haroldo de. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1969.\r\nCAVARERO, Adriana. For More than One Voice: Toward a Philosophy of Vocal Expression. Tradução de Paul A. Kottman. Stanford: Stanford University Press, 2005.\r\nDERRIDA, Jacques. Gramatologia. Tradução de Miriam Schnaiderman. São Paulo: Perspectiva, 2011.\r\nINGOLD, Tim. Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture. Londres: Routledge, 2013.\r\nLABELLE, Brandon. Acoustic Territories: Sound Culture and Everyday Life. Nova York: Continuum, 2010.\r\nLEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. Tradução de Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Centauro, 2001.\r\nLIBRANDI, Marilia. Escrita de ouvido: Clarice Lispector e a paisagem sonora do Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2018. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.\r\nMCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. Tradução de Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1979. NANCY, Jean-Luc. À escuta. Tradução de Pedro Sussekind. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2014.\r\nROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.\r\nROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.\r\nROSA, João Guimarães. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.\r\nROSA, João Guimarães. Estas estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nROSA, João Guimarães. Ave, palavra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.\r\nROSA, João Guimarães. Corpo de baile. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.\r\nROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nSCHAFER, R. Murray. The Soundscape: Our Sonic Environment and the Tuning of the World. Rochester: Destiny Books, 1977. SZENDY, Peter. Écoute: Une histoire de nos oreilles. Paris: Les Éditions de Minuit, 2001.\r\nTRUAX, Barry. Acoustic Communication. Norwood: Ablex Publishing, 2001.\r\nVOEGELIN, Salomé. Listening to Noise and Silence: Towards a Philosophy of Sound Art. Nova York: Continuum, 2010.\r\nWHITE, Hayden. Metahistória: A Imaginação Histórica do Século XIX. Tradução de José Laurênio de Melo. São Paulo: Edusp, 2001.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Emocional - GRUPEE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":46,"projeto_registro":"PES-2026-331","projeto_titulo":"Sinfonia da palavra: paisagens sonoras nas práticas escriturais de Guimarães Rosa","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCELA ALVARES MACIEL","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ADEQUAÇÃO AMBIENTAL","palavras_chave":"Escritas de ouvido; Interdisciplinaridade; Leitura da cidade; Romances de escuta","resumo":"O projeto se desenvolve numa perspectiva interdisciplinar do campo da ontologia da escuta investigando as fronteiras entre música, literatura e arquitetura, visando investigar como práticas escriturais expandidas podem contribuir para novas leituras da cidade. Inspirando-se na proposta de escrita de ouvido de Marilia Librandi, o percurso investigativo desta pesquisa explora a dinâmica de sons e silêncios na escrita expandida para a construção de narrativas de paisagens sonoras da cidade. Utilizando os romances de escuta de Guimarães Rosa como estudo de caso, a metodologia proposta combina pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo, nas seguintes etapas: mapeamento de objetos sonoros biográficos nos textos, a análise da linguagem onomatopaica e da acústica das palavras, a investigação da relação entre som e espaço, e a exploração da escuta como um processo de escrita criativa. Como principais resultados esperados da pesquisa, destaca-se a documentação de práticas escriturais e laboratórios de escuta que integrem som e espaço urbano em novas formas de escuta e recepção literária na cidade.\r\nResultados Esperados:\r\n• ETAPA A-Revisão bibliográfica: levantamento de estado da arte sobre romances da escuta, escrita de ouvido e leitura da cidade.\r\n• ETAPA B-Sons da Literatura: mapeamento sonoro biográfico nos romances de escuta de Guimarães Rosa.\r\n• ETAPA C-Escritas de ouvido: análise acústico-linguística das paisagens sonoras de Guimarães Rosa.\r\n• ETAPA D-Passeios Sonoros Literários: realização de laboratórios de escuta e oficinas de escrita expandida inspiradas em de Guimarães Rosa;\r\n• ETAPA E-Cartografia Sonora Literária: intervenção sonora sobre as práticas escriturais dos romances da escuta de de Guimarães Rosa.\r\n\r\nReferências:\r\n\r\nAUGOYARD, Jean-François; TORGUE, Henry. Sonic Experience: A Guide to Everyday Sounds. Tradução de Andra McCartney e David Paquette. Montreal: McGill-Queen's University Press, 2005.\r\nBARTHES, Roland. O prazer do texto. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1973.\r\nBLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.\r\nBLESSER, Barry; SALTER, Linda-Ruth. Spaces Speak, Are You Listening? Experiencing Aural Architecture. Cambridge: MIT Press, 2007. CAMPOS, Haroldo de. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1969.\r\nCAVARERO, Adriana. For More than One Voice: Toward a Philosophy of Vocal Expression. Tradução de Paul A. Kottman. Stanford: Stanford University Press, 2005.\r\nDERRIDA, Jacques. Gramatologia. Tradução de Miriam Schnaiderman. São Paulo: Perspectiva, 2011.\r\nINGOLD, Tim. Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture. Londres: Routledge, 2013.\r\nLABELLE, Brandon. Acoustic Territories: Sound Culture and Everyday Life. Nova York: Continuum, 2010.\r\nLEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. Tradução de Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Centauro, 2001.\r\nLIBRANDI, Marilia. Escrita de ouvido: Clarice Lispector e a paisagem sonora do Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2018. LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.\r\nMCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. Tradução de Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1979. NANCY, Jean-Luc. À escuta. Tradução de Pedro Sussekind. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2014.\r\nROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.\r\nROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.\r\nROSA, João Guimarães. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.\r\nROSA, João Guimarães. Estas estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nROSA, João Guimarães. Ave, palavra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.\r\nROSA, João Guimarães. Corpo de baile. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.\r\nROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.\r\nSCHAFER, R. Murray. The Soundscape: Our Sonic Environment and the Tuning of the World. Rochester: Destiny Books, 1977. SZENDY, Peter. Écoute: Une histoire de nos oreilles. Paris: Les Éditions de Minuit, 2001.\r\nTRUAX, Barry. Acoustic Communication. Norwood: Ablex Publishing, 2001.\r\nVOEGELIN, Salomé. Listening to Noise and Silence: Towards a Philosophy of Sound Art. Nova York: Continuum, 2010.\r\nWHITE, Hayden. Metahistória: A Imaginação Histórica do Século XIX. Tradução de José Laurênio de Melo. São Paulo: Edusp, 2001.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Emocional - GRUPEE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":47,"projeto_registro":"PES-2026-330","projeto_titulo":"Sinfonia da palavra: práticas escriturais e subjetivação na produção do conhecimento interdisciplinar","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARCELA ALVARES MACIEL","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"EDUCAÇÃO PERMANENTE","palavras_chave":"Escritas de ouvido; Escuta sensível; Interdisciplinaridade; Práticas artísticas","resumo":"A produção acadêmica contemporânea, frequentemente orientada por critérios de objetividade e neutralidade formal, tende a minimizar a dimensão sensível e a implicação do pesquisador no processo de conhecimento. Em resposta a esse cenário, o presente projeto investiga as relações entre escrita e subjetivação no contexto da pesquisa interdisciplinar em ciências humanas, integrando escrita criativa, escuta sensível e práticas artísticas como dispositivos metodológicos. Busca-se, assim, fomentar processos de autoria e emancipação do pesquisador, articulando produção acadêmica e experiência vivida no âmbito da economia criativa. A fundamentação teórica apoia-se em autores que compreendem a escrita como experiência e prática crítica, com destaque para Jorge Larrosa, ao tratar da operação ensaio; Michel Foucault, com as noções de cuidado de si e relações saber-poder; Gilles Deleuze e Félix Guattari, a partir dos conceitos de devir e literatura menor; Conceição Evaristo, com a noção de escrevivência; e bell hooks, ao pensar a educação como prática de liberdade. Esses referenciais sustentam uma abordagem interdisciplinar que articula escrita, subjetividade e política na produção do conhecimento.\r\nO percurso metodológico organiza-se em três eixos integrados: (1) escrita de si, por meio de cartas, autoficção e diários de campo implicados, como práticas de reflexividade; (2) escrita acadêmica expandida, com ênfase no ensaio, na hibridização entre linguagens e no uso de práticas artísticas; e (3) escritas contra-hegemônicas, baseadas em literatura menor, escrevivências, saraus e práticas de escrita coletivas. Como resultados esperados, prevê-se a produção de materiais ensaísticos e experimentações artístico-textuais que evidenciem a articulação entre experiência e elaboração teórica. Espera-se, ainda, a consolidação de argumentos críticos situados, a emergência de problemáticas enraizadas no cotidiano e a produção de narrativas contra-hegemônicas que valorizem saberes e vozes marginalizadas na produção científica.\r\n\r\nBibliografia:\r\n\r\nALMEIDA, L. P. de. A função-autor: examinando o papel do nome do autor na trama discursiva. Fractal: Revista de Psicologia, v. 20, n. 1, p. 221–235, jan. 2008\r\nAQUINO, J. G. A escrita como modo de vida: conexões e desdobramentos educacionais. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 3, p. 641-656, 2011\r\nARONOVICH, L. A trajetória e resistência do Escreva Lola Escreva. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 30, n. 2, p. e86981, 2022\r\nBASTOS, R. L. Psicanálise e a escrita de emancipação: discussão entre Deleuze e Joel Birman. Psicologia USP, São Paulo, v. 24, n. 1, p. 77–98, jan. 2013\r\nBATALHA, M. C. O que é uma literatura menor? Revista Cerrados, Brasília, v. 22, n. 35, 2014\r\nBUTLER, J. Yo quiero ser más débil. El Salto Diario, Madrid, abr. 2018. Disponível em: https://www.elsaltodiario.com/gsnotaftershave/judith-butler-yo-quiero-ser-mas-debil\r\nCANDIDO, A. O direito à literatura. In: CANDIDO, A. Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011\r\nDELEUZE, G. A literatura e a vida. In: DELEUZE, G. Crítica e clínica. São Paulo: Editora 34, 2011. p. 11-17\r\nDELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é uma literatura menor? In: DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Kafka: para uma literatura menor. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003. p. 38-56\r\nFISCHER, R. M. B. Foucault, Clarice: as palavras, as coisas, a experiência. Cadernos de Educação, Pelotas, n. 54, dez. 2016\r\nFONSECA, T. M. G.; ZUCOLOTTO, M. P. da R.; HARTMANN, S. Entre a escrita e a expressão: vias para a produção de conhecimento. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 17, n. 1, p. 47–54, jan. 2012\r\nFOUCAULT, M. O que é um autor? In: FOUCAULT, M. Estética: literatura e pintura, música e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. p. 264-298. (Ditos & escritos III)\r\nFOUCAULT, M. Prefácio. In: FOUCAULT, M. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. IX-XXII\r\nHERMANN, N. O enlace entre corpo, ética e estética. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 44, 2018. DOI: 10.1590/S1413-24782018230051\r\nHERNÁNDEZ, J. de G.; GUILHON, F. L. A movimentação das palavras: devir-construção no feminino da escrita. Fractal: Revista de Psicologia, Niterói, v. 31, n. 1, p. 43–50, jan. 2019\r\nHOOKS, b. A língua. In: HOOKS, b. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. p. 223-233\r\nIONTA, M. A escrita de si como prática de uma literatura menor: cartas de Anita Malfatti a Mário de Andrade. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 91–102, jan. 2011\r\nJOSSO, M. C. A transformação de si a partir da narração de histórias de vida. Educação, Porto Alegre, v. 30, n. 3 (63), p. 413-438, set./dez. 2007\r\nJOSSO, M. C. O Corpo Biográfico: corpo falado e corpo que fala. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 37, n. 1, 2012 (e/ou 2021 em algumas reedições)\r\nKASTRUP, V. O lado de dentro da experiência: atenção a si mesmo e produção de subjetividade numa oficina de cerâmica para pessoas com deficiência visual adquirida. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 28, n. 1, p. 186–199, 2008\r\nKASTRUP, V.; GURGEL, V. O Processo de escrita literária e a coemergência da obra de arte e do autor. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 25, n. 3, p. 1000-1020, dez. 2019\r\nLARROSA, J. A operação ensaio: sobre o ensaiar e o ensaiar-se no pensamento, na escrita e na vida. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 29, n. 1, 2004\r\nLARROSA, J. Algunas notas sobre la experiencia y sus lenguajes. Estudios Filosóficos, Valladolid, v. 55, n. 160, p. 467–480, 2022\r\nLARROSA, J. Experiência e alteridade em educação. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 19, n. 2, jul./dez. 2011\r\nMARQUES, Â. C. S. Montar a cena pela escrita intervalar e pelo aparecimento emancipatório: o método estético-político de Jacques Rancière. Kriterion: Revista de Filosofia, Belo Horizonte, v. 64, n. 154, p. 213–245, jan. 202.\r\nMARQUES, Â. C. S.; PRADO, M. A. M. Os processos de subjetivação e emancipação política em Jacques Ranciere. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 34, e265750, 2022\r\nMELLO, S. A. Ensinar e aprender a linguagem escrita na perspectiva histórico-cultural. Revista de Psicologia Política, São Paulo, v. 10, n. 20, p. 329-343, dez. 2010\r\nOLIVEIRA, É. C. S. et al. \"Meu lugar é no cascalho\": políticas de escrita e resistências. Fractal: Revista de Psicologia, Niterói, v. 31, n. spe, p. 179–184, dez. 2019\r\nOLIVEIRA, M. R. D. de. A palavra poética no ter-lugar da língua: estética, ética e política. Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, São Paulo, v. 11, n. 3, p. 120–131, set. 2016\r\nRANCIÈRE, J.; BASSAS, J. El litigio de las palabras: Diálogo sobre la política del lenguaje. Barcelona: Ned Ediciones, 2019\r\nSAID, E. Reflexões sobre o exílio. In: SAID, E. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 46-61\r\nSCHÄFFER, M. Escrever sobre o escrever. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 21, n. spe, p. 105–111, 2009\r\nSEI, C. S.; MOSCHEN, S. Da escrita no corpo à escrita no papel: os caminhos do aprender a escrever. Estilos da Clínica, São Paulo, v. 19, n. 2, p. 325-338, ago. 2014\r\nSILVA, I. M. M. S.; KIELB, E. G.; STAKONSKI, A. C. Devir-outro e potencialidade política da escrita no encontro com a infância: reflexões a partir do livro/filme Todos se van. Raído, Dourados, v. 16, p. 28-53, 2023\r\nSOUZA, E. C. de. Territórios das escritas do eu: pensar a profissão – narrar a vida. Educação, Porto Alegre, v. 34, n. 2, 2011\r\nWAGNER, D. R. Fazer(se) à mão: um exercício de tecer uma escrita sobre a escrita. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n. 81, p. 142–158, 2022\r\nWEFFORT, M. F. Educando o olhar da observação: aprendizagem do olhar. In: WEFFORT, M. F. Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2. ed. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1996.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Emocional - GRUPEE","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":48,"projeto_registro":"PES-2026-329","projeto_titulo":"Oferta de Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MAIARA BORDIGNON","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Prática Integral de Cuidados; Saúde Coletiva; Terapias Complementares","resumo":"As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são reconhecidas e denominadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Medicina Tradicional e Complementar, sendo práticas com enraizamento cultural de longa data [Zapelini, 2023; World Health Organization, 2019]. Em documento recente (Global Traditional Medicine Strategy 2025–2034), a OMS reconheceu o papel crescente das PICS em todo o mundo e a necessidade de sua integração aos sistemas de saúde por meio de práticas baseadas em evidência [World Health Organization, 2025]. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde compreendem um conjunto de práticas terapêuticas que tem no seu escopo a busca pela promoção do cuidado integral a partir de uma visão ampliada acerca do processo de saúde e doença. Dessa maneira, complementam os cuidados convencionais de saúde, ampliando as possibilidades de cuidado e minimização de sofrimentos humanos. Parte-se da perspectiva de que a promoção da saúde e bem-estar envolve um olhar multidimensional, compreendendo para além da dimensão física, as dimensões social, psicoemocional e espiritual, o que é fortalecido com a existência e disponibilidade de PICS em associação ou não com os demais tratamentos indicados. No Brasil, a institucionalização de tais práticas no sistema público de saúde brasileiro (o SUS) sob a identificação de - práticas integrativas e complementares de saúde - ocorreu em 2006, por meio da Portaria nº 971 / 2006, que aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS [Brasil, 2006]. Atualmente, 29 procedimentos em PICS são reconhecidos no Sistema Único de Saúde brasileiro, embora permaneçam desafios com relação à implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no âmbito nacional de saúde [Brasil, 2006; Brasil, 2017; Brasil, 2018]. Dessa maneira, este estudo tem como objetivo geral avaliar a oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde com ênfase no contexto dos cuidados primários de saúde. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, que propõe a análise da oferta por meio de dados secundários de domínio público, disponíveis pelo Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Além disso, propõe a análise dos Planos Municipais de Saúde, também de livre acesso. Espera-se, com este estudo, reunir evidências sobre o perfil da oferta de PICS na Atenção Primária à Saúde, com ênfase no estado de Santa Catarina e Paraná. Os dados poderão auxiliar gestores de saúde e formuladores de ações e de políticas públicas de saúde a mapear a oferta e na tomada de decisão em prol do fortalecimento da incorporação de tecnologias leves e leve-duras no SUS, particularmente da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.   \r\n\r\nReferências\r\nZAPELINI, R.G.; JUNGES, J.R.; BORGES, R.F. Concepção de saúde dos profissionais que usam práticas integrativas e complementares no cuidado. Physis, v. 33, e33069, 2023. Available from: https://doi.org/10.1590/S0103-7331202333069\r\nWORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on traditional and complementary medicine. Geneva: World Health Organization, 2019. Available from: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/a5de1ce2-b5c1-4c5d-b529-339bc5c47e24/content\r\nWORLD HEALTH ORGANIZATION. Global traditional medicine strategy 2025–2034. Geneva: World Health Organization, 2025. Available from: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/cf37a4ad-4d27-4244-a7ee-001de39841ee/content\r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 849, de 27 de março de 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt0849_28_03_2017.html. \r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 702, de 21 de março de 2018. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt0849_28_03_2017.html. \r\nBRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html. \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Políticas Públicas e Gestão em Saúde (PPGS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":49,"projeto_registro":"PES-2026-328","projeto_titulo":"Iniquidades no desenvolvimento infantil: análise dos determinantes sociodemográficos em crianças de 0 a 24 meses usuárias do Sistema Único de Saúde ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SHANA GINAR DA SILVA","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"EPIDEMIOLOGIA","palavras_chave":"Atenção Primária à Saúde; Desenvolvimento Infantil; Desigualdades em Saúde; Determinantes Sociais da Saúde; Primeira Infância","resumo":"O desenvolvimento infantil nos primeiros dois anos de vida constitui um período crítico para a formação das capacidades cognitivas, motoras, emocionais e sociais, com repercussões importantes ao longo do ciclo vital. Evidências científicas demonstram que esse processo não ocorre de forma homogênea na população, sendo fortemente influenciado por determinantes sociais da saúde. Nesse contexto, as iniquidades sociodemográficas, entendidas como desigualdades injustas, evitáveis e socialmente produzidas, desempenham papel central na configuração de oportunidades desiguais para o crescimento e desenvolvimento das crianças desde os primeiros meses de vida. Fatores como baixa renda familiar, menor escolaridade materna, condições precárias de moradia, insegurança alimentar e acesso limitado a serviços de saúde e educação impactam diretamente os estímulos oferecidos à criança, o ambiente de cuidado e a capacidade das famílias de promover um desenvolvimento saudável. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), há potencial estratégico para a identificação precoce dessas vulnerabilidades e para a implementação de ações de promoção do desenvolvimento infantil, considerando o acompanhamento longitudinal das crianças e suas famílias. Apesar dos avanços nas políticas públicas voltadas à primeira infância, persistem importantes lacunas na compreensão de como essas iniquidades se expressam nos diferentes contextos e influenciam o desenvolvimento de crianças nos primeiros 24 meses de vida. Assim, torna-se fundamental investigar essa relação, a fim de subsidiar intervenções mais equitativas e orientar estratégias de cuidado que reduzam desigualdades e promovam o desenvolvimento integral na primeira infância. Para atingir esse objetivo será realizado um estudo epidemiológico de desenho transversal com abordagem descritiva e analítica de dados, a ser realizado de setembro de 2026 a agosto de 2027, com mulheres de idade igual ou superior a 12 anos e seus respectivos filhos(as), usuários da rede de atenção primária à saúde de Passo Fundo, RS, a qual inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Básicas com Estratégia de Saúde  da Família (ESF) e unidades Mistas (Centro de Atenção Integral à Saúde – CAIS). Os dados serão coletados nas dependências de cada UBS a partir de entrevistas face a face com as participantes elegíveis, com instrumento de pesquisa pré-testado e desenvolvido para o estudo. Estima-se que 900 mulheres sejam incluídas na amostra. O desenvolvimento infantil será avaliado  segundo os marcos de desenvolvimento, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, e terá como base as informações registradas na Caderneta de Saúde da Criança as quais serão coletadas no momento da entrevista. Serão avaliados 36 marcos em três domínios, sendo (21) motor, (11) social/cognitivo e (8) na linguagem. Para cada criança será verificado se os marcos serão atingidos na idade esperada. Com base nessa avaliação serão construídos escores por domínios, os quais serão posteriormente dicotomizados em: “atingiu todos os marcos”, e “não atingiu, pelo menos, um marco previsto para a idade”. Para mensuração e avaliação das desigualdades serão utilizados os índices Slope Index (SII) e o Concentration Index (CIX) tendo como estratificadores variáveis demográficas (cor da pele e estado civil) e socioeconômicas (renda familiar e escolaridade materna). A análise dos dados também consistirá em estatística descritiva da prevalência do desfecho de interesse, seguido dos respectivos intervalos de confiança (IC95%). Nas análises de associação serão utilizadas  as Regressões Logística e de Poisson, com estimativas brutas e ajustadas. Todas as análises serão realizadas nos Programas Estatísticos PSPP e Stata versão 12.1. Espera-se com essa pesquisa identificar a presença de iniquidades sociodemográficas associadas a piores indicadores de desenvolvimento infantil nos primeiros 24 meses de vida, evidenciando que fatores como baixa renda, menor escolaridade materna e condições de vulnerabilidade social estão relacionados a maiores riscos de atraso no desenvolvimento; adicionalmente, espera-se gerar subsídios para o fortalecimento de ações na Atenção Primária à Saúde, orientando estratégias de cuidado e promoção do desenvolvimento infantil com foco na equidade.\r\n\r\nBLACK, M. M.; WALKER, S. P.; FERNALD, L. C. H.; et al. Early childhood development coming of age: science through the life course. The Lancet, v. 389, n. 10064, p. 77–90, 2017.\r\n\r\nLU, C.; BLACK, M. M.; RICHTER, L. M. Risk of poor development in young children in low-income and middle-income countries: an estimation and analysis at the global, regional, and country level. The Lancet Global Health, v. 4, n. 12, p. e916–e922, 2016.\r\n\r\nRICHTER, L. M.; DAELMANS, B.; LOMBARDI, J.; et al. Investing in the foundation of sustainable development: pathways to scale up for early childhood development. The Lancet, v. 389, n. 10064, p. 103–118, 2017.\r\n\r\nNUNES, B. P.; FLORES, T. R.; MIELKE, G. I.; et al. Desigualdades sociodemográficas no desenvolvimento infantil no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 54, p. 1–10, 2020.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":50,"projeto_registro":"PES-2026-327","projeto_titulo":"Análise da frequência de mutações BRAF (V600E) e mutações RAS em tumores de tireoide: tireoidectomias realizadas em um hospital terciário do norte gaúcho ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LISSANDRA GLUSCZAK","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Epidemiologia; genética; glândula tireóide; neoplasias","resumo":"O carcinoma de tireoide é uma das neoplasias mais incidentes no Brasil e no mundo. Apesar do bom prognóstico na maioria dos casos, alguns subtipos apresentam comportamento agressivo, frequentemente associados a alterações genéticas, como a mutação V600E do proto-oncogene BRAF bem como mutações nos genes da família RAS. Apesar de bem estabelecida na literatura, o impacto real dessas alteraçaões no prognóstico e na estratificação de risco dos pacientes ainda é discutido. Assim, este estudo tem como objetivo analisar a presença da mutação BRAF(V600E) e das mutações RAS, em uma amostra de pacientes com carcinoma de tireoide submetidos à tireoidectomia. Trata-se de um estudo observacional, quantitativo e transversal, com amostra composta por todos os pacientes submetidos à tireoidectomia por carcinoma de tireoide entre 2022 e 2024, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) em Passo Fundo-RS. Estima-se uma amostra de 60 pacientes com anatomopatológico positico para cancer. Dados clínicos, radiológicos e citológicos serão obtidos de prontuários e peças cirúrgicas parafinadas, com extração de DNA e sequenciamento genético das mutações. As relações entre variáveis serão avaliadas por testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher (p<0,05), com controle das variáveis de confusão por estratificação. Espera-se identificar a mutação V600E de BRAF em aproximadamente 60% das amostras analisadas, já para a família de genes RAS espera-se uma frequência de mutação aproximada de 20%. No perfil sociodemográfico, prevê-se predominância de mulheres, brancas e com idade igual ou superior a 45 anos. Clinicamente, é esperado a presença de histórico sintomatológico de hipotireoidismo - associado ou não à Tireoidite de Hashimoto - , além da ocorrência de nódulos tireoidianos. Do ponto de vista anatomopatológico, projeta-se maior frequência do carcinoma papilífero, unilateral, com nódulos acima de 1 cm, associado a invasão linfonodal, linfática e perineural, bem como possibilidade de extensão extratireoidiana, sendo a classificação de tumores malignos (TNM) mais frequente T1N1MX. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":51,"projeto_registro":"PES-2026-326","projeto_titulo":"Atividade física de lazer na gestação e a associação com desfechos neonatais em usuárias da atenção primária à saúde ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SHANA GINAR DA SILVA","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"EPIDEMIOLOGIA","palavras_chave":"Atenção Primária à Saúde; Atividade Física; Nascimento Prematuro; Recém-Nascido de Baixo Peso; Saúde materno-infantil","resumo":"A prematuridade e o baixo peso ao nascer (BPN) permanecem como importantes causas de morbimortalidade, com repercussões ao longo da vida e significativo impacto nos sistemas de saúde, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. No Brasil, esses desfechos desafiam a organização das redes de atenção, demandando estratégias efetivas de promoção, prevenção e cuidado integral à saúde materna e infantil. Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde (APS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenha papel central como coordenadora do cuidado e principal porta de entrada das gestantes no sistema, sendo responsável pelo acompanhamento longitudinal do pré-natal, pela identificação precoce de fatores de risco e pela promoção de práticas saudáveis. Entre as estratégias de promoção da saúde no período gestacional, a prática de atividade física no lazer tem sido apontada como uma intervenção potencialmente protetora, associada à redução de desfechos adversos, como prematuridade e baixo peso ao nascer. Apesar disso, ainda são limitadas as evidências sobre a prática de atividade física de lazer durante a gestação em populações usuárias da APS. Assim, este subprojeto tem como objetivo descrever as prevalências de prática de atividade física realizada no lazer durante a gestação, total e segundo os trimestres gestacionais, bem como investigar a associação dessa prática com desfechos neonatais adversos, como prematuridade e baixo peso ao nascer. Em termos metodológicos, trata-se de um estudo epidemiológico de desenho transversal com abordagem descritiva e analítica de dados, a ser realizado de setembro de 2026 a agosto de 2027, com mulheres de idade igual ou superior a 12 anos, usuárias da rede de atenção primária à saúde de Passo Fundo, RS, a qual inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Básicas com Estratégia de Saúde  da Família (ESF) e unidades Mistas (Centro de Atenção Integral à Saúde – CAIS). Os dados serão coletados nas dependências de cada UBS a partir de entrevistas face a face com as participantes elegíveis, com instrumento de pesquisa pré-testado e desenvolvido para o estudo. Estima-se que 900 mulheres sejam incluídas na amostra. A exposição de interesse será a atividade física no lazer realizada durante a gestação, avaliada de forma retrospectiva e  por autorrelato. Serão consideradas “ativas” mulheres que reportaram “sim” para atividade física, em pelo menos um trimestre gestacional, independente do tempo semanal. Os desfechos prematuridade e BPN serão avaliados no momento da entrevista com base nos registros da caderneta de saúde da criança. Para análise dos dados será empregada estatística descritiva (n,%) e analítica por meio  das regressões logística e de Poisson,  com estimativas brutas e ajustadas para potenciais fatores de confusão. Todas as análises serão realizadas nos Programas Estatísticos PSPP e Stata versão 12.1. Espera-se que os resultados evidenciados com esse trabalho contribuam para o desenvolvimento de ações interdisciplinares voltadas à promoção da atividade física na atenção primária à saúde com o objetivo de colaborar não apenas para melhores desfechos neonatais, mas também para a redução das iniquidades em saúde e fortalecimento do cuidado integral à gestante no Sistema Único de Saúde.\r\n\r\n\r\nANA, Y.; et al. Association of physical activity level during pregnancy with maternal and neonatal outcomes: a systematic review and meta-analysis. Journal of Perinatal Medicine, 2025.\r\n\r\nMAJEWSKA, P.; et al. Associations between physical activity in pregnancy and birth outcomes. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2025.\r\n\r\nWATT, G. E.; et al. The association of physical activity during pregnancy with neonatal birth weight outcomes: a systematic review. Journal of Science and Medicine in Sport, 2024.\r\n\r\nWORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience. Geneva: World Health Organization, 2016.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":52,"projeto_registro":"PES-2026-325","projeto_titulo":"Correlação entre caracteres produtivos e de qualidade de sementes em cultivares de feijão sob condições edafoclimáticas de Erechim/RS","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SANDRA MARIA MAZIERO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"MELHORAMENTO VEGETAL","palavras_chave":"Adaptação genotípica; Correlação linear; Phaseolus vulgaris L.","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nA correlação demonstra a relação linear que existe entre os caracteres, podendo ser negativa (ganhos em um caractere representam perdas em outro, sendo inversamente proporcional) ou positiva (ganhos em ambos os caracteres, sendo diretamente proporcional) (Cruz, Regazzi; Carneiro, 2012). Nesse sentido, o estudo da correlação é uma ferramenta importante para o entendimento do comportamento conjunto de caracteres agronômicas e de caracteres da fisiologia de sementes.\r\nOs resultados de correlação entre produtividade de grãos e componentes de rendimento muitas vezes são divergentes na literatura. Para Zilio et al. (2011), o número de vagens por planta e número de grãos por vagem tem correlação direta com a produtividade de grãos, enquanto, a massa de 100 grãos apresentou correlação negativa. Cabral et al. (2011), por sua vez, verificaram na análise de trilha que o caráter primário com maior efeito direto sobre produtividade foi o número de vagens por planta (r= 0,754).\r\nContudo, outros caracteres agronômicos podem estar associados a produtividade de grãos. A análise de dados de uma série histórica de cultivo, realizados entre 1998 e 2021, revelou que genótipos de feijão mais produtivos estão relacionados a ciclos tardios, com maior período de florescimento, a plantas mais eretas, com boa nota geral de adaptação, maiores valores de massa de 100 grãos e maior altura de inserção de vagens (primeira e última) (Ribeiro; Santos; Andrade, 2024). Esses resultados reforçam a ideia de que o ganho em produtividade de grãos não está associado a um único caráter, mas sim a um conjunto de atributos morfofisiológicos que favorecem o desempenho agronômico.\r\nQuando se trata da relação entre caracteres agronômicos e de qualidade de sementes, observa-se que essa temática é ainda pouco estudada na literatura, com predominância de estudos segmentados (Coelho et al. 2010; Gindri et al., 2017; Gindri; Coelho, 2019). Num estudo com 26 cultivares de feijão verificou-se que genótipos com menor massa de 100 sementes foram os mais vigorosos, contrariando o rotineiramente esperado, mais massa, mais reversas, maior vigor (Coelho et al. 2010). \r\nAdemais, tem se verificado que a qualidade fisiológica de sementes nem sempre é afetada pela época de cultivo ou forma de cultivo. Andrade, Ribeiro, Argenta (2026) não verificaram diferenças significativas no potencial fisiológico, para a maioria das 25 cultivares de feijão, avaliadas em diferentes épocas de semeadura, safra e safrinha, em condições de déficit hídrico. De modo semelhante, Grindi et al. (2017), ao avaliarem cultivares landraces de feijão em sistema orgânico e convencional, não observaram diferenças significativa na qualidade fisiológica das sementes produzidas. Ainda assim, em ambos os casos, foi possível identificar genótipos alta qualidade fisiológica de sementes em diferentes ambientes (Grindi et al, 2017; Grindi, Coelho, 2019; Andrade, Ribeiro, Argenta, 2026). Isso sugere que há genótipos com maior resiliência, capazes de manter níveis adequados de germinação e vigor, mesmo em condições ambientais limitantes, como na de déficit hídrico.\r\nNa cultura da soja, Pereira et al. (2017) verificaram que as características agronômicas e as características fisiológicas das sementes não são independentes, sendo observadas associações significativas nas gerações iniciais (F3, F4 e F5) do programa de melhoramento. Esses autores observaram associação entre produtividade de grãos e ganhos em número de vagens, teor de óleo, germinação e índice de velocidade de emergência; entre precocidade e ganhos em desempenho após o envelhecimento acelerado das sementes; entre produtividade de grãos e maior vigor das sementes; entre vigor de sementes e ganhos em produção, teor de óleo e precocidade; e a relação entre sementes de alta qualidade fisiológica com plantas mais altas. Esses resultados reforçam a ideia de que existe interação entre desempenho agronômico e qualidade de sementes, embora tais relações ainda sejam pouco exploradas de forma consistente na cultura do feijão.\r\nDessa forma, considerando a lacuna existente na literatura, especialmente para a cultura do feijão, este estudo tem como objetivo analisar a correlação entre caracteres produtivos e de qualidade fisiológica de sementes em cultivares de feijão nas condições edafoclimáticas de Erechim/RS.\r\n\r\nMETODOLOGIA (MATERIAIS E MÉTODOS)\r\n\t\r\nCultivares de feijão\r\nO ensaio irá conter cultivares do grupo carioca e preto, com número a ser definido de acordo com a disponibilidade de sementes do banco de germoplasma do grupo de pesquisa.\r\n\r\nOrganização do ensaio de campo\r\nO ensaio será instalado em época de safra, com semeadura entre os meses de outubro e novembro. O delineamento adotado será o de blocos ao acaso, com 3 blocos. As parcelas serão constituídas de 2 linhas de cultivo, com 4 m de comprimento e espaçadas em 0,50 m. Cada parcela receberá uma estaca numerada, de acordo com o croqui de campo do ensaio.\r\n\r\nManejo de solo e tratos culturais\r\nO solo será preparado de forma convencional, com aração e gradagem, na semana anterior a semeadura. A adubação será deposita com auxílio de semeadora, com quantidade definida de acordo com as exigências da cultura (CQFS-RS/SC, 2016). A densidade de semeadura será ajustada de acordo com o hábito de crescimento da cultivar (CEPF, 2000).\r\nOs sulcos de semeadura serão feitos inicialmente com semeadora, depois serão abertos com auxílio de enxada. A deposição das sementes será manual. Após os sulcos serão fechados com solo, com auxílio de enxada. \r\nO tratamento de sementes será feito com pulverização direta no sulco de semeadura. O manejo de plantas daninhas será manual, com enxada. O controle de insetos será feito com produtos microbiológicos, preferencialmente, com menor impacto ambiental. O manejo de doenças não será realizado.\r\n\r\nDeterminação do desempenho produtivo\r\nAs cultivares serão avaliadas quanto à: altura de planta; número de vagens por planta; número de sementes por planta; número de sementes por vagens; massa de 100 grãos; produtividade de grãos; nota de acamamento; nota geral de adaptação; nota de antracnose e nota de crestamento na vagem.\r\nOs caracteres altura de planta, número de vagens por planta, o número de sementes por planta e o número de sementes por vagem serão obtidos em 10 plantas colhidas ao acaso na parcela. \r\nA altura será determinada considerando a distância entre o colo da haste principal e o ápice da planta, com o auxílio de uma trena, em centímetros.\r\nO número de vagens por planta e o número de sementes por planta serão obtidos por contagem, e o número de sementes por vagem pela divisão entre número de sementes e o número de vagens (Ribeiro et al., 2025).\r\nAs demais plantas da parcela serão colhidas e beneficiadas, retirando as impurezas, para a determinação da massa de 100 grãos (g) e a produtividade de grãos (kg/ha). A massa de 100 grãos será obtida pela média de peso de três repetições de 100 sementes. A produtividade de grãos será determinada pela pesagem dos grãos obtidos nas parcelas, com correção para 13% de umidade (Ribeiro et al., 2025). A umidade será determinada em medidor de umidade (Marca: Agrologic, modelo Al-101). \r\nAs notas de acamamento, geral de adaptação de antracnose e de crestamento serão atribuídas no estádio R9 (maturação de grãos - as vagens perdem a cor e começam a secar; as sementes adquirem a cor e o brilho característicos da cultivar). A escala das notas será de 1 a 9 (Ribeiro et al. 2025). \r\nA nota de acamamento será baseada no nível de prostamento das plantas, nota 1 - todas as plantas eretas e nota 9 - todas as plantas prostradas, tocando o solo. A nota geral de adaptação será baseada na arquitetura da planta, incidência de doenças e produção de vagens, nota 1 – excelente e nota 9 – muito ruim (plantas prostadas, alta incidência de doenças e baixa produção de vagens). A nota de antracnose e crestamento bacteriano será baseado no nível de lesões características de Colletotrichum lindemuthianum e Xanthomonas phaseoli, respectivamente, com nota 1 - ausência de lesões e nota 9 – menor que 20% das vagens apresentando lesões.\r\n\r\nDeterminação do desempenho de sementes\r\nApós o beneficiamento das parcelas as sementes serão testadas quanto ao desempenho, por meio dos seguintes testes: germinação, primeira contagem de germinação e comprimento de plântulas. \r\nOs testes seguirão as Regras para Análise de Sementes (RAS) (Brasil, 2025). Para o teste de germinação e primeira contagem de germinação serão utilizadas 200 sementes, em 4 repetições. O papel germitest será umedecido 2,5 vezes o seu peso, com água destilada. Os rolos de germinação serão postos em BOD, regulada a 25° C, com fotoperíodo de 8 horas. O número de plântulas normais obtidas no quarto dia será considerado um teste de vigor e o total obtido no último dia de teste (aos 9 dias) será indicativo da germinação. Os resultados serão expressos em porcentagem (%) de plântulas normais.\r\nO teste de comprimento de plântulas será instalado como descrito para o teste de germinação, contudo, com menor número de sementes por rolo, no total de 5 apenas, para permitir o crescimento da plântula. As plântulas serão avaliadas quanto ao comprimento total, comprimento de parte aérea e comprimento do sistema radicular. Uma régua será utilizada para obter as medidas em centímetros (cm), aos 9 dias.\r\n\r\nAnálise estatística\r\nOs dados de desempenho produtivo e de sementes serão submetidos a análise de variância, seguida de teste de comparação de médias – Scott-Knott (p<0,05). \r\nA associação entre a produtividade de grãos com caracteres produtivos e de qualidade de sementes será obtida pela correlação linear de Pearson (p<0,05).\r\nAs análises serão realizadas no programa Genes (Cruz, 2016).\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nANDRADE, F. F.; RIBEIRO, N. D.; ARGENTA, H. S. Simultaneous selection for seed physiological quality traits in common bean cultivars under drought stress. Revista Caatinga, v. 39, e14424, 2026.\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Regras para análise de sementes. Brasília, DF: MAPA/SDA/DTEC/CGAL, 2025. Disponível em: https://wikisda.agricultura.gov.br/pt-br/Laborat%C3%B3rios/Metodologia/Sementes/RAS_2025/cap_4_Germinacao_rev_1. Acesso em: 11 abr. 2026.\r\n\r\nCABRAL, P. D. S. et al. Análise de trilha do rendimento de grãos de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) e seus componentes. Revista Ciência Agronômica, v. 42, n. 1, p. 132-138, 2011.\r\n\r\nCEPF. Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão. Recomendações técnicas para cultivo de feijão no Rio Grande do Sul. Santa Maria: Pallotti, 2000. 80 p. \r\n\r\nCOELHO, C. M. M. et al. Potencial fisiológico em sementes de cultivares de feijão crioulo (Phaseolus vulgaris L.). Revista Brasileira de Sementes, v. 32, n. 3, p. 097 105, 2010. \r\n\r\nCQFS-RS/SC. Manual de calagem e adubação para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 11ª ed. Porto Alegre: SBCS; 2016.\r\n\r\nCRUZ, C. D. Genes Software-extended and integrated with the R, Matlab and Selegen. Acta Scientiarum. Agronomy, v. 38, p. 547-552, 2016.\r\n\r\nCRUZ, C. D.; REGAZZI, A. J.; CARNEIRO, P. C. S. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 4. ed. Viçosa, MG: Editora UFV, 2012.\r\n\r\nGINDRI, D. M. et al. Seed quality of common bean accessions under organic and conventional farming systems. Pesquisa Agropecuária Tropical, v. 47, n. 2, p. 152–160, 2017. \r\n\r\nGINDRI, D. M.; COELHO, C. M. M. Physiological diversity in Brazilian common bean (Phaseolus vulgaris L.) landraces based on selection index. Revista de Ciências Agroveterinárias, v. 18, n. 4, 2019.\r\n\r\nPEREIRA, E. M. et al. Canonical correlations between agronomic traits and seed physiological quality in segregating soybean populations. Genetics and Molecular Research, v. 16, n. 2, 2017.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D.; SANTOS, G. G; ANDRADE, F. F. Enhancing agronomic performance through genetic improvement of key traits in newly developed common bean cultivars cultivated in southern Brazil. Euphytica, v. 220, art. 1, 2024.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D. et al. Genetic divergence of common bean lines for agronomic traits by hierarchical methods considering multicollinearity. Revista Ciência Agronômica, v. 56, e202391693, 2025.\r\n\r\nZILIO, M. et al. Contribuição dos componentes de rendimento na produtividade de genótipos crioulos de feijão (Phaseolus vulgaris L.). Revista Ciência Agronômica, v. 42, n. 2, p. 429-438, 2011.\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS:\r\n\r\n- Identificar cultivares de feijão mais produtivas e com melhor qualidade de sementes sobre as condições ambientais vigentes;\r\n- Compreender como os caracteres produtivos e a qualidade de sementes se relacionam, o que tem implicações diretas tanto para o melhoramento genético quanto para a produção de sementes;\r\n- Dar suporte para profissionais de assistência técnica que trabalham com a cultura de feijão na região de abrangência da UFFS;\r\n- Fortalecer a divulgação de resultados de pesquisa com a cultura do feijão, para melhorar a produtividade da cultura na área de abrangência da UFFS, bem como a segurança alimentar das famílias rurais;\r\n- Contribuir para a ampliação do banco de dados do grupo de pesquisa, possibilitando estudos mais robustos de adaptabilidade e estabilidade de produção na cultura do feijão e suas relações com a qualidade de sementes.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade, Sistemas de Produção Agrícola e Educação Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":53,"projeto_registro":"PES-2026-324","projeto_titulo":"Dinâmica da vegetação e variabilidade climática holocênica no Planalto das Araucárias: análise palinológica.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PEDRO GERMANO DOS SANTOS MURARA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"Dinâmica da vegetação; Holoceno; Paleoclimatologia; Paleoecologia; Palinologia","resumo":"A proposta integra o projeto “Variabilidade Climática do Holoceno em Santa Catarina” e tem como foco a análise e interpretação de dados palinológicos para a reconstrução da dinâmica da vegetação e da variabilidade climática no interior do Planalto das Araucárias. Fundamenta-se em abordagens da Paleoecologia e da Climatologia do Quaternário, nas quais os registros polínicos são utilizados como indicadores da composição da vegetação e, indiretamente, das condições climáticas pretéritas. A metodologia envolve a análise qualitativa e quantitativa de grãos de pólen e esporos provenientes de testemunhos sedimentares, incluindo identificação taxonômica, contagem e organização dos dados em diagramas polínicos. Serão aplicados índices ecológicos, como a razão entre pólen arbóreo e não arbóreo (AP/NAP) e medidas de diversidade, visando interpretar a dinâmica da vegetação ao longo do Holoceno. Os dados serão integrados a informações estratigráficas e cronológicas, permitindo a reconstrução de mudanças ambientais e a identificação de padrões de variabilidade climática. Como resultados esperados, pretende-se reconstruir a dinâmica campo–floresta no interior do Planalto das Araucárias, identificar fases de mudança ambiental ao longo do Holoceno e contribuir para a interpretação paleoclimática regional. A proposta também visa a formação do bolsista em análise de dados paleoecológicos e interpretação científica, com potencial para geração de produtos acadêmicos.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":54,"projeto_registro":"PES-2026-323","projeto_titulo":"Desenvolvimento de base de dados geoespacial para análise da variabilidade paleoambiental no Planalto das Araucárias.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PEDRO GERMANO DOS SANTOS MURARA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"Banco de dados geoespacial; Geotecnologias; Holoceno; Paleoambientes; Sistemas de Informação Geográfica","resumo":"A proposta integra o projeto “Variabilidade Climática do Holoceno em Santa Catarina” e tem como objetivo o desenvolvimento de uma base de dados geoespacial voltada à organização, integração e análise de informações paleoambientais provenientes de registros naturais continentais. Parte-se do pressuposto de que a sistematização e espacialização de dados sedimentares, palinológicos e cronológicos constituem etapas fundamentais para o avanço das pesquisas em Paleoclimatologia, permitindo análises integradas da variabilidade ambiental em escala regional. Do ponto de vista teórico, a proposta fundamenta-se na integração entre Paleoclimatologia, Geografia Física e Geotecnologias, com ênfase no uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) como ferramenta para análise espacial de dados ambientais. A abordagem considera que a organização estruturada de dados paleoambientais possibilita não apenas sua interpretação científica, mas também sua reutilização em estudos comparativos, modelagens e aplicações em planejamento ambiental. Metodologicamente, o subprojeto envolve a construção de um banco de dados georreferenciado, integrando informações provenientes de atividades de campo (localização de sítios, características geomorfológicas), análises laboratoriais (dados palinológicos e sedimentológicos) e dados cronológicos (datações absolutas). Os dados serão organizados em ambiente SIG (ArcGIS/QGIS), permitindo sua padronização, espacialização e análise. Serão elaborados mapas temáticos representando a distribuição dos registros, a variabilidade paleoambiental e possíveis padrões espaciais associados a fatores geomorfológicos e altitudinais. Como resultados esperados, pretende-se desenvolver uma base de dados estruturada e georreferenciada sobre registros paleoambientais do Planalto das Araucárias, além de produtos cartográficos que permitam a visualização e análise da variabilidade ambiental ao longo do Holoceno. A proposta contribui para a inovação metodológica ao integrar diferentes tipos de dados em ambiente geoespacial, ampliando o potencial analítico do projeto e fornecendo subsídios para pesquisas futuras e aplicações em estudos ambientais.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":55,"projeto_registro":"PES-2026-322","projeto_titulo":"Dinâmica da vegetação e variabilidade climática holocênica no Planalto das Araucárias: análise palinológica","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PEDRO GERMANO DOS SANTOS MURARA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"Dinâmica da vegetação; Holoceno; Paleoclimatologia; Paleoecologia; Palinologia","resumo":"A proposta integra o projeto “Variabilidade Climática do Holoceno em Santa Catarina” e tem como foco a análise e interpretação de dados palinológicos para a reconstrução da dinâmica da vegetação e da variabilidade climática no interior do Planalto das Araucárias. Fundamenta-se em abordagens da Paleoecologia e da Climatologia do Quaternário, nas quais os registros polínicos são utilizados como indicadores da composição da vegetação e, indiretamente, das condições climáticas pretéritas. A metodologia envolve a análise qualitativa e quantitativa de grãos de pólen e esporos provenientes de testemunhos sedimentares, incluindo identificação taxonômica, contagem e organização dos dados em diagramas polínicos. Serão aplicados índices ecológicos, como a razão entre pólen arbóreo e não arbóreo (AP/NAP) e medidas de diversidade, visando interpretar a dinâmica da vegetação ao longo do Holoceno. Os dados serão integrados a informações estratigráficas e cronológicas, permitindo a reconstrução de mudanças ambientais e a identificação de padrões de variabilidade climática. Como resultados esperados, pretende-se reconstruir a dinâmica campo–floresta no interior do Planalto das Araucárias, identificar fases de mudança ambiental ao longo do Holoceno e contribuir para a interpretação paleoclimática regional. A proposta também visa a formação do bolsista em análise de dados paleoecológicos e interpretação científica, com potencial para geração de produtos acadêmicos.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":56,"projeto_registro":"PES-2026-321","projeto_titulo":"Reconstrução paleoambiental de alta resolução no Holoceno do Planalto das Araucárias (SC) a partir de registros palinológicos e sedimentares","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-12-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PEDRO GERMANO DOS SANTOS MURARA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE REGIONAL","palavras_chave":"Dinâmica campo-floresta; Paleoclimatoloiga do Holoceno; Paleoecologia; Palinologia","resumo":"O subprojeto insere-se no projeto “Variabilidade Climática do Holoceno em Santa Catarina”, contribuindo especificamente para a compreensão das dinâmicas paleoambientais no interior do Planalto das Araucárias, setor ainda pouco representado nos registros paleoclimáticos regionais. Diferentemente de outras áreas já investigadas, como o norte catarinense (Lima, 2010; Turollo, 2015) e porção centro-norte (Lima, 2010) que são marcados por maior influência da maritimidade, este estudo enfatiza ambientes de maior altitude e continentalidade, buscando compreender suas respostas específicas às oscilações climáticas do Holoceno. A proposta fundamenta-se em abordagens da paleoecologia e da climatologia do Quaternário, com ênfase no uso de registros palinológicos como proxies da dinâmica da vegetação e, indiretamente, das condições climáticas pretéritas. Parte-se da hipótese de que a dinâmica campo-floresta no interior do planalto apresentou padrões próprios de variabilidade, controlados por interações entre clima, relevo e disponibilidade hídrica, ainda insuficientemente compreendidos na literatura regional. Metodologicamente, o subprojeto concentra-se na análise de testemunhos sedimentares provenientes de ambientes úmidos (especialmente turfeiras), selecionados por seu alto potencial de preservação. Serão realizadas análises palinológicas de alta resolução (Faegri e Iversen, 1975), associadas à caracterização estratigráfica e sedimentológica (Embrapa, 2017) e ao estabelecimento de controle cronológico por datações radiocarbônicas (14C). Os dados serão tratados por meio da construção de diagramas polínicos, cálculo de índices ecológicos (como AP/NAP e diversidade) e integração com informações espaciais, permitindo reconstruções detalhadas da evolução da vegetação ao longo do Holoceno. Como contribuição específica ao projeto guarda-chuva, espera-se gerar registros inéditos para áreas interiores do Planalto das Araucárias, reduzindo lacunas espaciais nas reconstruções paleoclimáticas de Santa Catarina. Os resultados permitirão identificar padrões regionais de variabilidade climática, avaliar a persistência de formações campestres e a expansão florestal ao longo do Holoceno, e subsidiar análises comparativas com outros compartimentos geomorfológicos do estado. Dessa forma, o subprojeto fortalece a base empírica do projeto maior e amplia a compreensão da dinâmica climática e ambiental em áreas de planalto subtropical.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Núcleo de Estudos Território, Ambiente e Paisagem (NETAP)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":57,"projeto_registro":"PES-2026-320","projeto_titulo":"O espaço geométrico nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, interações entre Cognição e Corporeidade e Tecnologias Digitais (Fase 2)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"NILCE FATIMA SCHEFFER","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"Alfabetização; Cognição; Corporeidade; Espaço Geométrico; Tecnologias Digitais","resumo":"Resumo  \r\nEste estudo tem por objetivos: Avançar na discussão  a respeito das relações que se estabelecem entre Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Tecnologias Digitais, em processos de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Propor a construção de materiais e atividades para os anos iniciais do Ensino Fundamental considerando o referencial do tema Espaço Geométrico nos processos de alfabetização que possibilite estabelecer relações entre os temas, Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Jogos Digitais nos processos de alfabetização; e, Aplicar para alunos dos Anos Iniciais do  Ensino Fundamental, atividades produzidas na Fase 1, para trabalhar Espaço Geométrico e Corporeidade com a inserção de Tecnologias Digitais nos processos de Alfabetização. Tendo em vista o problema de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre Cognição, Espaço Geométrico, Tecnologias Digitais e Corporeidade, de modo a contribuir para a aprendizagem Matemática no processo de alfabetização dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? A pesquisa a ser realizada neste Subprojeto considera a necessidade de aprofundar e discutir tais temas na Licenciatura de Pedagogia, aspectos teórico-metodológicos de Educação Matemática e possíveis relações presentes desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Terá por referencial em Espaço Geométrico Lorenzato (2018), Lemos e Bairral (2010), quanto a Corporeidade Merleau-Ponty (1994), Scheffer (2017), quanto a Cognição e Tecnologias Digitais, Bairral (2012) e Borba, Silva e Gadanidis (2014). O estudo faz parte de uma das linhas de pesquisa do Grupo de Pesquisa em TIC, Matemática e Educação Matemática – GPTMEM/UFFS. A pesquisa é qualitativa, documental e exploratória , na coleta, organização e análise de dados por meio da categorização, contemplará, discussão, reflexão e aprofundamento de tais relações, bem como, a sua importância para os processos de alfabetização. Este projeto em sua Fase 2 prevê o desenvolvimento de estudos teóricos e práticos considerando a aplicação de atividades desenvolvidas na Fase 1, com as crianças na utilização de tecnologias digitais na prática pedagógica desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, nos processos pedagógicos, na aprendizagem matemática e na alfabetização. Os resultados esperados com este estudo, se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial de professores que ensinarão matemática, ou seja, nos nossos alunos da Licenciatura em Pedagogia considerando a importância da aplicação de atividades e materiais na exploração do espaço geométrico considerando a integração entre a cognição, a corporeidade e as tecnologias digitais nos processos de alfabetização matemática com um olhar crítico para os saberes matemáticos e as inúmeras possibilidades que se apresentam aos processos de alfabetização.\r\nIntrodução/Justificativa  \r\nA realidade escolar, se depara com inúmeros desafios, como: o desenvolvimento acelerado e constante das tecnologias digitais na vida pessoal, familiar e educacional. Este projeto tem por temas de investigação a Cognição, Corporeidade, o Espaço Geométrico, e os Jogos Digitais para a Alfabetização Matemática dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O estudo é de caráter qualitativo se utilizará em sua Fase 2 da aplicação de atividades práticas e de materiais desenvolvidas na Fase 1, com as crianças, com a utilização de tecnologias digitais na prática pedagógica desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental considerando a coleta, organização e análise de dados. Tendo em vista a realização de um estudo empírico com alunos em processo de Alfabetização Matemática. Os resultados da Fase 1 já apontam que os materiais digitais estão ocupando espaços não privilegiados nos cursos de formação inicial, embora se tenha consciência de sua importância, os professores formadores buscam constantemente por formação e inovações à prática pedagógica, no caso deste estudo considerando a cognição, a corporeidade e o espaço geométrico construídos nos anos iniciais de alfabetização. Novas formas de acesso à informação e à construção do conhecimento se apresentam para os currículos e metodologias aliando atividades e recursos das tecnologias digitais à prática pedagógica. Nesse sentido, os professores, desde sua formação inicial, precisam vivenciar e se apropriar de teorias e tecnologias digitais, além de serem incentivados ao planejamento e a vivência de situações de aprendizagem que incluam essas tecnologias como mais um recurso à prática pedagógica. \r\nPartimos da interrogação de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre Cognição, Espaço Geométrico, Tecnologias Digitais e Corporeidade, de modo a contribuir para a aprendizagem Matemática no processo de alfabetização dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? \r\nA opção pela pesquisa qualitativa em um projeto de Iniciação Científica se deu pelo motivo de que identificamos a necessidade de discutir com professores em formação inicial a inclusão digital na prática pedagógica, vinculando aí a Cognição, Corporeidade e as Tecnologias Digitais. Este estudo considera os dados empíricos obtidos a partir da aplicação das atividade e materiais construídos na Fase 1 do estudo e de análise documental, assim como, a organização, análise e interpretação dos dados, considera o método da análise de conteúdo proposto por Bardin (2011),  e a categorização dos dados na análise de acordo com Creswell e Creswell (2021)que considerará também, as representações em geometria com tecnologias digitais no ensino e a argumentação das crianças participantes da amostra nesta Fase 2. \r\nTendo em vista o curso de formação inicial de professores de Pedagogia da UFFS e a prática pedagógica dessa área nos Anos Iniciais da Educação Básica, o principal objetivo deste estudo volta-se para: Investigar relações que se estabelecem entre a Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Tecnologias Digitais, em processos de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além de, contribuir à compreensão e implementação do processo de desenvolvimento profissional expresso na dimensão docente. O marco teórico do estudo contemplará aprofundamento da discussão a respeito de Espaço Geométrico para os processos de Alfabetização, Tecnologias Digitais para o ensino de Matemática, e Jogos Digitais nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e a aplicação de materiais e práticas desenvolvidas na Fase 1.  \r\nIndependentemente da idade do aluno ou da área de atuação do professor parte-se do pressuposto de que as tecnologias digitais possam contribuir de forma salutar na construção do conhecimento matemático com futuros professores conscientes, ousados e criativos na prática da docência nos anos iniciais, assim justifica-se o presente estudo e sua passagem para a Fase 2.\r\nRevisão de literatura \r\nA ‘Tecnologia Digital’, é vista sobretudo, como uma possibilidade de variação de linguagem ou dados em números, texto ou a convergência deles, apresentados na tela de dispositivos como computadores, smartphones ou tablets na forma de linguagens como imagens fixas, movimentos, som e texto verbal (LIMA; PEREIRA, 2021). \r\nOutro aspecto que se considera nesta pesquisa, é a Corporificação contribuindo para a discussão do Espaço Geométrico nos processos de alfabetização. Tendo por ponto de partida a análise de jogos educativos que trabalhados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na vivência de espaços geométricos por meio de movimentos corporais, de modo a promover o pensar sobre geometria, a vivência da construção geométrica e a identificação de diferentes padrões necessários aos processos de alfabetização, este estudo pretende apresentar contribuições aos professores de Anos Iniciais. No entanto, a preocupação deste estudo se volta ao trabalho escolar atribuído à inserção digital, e como essa prática pode acontecer, aspecto que leva à inferência de que alunos e professores estão imersos em conteúdo das TD (KENSKI, 2012; ROSA, 2015). Neste advento e seus impactos na sociedade, se apresentam novas possibilidades de trabalho dinâmico para a sala de aula, considerando a formação do ser humano desde os Anos Iniciais da Educação Básica. A política educacional curricular da BNCC – Computação (2022), destaca a necessidade de um conjunto de habilidades computacionais a serem desenvolvidas na Educação Básica, relativas às TD e o Pensamento Computacional (PC). Neste estudo pretende-se pensar na relação a ser estabelecida entre o espaço geométrico, o PC e a vivência do corpo-próprio na construção do conceito de polígonos em Matemática. Inicialmente faço referência a presença e importância das TD na construção de conceitos matemáticos escolares e o desenvolvimento do PC. Depois, faço uma breve reflexão a respeito do ensino de geometria nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, e a valorização do corpo-próprio em movimento na construção das relações matemáticas com as TD, apresentando algumas concepções teóricas que estão subjacentes à minha pesquisa quanto ao tema. Estudos relevantes acerca do uso de computadores no ensino e aprendizagem de crianças realizados por Seymour Papert na década de 1970, com a linguagem de programação Slogo, que tem como principal característica a utilização de computadores para auxiliar os estudantes na construção do seu próprio conhecimento e desenvolvimento do pensamento. Tal autor, enfatizava naquela época, que o estudante usando o computador, visualiza suas construções relacionando o concreto e o abstrato por meio de um processo interativo que pode gerar uma sequência de construções e abstrações mentais, influenciando a aprendizagem. Desse modo, no trabalho de Papert com o Slogo, já havia uma preocupação com a programação dos passos a serem seguidos pela tartaruga. \tBrackmann (2017), defende o pensamento computacional como um processo cognitivo para a resolução de problemas, conectado a quatro pilares: reconhecimento de padrões, decomposição, abstração e algoritmos (ou fluxogramas), que pode ser desenvolvido por meio de atividades plugadas ou desplugadas, sendo que as atividades plugadas (on-line), são aquelas realizadas no computador ou em qualquer outro recurso digital, como: Slogo; Lightbot; ScratchJr; Scratch; Code.org, Python, entre outros. E as atividades desplugadas (off-line) são aquelas realizadas sem o uso de recursos digitais e sem acesso à internet. São atividades que envolvem o uso de cartões para recortar, desenhar, pintar, dobrar; atividades de movimento e trilhas; resolução de enigmas, entre outros.  O que pode conduzir o pensamento computacional a ser trabalhado inicialmente de forma desplugada nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. No caso deste estudo avançaremos para a reflexão geométrica, na relação do corpo próprio com as tecnologias digitais. Aspecto que pode representar a importância da relação entre as atividades concretas e digitais para a construção de conceitos geométricos. O Ensino de Geometria, o Corpo e as TD\r\nA Matemática em especial o ensino de geometria, envolve a construção de significados por meio de materiais manipulativos, tecnologias digitais e vivências corporais instrumentos para o ensino de geometria, sendo esses instrumentos dinâmicos e estáticos. Por outro lado, a presença de Tecnologias Digitais, vem contribuindo nas diferentes áreas do conhecimento, principalmente na da Educação Matemática, tornando as aulas mais dinâmicas. A grande vantagem destes ambientes volta-se para o fácil manejo de serem utilizados na Educação Básica, as características deles e a possibilidade de construção geométrica de maneira dinâmica, a interface principal, tem uma área de interação que apresenta duas janelas, uma expõe a construção e a outra, o painel de comandos que permite descrever uma sequência de passos ou uma programação. Assim, o futuro professor de matemática ao fazer uma análise de atividades práticas com materiais digirais para os processos de alfabetização, para escolher a melhor opção de acordo com a turma, ano e objetivos, pode acompanhar os alunos nas aulas, de acordo com o conceito a ser estudado, e nível de aprendizagem. \r\nCorporeidade - Movimentos Corporais e o Espaço Geométrico nos processos de alfabetização\r\nPara Lorenzato (2018), na vivência de cada criança, as ideias de comparação, classificação, lógica e medidas, vão sendo percebidas e incluídas no seu conhecimento, diante de várias experiências considerando os campos matemáticos a serem explorados na educação infantil (número, geometria e medida) e os processos mentais básicos para aprendizagem da Matemática (correspondência, comparação, classificação, sequenciação, seriação, inclusão e conservação). Para o autor, num primeiro momento devem-se realizar atividades com o corpo e/ou objetos, depois com imagens (desenhos, figuras) e, finalmente, com símbolos. Para essas vivências, as diferentes atividades com materiais manipulativos do Laboratório de Ensino e a experiência corporal, são fundamentais para propiciar trocas entre as crianças tendo em vista que os objetivos previstos pelo professor sejam atingidos. Pois os primeiros contatos com a geometria ocorrem a partir do senso espacial, em seu ambiente, com seu entorno físico, de acordo com Lorenzato (2018, p. 135-136), é nele que a criança se depara com as formas, os tamanhos, as cores, as linhas, superfícies e sólidos. Para o autor, a percepção do espaço está presente em qualquer atividade da criança, que começa o processo de domínio espacial, utilizando-se do próprio corpo, a partir do olhar, dos gestos, movimentos corporais, deslocamentos, de modo a surgirem e se sedimentarem as noções de longe, perto, alto, baixo, fora, dentro, em cima, embaixo, atrás, na frente, de lateralidade, entre outras, todas em função do espaço. Assim, tal desenvolvimento torna-se fundamental à aprendizagem da geometria no Ensino Fundamental, sendo que, por aí passam atividades que se referem a coordenação visual, conservação de forma ou de tamanho, discriminação visual, lateralidade, representação de figuras, percepção de regularidade, de igualdade, de combinações, entre outras, atividades que proporcionarão o desenvolvimento do PG das crianças. Outro aspecto  que assume sua importância para o PG, refere-se ao senso topológico que faz parte do senso espacial. Para Lemos e Bairral (2010, p. 71-72), o trabalho com geometria possibilita o desenvolvimento de habilidades como as de experimentar, representar e argumentar, além de instigar a imaginação e a criatividade. Ela inclui a visualização de objetos, a sua representação, a manipulação dessas representações e a criação de novos objetos. Desse modo, pensando no desenvolvimento do PG, recorre-se a Merleau-Ponty (1994), que apresenta sua visão de corpo-próprio que sente, vive, expressa-se e movimenta-se, a experiência corporal e linguística coloca o corpo-próprio como compreensão, expressão e comunicação do homem no mundo. Assim, o corpo-vivido é considerado o corpo com movimento intencional, é o corpo que percebe, que se presentifica na ação e na manifestação do percebido pela fala; é o corpo que se expõe, que é presença e se estende ao outro. Para Scheffer (2017, p. 48-49) a expressão motora de nosso corpo não é um caso particular de conhecimento, mas ela nos fornece uma maneira de expressar nosso acesso ao mundo e ao objeto. Merleau-Ponty chama de esquema corporal esse sistema de equivalências, esse invariante dado, pelo qual as diferentes tarefas motoras são instantaneamente transponíveis, isto é, não é uma construção dependente de esquemas intelectuais. O teórico destaca o corpo não apenas como um espaço expressivo, mas como origem de todos os outros espaços, como o próprio movimento de expressão que projeta significações no exterior através de nossas mãos, de nossos movimentos, de nossos olhos e de nossa fala; sendo assim, nosso corpo é no espaço e a espacialidade é a maneira pela qual o corpo se realiza. A partir desses três tipos de espaço, a geometria do espaço deve ser vista como aquela necessária para o sujeito mover-se. É neste sentido, que buscaremos neste estudo Fase 2, analisar atividades práticas de reconhecimento geométrico estabelecendo uma ponte entre as vivências corporais das crianças e as construções geométricas na tela do computador.\r\nMaterial e Métodos/Metodologia \r\nO estudo tem caráter qualitativo, considera os dados a partir de aplicação de atividades exploratórias e de análise documental da política educacional da BNCC- Computação e referenciais a respeito de corporeidade, espaço geométrico e tecnologias digitais. A organização, análise e interpretação dos dados, considera Bardin (2011) e Creswell e Creswell (2021) que estabelecem a categorização na análise dos dados, além da descrição das sessões de aplicação das atividades e materiais em sua relação com a utilização de tecnologias digitais e objetos virtuais de aprendizagem. A organização da análise considerará Bardin (2011) que aponta três polos cronológicos em que se organizam as diferentes fases da análise de conteúdo: A pré-análise, que consiste na organização propriamente dita, compondo um período de intuições, sistematização das ideias iniciais e leitura fluente.  A primeira fase, que envolve a formulação dos indicadores que fundamentem a interpretação final.;  A segunda é a exploração do material, caracterizada pela aplicação sistemática das decisões tomadas na fase anterior, consistindo, basicamente, na codificação, decomposição e enumeração dos dados, seja de modo manual ou pelo computador, tendo em vista as regras já formuladas; E a terceira é o tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Nessa fase, os resultados são tratados para que se tornem significativos e válidos, permitindo construir quadros, figuras, diagramas que representem as informações obtidas pela análise, estabelecendo relações com o referencial teórico da corporeidade, representação matemática e visualização.\r\nResultados Esperados\r\nOs resultados esperados neste estudo se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial de professores que ensinarão matemática, ou seja, nos nossos alunos da Licenciatura em Pedagogia considerando a importância da inclusão das tecnologias digitais na prática pedagógica com um olhar crítico para os saberes matemáticos tendo em vista as inúmeras possibilidades que se apresentam aos processos de alfabetização tais como: a corporeidade, a representação e o espaço geométrico. Desse modo, tendo em vista que, a maioria das escolas apresenta uma infraestrutura básica no que tange a recursos tecnológicos, com este estudo pretende-se apresentar discussões, possibilidades e reflexões, para os que futuros professores de anos iniciais se sintam capacitados a utilizá-los durante as aulas de Matemática, apresentando reflexões quanto as Políticas Educacionais vigentes no caso, a BNCC-Computação, sua implantação na escola básica, além da discussão e apresentação de diferentes possibilidades  de trabalho com tecnologias digitais por meio da aplicação de atividades e matérias para discutir o pensamento geométrico nos anos iniciais além da criação e apresentação de materiais e atividades para trabalhar o pensamento geométrico com tecnologias nos anos iniciais de aprendizagem e processos de alfabetização matemática para o ensino.\r\nReferências\r\nAZEVEDO, G. T., & MALTEMPI, M. V. Processo Formativo em Matemática e Robótica: Construcionismo, Pensamento Computacional e Aprendizagem Criativa. Tecnologias, sociedade e conhecimento, Campinas, v. 7, n. 2, p. 85-107, 2020. \r\nBAIRRAL, M. A. O desenvolvimento do pensamento geométrico na Educação Infantil: algumas perspectivas conceituais e curriculares. In: CARVALHO, M. C.; BAIRRAL, M. A. (Orgs.), Matemática e Educação Infantil: Investigações e possibilidades de práticas pedagógicas, Ed. Vozes, 2012, p. 163-181.\r\nBARBOSA, L. L. S.; MALTEMPI, M. V. Matemática, Pensamento Computacional e BNCC: desafios e potencialidades dos projetos de ensino e das tecnologias na formação inicial de professores. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, Passo Fundo, v. 3, n. 3, p. 748-776, 2020. \r\nBARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.\r\nBORBA, M. C, & PENTEADO, M. G. Informática e educação matemática. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007.\r\nBORBA, M. C.; SCUCUGLIA, R. S.; GADANIDIS, G. Fases das tecnologias digitais em educação matemática: sala de aula e internet em movimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.\r\nBRACKMANN, C. P. Desenvolvimento do Pensamento Computacional Através de Atividades Desplugadas na Educação Básica. 2017. 226 p. Tese (Doutorado em Informática na Educação – Cinted) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Computação - Complemento à BNCC. Brasília, DF, 2022. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/fevereiro-2022-pdf/236791-anexo-ao-parecer-cneceb-n-2-2022-bncc-computacao/file. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRENNAN, K.; RESNICK, M. New frameworks for studying and assessing the development of computational thinking. In Proceedings of the 2012 annual meeting of the American Educational Research Association, p. 1-25, 2012.\r\nCRESWELL, J. W.; CRESWELL, J. D. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 5. ed. Porto Alegre: Penso, 2021.\r\nFARAH, M. F. S. Abordagens teóricas no campo de política pública no Brasil e no exterior: do fato à complexidade. Revista Do Serviço Público, 69 (2018). p. 53 - 84. https://doi.org/10.21874/rsp.v69i0.3583\r\nGADANIDIS, G.; et al. Computational Thinking, Grade 1 Students and the Binomial Theorem. Math Educ, v. 3, p. 77 - 96, 2017. \r\nGIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5ª Edição – São Paulo: Atlas, 2010. \r\nKENSKI, V. M. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação. 8. ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. \r\nLEMOS, W. G., BAIRRAL, M. A. Poliedros estrelados no currículo do Ensino Médio. Rio de Janeiro, RJ: Edur, 2010.\r\nLIMA, A. P. T.; PEREIRA, M. F. S. Educação x pandemia: Os desafios do ensino remoto. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 7, p. 68803-68815, jul. 2021. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/32605. Acesso em: 01 set. 2021.\r\nLORENZATO, S. Educação infantil e percepção matemática. Campinas, SP: Autores Associados: 2018.\r\nMARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 8ª Edição. São Paulo: Atlas, 2017.\r\nMERLEAU-PONTY, M.   Fenomenologia da Percepção. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1994.\r\nPAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto   Alegre, RS: Artes Médicas, 1994. \r\nROSA, M. Cyberformação com Professores de Matemática: interconexões com experiências estéticas na cultura digital. In.: ROSA, M.; BAIRRAL, M. A.; AMARAL, R. B. (Orgs.), Educação Matemática, Tecnologias Digitais e Educação a Distância: pesquisas contemporâneas,  Editora da Física, 2015, p. 57-93.\r\nSÁPIRAS, F. S.; VECCHIA, R. D.; MALTEMPI, M. V. Utilização do Scratch em sala de aula. Educação Matemática Pesquisa, v. 17, n. 5, p. 973-988, 2015. \r\nSCHEFFER, N. F.  Sensores, informática e o corpo: a noção de movimento no Ensino Fundamental. 2001. 254 f.  Tese (Doutorado) – Educação Matemática, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”: Rio Claro, SP, 2001.\r\nSCHEFFER, N. F.; BINOTTO, R. R.; BERNIERI, J. C.; MATIEVICZ, C. V. INFORMÁTICA: Diretrizes Gerais para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. In: AMOSC (Org.), Currículo Regional do Ensino Fundamental dos Municípios da Amosc, 2022, p. 472-493. \r\nSCHEFFER, N. F. Tecnologias Digitais e representação matemática de movimentos corporais, Curitiba, PR: Appris Editora, 2017.\r\nSILVA, G. H. G.; PENTEADO, M. Geometria dinâmica na sala de aula: o desenvolvimento do futuro professor de matemática diante da imprevisibilidade. Ciência e Educação, Bauru, v. 19, n. 2, p. 279-292, 2013. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/212992. Acesso em: 03 mar. 2023.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, MATEMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":58,"projeto_registro":"PES-2026-319","projeto_titulo":"Otimização de Contexto Multi-Fonte no Ciclo de Vida de Software para Assistência Inteligente de Código via LLMs","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SAMUEL DA SILVA FEITOSA","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"COMPUTABILIDADE E MODELOS DE COMPUTAÇÃO","palavras_chave":"Engenharia de Contexto; Engenharia de Software Assistida; LLMs; RAG; SDLC","resumo":"Este projeto propõe o desenvolvimento de um framework de integração multi-fonte voltado para a construção de contexto em assistentes de código baseados em Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs). O sistema orquestra artefatos do ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC), como código-fonte, sistemas de tickets, documentação técnica e histórico de versionamento, para superar a fragmentação do conhecimento em bases de código extensas. A solução foca na criação de janelas de contexto que maximizem o sucesso da tarefa respeitando limites rígidos e custos operacionais de tokens.\r\n\r\nA pesquisa fundamenta-se na transformação da engenharia de software por LLMs, que proporcionam ganhos de produtividade, mas enfrentam limitações por não possuírem conhecimento intrínseco sobre bases de código organizacionais. O trabalho apoia-se em conceitos de Engenharia de Contexto (context engineering) e Geração Aumentada por Recuperação (RAG) aplicada ao código. Utiliza-se a premissa de que a qualidade das respostas dos modelos está diretamente ligada à relevância do contexto fornecido.\r\n\r\nMetodologia\r\n\r\nA pesquisa adota a abordagem Design Science Research (DSR), focada na criação e avaliação iterativa de artefatos para resolver problemas práticos. O método divide-se em:\r\n\r\n- Fundamentação e Design: Revisão da literatura e design da arquitetura do pipeline e taxonomia de contextos.\r\n\r\n- Implementação: Construção de um sistema de indexação multi-fonte para repositórios GitHub e um pipeline com estratégias configuráveis.\r\n\r\n- Avaliação Empírica: Testes em projetos de código aberto utilizando benchmarks como o SWE-bench, comparando taxas de sucesso, consumo de tokens e latência.\r\n\r\nResultados Esperados\r\n\r\nEspera-se entregar um protótipo funcional agnóstico de LLM , uma avaliação comparativa de estratégias de contexto , uma taxonomia de utilidade contextual por tipo de tarefa e diretrizes práticas para a implementação de sistemas de IA em cenários organizacionais.\r\n\r\nReferências\r\n\r\n    CHU, Z. et al. (2025): Engenharia de contexto para LLMs.\r\n\r\n    HEVNER, A. R. et al. (2004): Metodologia Design Science Research.\r\n\r\n    JIMENEZ, C. E. et al. (2024): Benchmark SWE-bench para resolução de issues.\r\n\r\n    LIU, J. et al. (2025): RAG aplicado à geração de código.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação e Desenvolvimento Tecnológico - IDT","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":59,"projeto_registro":"PES-2026-318","projeto_titulo":"Geotecnologias livres: banco de dados geoespaciais","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"LEONIDAS LUIZ VOLCATO DESCOVI FILHO","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"GEOCARTOGRAFIA","palavras_chave":"banco de dados geoespaciais (BDG); geoprocessamento; modelos digitais; planejamento e gestão","resumo":"A elaboração de bancos de dados geoespaciais (BDG) é etapa fundamental para a construção de bases geoespaciais consistentes. Este subprojeto, dará base para o desenvolvimento do projeto de pesquisa guarda-chuva intitulado: \"Geotecnologias livres para pesquisa, planejamento e gestão ambiental\", justificando-se, especialmente, pela elaboração de BDG para interpretação e compartimentação espacial dos ambientes superficiais e subterrâneos inseridos na Bacia Geológica do Paraná (WHITE, 1908; MILANI, 1997), especialmente o Sistema Aquífero Integrado/Guarani Serra Geral (SAIG/SG) (SCHEIBE E HIRATA, 2008), no Rio Grande do Sul.\r\n\r\nA complexidade do campo das geotecnologias — que integra sensoriamento remoto, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) e tecnologias emergentes como machine learning, IA, webgis e big data — exige um olhar qualitativo sobre como esses conceitos são aplicados pelos pesquisadores. \r\nA complexidade do campo das geotecnologias — que integra sensoriamento remoto, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) e tecnologias emergentes como machine learning, IA, webgis e big data — exige um olhar qualitativo sobre como esses conceitos são aplicados pelos pesquisadores. \r\nPara Rosa (2005), geotecnologias compreendem cinco áreas por essência, são elas Sensoriamento Remoto, Sistema de Informações Geográficas, Sistema Global de Posicionamento por Satélite, Topografia digital e Cartografia digital. A área de geotecnologias é uma das que mais tem avançado desde o início do novo milênio (GEWIN, 2004; BREUNIG et al., 2019). \r\nEm geral, as geotecnologias compreendem um conjunto de disciplinas e tecnologias geoespaciais como: Sistemas de Informações Geográficas, Cartografia Digital, Sensoriamento Remoto, Sistema Global de Navegação por Satélites (GNSS) e Topografia computadorizada, e suas respectivas categorias de técnicas e ferramental para, coleta, armazenamento, tratamento e análise espacial, bem como, o uso integrado de informações geoespaciais. (ROSA; BRITO 1996 e ROSA 2005). \r\nOs Sistemas de Banco de Dados (SBDs) espaciais ou Banco de Dados Geospaciais (BDG) são a base tecnológica para SIGs e outras aplicações geoespaciais. GÜTING (1994).\r\nSteiniger e Hunter (2011), apresentam uma visão geral atualizada de programas livres e de código aberto (FOSS) que podem ser utilizados na implementação de Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE), especialmente em países em desenvolvimento, governo e indústria. Uma IDE não é apenas tecnologia, mas um conjunto de acordos sobre padrões técnicos, arranjos institucionais e políticas que permitem o descobrimento e uso de informações geoespaciais. Para os autores ibid, programas livres e de código aberto representam uma alternativa viável e madura para implementar IDEs, especialmente quando se busca interoperabilidade, independência de fornecedor e redução de custos.\r\nSensoriamento remoto, Sistema de Informações Geográficas e as demais tecnologias envolvidas apresentam como principal propósito de coletar, armazenar, analisar e disseminar informações sobre áreas da Terra (CRHISMAN, 2001). Conceitos de banco de dados geoespacial deve também considerar aspectos teóricos na sua implementação. Assim, podemos ver, por exemplo, as extensões POSTGIS do PostGreeSQL, que permitem avançar com as análises de dados geoespaciais em ambientes integrados e de macro escala, respeitando padrões Open Geospatial Consortium (OGC), especificações internacionais que garantem a interoperabilidade e troca fluida de dados geoespaciais entre diferentes sistemas, programas e bancos de dados.\r\nQuanto a necessidade e possibilidades de uso de bancos de dados geospaciais de MDEs em SIG, Fernandes (2004) apud Miceli et al. 2011 p 192 menciona que:\r\n“ Os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) possuem uma grande variedade de instrumentos disponíveis para se trabalhar com a dimensionalidade dos dados, mas podem apresentar limitações, como a de não considerarem a irregularidade topográfica da distribuição dos fenômenos no espaço. Devido à esta limitação existente na análise baseada em observações em superfícies planimétricas, torna-se necessária, assim, a utilização dos Modelos Digitais de Elevação (MDEs), que permitam a obtenção de informações de distâncias, áreas e volumes através de uma modelagem tridimensional.”\r\nAtualmente a análise quantitativa da topografia digital se refere a um conjunto de métodos para a extração de informações topográficas a partir de modelos digitais de elevação (MDEs). Isso evidencia a importância de se estudar este modelos em diferentes fontes e  escalas.\r\n\r\nMetodologia. Banco de dados: A etapa de montagem do banco de dados geoespacial. Será dada atenção espacial para a montagem do banco de dados MDE, detalhado abaixo. Como parte das etapas, serão consideradas as especificações técnicas da EDGV, ADGV e MGB, que regem dados geoespaciais no Brasil.\r\nPara geoprocessamento, as coordenadas contidas nos dados gerais do banco de dados será  padronizado em SIRGAS 2000, datum oficial brasileiro. Quando cabível, usará-se o Sistema Universal Transversal de Mercator (UTM) para os fusos gaúchos, de número 21 e 22 a Oeste de Greenwich e sul do equador. \r\nSalienta-se a existência de disponibilidade via download de dados geoespaciais de diversos órgãos oficiais através da rede mundial, como por exemplo: USGS, EMBRAPA, NASA, INPE, GADM, IBGE e CPRM, os quais encontra-se em diferentes escalas.\r\nOs dados que irão compor o SIG são: Vetoriais e Matriciais/Raster, as fontes principais serão CPRM, EARTHDATA, INPE, USGS, CGIAR e IBGE.\r\nModelo Digitais de Elevação (MDEs): Serão testados os modelos digitais de elevação (MDEs) no formato matricial ou raster, com resoluções espaciais de 30 metros, disponibilizados pelas agências: 1. Alaska Satelite Facility; 2. National Aeronautics and Space Administration; Consórcio Europeu Copernicus GLO 30 - FABDEM. \r\nOs modelos raster serão carregados no programa QGIS 3.40 LTR, geoprocessado para recobrir a área piloto de estudo. Para isso serão usadas ferramentas de recorte, mosaico e reprojeção dos raster para se ajustarem a área, em termos de extensão e de sistema de referência, que será do tipo métrico UTM, conforme mencionado anteriormente.\r\n\r\nResultados Esperados: Espera-se construir um banco de dados geoespacial robusto, seguindo as normativas técnicas com as principais bases testadas e validadas para o desenvolvimento do projeto guarda-chuva, iniciando-se pelo modelo digital de elevação MDE. Este banco consistido contribuirá para o desenvolvimento dos objetivos específicos do projeto guarda-chuva. Manter um banco de dados atualizado é fundamental, devido as constantes evoluções técnico-científicas no campo das geotecnologias. Busca-se ainda, contribuir para formação de discentes em vários níveis, especialmente de Iniciação Científica e Graduação, vinculados aos programas e cursos em que o proponente e seus colaboradores atuam.\r\n\r\nReferências: \r\nASF DAAC, ALOS PALSAR_Radiometric_Terrain_Corrected_low_res; Includes Material ©JAXA/METI 2007. 2015.\r\nBRASIL. Ministério do Meio Ambiente/MMA. Lei 9.433, 1997. Política Nacional de Recursos Hídricos. 1997.\r\nCAMARA, Gilberto; MEDEIROS, JS de. Geoprocessamento para projetos ambientais. São José dos Campos: INPE, 1996.\r\nCOMPANHIA DE PESQUISA E RECURSOS MINERAIS, CPRM Mapa de Domínios e Subdomínios Hidrogeológicos do Brasil. Escala 1:2.500.000. CPRM, 1 CD – ROM. 2007.\r\nCONGEDO, Luca, (2021). Semi-Automatic Classification Plugin: A Python tool for the download and processing of remote sensing images in QGIS. Journal of Open Source Software, 6(64), 3172, https://doi.org/10.21105/joss.03172\r\nCONRAD, O., BECHTEL, B., BOCK, M., DIETRICH, H., FISCHER, E., GERLITZ, L., WEHBERG, J., WICHMANN, V., and BÖHNER, J. (2015): System for Automated Geoscientific Analyses (SAGA) v. 2.1.4, Geosci. Model Dev., 8, 1991-2007, doi:10.5194/gmd-8-1991-2015.\r\nCHRISMAN, Nicholas. Exploring geographic information systems. 2a Ed. 2001.\r\nDESCOVI FILHO, Leônidas Luiz Volcato. Geomorfoestruturas e compartimentação tectônica do sistema aquífero integrado Guarani/Serra Geral no estado de Santa Catarina, Brasil. 2015. 224 f. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Geografia)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2015. Disponível em:< http://www.bu.ufsc.br/teses/PGCN0595-T.pdf > Acesso em: 27 Nov. 2025.\r\nDESCOVI FILHO, Leônidas Luiz Volcato; NANNI, Arthur Schmidt; SCHEIBE, Luiz Fernando. Compartimentação do Sistema Aquífero Integrado Guarani/Serra Geral em Santa Catarina em blocos geomorfoestruturais com uso de geotecnologias livres. Geosul, v. 37, n. 81, 2023. \r\nEPSG Home. (sem data) Disponível em: <http://www.epsg.org/> Acesso em: 31 Jul 2025.\r\nFEITOSA, Fernando A. C.; MANOEL-FILHO, João; FEITOSA, E. C.; DEMETRIO, J. G. A.  Hidrogeologia: conceitos e aplicações. 3. ed. rev. e ampl. – Rio de Janeiro : CPRM : LABHID, 2008. 812 p.\r\nGRASS-PROJECT. Geographic ressource analysis support system. http://grass.osgeo.org , 2013.\r\nJENSEN, John R.; EPIPHANIO, José Carlos Neves. Sensoriamento remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. São José dos Campos: Parêntese, 2011. xviii, 598 p.\r\nGÜTING, Ralf Hartmut. An introduction to spatial database systems. VLDB Journal, v. 3, n. 4, p. 357–399, out. 1994.\r\nLANDIM, P.M.B.; MONTEIRO, R. C.; CORSI, A. C. Introdução à confecção de mapas pelo software Surfer®. Geomatemática,Texto Didático 8, DGA,IGCE,UNESP/Rio Claro, 2002. Disponível em <http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/textodi.html>. Acesso em: 12 de Abril de 2023.\r\nMICELI, Bruna Santos et al. Avaliação vertical de modelos digitais de elevação (MDEs) em diferentes configurações topográficas para médias e pequenas escalas. Revista Brasileira de Cartografia, v. 63, n. 1, p. 191-201, 2011.\r\nMILANI, Édison José. Evolução tectono-estratigráfica da Bacia do Paraná e sua relação com a geodinâmica fanerozoica do Gondwana sul-ocidental. 1997. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.\r\nOpenAI, “OpenAI,” OpenAI, 2022. [Online]. Disponível em: https://www.openai.com/. [Acesso em: 16-Apr-2025].\r\nPRESS, Frank. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 656 p.\r\nQGIS Development Team. QGIS Geographic Information System. 2026.\r\nROSA, Ricardo. Geotechnologies on applied geographie. Revista do Departamento deGeografia, n. 16, 2005. p. 81-90.\r\nROSA, Roberto; BRITO, Jorge Luis Silva. Introdução ao geoprocessamento: sistema de informação geografica. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 1996. 104 p.\r\nSABINO, Vanessa Cristina. Um estudo sistemático de licenças de software livre. Dissertação (Ciência da Computação) apresentada ao Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências. 2011.\r\nSCHEIBE e HIRATA, O contexto tectônico dos sistemas Aquíferos Guarani e Serra Geral em Santa Catarina: Uma revisão. Revista águas Subterraneas. 2008. Disponível em: <https://aguassubterraneas.abas.org/asubterraneas/article/view/23794/15859> [Acesso em: 16-Apr-2025]. \r\nSRTM. Shuttle Radar Topography Mission. 2018. Disponível em: <https://www2.jpl.nasa.gov/srtm/> Acesso em: 24 Nov 2025.\r\nSTEINIGER, Stefan; HUNTER, Andrew JS. Free and open source GIS software for building a spatial data infrastructure. In: Geospatial Free and Open Source Software in the 21st Century: Proceedings of the First Open Source Geospatial Research Symposium, OGRS 2009. Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg, 2011. p. 247-261.\r\nTEAM, R. Core. A language and environment for statistical computing [Internet]. R Foundation for Statistical Computing, 2020.\r\nWHITE, Israel Charles. Relatório final da Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908. (Relatório White).","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Monitoramento e Qualidade Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":60,"projeto_registro":"PES-2026-317","projeto_titulo":"Agroecologia na educação básica como forma de promoção da alimentação saudável","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VIVIANE DE ALMEIDA LIMA","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"agroecologia; alimentação saudável; educação básica; ensino de ciências","resumo":"O presente estudo tem como objetivo analisar as contribuições de atividades pedagógicas baseadas na agroecologia para o desenvolvimento integral de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental, bem como sua influência na promoção de uma alimentação saudável. A pesquisa fundamenta-se na crescente relevância da educação ambiental frente aos desafios socioambientais contemporâneos, destacando a agroecologia como uma abordagem educativa capaz de integrar conhecimentos científicos, saberes tradicionais e práticas sustentáveis. A pesquisa de cunho qualitativa, desenvolvida por meio de um estudo de caso em uma escola pública do município de Erechim. A coleta de dados será realizada por meio de observação participante, análise de produções dos estudantes e análise documental de materiais pedagógicos. Os dados serão analisados com base na Análise de Conteúdo, permitindo a identificação de categorias relacionadas à formação ambiental, práticas pedagógicas e alimentação saudável. Espera-se que os resultados evidenciem que a inserção da agroecologia no contexto escolar contribui para a construção de conhecimentos ambientais, desenvolvimento de atitudes sustentáveis e promoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Além disso, acredita-se que essas práticas favoreçam o desenvolvimento cognitivo, social e prático dos estudantes, bem como fortaleçam a formação docente e incentivem a produção científica na área.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Investigações em Ciência, Educação e Tecnologia (GICET)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":61,"projeto_registro":"PES-2026-316","projeto_titulo":"CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO PIBID EDUCAÇÃO DO CAMPO NA FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NATUREZA","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VIVIANE DE ALMEIDA LIMA","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"Ciências da Natureza; formação de professores; PIBID","resumo":"O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID configura-se como um espaço privilegiado de inserção dos licenciandos no cotidiano escolar, possibilitando a vivência direta das práticas pedagógicas, das relações institucionais e dos desafios concretos da profissão docente. O presente projeto de pesquisa pretende analisar as contribuições e os desafios do PIBID, no contexto da Educação do Campo em Ciências da Natureza da UFFS, campus Erechim, na formação inicial dos licenciandos e na atuação pedagógica dos professores supervisores, considerando as implicações desse processo na construção da identidade docente, na articulação entre teoria e prática e no desenvolvimento de práticas educativas contextualizadas. A metodologia adotada é qualitativa e estudo de caso, em que há  possibilidade de uma análise aprofundada e contextualizada das práticas formativas, permitindo compreender tanto as contribuições quanto os desafios e contribuições do programa entre os diferentes atores. A análise será conduzida por meio da análise de conteúdo, que permite a compreensão aprofundada do fenômeno.  Diante disso, pretende-se contribuir com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciaçao à Docência - PIBID, a fim de comprrender como este espaço de formação inicial e continuada articula a relação teoria e aprendizagem e na construção da identidade docente.  \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Investigações em Ciência, Educação e Tecnologia (GICET)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":62,"projeto_registro":"PES-2026-315","projeto_titulo":"INSTRUMENTOS BÁSICOS DO CUIDAR NA ENFERMAGEM: PRODUÇÃO CIENTÍFICA, FUNDAMENTOS E REPERCUSSÕES NA PRÁTICA PROFISSIONAL","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ALESSANDRA REGINA MULLER GERMANI","nome_campus":"Passo Fundo","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"cuidado; enfermagem; instrumentos básicos; processo de enfermagem","resumo":"RESUMO\r\nTrata-se de um subprojeto de pesquisa, com abordagem qualitativa, a ser realizado no período de 01 de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027. Tem como objetivo geral mapear e analisar a produção científica acerca dos Instrumentos Básicos do Cuidar na Enfermagem e sua contribuição para a qualificação da prática profissional do(a) enfermeiro(a). O procedimento metodológico adotado compreenderá a realização de pesquisa bibliográfica nas revistas Revista Brasileira de Enfermagem e Revista Gaúcha de Enfermagem, no período de 2001 a 2025. A análise dos dados será pautada no Método de Análise de Conteúdo, conforme proposto por Bardin (2004). Espera-se que os resultados contribuam para fortalecer o debate sobre os fundamentos do cuidar em enfermagem, evidenciando limites, potencialidades e implicações ético-políticas desses instrumentos na prática profissional, na formação acadêmica e na consolidação da identidade da enfermagem como ciência e arte do cuidado.\r\n\r\n1 INTRODUÇÃO\r\nA enfermagem constitui-se historicamente como profissão voltada ao cuidado humano, articulando dimensões técnicas, científicas, éticas e relacionais. Nesse contexto, os Instrumentos Básicos do Cuidar representam elementos estruturantes da prática profissional, orientando a atuação do(a) enfermeiro(a) para além da execução de procedimentos técnicos.\r\nTais instrumentos compreendem dimensões como: observação sistemática, comunicação terapêutica, escuta qualificada, planejamento do cuidado, registro adequado, ética profissional, trabalho em equipe, uso do raciocínio clínico e fundamentação teórico-científica. Esses elementos sustentam a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e fortalecem a autonomia profissional.\r\nEmbora amplamente discutidos na formação em enfermagem, observa-se a necessidade de aprofundar o debate sobre como esses instrumentos vêm sendo abordados na produção científica contemporânea e quais desafios se colocam para sua efetiva incorporação na prática cotidiana.\r\nDiante disso, emergem as seguintes questões norteadoras: Quais produções científicas abordam os Instrumentos Básicos do Cuidar na Enfermagem no período de 2001 a 2025? Como esses instrumentos são conceituados e problematizados na literatura? Quais limites e potencialidades são apontados para sua aplicação na prática profissional? \r\nCompreender essas questões é fundamental para fortalecer a identidade profissional da enfermagem e qualificar o cuidado prestado à população.\r\n\r\n2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nO cuidado é a essência da enfermagem e constitui o núcleo identitário da profissão. Desde Florence Nightingale, que destacou a importância da observação e do ambiente para a recuperação do paciente, até os referenciais contemporâneos, o cuidado é compreendido como prática intencional, sistematizada e fundamentada cientificamente (Nightingale, 2001).\r\nOs Instrumentos Básicos de Enfermagem, essenciais para o cuidar com base na teoria de Wanda Horta e expressas no livro da autora Tamara Cianciarullo englobam competências técnicas e relacionais: observação, comunicação, planejamento, avaliação, método científico, criatividade, trabalho em equipe e destreza manual. Eles diferem dos equipamentos físicos e visam concretizar o cuidado de enfermagem de qualidade (Horta, 1979; Cianciarullo, 2003). \r\nAqui estão os 9 instrumentos básicos fundamentais no cuidar: a Observação, que envolve o uso dos sentidos para identificar necessidades e alterações físicas ou emocionais do paciente; a Comunicação, que diz respeito a troca de informações clara e terapêutica com o paciente, família e equipe; o Planejamento, que se refere a organização das ações e cuidados a serem realizados; a Avaliação, que trata da verificação dos resultados obtidos com as intervenções aplicadas; o \tMétodo Científico, que se refere a aplicação da sistematização da assistência (SAE) e pesquisa; a Criatividade, que trata da capacidade de inovar e adaptar cuidados, especialmente em situações adversas; o Trabalho em Equipe, que se refere a colaboração com outros profissionais para o cuidado integral; a Destreza Manual, que diz respeito a Habilidade técnica para executar procedimentos (psicomotricidade) e por fim a Aplicação de Princípios Científicos, que trata de basear todas as ações em conhecimentos técnicos e científicos(Horta, 1979; Cianciarullo, 2003). \r\nOs Instrumentos Básicos do Cuidar configuram-se como ferramentas conceituais e operacionais que permitem ao(à) enfermeiro(a): realizar observação clínica sistematizada; estabelecer comunicação terapêutica; desenvolver escuta qualificada; aplicar o raciocínio clínico; planejar e avaliar o cuidado; registrar adequadamente as ações; atuar de forma ética e interdisciplinar. \r\nLeopardi (1999) destaca que a prática profissional necessita estar ancorada em instrumentos que possibilitem análise crítica da realidade assistencial. Para a autora, a utilização consciente desses instrumentos fortalece a autonomia profissional e qualifica a tomada de decisão. \r\nNa perspectiva do cuidado humano, Watson (2008) reforça que o cuidar envolve dimensões técnicas e relacionais, exigindo do profissional competências comunicacionais e sensibilidade ética. Já Peplau (1991) evidencia a comunicação terapêutica como instrumento essencial para construção do vínculo e adesão ao cuidado. \r\nA articulação entre instrumentos básicos e Sistematização da Assistência de Enfermagem também é central para consolidar o processo de enfermagem enquanto método científico de trabalho, fortalecendo a identidade da profissão e sua inserção nos sistemas de saúde.\r\nAssim, discutir os Instrumentos Básicos do Cuidar implica problematizar: a formação profissional; as condições de trabalho; a organização dos serviços de saúde; a valorização da dimensão ética e relacional do cuidado. Esses instrumentos são cruciais para a assistência de enfermagem, educação, gestão e pesquisa, sustentando os quatro pilares da profissão. \r\n\r\n3 MATERIAIS E MÉTODOS\r\nTrata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica, que será realizada no período de 01 de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027. \r\nPara Severino (2007), a pesquisa bibliográfica é aquela que se realizam a partir do registro disponível em livros, teses, artigos, entre outras; utilizando dados ou categorias teóricas já trabalhadas por outros pesquisadores. As etapas que compreendem o desenvolvimento da pesquisa bibliográfica, de acordo com Gil (2010) são: escolha do tema, levantamento bibliográfico preliminar, formulação do problema de pesquisa, elaboração do plano provisório de assunto, busca das fontes, leitura do material, fichamento, organização lógica do assunto e redação do texto. \r\nOs dados serão coletados nas Revistas Brasileira de Enfermagem e na Revista Gaúcha de Enfermagem, no período de 2001 a 2025. A escolha destas revistas deve-se ao fato de que ambas são reconhecidas historicamente por suas colaborações para a construção de um pensamento crítico na área da enfermagem. \r\nA Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn) é uma das publicações mais importantes da área de enfermagem no Brasil. Fundada em 1932, é o periódico oficial da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e tem desempenhado um papel fundamental na disseminação do conhecimento científico e na valorização da profissão no país.\r\nAo longo de sua história, a REBEn acompanhou a evolução da enfermagem no Brasil, publicando pesquisas, relatos de experiências e artigos científicos que contribuíram para o desenvolvimento da prática e da formação dos profissionais. A revista se consolidou como um espaço essencial para a divulgação de estudos sobre assistência, gestão, ensino e políticas públicas de saúde.\r\nCom o avanço da ciência e da tecnologia, a REBEn modernizou seu formato, adotando a publicação online e a indexação em bases de dados nacionais e internacionais, ampliando sua visibilidade e impacto. Seu compromisso com a qualidade e a inovação fortalece a enfermagem como ciência e profissão, promovendo a troca de conhecimentos entre pesquisadores e profissionais da área.\r\nA Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE) é um periódico científico brasileiro fundado em 1976 pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde sua criação, tem sido um espaço relevante para a disseminação do conhecimento na área da enfermagem, publicando pesquisas, revisões e relatos de experiências que contribuem para o avanço da prática profissional e acadêmica.\r\nInicialmente, a revista tinha uma circulação mais restrita, voltada principalmente para pesquisadores e profissionais do Rio Grande do Sul. Com o tempo, expandiu seu alcance, tornando-se uma referência nacional e internacional na área da enfermagem. A RGE passou a ser indexada em bases de dados importantes, garantindo maior visibilidade para os estudos publicados.\r\nA modernização do periódico incluiu a adoção de publicações online e a transição para o formato de acesso aberto, permitindo que pesquisadores do Brasil e do exterior tivessem acesso gratuito ao conteúdo. A revista mantém um rigoroso processo de avaliação por pares, garantindo a qualidade e a relevância científica dos artigos publicados.\r\nAtualmente, a Revista Gaúcha de Enfermagem continua a desempenhar um papel fundamental na disseminação do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento da enfermagem baseada em evidências e para a qualificação da assistência à saúde no Brasil e no mundo.\r\nPara a análise e interpretação dos dados coletados nos pautaremos no Método de Análise de Conteúdo, proposto por Bardin (2004), e que diz respeito a um conjunto de técnicas de análise das comunicações, utilizando procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. A autora assinala que o desenvolvimento deste Método compreende a realização de três etapas básicas, quais sejam: Pré-análise, Exploração do material e Tratamento dos resultados obtidos.\r\nA Pré-análise consiste na leitura e organização dos dados para que se identifiquem os conceitos, palavras-chave mais gerais, que orientarão o processo de análise e interpretação destes dados. Para isso, será realizado uma leitura minuciosa dos dados que foram coletados nos repositórios e devidamente registrados/sistematizados. \r\nA etapa seguinte da Exploração do material compreende a classificação e a agregação dos dados, no sentido produzir categorias teóricas ou empíricas de análise. A categorização dos dados parte de uma busca detalhada das informações registradas, evidenciando as principais referências e agrupando-as, segundo compatibilidade e significados.  Nesse processo, organizaremos a categorização dos dados seguindo a lógica apresentada nos objetivos específicos da pesquisa.\r\nE a última etapa, se refere ao Tratamento dos resultados obtidos e interpretação, na qual iremos propor inferências e realizar interpretações previstas no quadro teórico adotado ou poderemos abrir outras dimensões teóricas sugeridas pela leitura do material analisado. No caso o nosso eixo norteador para a composição da análise e interpretação dos dados será a abordagem conceitual dos ideários/princípios que regem a aplicação dos Instrumentos Básicos do Cuidar na prática profissional da Enfermagem.\r\nPara o encerramento desta fase de análise e interpretação dos dados será realizado uma reunião, envolvendo a equipe de execução do projeto, para que possamos, a partir da leitura do documento, fazermos as alterações e ajustes necessários e assim produzir o relatório técnico final da pesquisa. A intenção é disponibilizar esse documento e também os demais materiais resultantes da coleta de dados numa Plataforma digital (a decidir ainda se será: Instagran, facebook, etc) e que será construída durante o percurso da pesquisa. \r\n\r\n4 RESULTADOS ESPERADOS\r\nOs resultados esperados com o desenvolvimento da pesquisa compreendem: apresentar um panorama acerca dos estudos publicados sobre a aplicação dos Instrumentos Básicos do Cuidar na prática profissional da Enfermagem e sua contribuição para a humanização do cuidado desenvolvido pelo(a) enfermeiro(a), contribuindo assim para o aprimoramento dos debates coletivos acerca deste tema. Também espera-se despertar nos acadêmicos/bolsistas/alunos voluntários envolvidos nesse processo o compromisso com o desenvolvimento de pesquisas que tenham relação com esse tema. \r\nAlém disso, tais resultados serão apresentados em uma Plataforma Digital com vistas a apresentar o mapeamento das produções científicas, reunindo e socializando as informações coletadas, sistematizadas e analisadas; no Seminário Institucional de Iniciação Científica promovida pela UFFS, bem como será publicado em revista científica da área de enfermagem, visando à socialização dos conhecimentos apreendidos. \r\n\r\nREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS\r\nBARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.\r\nCIANCIARULLO, Tamara Iwanow. Instrumentos básicos para o cuidar. São Paulo: Atheneu, 2003.\r\nGIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.\r\nHORTA, Wanda de Aguiar. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.\r\nLEOPARDI, Maria Tereza. Modelos teóricos de enfermagem: instrumentos para a prática. Porto Alegre: Artmed, 1999.\r\nMINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 2004.\r\nNIGHTINGALE, Florence. Notas sobre enfermagem: o que é e o que não é. São Paulo: Cortez, 2001.\r\nPEPLAU, Hildegard E. Interpersonal relations in nursing. New York: Springer, 1991.\r\nSEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.\r\nWATSON, Jean. Nursing: human science and human care. Sudbury: Jones & Bartlett, 2008.\r\nCONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 358/2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2009.\r\nCONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2017.\r\nREVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM. Brasília: Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). Disponível em: https://www.revistaenfermagem.abennacional.org.br. Acesso em: 29 mar. 2025.\r\nREVISTA GAÚCHA DE ENFERMAGEM. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/RGENF. Acesso em: 29 mar. 2025.\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação em Saúde Coletiva: políticas, saberes e práticas de promoção da saúde ","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":63,"projeto_registro":"PES-2026-314","projeto_titulo":"Efeito do Conceito Bobath sobre parâmetros inflamatórios de Bebês Prematuros ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ANDREIA MACHADO CARDOSO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"BIOLOGIA MOLECULAR","palavras_chave":"inflamação; prematuridade; sinalização purinérgica","resumo":"•\tJustificativa: A prematuridade é a principal causa de mortalidade neonatal e infantil no mundo, gerando impactos ao longo da vida, como o risco aumentado de Paralisia Cerebral. Bebês prematuros apresentam um sistema de regulação imunológica diferente, com respostas pró-inflamatórias superexpressas que podem interferir no desenvolvimento do Sistema Nervoso Central. Embora o Conceito Neuroevolutivo Bobath seja amplamente utilizado na reabilitação neuropediátrica para promover padrões normais de movimento, há uma escassez de pesquisas que correlacionem essa intervenção com marcadores bioquímicos específicos, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e sinalizações purinérgicas.\r\n•\tObjetivo Geral: Analisar o efeito da abordagem terapêutica do Conceito Neuroevolutivo Bobath sobre os marcadores inflamatórios, o fator neurotrófico derivado do cérebro, as sinalizações purinérgicas e a função neurológica de bebês nascidos prematuros.\r\n•\tMetodologia: Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, intervencionista, descritiva e longitudinal, com delineamento de pré e pós-teste. A amostra será composta por 20 bebês prematuros de até 18 meses de idade. A função neurológica será avaliada pelo Exame Neurológico Infantil de Hammersmith (HINE) e serão realizadas coletas de sangue para análise bioquímica antes e após três meses de intervenção com o Conceito Bobath, realizada duas vezes por semana em sessões de 45 minutos.\r\n•\tResultados Esperados: Espera-se que a intervenção reduza os atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, diminua assimetrias cranianas e torcicolos posicionais, e aumente os escores do exame HINE. Bioquimicamente, antecipa-se uma melhora nos níveis de marcadores inflamatórios e um aumento na liberação do fator neurotrófico derivado do cérebro, estimulando a neuroplasticidade e reduzindo diagnósticos de Paralisia Cerebral.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Estudos Biológicos e Clínicos em Patologias Humanas","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":64,"projeto_registro":"PES-2026-313","projeto_titulo":"Possíveis novos biomarcadores purinérgicos para diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer: uma abordagem experimental associada ao exercício físico resistido","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ANDREIA MACHADO CARDOSO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"BIOLOGIA MOLECULAR","palavras_chave":"biomarcadores purinérgicos; doença de alzheimer; exercício físico","resumo":"Justificativa\r\nA Doença de Alzheimer (DA) representa um dos maiores desafios em saúde pública, especialmente devido ao seu diagnóstico tardio, quando alterações neurodegenerativas já estão amplamente estabelecidas. Nesse contexto, a identificação de biomarcadores precoces, sensíveis e específicos constitui uma das principais demandas científicas e tecnológicas atuais.\r\nA sinalização purinérgica tem emergido como um importante modulador da neuroinflamação e da homeostase neural, estando diretamente envolvida em processos fisiopatológicos da DA . Entretanto, ainda há uma lacuna significativa quanto à identificação de componentes dessa via como potenciais biomarcadores de diagnóstico precoce.\r\nDo ponto de vista da inovação tecnológica, este projeto se destaca pela possibilidade de identificar novos biomarcadores moleculares associados à sinalização purinérgica, com potencial aplicação futura no desenvolvimento de ferramentas diagnósticas precoces e estratégias terapêuticas personalizadas. Além disso, a investigação integrada com o exercício físico resistido amplia a compreensão de mecanismos moduladores não farmacológicos, agregando valor translacional e inovador à proposta.\r\n \r\nObjetivo geral (no resumo)\r\nInvestigar o potencial de componentes da sinalização purinérgica como biomarcadores precoces da Doença de Alzheimer, bem como avaliar a influência do exercício físico resistido sobre esses marcadores em modelo experimental.\r\n \r\nMetodologia\r\nTrata-se de um estudo experimental, in vivo, com abordagem quantitativa . Serão utilizados ratos Wistar, distribuídos em quatro grupos experimentais: controle, exercício, Alzheimer e Alzheimer + exercício .\r\nA indução do modelo de DA será realizada por administração intracerebroventricular de estreptozotocina. Após o período de evolução da doença, os animais serão submetidos a avaliações comportamentais para caracterização dos déficits cognitivos.\r\nSerão coletadas amostras biológicas (sangue e tecido cerebral) para análise de biomarcadores moleculares, com ênfase em componentes da sinalização purinérgica, além de marcadores de neuroinflamação e plasticidade sináptica. Técnicas bioquímicas, moleculares e histológicas serão empregadas para quantificação e caracterização desses marcadores.\r\nAdicionalmente, será aplicado um protocolo de exercício físico resistido por 12 semanas, permitindo avaliar seu impacto sobre os potenciais biomarcadores identificados. A análise estatística será conduzida por métodos apropriados, como ANOVA e testes não paramétricos .\r\n \r\nResultados esperados\r\nEspera-se identificar alterações em componentes da sinalização purinérgica que possam ser associados a estágios iniciais da Doença de Alzheimer, configurando potenciais biomarcadores de diagnóstico precoce.\r\nDo ponto de vista inovador, o estudo poderá contribuir para a proposição de novos alvos moleculares com aplicabilidade em tecnologias diagnósticas, como testes bioquímicos ou painéis de biomarcadores.\r\nAlém disso, espera-se que o exercício físico resistido module positivamente esses marcadores, reforçando seu potencial como estratégia não farmacológica tanto na prevenção quanto na progressão da doença .\r\nOs resultados poderão abrir caminho para futuras pesquisas translacionais e desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à detecção precoce da DA.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Estudos Biológicos e Clínicos em Patologias Humanas","envolve_animais":"SIM","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":65,"projeto_registro":"PES-2026-312","projeto_titulo":"O pensamento geométrico no Ensino Fundamental II, interações para o Ensino, Representação e Visualização com Tecnologias Digitais (Fase 2)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"NILCE FATIMA SCHEFFER","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"Pensamento Geometrico; Representação; Tecnologias Digitais; Visualização","resumo":"Resumo  \r\nEste projeto tem por objetivos: Avançar na discussão  a respeito das relações que se apresentam entre, Representação Geométrica e Matemática do Ensino Fundamental com Tecnologias Digitais; Propor a construção de materiais e atividades para os anos finais do Ensino Fundamental considerando o referencial teórico construído para os temas Representação e Pensamento Geométrico, Representação Geométrica e Tecnologias Digitais, Visualização e Representação Geométrica com Tecnologias Digitais na Fase 1; Aplicar para professores de matemática as  atividades produzidas na Fase 1, para trabalhar Pensamento Geométrico e Visualização com Tecnologias Digitais no Ensino Fundamental. Tendo em vista o problema de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre a Representação Geométrica, Visualização e Tecnologias Digitais, de modo a contribuir para a prática pedagógica do professor de Matemática do Ensino Fundamental? A pesquisa a ser realizada neste Subprojeto considera a necessidade de aprofundar e discutir na Licenciatura em Matemática, aspectos teórico-metodológicos de Educação Matemática e relações estabelecidas desde o Ensino Fundamental. A revisão teórica prevista para Tecnologias Digitais se refere a Lima e Pereira, (2021), Silva e Penteado (2013), Kenski, (2012); Rosa, (2015), Scheffer, (2018), para a representação geométrica e a visualização Bairral (2012), Borba, M. C.; Scucuglia, R. S.; Gadanidis, G. (2014); Lorenzato, S.(2018), Silva; Penteado (2023). O estudo faz parte de uma das linhas de pesquisa do Grupo de Pesquisa em TIC, Matemática e Educação Matemática – GPTMEM. A pesquisa é qualitativa, na coleta, organização e análise de dados trabalharemos com a análise de conteúdo de Bardin (2011), e a categorização na análise de acordo com Creswell e Creswell (2021) que considerará também, as representações em geometria com tecnologias digitais no ensino e a argumentação dos professores participantes da amostra nesta Fase 2. Tais estudos desenvolvidos neste subprojeto de Iniciação em desenvolvimento tecnológico, poderão apresentar contribuições para ações de Extensão, apresentando possibilidades e inspiração para estudos que venham a ser desenvolvidos sobre o tema na UFFS. O projeto contempla o desenvolvimento de estudos teóricos a respeito da inclusão digital, da utilização de tecnologias digitais na prática pedagógica, que pode se manifestar nos processos pedagógicos e na aprendizagem matemática com a utilização de Tecnologias Digitais. Os resultados esperados com este estudo se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial de professores de matemática, ou seja, nos acadêmicos da Licenciatura em Matemática considerando a importância da inclusão das tecnologias digitais na prática pedagógica com um olhar crítico para os saberes matemáticos tendo em vista as inúmeras possibilidades que se apresentam como a visualização e a representação matemática.\r\nIntrodução/Justificativa  \r\nA realidade escolar hoje, se depara com inúmeros desafios, como: o desenvolvimento acelerado e constante das tecnologias digitais na vida pessoal, familiar e educacional. Este projeto tem por tema de investigação a Representação Geométrica, os Jogos Digitais na Matemática do Ensino Fundamental Anos Finais. O estudo de caráter qualitativo se utilizará da análise documental e descritiva para a coleta, organização e análise de dados. Pode-se dizer que, a partir de inúmeros estudos empíricos, os resultados apontam que o trabalho digital na Educação Básica vem ocupando espaços não privilegiados nos cursos de formação inicial, embora se tenha consciência de sua importância, enquanto que os professores formadores buscam constantemente por formação e inovações à prática pedagógica. \r\nAssim, novas formas de acesso à informação e à construção do conhecimento se apresentam para os currículos, metodologias e gestão escolar, aliando atividades e recursos das tecnologias digitais à prática pedagógica. Nesse sentido, os professores, desde sua formação inicial, precisam vivenciar e se apropriar de teorias e tecnologias digitais, além de serem incentivados ao planejamento e a vivência de situações de aprendizagem que incluam essas tecnologias como mais um recurso, para Rosa (2015 p. 63), a formação de um professor de matemática está em constante movimento na busca de um professor ideal. \r\nPartimos da interrogação de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre a Representação Geométrica, Visualização e Tecnologias Digitais, de modo a contribuir para a aprendizagem Matemática do Ensino Fundamental? \r\nA opção pela pesquisa qualitativa em um projeto de Iniciação Científica se deu pelo motivo de que identificamos a necessidade de discutir com professores em formação inicial a inclusão digital na prática pedagógica, vinculando aí a Representação em Geometria e as Tecnologias Digitais que nesta Fase 2 se estende para a prática com Professores em serviço. Este estudo considera os dados obtidos a partir de análise documental e também de uma análise descritiva, tendo em vista a prática com professores assim como, a organização, análise e interpretação dos dados, considera o método da análise de conteúdo proposto por Bardin (2011) que coloca em destaque a categorização dos dados e também a argumentação dos professores participantes da amostra nesta Fase 2. \r\nConsiderando o curso de formação inicial de professores de Matemática da UFFS e a prática pedagógica dessa área na Educação Básica, o principal objetivo deste estudo volta-se para: Avançar na discussão a respeito das relações que ocorrem entre a Representação Geométrica, Visualização e Tecnologias Digitais para a Matemática do Ensino Fundamental Anos Finais, além de, contribuir à compreensão e implementação do processo de desenvolvimento profissional expresso na dimensão docente.\r\nO marco teórico do estudo contemplará aprofundamento da discussão a respeito da Representação Geométrica, Visualização e Tecnologias Digitais no ensino de Matemática, olhando mais especificamente para os materiais e atividades digitais para trabalhar o pensamento geométrico na matemática do Ensino Fundamental dos Anos Finais. \r\nIndependentemente da idade do aluno ou da área de atuação do professor parte-se do pressuposto de que o uso das tecnologias digitais não pode ser simples reprodução de antigas práticas pedagógicas, mas que, a inclusão digital possa contribuir de forma salutar e criativa na construção do conhecimento matemático com professores e futuros professores conscientes, ousados e criativos na prática da docência, assim justifica-se o presente estudo e sua passagem para a Fase 2.\r\nRevisão de literatura \r\nA ‘Tecnologia Digital’, é vista como um conjunto de tecnologias que abarcam, sobretudo, a variação de linguagem ou dados em números, texto ou a convergência deles, apresentados na tela de dispositivos como computadores, smartphones ou tablets na forma de linguagens como imagens fixas, movimentos, som e texto verbal (LIMA; PEREIRA, 2021). \r\nOutro aspecto que se considera nesta pesquisa, é a representação do Pensamento Geométrico (PG) em atividades com Tecnologias Digitais. A partir da análise de atividades educativas trabalhadas no Ensino Fundamental, por meio da vivência das representações geométricas com movimentos corporais, de modo a promover o pensar sobre geometria, quando da construção Geométrica.\r\nNo entanto, a preocupação deste estudo se volta ao trabalho escolar atribuído à inserção digital, e como essa prática pode acontecer, aspecto que leva à inferência de que alunos e professores estão imersos em conteúdo das TD (KENSKI, 2012; ROSA, 2015). Neste advento e seus impactos na sociedade, se apresentam possibilidades de trabalho mais dinâmico para a sala de aula, considerando a formação criativa do ser humano proporcionada pelos docentes da Educação Básica. A política educacional curricular da BNCC – Computação (2022), destaca a necessidade de um conjunto de habilidades computacionais a serem desenvolvidas na Educação Básica, relativas às TD e ao Pensamento Computacional (PC). \r\nNeste estudo pretende-se pensar na relação a ser estabelecida entre o PG e PC considerando a vivência de atividades práticas e criativas com tecnologias digitais pelos professores na relação com o pensamento geométrico, em relação a representação, a visualização e as tecnologias digitais em Matemática. Inicialmente faço referência a presença e importância das TD na construção de conceitos matemáticos escolares assim como o desenvolvimento do PC. Depois, faço uma breve reflexão a respeito do ensino de geometria no Ensino Fundamental, e a valorização das relações matemáticas e as TD, apresentando algumas concepções teóricas que estão subjacentes à minha pesquisa quanto ao tema. \r\nAs TD no ensino de Geometria\r\nA Matemática em especial o ensino de geometria, envolve a construção de significados por meio de materiais manipulativos, tecnologias digitais e vivências corporais instrumentos para o ensino de geometria, sendo esses instrumentos dinâmicos e estáticos. Por outro lado, a presença de Tecnologias Digitais, vem contribuindo nas diferentes áreas do conhecimento, principalmente na da Educação Matemática. \r\nO uso do software educativo se apresenta como contribuição para procedimentos metodológicos, tornando as aulas mais dinâmicas. Sendo assim, é fundamental que o educador se familiarize com as TD, com mais propriedade de forma a influenciar positivamente nas suas atividades pedagógicas. Para Silva e Penteado (2013), é cada vez maior o número de softwares que possibilitam um avanço das aulas expositivas, para outros processos práticos de resolução. Dentre os softwares encontrados como recursos para aulas de Matemática desde a Educação Infantil, Anos Iniciais e Anos Finais do Ensino Fundamental que promovem a reflexão, construção, representação e visualização de conceitos matemáticos.\r\nA grande vantagem de ambientes como o Slogo, Scratch e Code.org, o Poly Pro, Cabri 3D, o GeoGebra e o Wingeom volta-se para o fácil manejo de serem utilizados na Educação Básica, as características deles e a possibilidade de construção geométrica de maneira dinâmica, a interface principal, tem uma área de interação que apresenta duas janelas, uma expõe a construção e a outra, o painel de comandos que permite descrever uma sequência de passos ou uma programação.\r\nAssim, cabe ao professor e ao futuro professor de matemática fazer uma análise dos softwares, para escolher a melhor opção de acordo com a turma, ano e objetivos, pode acompanhar o desempenho dos alunos nas aulas, de acordo com o conceito a ser estudado, e nível de aprendizagem. \r\nMaterial e Métodos/Metodologia\r\nO estudo tem caráter qualitativo e empírico, considera os dados a partir da aplicação de atividades em momentos de formação com professores de matemática na discussão e representação do pensamento geométrico com atividades envolvendo tecnologias digitais. A organização, análise e interpretação dos dados, considera o método de análise de conteúdo proposto por Bardin (2011) que coloca em destaque a categorização dos dados e considera na análise a formação inicial e a formação de professores na sua relação com a utilização de tecnologias digitais para situações de aprendizagem. \r\nCreswell e Creswell (2021, p. 151) corroboram dessa perspectiva, ao afirmar que a ideia fundamental da pesquisa qualitativa “é a de aprender sobre o problema ou questão a partir dos participantes e manejar a pesquisa de modo a obter essas informações”. Assim, em pesquisas emergentes, onde pouco se conhece sobre o objeto, o pesquisador aprende com ele e conduz a pesquisa de acordo com os objetivos. Essa perspectiva permite a compreensão da complexidade do processo educativo, ao considerar o contexto onde o ensino ocorre e as interações que permeiam. A coleta de dados ocorrerá a partir da aplicação das atividades produzidas na Fase1 da  pesquisa,  para trabalhar o pensamento geométrico, com professores de matemática do Ensino Fundamental Anos Finais, de acordo com Creswell e Creswell (2021) que considerará também, as representações em geometria com tecnologias digitais no ensino e a argumentação dos professores participantes da amostra nesta Fase 2.\r\nAs sessões serão gravadas para garantir que todas as interações - os movimentos e reações corporais, as argumentações dos professores, e as telas que exibem o ambiente digital, sejam registradas. De acordo com Heath (2025) e Labonte et al. (2021), as gravações de vídeo possibilitam não apenas áudio, mas interações naturais. Heath e Cleverly (2025) complementam que os vídeos permitem que pesquisadores examinem repetidamente como os participantes utilizam os recursos específicos e fornecem recursos para investigar em detalhes as sequências de ações. Para Neves e Borba (2019, p. 221) “a natureza multisemiótica e multimodal dos vídeos possibilita que sejam realizadas intersemioses entre recursos como imagem, oralidade, gestos e sons com o propósito de transmitir uma ideia”. A organização e análise dos dados considerará a metodologia descritiva das sessões filmadas. Diante disso, acreditamos que a escolha do método descritivo de acordo com os autores pode enriquecer a pesquisa categorizando por meio das significações e compreensões estabelecidas a partir dos dados coletados. Os registros serão armazenados em repositório digital seguro. A análise dos dados seguirá a análise multimodal semiótica conforme proposta metodológica de Radford (2015), e de  Moretti e Radford (2023, p. 7) que se referem a análise multimodal, a qual,  pode constituir-se como uma importante aliada na produção de uma metodologia de análise de dados coerente com uma compreensão de aprendizagem como atividade humana e processo de tomada de consciência do sujeito.  Romeiro et al. (2024, p. 6) enfatizam que\r\na análise multimodal da atividade, permite ao pesquisador cruzar os diversos meios das formas de pensamento (fala, gestos, representações escritas, ritmos, sentimentos, respiração, manipulação de artefatos físicos, entre outros), materializados pelos diversos meios semióticos. A análise considerará o tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Nessa fase, os resultados são tratados para que se tornem significativos e válidos, permitindo construir quadros, figuras, diagramas que representem as informações obtidas pela análise, estabelecendo relações com o referencial teórico da corporeidade, representação matemática e visualização.\r\nResultados Esperados\r\nOs resultados esperados neste estudo se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial e continuada de professores de matemática, ou seja, nos nossos alunos da Licenciatura em Matemática e professores em serviço, considerando a importância da inclusão das tecnologias digitais na prática pedagógica com um olhar crítico para os saberes matemáticos tendo em vista as inúmeras possibilidades que se apresentam com as tecnologias digitais, como a visualização e a representação matemática. Desse modo, tendo em vista que, a maioria das escolas apresenta uma infraestrutura básica no que tange a recursos tecnológicos, com este estudo, pretende-se apresentar discussões e reflexões, para os futuros professores que se sintam capacitados a utilizá-los durante as aulas de Matemática, apresentando reflexões quanto as Políticas Educacionais vigentes no caso, a BNCC-Computação, sua implantação na escola básica, além da discussão de diferentes opções de trabalho com tecnologias digitais por meio da criação e apresentação de possibilidades de aprendizagem para o ensino de geometria em consonância com a inclusão digital. \r\nReferências\r\nAZEVEDO, G. T., & MALTEMPI, M. V. Processo Formativo em Matemática e Robótica: Construcionismo, Pensamento Computacional e Aprendizagem Criativa. Tecnologias, sociedade e conhecimento, Campinas, v. 7, n. 2, p. 85-107, 2020. \r\nBAIRRAL, M. A. O desenvolvimento do pensamento geométrico na Educação Infantil: algumas perspectivas conceituais e curriculares. In: CARVALHO, M. C.; BAIRRAL, M. A. (Orgs.), Matemática e Educação Infantil: Investigações e possibilidades de práticas pedagógicas, Ed. Vozes, 2012, p. 163-181.\r\nBARBOSA, L. L. S.; MALTEMPI, M. V. Matemática, Pensamento Computacional e BNCC: desafios e potencialidades dos projetos de ensino e das tecnologias na formação inicial de professores. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, Passo Fundo, v. 3, n. 3, p. 748-776, 2020. \r\nBARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.\r\nBORBA, M. C, & PENTEADO, M. G. Informática e educação matemática. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007.\r\nBORBA, M. C.; SCUCUGLIA, R. S.; GADANIDIS, G. Fases das tecnologias digitais em educação matemática: sala de aula e internet em movimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.\r\nBRACKMANN, C. P. Desenvolvimento do Pensamento Computacional Através de Atividades Desplugadas na Educação Básica. 2017. 226 p. Tese (Doutorado em Informática na Educação – Cinted) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Computação - Complemento à BNCC. Brasília, DF, 2022. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/fevereiro-2022-pdf/236791-anexo-ao-parecer-cneceb-n-2-2022-bncc-computacao/file. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRENNAN, K.; RESNICK, M. New frameworks for studying and assessing the development of computational thinking. In Proceedings of the 2012 annual meeting of the American Educational Research Association, p. 1-25, 2012.\r\nCRESWELL, J. W.; CRESWELL, J. D. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 5. ed. Porto Alegre: Penso, 2021.\r\nFARAH, M. F. S. Abordagens teóricas no campo de política pública no Brasil e no exterior: do fato à complexidade. Revista Do Serviço Público, 69 (2018). p. 53 - 84. https://doi.org/10.21874/rsp.v69i0.3583\r\nGADANIDIS, G.; et al. Computational Thinking, Grade 1 Students and the Binomial Theorem. Math Educ, v. 3, p. 77 - 96, 2017. \r\nGIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5ª Edição – São Paulo: Atlas, 2010. \r\nKENSKI, V. M. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação. 8. ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. \r\nLEMOS, W. G., BAIRRAL, M. A. Poliedros estrelados no currículo do Ensino Médio. Rio de Janeiro, RJ: Edur, 2010.\r\nLIMA, A. P. T.; PEREIRA, M. F. S. Educação x pandemia: Os desafios do ensino remoto. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 7, p. 68803-68815, jul. 2021. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/32605. Acesso em: 01 set. 2021.\r\nLORENZATO, S. Educação infantil e percepção matemática. Campinas, SP: Autores Associados: 2018.\r\nMARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 8ª Edição. São Paulo: Atlas, 2017.\r\nMERLEAU-PONTY, M.   Fenomenologia da Percepção. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1994.\r\nPAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto   Alegre, RS: Artes Médicas, 1994. \r\nROSA, M. Cyberformação com Professores de Matemática: interconexões com experiências estéticas na cultura digital. In.: ROSA, M.; BAIRRAL, M. A.; AMARAL, R. B. (Orgs.), Educação Matemática, Tecnologias Digitais e Educação a Distância: pesquisas contemporâneas,  Editora da Física, 2015, p. 57-93.\r\nSÁPIRAS, F. S.; VECCHIA, R. D.; MALTEMPI, M. V. Utilização do Scratch em sala de aula. Educação Matemática Pesquisa, v. 17, n. 5, p. 973-988, 2015. \r\nSCHEFFER, N. F.  Sensores, informática e o corpo: a noção de movimento no Ensino Fundamental. 2001. 254 f.  Tese (Doutorado) – Educação Matemática, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”: Rio Claro, SP, 2001.\r\nSCHEFFER, N. F.; BINOTTO, R. R.; BERNIERI, J. C.; MATIEVICZ, C. V. INFORMÁTICA: Diretrizes Gerais para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. In: AMOSC (Org.), Currículo Regional do Ensino Fundamental dos Municípios da Amosc, 2022, p. 472-493. \r\nSCHEFFER, N. F. Tecnologias Digitais e representação matemática de movimentos corporais, Curitiba, PR: Appris Editora, 2017.\r\nSILVA, G. H. G.; PENTEADO, M. Geometria dinâmica na sala de aula: o desenvolvimento do futuro professor de matemática diante da imprevisibilidade. Ciência e Educação, Bauru, v. 19, n. 2, p. 279-292, 2013. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/212992. Aces-so em: 03 mar. 2023.\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, MATEMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":66,"projeto_registro":"PES-2026-311","projeto_titulo":"Tradução e adaptação cultural do Patient Perceptions of Teams Effectiveness para a realidade da Atenção Primária à Saúde do Brasil.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MAIARA BORDIGNON","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"SAÚDE PÚBLICA","palavras_chave":"Atenção Primária à Saúde; Experiência do Paciente; Processo de Trabalho em Saúde; Saúde Coletiva; Sistema Único de Saúde","resumo":"A Atenção Primária à Saúde compreende um conjunto de equipes multiprofissionais que, atuando em diferentes unidades e áreas geográficas, possibilitam a população acesso às ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e aos cuidados que necessitam. Em um contexto de aumento das condições crônicas nacionalmente, estas equipes assumem papel de destaque, tanto na prevenção, quanto no apoio ao manejo clínico, reabilitação e cuidados paliativos. Ao longo dos anos, diferentes metodologias orientaram o cofinanciamento federal da APS no Brasil. Atualmente, o cofinanciamento federal de apoio à manutenção da APS se constitui a partir de seis componentes, e a satisfação das pessoas atendidas ou acompanhadas é um dos critérios integrados ao componente de vínculo e acompanhamento territorial. Por outro lado, persiste no Brasil uma lacuna no que se refere à disponibilidade de medidas que permitam avaliar como os usuários da Atenção Primária à Saúde percebem o funcionamento da equipe de saúde que o atende e a efetividade do trabalho em equipe na assistência em saúde, conforme propõe o Patient Perceptions of Teams Effectiveness [Kilpatrick et al, 2021; Kilpatrick et al, 2019]. Esta avaliação pode trazer direcionamentos para melhoria contínua do modelo de atenção vigente e dos processos de trabalho das equipes de Atenção Primária, a partir da perspectiva e experiência das pessoas que tem estas equipes como referência para os seus cuidados primários. Desse modo, este estudo tem como objetivo traduzir e adaptar culturalmente o Patient Perceptions of Teams Effectiveness, desenvolvido no Canadá, para a realidade da Atenção Primária à Saúde do Brasil. Trata-se de um estudo metodológico. Com a autorização da autora do instrumento já formalizada, este processo seguirá a metodologia proposta por Beaton [Beaton, 2000; Beaton, 2007], complementada com diretrizes internacionais específicas destes estudos [Acquadro et al, 2008; American Academy of Orthopaedic Surgeons, 2002; Alexandre; Coluci, 2011; Scientific Advisory Committee of the Medical Outcomes Trust, 2002], compreendendo as etapas de tradução inicial, síntese das traduções, retrotradução, revisão por comitê de especialistas e pré-teste. Os aspectos éticos de pesquisa envolvendo seres humanos serão respeitados, em acordo com as resoluções do Conselho Nacional de Saúde nº 466/2012 e 510/2016. O estudo será submetido para apreciação de Comitê de Ética em Pesquisa para sua completa execução. Espera-se como resultado deste estudo tornar disponível um instrumento culturalmente congruente à realidade brasileira e válido, para que possa ser submetido às demais etapas de avaliação das suas propriedades psicométricas.\r\n\r\nReferências\r\nALEXANDRE, N.M.C.; COLUCI, M.Z.O. Validade de conteúdo nos processos de construção e adaptação de instrumentos de medidas. Cienc Saude Coletiva, v. 16, n. 7, p. 3061-8, 2011. DOI:10.1590/S1413-81232011000800006 \r\n\r\nAMERICAN ACADEMY OF ORTHOPAEDIC SURGEONS; INSTITUTE FOR WORK AND HEALTH. Recommendations for the cross-cultural adaptation of health status measures. Toronto, 2002. \r\n\r\nACQUADRO, C. et al. Literature review of methods to translate health-related quality of life questionnaires for use in multinational clinical trials. Value Health, v. 11, n. 3, p. 509-21, 2008. DOI:10.1111/j.1524-4733.2007.00292.x \r\n\r\nBEATON, D. et al. Recommendations for the cross-cultural adaptation of the DASH & QuickDASH outcome measures. Toronto: Institute for Work & Health, 2007. Available from: http://www.dash.iwh.on.ca/system/ f i les/X-CulturalAdaptation-2007.pdf\r\n\r\nBEATON, D. E. et al. Guidelines for the process of cross-cultural adaptation of self-report measures. Spine, v. 25, n. 24, p. 3186-91, 2000. Available from: 10.1097/00007632-200012150-00014.\r\n\r\nKILPATRICK, K. et al. Patient and family views of team functioning in primary healthcare teams with nurse practitioners: a survey of patient-reported experience and outcomes. BMC Family Practice, v. 22, n. 76, 2021. \r\n\r\nKILPATRICK, K. et al. Measuring patient and family perceptions of team processes and outcomes in healthcare teams: questionnaire development and psychometric evaluation. BMC Health Services Research, v. 19, n. 9, 2019. \r\n\r\nSCIENTIFIC ADVISORY COMMITTEE OF THE MEDICAL OUTCOMES TRUST. Assessing health status and qualityof-life instruments: attributes and review criteria. Qual Life Res., v. 11, n. 3, p. 193-205, 2002.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Políticas Públicas e Gestão em Saúde (PPGS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":67,"projeto_registro":"PES-2026-310","projeto_titulo":"Modernização agrícola e perda dos conhecimento tradicionais no uso dos recursos naturais da FOM no Oeste de Santa Catarina (1960-2000)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"MARLON BRANDT","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"HISTÓRIA REGIONAL DO BRASIL","palavras_chave":"Conhecimentos tradicionais; Floresta Ombrófila Mista; Modernização Agrícola; Sustentabilidade","resumo":"O contexto da modernização agrícola, pelo qual passou o Brasil e Santa Catarina a partir da década de 1950, dentro do seu discurso de produzir mais e melhor trouxe uma série de mudanças  nas técnicas de produção agrícolas no Oeste de Santa Catarina. Essa modernização marca, como ressalta Clive Ponting (1995), um afastamento cada vez mais radical das práticas agrárias anteriores, levando a implicações importantes para a sociedade e o campo. Pregava-se a necessidade de se usar as mais modernas tecnologias também no meio rural, realizando “correções” na natureza, cruzando animais visando melhorias na produtividade, introduzindo plantas, alterando quimicamente a composição do solo, extirpando pragas e plantas indesejadas. Nesse período a crença moderna a respeito do domínio do homem pela natureza, superando os limites naturais pela vontade criativa e transformadora humana, foi, mais do que nunca, defendida e difundida, “tornando-se uma das mais poderosas imagens do homem moderno” (Lohn, 2004, p. 41-42). \r\nEssa trajetória de modernização, da mesma forma que ocorreram com as monoculturas de soja e maçã analisada por Klanovicz (2014, p. 2) estão marcadas pela “convergência do uso de tecnologias de força bruta e tradições culturais ‘modernizantes’, pontuadas pela presença de escolas técnicas, fluxos migratórios de mão de obra especializada, e projetos desenvolvimentistas característicos do Brasil no segundo pós-guerra”. A adoção de novas tecnologias pressupunha, segundo Eros Marion Mussoi (2003, p. 216-217), uma mudança “radical, no sentido de substituir a estrutura produtiva 'tradicional' por uma 'moderna', dinâmica, perfeitamente integrada ao setor industrial”. São dados a partir daí os primeiros passos nas estratégias de desenvolvimento do Estado, com o surgimento de planos e projetos econômicos, fornecendo crédito, atuando com a extensão rural e pesquisas visando implementar a modernização da agricultura. Nesse cenário, o setor agrícola passa a seguir o processo de industrialização e urbanização, se inserindo, como aponta Soraia Ramos (2008, p. 376), “cada vez mais na lógica industrial de produção. Para manter os níveis de rendimentos desejados, essa atividade precisa constantemente elevar sua produtividade e, para tanto, adotar novas tecnologias de produção e organização”.\r\nNesse contexto, parte significativa do conhecimento de técnicas e práticas agrícolas foi qualificado como atrasado, primitivo ou rudimentar. E é sobre esse conhecimento, herança, em muitos casos das populações indígenas e caboclas, em alguns casos também incorporado pelos colonos a partir da colonização da região nos anos de 1920, bem como sua perda frente a modernização agrícola, que o projeto visa analisar. \r\nA pesquisa parte da História Ambiental, tendo com principais refereciais teóricos autores como Donald Worster (1991), um dos pioneiros dentro da área, William Cronon (2003), Keith Thomas (1989), John McNeill (2003), Alfred Crosby (1993), Simon Schama (1996), Warren Dean (2004), dentre outros. No Brasil, nas discussões dentro da História Ambiental, destacam-se pesquisadores como José Augusto Pádua (2002), José Augusto Drummond (1991), Paulo Henrique Martinez (2005), Regina Horta (2005) e Eunice Sueli Nodari (2010, 2017), esta última atuando em pesquisas relacionadas à floresta, desmatamento e colonização das áreas de colonização alemã e italiana no Sul do Brasil. A História Ambiental procura lidar com o papel e o lugar da natureza na vida humana procura-se demonstrar e discutir como a ideia de uso de um recurso natural, como uma floresta, construída por diferentes representações é fundamental para pensarmos em alternativas que visem a conservação e o surgimento de novas práticas sustentáveis desse ecossistema florestal. Nesse sentido, considera-se a FOM como um espaço de convergência entre a natureza local, conhecimentos tradicionais, cultura, diferentes técnicas produtivas, economia, política e ciência. \r\n\tA metodologia a ser utilizada compreende a análise de documentos históricos de entidades públicas e privadas, imagens obtidas em acervos públicos e privados e a memória de moradores da área de abrangência da pesquisa por meio da história oral. Neste sentido, a história oral, enquanto metodologia de pesquisa, permite dar voz aos participantes, considerando os depoimentos como fontes legítimas de conhecimento e como elementos fundamentais para a construção de uma compreensão mais ampla da realidade social investigada. \r\n\tComo resultados esperados a pesquisa busca, ao reconstruir antiga formas de manejo da FOM, trazer subsídios para pesquisas não somente dentro da história, mas de diversos campos do conhecimento, que abordem temáticas que envolvam a natureza e a sustentabilidade. Ao dar visibilidade a diferentes formas de uso e manejo da floresta e seus recursos naturais realizados pela população cabocla, busca-se contribuir com o debate sobre sistemas agroecológicos alternativos, como as agroflorestas, para a produção animal nas áreas dominadas pela FOM em Santa Catarina.\r\n\r\nReferências\r\n\r\nCRONON, William. Uncommon ground: rethinking the human place in nature. New York: Norton, 1996. \r\n\r\n______. Changes in the land: Indians, colonists and the ecology of New England. Rev. Ed. New York: Hill and Wang, 2003.\r\n\r\nCROSBY, Alfred W. Imperialismo ecológico: a expansão biológica da Europa (900-1900). São Paulo: Companhoa das Letras, 1993.\r\n\r\nDEAN, Warren. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.\r\n\r\nDRUMMOND, José Augusto. A história ambiental: temas, fontes e linhas de pesquisa. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 4, n. 8. 1991.\r\n\r\nDUARTE, Regina Horta. Por um pensamento ambiental histórico: O caso do Brasil. In: Luso-Brazilian Review, v. 41, n. 2, 2005. \r\n\r\nKLANOVICZ, Jó. Apontamentos para uma história ambiental de monoculturas modernas no sul do Brasil. HIb: Revista de Historia Iberoamericana, v. 7, p. 125-146, 2014. \r\n\r\nLOHN, Reinaldo Lindolfo. A cidade contra o campo. In: BRANCHER, Ana (org). História de Santa Catarina: estudos contemporâneos. 2. ed. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004. \r\n\r\nMARTINEZ, Paulo Henrique. O sentido da devastação: para uma História Ambiental no Brasil. Esboços (UFSC), Florianópolis, v. 1, n.5, p. 72-83, 2005. \r\n\r\nMcNEILL, John R. Observations on the nature and culture of environmental history. History and Theory, Middletown, v. 42, n. 4, p. 5-43, dez. 2003. MORAN, Emilio F. Interações homem-ambiente em ecosistemas florestais: uma introdução. In: \r\n\r\nMUSSOI, Eros Marion. Políticas públicas para o rural em Santa Catarina: descontinuidades na continuidade. In: PAULILO, Maria Ignes Silveira; SCHMIDT, Wilson (orgs). Agricultura e espaço rural em Santa Catarina. Florianópolis: UFSC, 2003.\r\n\r\nNODARI, Eunice Sueli. Etnicidades renegociadas: práticas socioculturais no Oeste de Santa Catarina. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2009.\r\n\r\n______. Um olhar sobre o Oeste de Santa Catarina sob o viés da História ambiental. História: debates e tendências. Passo Fundo, v. 9, n. 1, jan-jun. 2010, p. 136-150, 2010. \r\n\r\nNODARI, Eunice Sueli; CARVALHO, Miguel Mundstock Xavier de. European Immigration and changes in the landscape of Southern Brazil. In: ARMIERO, Marco; TUCKER, Richard. (Org.). Environmental History of Modern Migrations. 1ed.New York: Routledge, 2017.\r\n\r\nPÁDUA, José Augusto. Natureza e sociedade no Brasil monárquico. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (orgs). O Brasil Imperial, volume III: 1870-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. \r\n\r\nPONTING, Clive. Uma história verde do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. \r\n\r\nRAMOS, Soraia. Sistemas técnico-agrícolas e meio técnico-científico-informacional no Brasil. In: SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 12 ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. \r\n\r\nSANTOS, Milton. 1992: a redescoberta da natureza. Revista Estudos Avançados, São Paulo, v. 6, n. 14, p. 95-106, jan./abr. 1992.\r\n\r\nSCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. \r\n\r\nSILVA, Claiton Marcio da; HASS, Monica. “O Oeste Catarinense não pode parar aqui”. Política, agroindústria e uma história do ideal de progresso em Chapecó (1950‐1969). Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 9, n. 21, p. 338 ‐ 374. maio/ago. 2017.   \r\n\r\nTHOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.\r\n\r\nWORSTER, Donald. Para fazer história ambiental. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v. 4. n. 8, 1991.\r\n\r\n______. Transformações da terra: para uma perspectiva agroecológica na História. Ambiente & Sociedade. Campinas, v. V, n. 2, ago-dez. 2002. v. VI, n. 1, jan-jul. 2003.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Fronteiras: Laboratório de História Ambiental da UFFS","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":68,"projeto_registro":"PES-2026-309","projeto_titulo":"O espaço geométrico nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, interações entre Cognição e Corporeidade e Tecnologias Digitais (Fase 2)","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"NILCE FATIMA SCHEFFER","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO","palavras_chave":"Alfabetização; Cognição; Corporeidade; Políticas Educacionais; Tecnologias Digitais","resumo":"Resumo\r\nEste estudo tem por objetivos: Avançar na discussão  a respeito das relações que se estabelecem entre Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Tecnologias Digitais, em processos de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Propor a construção de materiais e atividades para os anos iniciais do Ensino Fundamental considerando o referencial do tema Espaço Geométrico nos processos de alfabetização que possibilite estabelecer relações entre os temas, Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Jogos Digitais nos processos de alfabetização; e, Aplicar para alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, atividades produzidas na Fase 1, para trabalhar Espaço Geométrico e Corporeidade com a inserção de Tecnologias Digitais nos processos de Alfabetização. Tendo em vista o problema de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre Cognição, Espaço Geométrico, Tecnologias Digitais e Corporeidade, de modo a contribuir para a aprendizagem Matemática no processo de alfabetização dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? A pesquisa a ser realizada neste Subprojeto considera a necessidade de aprofundar e discutir tais temas na Licenciatura de Pedagogia, aspectos teórico-metodológicos de Educação Matemática e possíveis relações presentes desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Terá por referencial em Espaço Geométrico Lorenzato (2018), Lemos e Bairral (2010), quanto a Corporeidade Merleau-Ponty (1994), Scheffer (2017), quanto a Cognição e Tecnologias Digitais, Bairral (2012) e Borba, Silva e Gadanidis (2014). O estudo faz parte de uma das linhas de pesquisa do Grupo de Pesquisa em TIC, Matemática e Educação Matemática – GPTMEM/UFFS. A pesquisa é qualitativa, documental e exploratória , na coleta, organização e análise de dados por meio da categorização, contemplará, discussão, reflexão e aprofundamento de tais relações, bem como, a sua importância para os processos de alfabetização. Este projeto em sua Fase 2 prevê o desenvolvimento de estudos teóricos e práticos considerando a aplicação de atividades desenvolvidas na Fase 1, com as crianças na utilização de tecnologias digitais na prática pedagógica desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, nos processos pedagógicos, na aprendizagem matemática e na alfabetização. Os resultados esperados com este estudo, se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial de professores que ensinarão matemática, ou seja, nos nossos alunos da Licenciatura em Pedagogia considerando a importância da aplicação de atividades e materiais na exploração do espaço geométrico considerando a integração entre a cognição, a corporeidade e as tecnologias digitais nos processos de alfabetização matemática com um olhar crítico para os saberes matemáticos e as inúmeras possibilidades que se apresentam aos processos de alfabetização.\r\nIntrodução/Justificativa  \r\nA realidade escolar, se depara com inúmeros desafios, como: o desenvolvimento acelerado e constante das tecnologias digitais na vida pessoal, familiar e educacional. Este projeto tem por temas de investigação a Cognição, Corporeidade, o Espaço Geométrico, e os Jogos Digitais para a Alfabetização Matemática dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O estudo é de caráter qualitativo se utilizará em sua Fase 2 da aplicação de atividades práticas e de materiais desenvolvidas na Fase 1, com as crianças, com a utilização de tecnologias digitais na prática pedagógica desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental considerando a coleta, organização e análise de dados. Tendo em vista a realização de um estudo empírico com alunos em processo de Alfabetização Matemática. Os resultados da Fase 1 já apontam que os materiais digitais estão ocupando espaços não privilegiados nos cursos de formação inicial, embora se tenha consciência de sua importância, os professores formadores buscam constantemente por formação e inovações à prática pedagógica, no caso deste estudo considerando a cognição, a corporeidade e o espaço geométrico construídos nos anos iniciais de alfabetização. Novas formas de acesso à informação e à construção do conhecimento se apresentam para os currículos e metodologias aliando atividades e recursos das tecnologias digitais à prática pedagógica. Nesse sentido, os professores, desde sua formação inicial, precisam vivenciar e se apropriar de teorias e tecnologias digitais, além de serem incentivados ao planejamento e a vivência de situações de aprendizagem que incluam essas tecnologias como mais um recurso à prática pedagógica. \r\nPartimos da interrogação de pesquisa: Que relações podem ser estabelecidas entre Cognição, Espaço Geométrico, Tecnologias Digitais e Corporeidade, de modo a contribuir para a aprendizagem Matemática no processo de alfabetização dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? \r\nA opção pela pesquisa qualitativa em um projeto de Iniciação Científica se deu pelo motivo de que identificamos a necessidade de discutir com professores em formação inicial a inclusão digital na prática pedagógica, vinculando aí a Cognição, Corporeidade e as Tecnologias Digitais. Este estudo considera os dados empíricos obtidos a partir da aplicação das atividade e materiais construídos na Fase 1 do estudo e de análise documental, assim como, a organização, análise e interpretação dos dados, considera o método da análise de conteúdo proposto por Bardin (2011),  e a categorização dos dados na análise de acordo com Creswell e Creswell (2021)que considerará também, as representações em geometria com tecnologias digitais no ensino e a argumentação das crianças participantes da amostra nesta Fase 2. Tendo em vista o curso de formação inicial de professores de Pedagogia da UFFS e a prática pedagógica dessa área nos Anos Iniciais da Educação Básica, o principal objetivo deste estudo volta-se para: Investigar relações que se estabelecem entre a Cognição, Corporeidade, Espaço Geométrico e Tecnologias Digitais, em processos de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, além de, contribuir à compreensão e implementação do processo de desenvolvimento profissional expresso na dimensão docente.O marco teórico do estudo contemplará aprofundamento da discussão a respeito de Espaço Geométrico para os processos de Alfabetização, Tecnologias Digitais para o ensino de Matemática, e Jogos Digitais nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e a aplicação de materiais e práticas desenvolvidas na Fase 1.  Independentemente da idade do aluno ou da área de atuação do professor parte-se do pressuposto de que as tecnologias digitais possam contribuir de forma salutar na construção do conhecimento matemático com futuros professores conscientes, ousados e criativos na prática da docência nos anos iniciais, assim justifica-se o presente estudo e sua passagem para a Fase 2.\r\nRevisão de literatura \r\nA ‘Tecnologia Digital’, é vista sobretudo, como uma possibilidade de variação de linguagem ou dados em números, texto ou a convergência deles, apresentados na tela de dispositivos como computadores, smartphones ou tablets na forma de linguagens como imagens fixas, movimentos, som e texto verbal (LIMA; PEREIRA, 2021). \r\nOutro aspecto que se considera nesta pesquisa, é a Corporificação contribuindo para a discussão do Espaço Geométrico nos processos de alfabetização. Tendo por ponto de partida a análise de jogos educativos que trabalhados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na vivência de espaços geométricos por meio de movimentos corporais, de modo a promover o pensar sobre geometria, a vivência da construção geométrica e a identificação de diferentes padrões necessários aos processos de alfabetização, este estudo pretende apresentar contribuições aos professores de Anos Iniciais. No entanto, a preocupação deste estudo se volta ao trabalho escolar atribuído à inserção digital, e como essa prática pode acontecer, aspecto que leva à inferência de que alunos e professores estão imersos em conteúdo das TD (KENSKI, 2012; ROSA, 2015). Neste advento e seus impactos na sociedade, se apresentam novas possibilidades de trabalho dinâmico para a sala de aula, considerando a formação do ser humano desde os Anos Iniciais da Educação Básica. A política educacional curricular da BNCC – Computação (2022), destaca a necessidade de um conjunto de habilidades computacionais a serem desenvolvidas na Educação Básica, relativas às TD e o Pensamento Computacional (PC).  \tNeste estudo pretende-se pensar na relação a ser estabelecida entre o espaço geométrico, o PC e a vivência do corpo-próprio na construção do conceito de polígonos em Matemática. Inicialmente faço referência a presença e importância das TD na construção de conceitos matemáticos escolares e o desenvolvimento do PC. Depois, faço uma breve reflexão a respeito do ensino de geometria nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, e a valorização do corpo-próprio em movimento na construção das relações matemáticas com as TD, apresentando algumas concepções teóricas que estão subjacentes à minha pesquisa quanto ao tema. \r\nAs Tecnologias Digitais na construção de Conceitos Matemáticos \r\nEstudos relevantes acerca do uso de computadores no ensino e aprendizagem de crianças realizados por Seymour Papert na década de 1970, com a linguagem de programação Slogo, que tem como principal característica a utilização de computadores para auxiliar os estudantes na construção do seu próprio conhecimento e desenvolvimento do pensamento. Tal autor, enfatizava naquela época, que o estudante usando o computador, visualiza suas construções relacionando o concreto e o abstrato por meio de um processo interativo que pode gerar uma sequência de construções e abstrações mentais, influenciando a aprendizagem. Desse modo, no trabalho de Papert com o Slogo, já havia uma preocupação com a programação dos passos a serem seguidos pela tartaruga.\tBrackmann (2017), defende o pensamento computacional como um processo cognitivo para a resolução de problemas, conectado a quatro pilares: reconhecimento de padrões, decomposição, abstração e algoritmos (ou fluxogramas), que pode ser desenvolvido por meio de atividades plugadas ou desplugadas, sendo que as atividades plugadas (on-line), são aquelas realizadas no computador ou em qualquer outro recurso digital, como: Slogo; Lightbot; ScratchJr; Scratch; Code.org, Python, entre outros. E as atividades desplugadas (off-line) são aquelas realizadas sem o uso de recursos digitais e sem acesso à internet. São atividades que envolvem o uso de cartões para recortar, desenhar, pintar, dobrar; atividades de movimento e trilhas; resolução de enigmas, entre outros.  O que pode conduzir o pensamento computacional a ser trabalhado inicialmente de forma desplugada nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. \r\nAs TD no ensino de Geometria\r\nA Matemática em especial o ensino de geometria, envolve a construção de significados por meio de materiais manipulativos, tecnologias digitais e vivências corporais instrumentos para o ensino de geometria, sendo esses instrumentos dinâmicos e estáticos. Por outro lado, a presença de Tecnologias Digitais, vem contribuindo nas diferentes áreas do conhecimento, principalmente na da Educação Matemática. O uso do software educativo se apresenta como contribuição para procedimentos metodológicos, tornando as aulas mais dinâmicas. Sendo assim, é fundamental que o educador se familiarize com as TD, com mais propriedade de forma a influenciar positivamente nas suas atividades pedagógicas. Para Silva e Penteado (2013), é cada vez maior o número de softwares que possibilitam um avanço das aulas expositivas, para outros processos práticos de resolução. Dentre os softwares encontrados como recursos para aulas de Matemática desde a Educação Infantil e Anos Iniciais, que promovem a reflexão de conceitos matemáticos são: o Slogo, Lightbot, ScratchJr, Scratch e Code.org, bem como, o Poly Pro, Cabri 3D, o GeoGebra e o Wingeom para o Ensino Fundamental Anos Finais. A grande vantagem destes ambientes volta-se para o fácil manejo de serem utilizados na Educação Básica, as características deles e a possibilidade de construção geométrica de maneira dinâmica, a interface principal, tem uma área de interação que apresenta duas janelas, uma expõe a construção e a outra, o painel de comandos que permite descrever uma sequência de passos ou uma programação. Assim, o futuro professor de matemática ao fazer uma análise de atividades práticas com materiais digirais para os processos de alfabetização, para escolher a melhor opção de acordo com a turma, ano e objetivos, pode acompanhar os alunos nas aulas, de acordo com o conceito a ser estudado, e nível de aprendizagem. \r\nCorporeidade - Movimentos Corporais e o Espaço Geométrico nos processos de alfabetização\r\nPara Lorenzato (2018), na vivência de cada criança, as ideias de comparação, classificação, lógica e medidas, vão sendo percebidas e incluídas no seu conhecimento, diante de várias experiências considerando os campos matemáticos a serem explorados na educação infantil (número, geometria e medida) e os processos mentais básicos para aprendizagem da Matemática (correspondência, comparação, classificação, sequenciação, seriação, inclusão e conservação). Para o autor, num primeiro momento devem-se realizar atividades com o corpo e/ou objetos, depois com imagens (desenhos, figuras) e, finalmente, com símbolos. Para essas vivências, as diferentes atividades com materiais manipulativos do Laboratório de Ensino e a experiência corporal, são fundamentais para propiciar trocas entre as crianças tendo em vista que os objetivos previstos pelo professor sejam atingidos. Pois os primeiros contatos com a geometria ocorrem a partir do senso espacial, em seu ambiente, com seu entorno físico, de acordo com Lorenzato (2018, p. 135-136), é nele que a criança se depara com as formas, os tamanhos, as cores, as linhas, superfícies e sólidos. Para o autor, a percepção do espaço está presente em qualquer atividade da criança, que começa o processo de domínio espacial, utilizando-se do próprio corpo, a partir do olhar, dos gestos, movimentos corporais, deslocamentos, de modo a surgirem e se sedimentarem as noções de longe, perto, alto, baixo, fora, dentro, em cima, embaixo, atrás, na frente, de lateralidade, entre outras, todas em função do espaço. Assim, tal desenvolvimento torna-se fundamental à aprendizagem da geometria no Ensino Fundamental, sendo que, por aí passam atividades que se referem a coordenação visual, conservação de forma ou de tamanho, discriminação visual, lateralidade, representação de figuras, percepção de regularidade, de igualdade, de combinações, entre outras, atividades que proporcionarão o desenvolvimento do PG das crianças. \r\nPolítica Curricular Educacional BNCC - Computação O campo de estudo das políticas públicas encontra-se em constante atualização e expansão, sendo que no Brasil, conta com uma discussão recente que ganhou força no contexto da redemocratização, com a busca pela compreensão dos processos de produção da política. (FARAH, 2018).  \r\nAlgumas políticas apontadas por Borba e Penteado (2007), Borba, Silva e Gadanidis (2014), contribuíram ao longo das últimas décadas para desencadear mudanças na prática docente dos professores tendo em vista as TD na escola, que foram: Um Computador por Aluno (PRO-UCA), o Programa um Computador por Educador (PROUCE), o Projeto para Formação de Professores para Implantação de Centros de Informática na Educação (FORMAR), o Programa Nacional de Informática na Educação (PRONINFE), que incentivou a formação continuada e permanente de professores, técnicos e pesquisadores, o Programa da Rede Internacional Virtual de Educação (RIVED), ambiente com conteúdos pedagógicos digitais, destinado ao uso da Informática Educativa. No ano de 1997 é lançado o PROINFO, programa com o objetivo de promover o uso da tecnologia como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino público fundamental e médio, além de capacitar de forma continuada, professores à implementação da Informática Educativa. E em 2017, o Programa de Inovação Educação Conectada, é implantado com o objetivo de apoiar a universalização do acesso à Internet em alta velocidade além de promover e incentivar o uso pedagógico de tecnologias digitais na Educação Básica, considerando metas dispostas tanto no Plano Nacional de Educação (PNE) quanto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que passou a vigorar em 2018.De acordo com a BNCC - Computação (2022), voltada para a Educação Infantil e Anos Iniciais, a vivência de experiências com informática e computação proporciona a exploração, construção e reflexão movidas pela ludicidade e interação. Este documento, que estabelece uma nova norma de complementação à BNCC, apresenta uma discussão e reflexão para os professores repensarem a escola e suas necessidades para atender às mudanças contemporâneas.\r\nMaterial e Métodos/Metodologia\r\nO estudo tem caráter qualitativo, considera os dados a partir de aplicação de atividades exploratórias e de análise documental da política educacional da BNCC- Computação e referenciais a respeito de corporeidade, espaço geométrico e tecnologias digitais. A organização, análise e interpretação dos dados, considera Bardin (2011) e Creswell e Creswell (2021) que estabelecem a categorização na análise dos dados, além da descrição das sessões de aplicação das atividades e materiais em sua relação com a utilização de tecnologias digitais e objetos virtuais de aprendizagem. A organização da análise considerará Bardin (2011) que aponta três polos cronológicos em que se organizam as diferentes fases da análise de conteúdo: A pré-análise, que consiste na organização propriamente dita, compondo um período de intuições, sistematização das ideias iniciais e leitura fluente.  A primeira fase, que envolve a formulação dos indicadores que fundamentem a interpretação final; A segunda é a exploração do material, caracterizada pela aplicação sistemática das decisões tomadas na fase anterior, consistindo, basicamente, na codificação, decomposição e enumeração dos dados, seja de modo manual ou pelo computador, tendo em vista as regras já formuladas;  E a terceira é o tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Nessa fase, os resultados são tratados para que se tornem significativos e válidos, permitindo construir quadros, figuras, diagramas que representem as informações obtidas pela análise, estabelecendo relações com o referencial teórico da corporeidade, representação matemática e visualização.\r\nResultados Esperados\r\nOs resultados esperados neste estudo se voltam para a necessidade de investir na conscientização e formação inicial de professores que ensinarão matemática, ou seja, nos nossos alunos da Licenciatura em Pedagogia considerando a importância da inclusão das tecnologias digitais na prática pedagógica com um olhar crítico para os saberes matemáticos tendo em vista as inúmeras possibilidades que se apresentam aos processos de alfabetização tais como: a corporeidade, a representação e o espaço geométrico. Desse modo, tendo em vista que, a maioria das escolas apresenta uma infraestrutura básica no que tange a recursos tecnológicos, com este estudo pretende-se apresentar discussões, possibilidades e reflexões, para os que futuros professores de anos iniciais se sintam capacitados a utilizá-los durante as aulas de Matemática, apresentando reflexões quanto as Políticas Educacionais vigentes no caso, a BNCC-Computação, sua implantação na escola básica, além da discussão e apresentação de diferentes possibilidades  de trabalho com tecnologias digitais por meio da aplicação de atividades e matérias para discutir o pensamento geométrico nos anos iniciais além da criação e apresentação de materiais e atividades para trabalhar o pensamento geométrico com tecnologias nos anos iniciais de aprendizagem e processos de alfabetização matemática para o ensino.\r\nReferências\r\nAZEVEDO, G. T., & MALTEMPI, M. V. Processo Formativo em Matemática e Robótica: Construcionismo, Pensamento Computacional e Aprendizagem Criativa. Tecnologias, sociedade e conhecimento, Campinas, v. 7, n. 2, p. 85-107, 2020. \r\nBAIRRAL, M. A. O desenvolvimento do pensamento geométrico na Educação Infantil: algumas perspectivas conceituais e curriculares. In: CARVALHO, M. C.; BAIRRAL, M. A. (Orgs.), Matemática e Educação Infantil: Investigações e possibilidades de práticas pedagógicas, Ed. Vozes, 2012, p. 163-181.\r\nBARBOSA, L. L. S.; MALTEMPI, M. V. Matemática, Pensamento Computacional e BNCC: desafios e potencialidades dos projetos de ensino e das tecnologias na formação inicial de professores. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, Passo Fundo, v. 3, n. 3, p. 748-776, 2020. \r\nBARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.\r\nBORBA, M. C, & PENTEADO, M. G. Informática e educação matemática. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007.\r\nBORBA, M. C.; SCUCUGLIA, R. S.; GADANIDIS, G. Fases das tecnologias digitais em educação matemática: sala de aula e internet em movimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.\r\nBRACKMANN, C. P. Desenvolvimento do Pensamento Computacional Através de Atividades Desplugadas na Educação Básica. 2017. 226 p. Tese (Doutorado em Informática na Educação – Cinted) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Computação - Complemento à BNCC. Brasília, DF, 2022. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/fevereiro-2022-pdf/236791-anexo-ao-parecer-cneceb-n-2-2022-bncc-computacao/file. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 27 fev. 2023.\r\nBRENNAN, K.; RESNICK, M. New frameworks for studying and assessing the development of computational thinking. In Proceedings of the 2012 annual meeting of the American Educational Research Association, p. 1-25, 2012.\r\nCRESWELL, J. W.; CRESWELL, J. D. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 5. ed. Porto Alegre: Penso, 2021.\r\nFARAH, M. F. S. Abordagens teóricas no campo de política pública no Brasil e no exterior: do fato à complexidade. Revista Do Serviço Público, 69 (2018). p. 53 - 84. https://doi.org/10.21874/rsp.v69i0.3583\r\nGADANIDIS, G.; et al. Computational Thinking, Grade 1 Students and the Binomial Theorem. Math Educ, v. 3, p. 77 - 96, 2017. \r\nGIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5ª Edição – São Paulo: Atlas, 2010. \r\nKENSKI, V. M. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação. 8. ed. Campinas, SP: Papirus, 2012. \r\nLEMOS, W. G., BAIRRAL, M. A. Poliedros estrelados no currículo do Ensino Médio. Rio de Janeiro, RJ: Edur, 2010.\r\nLIMA, A. P. T.; PEREIRA, M. F. S. Educação x pandemia: Os desafios do ensino remoto. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 7, p. 68803-68815, jul. 2021. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/32605. Acesso em: 01 set. 2021.\r\nLORENZATO, S. Educação infantil e percepção matemática. Campinas, SP: Autores Associados: 2018.\r\nMARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 8ª Edição. São Paulo: Atlas, 2017.\r\nMERLEAU-PONTY, M.   Fenomenologia da Percepção. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1994.\r\nPAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto   Alegre, RS: Artes Médicas, 1994. \r\nROSA, M. Cyberformação com Professores de Matemática: interconexões com experiências estéticas na cultura digital. In.: ROSA, M.; BAIRRAL, M. A.; AMARAL, R. B. (Orgs.), Educação Matemática, Tecnologias Digitais e Educação a Distância: pesquisas contemporâneas,  Editora da Física, 2015, p. 57-93.\r\nSÁPIRAS, F. S.; VECCHIA, R. D.; MALTEMPI, M. V. Utilização do Scratch em sala de aula. Educação Matemática Pesquisa, v. 17, n. 5, p. 973-988, 2015. \r\nSCHEFFER, N. F.  Sensores, informática e o corpo: a noção de movimento no Ensino Fundamental. 2001. 254 f.  Tese (Doutorado) – Educação Matemática, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”: Rio Claro, SP, 2001.\r\nSCHEFFER, N. F.; BINOTTO, R. R.; BERNIERI, J. C.; MATIEVICZ, C. V. INFORMÁTICA: Diretrizes Gerais para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. In: AMOSC (Org.), Currículo Regional do Ensino Fundamental dos Municípios da Amosc, 2022, p. 472-493. \r\nSCHEFFER, N. F. Tecnologias Digitais e representação matemática de movimentos corporais, Curitiba, PR: Appris Editora, 2017.\r\nSILVA, G. H. G.; PENTEADO, M. Geometria dinâmica na sala de aula: o desenvolvimento do futuro professor de matemática diante da imprevisibilidade. Ciência e Educação, Bauru, v. 19, n. 2, p. 279-292, 2013. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/212992. Acesso em: 03 mar. 2023.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, MATEMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"SIM","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":69,"projeto_registro":"PES-2026-308","projeto_titulo":"Desempenho produtivo e de sementes em ensaio de cultivares de feijão em condições edafoclimáticas de Erechim na safra 2026/27 ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SANDRA MARIA MAZIERO","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"MELHORAMENTO VEGETAL","palavras_chave":"Adaptação genotípica; Phaseolus vulgaris L.; Potencial fisiológico de sementes","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nCom base em dados de 199 linhagens de feijão comum, cultivadas no período de 1998 a 2021, em Santa Maria/RS, verificou-se que genótipos mais produtivos estão relacionados a ciclos mais longos, com maior período de florescimento, a plantas mais eretas, com boa nota geral de adaptação, maiores valores de massa de 100 grãos e maiores alturas de inserção da primeira e da última vagem (Ribeiro; Santos; Andrade, 2024). Esses resultados reforçam a ideia de que o ganho em produtividade não está associado a um único caráter, mas sim a um conjunto de atributos morfofisiológicos que favorecem o desempenho agronômico.\r\nNesse contexto, é importante destacar que o comportamento dos genótipos não é estático, variando conforme o ambiente de cultivo. Estudos indicam que cultivares de feijão respondem de maneira diferenciada quanto à produtividade, ciclo e características de arquitetura de plantas em distintas épocas de semeadura no Rio Grande do Sul, o que evidencia a forte interação genótipo × ambiente e a necessidade de avaliações regionais (Ribeiro et al. 2009; Domingues et al. 2013; Ribeiro et al. 2014).\r\nEm paralelo, sementes mais vigorosas são a base para a formação de uma lavoura com estande uniforme (Lobo Junior, 2013). Segundo Marcos Filho (2005), genótipos com maior capacidade em translocar e armazenar nutrientes na semente tem maior potencial em produzir sementes com elevada qualidade fisiológica, mesmo sob condições adversas de cultivo. Contudo, maior massa de 100 sementes sem sempre está associada a maior vigor de sementes, muitas vezes isso é uma questão de genética da cultivar, do tamanho da semente. No estudo de Coelho et al. (2010), por exemplo, ao avaliarem 26 cultivares de feijão, verificaram que os genótipos com menor massa de 100 sementes foram os mais vigorosos, contrariando o rotineiramente esperado.\r\nEm condições de déficit hídrico, a complexidade da qualidade fisiológica de sementes se torna mais evidente. Resultados recentes indicam que sementes obtidas em diferentes épocas de semeadura, tanto na safra quanto na safrinha, não apresentam diferenças significativas no potencial fisiológico, para a maioria das 25 cultivares de feijão avaliadas no estudo (Andrade, Ribeiro, Argenta, 2026). Ademais, algumas cultivares se destacaram por manter alta qualidade fisiológica de sementes, mesmo sob estresse por seca, como SCS 205 Riqueza, IPR Juriti, BRS Esplendor, IPR Tangará e Fepagro 26. Isso sugere que há genótipos com maior resiliência, capazes de manter níveis adequados de germinação e vigor, atendendo aos padrões exigidos para a comercialização de sementes, mesmo em condições ambientais limitantes (Brasil, 2013).\r\nPortanto, objetiva-se com esse trabalho analisar o desempenho produtivo e sementes de cultivares de feijão em Erechim/RS na safra 2026/2027.\r\n\r\nMETODOLOGIA (MATERIAIS E MÉTODOS)\r\n\t\r\nCultivares de feijão\r\nO ensaio irá conter cultivares do grupo carioca e preto, com número a ser definido de acordo com a disponibilidade de sementes do banco de germoplasma do grupo de pesquisa.\r\n\r\nOrganização do ensaio de campo\r\nO ensaio será instalado em época de safra, com semeadura entre os meses de outubro e novembro.\r\nO delineamento adotado será o de blocos ao acaso, com 3 blocos. As parcelas serão constituídas de 2 linhas de cultivo, com 4 m de comprimento e espaçadas em 0,50 m. Cada parcela receberá uma estaca numerada, de acordo com o croqui de campo do ensaio.\r\n\r\nManejo de solo e tratos culturais\r\nO solo será preparado de forma convencional, com aração e gradagem, na semana anterior a semeadura.\r\nA adubação será deposita com auxílio de semeadora, com quantidade definida de acordo com as exigências da cultura (CQFS-RS/SC, 2016). \r\nA densidade de semeadura será ajustada de acordo com o hábito de crescimento da cultivar (CEPF, 2000).\r\nOs sulcos de semeadura serão feitos inicialmente com semeadora, depois serão abertos com auxílio de enxada. A deposição das sementes será manual. Após os sulcos serão fechados com solo, com auxílio de enxada. \r\nO tratamento de sementes será feito com pulverização direta no sulco de semeadura.\r\nO manejo de plantas daninhas será manual, com enxada. O controle de insetos será feito com produtos microbiológicos, preferencialmente, com menor impacto ambiental. O manejo de doenças não será realizado.\r\n\r\nDeterminação do desempenho produtivo\r\nAs cultivares serão avaliadas quanto à: altura de planta; número de vagens por planta; número de sementes por planta; número de sementes por vagens; massa de 100 grãos; produtividade de grãos; nota de acamamento; nota geral de adaptação; nota de antracnose e nota de crestamento na vagem.\r\nOs caracteres altura de planta, número de vagens por planta, o número de sementes por planta e o número de sementes por vagem serão obtidos em 10 plantas colhidas ao acaso na parcela. \r\nA altura será determinada considerando a distância entre o colo da haste principal e o ápice da planta, com o auxílio de uma trena, em centímetros.\r\nO número de vagens por planta e o número de sementes por planta serão obtidos por contagem, e o número de sementes por vagem pela divisão entre número de sementes e o número de vagens (Ribeiro et al., 2025).\r\nAs demais plantas da parcela serão colhidas e beneficiadas, retirando as impurezas, para a determinação da massa de 100 grãos (g) e a produtividade de grãos (kg/ha). A massa de 100 grãos será obtida pela média de peso de três repetições de 100 sementes. A produtividade de grãos será determinada pela pesagem dos grãos obtidos nas parcelas, com correção para 13% de umidade (Ribeiro et al., 2025). A umidade será determinada em medidor de umidade (Marca: Agrologic, modelo Al-101). \r\nAs notas de acamamento, geral de adaptação de antracnose e de crestamento serão atribuídas no estádio R9 (maturação de grãos - as vagens perdem a cor e começam a secar; as sementes adquirem a cor e o brilho característicos da cultivar). A escala das notas será de 1 a 9 (Ribeiro et al. 2025). \r\nA nota de acamamento será baseada no nível de prostamento das plantas, nota 1 - todas as plantas eretas e nota 9 - todas as plantas prostradas, tocando o solo. \r\nA nota geral de adaptação será baseada na arquitetura da planta, incidência de doenças e produção de vagens, nota 1 – excelente e nota 9 – muito ruim (plantas prostadas, alta incidência de doenças e baixa produção de vagens).\r\nA nota de antracnose e crestamento bacteriano será baseado no nível de lesões características de Colletotrichum lindemuthianum e Xanthomonas phaseoli, respectivamente, com nota 1 - ausência de lesões e nota 9 – menor que 20% das vagens apresentando lesões.\r\n\r\nDeterminação do desempenho de sementes\r\nApós o beneficiamento das parcelas as sementes serão testadas quanto ao desempenho, por meio dos seguintes testes: germinação, primeira contagem de germinação e comprimento de plântulas. \r\nOs testes seguirão as Regras para Análise de Sementes (RAS) (BRASIL, 2025). Para o teste de germinação e primeira contagem de germinação serão utilizadas 200 sementes, em 4 repetições. O papel germitest será umedecido 2,5 vezes o seu peso, com água destilada. Os rolos de germinação serão postos em BOD, regulada a 25° C, com fotoperíodo de 8 horas. O número de plântulas normais obtidas no quarto dia será considerado um teste de vigor e o total obtido no último dia de teste (aos 9 dias) será indicativo da germinação. Os resultados serão expressos em porcentagem (%) de plântulas normais.\r\nO teste de comprimento de plântulas será instalado como descrito para o teste de germinação, contudo, com menor número de sementes por rolo, no total de 5 apenas, para permitir o crescimento da plântula. As plântulas serão avaliadas quanto ao comprimento total, comprimento de parte aérea e comprimento do sistema radicular. Uma régua será utilizada para obter as medidas em centímetros (cm), aos 9 dias.\r\n\r\nAnálise estatística\r\nOs dados de desempenho produtivo e de sementes serão submetidos a análise de variância, seguida de teste de comparação de médias - Scott Knott (p<0,05). As análises serão realizadas no programa Genes (CRUZ, 2016).\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nANDRADE, F. F.; RIBEIRO, N. D.; ARGENTA, H. S. Simultaneous selection for seed physiological quality traits in common bean cultivars under drought stress. Revista Caatinga, v. 39, e14424, 2026.\r\n\r\nBRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Regras para análise de sementes. Brasília, DF: MAPA/SDA/DTEC/CGAL, 2025. Disponível em: https://wikisda.agricultura.gov.br/pt-br/Laborat%C3%B3rios/Metodologia/Sementes/RAS_2025/cap_4_Germinacao_rev_1. Acesso em: 11 abr. 2026.\r\n\r\nCEPF. Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão. Recomendações técnicas para cultivo de feijão no Rio Grande do Sul. Santa Maria: Pallotti, 2000. 80 p. \r\n\r\nCOELHO, C. M. M. et al. Potencial fisiológico em sementes de cultivares de feijão crioulo (Phaseolus vulgaris L.). Revista Brasileira de Sementes, v. 32, n. 3, p. 097 105, 2010. \r\n\r\nCQFS-RS/SC. Manual de calagem e adubação para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 11ª ed. Porto Alegre: SBCS; 2016.\r\n\r\nCRUZ, C. D. Genes Software-extended and integrated with the R, Matlab and Selegen. Acta Scientiarum. Agronomy, v. 38, p. 547-552, 2016.\r\n\r\nDOMINGUES, L. S. et al. Metodologias de análise de adaptabilidade e de estabilidade para a identificação de linhagens de feijão promissoras para o cultivo no Rio Grande do Sul. Semina: Ciências Agrárias, v. 34, n. 3, p. 1065-1076, 2013.\r\n\r\nLOBO JUNIOR, M.; BRANDÃO, L. T. D.; MARTINS, B. E. M. Testes para Avaliação da qualidade de sementes de feijão comum. Brasília: Embrapa Arroz e Feijão, 2013. 4 p.\r\n\r\nMARCOS FILHO, J. Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas. 2 ed. Londrina: ABRATES, 2015. 660 p.\r\n\r\nOLIVEIRA, M. G. C. et al. Conhecendo a fenologia do feijoeiro e seus aspectos fitotécnicos. Brasília, DF: Embrapa, 2018.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D. et al. Estabilidade de produção de cultivares de feijão de diferentes grupos comerciais no Estado do Rio Grande do Sul. Bragantia, v. 68, n. 2, p. 339-346, 2009.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D. et al. Desempenho agronômico e qualidade de cozimento de linhagens de feijão de grãos especiais. Revista Ciência Agronômica, v. 45, n. 1, p. 92–100, 2014.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D.; SANTOS, G. G; ANDRADE, F. F. Enhancing agronomic performance through genetic improvement of key traits in newly developed common bean cultivars cultivated in southern Brazil. Euphytica, v. 220, art. 1, 2024.\r\n\r\nRIBEIRO, N. D. et al. Genetic divergence of common bean lines for agronomic traits by hierarchical methods considering multicollinearity. Revista Ciência Agronômica, v. 56, e202391693, 2025.\r\n\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS:\r\n\r\n- Identificar cultivares de feijão mais produtivas para o município de Erechim/RS;\r\n- Identificar cultivares de feijão com melhor qualidade de sementes sobre as condições ambientais vigentes;\r\n- Dar suporte para profissionais de assistência técnica que trabalham com a cultura de feijão na região de abrangência da UFFS;\r\n- Fortalecer a divulgação de resultados de pesquisa com a cultura do feijão, para melhorar a produtividade da cultura na área de abrangência da UFFS, bem como a segurança alimentar das famílias rurais;\r\n- Contribuir para a ampliação do banco de dados do grupo de pesquisa, possibilitando estudos mais robustos de adaptabilidade e estabilidade de produção na cultura do feijão.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade, Sistemas de Produção Agrícola e Educação Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":70,"projeto_registro":"PES-2026-307","projeto_titulo":"Efeitos do exercício físico resistido sobre a sinalização purinérgica e a neuroinflamação em modelo experimental de Doença de Alzheimer","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ANDREIA MACHADO CARDOSO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"BIOLOGIA MOLECULAR","palavras_chave":"Doença de Alzheimer; Exercício Físico; Inflamação; Sinalização Purinérgica","resumo":"\r\nA Doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência no mundo, caracterizada por declínio cognitivo progressivo associado a alterações neuroinflamatórias, perda sináptica e disfunção neuronal. A neuroinflamação, mediada principalmente por células gliais e modulada por sistemas como o purinérgico, desempenha papel central na progressão da doença .\r\nApesar dos avanços na compreensão da fisiopatologia da DA, ainda há lacunas quanto aos mecanismos pelos quais intervenções não farmacológicas, como o exercício físico resistido, podem modular essas vias. Evidências indicam que o exercício pode atuar na regulação da sinalização purinérgica e na redução da inflamação cerebral, porém essa relação ainda não está completamente elucidada, especialmente em modelos experimentais da doença.\r\n \r\nObjetivo geral \r\nInvestigar os efeitos do exercício físico resistido sobre a sinalização purinérgica e a neuroinflamação em modelo experimental de Doença de Alzheimer induzida.\r\n \r\nMetodologia\r\nTrata-se de um estudo experimental, in vivo, com abordagem quantitativa . Serão utilizados ratos Wistar machos, distribuídos em quatro grupos: controle, exercício, Alzheimer e Alzheimer + exercício .\r\nA Doença de Alzheimer será induzida por administração intracerebroventricular de estreptozotocina (ICV-STZ). Após período de desenvolvimento do modelo, os animais serão submetidos a avaliações comportamentais, incluindo testes de memória e comportamento exploratório.\r\nO protocolo de intervenção consistirá em exercício físico resistido por 12 semanas. Posteriormente, serão realizadas análises comportamentais, bioquímicas, moleculares e histológicas, incluindo marcadores de neuroinflamação, plasticidade sináptica e sinalização purinérgica. Os dados serão analisados por testes estatísticos apropriados (ANOVA ou equivalentes não paramétricos) .\r\n \r\nResultados esperados\r\nEspera-se que o exercício físico resistido seja capaz de reduzir a neuroinflamação, modular a sinalização purinérgica, preservar a plasticidade sináptica e atenuar déficits cognitivos no modelo experimental de Alzheimer .\r\nOs achados poderão contribuir para o avanço do conhecimento sobre estratégias não farmacológicas no tratamento da DA, ampliando o potencial translacional do exercício físico como intervenção terapêutica.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Estudos Biológicos e Clínicos em Patologias Humanas","envolve_animais":"SIM","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":71,"projeto_registro":"PES-2026-306","projeto_titulo":"INTERAÇÃO PLANTA-VISITANTES FLORAIS NA MATA ATLÂNTICA NO SUL DO BRASIL","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAULO AFONSO HARTMANN","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ECOLOGIA APLICADA","palavras_chave":"Aves; Biologia floral; Conservação; Polinização","resumo":"INTERAÇÃO PLANTA-VISITANTES FLORAIS NA MATA ATLÂNTICA NO SUL DO BRASIL\r\n1.\tIntrodução\r\nA Ecologia da Polinização é a área do conhecimento que busca entender os processos que originam, transformam, mantêm e restringem as interações entre plantas e seus agentes polinizadores e visitantes florais (Barônio et al., 2016). A polinização consiste na transferência de grãos de pólen entre os órgãos masculinos e femininos de plantas que produzem flores (Sprengel, 1973). Esse transporte pode ocorrer por diferentes agentes, que são classificados em duas grandes categorias: por meio de fatores abióticos e por meio de fatores bióticos.\r\nA polinização biótica é uma relação mutualística de serviço (Cain; Bowman; Hacker, 2018) que consiste na transferência de pólen através de um ou mais organismos biológicos. Essa interação é estabelecida através de atrativos, os quais, para tornarem-se efetivos, devem satisfazer as demandas biológicas dos visitantes, sejam alimentares, reprodutivas e/ou nidificatórias (Agostini; Lopes; Machado, 2014).\r\nOs atrativos florais ou chamarizes antecedem a visita floral por meio da sinalização da presença (verídica ou não) de recursos aos visitantes, podendo determinar a efetividade da polinização (Varassin; Amaral-Neto, 2014). Os recursos florais, por sua vez, são coletados ou consumidos durante o momento das visitas, como o polén, néctar, óleos, tecidos florias, resinas, ceras, gomas, fragrâncias e odores (Varassin; Amaral-Neto, 2014; Agostini; Lopes; Machado, 2014).\r\nAs “síndromes de polinização” referem-se a um conjunto de plantas que apresentam estruturas morfológicas especializadas, como resposta evolutiva às pressões seletivas exercidas por grupos funcionais específicos de polinizadores (Rosas-Guerrero et al., 2014). Considera-se que as interações mutualísticas plantas-polinizadores coevoluíram, uma vez que os polinizadores têm influenciado o caminho evolutivo das plantas e vice-versa (Gurevitch; Scheiner; Fox, 2009). Essas síndromes são identificadas a partir da disponibilidade de recursos florais e da organografia associados a aspectos etológicos, fisiológicos e morfológicos dos polinizadores (Silva, 2022). \r\nNo entanto, nem todo organismo que visita flores exerce a função de polinizador, o que torna importante a compreensão da diferença entre visitantes florais e polinizadores efetivos. Os visitantes florais são organismos que buscam recursos nas flores para si e/ou para a sua prole (Alves dos Santos et al., 2016), sem necessariamente atuar como polinizador. Os polinizadores efetivos são visitantes florais que realizam a transferência de pólen entre os órgãos reprodutivos, por meio de visitas legítimas, fidelidade floral e compatibilidade morfométrica (Alves dos Santos et al., 2016). \r\nA polinização mediada por animais é fundamental para o sucesso reprodutivo de 87,5% das angiospermas globais, variando para 78% em zonas temperadas e 94% em zonas tropicais (Ollerton; Winfree; Tarrant, 2011). Essa dependência é evidenciada nos ecossistemas naturais, dado que essas interações promovem o aumento da biodiversidade vegetal, a resiliência às perturbações e a variabilidade genética (Fontaine et al., 2006; Travers et al., 2011) \r\nAs populações de polinizadores vêm apresentando um declínio gradual ao longo dos anos (Potts et al., 2010). De acordo com a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (2016), 16,5% dos polinizadores vertebrados estão ameaçados de extinção global, em caso de espécies insulares esse índice aumenta para 30%. Segundo Dicks et al. (2020), esse declínio é impulsionado por oito fatores: cobertura e uso do solo, manejo das terras, uso de pesticidas, mudanças climáticas, organismos geneticamente modificados, patógenos, espécies invasoras exóticas e manejo de polinizadores. \r\nDiante desse cenário de vulnerabilidade, a compreensão dos mecanismos de polinização torna-se essencial para disseminar evidências científicas sobre a importância e diversidade dos polinizadores em ambientes naturais (Pires; Maués, 2020). Nesse sentido, o conhecimento tem contribuído para a conservação desses animais e para o asseguramento do serviço ecossistêmico de polinização, através do estabelecimento de políticas públicas (Wolowski et al., 2019).\r\n\r\n2. Objetivos\r\nObjetivo geral\r\nEstimar a riqueza, composição de espécies e frequência de visitação de visitantes florais em uma região periurbana no sul da Mata Atlântica.\r\nObjetivos específicos\r\n- Caracterizar o período de floração das espécies pré-selecionadas de plantas no Sul da Mata Atlântica; \r\n- Identificar o período e frequência de visitação de cada espécie de visitante durante o período reprodutivo; \r\n- Avaliar se a riqueza, composição de espécies e frequência de visitação variam entre as plantas.\r\n\r\n3. Material e métodos\r\nÁrea de estudo\r\nO estudo será conduzido em fragmentos ambientais na área do Campus da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Erechim, Rio Grande do Sul. A área de estudo insere-se em uma matriz periurbana caracterizada por uma paisagem heterogênea, que intercala fragmentos de vegetação nativa, plantações agrícolas, construções antrópicas, rodovias e pastagens para criação de gado. Fitogeograficamente, a região localiza-se na fitofisionomia Floresta Ombrófila Mista (Jarenkow; Budke, 2009), uma formação vegetal da Mata Atlântica que possui como principal elemento a presença de Araucaria angustifolia (Kersten; Borgov; Galvão, 2015).\r\nColeta de dados\r\nO acompanhamento fenológico se iniciará na pré-antese (anterior a abertura dos botões florais) e se estenderá até a senescência floral. Inicialmente, será quantificado o tempo de abertura dos botões florais, assim como a produção floral por indivíduo. Para o monitoramento contínuo dos visitantes florais serão instaladas armadilhas fotográficas (Bushenll HD) direcionadas para espécies vegetais durante o período de floração. As armadilhas serão programadas para tempo de filmagem de 20 segundos, com intervalo de 1 segundo entre cada filmagem, sem fotos. As armadilhas permanecerão ativas 20 dias por mês, divididas em dois blocos de 10 dias, durante todo período de floração. Os registros serão tratados de forma independente: indivíduos da mesma espécie (visitantes) registrados pela mesma armadilha em até uma hora serão considerados um único registro, caso não for possível individualizar. \r\nComplementarmente, serão realizadas observações diretas nos períodos matutino vespertino e noturno. Para tal serão feitos registros visuais (fotografias e filmagens). Indivíduos de espécies de artrópodes serão coletados, dispostos em frascos com acetato de etila e armazenados em tubos Falcon devidamente identificados para posterior identificação (Meirelles et al., 2025). \r\n\r\n4. Resultados esperados\r\nEspera-se identificar o padrão evolutivo de sinais florais apresentado pelas plantas conforme a síndrome de polinização, se as estruturas florais atuam como mecanismos seletivos para a atração de grupos funcionais específicos de polinizadores com atributos morfológicos compatíveis e se os períodos de maior frequência de visitação apresentam sincronia com os horários e dias de maior atividade biológica dos visitantes florais A caracterização o período de floração das espécies pré-selecionadas de plantas e a identificação dos visitantes florais pode contribuir para a proposição de ações voltadas a conservação. \r\n\r\n7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS\r\nAGOSTINI, K.; LOPES, A. V.; MACHADO, I. C. Recursos florais. In: RECH, A. R.; AGOSTINI, K.; OLIVEIRA, P. E.; MACHADO, I. C. (Org.). Biologia da Polinização. 1 ed. Rio de Janeiro: Projeto Cultural, 2014, p. 129-150.\r\nALVES-DOS-SANTOS, I.; DA SILVA, C. I.; PINHEIRO, M.; KLEINERT, A. de M. P. Quando um visitante floral é um polinizador? Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 67, n. 2, p. 295-307, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201667202. Acesso em: 20 fev. 2026.\r\nBARÔNIO, G. J.; MACIEL, A. A.; OLIVEIRA, A. C.; KOBAL, R. O. A. C.; MEIRELES, D. A. L.; BRITO, V. L. G.; RECH, A. R. Plantas, polinizadores e algumas articulações da biologia da polinização com a teoria ecológica. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 67, n. 2, p. 275-293, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860201667201. Acesso em: 20 fev. 2026.\r\nDICKS, L.; BREEZE, T.; NGO, H.; SENAPATHI, D.; NA, J.; AIZEN, M.; BASU, P.; BUCHORI, D.; GALETTO, L.; GARIBALDI, L.; GEMMILL-HERREN, B.; HOWLETT, B.; IMPERATRIZ-FONSECA, B. L.; JOHNSON, S.; KOVÁCS-HOSTYÁNSZKI, A.; KWON, Y.; LATTORFF, H. M.; LUNGHARWO, T.; SEYMOUR, C.; VANBERGEN, A.; POTTS, S. A global assessment of drivers and risks associated with pollinator decline. Research Square, v. 5, n. 10, p. 1453-1461, 2021. DOI:  https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-90439/v1.  Acesso em: 26 fev. 2026.\r\nFONTAINE, C.; DAJOZ, I.; MERIGUET, J.; LOREAU, M. Functional Diversity of Plant–Pollinator Interaction Webs Enhances the Persistence of Plant Communities. PLoS Biology, v. 4, n. 1, p. 129-135. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pbio.0040001. Acesso em: 28 mar. 2026.\r\nGUREVITCH, J.; SCHEINER, S. M.; FOX, G. A. Ecologia Vegetal. 2 ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2009.\r\nJARENKOW, J. A.; BUDKE, J. C. Padrões florísticos e análise estrutural de remanescentes florestais com Araucaria angustifolia no Brasil. Floresta Com Araucária: Ecologia, Conservação E Desenvolvimento Sustentável, 2009. Disponível em:https://www.researchgate.net/publication/290604593_Padroes_floristicos_e_analise_estrutural_de_remanescentes_de_Florestas_com_Araucaria_no_Brasil. Acesso em: 24 fev. 2026.\r\nKERSTEN, R. D. A.; BORGO, M.; GALVÃO, F. Floresta Ombrófila Mista: aspectos fitogeográficos, ecológicos e métodos de estudo. In: EISENLOHR, P. V., FELFILI, J. M., DE MELO, M. M. D. R. F., DE ANDRADE, L. A. & MEIRA NETO, J. A. (Org.). Fitossociologia no Brasil: métodos e estudos de caso. 2 ed. Viçosa: Editora UFV, 2015, p. 156-182.\r\nOLLERTON, J.; WINFREE, R.; TARRANT, S. How Many Flowering Plants Are Pollinated by Animals? OIKOS, v. 120, n. 3, p. 321-326, 2011. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1600-0706.2010.18644.x. Acesso em: 21 fev. 2026.\r\nPIRES, C. S. S.; MAUÉS, M. M. Insect Pollinators, Major Threats and Mitigation Measures. Neotropical Entomology, v. 49, n. 4, p. 469–471, 2020. DOI: https://doi.org/10.1007/s13744-020-00805-7. Acesso em: 27 fev. 2026.\r\nPOTTS, S. G.; IMPERATRIZ-FONSECA, V.; NGO, H. T.; AIZEN, M. A.; BIESMEIJER, J. C.; BREEZE, T. D.; DICKS, L. V.; GARIBALDI, L.A.; HILL, R.; SETTELE, J. VANBERGEN, A. J. Safeguarding pollinators and their values to human well-being. Nature, v. 540, n. 7632, p. 220-229, 2016. DOI: https://doi.org/10.1038/nature20588. Acesso em: 28 mar. 2026.\r\nROSAS-GUERRERO, V.; AGUILAR, R.; MARTÉN-RODRÍGUEZ, S.; ASHWORTH, L.; LOPEZARAIZA-MIKEL, M.; BASTIDA, J.M.; QUESADA, M. A quantitative review of pollination syndromes: do floral traits predict effective pollinators? Ecology Letters, v. 17, n. 3, p. 388-400, 2014. DOI:  https://doi.org/10.1111/ele.12224. Acesso em: 20 fev. 2026.\r\nSILVA, L. L. D. Jardim de Polinizadores. 1 ed. São Paulo: Editora Blucher, 2022, p. 20.\r\nSPRENGEL, C. K. Das entdeckte Geheimniss der Natur im Bau und in der Befruchtung der Blumen. Berlin: Friedrich Vieweg, 1793. Disponível em: https://nbn-resolving.org/urn%3Anbn%3Ade%3Akobv%3Ab4-200905195810. Acesso em: 19 mar. 2026.\r\nTRAVERS, S. E.; FAUSKE, G. M.; FOX, K.; ROSS, A. A.; HARRIS, M. O.The hidden benefits of pollinator diversity for the rangelands of the Great Plains: Western prairie fringed orchids as a case study. Rangelands, v. 33, n. 3, p. 20-26, 2011. DOI: https://doi.org/10.2111/1551-501X-33.3.20. Acesso em: 28 mar. 2026.\r\nVARASSIN, I. G.; AMARAL-NETO, L. P. D. Atrativos. In: RECH, A. R.; AGOSTINI, K.; OLIVEIRA, P. E.; MACHADO, I. C. (Org.). Biologia da Polinização. 1 ed. Rio de Janeiro: Projeto Cultural, 2014, p. 171-181.\r\nWOLOWSKI, M.; AGOSTINI, K.; RECH, A. R.; VARASSIN, I. G.; MAUÉS, M.; FREITAS, L.; CARNEIRO, L.; BUENO, R. D. O.; CONSOLARO, H.; CARVALHEIRO, L.; SARAIVA, A. M.; DA SILVA, C. I. Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil. 1 ed. São Carlos: Editora Cubo, 2019, p. 12-15.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade e Conservação da Fauna - GPCON","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":72,"projeto_registro":"PES-2026-305","projeto_titulo":"LEVANTAMENTO DA AVIFAUNA DO CAMPUS ERECHIM DA UNIVERDIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAULO AFONSO HARTMANN","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ECOLOGIA APLICADA","palavras_chave":"Aves; Conservação; Diversidade; Fragmentação","resumo":"LEVANTAMENTO DA AVIFAUNA DO CAMPOS ERECHIM DA UNIVERDIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA\r\n\r\n1.\tIntrodução\r\nAs aves estão entre um dos maiores grupos de vertebrados no mundo (Farias et al., 2005; Pacheco et al., 2021; Gill et al., 2022). Suas características chamam atenção de entusiastas e amantes da natureza, tendo em vista que é um grupo grande em espécies e que habitam vários ambientes, podendo atuar como bioindicadores de degradação ambiental (Gardner et al., 2008). As aves estão entre os organismos mais afetados pela degradação e fragmentação do habitat (Gill et al., 2022). O efeito mais comum da fragmentação de habitat consiste em formações de bordas ou modificação das mesmas, mudando a estrutura e funcionamento do ecossistema (Forman; Godron 1989; Asbjornsen et al. 2004). O tamanho e a forma do fragmento, assim como a estrutura da paisagem podem influenciar na ocorrência ou ausência das espécies (Fischer; Lindenmayer, 2007; Mikolaiczik et al., 2024). \r\nAtualmente, muitas espécies de aves estão sob ameaça em todo o mundo. Relatórios recentes constam que quase metade das espécies conhecidas apresentam sinais de declínio populacional e mais de 13% delas estão ameaçadas de extinção (Birdlife international, 2022). Entre os principais motivos estão o desmatamento, a expansão das cidades e a transformação de áreas naturais em plantações e pastagens. Essas mudanças acabam destruindo ou fragmentando o ambiente onde as aves vivem e se alimentam, dificultando sua sobrevivência (IUCN, 2023). No Brasil, por exemplo, algumas aves da Mata Atlântica já foram consideradas extintas na natureza por causa da perda do habitat (Moura et al., 2021).\r\nO Brasil tem uma das maiores riquezas de aves do planeta, como ocorrência de 13% das espécies (Gill et al., 2022). Tendo em vista seu tamanho continental, há uma diversidade de habitats terrestres e aquáticos, distribuídos por seus biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal). A Mata Atlântica tem sua extensão no leste do Brasil até partes do Paraguai e Argentina. Apesar da ampla distribuição, é um dos biomas mais afetados pela degradação florestal, com sua grande redução de cobertura original (Marini; Garcia, 2005; Merritt et al., 2019). Entretanto, apesar de sua redução e fragmentação, a Mata Atlântica serve de abrigo para uma diversidade de espécies brasileiras, incluindo ocorrência de endemismos (Vale et al., 2018). Além disto, a Mata Atlântica é um hotspots de biodiversidade, sendo considerada prioridade para a conservação em nível mundial (Myers et al., 2000; Marques; Grelle, 2021).\r\nA região sul da Mata Atlântica está altamente fragmentada devido à expansão agrícola e à urbanização, que alteraram a paisagem natural. Essa fragmentação afeta diretamente as aves, alterando padrões de dispersão e reprodução, além de aumentar a vulnerabilidade a predadores e mudanças climáticas. A manutenção de remanescentes de paisagens naturais conservadas é fundamental para a sobrevivência de populações de aves florestais, como por exemplo o grimpeiro (Leptasthenura setaria), espécie associada aos campos de altitude e matas de araucária (Fonseca et al., 2009).\r\nA realização de levantamentos detalhados da avifauna em áreas fragmentadas é essencial para guiar estratégias de conservação. Esses levantamentos fornecem dados para priorizar áreas de conservação e implementar corredores ecológicos que favoreçam a conectividade entre fragmentos, promovendo a conservação da biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas (Mittermeier et al., 2005).\r\n\r\n2.\tObjetivos\r\nObjetivo Geral\r\n- Estimar a riqueza e composição de espécies de aves ocorrentes na área do Campus Erechim da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)\r\n\r\nObjetivos Específicos\r\n- Estimar a riqueza de espécies ocorrentes na área do Campus Erechim da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). \r\n- Produzir um guia de identificação das aves ocorrentes na área do Campus Erechim da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)\r\n\r\n3. Material e métodos\r\nÁrea de estudo \r\nO Campus Erechim da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) está localizado na área rural do município de Erechim, ao norte do Estado do Rio Grande do Sul (Figura 1). A região possui um clima subtropical úmido e é marcada pela presença de vegetação típica de floresta ombrófila mista. O Campus abrange aproximadamente 95 hectares, dos quais 34 hectares correspondem a Áreas de Preservação Permanente, incluindo mata nativa e cursos d'água. Antes de ser transformada em um Campus universitário, a área era utilizada para o cultivo de monoculturas, principalmente soja, trigo e milho, que variam conforme os anos, além da criação de suínos (Moravski, 2021). A paisagem no entorno do Campus é predominantemente agrícola, com fragmentos florestais de pequeno porte (<50 hectares). No Campus existem áreas experimentais destinadas a projetos de caráter agrícola (RESOLUÇÃO Nº 190/CONSC-ER/UFFS/2023).\r\nColeta de dados\r\nPara o levantamento da riqueza e composição de espécies em cada transectos será utilizado o método de amostragem por pontos de contagem (point count; Blondel et al., 1970). Em cada ponto de amostragem os observadores premanecerão 15 minutos (Cavarzere et al., 2013), registrando as aves avistadas e/ou ouvidas dentro de um raio aproximado de 30 metros. De forma auxiliar será utilizado o aplicativo Merlin Bird ID (Cornell lab of ornithology, 2024) para registro de ocorrência e identificação das aves. As coletas de dados serão realizadas entre os meses de setembro de 2026 e junho 2027, período que coincide com a estação reprodutiva da maioria das espécies de aves da região (Sacco et al., 2013). As observações ocorrerão no período da manhã, entre 07:30 e 11:00 horas, horário em que a atividade da avifauna é mais intensa (Sick, 2001). Serão amostradas áreas representativas das diferentes paisagens do Campus.\r\nAs aves serão observadas com o auxílio de binóculos, e, sempre que possível, serão realizados registros fotográficos e gravações de suas vocalizações. Esses materiais serão utilizados para identificar ou confirmar a identificação das espécies observadas, além de servirem para elaboração do guia de aves do Campus. \r\n\r\n4. Resultados esperados\r\nComo fruto deste trabalho espera-se identificar a avifauna ocorrente no Campus Erechim e reforçar sua importância com potencial área de conservação de parte da biodiversidade regional. Além disto, a elaboração do guia de aves do campus pode promover maior proximidade da sociedade com a UFFS. A proximidade da cidade e o fácil acesso do Campus, associado a possibilidade de visualização de aves, pode servir de atrativo para pessoas que gostam de contato com a natureza. \r\n\r\nReferências\r\n\r\nASBJORNSEN, H. et al. Efeitos da fragmentação do habitat na capacidade de amortecimento de ambientes de borda em um ecossistema de floresta tropical de carvalho sazonalmente seco em Oaxaca, México. Agricultura, Ecossistemas e Meio Ambiente, v. 103, n. 3, p. 481–495, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.agee.2003.11.008. \r\nBIRDLIFE INTERNATIONAL. State of the world’s birds 2022 [recurso eletrônico]. Cambridge: BirdLife International, 2022. Disponível em: https://www.birdlife.org/news/2022/05/05/state-of-the-worlds-birds-2022/. Acesso em: 9 jun. 2025.\r\nendangered terrestrial ecoregions. Washington, DC: Conservation International, 2005.\r\nFARIAS, G. B.; SILVA, W. A. G.; ABANO, C. G. Diversidade de aves em áreas prioritárias para conservação da Caatinga. In: ARAÚJO, F. S.; RODAL, M. J. N.; BARBOSA, M. R. V. (Orgs.). Análise das variações da biodiversidade do bioma Caatinga: suporte a estratégias regionais de conservação. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2005. p. 203–226.\r\nFONSECA, C. R.; OVERBECK, G. E.; PILLAR, V. D. Conservation of natural grasslands in southern Brazil. Perspectives in Ecology and Conservation, 2009.\r\nGARDNER, T. A. et al. The cost-effectiveness of biodiversity surveys in tropical forests. Ecology Letters, v. 11, n. 2, p. 139–150, 2008.\r\nGILL, F.; DONSKER, D.; RASMUSSEN, P. (Eds.). IOC World Bird List (v12.1). 2022. Disponível em: https://www.worldbirdnames.org/new/. Acesso em: 9 fev. 2022. doi: 10.14344/IOC.ML.12.1.\r\nIUCN – INTERNATIONAL UNION FOR CONSERVATION OF NATURE. The IUCN Red List of Threatened Species [recurso eletrônico]. Gland: IUCN, 2023. Disponível em: https://www.iucnredlist.org. Acesso em: 10 jun. 2025.\r\nMARINI, M. A.; GARCIA, F. I. Bird conservation in Brazil. Conservation Biology, v. 19, p. 665–671, 2005.\r\nMARQUES, M. C. M.; GRELLE, C. E. V. The Atlantic Forest: History, Biodiversity, Threats and Opportunities of the Mega-diverse Forest. Springer International Publishing, 2021.\r\nMERRITT, M.; MALDANER, M. E.; ALMEIDA, A. M. R. de. What are biodiversity hotspots? Frontiers for Young Minds, v. 7, n. 29, p. 1–7, 2019.\r\nMIKOLAICZIK, F. H. et al. Aves em áreas urbanas: a influência da estrutura da paisagem na riqueza de espécies. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 27, n. 3, p. 187–197, 2019.\r\nMITTERMEIER, R. A. et al. Hotspots revisited: Earth's biologically richest and most endangered terrestrial ecoregions. Washington, DC: Conservation International, 2005.\r\nMOURA, N. G.; SANTOS, M. P. D.; RIBEIRO, M. C. Extinction risk and habitat loss for endemic birds in the Atlantic Forest. Biological Conservation, v. 255, p. 109004, 2021. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320721001353. Acesso em: 10 jun. 2025.\r\nMYERS, N. et al. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, v. 403, p. 853–858, 2000.\r\nPACHECO, J. F. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee – second edition. Ornithology Research, v. 29, n. 2, p. 75–100, 2021.\r\nVALE, M. M. et al. Endemic birds of the Atlantic Forest: traits, conservation status, and patterns of biodiversity. Journal of Field Ornithology, v. 89, n. 3, p. 193–206, 2018.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade e Conservação da Fauna - GPCON","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":73,"projeto_registro":"PES-2026-304","projeto_titulo":"Lesões histopatológicas em brânquias e fígado de Danio rerio exposto a solventes eutéticos profundos à base de colina","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"IZABEL APARECIDA SOARES","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"MUTAGENESE","palavras_chave":"Biomarcadores histológicos; Genotoxicidade; Solventes eutéticos profundos; zebrafish","resumo":"Este subprojeto, igualmente vinculado ao projeto guarda chuva “Avaliação da citotoxicidade de formulações de DES quanto a danos celulares nos organismos teste Lithobates catesbeianus e Danio rerio”, integra esforços voltados à caracterização de efeitos de solventes eutéticos profundos (Deep Eutectic Solvents – DES) à base de colina em organismos aquáticos. Esses sistemas têm sido apontados como alternativas “mais verdes” aos solventes orgânicos convencionais, em virtude de propriedades como baixa volatilidade, estabilidade térmica e maior potencial de biodegradabilidade (ABBOTT et al., 2003; RADOŠEVIĆ et al., 2015; EL ACHKAR et al., 2021). Evidências recentes, entretanto, indicam que o perfil ecotoxicológico dos DES depende fortemente da composição, da razão molar entre os constituintes, da concentração e das condições de exposição, não sendo possível generalizar sua segurança ambiental (WEN et al., 2015; ALVAREZ et al., 2015; JURIĆ et al., 2021; FERREIRA et al., 2022; DOS SANTOS et al., 2021; SOLDI et al., 2023; SOUZA, 2025).\r\nDanio rerio destaca se como modelo experimental em toxicologia ambiental, com elevada sensibilidade a contaminantes aquáticos e possibilidade de análise de biomarcadores histopatológicos em órgãos alvo, como brânquias e fígado (LAWRENCE, 2007; DAI et al., 2014). Alterações estruturais nesses tecidos refletem impactos sobre trocas gasosas e metabolismo, constituindo importantes indicadores de estresse e dano tecidual em peixes expostos a poluentes (POLEKSIC; MITROVIC TUTUNDZIC, 1994; FERRIER et al., 2018; MONTALVÃO; MALAFAIA, 2017a; MONTALVÃO et al., 2017b).\r\nO objetivo deste subprojeto é caracterizar lesões histopatológicas em brânquias e fígado de Danio rerio exposto a formulações de DES à base de colina, em diferentes concentrações definidas no projeto guarda chuva. Serão realizados ensaios de exposição aguda (96 h), em condições controladas de qualidade da água, seguindo boas práticas de manejo e normas éticas vigentes. Ao final, os peixes serão sedados e eutanasiados conforme o Guia Brasileiro de Boas Práticas para Eutanásia em Animais (CFMV), procedendo se à remoção, fixação e processamento histológico de brânquias e fígado (fixação, inclusão, microtomia e coloração). As lâminas serão avaliadas em microscópio óptico, aplicando se critérios de classificação da severidade de lesões histopatológicas em peixes (POLEKSIC; MITROVIC TUTUNDZIC, 1994). Espera se identificar padrões de lesão relacionados às concentrações de DES testadas, complementando os biomarcadores sanguíneos e contribuindo para a compreensão dos riscos ecotoxicológicos associados ao uso desses solventes, bem como para a formação de estudantes em histopatologia e ecotoxicologia.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Toxicologia Comparada","envolve_animais":"SIM","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":74,"projeto_registro":"PES-2026-303","projeto_titulo":"Biomarcadores citogenotóxicos em Danio rerio exposto a solventes eutéticos profundos à base de colina","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"IZABEL APARECIDA SOARES","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"MUTAGENESE","palavras_chave":"Genotoxicidade; Solventes eutéticos profundos; Teste do Micronúcleo; zebrafish","resumo":"Este subprojeto, vinculado ao projeto guarda‑chuva “Avaliação da citotoxicidade de formulações de DES quanto a danos celulares nos organismos‑teste Lithobates catesbeianus e Danio rerio”, insere‑se no contexto da busca por alternativas tecnológicas sustentáveis e ambientalmente mais seguras no âmbito da Química Verde. Os solventes eutéticos profundos (Deep Eutectic Solvents – DES) à base de colina têm sido propostos como substitutos de solventes orgânicos tradicionais, amplamente empregados em processos de extração, síntese e formulação de produtos, mas associados a riscos toxicológicos e impactos ambientais relevantes (ABBOTT et al., 2003; RADOŠEVIĆ et al., 2015; EL ACHKAR et al., 2021). Persistem, contudo, lacunas significativas quanto à toxicidade desses sistemas em organismos aquáticos e à ocorrência de efeitos citotóxicos e genotóxicos em concentrações ambientalmente plausíveis (WEN et al., 2015; ALVAREZ et al., 2015; JURIĆ et al., 2021; FERREIRA et al., 2022; DOS SANTOS et al., 2021; SOLDI et al., 2023; SOUZA, 2025).\r\n\r\nNesse cenário, o peixe‑zebra (Danio rerio) consolidou‑se como organismo‑modelo em toxicologia ambiental, dada a facilidade de manejo, baixo custo, elevada sensibilidade a contaminantes aquáticos e forte homologia genética com seres humanos (LAWRENCE, 2007; DAI et al., 2014). A aplicação de biomarcadores sanguíneos, como o teste do micronúcleo e a avaliação de anormalidades nucleares em eritrócitos, configura abordagem robusta para investigar efeitos citogenotóxicos de DES em ecossistemas aquáticos (FENECH, 2007; FERRIER et al., 2018; MONTALVÃO; MALAFAIA, 2017a; MONTALVÃO et al., 2017b; HARABAWY et al., 2014; WEN et al., 2015).\r\n\r\nO objetivo deste subprojeto é avaliar micronúcleos e outras anormalidades nucleares em eritrócitos de Danio rerio exposto a formulações de DES à base de colina, em diferentes concentrações previamente definidas no projeto guarda‑chuva. Serão conduzidos ensaios de exposição aguda (96 h), em condições controladas de qualidade da água e bem‑estar animal, seguindo boas práticas de aquicultura e as diretrizes do CONCEA. Ao término da exposição, será realizada a coleta de sangue periférico, preparo de esfregaços, fixação e coloração com Giemsa, com leitura de 1000 eritrócitos por peixe (FENECH, 2007; FERRIER et al., 2018). Os dados serão analisados estatisticamente por testes de normalidade, ANOVA ou Kruskal‑Wallis, adotando‑se p < 0,05 (DOS SANTOS et al., 2021; SOLDI et al., 2023; SOUZA, 2025). Espera‑se estabelecer relações dose‑resposta na frequência de micronúcleos e anormalidades nucleares e contribuir para a seleção de formulações de DES ambientalmente mais seguras, além de promover a formação de recursos humanos em toxicologia ambiental.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Toxicologia Comparada","envolve_animais":"SIM","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":75,"projeto_registro":"PES-2026-302","projeto_titulo":"Infraestrutura e desenvolvimento regional: a contribuição do investimento público no Oeste de Santa Catarina","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DARLAN CHRISTIANO KROTH","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO","palavras_chave":"Desenvolvimento regional; municípios; Plano de Aceleração do Crescimento","resumo":"A Mesorregião Oeste de Santa Catarina, é umas das seis mesorregiões do estado catarinense, compreende uma população de cerca de 1,36 milhão de habitantes distribuídos em 118 municípios, sendo que 73% desses municípios, apresentam população abaixo de 10 mil habitantes (IBGE, 2025). A região é responsável por cerca de 17% do PIB catarinense e vem apresentando um crescimento econômico, populacional e de renda per capita, acima da média nacional desde o ano de 2010 (IBGE, 2024).   O Oeste Catarinense reúne um rico complexo agroindustrial de proteína animal (suína e avícola), com forte presença da agricultura familiar que atua em parceria com cooperativas, e nos últimos anos, vem se destacando também no setor de lácteos (Lins; Mattei, 2010; Kroth, 2016).\r\nTal complexo abrange desde a produção genética e nutricional do plantel até a existência de uma indústria metal-mecânica e uma rede de prestadores de serviços, que acompanham o paradigma tecnológico mundial. Mais recentemente (final de 2019), a região vem ampliando sua participação no comércio internacional, por conta da abertura de novos mercados (países asiáticos, incluindo China), em virtude do status da qualidade sanitária animal que possui o estado catarinense. Essas vantagens comparativas regionais vêm atraindo novos investimentos, como indústrias e serviços correlatos e de infraestrutura, impulsionando e dinamizando a matriz socioeconômica regional. Segundo Thirwall (2002), é exatamente essa presença da indústria, que possui capacidade de impulsionar as diferentes atividades ligadas a cadeia produtiva alimentícia (carnes e lácteos) – os chamados efeitos para frente e para trás - e a conquista de mercados internacionais, que podem ser apontados como importantes motores do desenvolvimento regional. \r\nCompreende-se que essa prosperidade foi sendo construída ao longo do tempo, alinhando diferentes fatores (privados e públicos), aproveitando oportunidades e criando soluções aos desafios que foram se colocando no horizonte. Tais elementos se aproximam dos fatores institucionais, também denominados de capital social. Para o institucionalismo, os fatores que promovem o desenvolvimento vão se constituindo ao longo da história, que ajudam a explicar os padrões de desenvolvimento entre regiões/países. A força desses fatores institucionais, complementadas com políticas públicas específicas, é uma das possíveis explicações para a pesquisa que se intenta desenvolver (Kroth; Zanella, 2024).\r\nDestaca-se que nesses 25 anos, há um conjunto de fatores macroeconômicos e geopolíticos que devem ser adicionados aos fatores institucionais locais, como a presença de governos nacionais progressistas no início do século que fomentaram um conjunto de políticas públicas e de investimentos estruturantes na região, a ascensão de um novo player global, a China, que impulsionou a demanda internacional por alimentos e um movimento migratório populacional, que contribuíram para gerar novos investimentos, criar demanda pelos produtos regionais e gerar renda para movimentar a economia. \r\nPor outro lado, o dinamismo do início do século XXI, contrasta com as dificuldades que a região enfrentou no final do século XX, conforme expostas por Corazza (2016). Na década de 1990, quando da abertura comercial brasileira e maior concorrência doméstica, teve-se a falência de um grande frigorífico, potencializando as dificuldades enfrentadas pela agricultura familiar (degradação ambiental e sucessão familiar). Neste período, a região observou uma grande depressão econômica (Testa et al., 1996). Apesar desse contexto adverso, a região soube se reinventar e superar as dificuldades. \r\nÉ com base nesse contexto que surge a problemática dessa pesquisa: quais fatores ajudam a explicar o dinamismo dessa região?\r\nDessa maneira, a presente pesquisa tem como objetivo principal desenvolver estudo socioeconômico sobre o desenvolvimento regional da mesorregião Oeste Catarinense no primeiro quarto do século XXI. Esse objetivo geral se desagrega em quatro objetivos específicos articulados: i) formar um banco de dados secundários de diferentes variáveis demográficas e socioeconômicas que explicam o desenvolvimento regional; ii) realizar pesquisa bibliográfica sobre a formação socioeconômica da mesorregião Oeste dos últimos 100 anos; iii) investigar os principais eventos socioeconômicos que ajudam a explicar o dinamismo socioeconômico da mesorregião Oeste nos primeiros 25 anos do século XXI; e, iv) elaborar publicação sobre a trajetória do desenvolvimento regional do Oeste Catarinense no século XXI. \r\nPara alcançar o objetivo geral proposto, utilizar-se-á o método histórico-dedutivo. Segundo Bresser-Pereira (2009) e Corazza (2009), esse método, de matriz histórica, é tradicional na análise socioeconômica, buscando fazer interpretações dos fenômenos socioeconômicos, a partir da observação das mudanças e complexidades que permeiam a realidade. Dessa forma, é um método que reúne e analisa dados e fatos (experiências históricas), analisando suas regularidades e tendências. Os objetivos específicos serão atingidos mediante análise de dados secundários (Favero e Belfiore, 2021), pesquisa bibliográfica e documental (Gil, 2021), respectivamente. As fontes de pesquisa compreende as bases estatísticas do IBGE, IPEA, RAIS e Secretaria da Fazenda de Santa Catarina. Já as fontes bibliográficas e documentais referem-se as diferentes publicações alinhadas com a temática do desenvolvimento regional e de estudos regionais sobre o Oeste de Santa Catarina, abrangendo livros, artigos, teses, dissertações, relatórios e sites de organizações.\r\nOs principais resultados esperados com a pesquisa são: publicação de um livro e dois artigos científicos. Os artigos científicos estarão alinhados com orientações de TCC (curso de Administração) e/ou de dissertações de mestrado (mestrado profissional em Administração Pública e de Ciência e Tecnologia Ambiental), em que o proponente atua. Dessa forma, a pesquisa visa articular os estudantes dos PPGs com suas respectivas linhas de pesquisa.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Desenvolvimento Rural e Regional Sustentável (DRRS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":76,"projeto_registro":"PES-2026-301","projeto_titulo":"   CARACTERIZAÇÃO AGRONÔMICA E FÍSICO-QUÍMICA DE FRAMBOESEIRA CV.  BATUM EM FUNÇÃO DE DOIS TIPOS DE PLÁSTICOS DE COBERTURA EM SISTEMA  ORGÂNICO DE PRODUÇÃO ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CLAUDIA SIMONE MADRUGA LIMA","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"MANEJO E TRATOS CULTURAIS","palavras_chave":"leitoso; Rubus idaeus; Transparente; túnel","resumo":"As framboesas estão entre as frutas mais populares do mundo, destacando-se pela coloração atrativa, sabor característico e aroma agradável. Dentre as cultivares adaptadas às condições brasileiras, destaca-se a ‘Batum’, que apresenta boa adaptação a regiões de clima subtropical, elevada produtividade e frutos de qualidade, contudo, o cultivo necessita de alguma proteção das plantas devido a suscetibilidade de doenças e redução da qualidade das frutas quando expostas a alta umidade. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é caracterizar os aspectos agronômicos e físico-químicos da framboeseira cv. Batum cultivada sob dois tipos de plásticos de cobertura em sistema orgânico de produção. O experimento será conduzido na área experimental setor de Horticultura. Como material vegetal serão utilizadas plantas de framboeseira da  cultivar Batum de dois anos. As plantas serão avaliadas até o momento da colheita. As avaliações realizadas serão fenológicas, aspectos da planta, produtivas. O experimento irá proporcionar maior estimulo da cultura  na região de forma orgânica. E ainda, esclarecendo dúvidas dos produtores e técnicos aproximando as instituições da sociedade.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":77,"projeto_registro":"PES-2026-300","projeto_titulo":"MONITORAMENTO REMOTO DE COMUNIDADE DE ANFÍBIOS EM FRAGMENTOS FLORESTAIS DO BIOMA MATA ATLÂNTICA NO SUL DO BRASIL","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAULO AFONSO HARTMANN","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ECOLOGIA APLICADA","palavras_chave":"Bioacústica; Biomonitoramento; Conservação; Diversidade","resumo":"1.\tINTRODUÇÃO\r\nAs atividades antrópicas causam o declínio da biodiversidade em todo o mundo como efeito, uma crise de extinção (BARNOSKY et al., 2011, CEBALLOS, 2020). Os anfíbios são os tetrápodes com o maior número de espécies em declínio populacional, com cerca de um quinto das espécies extintas ou à beira da extinção (CEBALLOS, 2020). Essa perda populacional é causada principalmente pela fragmentação de habitats, mudanças climáticas (MILLER 2018), infecções fúngicas (O’HANLON, 2018) e contaminantes químicos (AGOSTINI et al., 2020).\r\nA fragmentação de habitat é a transformação de uma grande extensão de habitat em uma série de fragmentos menores de área, isoladas umas das outras por uma matriz de habitats diferente da original (FAHRIG, 2003). A fragmentação do habitat aumenta os efeitos de borda e são altamente variáveis nas respostas das espécies, tendo a perda de habitat sempre efeitos negativos (WATLING et al., 2020). E esses efeitos negativos da fragmentação podem afetar a acústica ambiental e, assim, alterar a comunicação entre os animais (PECK et al., 2004 ). \r\nA bioacústica, que compreende a acústica ambiental, é definida por sinais sonoros emitidos por animais com um contexto comportamental e como os sons afetam o comportamento dos animais (GARCIA & FAVARO, 2017). Os sinais acústicos servem para fins de comunicação e, na maioria das vezes, contêm informações específicas de espécies, tornando a bioacústica uma técnica adequada para monitorar a biodiversidade (PENAR, 2020).\r\nOs métodos de monitoramento remoto, com sensores de medições, estão evoluindo rapidamente e sendo cada vez mais usados em conjunto com observações em campo para complementar e expandir os resultados (KISSEL et al., 2020) e os fatores ambientais são fundamentais para entender a dinâmica de espécies e paisagens (RAY, et al., 2022). \r\n\r\n2.\tMATERIAL E MÉTODOS\r\nÁREA DE ESTUDO\r\nO estudo será realizado em fragmentos florestais na região norte do Estado do Rio Grande do Sul. A região do estudo situa-se dentro dos limites do bioma Mata Atlântica, caracterizado por uma vegetação Ombrófila Densa/Estacional Decidual e Ombrófila Mista (BUDKE et al., 2010). O clima é do tipo Cfa subtropical úmido, com chuvas bem distribuídas e verões quentes (ALVARES et al., 2013), e temperatura média anual de 18,5ºC. A paisagem na área de estudo é caracterizada pela Floresta Estacional Decidual e Floresta Ombrófila Mista, denominada de forma mais específica de Floresta Subtropical do Alto Uruguai. A região apresenta relevo acidentado e altitude varia entre 400 metros nas calhas dos rios e 800 metros nas partes mais altas. A paisagem na área de estudo corresponde a uma região altamente fragmentada, com presença de agricultura essencial de caráter familiar. Serão selecionados fragmentos florestais em estágio de sucessão secundária intermediário ou avançado, com presença de charcos com comunidades de anfíbios.\r\nAS ESTAÇÕES (EM) E TRANSFERÊNCIAS DE DADOS (TD)\r\nA “EM” será capaz de coletar os fatores abióticos e sons emitidos pela comunidade de anfíbios nos riachos e a transferência de dados. Então irá possuir uma placa Arduino uno R3, um módulo sensor de umidade do ar HR202, um módulo sensor de temperatura de alta precisão KT-013, módulo sensor de som microfone KY-037 e um módulo transmissor e receptor de rádio RF433MHz FS1000A /MX-RM-5V. \r\nA “TD” terá como finalidade receber, armazenar e transmitir via 4g os dados das EM espalhadas pelos ambientes. Então irá possuir uma placa Arduino uno R3, um receptor de rádio RF 433MHz FS1000A/MX-RM-5V, um módulo de cartão de memória micro SD (para armazenamento e backup dos dados) e um módulo GSM GPRS SIM900A com antena Quad Band para enviar os dados por sinal 4g. Todas as EM e as TD serão alimentadas por baterias 19850 de 9800 mAh (regularmente trocadas) revestidas por uma Case a prova de água feito em impressora 3D.\r\nBANCO DE DADOS\r\nSerá utilizado o tinkercad.com, um simulador de montagem de Arduino, para montar o esquema eletrônico dos sensores na placa mãe e oferece o script de comando da simulação. A vantagem do simulador é o teste do equipamento sem a necessidade de compra de material além de alterações no sistema e de leitura dos dados, antes da montagem do equipamento. E para armazenar os dados em banco de dados, será utilizado o site MySQL Arduino que oferece gratuitamente esse serviço.\r\nDA INSTALAÇÃO E MONITORAMENTO DAS ESPÉCIES\r\nCada ambiente receberá três EM´s distantes 50 metros (distância esperada do sensor de som) e 1 TD próximo para receber e transferir esses dados. Os locais exatos serão instalados de acordo com a atividade dos anfíbios. O monitoramento será efetuado em um intervalo de 10 minutos durante 24 horas persistindo durante o período definido no cronograma. \r\nANÁLISE DOS DADOS\r\nA distribuição dos dados será testada pelo teste de normalidade de Kolmogorov–Smirnov e a homogeneidade das variâncias pelo teste de Levene. No caso de dados de distribuição normal, será utilizado a Análise de Componentes Principais (PCA) para relação entre as interações das comunidades e as variações dos fatores ambientais. Valores de p < 0.05 serão considerados como referência para significância estatística.\r\n3.\tRESULTADOS ESPERADOS\r\nO projeto tem como principal resultado esperado o desenvolvimento de um sistema capaz de monitorar a atividade vocal de anfíbios com confiabilidade de dados e de custo acessível. Este sistema, depois de desenvolvido, pode ser adaptado pra pesquisas com ouros grupos da fauna, com aves por exemplo.\r\n4.\tREFERÊNCIAS \r\nAGOSTINI, M. G.; ROESLER, I.; BONETTO, C.; RONCO, A. E.; BILENCA, D. Pesticides in the real world: the consequences of gmo-based intensive agriculture on native amphibians. Biological Conservation, v. 241, p. 108355, 2020.\r\nALVARES, CA, JL STAPE, PC SENTELHAS, JL DE MORAES GONÇALVES & G SPAROVEK. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, v.22, p. 711–728, 2013\r\nBARNOSKY, A.D., MATZKE, N., TOMIYA, S., WOGAN, G.O.U., SWARTZ, B., QUENTAL, T.B., MARSHALL, C., MCGUIRE, J.L., LINDSEY, E.L., MAGUIRE, K.C., MERSEY, B., FERRER, E.A. Has the Earth's sixth mass extinction already arrived? Nature, v. 471, p. 51–57. 2011. https://doi.org/10.1038/nature09678.\r\nBUDKE, JC, MS ALBERTI, C ZANARDI, C BARATTO & EM ZANIN. Bamboo dieback and tree regeneration responses in a subtropical forest of South America. Forest Ecology and Management, v. 260, p. 1345–1349, 1010.\r\nCEBALLOS, G.; EHRLICH, P. R.; RAVEN, P. H. Vertebrates on the brink as indicators of biological annihilation and the sixth mass extinction. Proceedings Of The National Academy Of Sciences, v. 117, n. 24, p. 13596-13602, 2020. http://dx.doi.org/10.1073/pnas.1922686117.\r\nFAHRIG, L. Effects of Habitat Fragmentation on Biodiversity. Annual Review Of Ecology, Evolution, And Systematics, v. 34, n. 1, p. 487-515, nov. 2003. Annual Reviews. http://dx.doi.org/10.1146/annurev.ecolsys.34.011802.132419\r\nGARCIA, M., FAVARO, L. Animal vocal communication: function, structures, and production mechanisms. Current Zoology, v. 63 (4), p. 417–419. 2017. https://doi.org/10.1093/cz/ zox040.AGOSTINI, M. G.; ROESLER, I.; BONETTO, C.; \r\nKISSEL, A. M; HALABISKY, M.; SCHERER, R. D; RYAN, M. e; HANSEN, E. C. Expanding wetland hydroperiod data via satellite imagery for ecological applications. Frontiers In Ecology And The Environment, v. 18, n. 8, p. 432-438, 2020. http://dx.doi.org/10.1002/fee.2233.\r\nMILLER, D. A. W.; GRANT, E. H. C.; MUTHS, E.; AMBURGEY, S. M.; ADAMS, M.l J.; JOSEPH, M. B.; WADDLE, J. H.; JOHNSON, P. T. J.; RYAN, M. E.; SCHMIDT, B. R. Quantifying climate sensitivity and climate-driven change in North American amphibian communities. Nature Communications, v. 9, n. 1, p. 1-15, 2018.  http://dx.doi.org/10.1038/s41467-018-06157-6.\r\nO’HANLON, S. J.; RIEUX, A.; FARRER, R. A.; ROSA, G. M.; WALDMAN, B.; BATAILLE, A.; KOSCH, T. A.; MURRAY, K. A.; BRANKOVICS, B.; FUMAGALLI, M. Recent Asian origin of chytrid fungi causing global amphibian declines. Science, v. 360, n. 6389, p. 621-627, 2018.  http://dx.doi.org/10.1126/science.aar1965.\r\nPECK, D.R., SMITHERS, B.V., KROCKENBERGER, A.K., CONGDON, B.C. Sea surface temperature constrains wedge-tailed shearwater foraging success within breeding seasons. Marine Ecology. Progress Series. 281, 259–266. 2004.  https://doi.org/10.3354/meps281259\r\nPENAR, W.; MAGIERA, A.; KLOCEK, C. Applications of bioacoustics in animal ecology. Ecological Complexity, v. 43, p. 100847. 2020. http://dx.doi.org/10.1016/j.ecocom.2020.100847.\r\nRAY, A. M.; HOSSACK, B. R.; GOULD, W. R.; PATLA, D. A.; SPEAR, S. F.; KLAVER, R. W.; BARTELT, P. E.; THOMA, D. P.; LEGG, K. L.; DALEY, R. Multi-species amphibian monitoring across a protected landscape: critical reflections on 15 years of wetland monitoring in grand teton and yellowstone national parks. Ecological Indicators, v. 135, p. 108519. 2022. http://dx.doi.org/10.1016/j.ecolind.2021.108519.\r\nWATLING, J. I.; ARROYO‐RODRÍGUEZ, V.; PFEIFER, M.; BAETEN, L.; BANKS‐LEITE, C.; CISNEROS, L. M.; FANG, R.; HAMEL‐LEIGUE, A. C.; LACHAT, T.; LEAL, I. R. Support for the habitat amount hypothesis from a global synthesis of species density studies. Ecology Letters, v. 23, n. 4, p. 674-681, 11. 2020. http://dx.doi.org/10.1111/ele.13471.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade e Conservação da Fauna - GPCON","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":78,"projeto_registro":"PES-2026-299","projeto_titulo":"Biomarcadores sanguíneos e histológicos em Danio rerio exposto a formulações de solventes eutéticos profundos","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"IZABEL APARECIDA SOARES","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"MUTAGENESE","palavras_chave":"Biomarcadores histológicos; Genotoxicidade; Solventes eutéticos profundos; Teste do Micronúcleo","resumo":"\r\nEste subprojeto, vinculado ao projeto guarda chuva “Avaliação da citotoxicidade de formulações de DES quanto a danos celulares nos organismos teste Lithobates catesbeianus e Danio rerio”, insere se no contexto da crescente demanda por alternativas tecnológicas sustentáveis e ambientalmente mais seguras no âmbito da Química Verde. Os solventes eutéticos profundos (Deep Eutectic Solvents – DES) à base de colina têm se destacado como possíveis substitutos de solventes orgânicos tradicionais, amplamente empregados em processos de extração, síntese e formulação de produtos, mas associados a riscos toxicológicos e impactos ambientais relevantes (ABBOTT et al., 2003; RADOŠEVIĆ et al., 2015; EL ACHKAR et al., 2021). Apesar do potencial desses sistemas como solventes “mais verdes”, persistem lacunas significativas quanto à toxicidade em organismos aquáticos e à ocorrência de efeitos citotóxicos e genotóxicos em concentrações ambientalmente plausíveis (WEN et al., 2015; ALVAREZ et al., 2015; JURIĆ et al., 2021; FERREIRA et al., 2022; DOS SANTOS et al., 2021; SOLDI et al., 2023; SOUZA, 2025).\r\nNesse cenário, o peixe zebra (Danio rerio) consolidou se como organismo modelo de referência em toxicologia ambiental, biologia do desenvolvimento e farmacologia, em razão do pequeno porte, facilidade de manejo, baixo custo, alta taxa reprodutiva, disponibilidade de protocolos padronizados e elevada sensibilidade a contaminantes aquáticos (LAWRENCE, 2007; DAI et al., 2014). A homologia genética com seres humanos e a possibilidade de integrar endpoints letais e subletais em um mesmo sistema experimental tornam os resultados obtidos com essa espécie particularmente relevantes para a avaliação de riscos à saúde ambiental e à proteção de organismos de níveis tróficos superiores. A combinação de biomarcadores sanguíneos (teste do micronúcleo e anormalidades nucleares em eritrócitos) com análises histopatológicas de órgãos alvo, como brânquias e fígado, configura abordagem robusta para investigar efeitos citotóxicos e genotóxicos de DES em ecossistemas aquáticos (FENECH, 2007; FERRIER et al., 2018; MONTALVÃO; MALAFAIA, 2017a; MONTALVÃO et al., 2017b; HARABAWY et al., 2014; WEN et al., 2015).\r\nConsiderando esse contexto, o objetivo principal do subprojeto é avaliar biomarcadores sanguíneos (micronúcleos e outras anormalidades nucleares em eritrócitos) e histológicos (alterações em brânquias e fígado) em Danio rerio exposto a formulações de DES à base de colina, em diferentes concentrações previamente definidas no projeto guarda chuva. Pretende se aprofundar o conhecimento sobre a citotoxicidade e a genotoxicidade desses compostos em um modelo aquático de referência, contribuindo para a identificação de formulações associadas a menor dano celular e tecidual e, consequentemente, mais alinhadas aos princípios da Química Verde e do desenvolvimento sustentável.\r\nSerão conduzidos ensaios de exposição aguda, com duração de 96 horas, em condições controladas de qualidade da água e bem estar animal, seguindo boas práticas de criação e manutenção de Danio rerio em laboratório e as normas éticas vigentes para o uso de animais em pesquisa, incluindo as diretrizes do CONCEA. Os peixes serão previamente aclimatados em aquários com controle de temperatura, fotoperíodo, oxigenação e parâmetros físico químicos, recebendo dieta padronizada. Após a aclimatação, serão distribuídos aleatoriamente em grupos controle e grupos expostos às diferentes formulações de DES à base de colina, em concentrações crescentes selecionadas com base na literatura e nos delineamentos previstos no projeto guarda chuva. Durante a exposição, serão monitorados parâmetros como temperatura, pH, oxigênio dissolvido e compostos nitrogenados, assegurando condições adequadas para a espécie e minimizando fatores de estresse que possam interferir na interpretação dos resultados.\r\nAo término do período de exposição, os peixes serão anestesiados e eutanasiados de forma ética, conforme recomendações do Guia Brasileiro de Boas Práticas para Eutanásia em Animais (CFMV). Em seguida, será realizada a coleta de sangue periférico para preparação de esfregaços em lâminas, submetidos a processos de fixação e coloração adequados à visualização de micronúcleos e demais anormalidades nucleares em eritrócitos por microscopia de luz (FENECH, 2007; FERRIER et al., 2018). Para cada animal, serão avaliados 1000 eritrócitos, garantindo robustez estatística na estimativa da frequência de micronúcleos e de outras alterações morfológicas nucleares (HARABAWY et al., 2014; MONTALVÃO; MALAFAIA, 2017a; MONTALVÃO et al., 2017b; WEN et al., 2015). As brânquias e o fígado serão removidos, fixados em soluções apropriadas, processados segundo rotina histológica (fixação, inclusão, microtomia e coloração) e analisados quanto à presença de lesões histopatológicas compatíveis com efeitos citotóxicos e genotóxicos, seguindo critérios de classificação da severidade de lesões em peixes (POLEKSIC; MITROVIC TUTUNDZIC, 1994).\r\nOs dados obtidos serão organizados em planilhas e submetidos inicialmente a teste de normalidade. Na presença de distribuição normal, será aplicada análise de variância (one way ANOVA), seguida de testes de comparação de médias (α = 0,05); na ausência de normalidade, será utilizado o teste não paramétrico de Kruskal Wallis, com nível de significância de 5%, por meio de software estatístico específico (por exemplo, R ou estatística comercial). As diferenças serão consideradas estatisticamente significativas quando p < 0,05, permitindo estabelecer relações dose resposta e comparar o potencial citotóxico e genotóxico entre diferentes formulações de DES à base de colina, em consonância com a abordagem ecotoxicológica descrita em estudos prévios (DOS SANTOS et al., 2021; SOLDI et al., 2023; SOUZA, 2025).\r\nA articulação deste subprojeto com o projeto guarda chuva amplia o escopo da investigação sobre DES ao focalizar Danio rerio e biomarcadores sanguíneos e histológicos, aprofundando um recorte metodológico que complementa outras frentes em desenvolvimento. Essa integração facilita comparações interespecíficas e análises conjuntas dos resultados, sendo essencial para compreender, de forma abrangente, as possíveis consequências do uso em larga escala de DES à base de colina em ambientes naturais e sistemas produtivos.\r\nDo ponto de vista da formação de recursos humanos, o subprojeto desempenha papel estratégico na qualificação de estudantes de graduação e pós graduação envolvidos com toxicologia ambiental, Química Verde e monitoramento de contaminantes emergentes. Os participantes atuarão em todas as etapas do trabalho experimental, desde o manejo dos animais, preparo das soluções de DES e condução dos ensaios de exposição até a coleta de amostras, preparação de lâminas, leitura microscópica, registro de dados e análise estatística, em consonância com práticas consolidadas de formação em pesquisa ecotoxicológica. Esse envolvimento integrado favorecerá o desenvolvimento de competências técnicas em biomonitoramento, histopatologia, microscopia e tratamento estatístico de dados, além de habilidades transversais como trabalho em equipe, organização da rotina de laboratório, redação científica e apresentação de resultados em eventos acadêmicos.\r\nA importância do subprojeto também se manifesta na dimensão institucional. Ao fortalecer a linha de pesquisa relacionada à avaliação da toxicidade de DES e de outros contaminantes emergentes, a proposta contribui para consolidar a UFFS como referência regional em estudos de ecotoxicologia e Química Verde, favorecendo o estabelecimento de colaborações com outros grupos e a participação em redes temáticas nacionais e internacionais. Os resultados gerados deverão subsidiar a elaboração de artigos científicos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e relatórios técnicos voltados à gestão ambiental, bem como fornecer evidências que, futuramente, poderão apoiar processos de regulamentação e definição de diretrizes de uso seguro de DES em diferentes setores produtivos (ABBOTT et al., 2003; RADOŠEVIĆ et al., 2015; EL ACHKAR et al., 2021; FERREIRA et al., 2022; SUTHAR et al., 2023).\r\nEspera se, ao final da execução, identificar formulações de DES à base de colina associadas a perfis de toxicidade reduzida em Danio rerio, caracterizados por baixas frequências de micronúcleos e anormalidades nucleares em eritrócitos, bem como por ausência ou baixa intensidade de lesões histopatológicas em brânquias e fígado (HARABAWY et al., 2014; MONTALVÃO; MALAFAIA, 2017a; MONTALVÃO et al., 2017b; WEN et al., 2015). Tais achados serão interpretados à luz das propriedades químicas e físico químicas de cada formulação, permitindo discutir como a composição, as razões molares entre os componentes e as concentrações testadas influenciam as respostas biológicas observadas, em consonância com evidências acumuladas sobre DES e sua aplicação em sistemas ambientais e analíticos (ABBOTT et al., 2003; RADOŠEVIĆ et al., 2015; EL ACHKAR et al., 2021; GONÇALVES, 2022; FERREIRA et al., 2022). Com isso, o subprojeto pretende contribuir para a seleção de formulações ambientalmente mais seguras e compatíveis com os princípios da Química Verde, oferecendo subsídios para que processos industriais e laboratoriais migrem para alternativas de menor impacto sem comprometer a eficiência técnico operacional.\r\nEm síntese, este subprojeto constitui recorte específico e complementar dentro do projeto guarda chuva, centrado em Danio rerio e em biomarcadores sanguíneos e histológicos, com abordagem metodológica rigorosa, alinhamento às diretrizes éticas e foco concomitante na produção de conhecimento e na formação de recursos humanos. Ao integrar avaliação de citotoxicidade, genotoxicidade e histopatologia em um modelo aquático consolidado, busca gerar evidências robustas sobre a segurança de DES à base de colina e contribuindo para o avanço da toxicologia ambiental.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Toxicologia Comparada","envolve_animais":"SIM","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":79,"projeto_registro":"PES-2026-298","projeto_titulo":"Processos de Investigação na Ação de Professores de Ciências: dos Relatos à Formação ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"ROQUE ISMAEL DA COSTA GULLICH","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"EDUCAÇÃO PERMANENTE","palavras_chave":"ensino de ciências; investigação-ação; reflexão crítica","resumo":"Na formação inicial e  continuada de professores, investigar a própria prática (investigação-ação) pode ser uma das maneiras do professor refletir criticamente sobre ela, sendo que os Relatos de Experiências (RE) favorecem a formação do professor neste processo. Ao escrever um RE, o professor revive a situação pedagógica/experiencial, analisando-a com uma nova perspectiva e permite uma reflexão sobre decisões tomadas e seus resultados. A área de Ensino de Ciências tem tradição neste processo de desenvolvimento dos RE como forma de investigação da prática e de autoformação. A pesquisa que apresentamos será de natureza qualitativa e do tipo documental e narrativa, tendo como metodologia predominante de produção e análise dos resultados a análise temática de conteúdos. Temos como objetivo principal investigar RE de Ensino de Ciências publicados em site públicos oficiais e de livre acesso que tenham como autores professores de Ciências em formação inicial e continuada. Particularmente nos interessam relatos publicados nos anais do evento Encontros sobre Investigação na Escola (EIE), promovidos pela Rede de Investigação na Escola (Rede RIE), que acontecem no estado do Rio Grande do Sul desde o ano 2000. Para isso, realizamos uma busca nos anais do EIE encontrados no portal de eventos da UFFS  para posteriormente desenvolvermos uma delimitação temática e temporal. Examinaremos os RE para identificar tipos de relato, escolas, metodologias de ensino, concepções de ensino e de Investigação-ação temáticas, disciplinas envolvidas, identificando possíveis interligações das Ciências com outras disciplinas. Acreditamos que os resultados vão demonstrar que a pesquisa como elemento central de formação do professor vai da sala de aula à autoformação do professor e vice-versa. Também temos como intenção desta pesquisa desenvolver narrativas de formação como investigação, aprofundar a perspectiva de investigação-formação e tencionar a discussão sobre a reflexão crítica como categoria formativa e ampliar compreensões em torno da Investigação-Formação-Ação em Ciências. A interdisciplinaridade entre diferentes disciplinas escolares pode vir a demonstrar o potencial desta perspectiva na Escola e o olhar para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – por meio das temáticas dos RE será desenvolvido","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências e Matemática - GEPECIEM","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":80,"projeto_registro":"PES-2026-297","projeto_titulo":"Prospecção de leveduras não-convencionais com potencial probiótico","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SERGIO LUIZ ALVES JUNIOR","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL E DE FERMENTAÇÃO","palavras_chave":"Atividade antimicrobiana; Compostos bioativos; Microbiota","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nO interesse por leveduras como microrganismos probióticos tem crescido significativamente, sobretudo devido à sua capacidade de sintetizar compostos bioativos que promovem benefícios à saúde. Entre as espécies mais estudadas, destaca-se Saccharomyces boulardii, amplamente reconhecida por sua resistência às condições adversas do trato gastrointestinal, ação antagonista contra cepas patogênicas de Escherichia coli e eficácia na atenuação de distúrbios inflamatórios intestinais. Além disso, essa levedura apresenta efeito protetor contra infecções causadas por Candida albicans, reforçando sua relevância terapêutica. Outras espécies, como Kluyveromyces marxianus e Candida utilis, também têm demonstrado potencial promissor, principalmente pela produção de peptídeos antimicrobianos e micocinas capazes de inibir microrganismos patogênicos, contribuindo para a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal (Tadioto et al. 2023, Alves et al. 2022).\r\nNesse contexto, leveduras com propriedades probióticas configuram-se como ferramentas versáteis tanto para aplicações biotecnológicas quanto para estratégias de promoção da saúde. Ainda assim, a vasta diversidade de leveduras presentes em ambientes naturais permanece subexplorada quanto ao seu potencial funcional. Dessa forma, a investigação de linhagens nativas surge como uma abordagem promissora para a identificação de novos microrganismos com propriedades benéficas à microbiota intestinal.\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\nAs leveduras serão isoladas e identificadas conforme descrito por Albarello et al. (2023) e Barrilli et al. (2020). Os cultivos celulares serão realizados conforme Lucaroni et al. (2022) e Tadioto et al. (2022). Os testes de resistência a condições gastrointestinais (tolerância a sais biliares, a temperatura de 37°C e a pH baixos) e de atividade antimicrobiana serão realizados conforme Rahmani et al. (2022). As análises de atividade enzimática serão realizadas conforme Choudhary et al. (2019).\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\nEspera-se identificar novas espécies e linhagens de leveduras com características desejáveis para uso probiótico, incluindo elevada tolerância às condições gastrointestinais e capacidade de inibir microrganismos patogênicos. Além disso, almeja-se selecionar linhagens que não apresentem atividades enzimáticas prejudiciais, garantindo sua segurança de uso. Os resultados obtidos poderão contribuir para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade funcional de leveduras e para o desenvolvimento de novas soluções biotecnológicas voltadas à saúde e à nutrição.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nALBARELLO, M. L. R.; GIEHL, A.; TADIOTO, V.; DOS SANTOS, A. A.; MILANI, L. M.; BRISTOT, J. C. S.; TRAMONTIN, M. A.; TREICHEL, H.; BERNARDI, O.; STAMBUK, B. U.; ALVES, S. L.. Analysis of the Holocellulolytic and Fermentative Potentials of Yeasts Isolated from the Gut of Spodoptera frugiperda Larvae. BioEnergy Research, v. 16, p. 2046-2057, 2023.\r\nALVES, S. L. Jr.; TREICHEL, H. ; BASSO, T. O. ; STAMBUK, B. U. . Are Yeasts \"Humanity's Best Friends\"?. In: Alves SLJr; Treichel H; Basso TO; Stambuk BU. (Org.). Yeasts: From Nature to Bioprocesses. 1ed.: Bentham Science, 2022, v. 2, p. 431-458.\r\nBARRILLI, É. T.; TADIOTO, V.; MILANI, L. M.; DEOTI, J. R.; FOGOLARI, O.; MULLER, C.; BARROS, K. O.; ROSA, C. A.; DOS SANTOS, A. A.; STAMBUK, B. U.; TREICHEL, H.; ALVES, S. L.. Biochemical analysis of cellobiose catabolism in Candida pseudointermedia strains isolated from rotten wood. Archives of Microbiology, v. 202, p. 1729-1739, 2020.\r\nCHOUDHARY, J.; DUBEY, R.C.; SENGAR, G.; DHEEMAN, S. Evaluation of probiotic potential and safety assessment of Lactobacillus pentosus MMP4 isolated from mare’s lactation. Probiotics and Antimicrobial Proteins. 2019, 11, 403-412.\r\nLUCARONI, A. C.; DRESCH, A. P.; FOGOLARI, O.; GIEHL, A.; TREICHEL, H.; BENDER, J. P.; MIBIELLI, G. M.; ALVES, S. L. Jr.. Effects of Temperature and pH on Salt-Stressed Yeast Cultures in Non-Detoxified Coconut Hydrolysate. Industrial Biotechnology, v. 18, p. 205-213, 2022.\r\nRAHMANI, B.; ALIMADADI, N.; ATTARAN, B.; NASR, S. Yeasts from Iranian traditional milk kefir samples: isolation, molecular identification and their potential probiotic properties. Letters in Applied Microbiology. v. 75, p. 1264-1274, 2022.\r\nTADIOTO, V.; GIEHL, A.; CADAMURO, R. D.; GUTERRES, I. Z.; SANTOS, A. A.; BRESSAN, S. K.; WERLANG, L.; STAMBUK, B. U.; FONGARO, G.; SILVA, I. T.; ALVES, S. L.. Bioactive compounds from and against yeasts in the one health context: a comprehensive review. Fermentation, v. 9, p. 363, 2023.\r\nTADIOTO, V.; MILANI, L. M.; BARRILLI, E. T.; BAPTISTA, C. W.; BOHN, L. R.; DRESCH, A. P.; HARAKAVA, R.; FOGOLARI, O.; MIBIELLI, G. M.; BENDER, J. P.; TREICHEL, H.; STAMBUK, B. U.; MULLER, C.; ALVES, S. L. Jr.. Analysis of glucose and xylose metabolism in new indigenous Meyerozyma caribbica strains isolated from corn residues. World Journal Of Microbiology & Biotechnology, v. 38, p. 35, 2022.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Microbiologia Aplicada - GPMA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":81,"projeto_registro":"PES-2026-296","projeto_titulo":"Produção de 2-feniletanol por leveduras isoladas de ambientes naturais","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SERGIO LUIZ ALVES JUNIOR","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL E DE FERMENTAÇÃO","palavras_chave":"Biorrefinaria; Otimização de bioprocessos; Resíduos agroindustriais","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA \r\nA crescente demanda global por compostos naturais e de base sustentável tem impulsionado a bioprospecção de micro-organismos capazes de sintetizar compostos orgânicos voláteis (VOCs) de alto valor biotecnológico. Entre estes metabólitos, o 2-feniletanol (2-PE) destaca-se como um álcool aromático superior com forte odor característico de rosas. Este composto é amplamente requisitado pelas indústrias de cosméticos, alimentos, perfumaria, farmacêutica e química devido às suas excelentes propriedades organolépticas, antimicrobianas e antifúngicas (Fenner et al. 2022). \r\nAtualmente, a maior parte do 2-PE disponível comercialmente é produzida via síntese química (como reações de Friedel-Crafts ou hidrogenação), rotas que empregam precursores tóxicos (como benzeno e óxido de estireno) e geram lodos catalíticos e subprodutos indesejáveis, resultando em elevado impacto ambiental (Bernardino et al. 2024). Leis recentes nos Estados Unidos e Europa têm restringido o uso do 2-PE químico em alimentos e cosméticos. Ao mesmo tempo, a extração direta do 2-PE a partir de óleos essenciais de plantas e flores é economicamente inviável devido ao seu baixo rendimento. Como alternativa, a bioprodução mediada por leveduras desponta como altamente vantajosa, uma vez que o 2-PE obtido por vias naturais recebe o selo de produto GRAS (Generally Recognized as Safe), o que eleva significativamente seu valor de mercado (Scognamiglio et al. 2012). \r\nPara que este bioprocesso seja viável industrialmente, é essencial o emprego de meios de cultura de baixo custo. O uso de resíduos agroindustriais apresenta-se como uma excelente estratégia em biorrefinarias. Combinar tais resíduos constitui uma abordagem promissora e sustentável para impulsionar a bioconversão e reduzir os custos de produção.  \r\n\r\nMETODOLOGIA \r\n1. Preparo dos Substratos: Serão elaborados meios de cultura sustentáveis utilizando resíduos agroindustriais ou meios sintéticos focados no uso de diferentes fontes de carbono presentes nesses resíduos. \r\n2. Ensaios de Fermentação: As leveduras pré-cultivadas serão inoculadas em frascos de Erlenmeyer contendo os meios formulados, sob agitação a 145 rpm. Para maximizar a produção do 2-PE, será empregado um Delineamento Composto Central (DCC) para avaliar os impactos do pH e de diferentes concentrações de carbono (açúcares) e de nitrogênio (como extrato de levedura, ureia e L-fenilalanina). O crescimento celular será quantificado por espectrofotometria (densidade óptica a 570 nm) ao longo de intervalos regulares (Fenner et al. 2025). \r\n3. Análises Cromatográficas: O consumo de açúcares e a produção de etanol serão monitorados nos sobrenadantes utilizando Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC) com detector de índice de refração. Para a quantificação do 2-PE, será realizada uma extração líquido-líquido com diclorometano, e as amostras serão injetadas em um sistema de Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS) equipado com coluna capilar, garantindo a identificação precisa dos perfis metabólicos (Fenner et al. 2025). \r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS \r\nEspera-se que o projeto resulte na obtenção de um banco de novas cepas de leveduras silvestres (potencialmente de espécies como Aureobasidium leucospermi ou Meyerozyma caribbica) com elevada capacidade de tolerância a fatores de estresse industrial. \r\nDo ponto de vista prático e ambiental, projeta-se o estabelecimento de um bioprocesso altamente eficiente pautado nos princípios da economia circular, provando que a combinação de resíduos abundantes no Brasil atua como um substrato ideal que substitui a necessidade de suplementação de nitrogênio sintético, guiando o metabolismo leveduriforme preferencialmente para a síntese de 2-PE através da via de Ehrlich. \r\n\r\nREFERÊNCIAS \r\nFenner, E. D., Bressan, S. K., dos Santos, A. A., Giehl, A., Minussi, G. A., Teixeira, E. A. A., Diniz, M. C., et al. (2025). Ethanol and 2-phenylethanol production by bee-isolated Meyerozyma caribbica strains. Preparative Biochemistry & Biotechnology, 55(3), 359–369. https://doi.org/10.1080/10826068.2024.2414094 \r\nFenner, E. D., Scapini, T., Diniz, M. C., Giehl, A., Treichel, H., Álvarez-Pérez, S., & Alves, S. L. (2022). Nature’s most fruitful threesome: The relationship between yeasts, insects, and angiosperms. Journal of Fungi, 8(10), 984. https://doi.org/10.3390/jof8100984 \r\nBernardino, A. R. S., Torres, C. A. V., Crespo, J. G., & Reis, M. A. M. (2024). Biotechnological 2-phenylethanol production: Recent developments. Molecules, 29(23), 5761. https://doi.org/10.3390/molecules29235761 \r\nScognamiglio, J., Jones, L., Letizia, C. S., & Api, A. M. (2012). Fragrance material review on phenylethyl alcohol. Food and Chemical Toxicology, 50, S224–S239. https://doi.org/10.1016/j.fct.2011.10.028 \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Microbiologia Aplicada - GPMA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":82,"projeto_registro":"PES-2026-295","projeto_titulo":"Estudo de compartimentação planáltica do norte gaúcho, com base na análise associada entre patamares topográficos e estruturas litoestratigráficas.","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JOSE MARIO LEAL MARTINS COSTA","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"GEOMORFOLOGIA","palavras_chave":"Compartimentação planáltica; Litoestruturas; Mapeamento geomorfológico; Norte gaúcho; Patamares topográficos","resumo":"O subprojeto proposto está integrado ao Projeto Guarda-Chuva denominado “Geomorfologia, constituição e fragilidade dos ambientes associados ao trabalho fluvial nos fundos de vales da região norte o estado do Rio Grande do Sul”, que trata da evolução morfogenética em consonância com a constituição dos ambientes de vales do norte gaúcho. Estudos pretéritos ali desenvolvidos, deram-se por meio de subprojetos anteriores focados no dinamismo de processos geomorfológicos de encostas às margens do rio Uruguai, nos Município de Marcelino Ramos e de Vargem Alta, sob o título da “Morfodinâmica e fragilidade ambiental em encostas do Planalto Dissecado do Rio Uruguai”. Nesta nova etapa de estudo, o direcionamento do subprojeto pleiteado se desloca das análises morfodinâmicas locais (ainda que dentro de um contexto regional), para a caracterização de aspectos morfológicos e morfométricos de parcela do planalto da região norte do estado do Rio Grande do Sul. Ao caracterizar as morfologias, e as suas compartimentações no planalto do norte gaúcho, os estudos engendrados também favorecem o delineamento da morfogênese regional, já que a narrativa morfocronológica explicita a sucessão de eventos geológico-geomorfológicos responsáveis pela configuração do relevo atual.\r\nAinda que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tenha uma classificação geomorfológica planáltica para a região (e que será tomado por referência), a abordagem ora proposta é diferenciada metodologicamente, buscando maior refino, e em maior escala espacial articulada. Isto poderá resultar em patamares identificados com maior nitidez, e efetuados sob a ótica da relação superfície topográfica e estratos litoestruturais dentro da Formação Serra Geral, na região analisada.\r\nNo âmbito da classificação geomorfológica do IBGE, será trabalhada a Região Geomorfológica do Planalto das Araucárias, abarcando (principalmente), as Unidades Geomorfológicas do Planalto dos Campos Gerais, do Planalto Dissecado do Rio Uruguai, e o Planalto de Santo Ângelo. No entanto, diferentemente desta compartimentação definida a partir do parâmetro da morfoescultura, a ideia da pesquisa está em buscar identificar a função de controle estrutural das litoestratigrafias, compostas pelas sucessões de derrames efusivos que integram a Formação Serra Geral (e suas redisposições decorrentes de diastrofismos em sistemas de falhas), e contrapor à dissecação das redes hidrográficas (esculpidas durante o embutimento dos sistemas fluviais). Estima-se que a resultante desta análise possa apresentar uma nova configuração de compartimentação planáltica na região, inclusive com a indicação de outras superfícies em patamares, derivadas do antagonismo entre os trabalhos dos agentes intempéricos e as resistências litológicas.\r\nA abordagem metodológica esboçada se baseará: nas informações disponibilizadas pelo Serviço Geológico do Brasil, no Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS), para os levantamentos dos aspectos litoestruturais; e, na experimentação da identificação dos patamares de superfícies a partir de tratamentos estatísticos de dados das cartas topográficas (do IBGE, ou da Diretoria de Serviço Geográfico do Exército) que cobrem a área de estudo.\r\nNeste viés, a pesquisa proposta terá por intuito, na sua área de abrangência, a identificação de conjuntos de patamares e superfícies, que configurem compartimentos geomorfológicos na região planáltica do norte gaúcho, resultantes das disposições e resistências litoestruturais em consonância com os processos exógenos de dissecação e embutimento da rede fluvial. Como produto almejado, está prevista a confecção do mapeamento geomorfológico da área estudada, com o uso dos software Quantum GIS, indicando os resultados da análise proposta.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Geologia de Engenharia e Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":83,"projeto_registro":"PES-2026-294","projeto_titulo":"Prospecção de leveduras promotoras do crescimento de plantas","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SERGIO LUIZ ALVES JUNIOR","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL E DE FERMENTAÇÃO","palavras_chave":"Ácido indol-3-acético; Bioinsumos; Solubilização de nutrientes","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA \r\nAs leveduras são fungos unicelulares amplamente distribuídos em ambientes naturais, incluindo solo, filosfera, rizosfera e até mesmo em associação com insetos polinizadores. Esses microrganismos desempenham papéis ecológicos relevantes, participando de ciclos biogeoquímicos e interagindo com plantas de maneira direta e indireta. Estudos recentes demonstram que diversas espécies de leveduras podem atuar como promotoras do crescimento vegetal por meio de diferentes mecanismos fisiológicos e bioquímicos (Giehl et al. 2023).\r\nUm dos principais mecanismos associados à promoção de crescimento é a produção de fitormônios, especialmente o ácido indol-3-acético (IAA), uma auxina que regula processos fundamentais como elongação celular, formação de raízes laterais e aumento da área de absorção radicular (Madaloz et al. 2025). A produção de IAA por leveduras tem sido amplamente relatada, incluindo espécies dos gêneros Meyerozyma, Candida, Rhodotorula e Saccharomyces, evidenciando seu potencial como bioinoculantes (Oliveira et al. 2025).\r\nAlém da produção de fitormônios, leveduras podem contribuir para a nutrição vegetal por meio da solubilização de nutrientes, como fósforo e zinco, frequentemente presentes em formas não assimiláveis no solo. Elas também produzem enzimas extracelulares que facilitam a disponibilização de carbono e nitrogênio, promovendo um ambiente mais favorável ao crescimento das plantas (Pritsch et al. 2025).\r\nDessa forma, a prospecção de leveduras com as múltiplas funções acima representa uma estratégia promissora para o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas sustentáveis. \r\n\r\nMETODOLOGIA \r\nPara avaliar os perfis de crescimento celular, as linhagens de leveduras da coleção do LabBioLev serão previamente cultivadas em meio sólido YPD (1% de extrato de levedura, 2% de peptona, 2% de glicose e 2% de ágar) por 48 h a 30 °C. Após o pré-cultivo, 1 µL de células de cada cepa será inoculado (utilizando uma alça de inoculação de 1 µL) em frascos Erlenmeyer preenchidos até um quinto de sua capacidade funcional com meio YPD líquido (sem ágar). As culturas serão mantidas sob agitação e protegidas da luz (para evitar a degradação do ácido indol-3-acético) em agitador orbital a 145 rpm por 48 h a 30 °C. A inoculação das linhagens nos meios será considerada como tempo “0” (zero) e, a partir desse momento, amostras serão coletadas em 14, 24, 38 e 48 h de cultivo. Parte dessas amostras será utilizada para monitorar o crescimento celular por meio da medição da densidade óptica (DO) a 570 nm. Outra alíquota será submetida à centrifugação (9000× g, 3 min), sendo que os sobrenadantes resultantes serão utilizados para a determinação do ácido indol-3-acético.\r\nA quantificação do ácido indol-3-acético (AIA) será realizada utilizando um método colorimétrico com o reagente de Salkowski (2 mL de cloreto férrico III 0,5 M e 98 mL de ácido perclórico a 35%), conforme descrito por Oliveira et al. (2025). Para esse fim, uma curva padrão com cinco diferentes concentrações de AIA será inicialmente preparada. Em cada análise, 500 µL do reagente de Salkowski serão misturados com 500 µL da amostra. A reação será incubada por 30 min à temperatura ambiente, protegida da luz. Posteriormente, as amostras serão analisadas em espectrofotômetro, e a absorbância será registrada a 530 nm. \r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS \r\nEspera-se, ao final do projeto, obter uma seleção de leveduras isoladas de diferentes ambientes com potencial biotecnológico relevante para a agricultura. Entre os principais resultados esperados, destaca-se a identificação de linhagens capazes de produzir quantidades significativas de ácido indol-3-acético, contribuindo diretamente para o crescimento vegetal.\r\nAlém disso, espera-se identificar leveduras com capacidade de solubilizar nutrientes essenciais, como fósforo, o que pode melhorar a eficiência do uso de fertilizantes e reduzir impactos ambientais. \r\nDo ponto de vista científico, o projeto contribuirá para o avanço do conhecimento sobre a diversidade e o papel funcional das leveduras em agroecossistemas, especialmente em regiões ainda pouco exploradas. Do ponto de vista tecnológico, os resultados poderão subsidiar o desenvolvimento futuro de bioinsumos, como inoculantes microbianos, alinhados com práticas agrícolas mais sustentáveis. \r\n\r\nREFERÊNCIAS \r\nGIEHL, A.; DOS SANTOS, A.A.; CADAMURO, R.D.; TADIOTO, V.; GUTERRES, I.Z.; PRÁ ZUCHI, I.D.; MINUSSI, G.A.; FONGARO, G.; SILVA, I.T.; ALVES, S.L. Biochemical and Biotechnological Insights into Fungus-Plant Interactions for Enhanced Sustainable Agricultural and Industrial Processes. PLANTS, v. 12, p. 2688, 2023.\r\nMADALOZ, A.P.; SETTE, C.K.; DE OLIVEIRA, C.G.; TREICHEL, H.; ALVES, S.L.; SILVA, V.N. Effect of a flower-isolated yeast on seed germination and seedling growth of carrot and cauliflower. DISCOVER PLANTS, v. 2, p. 279, 2025.\r\nOLIVEIRA, C.G.; SANTOS, A.A.; PRITSCH, E.J.P.; BRESSAN, S.K.; GIEHL, A.; FOGOLARI, O. ; MOSSI, A.J.; TREICHEL, H.; ALVES, S.L. Production of Indole-3-Acetic Acid and Degradation of 2,4-D by Yeasts Isolated from Pollinating Insects. MICROORGANISMS, v. 13, p. 1492, 2025.\r\nPRITSCH, E.J.P.; SCHUTZ, D.; OLIVEIRA, C.G.; CAMARGO, A.F.; CABRERA, L. C.; SANTOS, A.A.; MOSSI, A.J.; TREICHEL, H.; ALVES, S.L. A two-way street: how are yeasts impacted by pesticides, and how can they help solve agrochemical contamination problems? PROCESSES, v. 12, p. 2555, 2024.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Microbiologia Aplicada - GPMA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":84,"projeto_registro":"PES-2026-293","projeto_titulo":"Prospecção de leveduras para geração de produtos biotecnológicos","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"SERGIO LUIZ ALVES JUNIOR","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL E DE FERMENTAÇÃO","palavras_chave":"Carboidratos; Compostos Bioativos; Etanol; Fermentação","resumo":" \r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nA crescente demanda por processos sustentáveis e pela substituição de insumos de origem fóssil tem impulsionado o avanço da biotecnologia microbiana como plataforma estratégica para a produção de compostos de alto valor agregado. Nesse contexto, as leveduras destacam-se como organismos versáteis, robustos e metabolicamente diversos, capazes de crescer em ampla variedade de substratos e condições ambientais. Tradicionalmente exploradas em processos fermentativos clássicos, como na produção de alimentos e bebidas, essas células têm sido cada vez mais reconhecidas pelo seu potencial em aplicações inovadoras, incluindo a síntese de metabólitos bioativos, enzimas, biopolímeros e moléculas com propriedades industriais e farmacêuticas (Alves et al. 2022a). \r\nA biodiversidade microbiana representa um reservatório ainda subexplorado de características genéticas e metabólicas com grande potencial biotecnológico. Ecossistemas naturais, especialmente aqueles pouco perturbados ou com condições ambientais específicas, abrigam uma diversidade de leveduras adaptadas a nichos ecológicos distintos, muitas vezes apresentando capacidades metabólicas únicas. A prospecção sistemática dessas leveduras, aliada a abordagens modernas de caracterização fisiológica, bioquímica e molecular, permite identificar linhagens com propriedades desejáveis para aplicações industriais, como tolerância a estresses, capacidade de metabolizar diferentes fontes de carbono e produção eficiente de compostos de interesse (Alves et al. 2022b). \r\nAlém disso, a integração de estratégias de seleção, adaptação e eventual modificação metabólica amplia o potencial de uso dessas leveduras como plataformas celulares. A utilização de resíduos agroindustriais como substratos fermentativos reforça o caráter sustentável desses processos, contribuindo para a valorização de subprodutos e para a economia circular. Dessa forma, a prospecção de leveduras não apenas amplia o conhecimento sobre a diversidade microbiana, mas também fornece bases sólidas para o desenvolvimento de bioprocessos inovadores, alinhados às demandas ambientais e econômicas contemporâneas (Alves et al. 2023). \r\nConsiderando o avanço das ferramentas analíticas e o crescente interesse por soluções biotecnológicas sustentáveis, torna-se estratégico desenvolver projetos abrangentes que integrem a prospecção, caracterização e avaliação do potencial biotecnológico de leveduras, criando um pipeline contínuo de descoberta e aplicação de novos microrganismos. \r\n\r\nMETODOLOGIA \r\nO isolamento e a identificação de leveduras serão realizados conforme descrito por Fenner et al. (2025) e Giehl et al. (2025). Os cultivos celulares serão realizados segundo Albarello et al. (2023) e Tadioto et al. (2023). Os metabólitos serão quantificados de acordo com os protocolos descritos por Oliveira et al. (2025) e Tadioto et al. (2026).\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS \r\nEspera-se que, ao longo dos dois anos de execução do projeto, seja estabelecida uma coleção representativa de leveduras provenientes de diferentes fontes e ambientes, devidamente isoladas, caracterizadas e preservadas. Essa coleção deverá constituir uma base sólida para estudos futuros, ampliando o acesso a recursos microbianos com potencial de aplicação biotecnológica. \r\nOutro resultado relevante será a identificação de linhagens com características promissoras, como elevada capacidade fermentativa, produção de metabólitos de interesse, tolerância a condições adversas e aptidão para utilização de substratos alternativos. Essas características poderão indicar aplicações em diferentes setores, incluindo alimentos, energia, meio ambiente e saúde. \r\nO projeto também deverá gerar conhecimento sobre a diversidade funcional das leveduras prospectadas, contribuindo para a compreensão de suas capacidades metabólicas e de suas interações com o ambiente. Esse conhecimento poderá subsidiar estratégias de otimização de processos e seleção direcionada de linhagens para aplicações específicas.\r\nAdicionalmente, espera-se consolidar metodologias de prospecção e triagem que possam ser aplicadas de forma contínua em estudos futuros, fortalecendo a capacidade de inovação e desenvolvimento tecnológico. A geração de dados científicos relevantes deverá resultar em publicações, formação de recursos humanos qualificados e potencial estabelecimento de parcerias acadêmicas e tecnológicas. \r\nPor fim, o projeto deverá contribuir para a valorização da biodiversidade microbiana e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis, alinhadas aos princípios da bioeconomia, reforçando o papel estratégico das leveduras como plataformas versáteis na geração de produtos biotecnológicos. \r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\nAlbarello MLR, Giehl A, Tadioto V, Dos Santos AA, Milani LM, Bristot JCS, Tramontin MA, Treichel H, Bernardi O, Stambuk BU, Alves SL Jr. Analysis of the holocellulolytic and fermentative potentials of yeasts isolated from the gut of Spodoptera frugiperda larvae. BIOENERGY RESEARCH. 2023;16:2046-2057. \r\nAlves SL Jr, Fongaro G, Treichel H. Second-generation biorefinery: a Brazilian perspective. BIOPROCESS AND BIOSYSTEMS ENGINEERING. 2023;46:1075-1076. \r\nAlves SL Jr, Scapini T, Warken A, Klanovicz N, Procopio DP, Tadioto V, Stambuk BU, Basso TO, Treichel H. Engineered Saccharomyces or prospected non-Saccharomyces: is there only one good choice for biorefineries? In: Alves SL Jr, Treichel H, Basso TO, Stambuk BU, editors. Yeasts: From Nature to Bioprocesses. 1st ed. Bentham Science; 2022a. p.243-283. \r\nAlves SL Jr, Treichel H, Basso TO, Stambuk BU. Are yeasts “humanity’s best friends”? In: Alves SL Jr, Treichel H, Basso TO, Stambuk BU, editors. Yeasts: From Nature to Bioprocesses. 1st ed. Bentham Science; 2022b. p.431-458. \r\nFenner ED, Bressan SK, Santos AA, Giehl A, Minussi GA, Teixeira EAA, Diniz MC, Werlang L, Fogolari O, Rosa CA, Treichel H, Cabrera LC, Alves SL Jr. Ethanol and 2-phenylethanol production by bee-isolated Meyerozyma caribbica strains. PREPARATIVE BIOCHEMISTRY & BIOTECHNOLOGY. 2025;55:359-369. \r\nGiehl A, Dos Santos AA, Werlang L, Teixeira EAA, Lopes JC, Treichel H, Duarte RTD, Rosa CA, Stambuk BU, Alves SL Jr. Prospecting araucaria-associated yeasts for second-generation biorefineries. SUSTAINABILITY. 2025;17:8134. \r\nOliveira CG, Santos AA, Pritsch EJP, Bressan SK, Giehl A, Fogolari O, Mossi AJ, Treichel H, Alves SL Jr. Production of indole-3-acetic acid and degradation of 2,4-D by yeasts isolated from pollinating insects. MICROORGANISMS. 2025;13:1492. \r\nTadioto V, Deoti JR, Müller C, De Souza BR, Fogolari O, Purificação M, Giehl A, Deoti L, Lucaroni AC, Matsushika A, Treichel H, Stambuk BU, Alves SL Jr. Prospecting and engineering yeasts for ethanol production under inhibitory conditions: an experimental design analysis. BIOPROCESS AND BIOSYSTEMS ENGINEERING. 2023;46:1133-1145. \r\nTadioto V, Santos AA, Giehl A, Bressan SK, Souza AKF, Farias I, Oliveira MA, Fogolari O, Teixeira EAA, Rosa CA, Pinto AR, Fongaro G, Silva IT, Alves SL Jr. Prospecting bioactive potential and phenolic compounds in Brazilian yeast strains. CURRENT MICROBIOLOGY. 2026;83:77. \r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Microbiologia Aplicada - GPMA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":85,"projeto_registro":"PES-2026-292","projeto_titulo":"Tecnologias sustentáveis de cobertura de substrato no cultivo de mirtileiro  em quarto ciclo produtivo em sistema orgânico de produção. ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CLAUDIA SIMONE MADRUGA LIMA","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"MANEJO E TRATOS CULTURAIS","palavras_chave":"Biloxi; Blueberry,; pinus; Vaccinium,","resumo":"O mirtileiro é uma frutífera clima temperado, pertencente à família Ericaceae, e ao \r\ngênero Vaccinium que possui grande interesse econômico e nutracêutico. Entretanto na região de \r\nLaranjeiras do Sul, desconhece-se o seu potencial agronômico. Objetivo, Avaliar estratégias de \r\ncobertura de substrato como tecnologia de manejo para o cultivo orgânico de mirtileiro (cultivar \r\nBiloxi) em quarto ciclo produtivo, visando otimizar o desempenho agronômico e a \r\nsustentabilidade do sistema em cultivo em vasos. O experimento será conduzido na área \r\nexperimental setor de Horticultura. Como material vegetal serão utilizadas plantas de mirtileiro \r\ncultivar Biloxi de qaurto ano. As plantas serão avaliadas até o momento da colheita. As \r\navaliações realizadas serão fenológicas, aspectos da planta, produtivas. O experimento irá \r\nproporcionar maior estimulo da cultura  na região de forma orgânica. E ainda, esclarecendo \r\ndúvidas dos produtores e técnicos aproximando as instituições da sociedade.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":86,"projeto_registro":"PES-2026-291","projeto_titulo":"Infraestrutura e desenvolvimento regional: a contribuição do investimento público no Oeste de Santa Catarina","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"DARLAN CHRISTIANO KROTH","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO","palavras_chave":"Desenvolvimento regional; Mercosul; Plano de Aceleração do Crescimento","resumo":"A Mesorregião Oeste de Santa Catarina, é umas das seis mesorregiões do estado catarinense, compreende uma população de cerca de 1,36 milhão de habitantes distribuídos em 118 municípios, sendo que 73% desses municípios, apresentam população abaixo de 10 mil habitantes (IBGE, 2025). A região é responsável por cerca de 17% do PIB catarinense e vem apresentando um crescimento econômico, populacional e de renda per capita, acima da média nacional desde o ano de 2010 (IBGE, 2024).   O Oeste Catarinense reúne um rico complexo agroindustrial de proteína animal (suína e avícola), com forte presença da agricultura familiar que atua em parceria com cooperativas, e nos últimos anos, vem se destacando também no setor de lácteos (Lins; Mattei, 2010; Kroth, 2016).\r\nTal complexo abrange desde a produção genética e nutricional do plantel até a existência de uma indústria metal-mecânica e uma rede de prestadores de serviços, que acompanham o paradigma tecnológico mundial. Mais recentemente (final de 2019), a região vem ampliando sua participação no comércio internacional, por conta da abertura de novos mercados (países asiáticos, incluindo China), em virtude do status da qualidade sanitária animal que possui o estado catarinense. Essas vantagens comparativas regionais vêm atraindo novos investimentos, como indústrias e serviços correlatos e de infraestrutura, impulsionando e dinamizando a matriz socioeconômica regional. Segundo Thirwall (2002), é exatamente essa presença da indústria, que possui capacidade de impulsionar as diferentes atividades ligadas a cadeia produtiva alimentícia (carnes e lácteos) – os chamados efeitos para frente e para trás - e a conquista de mercados internacionais, que podem ser apontados como importantes motores do desenvolvimento regional. \r\nCompreende-se que essa prosperidade foi sendo construída ao longo do tempo, alinhando diferentes fatores (privados e públicos), aproveitando oportunidades e criando soluções aos desafios que foram se colocando no horizonte. Tais elementos se aproximam dos fatores institucionais, também denominados de capital social. Para o institucionalismo, os fatores que promovem o desenvolvimento vão se constituindo ao longo da história, que ajudam a explicar os padrões de desenvolvimento entre regiões/países. A força desses fatores institucionais, complementadas com políticas públicas específicas, é uma das possíveis explicações para a pesquisa que se intenta desenvolver (Kroth; Zanella, 2024).\r\nDestaca-se que nesses 25 anos, há um conjunto de fatores macroeconômicos e geopolíticos que devem ser adicionados aos fatores institucionais locais, como a presença de governos nacionais progressistas no início do século que fomentaram um conjunto de políticas públicas e de investimentos estruturantes na região, a ascensão de um novo player global, a China, que impulsionou a demanda internacional por alimentos e um movimento migratório populacional, que contribuíram para gerar novos investimentos, criar demanda pelos produtos regionais e gerar renda para movimentar a economia. \r\nPor outro lado, o dinamismo do início do século XXI, contrasta com as dificuldades que a região enfrentou no final do século XX, conforme expostas por Corazza (2016). Na década de 1990, quando da abertura comercial brasileira e maior concorrência doméstica, teve-se a falência de um grande frigorífico, potencializando as dificuldades enfrentadas pela agricultura familiar (degradação ambiental e sucessão familiar). Neste período, a região observou uma grande depressão econômica (Testa et al., 1996). Apesar desse contexto adverso, a região soube se reinventar e superar as dificuldades. \r\nÉ com base nesse contexto que surge a problemática dessa pesquisa: quais fatores ajudam a explicar o dinamismo dessa região?\r\nDessa maneira, a presente pesquisa tem como objetivo principal desenvolver estudo socioeconômico sobre o desenvolvimento regional da mesorregião Oeste Catarinense no primeiro quarto do século XXI. Esse objetivo geral se desagrega em quatro objetivos específicos articulados: i) formar um banco de dados secundários de diferentes variáveis demográficas e socioeconômicas que explicam o desenvolvimento regional; ii) realizar pesquisa bibliográfica sobre a formação socioeconômica da mesorregião Oeste dos últimos 100 anos; iii) investigar os principais eventos socioeconômicos que ajudam a explicar o dinamismo socioeconômico da mesorregião Oeste nos primeiros 25 anos do século XXI; e, iv) elaborar publicação sobre a trajetória do desenvolvimento regional do Oeste Catarinense no século XXI. \r\nPara alcançar o objetivo geral proposto, utilizar-se-á o método histórico-dedutivo. Segundo Bresser-Pereira (2009) e Corazza (2009), esse método, de matriz histórica, é tradicional na análise socioeconômica, buscando fazer interpretações dos fenômenos socioeconômicos, a partir da observação das mudanças e complexidades que permeiam a realidade. Dessa forma, é um método que reúne e analisa dados e fatos (experiências históricas), analisando suas regularidades e tendências. Os objetivos específicos serão atingidos mediante análise de dados secundários (Favero e Belfiore, 2021), pesquisa bibliográfica e documental (Gil, 2021), respectivamente. As fontes de pesquisa compreende as bases estatísticas do IBGE, IPEA, RAIS e Secretaria da Fazenda de Santa Catarina. Já as fontes bibliográficas e documentais referem-se as diferentes publicações alinhadas com a temática do desenvolvimento regional e de estudos regionais sobre o Oeste de Santa Catarina, abrangendo livros, artigos, teses, dissertações, relatórios e sites de organizações.\r\nOs principais resultados esperados com a pesquisa são: publicação de um livro e dois artigos científicos. Os artigos científicos estarão alinhados com orientações de TCC (curso de Administração) e/ou de dissertações de mestrado (mestrado profissional em Administração Pública e de Ciência e Tecnologia Ambiental), em que o proponente atua. Dessa forma, a pesquisa visa articular os estudantes dos PPGs com suas respectivas linhas de pesquisa.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Desenvolvimento Rural e Regional Sustentável (DRRS)","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":87,"projeto_registro":"PES-2026-290","projeto_titulo":"Aumento da resiliência dos cultivos ao déficit hídrico pela proposição de novos valores de Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) para aplicação superficial de calcário","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RENAN COSTA BEBER VIEIRA","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"FERTILIDADE DO SOLO E ADUBAÇÃO","palavras_chave":"Acidez do solo; calagem; manejo de acidez","resumo":"Aumento da resiliência dos cultivos ao déficit hídrico pela proposição de novos valores de Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) para aplicação superficial de calcário\r\n\r\n\r\nIntrodução e justificativa\r\n\r\nA acidez do solo continua sendo um dos maiores limitantes para produção agrícola no Brasil. Mesmo em estados com longo histórico de pesquisa e com metodologias bem estabelecidas para diagnóstico da acidez e recomendação de corretivos, como o Rio Grande do Sul, os levantamentos mais recentes ainda mostram que 90% das áreas cultivadas apresentam pH do solo da camada superficial do solo abaixo de 6,0. Esse cenário torna-se ainda mais preocupante se considerarmos camadas subsuperficiais do solo (i.e., 10-20, 20-40 cm). Baixos valores de pH aumentam o potencial de toxidez por Al3+, impactando diretamente no crescimento radicular e, consequentemente, na absorção de nutrientes e água. Como resultado, as plantas tornam-se mais susceptíveis ao déficit hídrico, o que é preocupante num cenário de mudanças climáticas com estiagens cada vez mais frequentes. \r\nUma das causas da ineficiência na correção da acidez do solo é a aplicação superficial de calcários agrícolas de granulometria grossa em áreas sob plantio direto sem posterior incorporação. A estimativa dos valores de poder relativo de neutralização total (PRNT) de calcários agrícolas vigente no Brasil é realizada com base na qualidade química e física dos corretivos (Brasil, 2006). Segundo essa legislação, o corretivo de acidez deve ser constituído de partículas que passem 100% (cem por cento) em peneira de 2 (dois) milímetros (ABNT nº10), no mínimo 70% (setenta por cento) em peneira de 0,84 (zero vírgula oitenta e quatro) milímetros (ABNT nº 20) e no mínimo 50% (cinquenta por cento) em peneira de 0,3 (zero vírgula três) milímetros (ABNT nº 50). Considera-se que as partículas com tamanho <0,3 mm tem reatividade de 100%, partículas com tamanho entre 0,3 e 0,84 mm tem reatividade de 60%, e partículas com tamanho entre 0,84 e 2,0 mm tem reatividade de 20%, sendo esses valores médios de reatividade considerados para um período de três meses. \r\nEsses valores foram estabelecidos com base em estudos que preveem a incorporação do calcário ao solo, o que potencializa sua solubilização e efetiva correção da acidez. Contudo, na aplicação superficial do calcário, as partículas mais grosseiras (i.e. 0,3-0,84 e 0,84-2,0 mm) tendem a ter sua solubilização reduzida devido ao menor contato com a acidez do solo, estando localizada em uma região de pH mais elevado e com maior concentração de Ca e Mg, promovida pela solubilização das partículas mais finas (i.e. <0,3 mm). Dessa forma, tornam-se necessários estudos de campo que avaliem a efetividade da reatividade das partículas do calcário, especialmente as mais grosseiras, em sistemas de plantio direto, onde o calcário é aplicado em superfície sem incorporação posterior.\r\n\r\n\r\nObjetivos\r\n\r\nGeral:\r\nAvaliar a resiliência dos cultivos ao déficit hídrico como efeito da correção da acidez do solo utilizando diferentes tamanhos de partículas de calcário.\r\n\r\n\r\nEspecíficos:\r\nAvaliar, ao longo do tempo, a reatividade efetiva de diferentes tamanhos de partículas de calcário aplicados em superfície, sem incorporação, em SPD. \r\nEstimar a efetividade dessas frações granulométricas na correção da acidez do solo em subsuperfície. \r\nPropor novos valores de Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT, %) para calcários aplicados em superfície em sistemas de plantio direto no Sul do Brasil.\r\n\r\nMetodologia\r\nO experimento foi instalado em fevereiro de 2026 na Área Experimental da UFFS – Cerro Largo, em um Latossolo sob SPD. O solo inicial apresentava na camada de 0-20 cm o pH em agua de 5,2 e o índice SMP de 5,6. A dose de calcário aplicada na instalação do experimento foi calculada com base na acidez potencial (Índice SMP) da camada de 0-20 cm, visando atingir um valor de pH 6,0 nessa camada de solo. O calcário utilizado foi caracterizado quanto ao seu poder de neutralização (PN), granulometria (eficiência relativa – ER), e Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT, %).\r\nO calcário foi peneirado em malha de 0,3 e 0,84 mm, para se obter diferentes frações granulométricas: fração total (<2,0 mm), fração fina (<0,3 mm), fração intermediária (0,3-0,84 mm) e fração grosseira (0,84-2,0 mm). Os tratamentos principais foram compostos da mesma dose de calcário (para elevar o pH até 6,0 na camada de 0-20 cm) utilizando diferentes classes granulométricas Tabela 1. Após aplicação dos tratamentos na superfície do solo, metade das parcelas foi incorporada, formando o segundo fator experimental: (1) aplicação superficial e (2) aplicação com incorporação. \r\n\r\nTabela 1. Tratamentos utilizando diferentes classes granulométricas de calcário e óxido de Ca e Mg, em um Latossolo e um Argissolo do Rio Grande do Sul.\r\nTrat.\tCorretivo\tClasse granulométrica\tAjuste da dose a ser aplicada\tPRNT %\tPN \r\n%\tDose aplicada\r\nt/ha\r\n1\tSem aplicação\t-\t-\t-\t\t0\r\n2\tCalcário\tFração total (<2,0 mm)\tEm função do PRNT\t72,9\t\t6,8\r\n3\tCalcário\t<0,3 mm\tEm função do PN\t\t102,8\t5,3\r\n4\tCalcário\t0,3–0,84 mm\tEm função do PN\t\t102,8\t5,3\r\n5\tCalcário\t0,84–2,0 mm\tEm função do PN\t\t102,8\t5,3\r\n6\tÓxido de Ca e Mg\t<0,3 mm\tEm função do PRNT\t170\t\t3,2\r\n\r\nDurante a condução do experimento serão cultivados trigo e soja. A adubação utilizada será a mesma em todos os tratamentos e conforme as recomendações da Comissão de Química e Fertilidade do Solo do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (CQFS-RS/SC, 2016). Em cada safra será avaliada a produtividade. As coletas de solo serão realizadas após 1, 3, 6, 9, 12 e 18 meses da instalação dos experimentos nas camadas de 0-5, 5-10, 10-15 e 15-20 cm de profundidade. As amostras de solo serão secas ao ar e peneiradas em malha de 2,0 mm. O pH em água será determinado na relação solo/água de 1:1. O teor trocável de Al, Ca e Mg será obtido com extração com KCl 1 mol L-1 (Tedesco et al., 1995). O Al3+ trocável será determinado por titulação com solução de NaOH 0,0125 mol L-1; Ca2+ e Mg2+ serão determinados por espectrometria de absorção atômica. A acidez potencial (H+ + Al3+) será estimada pela extração com acetato de Ca a pH 7,0 e posterior titulação com NaOH. Por fim, a CTC a pH 7,0 será estimada pela soma dos teores de H+ + Al3+ + Ca2+ + Mg2+ + K+ (CQFS-RS/SC, 2016). De posse desses resultados, será calculada a saturação por Al3+ e a saturação por Ca2+ + Mg2+ + K+ do solo. A eficiência relativa (ER) das frações de calcário será estimada a partir da estequiometria entre acidez do solo e a quantidade de base adicionada comparando com o tratamento controle com oxido dolomítico. Além disso, a produtividade das culturas será utilizada como indicador biológico da ER das frações de calcário.\r\n\r\nResultados esperados\r\nGerar informações que sirvam de subsídio para atualizar a legislação e os sistemas de recomendações oficiais de recomendação de fertilizantes e corretivos quanto à reatividade dos calcários agrícolas utilizados com aplicação superficial sem incorporação ao solo. Desta forma, os resultados obtidos neste estudo possuem caráter de desenvolvimento tecnológico e inovação. \r\nA correção efetiva da acidez desses solos aumentará a resiliência produtiva, especialmente em anos adversos, como em períodos de estiagem em fases críticas do cultivo.\r\nO projeto também almeja formar recursos humanos, com o envolvimento direto de bolsistas e voluntários de iniciação científica, inserindo jovens acadêmicos na pesquisa e instigando-os no estudo de tecnologias agrícolas sustentáveis. Em adição, espera-se fortalecer a pesquisa na região Noroeste Gaúcha e no curso de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul.\r\n \r\n\r\nReferências\r\n\r\nTedesco MJ, Gianello C, Bissani CA, Bohnen H, Volkweiss SJ. Análise de solo, plantas e outros materiais. 2a ed. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 1995.\r\nBRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Instrução Normativa SDA nº 35, de 4 de julho de 2006. Dispõe sobre a qualidade dos corretivos agrícolas. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 132, p. 32, 12 jul. 2006.\r\nCOMISSÃO DE QUÍMICA E FERTILIDADE DO SOLO - CQFS-RS/SC (2016) Manual de calagem e adubação para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 11st ed. Sociedade Brasileira De Ciência Do Solo – Núcleo Regional Sul, Porto Alegre.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Monitoramento e Qualidade Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":88,"projeto_registro":"PES-2026-289","projeto_titulo":"Produtividade das culturas agrícolas em função da incorporação de fósforo no solo e de doses de fertilizante na linha de semeadura ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RENAN COSTA BEBER VIEIRA","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"FERTILIDADE DO SOLO E ADUBAÇÃO","palavras_chave":"calibração; camada de amostragem; Mehlich-1; Mehlich-3","resumo":"Produtividade das culturas agrícolas em função da incorporação de fósforo no solo e de doses de fertilizante na linha de semeadura \r\n\r\nIntrodução e referencial teórico\r\n\r\nO fósforo (P) é um dos nutrientes mais pesquisados na ciência do solo (BAVEYE, 2015) e o nutriente de maior limitação para a produção agrícola. Os solos brasileiros são naturalmente pobres em P, sendo a adição de P ao solo realizada através da aplicação de fertilizantes. As adubações fosfatadas para culturas anuais agrícolas são estabelecidas a partir de uma avaliação da fertilidade por meio da coleta e da análise de solo, seguida da interpretação de disponibilidade do nutriente e da recomendação de dose de fertilizante (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nA adequada avaliação de disponibilidade de P pela análise de solo é essencial para a correta recomendação de fertilizantes. Atualmente, as análises de P no solo nos Estados do RS e SC são realizadas através do extrator ácido Mehlich-1 (M-1), com método alternativo o Mehlich-3 (M-3) (CQFS-RS/SC, 2016). O extrator M-3 apresenta como vantagens a menor sensibilidade à aplicação de fosfatos naturais, além de extrair multielementos (P, K, Ca, Mg, Cu, Zn, Mn - Mehlich (1984)), simplificando a análise de solo (BORTOLON; GIANELLO, 2012). Entretanto, são escassos os estudos de calibração de P a campo (avaliação da produtividade de grãos em solos com distinta disponibilidade de P) nestes Estados utilizando o M-3, sendo adotadas algumas equações para transformação dos valores obtidos em M-3 para M-1 (BORTOLON; GIANELLO, 2008). \r\nO método M-3 tem grande potencial de adoção pela CQFS-RS/SC (2016), substituindo o M-1 (MUMBACH; OLIVEIRA; WARMLING; GATIBONI, 2018). Entretanto, o uso simplificado de equações de transformação dos valores de M-3 para M-1 é frágil, pois distintos estudos apresentam distintas equações de ajuste (BORTOLON; GIANELLO, 2008; MUMBACH; GATIBONI; DALL'ORSOLETTA; SCHMITT et al., 2020; MUMBACH; OLIVEIRA; WARMLING; GATIBONI, 2018). Esta variabilidade aumenta o risco de erro na avaliação da disponibilidade de P do solo com o uso de equações de ajuste entre os métodos, fortalecendo a necessidade de estudos de calibração a longo prazo que mensurem a real disponibilidade de P por M-3 e sua relação com a produtividade das culturas, buscando definir teores críticos de P para o M-3 (MUMBACH; OLIVEIRA; WARMLING; GATIBONI, 2018).\r\nA base de estudos de calibração de P e recomendação de doses que norteia o Manual de Calagem e Adubação para as culturas do estado do RS e SC foi desenvolvida majoritariamente entre as décadas de 60 e 80, em solos cultivados em preparo convencional e com culturas com baixo potencial produtivo (SCHLINDWEIN; GIANELLO, 2004; 2005). Com o estabelecimento do sistema plantio direto (SPD), diversas atualizações nas recomendações foram realizadas entre 1990 e 2016, buscando a partir de trabalhos isolados reajustar e adequar a camada de amostragem, os teores críticos e as doses de nutrientes para este manejo conservacionista (CQFS-RS/SC, 2016). Entretanto, as áreas experimentais em meados dos anos 2000 estavam há poucos anos em SPD e apresentavam produtividades médias inferiores a 3.000, 2.000 e 4.500 kg/ha de soja, trigo e milho, respectivamente (SCHLINDWEIN; GIANELLO, 2008). A produtividade de grãos das cultivares modernas duplicou desde os anos 2000. Neste cenário, a maior extração de P pelas plantas pode demandar maiores teores de P no solo, refletindo em distinta resposta das culturas à adubação fosfatada (CCGL-RTC, 2024).\r\nA adoção da camada de 0-10 cm pela CQFS-RS/SC (2016) para avaliação da disponibilidade de P e recomendação de adubação em solos sob SPD também derivou destes ajustes realizados na década de 90 (SCHLINDWEIN; J.A.; ANGHINONI, 2000). Esta camada tem sido questionada atualmente sobre a sua exatidão na avaliação da fertilidade, bem como os valores definidos como “teores críticos” (CCGL-RTC, 2024). De fato, nos primeiros anos de SPD se observou a estratificação de nutrientes no solo com maior concentração na camada superficial (ELTZ; PEIXOTO; JASTER, 1989) e correlações desta camada de amostragem com a produtividade das culturas (SCHLINDWEIN; GIANELLO, 2008). Entretanto, com o avanço dos anos em SPD, diversos estudos têm observado a necessidade de revisão desta camada e das doses de correção de P a serem incorporadas na implantação do SPD (MUMBACH; GATIBONI; DALL'ORSOLETTA; SCHMITT et al., 2021), visto que maiores produtividades das culturas têm sido obtidas em solos com maior disponibilidade de P em camadas inferiores, como 10-20 e 20-30 cm (BELLINASO; TIECHER; DE VARGAS; RHEINHEIMER, 2021; MUMBACH, 2021; OLIVEIRA JUNIOR; CASTRO, 2013). Dessa forma, é necessário avançar em estudos que avaliem camadas de amostragem do solo, doses de correção de P para implantação do SPD e curvas de resposta à adubação para altos tetos produtivos.\r\n\r\nObjetivos\r\nGeral:\r\nAvaliar a produtividade de culturas agrícolas em função da adubação fosfatada em diferentes classes de disponibilidade de fósforo no solo, buscando gerar subsídios para a calibração de fósforo extraído por Mehlich-1 e Mehlich-3 em solo argiloso do noroeste do RS.\r\n\r\nEspecíficos:\r\n- Obter curvas de resposta das culturas às doses de P aplicadas em linha de semeadura.\r\n- Verificar o efeito das doses de correção incorporadas no solo na produtividade das culturas.\r\n- Relacionar a disponibilidade de P extraído por Mehlich-1 e Mehlich-3 de diferentes camadas de amostragem com a produtividade das culturas.\r\n\r\nMetodologia\r\nO experimento foi instalado em abril de 2025 na área experimental da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Cerro Largo, Rio Grande do Sul, Brasil (28°08'26\"S, 54°45'42\"O).\r\nO clima da região é classificado como subtropical úmido de verão quente (Cfa) de acordo com a classificação de Köppen. A precipitação média anual é de 1.989 mm e temperatura média de 20,7 oC, sendo janeiro o mês mais quente (32,7 oC) e julho o mais frio (10,8 oC) (INMET, 2025). A área experimental está posicionada em uma altitude média de 220 m, em um Latossolo Vermelho (SANTOS; JACOMINE; ANJOS; OLIVEIRA et al., 2018), com 560 g kg-1 argila e 2,8 mg dm-3 de P na camada de 0-20 cm, sendo classificada como “Muito baixa” disponibilidade de P (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nO delineamento experimental é de blocos ao acaso, com três repetições. Nas parcelas principais (15 x 3 m) são alocadas as quatro doses de adubação fosfatada (0, 50, 100 e 200 kg ha-1 de P2O5) na linha de semeadura das culturas, enquanto que as três doses de correção de P (0, 160 e 320 kg ha-1 de P2O5) foram incorporadas (5 x 3 m) na camada de 0-20 cm em faixas nos blocos em abril de 2025. \r\nA incorporação das doses de correção de P na camada de 0-20 cm foi realizada na instalação do experimento, com a aplicação do fertilizante fosfatado (superfosfato triplo) superficialmente, seguido de aração e gradagem. As doses de adubações fosfatadas na linha de semeadura serão aplicadas em cada safra, na forma de superfosfato triplo. As demais adubações (nitrogenada e potássica, quando necessárias) serão idênticas para todo o experimento e seguirão as recomendações vigentes (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nEste será o segundo ano de condução do experimento, que está previsto para ser conduzido por três anos agrícolas, com a seguinte sucessão de culturas: trigo (2025), soja (2025/26), mix de cobertura (2026), milho (2026/27), milho safrinha (2027), trigo (2027) e soja (2027/28). Nas culturas de verão será utilizado o espaçamento de 0,50 m entrelinhas e aplicação do fertilizante fosfatado com sulcador, enquanto que nas culturas de inverno será utilizado o espaçamento de 0,17 m e a aplicação do fertilizante com disco duplo.\r\nAmostras de solo serão coletadas após a colheita de cada cultura, utilizando pá de corte, nas camadas de 0-10 e 10-20 cm de profundidade. As amostras serão secas ao ar, moídas e tamisadas em peneira de 2 mm. Os teores de fósforo serão extraídos por Mehlich-1 e Mehlich-3 e quantificados segundo metodologia descrita por Murphy & Riley, (1962).\r\nNas culturas com exportação de grãos serão avaliados o rendimento de grãos e os componentes do rendimento na ocasião da colheita, a qual será realizada manualmente em uma área de 6 m2 por parcela. Após a colheita, será realizada a debulha manual dos grãos, pesagem e avaliação do teor de umidade dos grãos, expressando o resultado final em 13 %. O peso de mil grãos (PMG) será obtido pela contagem manual de grãos e pesagem.\r\nNas culturas de cobertura do solo será avaliado o rendimento de matéria seca da parte aérea (MSPA), coletando-se uma área representativa de 0,25 m2 por parcela e posterior secagem em estufa a 65 ºC até atingir peso constante. A amostragem será realizada no pleno florescimento ou antecedente ao manejo da cultura de cobertura do solo com uso do equipamento rolo faca, quando a cultura ainda não tiver atingido o florescimento.\r\nOs resultados das avaliações de MSPA, rendimento de grãos e PMG serão submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk, seguido da análise de variância (p<0,05). Quando significativo, será realizado o ajuste de equações polinomiais por análise de regressão em função das doses de adubação na linha de semeadura.\r\nA partir do ajuste da equação polinomial, será obtido o rendimento de máxima eficiência técnica (MET). Ao rendimento de MET será atribuído o valor de 100, relativizando o rendimento do tratamento sem adubação fosfatada, obtendo assim o rendimento relativo de grãos do tratamento sem P para cada safra (Equação 1). \r\nEquação 1. RR (%) = [(Rendimento do tratamento sem P)/(Rendimento MET)]*100\r\nEm caso de ajuste de equações lineares com respostas positivas à aplicação do fertilizante, o valor de rendimento MET será o correspondente à maior dose utilizada; em caso de resposta negativa, o rendimento MET será o correspondente à dose zero do nutriente (intercepto da equação de regressão). Quando forem ajustadas funções de regressão de segundo grau, será utilizada a técnica de derivação das funções para obtenção do valor de rendimento MET.\r\nOs valores de rendimento relativo de grãos das culturas nos tratamentos sem adição do nutriente e os respectivos teores de P no solo (Mehlich-1 e Mehlich-3), determinados em análise anterior à semeadura serão relacionados para obtenção de uma curva de calibração de P.\r\nAs análises estatísticas serão realizadas com auxílio dos programas Sisvar 5.6 e Sigmaplot.\r\n\r\nResultados esperados\r\nOs dados esperados neste projeto são inéditos para a região noroeste do RS e escassos na área de abrangência do Núcleo Regional Sul da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (abrangem Estados do RS e SC).\r\nEstes resultados auxiliarão no refinamento e assertividade da adubação fosfatada para os produtores rurais da região noroeste do Estado do RS, pois as atuais recomendações são as mesmas para diferentes condições edafoclimáticas verificadas nos dois Estados (RS e SC). Desta forma, esperamos que os resultados obtidos neste estudo possam auxiliar nas futuras atualizações do Manual de Calagem e Adubação para os Estados do RS e SC (CQFS-RS/SC, 2016), contribuindo para um manejo sustentável de nutrientes na agricultura.\r\nO projeto também almeja formar recursos humanos, com o envolvimento direto de bolsistas e voluntários de iniciação científica, inserindo jovens acadêmicos na pesquisa e instigando-os no estudo de tecnologias agrícolas sustentáveis. Em adição, espera-se fortalecer a pesquisa na região Noroeste Gaúcha e no curso de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul.\r\n\r\nReferências\r\n\r\nBAVEYE, P. LOOMING SCARCITY OF PHOSPHATE ROCK AND INTENSIFICATION OF SOIL PHOSPHORUS RESEARCH. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 39, n. 3, p. 637-642, 2015-05-01 2015.\r\n\r\nBELLINASO, R.; TIECHER, T.; DE VARGAS, J.; RHEINHEIMER, D. Crop yields in no-tillage are severely limited by low availability of P and high acidity of the soil in depth. SOIL RESEARCH, 60, n. 1, p. 33-49, 2021-10-07 2021.\r\n\r\nBORTOLON, L.; GIANELLO, C. INTERPRETATION OF THE AVAILABLE PHOSPHORUS BY MEHLICH-1 AND MEHLICH-3 EXTRACTANT SOLUTONS IN SOILS OF THE RIO GRANDE DO SU STATE, BRAZIL. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 32, p. 2751-2756, 2008-11-01 2008.\r\n\r\nBORTOLON, L.; GIANELLO, C. Multielement Extraction from Southern Brazilian Soils. COMMUNICATIONS IN SOIL SCIENCE AND PLANT ANALYSIS, 43, n. 12, p. 1615-1624, 2012-01-01 2012.\r\n\r\nCCGL-RTC. Guia para recomendação de calagem e adubação: soja, milho, trigo, milho-silagem. Santa Rosa, RS: Editora Escrita Criativa, 2024. 62 p.\r\n\r\nCQFS-RS/SC. Manual de calagem e adubação para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 11 ed.  Sociedade Brasileira de Ciência do Solo/Núcleo Regional Sul, 2016.\r\n\r\nELTZ, F.; PEIXOTO, R.; JASTER, F. Efeitos de sistemas de preparo do solo nas propriedades físicas e químicas de um Latossolo Bruno álico. Revista Brasileira de Ciência do Solo, n. 13, p. 259-267, 1989.\r\n\r\nINMET. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020.  2025. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 26 Fevereiro.\r\n\r\nMEHLICH, A. Mehlich 3 soil test extractant: A modification of Mehlich 2 extractant. Communications in Soil Science and Plant Analysis, 15, n. 12, p. 1409-1416, 1984.\r\n\r\nMUMBACH, G. Incorporação de fósforo na implantação do sistema de plantio direto e calibração da adubação fosfatada de correção em solos do RS e SC. Orientador: GATIBONI, L. 2021. 115 f. (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Lages-SC.\r\n\r\nMUMBACH, G.; GATIBONI, L.; DALL'ORSOLETTA, D.; SCHMITT, D. et al. Refining phosphorus fertilizer recommendations based on buffering capacity of soils from southern Brazil. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 45, 2021-01-01 2021.\r\n\r\nMUMBACH, G.; GATIBONI, L.; DALL'ORSOLETTA, D.; SCHMITT, D. et al. Phosphorus Extraction with Soil Test Methods Affected by Soil P Sorption Capacity. JOURNAL OF SOIL SCIENCE AND PLANT NUTRITION, 20, n. 4, p. 1882-1890, 2020-05-26 2020.\r\n\r\nMUMBACH, G. L.; OLIVEIRA, D. A. D.; WARMLING, M. I.; GATIBONI, L. C. Phosphorus extraction by Mehlich 1, Mehlich 3 and Anion Exchange Resin in soils with different clay contents. Revista Ceres, 65, n. 6, p. 546-554, 2018-12-01 2018.\r\n\r\nMURPHY, J.; RILEY, J. P. A modified single solution method for determination of phosphate in natural waters. Analytica Chimica Acta, 26, p. 31-&, 1962.\r\n\r\nOLIVEIRA JUNIOR, A.; CASTRO, C. Manejo da adubação fosfatada em solos de Cerrado: q ual é o custo agronômico da operacionalidade da aplicação a lanço? Anais: Workshop CTC   Agricultura. Rio Verde: 21-26 p. 2013.\r\n\r\nSANTOS, H. G.; JACOMINE, P. K. T.; ANJOS, L. H. C.; OLIVEIRA, V. A. et al. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5a ed. Brasilia, DF: Embrapa, 2018.\r\n\r\nSCHLINDWEIN; J.A.; ANGHINONI, I. Variabilidade vertical de fósforo e potássio disponíveis e profundidade de amostragem do solo no sistema plantio direto. Ciência Rural, 30, p. 611-617, 2000.\r\n\r\nSCHLINDWEIN, J.; GIANELLO, C. CALIBRATION OF PHOSPHORUS EXTRACTION METHODS IN SOILS CULTIVATED UNDER NO-TILLAGE. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 32, n. 5, p. 2037-2049, 2008-09-01 2008.\r\n\r\nSCHLINDWEIN, J. A.; GIANELLO, C. Necessidade de novos estudos de calibração e recomendação de  fertilizantes para as culturas cultivadas sob Sistema Plantio Direto   Revista Plantio Direto, n. 79, 2004.\r\n\r\nSCHLINDWEIN, J. A.; GIANELLO, C. Doses de máxima eficiência econômica de fósforo e potássio para as  culturas cultivadas no Sistema Plantio Direto   Revista Plantio Direto, n. 85, p. 8, 2005.\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Monitoramento e Qualidade Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":89,"projeto_registro":"PES-2026-288","projeto_titulo":"Quantificação de fósforo em latossolo submetido às doses de fertilizante fosfatado","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RENAN COSTA BEBER VIEIRA","nome_campus":"Cerro Largo","desc_area_cnpq":"FERTILIDADE DO SOLO E ADUBAÇÃO","palavras_chave":"análise de solo; capacidade tampão de P; extratores de P","resumo":"Quantificação de fósforo em latossolo submetido às doses de fertilizante fosfatado\r\n\r\nIntrodução e justificativa\r\n\r\nO fósforo (P) é um dos nutrientes mais pesquisados na ciência do solo (BAVEYE, 2015) e o nutriente de maior limitação para a produção agrícola. Os solos brasileiros são naturalmente pobres em P, sendo a adição de P ao solo realizada através da aplicação de fertilizantes. As adubações fosfatadas para culturas anuais agrícolas são estabelecidas a partir de uma avaliação da fertilidade por meio da coleta e da análise de solo, seguida da interpretação de disponibilidade do nutriente e da recomendação de dose de fertilizante (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nA adequada avaliação de disponibilidade de P pela análise de solo é essencial para a correta recomendação de fertilizantes. Atualmente, as análises de P no solo nos Estados do RS e SC são realizadas através do extrator ácido Mehlich-1 (M-1), com método alternativo o Mehlich-3 (M-3) (CQFS-RS/SC, 2016). \r\nO método de extração Mehlich-1 foi calibrado para os solos do RS e SC com as principais culturas agrícolas, sendo adotado oficialmente desde 1968. Este método possui como vantagem a facilidade de execução e boa correlação geral dos valores extraídos na análise com o rendimento das plantas (VIEIRA; FONTOURA; BAYER; DE MORAES et al., 2015). Entretanto, possui como desvantagem a superestimação de P em solos fertilizados recentemente com fosfatos naturais, pois sua característica ácida extrai principalmente a fração de P ligada ao Ca (MEHLICH, 1978). Além disso, este extrator é sensível à textura do solo, diminuindo a capacidade de extração de P à medida que aumenta o teor de argila (MUMBACH; GATIBONI; DALL'ORSOLETTA; SCHMITT et al., 2020). \r\nO extrator Mehlich-3 apresenta como vantagens a menor sensibilidade à aplicação de fosfatos naturais (OLIVEIRA; GATIBONI; ERNANI; BOITT et al., 2015), além de extrair multielementos, como potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), cobre (Cu), manganês (Mn) e zinco (Zn) (MEHLICH, 1984), simplificando a análise de solo (BORTOLON; GIANELLO, 2012).\r\nApesar de ambos os extratores apresentarem ajuste com a produtividade das culturas, a correlação entre estes métodos não segue a proporção 1:1 e é suscetível à textura do solo (BORTOLON; GIANELLO, 2008). Assim, equações para transformação dos valores obtidos em M-3 para M-1 foram definidas para os solos do RS e SC e utilizadas nas recomendações oficiais desde 2016 (CQFS-RS/SC, 2016). \r\nContudo, a relação entre os valores de P extraídos por Mehlich-1 e Mehlich-3 tem diferido entre os solos. Alguns estudos observam que o extrator M-3 extrai maior quantidade de P do que o M-1 em solos arenosos e o oposto em solos argilosos (BORTOLON; GIANELLO, 2008; MUMBACH; OLIVEIRA; WARMLING; GATIBONI, 2018). Entretanto, outros estudos observam maiores valores de P extraídos pelo M-1 em relação ao M-3 para todas as classes texturais (MUMBACH; GATIBONI; DALL'ORSOLETTA; SCHMITT et al., 2020). \r\nO método M-3 tem grande potencial de adoção pela CQFS-RS/SC (2016), substituindo o M-1 (MUMBACH; OLIVEIRA; WARMLING; GATIBONI, 2018). Entretanto, a divergência nos estudos alerta para o risco de erro na avaliação de disponibilidade de P com o uso de equações que considerem solos com disparidade de condições edáficas. Assim, experimentos de calibração de campo são necessários para validação da relação entre o M-3 e M-1 para solos com semelhante textura e mineralogia.\r\n\r\nObjetivos\r\n\r\nGeral:\r\nQuantificar os teores de fósforo em solo argiloso submetido às doses de fertilizante fosfatado do noroeste do RS.\r\n\r\nEspecíficos:\r\nCorrelacionar a disponibilidade de P extraído por Mehlich-1 e Mehlich-3 em função das doses de fertilizante fosfatado e definir equação de ajuste.\r\nDeterminar a capacidade tampão de P da camada 0-10 e 0-20 em função das doses de correção incorporadas e das doses em linha de semeadura.\r\nAvaliar a evolução dos teores de P no solo ao longo do tempo com as adubações fosfatadas.\r\n\r\nMetodologia\r\nO experimento foi instalado em abril de 2025 na área experimental da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Cerro Largo, Rio Grande do Sul, Brasil (28°08'26\"S, 54°45'42\"O).\r\nO clima da região é classificado como subtropical úmido de verão quente (Cfa) de acordo com a classificação de Köppen. A precipitação média anual é de 1.989 mm e temperatura média de 20,7 oC, sendo janeiro o mês mais quente (32,7 oC) e julho o mais frio (10,8 oC) (INMET, 2025). A área experimental está posicionada em uma altitude média de 220 m, em um Latossolo Vermelho (SANTOS; JACOMINE; ANJOS; OLIVEIRA et al., 2018), com 560 g kg-1 argila e 2,8 mg dm-3 de P na camada de 0-20 cm, sendo classificada como “Muito baixa” disponibilidade de P (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nO delineamento experimental utilizado é de blocos ao acaso, com três repetições. Nas parcelas principais (15 x 3 m) são alocadas quatro doses de adubação fosfatada (0, 50, 100 e 200 kg ha-1 de P2O5) na linha de semeadura das culturas, enquanto que as três doses de correção de P (0, 160 e 320 kg ha-1 de P2O5) foram incorporadas (5 x 3 m) em abril de 2025 na camada de 0-20 cm em faixas nos blocos. \r\nA incorporação das doses de correção de P na camada de 0-20 cm foi realizada na instalação do experimento, com a aplicação do fertilizante fosfatado (superfosfato triplo) superficialmente, seguido de aração e gradagem. As doses de adubações fosfatadas na linha de semeadura são aplicadas em cada safra, na forma de superfosfato triplo. As demais adubações (nitrogenada e potássica, quando necessárias) serão idênticas para todo o experimento e seguirão as recomendações vigentes (CQFS-RS/SC, 2016).\r\nEste será o segundo ano de condução do experimento, que está previsto para ser conduzido por três anos agrícolas, com a seguinte sucessão de culturas: trigo (2025), soja (2025/26), mix de cobertura (2026), milho (2026/27), milho safrinha (2027), trigo (2027) e soja (2027/28). Nas culturas de verão será utilizado o espaçamento de 0,50 m entrelinhas e aplicação do fertilizante fosfatado com sulcador, enquanto que nas culturas de inverno será utilizado o espaçamento de 0,17 m e a aplicação do fertilizante com disco duplo.\r\nAmostras de solo serão após a colheita de cada cultura, utilizando pá de corte, nas camadas de 0-10 e 10-20 cm de profundidade. As amostras serão secas ao ar, moídas e tamisadas em peneira de 2 mm. Os teores de fósforo serão extraídos por Mehlich-1 (HCl 0,05 mol L-1 + H2SO4 0,0125 mol L-1) e Mehlich-3 (CH3COOH 0,2 mol L-1 + NH4NO3 0,25 mol L-1 + NH4F 0,015 mol L-1 + HNO3 0,013 mol L-1 + EDTA 0,001 mol L-1). O processo de extração consistirá da adição da solução extratora ao solo (relação solo: solução 1:10), seguido de agitação por 5 minutos e decantação por 16 horas (TEDESCO; GIANELLO; BISSANI; BOHNEN et al., 1995). Após o período de decantação, uma alíquota do extrato será retirada para a determinação da concentração de P, quantificada pelo complexo fosfomolibdato em espectrofotômetro de absorção molecular, segundo metodologia descrita por Murphy & Riley, (1962).\r\nOs teores de P extraídos por M-3 e M-1 serão submetidos à análise de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e análise da variância (ANOVA). Posteriormente, os resultados serão analisados pela correlação de Pearson e as equações de ajuste entre M-3 e M-1 serão ajustadas. Os resultados entre os teores de P extraídos pelos métodos nas camadas de amostragem serão submetidos ao teste de Tukey a 5% de significância. A relação entre os teores de P extraídos por M-3 e M-1 e as doses de P serão analisados através de regressão polinomial. As análises estatísticas serão realizadas com auxílio dos programas Sisvar 5.6 e Sigmaplot.\r\n\r\nResultados esperados\r\nOs dados esperados neste projeto são inéditos para a região noroeste do RS e demandados na área de abrangência do Núcleo Regional Sul da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (abrangem Estados do RS e SC).\r\nEstes resultados auxiliarão no refinamento e assertividade da avaliação da disponibilidade de P no solo, refletindo na qualidade da adubação fosfatada para os produtores rurais da região noroeste do Estado do RS. Desta forma, esperamos que os resultados obtidos neste estudo possam auxiliar nas futuras atualizações do Manual de Calagem e Adubação para os Estados do RS e SC (CQFS-RS/SC, 2016), contribuindo para um manejo sustentável de nutrientes na agricultura.\r\nO projeto também almeja formar recursos humanos, com o envolvimento direto de bolsistas e voluntários de iniciação científica, inserindo jovens acadêmicos na pesquisa e instigando-os no estudo de tecnologias agrícolas sustentáveis. Em adição, espera-se fortalecer a pesquisa na região Noroeste Gaúcha e no curso de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul.\r\n\r\n\r\nReferências\r\n\r\nBAVEYE, P. LOOMING SCARCITY OF PHOSPHATE ROCK AND INTENSIFICATION OF SOIL PHOSPHORUS RESEARCH. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 39, n. 3, p. 637-642, 2015-05-01 2015.\r\n\r\nBORTOLON, L.; GIANELLO, C. INTERPRETATION OF THE AVAILABLE PHOSPHORUS BY MEHLICH-1 AND MEHLICH-3 EXTRACTANT SOLUTONS IN SOILS OF THE RIO GRANDE DO SU STATE, BRAZIL. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 32, p. 2751-2756, 2008-11-01 2008.\r\n\r\nBORTOLON, L.; GIANELLO, C. Multielement Extraction from Southern Brazilian Soils. COMMUNICATIONS IN SOIL SCIENCE AND PLANT ANALYSIS, 43, n. 12, p. 1615-1624, 2012-01-01 2012.\r\n\r\nCQFS-RS/SC. Manual de calagem e adubação para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 11 ed.  Sociedade Brasileira de Ciência do Solo/Núcleo Regional Sul, 2016.\r\n\r\nINMET. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020.  2025. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 26 Fevereiro.\r\n\r\nMEHLICH, A. INFLUENCE OF FLUORIDE, SULFATE AND ACIDITY ON EXTRACTABLE PHOSPHORUS, CALCIUM, MAGNESIUM AND POTASSIUM. COMMUNICATIONS IN SOIL SCIENCE AND PLANT ANALYSIS, 9, n. 6, p. 455-476, 1978-01-01 1978.\r\n\r\nMEHLICH, A. Mehlich 3 soil test extractant: A modification of Mehlich 2 extractant. Communications in Soil Science and Plant Analysis, 15, n. 12, p. 1409-1416, 1984.\r\n\r\nMUMBACH, G.; GATIBONI, L.; DALL'ORSOLETTA, D.; SCHMITT, D. et al. Phosphorus Extraction with Soil Test Methods Affected by Soil P Sorption Capacity. JOURNAL OF SOIL SCIENCE AND PLANT NUTRITION, 20, n. 4, p. 1882-1890, 2020-05-26 2020.\r\n\r\nMUMBACH, G. L.; OLIVEIRA, D. A. D.; WARMLING, M. I.; GATIBONI, L. C. Phosphorus extraction by Mehlich 1, Mehlich 3 and Anion Exchange Resin in soils with different clay contents. Revista Ceres, 65, n. 6, p. 546-554, 2018-12-01 2018.\r\n\r\nMURPHY, J.; RILEY, J. P. A modified single solution method for determination of phosphate in natural waters. Analytica Chimica Acta, 26, p. 31-&, 1962.\r\n\r\nOLIVEIRA, C. M. B. D.; GATIBONI, L. C.; ERNANI, P. R.; BOITT, G. et al. Capacidade de predição da disponibilidade de fósforo em solo com aplicação de fosfato solúvel e natural. Científica, 43, n. 4, p. 413–419, 2015.\r\n\r\nSANTOS, H. G.; JACOMINE, P. K. T.; ANJOS, L. H. C.; OLIVEIRA, V. A. et al. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5a ed. Brasilia, DF: Embrapa, 2018.\r\n\r\nTEDESCO, M. J.; GIANELLO, C.; BISSANI, C. A.; BOHNEN, H. et al. Análises de solo, plantas e outros materiais. 2 ed. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1995. (Boletim Técnico, 5.\r\n\r\nVIEIRA, R.; FONTOURA, S.; BAYER, C.; DE MORAES, R. et al. PHOSPHORUS FERTILIZATION FOR HIGH YIELD OF SOYBEAN, MAIZE, AND WINTER CEREAL CROPS IN ROTATION IN OXISOLS UNDER LONG-TERM NO-TILL IN THE SOUTH CENTRAL REGION OF PARANA, BRAZIL. REVISTA BRASILEIRA DE CIENCIA DO SOLO, 39, n. 3, p. 794-808, 2015-05-01 2015.\r\n\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Monitoramento e Qualidade Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":90,"projeto_registro":"PES-2026-287","projeto_titulo":"Modelagem Matemática de esforços e deformações em vigas ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PEDRO AUGUSTO PEREIRA BORGES","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ANÁLISE NUMÉRICA","palavras_chave":"Esforço cortante; Modelos matemáticos; Momento fletor; Reações em apoios; Sistemas mecânicos","resumo":"fundamentação teórica, \r\nOs conceitos da Mecânica Geral e Resistência dos Materiais tem como fundamentos as definições de força, tensão e as leis de equilíbrio (forças e momentos), que aplicadas às situações concretas de engenharia, tais como carregamento de peças estruturais de obras ou máquinas, são formuladas em linguagem matemática, envolvendo os conceitos de sistemas lineares, funções elementares, derivadas, integrais e equações diferenciais. A organização dessas formulações são modelos matemáticos que simulam o comportamento físico das peças, relativamente a esforços e deformações. \r\nmetodologia (materiais e métodos), \r\nOs materiais empregados são livros clássicos de Engenharia, computadores (notebook), linguagem de programação (Scilab e Pynthon) e o aparato de um sistema de medida de esforços mecânicos, desenvolvidos no projeto pai desse sub-projeto (Sistemas de Ensaios Mecânicos, SEMEC, PES-2025-0639). \r\nO método de trabalho é de modelagem matemática de situações físicas, o que compreende as seguintes etapas, descritas para o objeto de investigação: idealização da situação real (vigas, tipos de apoios e carregamentos); elaboração de modelos matemáticos analíticos (equações de equilíbrio, funções de esforço cortante, momento fletor, deformação); simulação (programas computacionais); validação dos modelos (comparação com dados experimentais, SEMEC);  \r\nReferências: \r\nBEER, F. P.; JOHNSTON Jr, E. R. Mecânica vetorial para engenheiros: Estática. São Paulo: Makron Books. 1984.\r\n\r\nBEER, F. P.; JOHNSTON Jr, E. R. Resistência dos materiais. São Paulo: McGraw-Hill, 1989.\r\n\r\nCALLISTER JR., W. D.; RETWICH, D. G. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução. 10a Edição. LTC, 2018.\r\n\r\nCARVALHO, T. A. G. de; TONINI, A. M. Desenvolvimento tecnológico e formação de competências na educação em engenharia. Revista de Ensino de Engenharia, v. 36, n. 1, p. 85-92, 2017. \r\n\r\nFIGLIOLA, R. S.; BEASLEY, D. E. Theory and Design for Mechanical Measurements. 7th Edition. Wiley, 2020.\r\n\r\nGUIMARÃES, Pedro H. A., PIRES, Juliana da C. V. Metodologia para o ensino de estruturas com modelos reduzidos. In: XLVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, no 48, 2020. Resumos. Caxias do Sul-RS, 2020.\r\n\r\nLOZOVEY, Ana Carolina Reis, DUARTE, Marina M. Ensino e aprendizagem de sistemas estruturais com auxílio de Kit Mola.  – uma simulação. In: XLVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, no 48, 2020. Resumos. Caxias do Sul-RS, 2020. \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Educação Matemática - GPMAT","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":91,"projeto_registro":"PES-2026-286","projeto_titulo":"Caracterização agronômica de plantas de morangueiro de terceiro ciclo em  função das coberturas de substrato em sistema orgânico de produção. ","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CLAUDIA SIMONE MADRUGA LIMA","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"MANEJO E TRATOS CULTURAIS","palavras_chave":"calha; Fragaria x ananassa Duch; palhada; plástico","resumo":"A cultura do morangueiro (Fragaria x ananassa Duch)  pode ser considera para diversificação da \r\nprodução e agregação de renda, principalmente para agricultores familiares. Existe diferentes \r\nformas de cultivar o morangueiro, atualmente há uma tendência para de cultivo fora de solo em \r\nsubstrato. Entretanto, os sistemas de irrigação utilizados são os mesmos quando o cultivo é \r\nrealizado em canteiro/solo.  Dessa forma, o objetivo neste trabalho realizar a caracterização \r\nagronômica de genótipos/cultivares de morangueiro de terceiro em função das coberturas de \r\nsubstrato em sistema orgânico de produção. Como material vegetal serão utilizadas dois  genótipos \r\nde morangueiro sendo um de dias curtos e outro de dias neutros. Os materiais serão cultivados em \r\nsistema orgânico de produção e serão avaliados em três coberturas de substrato, sendo estes: \r\npalhada de gramínea, papel pardo e mulching plástico.  As avaliações serão: datas de início de \r\nfloração, frutificação e colheita, aspectos da planta, aspectos da fruta, e produtivos: produção total; \r\nnúmero de frutas, produção comercial. A ideia que possa se definir para plantas de terceiro ciclo \r\npelo menos uma cobertura de substrato  e um genótipo/cultivar adequado para cultivo fora de solo \r\nsistema orgânico de produção para plantas. E ainda, como forma divulgação aproximação da \r\ncomunidade será realizada a  publicação de resumos, trabalhos de conclusão de curso e artigos. \r\nAssim como, um dia de campo com explicações do cultivo e divulgação dos resultados.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":92,"projeto_registro":"PES-2026-285","projeto_titulo":"Atualização Segura para Inferência em Sensores para Agricultura Familiar","data_inicio":"2026-07-30","data_fim":"2027-07-30","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RICARDO PARIZOTTO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO","palavras_chave":"Aprendizado de Máquina; Atualização Segura; Criptografia Aplicada; Redes de Sensores","resumo":"O monitoramento ambiental é uma importante ferramenta para obter informações\r\nconstantes sobre recursos naturais, como ar, solo e água. Este paradigma é caracterizado pela\r\nadoção de instrumentos computacionais e de comunicação diretamente no ambiente monito-\r\nrado, como sensores e pequenos processadores ou microcontroladores. Porém, há diversos\r\ndesafios relacionados com as ameaças cibernéticas, que limitam a adoção desses sensores am-\r\nbientais por agricultores menos íntimos deste tipo de tecnologia. Neste trabalho, investigamos\r\nvulnerabilidades cibernéticas, analisando os impactos e requisitos de cibersegurança e como\r\neles interferem na adoção de sensores. De maneira específica, buscamos investigar pontos de\r\nequilíbrio entre desempenho e custo considerando mecanismos de segurança, como criptografia\r\nmoderna e técnicas para mitigação de ataques à sistemas da agricultura familiar.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação e Desenvolvimento Tecnológico - IDT","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":93,"projeto_registro":"PES-2026-284","projeto_titulo":"Desacoplando Aprendizado de Máquina para Sensores de Baixo Custo na Agricultura Familiar","data_inicio":"2026-07-29","data_fim":"2027-07-30","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"RICARDO PARIZOTTO","nome_campus":"Chapecó","desc_area_cnpq":"ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO","palavras_chave":"Agricultura Familiar; Aprendizado de Máquina; Redes de Sensores; TinyML","resumo":"Monitoramento ambiental é uma importante ferramenta para obter informações\r\nconstantes sobre recursos naturais, como ar, solo e água. Este paradigma é caracterizado\r\npela adoção de instrumentos computacionais e de comunicação diretamente no ambiente\r\nmonitorado, como sensores e pequenos processadores ou microcontroladores. Trabalhos\r\nexistentes têm contribuído na investigação de meios menos onerosos para sensoriamento am-\r\nbiental com objetivo de tornar mais acessível para membros da arquitetura familiar. Porém, há\r\ndiversos desafios relacionados com as restrições do hardware, custo operacional de calibração\r\ne reprodutibilidade, que limitam a adoção desses sensores ambientais por agricultores menos\r\níntimos deste tipo de tecnologia. Neste trabalho, investigamos sensores ambientais de baixo\r\ncusto do estado da arte. Mais especificamente, implementaremos sensores que propõem a utilização\r\nde aprendizado de máquina, e a viabilidade da utilização destas técnicas em equipamentos de\r\nbaixo custo. Concretamente, iremos implementar sensores baseados em espectroscopia, RFID,\r\nentre outras técnicas alternativas para sensoriamento, e como sua utilização pode tomar forma\r\nem um ambiente de agricultura familiar. Nosso objetivo é contribuir com a elaboração de um\r\npipeline de avaliação de técnicas de aprendizado de máquina que considere experimentos que\r\nextrapolem os ambientes controlados.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Inovação e Desenvolvimento Tecnológico - IDT","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":94,"projeto_registro":"PES-2026-283","projeto_titulo":"Coordenação do processo pedagógico na escola: (des)encontros entre a atuação do coordenador pedagógico e a do mentor pedagógicoProjeto sem título","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"JERONIMO SARTORI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"ADMINISTRAÇÃO DE UNIDADES EDUCATIVAS","palavras_chave":"Coordenação pedagógica; Mentoria pedagógica; Processo pedagógico","resumo":"A educação escolar, continuamente, é demandada a realizar ações e proceder encaminhamentos em que conflitam aspectos conceituais, políticos e pedagógicos, tendo em vista o arrefecimento das possibilidades de construções coletivas geradoras de autonomia, tanto para a escola quanto para os docentes. O subprojeto traz como temática a atuação do coordenador pedagógico e do mentor pedagógico na escola, orientado pelas questões: a) que papel ocupa o coordenador pedagógico e o mentor pedagógico junto à escola estadual da 15ª CRE? b) quais tensionamentos a presença do mentor pedagógico pode gerar na atuação dos coordenadores pedagógicos, considerando que a docência e a formação continuada são aspectos inerentes à vida diária da escola e que requerem um olhar atento e contínuo do coordenador? E, tem como objetivo geral: Conhecer o foco do trabalho do mentor pedagógico na escola estadual de educação básica do Estado do Rio Grande do Sul, buscando entender se há alinhamentos ou não com a atuação do coordenador pedagógico. O estudo caracteriza-se pela abordagem qualitativa, ancorado na perspectiva exploratória e descritivo-analítica, orientado pelos procedimentos da pesquisa bibliográfica, documental e de campo, sendo objeto o programa mentoria pedagógica implementado no ano de 2023 na rede estadual de ensino do RS. Constituem fonte as postagens no sítio da Secretaria de Estado de Educação – RS, que tratam do programa de mentoria, material bibliográfico e os sujeitos envolvidos com a problemática. Consideramos que o programa traz aproximações com o neoliberalismo e com o gerencialismo administrativo, que instrumentaliza a educação escolar, preocupando-se mais com a melhoria de índices nas avaliações de larga escala do que com a mobilização de práticas pedagógicas em prol do sucesso da aprendizagem dos discentes. ","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DOCENTE E PROCESSOS EDUCATIVOS","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":95,"projeto_registro":"PES-2026-282","projeto_titulo":"Manejo integrado da ferrugem da folha em aveia branca: eficiência de fungicidas sistêmicos, multissítio e microbiológicos sobre o progresso da doença e a produtividade em duas safras agrícolas","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2028-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAOLA MENDES MILANESI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"FITOPATOLOGIA","palavras_chave":"Avena sativa L.; Controle químico; Grãos; Produtividade; Puccinia coronata f. sp. avenae","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\nA aveia branca (Avena sativa L.) é o sexto cereal mais cultivado no mundo (FAO, 2014). Trata-se de um alimento versátil e nutritivo que tem ganhado importância crescente na dieta brasileira devido aos seus benefícios nutricionais, versatilidade na cozinha, produção nacional e papel na promoção da saúde e bem-estar geral. A produção desse cereal no Rio Grande do Sul, alcançou 958.938 toneladas na safra 2025 (EMATER/RS-ASCAR, 2025).\r\nContudo, nessa safra, apesar da cultura ter apresentado desenvolvimento inicial satisfatório, as condições ambientais existentes – sob vigência do fenômeno climático “El Niño”, incorreram em precipitações volumosas, alta umidade do ar e nebulosidade, principalmente quando a aveia branca atingiu o período reprodutivo. Tais condições comprometeram a produtividade e qualidade dos grãos, implicando em redução de 27,6% em relação à produtividade obtida na safra 2022. Além disso, a qualidade final do produto obtido não foi boa (CONAB, 2024), considerando-se a alta incidência de doenças na panícula da aveia, tais como a fusariose.\r\nAlém das doenças que infectam as panículas, a ferrugem da folha, é também uma ameaça a produção do cereal. Causada pelo fungo Puccinia coronata f. sp. avenae (Basisiomycota; MYCOBANK, 2024), trata-se da mais devastadora doença em aveia, sendo que as cultivares hexaplóides de A. sativa são algumas das hospedeiras mais comuns para esse patógeno. Estima-se que Puccinia coronata sensu lato tenha em torno de 290 hospedeiros botânicos já catalogados (NAZARENO et al., 2018).\r\nA diagnose da doença pode ser confirmada pela observação da presença, nas folhas, de pequenas pústulas (urédias) amarelas, sendo que estas também podem ser formadas na bainha e na panícula da aveia. Essas urédias, diminutas, diferenciam-se daquelas formadas na ferrugem do colmo (causada pelo fungo Puccinia graminis f. sp. avenae), além da ausência de tecidos epidermais visíveis ao redor das urédias (DEUNER et al., 2021).\r\nA ferrugem da folha em aveia desenvolve-se bem nos três Estados da região Sul do Brasil. Uma maior severidade da doença é configurada quando as condições ambientais vigentes são de alta umidade relativa (próxima a 100%) e temperaturas amenas, entre 18 e 22 °C. Os estádios fenológicos mais iniciais da cultura (perfilhamento e elongação), seguido pelo emborrachamento, são as que há maior severidade da doença em aveia (DEUNER et al., 2021).\r\nPor ser uma doença agressiva, que causa desfolha e redução nos componentes de rendimento, peso hectolitro e produtividade, a ferrugem da folha deve ser controlada antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Para isso, a utilização de fungicidas é uma ferramenta que deve ser empregada, embora faltem dados atualizados – em relação a fungicidas sistêmicos recentemente lançados no mercado, quanto ao seu efeito no controle dessa doença. Da mesma forma, pouco é conhecido a respeito da mistura de fungicidas sistêmicos ao multissítio mancozebe. \r\nAdicionalmente, o uso de fungicidas microbiológicos aplicados em parte aérea tem emergido como uma estratégia promissora no manejo de doenças foliares em cereais de inverno, incluindo as ferrugens. Produtos à base de microrganismos como Bacillus spp., Pseudomonas spp. e Trichoderma spp. apresentam múltiplos mecanismos de ação, tais como antibiose, competição por nicho ecológico, produção de metabólitos antifúngicos e indução de resistência sistêmica nas plantas. Estudos recentes demonstram que aplicações foliares desses agentes podem reduzir a severidade de doenças, especialmente quando integradas ao manejo químico convencional (BACKER et al., 2018; KUMAR et al., 2024). Entretanto, a eficiência desses agentes pode variar em função das condições ambientais e da interação patógeno-hospedeiro, reforçando a necessidade de estudos em condições de campo para culturas como a aveia branca.\r\nNesse sentido, o referido subprojeto justifica-se pela necessidade de buscar respostas no que tange a utilização de fungicidas sistêmicos combinados a doses do multissítio mancozebe, em cultivares de aveia suscetíveis à ferrugem da folha, a fim de verificar a resposta de controle da doença e os efeitos sobre os componentes de rendimento, peso hectolitro e produtividade.\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\n\r\nO experimento será conduzido na Área Experimental e no Laboratório de Fitopatologia, ambos localizados na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Erechim/RS, nas safras 2026 e 2027. \r\nO solo do local é classificado como Latossolo Vermelho Aluminoférrico típico (Oxisol), unidade de mapeamento Erechim (SANTOS et al., 2018). Previamente, foram coletadas amostras de solo na profundidade 0,00-0,10 m para a caracterização química, sendo: pH: 5,6; matéria orgânica (MO): 5,0% (teor médio); P: 20,8 mg dm-3; K: 393,6 cmolc dm-3; Al: 0,0 cmolc dm-3; Ca: 9,5 cmolc dm-3; Mg: 4,7 cmolc dm-3; e CTC: 15,2 cmolc dm-3. O clima do local é classificado como Cfa (clima temperado úmido com verão quente) conforme classificação de Köppen, apresentando chuvas bem distribuídas ao longo do ano (CEMETRS, 2012).\r\nSerá avaliada uma cultivar de aveia granífera, com resposta moderadamente suscetível (MS) a ferrugem da folha, sendo que a semeadura será realizada, em sistema de plantio direto na palha, até o final de junho de 2023. A área onde o experimento será implantado tem como histórico: pousio (2024), aveia preta (2025 - inverno), milheto (2025 – verão), nabo forrageiro (2026 - pré-aveia). Será realizada dessecação em pré-semeadura da aveia com os herbicidas cletodim (240 g L-1; 0,5 L ha-1 + 0,5% óleo mineral v/v) e glifosato (620 g L-1; 3,0 L ha-1 + 0,5% óleo mineral v/v) com um volume de calda de 200 L ha-1 conforme a bula dos herbicidas. \r\nO experimento será conduzido em delineamento experimental de blocos casualizados (DBC) com 4 repetições e 10 tratamentos, totalizando 40 unidades experimentais (parcelas). Cada parcela terá dimensões de 1,02 m de largura por 5 m de comprimento, totalizando 5,1 m2.\r\nAs sementes de aveia serão tratadas com fungicida e inseticida. A semeadura será realizada com semeadora de fluxo contínuo, com linhas espaçadas em 0,17 m, sendo a densidade de sementes por m linear adequada a obtenção da população final (plantas ha-1) recomendada para cada cultivar que será utilizada.\r\nA adubação de base será realizada com fertilizante mineral N-P-K, conforme a formulação disponibilizada pela Coordenação Adjunta de Áreas Experimentais do Campus Erechim (CAAEX-ER). A partir disso, tomando-se por base a interpretação da análise de solo realizada previamente, será realizado o cálculo de adubação conforme a necessidade da área (CQFS, 2016). Posteriormente, serão realizadas duas aplicações de uréia (45% N), em que a primeira será feita quando as plantas estarão expandindo a quarta folha (3,5 folhas); e a segunda na expansão da sexta folha (5,5). As quantidades calculadas posteriormente, tomando por base a quantidade de nitrogênio que será disponibilizada na adubação de base.\r\nSerão realizadas aplicações de fungicidas, padronizadas para todos os tratamentos (exceto testemunha), tendo como foco principal o controle de ferrugem da folha da aveia. Essas aplicações serão realizadas, considerando as doses de bula, nos estádios de perfilhamento, elongamento, emborrachamento e florescimento da cultura. Essas aplicações serão realizadas em um intervalo de 14 a 15 dias e o volume de calda será regulado em 150 L ha-1.\r\nPara o controle de ferrugem da folha, os fungicidas utilizados constituirão os seguintes tratamentos, aplicados de forma sequencial: \r\nT1) testemunha, sem aplicação de fungicidas; \r\nT2) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina (125 g/L + 175 g/L + 150 g/L); \r\nT3) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + biológico A (1ª e 2ª aplicação);\r\nT4) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + biológico B (3ª e 4ª aplicação);\r\nT4) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha);\r\nT5) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha); \r\nT6) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha) + biológico A (1ª e 2ª aplic.); \r\nT7) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico A (1ª e 2ª aplic.); \r\nT8) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha) + biológico B (3ª e 4ª aplic.);\r\nT9) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico B (3ª e 4ª aplic.);\r\nT10) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico (A - 1ª e 2ª; e B - 3ª e 4ª aplic.).\r\nPara a aplicação dos fungicidas, contar-se-á com o auxílio de um pulverizador costal pressurizado a CO2, equipadas com pontas tipo leque (modelo 110:02), espaçadas em 0,5 m. A regulagem do volume de calda será feita para 150 L ha-1. \r\nPara o controle da planta daninha azevém (Lolium multiflorum) serão realizadas capinas manuais. Já as aplicações de inseticida, visando o controle de pulgões e percevejos, serão realizados conforme preconizado nas Indicações Técnicas para a Cultura da Aveia (DANIELOWSKI et al. 2021).\r\nA eficiência dos tratamentos fungicidas no controle da ferrugem da folha da aveia será quantificada pela severidade (%) da doença em cada tratamento. Para isso serão realizadas avaliações semanais, em cada unidade experimental, a partir do surgimento – por infecção natural, da doença, totalizando 10 avaliações (WESP et al., 2008). A escala diagramática de Stubbs et al. (1986) será utilizada para atribuir as notas de severidade (%) para cada tratamento. Os dados obtidos serão utilizados para estimar a área abaixo da curva de progresso da doença (ASCPD), por integração trapezoidal, utilizando a equação:\r\n\r\nASCPD = ([(Yi+1+Yi) x 0,5] [Ti+1-Ti]  , em que:\r\n\r\nYi = percentagem de área foliar afetada pela ferrugem na i-ésima observação, Ti = tempo (em dias) no momento da i-ésima observação e n = número total de observações (SHANER; FINNEY, 1977). \r\nA taxa de progresso da doença (r) será estimada através da severidade da ferrugem da folha durante o período de avaliações, sendo r= percentagem de área foliar afetada/dia (CHAVES et al., 2004). A severidade no final do ciclo da aveia será aquela obtida no momento da última avaliação realizada.\r\nA colheita da aveia será realizada manualmente, com o auxílio de uma foice e um quadro de PVC a fim de fazer a medição da área útil, correspondente aos 4 m² centrais de cada parcela. As amostras coletadas serão trilhadas com auxílio de trilhadora estacionária de parcelas e, sem seguida, serão encaminhadas para o Laboratório de Fitopatologia para aferição de: i) umidade das amostras, com auxílio do medidor de umidade de grãos portátil (marca Gehaka Agri, modelo G600) e, após, será ajustada para 13%; ii) o peso hectolitro (PH), determinado com balança específica para essa finalidade (marca Dalle Molle modelo 40); e iii) peso de mil grãos (PMG, g), medido por contagens de oito amostras de 100 grãos cada e pesando-as em balança analítica (BRASIL 2009). Finalmente, será determinada a produtividade de grãos (kg ha-1) em cada tratamento.\r\nOs dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F (p ≤ 0,05) e, se significativos aplicou-se o teste de Tukey (p ≤ 0,05) para comparação de médias. As análises foram realizadas com o software estatístico SISVAR versão 5.6 (FERREIRA, 2011).\r\n\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que, com o referido subprojeto, possa-se ampliar o conhecimento sobre o controle químico, combinado ao controle biológico, para a ferrugem da folha da aveia, a mais importante doença da cultura. O uso combinado de fungicidas sistêmicos, multissítios e biológicos, tem sido essencial em outras grandes no manejo de doenças culturas que causam danos acentuados na produtividade e tal combinação já demonstra resultados positivos, assegurando menores taxas de insensibilidade de patógenos aos fungicidas sistêmicos utilizados. \r\nNesse viés, em um estudo paralelo, pode-se estudar também o número de aplicações desses fungicidas em aveia. No presente estudo, propõe-se 4 aplicações. No entanto, a depender da safra, se a pressão de doença for reduzida, como será o comportamento das cultivares com duas aplicações? Ao mesmo tempo que, em uma safra mais favorável ao patógeno, será que três aplicações são suficientes para contemplar um bom manejo de doenças na aveia? \r\nConcomitantemente, busca-se capacitar recursos humanos para o correto diagnóstico de ferrugem da folha, bem como de outros patógenos incidentes sobre a aveia granífera, no decorrer da realização do experimento. Desta forma, a participação do(a) bolsista é essencial para o desenvolvimento do subprojeto, pois o(a) mesmo(a) envolve diversas atividades de campo e laboratório. \r\nAssim, este processo capacitará o(a) discente, pela associação de conhecimentos teóricos e práticos. Por meio da iniciação científica, também busca-se incentivar que o(a) bolsista participe de eventos relacionados à área, aprimorando saberes e interagindo com outros bolsistas e pesquisadores.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nBACKER, R. et al. Plant Growth-Promoting Rhizobacteria: context, mechanisms of action, and roadmap to commercialization of biostimulants for sustainable agriculture. Frontiers in Plant Science, v. 9, p. 1473, 2018.\r\n\r\nBRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Regras para análise de sementes. Mapa/ACS. 2009.\r\n\r\n\r\nCEMETRS - CENTRO ESTADUAL DE METEOROLOGIA: Atlas climático do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Disponível em: https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202005/13110034-atlas-climatico-rs.pdf. Acesso em: 11 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nCHAVES, M.S.; MARTINELLI, J.A.; FEDERIZZI, L.C. Resistência quantitativa à ferrugem da folha em genótipos de aveia branca: I - Caracterização da reação em condições de campo. Fitopatologia Brasileira, v. 29, p. 35-42, 2004.\r\n\r\n\r\nCONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, safra 2023/2024 - 4º levantamento. Janeiro, v. 11, n. 4, 2024. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras?view=default. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nCQFS - Comissão de Química e Fertilidade do Solo. Manual de calagem e adubação para os Estados de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 2016. 376p.\r\n\r\n\r\nDANIELOWSKI, R. et al. Informações técnicas para a cultura de aveia: XL Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa da Aveia. Três de Maio: Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM). 2021. 190p. \r\n\r\n\r\nDEUNER, C.C. et al. Manejo de doenças. In: DANIELOWSKI, R. et al. Informações técnicas para a cultura de aveia: XL Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa da Aveia. Três de Maio: Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM). pp. 107-117. 2021. \r\n\r\n\r\nEMATER/RS-ASCAR. Estimativa Final Safra de Inverno 2025. 2025. Disponível em: https://www.emater.tche.br/site/arquivos_pdf/safra/safraTabela_07022024.pdf. Acesso em: 30 de março de 2025.\r\n\r\n\r\nSANTOS HG et al. 2018. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5.ed. Passo Fundo: 479 Embrapa.\r\n\r\n\r\nFERREIRA, D. F. Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência & Agrotecnologia, v. 35, n.6, p. 1039-1042, 2011.\r\n\r\n\r\nFood and Agriculture Organization (FAO). FAOSTAT Statistical Database. Rome: FAO. 2014. Disponível em: http://www.fao.org/faostat/en/#data. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nKUMAR, S. et al. Role of Biocontrol Agents in Suppressing Plant Pathogen: A Compressive Analysis. Journal of Scientific Research and Reports, v. 30, n. 10, p. 1004-1015, 2024.\r\n\r\n\r\nMYCOBANK. Puccinia coronata var. avenae. 2024. Disponível em: https://www.mycobank.org/page/Name%20details%20page/123946. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nNAZARENO E. S. et al. Puccinia coronata f. sp. avenae: a threat to global oat production. Molecular Plant Pathology, v. 19, n. 5, p. 1047-1060, 2018.\r\n\r\n\r\nSHANER, G.; FINNEY, R.E. The effect of nitrogen fertilizationon the expression of slow mildewing resistance in Knox wheat. Phytopathology, v. 67, p. 1051-1056, 1977.\r\n\r\n\r\nSTUBBS, R.W. et al. Manual de metodologia sobre las enfermedades de los cereales. México DF. CYMMIT. 1986. 55p.\r\n\r\n\r\nWESP, C. L. et al. Herança da resistência quantitativa à ferrugem da folha em linhagens recombinantes de aveia branca. Tropical Plant Pathology, v. 33, n. 2, p.138–147, 2008. \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Manejo Sustentável dos Sistemas Agrícolas - MASSA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":96,"projeto_registro":"PES-2026-281","projeto_titulo":"Desenvolvimento e validação de protocolo tecnológico para uso de agentes biológicos no manejo da mancha de alternária em citros","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAOLA MENDES MILANESI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"FITOPATOLOGIA","palavras_chave":"Alternaria alternata; Biocontrole; Citricultura; Posicionamento; Transferência de tecnologia","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA \r\n\r\nA mancha de alternária é uma doença de grande importância econômica na citricultura, especialmente em cultivares suscetíveis de laranja, sendo responsável por lesões em folhas, ramos e frutos, o que compromete a produtividade e a qualidade dos frutos. O agente causal, Alternaria alternata, apresenta elevada variabilidade genética e capacidade de adaptação, sendo favorecido por condições de alta umidade relativa e temperaturas moderadas, comuns em regiões produtoras de citros no Brasil (GARMENDIA et al., 2025).\r\nO manejo da doença é realizado predominantemente por meio do uso de fungicidas, especialmente produtos protetores e sistêmicos. No entanto, a dependência do controle químico tem levado ao surgimento de populações resistentes do patógeno, além de impactos ambientais e riscos à saúde humana. Estudos recentes indicam redução da eficiência de fungicidas em função da alta pressão de inóculo e da rápida germinação dos conídios de A. alternata (GARMENDIA et al., 2025).\r\nDiante dessas limitações, o controle biológico é promissor no manejo de doenças de plantas. Essa abordagem baseia-se na utilização de microrganismos antagonistas capazes de suprimir o patógeno por diferentes mecanismos, como competição por nutrientes e espaço, antibiose e micoparasitismo. Além disso, alguns agentes biológicos, tai como bactérias do gênero Bacillus, são capazes de induzir resistência sistêmica nas plantas hospedeiras, além de produzirem metabólitos secundários com atividade antifúngica e enzimas hidrolíticas que degradam estruturas celulares dos patógenos (MANNAI et al., 2024; LI et al., 2025).\r\nDessa forma, a integração de agentes de controle biológico ao manejo da mancha de alternária em citros apresenta grande potencial para tornar os sistemas de produção mais sustentáveis, alinhando-se às demandas atuais por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis e economicamente viáveis.\r\nNesse cenário, destaca-se que a região do Alto Uruguai, incluindo o município de Erechim e seus arredores, apresenta crescente relevância na citricultura, sendo considerada uma importante área produtora no Rio Grande do Sul, com envolvimento significativo de agricultores familiares e expansão contínua da área cultivada. \r\nEstima-se que a atividade envolva dezenas de produtores e apresente potencial de crescimento, sendo incentivada como estratégia de diversificação das propriedades rurais e geração de renda. Além disso, iniciativas locais têm promovido a expansão da cultura, com distribuição de mudas, capacitação técnica e realização de eventos especializados, evidenciando o fortalecimento do setor na região. \r\nContudo, a intensificação da citricultura também implica em uma maior pressão de doenças, demandando o desenvolvimento de estratégias sustentáveis de manejo fitossanitário. Nesse contexto, a busca por alternativas ao controle químico, como o uso de agentes de controle biológico, torna-se essencial para garantir a sanidade dos pomares, reduzir impactos ambientais e viabilizar sistemas produtivos mais sustentáveis. \r\nAssim, o presente projeto se justifica pela necessidade de gerar conhecimento aplicado à realidade regional, contribuindo para o fortalecimento da citricultura no Alto Uruguai por meio de práticas inovadoras e ambientalmente adequadas.\r\n\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\n\r\nO patógeno Alternaria spp., que será utilizado no presente estudo, pertence à coleção de fitopatógenos do Laboratório de Fitopatologia da UFFS – Campus Erechim e foi isolado a partir de tecidos sintomáticos de citros, coletados em pomares da região de Marcelino Ramos - RS. Será realizadao o cultivo monospórico do fungo e posterior repicagem para meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar), conforme metodologia descrita por Devite et al. (2023). A identidade do patógeno ainda será confirmada por características moleculares (rDNA).\r\nSerão avaliados agentes de controle biológico disponíveis em produtos comerciais à base de Bacillus spp. (microrganismo e metabólito). Como padrão de controle químico, será utilizado o fungicida trifloxistrobina + tebuconazol, recomendado para o controle da mancha de alternária em citros. Os tratamentos consistirão em: T1) Testemunha; T2) Produto biológico A; T3) Produto biológico B; T4) fungicida trifloxistrobina + tebuconazol (marca comercial: Nativo); T5) Produto biológico A + fungicida; e T6) Produto biológico B + fungicida. O delineamento experimental utilizado nos ensaios descritos a seguir será o inteiramente casualizado com 5 repetições por tratamento.\r\n\r\n\r\nI)\tInibição de Alternaria spp. in vitro\r\nNeste teste será considerado o potencial de inibição do patógeno em cada tratamento. Serão realizados testes prévios a fim de determinar a dosagem mais adequada de cada produto biológico. Os produtos comerciais à base de Bacillus spp. serão diluídos e plaqueados em meio de cultura TSA (Tryptic Soy Agar) conforme metodologia preconizada por Ribeiro et al. (2025).\r\nPara o fungicida, será utilizada a dose recomendada em bula (0,6 a 0,8 L/ha; calda de 1000 a 2000 L). O fungicida será incorporado ao meio de cultura BDA através da técnica de diluição seriada (TÖFOLI; DOMINGUES; KUROZAWA, 2003; TONIN et al., 2013).\r\nApós as diluições, um disco (~ 5 mm Ø) contendo micélio e conídios de Alternaria spp. será colocado no centro de cada placa de Petri contendo meio de cultura BDA contendo os respectivos tratamentos. Na testemunha, haverá apenas o meio de cultura BDA, sem suplementação. As placas serão incubadas à 25 °C e fotoperíodo de 12 h.\r\nDiariamente serão realizadas medidas – em direções perpendiculares, do diâmetro de crescimento do patógeno nas placas. A partir dos resultados obtidos será calculado o índice de velocidade de crescimento micelial [IVCM=Σ(D-Da)/N], em que: D é o diâmetro atual da colônia, Da é o diâmetro da colônia no dia anterior e N é o número de dias após a inoculação (OLHER et al., 2021; RIBEIRO et al., 2025).\r\nPara o cálculo da inibição do crescimento micelial (ICM) serão considerados os valores de diâmetro das colônias no último dia de incubação: [I=(C-T)/C x100], em que I representa o percentual de inibição, C corresponde ao diâmetro de crescimento micelial na testemunha e T é o diâmetro do crescimento micelial em um referido tratamento - que não a testemunha (MOHIDDIN; KHAN, 2013; RIBEIRO et al., 2025).\r\nPara melhor acurácia dos resultados obtidos, esse ensaio será conduzido em triplicata.\r\n\r\n\r\nII)\tPosicionamento de produtos biológicos para o controle da mancha de alternária em citros pelo método da folha destacada\r\nEssa etapa consistirá em um ensaio conduzido em delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 7 + 2, sendo 2 métodos de aplicação de tratamentos (preventivo e curativo) e 7 tratamentos com produtos [T2) Produto biológico A; T3) Produto biológico B; T4) fungicida trifloxistrobina + tebuconazol (marca comercial: Nativo); T5) Produto biológico A + fungicida; e T6) Produto biológico B + fungicida; T7) Produto biológico A + B + fungicida]. Além disso, haverá uma testemunha negativa (sem o patógeno) e uma testemunha positiva (com o patógeno). O ensaio será conduzido em duplicata.\r\nSerão coletadas folhas jovens, sadias e completamente expandidas em mudas de citros (ex.: laranja), em variedade suscetível à mancha de alternária. Em laboratório, as folhas serão submetidas a assepsia prévia (hipoclorito 1% durante 1 min. e lavadas em água estéril). Após, as folhas serão dispostas em caixas gerbox, devidamente esterilizadas, contendo papel filtro esterilizado e umedecido com água destilada e esterilizada. O pecíolo das folhas será envolvido em algodão umedecido, a fim de assegurar a turgescência durante o experimento. Em cada gerbox serão colocadas 3 folhas (DEVITE et al., 2023).\r\nO patógeno será inoculado nas folhas destacadas a partir de uma suspensão de conídios com concentração entre 105 a 106 conídios mL-1 (CANIHOS et al., 1999). \r\nPara o teste de controle preventivo, será aplicado com o auxílio de um pincel, 1 mL de cada tratamento sobre a face abaxial das folhas. Duas horas após a aplicação, quando os tratamentos já tiverem secado na folha, será feita a inoculação do patógeno; essa etapa será feita com o auxílio de um frasco pulverizador e será aplicado em torno de 1 mL da suspensão de conídios sobre as folhas. Após a inoculação, o material será incubado a 27 °C e fotoperíodo de 12 h (DEVITE et al., 2023).\r\nJá, para o teste de controle curativo, as folhas serão previamente inoculadas com o mesmo volume de suspensão de conídios do patógeno, mantidas em câmara incubadora à 27 °C durante 24 h. Em seguida, os tratamentos com os produtos (biológicos e fungicida) serão aplicados sobre as folhas inoculadas, em mesma dosagem e método de aplicação.\r\nTanto para o método preventivo, quanto para o curativo, o período de incubação das amostras será de 7 dias, quando então será avaliada a presença de sintomas típicos da doença (Figura 1); nesse momento será determinada a área injuriada, que consiste no percentual de área foliar afetada pela doença, com o auxílio de uma escala diagramática (Figura 2), atribuindo-se notas entre 0% e 97% (MARTELLI et al., 2016).\r\n\r\n \r\nFigura 1. Sintomas típicos da mancha marrom causada por Alternaria em folhas de tangerina Murcott. Fonte: MARTELLI et al. (2016).\r\n\r\n\r\n \r\nFigura 2. Representação diagramática em escala de dez níveis para determinar a porcentagem da área foliar com sintomas de mancha marrom de Alternaria causada por Alternaria alternata. Fonte: MARTELLI et al. (2016).\r\n\r\nOs dados obtidos nos ensaios I e II serão submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativas, as médias serão comparadas pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05) com o auxílio do software estatístico SISVAR 4.5 (FERREIRA, 2011).\r\n\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se, ao final dos 12 meses de execução do projeto:\r\n•\tIdentificar agentes de controle biológico à base de Bacillus spp. com potencial para o manejo da mancha de alternária em citros.\r\n•\tDemonstrar a eficiência dos produtos biológicos na inibição do crescimento micelial de Alternaria alternata em condições in vitro.\r\n•\tValidar o efeito dos agentes biológicos em condições semi-controladas, por meio do método de folha destacada, permitindo rápida triagem de estratégias de manejo.\r\n•\tDeterminar o posicionamento mais eficiente dos produtos (preventivo e/ou curativo), bem como o efeito da integração com fungicidas químicos.\r\n•\tEstabelecer parâmetros técnicos de aplicação, incluindo dose, momento e forma de uso dos agentes biológicos.\r\n•\tDesenvolver um protocolo tecnológico de aplicação, passível de utilização por produtores e técnicos da região.\r\n•\tGerar subsídios para futura validação em condições de campo e possível desenvolvimento de bioinsumos.\r\n•\tContribuir para a redução do uso de fungicidas químicos no manejo da doença, promovendo sistemas produtivos mais sustentáveis.\r\n•\tCapacitar o estudante de graduação em metodologias aplicadas à Fitopatologia e inovação tecnológica, com formação voltada à resolução de problemas reais da agricultura.\r\n•\tFortalecer a citricultura regional por meio da geração de conhecimento aplicado e transferível à realidade dos produtores do Alto Uruguai.\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nCANIHOS, Y.; PEEVER, T.L.; TIMMER, L.W. Temperature, leaf wetness, and isolate effects on infection of Minneola tangelo leaves by Alternaria spp. Plant Disease, v. 83, p. 429-433, 1999.\r\n\r\n\r\nDEVITE, F.T. et al. Mandarin essential oils as an alternative method of controlling the fungus Alternaria alternata (Fr.: Fr.) Keissler. Horticulturae, v. 9, n. 613, 2023.\r\n\r\n\r\nFERREIRA, D.F. Sisvar: A computer statistical analysis system. Ciência E Agrotecnologia (UFLA), v. 35, p.1039-1042, 2011.\r\n\r\n\r\nGARMENDIA, A. et al. Plant protection products to control alternaria brown spot caused by Alternaria alternata in citrus: A Systematic Review. Agronomy, v. 15, n. 1343, 2025.\r\n\r\n\r\nLI, Y. et al. The application of Bacillus amyloliquefaciens and Arbuscular Mycorrhizal Fungi displays curative effects on Citrus Huanglongbing. Frontiers in Plant Science, v. 16, 1636064, 2025.\r\n\r\n\r\nMANNAI, S. et al. Antifungal effect of three Trichoderma species against the citrus black spot caused by Phyllosticta citricarpa in Tunisia. Egyptian Journal of Biological Pest Control, v. 35, n. 15, 2025.\r\n\r\n\r\nMARTELLI, I.B. et al. Diagramatic scale for assessing foliar symptoms of alternaria brown spot in citrus. Agronomy Science and Biotechnology, v. 2, n. 2, p. 57-61, 2016.\r\n\r\n\r\nMOHIDDIN, F.A.; KHAN, M.R. Tolerance of fungal and bacterial biocontrol agents to six pesticides commonly used in the control of soil borne plant pathogens. African Journal of Agricultural Research, v. 8, p. 5272–5275, 2013.\r\n\r\n\r\nOLHER, M.L.A.R. et al. Controle in vitro do crescimento micelial e da germinação de conídios de Botrytis cinerea por metabólitos e extratos de Pisolithus microcarpus. Brazilian Journal of Development, v. 7, p. 15008-15025, 2021.\r\n\r\n\r\nRIBEIRO, P.F. DE A. et al. In vitro compatibility of herbicides with bionematicides and action on Meloidogyne javanica. Tropical Plant Pathology, v. 50, n. 6, 2025.\r\n\r\n\r\nTÖFOLI, J.G.; DOMINGUES, R.J.; KUROZAWA, C.  Ação “in vitro” de fungicidas no crescimento micelial e germinação de conídios de Alternaria solani, agente causal da pinta preta do tomateiro. Arquivos do Instituto Biológico, v. 70, n. 3, p.337-345, 2003.\r\n\r\n\r\nTONIN, R.F.B. et al. In vitro mycelial sensitivity of Macrophomina phaseolina to fungicides. Pesquisa Agropecuária Tropical, v. 43, n. 4, p. 460-466, 2013.\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Biodiversidade, Sistemas de Produção Agrícola e Educação Ambiental","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":97,"projeto_registro":"PES-2026-280","projeto_titulo":"Dinâmica da ferrugem da folha em aveia submetida à aplicação de fungicidas químicos e microbiológicos","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"PAOLA MENDES MILANESI","nome_campus":"Erechim","desc_area_cnpq":"FITOPATOLOGIA","palavras_chave":"Avena sativa L.; Controle químico; Grãos; Produtividade; Puccinia coronata f. sp. avenae","resumo":"FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nA aveia branca (Avena sativa L.) é o sexto cereal mais cultivado no mundo (FAO, 2014). Trata-se de um alimento versátil e nutritivo que tem ganhado importância crescente na dieta brasileira devido aos seus benefícios nutricionais, versatilidade na cozinha, produção nacional e papel na promoção da saúde e bem-estar geral. A produção desse cereal no Rio Grande do Sul, alcançou 958.938 toneladas na safra 2025 (EMATER/RS-ASCAR, 2025).\r\nContudo, nessa safra, apesar da cultura ter apresentado desenvolvimento inicial satisfatório, as condições ambientais existentes – sob vigência do fenômeno climático “El Niño”, incorreram em precipitações volumosas, alta umidade do ar e nebulosidade, principalmente quando a aveia branca atingiu o período reprodutivo. Tais condições comprometeram a produtividade e qualidade dos grãos, implicando em redução de 27,6% em relação à produtividade obtida na safra 2022. Além disso, a qualidade final do produto obtido não foi boa (CONAB, 2024), considerando-se a alta incidência de doenças na panícula da aveia, tais como a fusariose.\r\nAlém das doenças que infectam as panículas, a ferrugem da folha, é também uma ameaça a produção do cereal. Causada pelo fungo Puccinia coronata f. sp. avenae (Basisiomycota; MYCOBANK, 2024), trata-se da mais devastadora doença em aveia, sendo que as cultivares hexaplóides de A. sativa são algumas das hospedeiras mais comuns para esse patógeno. Estima-se que Puccinia coronata sensu lato tenha em torno de 290 hospedeiros botânicos já catalogados (NAZARENO et al., 2018).\r\nA diagnose da doença pode ser confirmada pela observação da presença, nas folhas, de pequenas pústulas (urédias) amarelas, sendo que estas também podem ser formadas na bainha e na panícula da aveia. Essas urédias, diminutas, diferenciam-se daquelas formadas na ferrugem do colmo (causada pelo fungo Puccinia graminis f. sp. avenae), além da ausência de tecidos epidermais visíveis ao redor das urédias (DEUNER et al., 2021).\r\nA ferrugem da folha em aveia desenvolve-se bem nos três Estados da região Sul do Brasil. Uma maior severidade da doença é configurada quando as condições ambientais vigentes são de alta umidade relativa (próxima a 100%) e temperaturas amenas, entre 18 e 22 °C. Os estádios fenológicos mais iniciais da cultura (perfilhamento e elongação), seguido pelo emborrachamento, são as que há maior severidade da doença em aveia (DEUNER et al., 2021).\r\nPor ser uma doença agressiva, que causa desfolha e redução nos componentes de rendimento, peso hectolitro e produtividade, a ferrugem da folha deve ser controlada antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Para isso, a utilização de fungicidas é uma ferramenta que deve ser empregada, embora faltem dados atualizados – em relação a fungicidas sistêmicos recentemente lançados no mercado, quanto ao seu efeito no controle dessa doença. Da mesma forma, pouco é conhecido a respeito da mistura de fungicidas sistêmicos ao multissítio mancozebe. \r\nAdicionalmente, o uso de fungicidas microbiológicos aplicados em parte aérea tem emergido como uma estratégia promissora no manejo de doenças foliares em cereais de inverno, incluindo as ferrugens. Produtos à base de microrganismos como Bacillus spp., Pseudomonas spp. e Trichoderma spp. apresentam múltiplos mecanismos de ação, tais como antibiose, competição por nicho ecológico, produção de metabólitos antifúngicos e indução de resistência sistêmica nas plantas. Estudos recentes demonstram que aplicações foliares desses agentes podem reduzir a severidade de doenças, especialmente quando integradas ao manejo químico convencional (BACKER et al., 2018; KUMAR et al., 2024). Entretanto, a eficiência desses agentes pode variar em função das condições ambientais e da interação patógeno-hospedeiro, reforçando a necessidade de estudos em condições de campo para culturas como a aveia branca.\r\nNesse sentido, o referido subprojeto justifica-se pela necessidade de buscar respostas no que tange a utilização de fungicidas sistêmicos combinados a doses do multissítio mancozebe, em cultivares de aveia suscetíveis à ferrugem da folha, a fim de verificar a resposta de controle da doença e os efeitos sobre os componentes de rendimento, peso hectolitro e produtividade.\r\n\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\n\r\nO experimento será conduzido na Área Experimental e no Laboratório de Fitopatologia, ambos localizados na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Erechim/RS, na safra 2026. \r\nO solo do local é classificado como Latossolo Vermelho Aluminoférrico típico (Oxisol), unidade de mapeamento Erechim (SANTOS et al., 2018). Previamente, foram coletadas amostras de solo na profundidade 0,00-0,10 m para a caracterização química, sendo: pH: 5,6; matéria orgânica (MO): 5,0% (teor médio); P: 20,8 mg dm-3; K: 393,6 cmolc dm-3; Al: 0,0 cmolc dm-3; Ca: 9,5 cmolc dm-3; Mg: 4,7 cmolc dm-3; e CTC: 15,2 cmolc dm-3. O clima do local é classificado como Cfa (clima temperado úmido com verão quente) conforme classificação de Köppen, apresentando chuvas bem distribuídas ao longo do ano (CEMETRS, 2012).\r\nSerá avaliada uma cultivar de aveia granífera, com resposta moderadamente suscetível (MS) a ferrugem da folha, sendo que a semeadura será realizada, em sistema de plantio direto na palha, até o final de junho de 2023. A área onde o experimento será implantado tem como histórico: pousio (2024), aveia preta (2025 - inverno), milheto (2025 – verão), nabo forrageiro (2026 - pré-aveia). Será realizada dessecação em pré-semeadura da aveia com os herbicidas cletodim (240 g L-1; 0,5 L ha-1 + 0,5% óleo mineral v/v) e glifosato (620 g L-1; 3,0 L ha-1 + 0,5% óleo mineral v/v) com um volume de calda de 200 L ha-1 conforme a bula dos herbicidas. \r\nO experimento será conduzido em delineamento experimental de blocos casualizados (DBC) com 4 repetições e 10 tratamentos, totalizando 40 unidades experimentais (parcelas). Cada parcela terá dimensões de 1,02 m de largura por 5 m de comprimento, totalizando 5,1 m2.\r\nAs sementes de aveia serão tratadas com fungicida e inseticida. A semeadura será realizada com semeadora de fluxo contínuo, com linhas espaçadas em 0,17 m, sendo a densidade de sementes por m linear adequada a obtenção da população final (plantas ha-1) recomendada para cada cultivar que será utilizada.\r\nA adubação de base será realizada com fertilizante mineral N-P-K, conforme a formulação disponibilizada pela Coordenação Adjunta de Áreas Experimentais do Campus Erechim (CAAEX-ER). A partir disso, tomando-se por base a interpretação da análise de solo realizada previamente, será realizado o cálculo de adubação conforme a necessidade da área (CQFS, 2016). Posteriormente, serão realizadas duas aplicações de uréia (45% N), em que a primeira será feita quando as plantas estarão expandindo a quarta folha (3,5 folhas); e a segunda na expansão da sexta folha (5,5). As quantidades calculadas posteriormente, tomando por base a quantidade de nitrogênio que será disponibilizada na adubação de base.\r\nSerão realizadas aplicações de fungicidas, padronizadas para todos os tratamentos (exceto testemunha), tendo como foco principal o controle de ferrugem da folha da aveia. Essas aplicações serão realizadas, considerando as doses de bula, nos estádios de perfilhamento, elongamento, emborrachamento e florescimento da cultura. Essas aplicações serão realizadas em um intervalo de 14 a 15 dias e o volume de calda será regulado em 150 L ha-1.\r\nPara o controle de ferrugem da folha, os fungicidas utilizados constituirão os seguintes tratamentos, aplicados de forma sequencial: \r\nT1) testemunha, sem aplicação de fungicidas; \r\nT2) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina (125 g/L + 175 g/L + 150 g/L); \r\nT3) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + biológico A (1ª e 2ª aplicação);\r\nT4) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + biológico B (3ª e 4ª aplicação);\r\nT4) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha);\r\nT5) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha); \r\nT6) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha) + biológico A (1ª e 2ª aplic.); \r\nT7) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico A (1ª e 2ª aplic.); \r\nT8) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (1,5 kg/ha) + biológico B (3ª e 4ª aplic.);\r\nT9) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico B (3ª e 4ª aplic.);\r\nT10) bixafem + protioconazol + trifloxistrobina + mancozebe (2,0 kg/ha) + biológico (A - 1ª e 2ª; e B - 3ª e 4ª aplic.).\r\nPara a aplicação dos fungicidas, contar-se-á com o auxílio de um pulverizador costal pressurizado a CO2, equipadas com pontas tipo leque (modelo 110:02), espaçadas em 0,5 m. A regulagem do volume de calda será feita para 150 L ha-1. \r\nPara o controle da planta daninha azevém (Lolium multiflorum) serão realizadas capinas manuais. Já as aplicações de inseticida, visando o controle de pulgões e percevejos, serão realizados conforme preconizado nas Indicações Técnicas para a Cultura da Aveia (DANIELOWSKI et al. 2021).\r\nA eficiência dos tratamentos fungicidas no controle da ferrugem da folha da aveia será quantificada pela severidade (%) da doença em cada tratamento. Para isso serão realizadas avaliações semanais, em cada unidade experimental, a partir do surgimento – por infecção natural, da doença, totalizando 10 avaliações (WESP et al., 2008). A escala diagramática de Stubbs et al. (1986) será utilizada para atribuir as notas de severidade (%) para cada tratamento. Os dados obtidos serão utilizados para estimar a área abaixo da curva de progresso da doença (ASCPD), por integração trapezoidal, utilizando a equação:\r\n\r\nASCPD = ([(Yi+1+Yi) x 0,5] [Ti+1-Ti]  , em que:\r\n\r\nYi = percentagem de área foliar afetada pela ferrugem na i-ésima observação, Ti = tempo (em dias) no momento da i-ésima observação e n = número total de observações (SHANER; FINNEY, 1977). \r\nA taxa de progresso da doença (r) será estimada através da severidade da ferrugem da folha durante o período de avaliações, sendo r= percentagem de área foliar afetada/dia (CHAVES et al., 2004). A severidade no final do ciclo da aveia será aquela obtida no momento da última avaliação realizada.\r\nA colheita da aveia será realizada manualmente, com o auxílio de uma foice e um quadro de PVC a fim de fazer a medição da área útil, correspondente aos 4 m² centrais de cada parcela. As amostras coletadas serão trilhadas com auxílio de trilhadora estacionária de parcelas e, sem seguida, serão encaminhadas para o Laboratório de Fitopatologia para aferição de: i) umidade das amostras, com auxílio do medidor de umidade de grãos portátil (marca Gehaka Agri, modelo G600) e, após, será ajustada para 13%; ii) o peso hectolitro (PH), determinado com balança específica para essa finalidade (marca Dalle Molle modelo 40); e iii) peso de mil grãos (PMG, g), medido por contagens de oito amostras de 100 grãos cada e pesando-as em balança analítica (BRASIL 2009). Finalmente, será determinada a produtividade de grãos (kg ha-1) em cada tratamento.\r\nOs dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F (p ≤ 0,05) e, se significativos aplicou-se o teste de Tukey (p ≤ 0,05) para comparação de médias. As análises foram realizadas com o software estatístico SISVAR versão 5.6 (FERREIRA, 2011).\r\n\r\n\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\nEspera-se que, com o referido subprojeto, possa-se ampliar o conhecimento sobre o controle químico, combinado ao controle biológico, para a ferrugem da folha da aveia, a mais importante doença da cultura. O uso combinado de fungicidas sistêmicos, multissítios e biológicos, tem sido essencial em outras grandes no manejo de doenças culturas que causam danos acentuados na produtividade e tal combinação já demonstra resultados positivos, assegurando menores taxas de insensibilidade de patógenos aos fungicidas sistêmicos utilizados. \r\nNesse viés, em um estudo paralelo, pode-se estudar também o número de aplicações desses fungicidas em aveia. No presente estudo, propõe-se 4 aplicações. No entanto, a depender da safra, se a pressão de doença for reduzida, como será o comportamento das cultivares com duas aplicações? Ao mesmo tempo que, em uma safra mais favorável ao patógeno, será que três aplicações são suficientes para contemplar um bom manejo de doenças na aveia? \r\nConcomitantemente, busca-se capacitar recursos humanos para o correto diagnóstico de ferrugem da folha, bem como de outros patógenos incidentes sobre a aveia granífera, no decorrer da realização do experimento. Desta forma, a participação do(a) bolsista é essencial para o desenvolvimento do subprojeto, pois o(a) mesmo(a) envolve diversas atividades de campo e laboratório. \r\nAssim, este processo capacitará o(a) discente, pela associação de conhecimentos teóricos e práticos. Por meio da iniciação científica, também busca-se incentivar que o(a) bolsista participe de eventos relacionados à área, aprimorando saberes e interagindo com outros bolsistas e pesquisadores.\r\n\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nBACKER, R. et al. Plant Growth-Promoting Rhizobacteria: context, mechanisms of action, and roadmap to commercialization of biostimulants for sustainable agriculture. Frontiers in Plant Science, v. 9, p. 1473, 2018.\r\n\r\nBRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Regras para análise de sementes. Mapa/ACS. 2009.\r\n\r\n\r\nCEMETRS - CENTRO ESTADUAL DE METEOROLOGIA: Atlas climático do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Disponível em: https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202005/13110034-atlas-climatico-rs.pdf. Acesso em: 11 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nCHAVES, M.S.; MARTINELLI, J.A.; FEDERIZZI, L.C. Resistência quantitativa à ferrugem da folha em genótipos de aveia branca: I - Caracterização da reação em condições de campo. Fitopatologia Brasileira, v. 29, p. 35-42, 2004.\r\n\r\n\r\nCONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, safra 2023/2024 - 4º levantamento. Janeiro, v. 11, n. 4, 2024. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras?view=default. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nCQFS - Comissão de Química e Fertilidade do Solo. Manual de calagem e adubação para os Estados de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 2016. 376p.\r\n\r\n\r\nDANIELOWSKI, R. et al. Informações técnicas para a cultura de aveia: XL Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa da Aveia. Três de Maio: Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM). 2021. 190p. \r\n\r\n\r\nDEUNER, C.C. et al. Manejo de doenças. In: DANIELOWSKI, R. et al. Informações técnicas para a cultura de aveia: XL Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa da Aveia. Três de Maio: Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM). pp. 107-117. 2021. \r\n\r\n\r\nEMATER/RS-ASCAR. Estimativa Final Safra de Inverno 2025. 2025. Disponível em: https://www.emater.tche.br/site/arquivos_pdf/safra/safraTabela_07022024.pdf. Acesso em: 30 de março de 2025.\r\n\r\n\r\nSANTOS HG et al. 2018. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5.ed. Passo Fundo: 479 Embrapa.\r\n\r\n\r\nFERREIRA, D. F. Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência & Agrotecnologia, v. 35, n.6, p. 1039-1042, 2011.\r\n\r\n\r\nFood and Agriculture Organization (FAO). FAOSTAT Statistical Database. Rome: FAO. 2014. Disponível em: http://www.fao.org/faostat/en/#data. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nKUMAR, S. et al. Role of Biocontrol Agents in Suppressing Plant Pathogen: A Compressive Analysis. Journal of Scientific Research and Reports, v. 30, n. 10, p. 1004-1015, 2024.\r\n\r\n\r\nMYCOBANK. Puccinia coronata var. avenae. 2024. Disponível em: https://www.mycobank.org/page/Name%20details%20page/123946. Acesso em: 05 de abril de 2024.\r\n\r\n\r\nNAZARENO E. S. et al. Puccinia coronata f. sp. avenae: a threat to global oat production. Molecular Plant Pathology, v. 19, n. 5, p. 1047-1060, 2018.\r\n\r\n\r\nSHANER, G.; FINNEY, R.E. The effect of nitrogen fertilizationon the expression of slow mildewing resistance in Knox wheat. Phytopathology, v. 67, p. 1051-1056, 1977.\r\n\r\n\r\nSTUBBS, R.W. et al. Manual de metodologia sobre las enfermedades de los cereales. México DF. CYMMIT. 1986. 55p.\r\n\r\n\r\nWESP, C. L. et al. Herança da resistência quantitativa à ferrugem da folha em linhagens recombinantes de aveia branca. Tropical Plant Pathology, v. 33, n. 2, p.138–147, 2008. \r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Manejo Sustentável dos Sistemas Agrícolas - MASSA","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":98,"projeto_registro":"PES-2026-279","projeto_titulo":"Modelagem de propriedades antioxidantes de moléculas via aprendizado de máquina","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"CLOVIS CAETANO","nome_campus":"Realeza","desc_area_cnpq":"QUÍMICATEÓRICA","palavras_chave":"Antioxidantes; Aprendizado de Máquina; Biodiesel; Modelagem Molecular","resumo":"RESUMO\r\n\r\nEste projeto de iniciação científica visa desenvolver modelos computacionais para prever a atividade antioxidante de pequenas moléculas. O projeto parte da organização de um banco de dados de moléculas antioxidantes a partir de bases públicas. Em seguida, serão calculadas propriedades moleculares relevantes e construídos modelos de regressão e classificação para identificar candidatos com alto potencial antioxidante. Espera-se gerar um banco de dados estruturado, modelos preditivos avaliados e uma lista preliminar de moléculas promissoras, fornecendo uma ferramenta de triagem virtual para apoiar futuras investigações experimentais em biodiesel e outros sistemas lipídicos.\r\n\r\nFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\r\n\r\nA busca por fontes de energia sustentáveis consolidou o biodiesel como uma alternativa estratégica ao diesel fóssil. No entanto, sua estrutura química — composta por moléculas orgânicas sensíveis ao oxigênio — torna o combustível vulnerável à degradação natural ao longo do tempo. Esse processo de deterioração é acelerado por fatores como calor, exposição à luz e contato com metais, resultando na formação de resíduos e substâncias ácidas. Tais subprodutos prejudicam a qualidade do combustível e podem causar danos ao desempenho e à vida útil dos motores (KNOTHE, 2007).\r\n\r\nPara evitar essa degradação, são utilizados antioxidantes, que são substâncias capazes de interromper as reações químicas que causam a deterioração do combustível (HOSSEINZADEH-BANDBAFHA, 2022). Embora aditivos sintéticos tradicionais (como o BHT e o TBHQ) sejam amplamente aplicados, existe um interesse crescente na busca por novas moléculas. O foco atual recai sobre compostos de origem natural ou que apresentem maior facilidade de dissolução em óleos, visando não apenas uma proteção mais eficiente, mas também um menor impacto ambiental.\r\n\r\nNesse cenário, a utilização de ferramentas computacionais baseadas em inteligência artificial surge como uma alternativa eficaz (WU, 2025). Tradicionalmente, a identificação de novos antioxidantes depende de testes em laboratório que são lentos e de alto custo. O uso de modelos de aprendizado de máquina permite realizar uma triagem digital de milhares de substâncias químicas, identificando antecipadamente aquelas com maior potencial de proteção e melhor capacidade de se misturarem aos óleos. Essa pré-seleção computacional orienta os experimentos reais, focando os esforços laboratoriais apenas nos candidatos mais promissores.\r\n\r\nEspera-se que a integração de algoritmos de inteligência artificial permita traduzir a arquitetura das moléculas em dados numéricos processáveis, estabelecendo correlações precisas entre a estrutura química e a eficiência antioxidante. Essa abordagem pode não apenas acelerar a descoberta de novos aditivos de interesse para o GPERS, mas também proporcionar ao aluno bolsista uma formação interdisciplinar na fronteira entre a Ciência de Dados e a Química, aplicando tecnologia de ponta para solucionar desafios reais na área de energias limpas.\r\n\r\nMETODOLOGIA\r\n\r\nO projeto será desenvolvido em etapas, combinando a formação do aluno bolsista em programação científica com a construção e análise de um banco de dados de moléculas antioxidantes.\r\n\r\n1. Formação inicial em Python e ferramentas\r\n\r\nNo início do projeto, o aluno bolsista será introduzido à linguagem Python e ao uso de ambientes interativos (Jupyter Notebook), com foco em:\r\n- manipulação de dados com pandas;\r\n- operações numéricas com numpy;\r\n- visualização gráfica com matplotlib;\r\n- uso básico da biblioteca scikit-learn para modelos de aprendizado de máquina.\r\n\r\n2. Construção e organização do banco de dados\r\n\r\nSerão utilizados dados de bases públicas especializadas em quimioinformática e produtos naturais para a seleção de pequenas moléculas com atividade antioxidante comprovada. Esses dados serão consolidados em arquivos estruturados, contendo identificadores químicos e suas respectivas representações no formato SMILES (Simplified Molecular Input Line Entry System). \r\n\r\nSerá realizada a triagem inicial para garantir a qualidade dos dados, aplicando procedimentos de limpeza e padronização (remoção de duplicatas e tratamento de valores omissos) com o auxílio da biblioteca pandas. Adicionalmente, será utilizada a biblioteca RDKit para a sanitização das estruturas, assegurando a validade química das moléculas que comporão o banco de dados final. \r\n\r\n3. Propriedades moleculares e modelagem por regressão\r\n\r\nA partir das estruturas SMILES validadas, serão calculados descritores físico-químicos moleculares utilizando o módulo Descriptors da biblioteca RDKit. Serão selecionadas propriedades de relevância biológica e industrial, tais como: massa molar, coeficiente de partição octanol-água (\\log P), área de superfície polar (TPSA), número de doadores e aceptores de ligação de hidrogênio e número de ligações rotacionáveis.\r\n\r\nCom esse conjunto de variáveis, serão construídos modelos de regressão (por exemplo, Random Forest Regressor e Gradient Boosting) para prever quantitativamente a atividade antioxidante. O desempenho será avaliado por divisão treino--teste e validação cruzada, utilizando métricas como erro médio absoluto (MAE) e coeficiente de determinação (R^2).\r\n\r\n4. Classificação e seleção de candidatos\r\n\r\nA partir dos valores contínuos de atividade, será definido um limiar para separar moléculas em classes de alta e baixa atividade antioxidante, formulando um problema de classificação binária. Serão testados classificadores simples (por exemplo, Regressão Logística, Random Forest Classifier) e avaliados por métricas como acurácia, precisão, recall e AUC.\r\n\r\nEntre as moléculas com melhor desempenho previsto, serão aplicados critérios de compatibilidade com sistemas lipídicos (como faixa de logP e tamanho molecular), gerando uma lista preliminar de candidatos mais adequados a óleos e biodiesel, a ser discutida com o Grupo de Pesquisa em Energias Renováveis e Sustentabilidade (GPERS).\r\n\r\n5. Registro e divulgação dos resultados\r\n\r\nAs etapas do trabalho serão documentadas em notebooks Python comentados e anotações complementares. Ao final, os resultados serão reunidos em um relatório de iniciação científica e, se possível, apresentados em forma de resumo em eventos acadêmicos.\r\n\r\nRESULTADOS ESPERADOS\r\n\r\n- Banco de dados de moléculas antioxidantes: conjunto organizado de pequenas moléculas com medidas de atividade antioxidante e propriedades físico-químicas padronizadas, pronto para análise computacional.\r\n    \r\n- Propriedades moleculares calculadas: seleção e cálculo de descritores moleculares relevantes (massa molar, logP, número de doadores/aceptores de hidrogênio, área polar, entre outros) para cada molécula do banco de dados.\r\n    \r\n- Modelos preditivos de regressão: modelos de aprendizado de máquina capazes de prever quantitativamente a atividade antioxidante a partir das propriedades moleculares; avaliação de desempenho usando métricas como R², erro médio absoluto e erro quadrático médio.\r\n    \r\n- Modelos de classificação: algoritmos capazes de separar moléculas em classes de alta e baixa atividade antioxidante, permitindo a identificação das moléculas mais promissoras para aplicação em óleos ou biodiesel.\r\n    \r\n- Lista preliminar de candidatos promissores: seleção de moléculas com boas previsões de atividade e propriedades compatíveis com sistemas lipídicos, para futura validação experimental pelo GPERS.\r\n    \r\n- Registro do aprendizado e metodologias aplicadas: documentação completa das etapas do projeto, incluindo notebooks Python comentados, relatórios parciais e resultados de modelagem.\r\n    \r\n- Divulgação dos resultados: relatório final de iniciação científica e apresentação em eventos acadêmicos, mostrando a metodologia, análise de dados, modelos construídos e potenciais moléculas antioxidantes identificadas.\r\n\r\nREFERÊNCIAS\r\n\r\nHOSSEINZADEH-BANDBAFHA, H. et al. Biodiesel antioxidants and their impact on the behavior of diesel engines: A comprehensive review. Fuel Processing Technology,\r\nv. 232, p. 107264, 2022.\r\n\r\nKNOTHE, G. Some aspects of biodiesel oxidative stability. Fuel Processing Technology, v. 88, n. 7, p. 669677, 2007.\r\n\r\nWU, Z. et al. Machine learning-assisted design of the molecular structure of p phenylenediamine antioxidants. Phys. Chem. Chem. Phys., v. 27, p. 1225612266, 2025.","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Grupo de Pesquisa em Energias Renováveis e Sustentabilidade - GPERS","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":99,"projeto_registro":"PES-2026-278","projeto_titulo":"Desenvolvimento de filmes ativos contendo materiais biodegradáveis e compostos naturais","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VANIA ZANELLA PINTO","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"EMBALAGENS DE PRODUTOS ALIMENTARES","palavras_chave":"biomateriais; casting; filmes","resumo":"A engenharia de tecidos se destaca como um dos campos mais interdisciplinares e em rápida evolução. Os materiais de andaime (scaffolds) e as tecnologias de fabricação são importantes nesta área. Uma grande variedade de scaffolds à base de polímeros, naturais e sintéticos são empregados na engenharia de tecidos e independentemente da origem, estes materiais devem atender a critérios de projeto específicos para serem funcionais e clinicamente valiosos [1]. Cada método de fabricação oferece benefícios exclusivos sob diferentes parâmetros de processamento, e inovações recentes melhoraram as propriedades do scaffold, levando ao desenvolvimento de intervenções mais eficazes. Por exemplo, nanofibras eletrofiadas fornecem topografia de imitação de matriz extracelular que aumenta a orientação e diferenciação celular [2]. As peliculas de amido e celulose possuem capacidade de manter sua estrutura em ambientes aquosos e também possuem capacidade de mimetizar a matriz extracelular [3]\r\nIdealmente, os scaffolds devem ser compatíveis com superfícies e arquitetonicamente congruentes com tecidos hospedeiros. O desenvolvimento futuro deve visar novos projetos de andaimes e uma compreensão mais profunda de suas interações no contexto biomédico, especialmente quando processados a partir de polímeros inteligentes. As abordagens nanotecnológicas podem ser particularmente benéficas em características de andaimes de engenharia em dimensões favoráveis para interações celulares e biomoleculares [4].\r\n\r\nMateriais e Métodos\r\nOs compostos naturais serão produzidos utilizando cada amostra adicionada de água e agitados por 1h em agitador magnético. Os extratos serão analisados e padronizados quanto ao teor de antocianinas monoméricas totais (Giusti; Wrolstad, 2001).\r\nOs filmes serão elaborados com a mistura de amido de mandioca (2% m/v) e de milho (2% m/v), adicionados dos diferentes compostos naturais. A solução formadora de filme será preparada com os insumos misturados e aquecidos em banho-maria à 85°C ± 2°C para promover a gelatinização do amido. Após em placas de petri descartáveis serão pesadas 20g da solução em cada uma, sendo secas em estufa com circulação de ar (SPlabor, Modelo SP-102/64, Brasil) durante 16h a 40 ºC. Após os filmes ficarão acondicionados com tampa nas próprias placas de petri até o momento das análises. \r\nCaracterização dos filmes\r\nA espessura dos filmes será medida utilizando-se um micrômetro digital (Insize Modelo 3109-25A) sendo a média de oito medidas aleatórias em diferentes pontos dos filmes.\r\nA solubilidade será determinada utilizando as amostras de filmes cortadas em discos de 2,5 cm de diâmetro após determinação da matéria seca inicial de cada amostra em estufa a 105ºC durante 24h. Logo após as amostras serão colocadas em tubos de centrífuga com 50mL de água destilada em cada um, mantidos sob agitação branda em banho Dubnoff (Novatécnica, NT 232, Brasil) durante 24h à 25ºC. Na sequência, as amostras serão retiradas dos tubos e secas novamente a 105ºC durante 24h para determinar a massa de matéria seca que não se dissolveu durante a agitação com a água.\r\nOs dados serão submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de significância. \r\n\r\nResultados esperados\r\nEspera-se que os filmes apresentem reduzida solubilidade em água, para que assim possa manter sua integridade quando utilizada em alimentos.\r\n\r\nReferências \r\n[1] Jafari, M.; Paknejad, Z.; Rad, M.R.; Motamedian, S.R.; Eghbal, M.J.; Nadjmi, N.; Khojasteh, A. Polymeric Scaffolds in Tissue Engineering: A Literature Review. J. Biomed. Mater. Res.-Part B Appl. Biomater. 2017, 105, 431–459\r\n\r\n[2] Ye, B.; Wu, B.; Su, Y.; Sun, T.; Guo, X. Recent Advances in the Application of Natural and Synthetic Polymer-Based Scaffolds in Musculoskeletal Regeneration. Polymers 2022, 14, 4566\r\n[3] Tang, Y.; Shi, C.; Zhu, Y.; Yang, M.; Sheng, K. Cellulose as a sustainable scaffold material in cultivated meat production. Current Research in Food Science.2024, 9, 100846\r\n[4] Jagtap, J.S.; Labhade, S.D.; Chitlange, S.S.; Mahadevan, S. Biopolymer Conjugated Protein-Based Hydrogel Scaffolds for Tissue Engineering Application. Int. J. Pharm. Pharm. Res. 2020, 17, 284–316\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"},{"_id":100,"projeto_registro":"PES-2026-277","projeto_titulo":"DESENVOLVIMENTO DE BIOTINTAS PARA IMPRESÃO 3D","data_inicio":"2026-09-01","data_fim":"2027-08-31","quant_coordenadores":1,"coordenadores":"VANIA ZANELLA PINTO","nome_campus":"Laranjeiras do Sul","desc_area_cnpq":"QUÍMICA, FÍSICA, FÍSICO-QUÍM. BIOQ. DOS ALI. MAT. PRIMAS ALI","palavras_chave":"3D printing; biomateriais; manufatura aditiva","resumo":"Fundamentação teorica\r\n\r\nA impressão 3D utiliza modelos digitais (CAD) para construir estruturas camada por camada, empregando diferentes materiais. A manufatura aditiva tem emergido como uma tecnologia disruptiva no setor alimentício, oferecendo possibilidades inovadoras para personalização nutricional, complexidade geométrica e produção de alimentos sob demanda (Lipton et al., 2015; Lille et al., 2018). No entanto, a adoção dessa tecnologia requer o desenvolvimento de ingredientes com propriedades reológicas adequadas, como viscosidade e tensão de escoamento, para garantir a estabilidade dimensional durante e após a impressão (Godoi et al., 2016).\r\nO amido é amplamente utilizado devido à sua grande abundância presentes em diversos alimentos, mas também à sua capacidade de gelificação e a facilidade de criar pastas com elevada viscosidade e parâmetros reológicos satisfatórios, sem necessidade de reagentes químicos (Chen, et al., 2024; Silva, 2023; Brandão, 2023; Wiltgen, 2021). Também, outros ingredientes têm sido explorados para melhorar a impressibilidade e as propriedades nutricionais dos alimentos impressos. Hidrocolóides, como goma xantana, goma guar e carboximetilcelulose (CMC), são frequentemente adicionados para ajustar a viscosidade e a estabilidade das formulações, garantindo uma extrusão uniforme e uma estrutura final coesa (Chen et al., 2024). Esses polissacarídeos atuam com o mesmo objetivo em que são aplicados na indústria, sendo espessantes e estabilizantes, permitindo a impressão de géis com diferentes texturas, desde macios até firmes, dependendo da aplicação desejada (Liu et al., 2019).\r\nProteínas alternativas também têm ganhado destaque na impressão 3D de alimentos, tanto por questões de sustentabilidade quanto por demandas nutricionais. Proteínas vegetais, como as derivadas de soja, ervilha e feijão, têm sido utilizadas devido à sua capacidade de formação de géis e à crescente demanda por produtos à base de plantas (Lille et al., 2018). Essas proteínas podem ser modificadas por tratamentos térmicos ou enzimáticos para melhorar suas propriedades reológicas, tornando-as mais adequadas para extrusão em impressoras 3D (Maniglia et al., 2020). Além disso, proteínas de insetos, como as de grilos e larvas tenébrio, têm sido investigadas como fontes sustentáveis de nutrientes para impressão 3D, oferecendo alto teor proteico e menor impacto ambiental em comparação com fontes tradicionais. Assim objetiva-se otimizar e combinar esses materiais para formação de pastas proteicas com ótima imprimibilidade, avaliando e definindo os melhores parâmetros de processamento (p. ex., temperatura, umidade e velocidade de extrusão) e garantindo que os alimentos impressos mantenham suas propriedades sensoriais e nutricionais após o pós-processamento (p. ex., cozimento ou secagem) (Godoi et al., 2016).\r\n\r\n\r\n\r\nMaterias e Metodos\r\nAmido de milho, farinha de feijão, de ervilha e de grilos serão utilizados para o desenvolvimento dos produtos impressos em 3D. Os ingredientes de cada formulação serão submetidas a gelificação ou gelatinização. Eles serão suspensos em água destilada em diferentes concentrações (5-50%, m/m) que serão aquecidas em banho-maria fervente, deixadas resfriar à temperatura ambiente, homogeneizada e armazenada por 24h a 4°C para posteriores análises.  \r\nAs biotintas passarão, primeiramente, por um teste de imprimibilidade, sendo realizada extrudando o gel manualmente através de uma seringa de 10 mL, equipada com o mesmo bico (0,8 mm) que o usado na impressora 3D, com avaliação visual da moldabilidade e consistência da amostra. Apenas os géis que puderam ser passados pela seringa e mostrarem estabilidade de forma razoável após a extrusão, serão escolhidos para os testes de impressão 3D reais. \r\nAs biotintas selecionadas serão armazenadas em geladeira (5 ± 2 °C) de 2-10 dias para verificar a estabilidade e a imprimibilidade. As seringas são retiradas da geladeira e imediatamente processadas em impressora 3D (3DBS, Genesis, São Paulo), com bico de 0,8 mm de diâmetro, altura do bico inicial fixada em 18 mm, com velocidade de impressão de 35 mm/s e taxa de extrusão de 30 mm/s a 25 °C. \r\nOs modelos 3D (estrela, quadrados planos e de treliças) serão criados usando Fusion 360 (CAD) e o software Slic3r (Hot-World GmbH & Co. KG, Willich, Alemanha) e impressos com 30 mm x 30 mm x 20mm (Comprimento x Largura x Altura). Os modelos físicos impressos serão avaliados visualmente quanto a uniformidade, forma, estabilidade da forma e da altura do modelo. Após a impressão os modelos serão secos em estufa a 100 °C por 20-30 min. \r\nA fidelidade dos modelos será verificada pela obtenção de imagens de cima para baixo com auxílio de microscópio estéreo diretamente após a impressão (nenhuma deformação aparente) e em diferentes tempos após a impressão (2, 4, 8, 12 e 24h) e após a secagem (Ribeiro et al., 2018).\r\n\r\nResultados esperados\r\nAo final, almeja-se a caracterização detalhada das propriedades físico-químicas, microestruturais e mecânicas das formulações desenvolvidas, correlacionando-as com seu desempenho durante a impressão 3D e após etapas de pós-processamento, como cozimento ou secagem. Espera-se que os alimentos impressos apresentem características sensoriais (textura, cor e sabor) e nutricionais desejadas, atendendo a demandas específicas de diferentes grupos populacionais, como idosos, atletas ou indivíduos com restrições alimentares.\r\n\r\nReferências \r\nBRANDÃO, Amanda Fonseca. Desenvolvimento de tinta proteica a partir de alginato de sódio e coadjuvantes para impressão 3D de alimentos. 2023. http://orcid.org/0009-0002-5170-9872\r\nCHEN, Yuanhui et al. Starch as edible ink in 3D printing for food applications: a review. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v. 64, n. 2, p. 456-471, 2024. https://doi.org/10.1080/10408398.2022.2106546\r\nGODOI, Fernanda C.; PRAKASH, Sangeeta; BHANDARI, Bhesh R. 3d printing technologies applied for food design: Status and prospects. Journal of Food Engineering, v. 179, p. 44-54, 2016. https://doi.org/10.1016/j.jfoodeng.2016.01.025\r\nLILLE, Martina et al. Applicability of protein and fiber-rich food materials in extrusion-based 3D printing. Journal of Food Engineering, v. 220, p. 20-27, 2018. https://doi.org/10.1016/j.jfoodeng.2017.04.034\r\nLIPTON, Jeffrey I. et al. Additive manufacturing for the food industry. Trends in food science & technology, v. 43, n. 1, p. 114-123, 2015. https://doi.org/10.1016/j.tifs.2015.02.004\r\nLIU, Yaowei et al. Rheological and mechanical behavior of milk protein composite gel for extrusion-based 3D food printing. Lwt, v. 102, p. 338-346, 2019. https://doi.org/10.1016/j.lwt.2018.12.053\r\nMANIGLIA, Bianca C. et al. Preparation of cassava starch hydrogels for application in 3D printing using dry heating treatment (DHT): A prospective study on the effects of DHT and gelatinization conditions. Food Research International, v. 128, p. 108803, 2020. https://doi.org/10.1016/j.foodres.2019.108803\r\nRIBEIRO, Alexandre et al. Assessing bioink shape fidelity to aid material development in 3D bioprinting. Biofabrication, v. 10, n. 1, p. 014102, 2017. https://doi.org/10.1088/1758-5090/aa90e2\r\nSEVERINI, Carla; DEROSSI, Antonio; AZZOLLINI, Domenico. Variables affecting the printability of foods: Preliminary tests on cereal-based products. Innovative food science & emerging technologies, v. 38, p. 281-291, 2016. https://doi.org/10.1016/j.ifset.2016.10.001\r\nSILVA, Shekinah Mendes. Amido de babaçu modificado por métodos físicos para impressão 3D. 2023. https://ri.unir.br/jspui/handle/123456789/5029\r\nWILTGEN, Filipe. Perspectivas da Manufatura Aditiva na Construção de Alimentos. Revista de Engenharia e Tecnologia, v. 13, n. 4, 2021.\r\n\r\n","modalidade":"SUB_PROJETO","situacao_projeto":"PROPOSTA_AVALIACAO","grupo_estudos_relacionado":"Produção, transformação e armazenamento de alimentos","envolve_animais":"NÃO","envolve_humanos":"NÃO","envolve_ogm":"NÃO","envolve_ppi":"NÃO","envolve_inovacao_tecnologica":"NÃO","data_atualizacao":"2026-04-13T02:30:14"}], "fields": [{"id": "_id", "type": "int"}, {"id": "projeto_registro", "type": "text", "info": {"label": "N\u00ba Registro", "notes": "N\u00famero de Registro do projeto no sistema Prisma. Ele \u00e9 formado por tipo(CUL/ENS/EXT/PES) - ano - n\u00famero sequencial. Todos os projetos possuem n\u00famero de registro, com exce\u00e7\u00e3o dos rascunhos (os quais n\u00e3o s\u00e3o listados nesta rela\u00e7\u00e3o)"}}, {"id": "projeto_titulo", "type": "text", "info": {"label": "T\u00edtulo", "notes": "T\u00edtulo do Projeto."}}, {"id": "data_inicio", "type": "date", "info": {"label": "Data de In\u00edcio", "notes": "Data em que o projeto come\u00e7ou ou em pretende ser iniciado."}}, {"id": "data_fim", "type": "date", "info": {"label": "Data de T\u00e9rmino", "notes": "Data em que o projeto terminou ou em que se prev\u00ea que encerrar\u00e1."}}, {"id": "quant_coordenadores", "type": "int4", "info": {"label": "Quantidade de Cooordenadores", "notes": "Quantidade de coordenadores do projeto. Todo projeto possui pelo menos um coordenador, mas pode possuir v\u00e1rios."}}, {"id": "coordenadores", "type": "text", "info": {"label": "Coordenadores", "notes": "Nome de todos os coordenadores do projeto, separados por ponto e v\u00edrgula."}}, {"id": "nome_campus", "type": "text", "info": {"label": "Campus", "notes": "Campus respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do projeto. Um projeto pode possuir v\u00e1rios campi envolvidos, mas somente um ser\u00e1 o respons\u00e1vel por sua cria\u00e7\u00e3o (que pode ser a Reitoria tamb\u00e9m)."}}, {"id": "desc_area_cnpq", "type": "text", "info": {"label": "Grande \u00c1rea CNPq", "notes": "\u00c1rea de conhecimento do projeto em rela\u00e7\u00e3o ao CNPq."}}, {"id": "palavras_chave", "type": "text", "info": {"label": "Palavras-chave", "notes": "Palavras-chave relacionadas ao projeto."}}, {"id": "resumo", "type": "text", "info": {"label": "Resumo", "notes": "Descri\u00e7\u00e3o sucinta sobre o que trata o projeto e quais os seus objetivos."}}, {"id": "modalidade", "type": "text", "info": {"label": "Modalidade", "notes": "Modalidade do projeto."}}, {"id": "situacao_projeto", "type": "text", "info": {"label": "Situa\u00e7\u00e3o", "notes": "Situa\u00e7\u00e3o atual do projeto."}}, {"id": "grupo_estudos_relacionado", "type": "text", "info": {"label": "Grupo de Estudos Relacionado", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Cada projeto pode estar associado a um ou a nenhum grupo de estudos."}}, {"id": "envolve_animais", "type": "text", "info": {"label": "Envolve Animais?", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Retorna SIM para os projetos que fazem pesquisas com animais vertebrados (excetuando-se seres humanos). Demandam parecer da Comiss\u00e3o de \u00c9tica no Uso de Animais (CEUA)."}}, {"id": "envolve_humanos", "type": "text", "info": {"label": "Envolve Humanos?", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Retorna SIM para os projetos que fazem pesquisas com seres humanos. Demandam parecer do Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa (CEP)."}}, {"id": "envolve_ogm", "type": "text", "info": {"label": "Envolve OGM?", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Retorna SIM para os projetos que fazem pesquisas com a constru\u00e7\u00e3o, experimenta\u00e7\u00e3o, cultivo, manipula\u00e7\u00e3o, transporte, comercializa\u00e7\u00e3o, consumo, armazenamento, libera\u00e7\u00e3o e descarte de OGM(Organismos Geneticamente Modificados) e derivados (CIBio)."}}, {"id": "envolve_ppi", "type": "text", "info": {"label": "Envolve PPI?", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Retorna SIM para os projetos que demandam Prote\u00e7\u00e3o de Propriedade Intelectual."}}, {"id": "envolve_inovacao_tecnologica", "type": "text", "info": {"label": "Envolve Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica?", "notes": "Campo exclusivo dos projetos de pesquisa. Retorna SIM para os projetos que lidam com Inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Demandam parecer do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT)."}}, {"id": "data_atualizacao", "type": "timestamp", "info": {"label": "Data de atualiza\u00e7\u00e3o", "notes": "Data de atualiza\u00e7\u00e3o do conjunto de dado, no formato YYYY-MM-DD (ano-m\u00eas-dia)."}}], "_links": {"start": "/api/3/action/datastore_search?resource_id=0dd4a7f8-0558-4be1-afa5-9837c73b2390", "next": "/api/3/action/datastore_search?resource_id=0dd4a7f8-0558-4be1-afa5-9837c73b2390&offset=100"}, "total": 5511, "total_was_estimated": false}}